sábado, 31 de dezembro de 2011

Trilhos receberão 100 bilhões até 2020.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Trilhos poderão receber R$ 100 bilhões na década
19/12/2011 - Valor Econômico
Até 2015, a participação das ferrovias na matriz de transportes deve saltar de 25% para 28%, com a movimentação de cargas, que deverá chegar nesse ano a 530 milhões de toneladas, podendo crescer 10% ao ano. Os trilhos ganharão espaço pelos investimentos das concessionárias privadas, que devem investir R$ 3 bilhões por ano em quatro anos, pelos projetos de ampliações de trechos existentes e construção de novas linhas. Estima-se que nos próximos dez anos a malha poderá pular dos 29 mil km para 40 mil km de extensão. Com isso, e os projetos de Trem de Alta Velocidade, metrôs e Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), mais de R$ 100 bilhões poderão ser aplicados no setor metroferroviário.

Um dos maiores gargalos logísticos pode estar prestes a ser resolvido. Obra que pode envolver R$ 1,5 bilhão em recursos, o projeto do Ferroanel, anel ferroviário que circundará a região metropolitana de São Paulo, retirando a circulação de cargas das linhas de passageiros, poderá sair do papel em 2012. O governo do Estado e a União estão trabalhando para colocar de pé o tramo norte do empreendimento. O projeto completo abrirá um corredor ferroviário entre São Paulo, Campinas e Santos e outro no sentido Jundiaí, Vale do Paraíba, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O Ferroanel ainda possibilitará a circulação de contêineres empilhados - substituindo quatro caminhões - e a circulação de trens 24 horas por dia.

"Devemos finalizar em breve o estudo de viabilidade e modelagem financeira da obra", diz Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O projeto de viabilidade econômica pode ser divulgado no início de 2012. A ideia é que, até 2015, o transporte de carga deixe de passar pelos trilhos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na capital. "Estamos otimistas", frisa Jurandir Fernandes, secretário de Desenvolvimento Metropolitano do Estado de São Paulo.

No Centro-Oeste, a ALL investe R$ 750 milhões na expansão de sua malha norte, com a construção de 260 km de trilhos entre o terminal do Alto Araguaia e a cidade de Rondonópolis (MT). O empreendimento, iniciado em 2009, deverá ser concluído até o fim de 2012 e conectará a região produtora de grãos do Mato Grosso ao porto de Santos. No Sudeste, a MRS trabalha na modernização do sistema Cremalheira, entre São Paulo e Santos, com a substituição de locomotivas por novas, com capacidade de tracionar mais carga. Com isso, a capacidade na Serra do Mar passará, nos próximos sete anos, de 16 milhões de toneladas a 24 milhões de toneladas anuais.

No Nordeste, ganha velocidade a construção da Transnordestina, projeto que pode superar os R$ 5,4 bilhões e terá 1.728 quilômetros, interligando a cidade de Eliseu Martins (PI) aos portos de Suape (PE) e Pecém (PE). Na região Norte, onde trabalha para aumentar a produção de minério, a Vale trabalha para duplicar 605 km da estrada de ferro Carajás e ampliar a linha em 100 km para criar uma conexão à serra sul da mina de Carajás.

Apesar dos entraves, a indústria enxerga cenário promissor com as obras. "Devemos bater recordes de produção de vagões e de locomotivas nessa década", diz Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer). Em 2011, a produção de vagões deve chegar a 5.700 unidades, alta de 75% em relação ao ano anterior e 14% acima da estimativa. Para 2012, a expectativa é fabricar de 3.500 a 4.000 vagões. "Nesse ritmo, podemos chegar a 40 mil vagões na década", destaca Abate, prevendo investimento de R$ 400 milhões entre 2011 e 2013.

Os trilhos também deverão chegar ao espaço urbano. Cerca de 8 milhões de passageiros são transportados por trilhos no Brasil - cerca de 70% deles estão em São Paulo e Rio de Janeiro. Esse número é baixo se comparado a outros países: Pequim transporta por dia 6 milhões de passageiros. Joubert Flores, presidente da ANPTrilhos, estima que R$ 85 bilhões possam ser investidos em projetos de metrôs, trens de alta velocidade, trens regionais, monotrilhos e Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs). Com isso, o número de passageiros transportados por trilhos deverá superar 10 milhões em até quatro anos.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: nada haver com a notícia. Quero desejar a todos os visitantes um Feliz 2012, com muita paz, saúde, união e boas notícias para todos. Um grande abraço.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

GE fornecerá 9 locomotivas para Argentina.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

GE Brasil fornecerá 9 locos para Vale da Argentina
19/12/2011
A GE Transportation começará a fabricar no primeiro trimestre de 2012 as nove locomotivas, de 3.000 HP, encomendas pela Vale para a movimentação de potássio do projeto Rio Colorado, em Mendoza, na Argentina.  As máquinas serão produzidas em Contagem (MG) e as entregas começam no primeiro semestre do ano.  Segundo o presidente & CEO da GE Transportation para a América Latina, Guilherme Mello, o contrato é para nove máquinas, com possibilidade de aumentar, se houver demanda.

O projeto Rio Colorado é um investimento de US$ 5,9 bilhões que a Vale está fazendo em um sistema de extração de potássio por solução, que inclui revitalização de 440 km de uma ferrovia existentes, construção de um ramal ferroviário de 350 km e um terminal marítimo em Bahia Blanca. A capacidade nominal da mina é de 4,3 milhões de toneladas por ano de potássio.

As escavações e os serviços de engenharia já começaram.  A Vale está finalizando os acordos com cinco províncias argentinas envolvidas no projeto.  Já foram investidos US$ 509 milhões no projeto e a previsão é iniciar as operações no segundo semestre de 2014.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

ALL cresceu 284% desde 1997 no RS.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Transporte ferroviário da ALL cresce 284% em 14 anos
21/12/2011 - Diário Popular (RS)
A infraestrutura logística do Brasil tem o grande desafio de desenvolver a intermodalidade,  principalmente  em importantes polos econômicos, como é o caso do Rio Grande do Sul. Neste cenário, o transporte de cargas pelo modal ferroviário  apresenta  um papel relevante. Concessionária responsável pela Malha  Sul,  a  ALL – América Latina Logística tem sido uma importante peça neste desenvolvimento. Nos últimos dois anos, mais de mil vagões foram descarregados no Porto do Rio Grande.

Especificamente no Estado  gaúcho,  o  volume transportado pela companhia ferroviária  apresentou  um crescimento de 284% nos últimos 14 anos. Passou de  2,5  milhões  de toneladas por quilômetro útil (TKU), em 1997, para 9,6 milhões  de  TKU. Esse crescimento na operação foi acompanhado pelo aumento da  segurança  na  operação. Entre 1997 e 2010, houve uma redução de 90% de acidentes por TKU.

A  economia  é um  grande diferencial do modal ferroviário. Ajustadas pela inflação,  as  tarifas  utilizadas pela ALL estão entre 30% e 35% abaixo de 1996.  E  o  aumento do volume ferroviário gerou excesso de oferta no modal rodoviário, causando uma redução no preço no frete em todo o Estado.

De acordo com o gerente de Relações Corporativas e Aduaneiras da ALL no RS, Miguel Ângelo Evangelista Jorge, é importante ressaltar o comprometimento das   empresas   privadas   na  atualidade,  proporcionando  o  aumento  da produtividade  no  Brasil,  em  especial  no Estado, e a queda do índice de acidentes.  “importante contextualizar o atual cenário com o passado e o futuro  do  modal  ferroviário, bem como relembrar a falta de investimentos nas  ferrovias  antes  da  concessão e mostrar a necessidade da expansão da malha, assim como da intermodalidade”, explica.

Regiões

A operação  da  companhia  no  Estado envolve três grandes regiões: Região Metropolitana  de  Porto  Alegre,  Cruz Alta/Santa Maria e na Região de Rio Grande,  onde  est` localizado  o principal porto gaúcho. Nos últimos dois anos, a média foi de 1.161 vagões descarregados em Rio Grande.

Este  ano,  a  implantação  do chamado trem expresso para a movimentação de arroz  ensacado no RS foi um dos destaques da ALL. O trem com 45 vagões tem rota  direta  de  Uruguaiana  para  o terminal da Brado Logística, em Tatuí (SP),  de onde é distribuído para o mercado consumidor. A operação permitiu à companhia reduzir o tempo de trânsito do produto de 15 para cinco dias.

Em agosto, a ALL iniciou a primeira operação de biodiesel entre Esteio (RS) Araucária (PR), oferecendo uma opção de logística confiável e competitiva e entrando em um mercado promissor. Essa operação atende um mercado potencial de 25 milhões de litros por mês entre os dois Estados.

Estado

A América Latina Logística – ALL é a maior empresa independente de serviço de  logística  da América Latina e companhia ferroviária do Brasil que mais cresce.  No  Rio  Grande  do  Sul,  possui  cerca de 3,1 mil quilômetros de ferrovia,  estado  que  detém  a  maior Unidade de Produção da companhia em extensão.  Transporta  em  média  500 vagões/dia e apresenta um crescimento médio  de  10%  ao ano. Ao todo, a ALL gera mais de mil empregos diretos, além de 2,5 mil indiretos no Estado.

A empresa possui parcerias com terminais intermodais (tráfego ferroviário e rodoviário)  para  movimentação de cargas em Porto Alegre, Cruz Alta, Passo Fundo,  Cacequi,  Uruguaiana,  Esteio  e Vacaria. Os terminais realizam uma operação  logística  completa,  que inclui a gestão de armazéns, centros de distribuição e estoques. As traders de commodities agrícolas e cooperativas são os clientes tradicionais de ferrovia, que transportam grandes volumes de cargas a granel, que são movimentadas mais eficientemente por meio de ferrovias, como soja, trigo, milho, fertilizantes e arroz.

O transporte de produtos industrializados pela ALL vem  crescendo substancialmente no RS em setores como  frigorificados, siderúrgicos, petroquímicos, papel e celulose,  materiais de embalagens, combustíveis, construção civil, alimentos, madeira, polietileno, entre outros.
NOTA JJEF PRODUÇÕES: é impressão minha ou a ALL Rio Grande do Sul está falindo? Sim, porque descarregar apenas mil vagões em dois anos, 500 ao ano, menos de dois por dia. Não, na verdade é a reportagem que fez confusão, repórter não entende do assunto e faz essas informações que saltam aos olhos de quem conhece um pouco.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Linha leste do metro de Fortaleza sairá em cinco anos.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Linha Leste do Metrofor deve sair em até 5 anos
21/12/2011 - Diário do Nordeste
À espera da finalização da linha Sul do Metrô de Fortaleza (Metrofor) há pelo menos 12 anos, o cearense parece que terá mais sorte com relação à execução do trecho Leste do projeto, que passará por bairros como Aldeota, Papicu e Água Fria. De acordo com estimativa do governador Cid Gomes, o cidadão vai poder circular pelo sistema de transporte entre 2015 e 2016.

O projeto será realizado em diversas frentes e contará com o apoio da iniciativa privada, através de PPP (Parceria Público Privada). O Estado ficará responsável por licitar os equipamentos para a construção dos túneis e das estações.

Já o parceiro deverá adquirir os trens e sistemas para a linha, a qual, conforme o governador "são muito sofisticados".

O intervalo de um trem para o outro, por exemplo, será de apenas um minuto e meio, e o equipamento nem com manobrista contará. "É todo automático e, com isso, necessita de todo um aparato de segurança", explicou Cid durante conversa com os internautas ontem pelo Twitter. A linha Leste do Metrofor foi um dos assuntos recorrentes durante o bate-papo. O governador reafirmou que as obras de construção do trecho, que passará por avenidas de tráfego intenso, como Santos Dumont e Washington Soares, serão realizadas "sem que as pessoas tenham notícia lá fora".

´Tatuzão´

Isso porque os trabalhos serão executados por debaixo da terra. Uma máquina chamada "shild" - conhecido popularmente por "tatuzão" - escava subterraneamente o trajeto, preservando a superfície.

A linha sairá do Centro, a partir da integração com os ramais Sul e Oeste, e seguirá pela Santos Dumont até o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), indo à Cidade 2.000, em direção, depois, ao Fórum. O governador também voltou a falar sobre o polêmico vídeo que circulou recentemente pela internet a respeito de um ´rolo´ nas desapropriações para a construção da linha.

Cid afirmou que, como as estações serão subterrâneas, a parte de superfície poderia ser utilizada pela iniciativa privada para a construção de empreendimentos, mas que isso seria feito "de forma pública".

Acquario

Com relação ao Acquario, o chefe do Executivo Estadual informou que a Licença de Instalação deve ser emitida pela Semace ainda em janeiro, para que sejam iniciadas as obras, com conclusão prevista para dezembro de 2013.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: levou 12 anos a construção apenas, isso porque o projeto se arrasta há pelo menos 30 anos, entre empréstimos, negociações e enrolações. Vamos ver se deslancha agora.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Justiça barra acordo entre ferrovia e ANTT.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Justiça barra acordo firmado entre a ANTT e ALL
21/12/2011 - O Estado de S.Paulo
A Justiça Federal determinou a suspensão do acordo firmado entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária ferroviária América Latina Logística Malha Paulista para a retirada de 2.375 vagões velhos espalhados pelas ferrovias do Estado. A liminar foi dada ontem em ação movida pelo Ministério Público Federal. Os vagões pertencem ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e seriam trocados por 1.116 vagões novos ou reformados oferecidos pela ALL.

A Revista Ferroviária entrou em contato com a ALL que declarou, através de sua assessoria de imprensa, que vai recorrer da decisão, “uma vez que o processo de substituição dos vagões é regular e está amparado nos Contratos de Concessão e Arrendamento, que preveem a substituição dos ativos”.

Leia na íntegra a nota da ALL:

A ALL - AMÉRICA LATINA LOGÍSTICA, empresa que administra a concessão ferroviária da Malha Paulista, informa que irá recorrer da decisão, uma vez que o processo de substituição dos vagões é regular e está amparado nos Contratos de Concessão e Arrendamento, que preveem a substituição dos ativos.

A substituição de ativos obsoletos e sem condições de uso por novos, de maior capacidade, é essencial para que a ALL cumpra seu papel de elevar o patamar da logística ferroviária de cargas. Neste processo, 2.375 vagões considerados sucata e sem condições de recuperação, com capacidade média para 43 toneladas e idade média de 47 anos, foram substituídos por 1.116 novos vagões, com capacidade para até 120 toneladas, em condições de equivalência. Um ganho de capacidade de aproximadamente 10% na frota substituída, o que garante ainda maior disponibilidade e eficiência à operação ferroviária, agregando valor ao patrimônio da União, que passa a integrar estes ativos.

Desde 2006, quando assumiu o controle da Ferroban para operar a malha no Estado de São Paulo, a ALL ampliou em 84 % o volume transportado e reduziu em 74 % a taxa de acidentes na região. Tudo isso só foi possível pela modernização dos ativos, vagões e locomotivas, investimentos na via permanente e tecnologia.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

ALL cria mineradora.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
ALL cria mineradora integrada
20/12/2011 - Valor Econômico
Em uma estratégia agressiva, a América Latina Logística (ALL), uma das maiores ferrovias da América Latina, aliou-se aos grupos Triunfo Participações e Investimentos (TPI) e Vetorial Mineração para criar a Vetria Mineração S.A. Essa nova empresa vai extrair, transportar e comercializar minério de ferro oriundo do Maciço do Urucum, em Corumbá (MS), até o porto de Santos (SP).

A nova companhia, que já nasce com uma mina em operação, que alcançará no auge capacidade para comercializar 27,5 milhões de toneladas por ano, terá garantido por contrato de longo prazo o escoamento da produção via ferrovia, além de exportação do produto por meio de um terminal portuário próprio, que será instalado em Santos. O executivo Alexandre Santoro estará à frente da nova empresa. Ex- Danone e ex- Ambev, Santoro fez carreira na ALL nos últimos dez anos. O mercado alvo para venda do minério será a Ásia, sobretudo China, Japão e Coreia, e a Europa.

A aliança entre os três grupos começou a ser costurada em fevereiro. Idealizadora do projeto, a ALL terá o controle da Vetria, com 50,4% de participação. A Vetorial fica com fatia de 33,8% e a Triunfo, com 15,8%. Os investimentos estimados para colocar essa empresa em operação a partir de 2016 - integrando mina, ferrovia e porto - são de R$ 7,6 bilhões nesse período.

"A Vetria foi concebida com ativos que incluem o terminal portuário, a mina, as locomotivas e vagões e contrato de longo prazo [de 30 anos] para escoamento da produção, o que garante uma capacidade de 27,5 milhões de toneladas/ano", disse Paulo Luiz de Araújo Basílio, presidente da ALL.

Basílio explicou que a Vetria vai investir cerca de R$ 1,1 bilhão na expansão de capacidade da mina, hoje de 1 milhão de toneladas, para 20 milhões de toneladas anuais, em uma primeira etapa. Aproximadamente R$ 2,2 bilhões vão para revitalização da ferrovia (um trecho de cerca de 1.800 quilômetros). E R$ 2,3 bilhões serão gastos em aquisições de material rodante - 5.600 vagões e 180 locomotivas, substituição de 3 milhões de unidades de dormentes de madeira por ferro. Para completar, R$ 2 bilhões serão aplicados na construção de um terminal portuário em Santos, localizado na margem esquerda do porto, projetado para ter capacidade estática de 1,3 milhão de toneladas de minério de ferro.

"Os aportes serão feitos pela Vetria. Esperamos trazer 30% em equity [cerca de R$ 2,3 bilhões]. Ou seja, vamos buscar um sócio, que pode ser um fundo de investimento ou um investidor estratégico da área de mineração, mas ainda vamos conversar. Outros 70% serão dívidas, que serão tomadas pela Vetria, sem o aval dos acionistas. É um negócio separado. Além de nós três [ALL, Triunfo e Vetorial], vamos ter mais um sócio", disse Basílio. "No limite, teremos um IPO [oferta pública de ações]", completou.

A região de Corumbá, onde a mina está localizada, é pouco explorada economicamente por não ter opção logística para o escoamento do minério de ferro. "Hoje, o minério sai por barcaças via hidrovia Paraguai-Paraná. Em condições normais, demora cerca de 25 dias, mas em período de seca são cerca de 30 dias para chegar até Rosário [Argentina]", disse Santoro. Por ferrovia, o trajeto de ida e volta é de 8 dias.

"Ocupamos 2.800 hectares, dos quais 1.280 hectares são área mineralizada. É dentro dessa área a nossa estimativa de 1 bilhão de toneladas de reservas. Já fizemos estudos, com algumas perfurações. Agora estamos em fase de validação internacional para aferir esse volume", disse Santoro. Essa região, segundo ele, não é exatamente uma fronteira nova - outras mineradoras, como a Vale, operam no local. "O conceito do minério que exploramos é do tipo 'lump', de custos mais baixos, uma vez que é de melhor qualidade e vai direto para o alto-forno, sem precisar passar pelo processo de concentração", disse.

São poucas as minas no mercado internacional com esse tipo de minério, de acordo com o executivo. "Isso nos garante um prêmio de US$ 15 a tonelada", afirmou. O minério está cotado atualmente a cerca de US$ 135 por tonelada.

Se estivesse em operação hoje, a Vetria seria uma empresa com porte de US$ 3 bilhões de faturamento, considerando os 20 milhões de toneladas anuais, estimados nessa primeira fase, e os atuais preços praticados no mercado.

Nos próximos 18 meses, a nova companhia deverá se dedicar ao processo de certificação da mina, obtenção de licenças e capitalização da empresa. Os outros 30 meses serão para a execução das obras.

Carlo Bottarelli, presidente da Triunfo, explicou que a área disponível para a construção do terminal de Santos já possui licença prévia para operação, mas precisa obter uma autorização para operar com minério. A licença ambiental atual é para movimentar granéis líquidos (combustíveis), sólidos e contêineres.. "A TPI adquiriu esse terreno em agosto de 2008. Nosso objetivo, àquela época, era replicar em Santos o nosso projeto do porto de Navegantes (SC)."

Antes de se juntar aos dois parceiros estratégicos, a Vetorial Participações, fundada em 1969, já explorava 1 milhão de toneladas/ano de minério de ferro em suas minas em Corumbá, com parte destinada para consumo próprio em suas três usinas de ferro-gusa no Mato Grosso do Sul.

Maior operadora de ferrovias da América Latina, com uma malha de 21.300 quilômetros, a ALL iniciou em 2010 um plano de diversificação de seus negócios. No ano passado, a companhia criou uma nova empresa, a Brado Logística e fez a fusão dela com a Standard, empresa que também tem sede em Curitiba e com a qual já possuía parceria em cargas refrigeradas, para atuar no mercado de contêineres que chegam aos portos nos quais a ALL atua. Em julho deste ano, a companhia, por meio de sua subsidiária ALL Intermodal, criou a Ritmo Logística em parceria com a Ouro Verde Transporte e Locação, para atuar transporte rodoviário.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: é interessante ler, após essa notícia, os comentários de Ralph Giesbretch e de outros especialistas na ferrovia, sobre as possibilidades dessa linha sair do papel. Leiam o artigo a respeito aqui.

sábado, 24 de dezembro de 2011


Desejamos a todos os comentaristas e visitantes desse fotolog um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo, com muita saúde, paz, união, trens, aviões, carros, etc.

Que o Espírito Santo de Deus toque nos corações de todos os homens, todos os dias, para aceitarem a salvação que foi propiciada através do ato que o Senhor e Salvador Jesus Cristo fez na cruz do calvário, derramando Seu sangue para perdoar os pecados de toda a humanidade, cumprindo tudo que era necessário fazer, e permitindo que todos que aceitem esse ato de coração sejam salvos na infinita graça de Deus, apenas por fé, não por obras, e assim se tornando co-herdeiros e santos perante os olhos de Deus. Esse é o motivo da vinda de Cristo ao mundo, sendo que agora Ele é Senhor, estando glorificado no 3º Céu, à destra do Pai.

Foto: locomotiva HO produzida pela Estrela na década de 1960, avó do Ferrorama.

VISITEM E COMENTEM:

Blog ABPF RIO CLARO = http://abpfrc.blogspot.com = Boas Festas a Todos!
http://fotolog.terra.com.br/jcct6 - DC10 e Constellation da VARIG - Semana do Natal.
http://fotolog.terra.com.br/jjef2 - Feliz Natal.
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http://jjefproducoes.nafoto.net/ - Feliz Natal.
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YOUTUBE: Trem Elétrico ATMA CA (Vídeo Especial de Natal).

Feliz Natal a todos!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Concessionárias querem transportar conteiners.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Concessionárias querem ganhar mercado de contêineres
19/12/2011 - A Tribuna
As concessionárias ferroviárias América Latina Logística (ALL) e MRS Logística traçam planos para que, aos poucos, as rodovias deixem de ser o principal caminho utilizado no transporte de contêineres entre o Porto de Santos e as áreas que o complexo atende no interior do Brasil. Com novos projetos em andamento, as companhias têm como meta aumentar a competitividade das ferrovias, ampliando as operações intermodais.

A ALL, através de sua controlada, a Brado Logística, pretende fechar o ano com uma média mensal de 1.500 contêineres movimentados. O volume equivale a cinco vezes a média mensal transportada no primeiro semestre. Em abril último, quando a empresa iniciou essas operações, apenas 300 cofres por mês seguiam para o Porto de Santos.

A previsão para o próximo ano é que sejam movimentados 3 mil contêineres por mês, do interior para o complexo santista. A meta está relacionada à aquisição de um novo tipo de vagão, o Spine Car de 80 pés de comprimento, mais conhecido como long stack. Desde outubro último, 60 vagões desse modelo foram comprados pela companhia.

A intenção é encerrar o ano com 145 long stacks. Ao todo, foram investidos R$ 30 milhões. Para o segundo semestre de 2012, estão previstos mais 100 vagões.

“Ele tem 27 metros de comprimento e leva dois contêineres de 40 pés ou quatro de 20 pés (um na frente do outro). Os vagões deverão atender as operações do Mato Grosso, de Araraquara e Campinas com destino a Santos”, explicou o diretor de negócios intermodais da Brado Logística, Bruno Lino.

A princípio, o plano da companhia era usar o modelo americano de vagões double stack, que leva dois contêineres empilhados. No entanto, o projeto foi descartado, pois esse tipo de vagão demandaria a reforma dos túneis e das pontes ferroviárias da Serra do Mar. “Precisaríamos realizar uma série de reformas em túneis epontes do Mato Grosso até Santos por causa da altura. E o estudo mostrou que teria um custo alto e ia ser demorado, visto que teríamos que negociar com várias prefeituras diferentes”, explicou Lino.

A Brado, então, começou a analisar alternativas de implantação mais rápida e de menor custo. “Chegamos a esse modelo, o long stack. Desenvolvemos esse vagão junto com a ALL de forma que nos trouxesse os mesmos benefícios do double stack. Queremos oferecer uma tarifa competitiva a nossos clientes. Buscamos competitividade em relação ao caminhão”, disse.

Os novos vagões vão atender clientes como o Grupo Libra (terminais portuários), as armadoras MSC (Mediterranean Shipping Company) e Aliança e a exportadora Sama S.A,. As principais cargas a serem transportadas serão açúcar, algodão, carga frigorificadas (frangos e suínos).

Além dos vagões long stack, a Brado conta com outro projeto para garantir uma maior eficiência a seus clientes: a estufagem (colocação da carga) de contêineres em terminais próprios no interior. “Um dos pontos que geram congestionamentos no Porto de Santos é a movimentação de contêineres entre terminais, já que a estufagem éfeita na retroárea do complexo. Para evitar essa movimentação, o contêiner já vai chegar estufado no Porto”, explicou o diretor.

No mês passado, partiram de Mato Grosso, em direção a Santos, os primeiros contêineres de algodão já estufados. “Essa operação vai se tornar cada vez maior. Vamos eliminar muitos caminhões que rodam na retroárea. O Porto vai se tornar muito mais competitivo, reduzindo a migração das cargas para outros portos, como os do Rio de Janeiro”.

Nos próximos cinco anos, a Brado planeja investir R$ 1 bilhão na aquisição de vagões e locomotivas e na construção de terminais no interior. “Grande parte vai ser destinada ao Porto de Santos, que é onde temos maior possibilidade de crescimento”, afirmou Lino.

MRS Logística

Ao contrário da Brado, os vagões double stack ainda fazem parte dos planos da MRS Logística, que pretende aumentar de 3% para 30% a participação das ferrovias na movimentação de contêineres em Santos. A empresa já está com os vagões em teste. A estimativa é que eles comecem a ser usados no segundo semestre de 2012. “Vamos investir nesse vagão. Para isso, precisaremos fazer adaptações na ponte do Rio Casqueiro e no túnel de Conceiçãozinha, no Guarujá, mas nada muito significativo”, garantiu o gerente de Relações Internacionais da MRS, José Roberto Lourenço, referindo-se a acessos ferroviários ao cais santista.

Outro projeto da MRS envolve a separação das linhas usadas no transporte de cargas, da concessionária, das de passageiros, da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM, do Governo do Estado), na Região Metropolitana de São Paulo.

A segregação terá de ocorrer em vários trechos, alguns ainda em negociação com os governos Estadual e Federal. Por enquanto, um já em obras. Ele vai da Zona Leste de São Paulo, passa pelo Vale do Paraíba e chega na Baixada. O serviço começou em julho último e deve ser concluído em setembro do próximo ano.

Há dois trechos em fase de estudos. Um percorre as regiões de Rio Grande da Serra e da Mooca. O outro passa pelo Centro de São Paulo e poderá ser inserido no projeto do Ferroanel Norte – um dos tramos do anel ferroviário paulista, que vai possibilitar o fim da circulação de trens de carga pelo centro da Capital. Todos ligam o Planalto ao Porto de Santos.

A aquisição de sete locomotivas fabricadas na Suíça para atuarem no Sistema Cremalheira, na Serra do Mar, também integra os planos da MRS. As máquinas devem chegar ao Brasil no segundo semestre do próximo ano e vão substituir as sete que operam atualmente na região. “As atuais já têm mais de 40 anos e não geram mais capacidade. Com as novas, a intenção é aumentar de 14 milhões para 48 milhões de toneladas a movimentação mensal, tanto na subida como na descida da Serra”, destacou o gerente da MRS.

Lourenço também menciona investimentos na construção de terminais na Baixada Santista. O primeiro, o Terminal Intermodal do Porto de Santos (TIPS), será instalado em Cubatão, em uma área de 300 mil metros quadrados. A expectativa é que ele entre em operação no segundo semestre de 2012. Atualmente está em fase de licenciamento ambiental. O projeto é feito em parceria com a empresa Contrail.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Transnordestina vai estimular programas regionais.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Transnordestina vai estimular programas regionais
19/12/2011 - Valor Econômico
Obras de construção da Transnordestina: ferrovia de 1.728 km vai permitir um melhor escoamento da produção dos Estados do Piauí, Ceará e Pernambuco
Uma das mais importantes obras do Programa de Aceleração Crescimento (PAC) no Nordeste, a ferrovia Transnordestina mudará a realidade da região onde serão instalados os 1.728 km de trilhos que cortarão os Estados do Piauí, Ceará e Pernambuco. Mais do que o principal modal para escoamento da produção até os portos de Pecém (CE) e Suape (PE), o projeto assume o papel o indutor de outros empreendimentos paralelos já programados pelos governos estaduais para impulsionar a economia local.

No Ceará, por exemplo, estão sendo feitos estudos das localidades que poderão abrigar os dez entrepostos que o governo estadual planeja construir ao longo do trecho cearense da ferrovia, entre Missão Velha e Pecém, que tem 527 quilômetros de extensão. "Tão logo as obras da ferrovia estejam concluídas queremos ter os entrepostos prontos", revela Otacílio Borges, secretário adjunto da Secretaria de Infraestrutura.

O objetivo, segundo ele, é estimular a produção local e permitir o escoamento até o porto, para o embarque dos produtos rumo ao mercado internacional. Os estudos estão sendo feitos pela Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) e definirão os investimentos no empreendimento. A ideia é construir, inicialmente, cinco entrepostos.

Também faz parte dos planos a construção de um ramal ferroviário ligando os municípios de Piquet Carneiro e Crateús, uma distância de aproximadamente 200 quilômetros. O interesse nesse projeto é grande porque beneficiaria uma região que abriga a mina Santa Quitéria, em Itataia, descoberta em 1976, que possui jazidas de fosfato, utilizado na produção de fertilizantes, e de urânio. A região é rica, também, em pedras ornamentais, tanto mármore quanto granito. Borges diz que a expectativa é de que o projeto executivo esteja definido entre fevereiro e março do próximo ano. O início das obras dependerá de negociações com a Transnordestina Logística S.A. (TLSA), controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e responsável pelo projeto da ferrovia, e com o Ministério dos Transportes.

Missão Velha, no Cariri, "o oásis cearense", tem uma vocação para prestação de serviços, relata Borges. Mas não muito distante dali, no município de Barbalha, existe uma fábrica de trem, a Bom Sinal, e a intenção do governo estadual é aproveitar o projeto da Transnordestina para atrair fornecedores de insumos e montar um polo ferroviário. Fundada em 1999, a Bom Sinal forneceu o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que faz a linha entre Juazeiro e Crato, e tem encomendas de Maceió e Recife.

O impacto positivo da Transnordestina no Piauí pode ser medido na geração de empregos diretos. Nos quatro lotes que estão em obras - de um total de sete no Estado -, contemplando os municípios de Elizeu Martins, Simplício Mendes e Itaueira, trabalham atualmente 2 mil pessoas, número que pode subir para 5 mil quando os outros três lotes estiverem em construção. A ferrovia passará pela região do cerrado piauiense, que se destaca pela produção de grãos, principalmente soja, e pela extração de minério. A exportação de soja gerou US$ 80,9 milhões em divisas para o Estado no ano. Os trilhos eliminarão gargalos no escoamento, contribuindo para aumentar o volume de embarque.

De acordo com Mirócles Veras, coordenador estadual do PAC, o governo do Piauí planeja construir uma ferrovia para ligar o município de Simplício Mendes à capital Teresina e Paranaíba. Há estudos, também, sobre a navegabilidade do Rio Parnaíba e projetos de construção de rodovias federais. "Outro importante projeto para a região é a Transcerrados, uma parceria público-privada, ligando os municípios de Sebastião Leal e Monte Alegre, que beneficiará diretamente o polo Uruçui-Gurguéia, onde se concentra a maior parte da produção de grãos do Piauí", revela.

O avanço total da obra da Transnordestina, até o momento, é de 40%, relata Tufi Daher Filho, presidente da TLSA, acrescentando que no projeto já foram aplicados R$ 2,8 bilhões, cerca da metade do orçamento de R$ 5,4 bilhões previstos - valor que está em processo de revisão. As obras estão em ritmo acelerado em Pernambuco e Piauí, onde o processo de desapropriação fluiu rapidamente. Pelo cronograma, o trecho cearense de Missão Velha a Pecém será o último a ser concluído, em 2014. Atualmente, o projeto já tem 100 km de grade ferroviária montada, sendo 60 km no Ceará e 40 km em Pernambuco, o que corresponde a 6% da extensão total da ferrovia. A meta é concluir 2011 com 150 km, atingindo 9% do malha.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Trens regionais terão único concessionário.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

PPP de trens regionais será feito em pacote único
16/12/2011 - Folha de S. Paulo
As ferrovias para interligar São Paulo a cidades do interior serão feitas por uma grande parceria público privada, em um único pacote. "A empresa ou o consórcio interessado no empreendimento deverá operar todo o conjunto", diz o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes.

De certo, serão três expressos regionais, mas poderão vir a ser quatro, se o trem-bala não sair do papel. "A linha Campinas, Guarulhos, São José dos Campos é uma possibilidade se o TAV [trem de alta velocidade] desistir do trecho a partir de Campinas. Não queremos entrar em conflito com o TAV", afirma o secretário.

O projeto mais adiantado é o da ferrovia para Jundiaí, que já tem o projeto funcional. O percurso São Paulo até aquela cidade, hoje feito em duas horas em trens da CPTM, será de cerca de 25 minutos, sem nenhuma parada intermediária, a uma velocidade máxima de 180 km por hora.

O trajeto de 45 km, com 14 km de túneis, tem orçamento estimado em R$ 3 bilhões. Está prevista uma estação metropolitana na Água Branca (zona oeste da cidade), que receberá tanto o trem de Jundiaí quanto o de Sorocaba.

Essa segunda linha, cujo projeto funcional ficará pronto entre fevereiro e março, poderá ter uma parada em São Roque. O terceiro trajeto, para Santos, terá estação em Santo André ou Mauá.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: tá, tudo muito bonito, etc. mas e as outras cidades? Não precisa parar em cada "curva de rio" que houver no caminho, como antigamente a CPEF, EFCB e demais ferrovias faziam. Mas do jeito que falam parece que não há cidades entre essas estações. O trajeto entre SP e Jundiaí já é servido pelo "parador" da CPTM, mas precisam então criar outro entre Jundiaí e Campinas. Também um para a linha SP-Sorocaba (apesar dessa linha poder ser em tiro direto pelo fato das estações terem que ficar longe das cidades de qualquer forma). A linha SP-Santos querem matar o funicular, último no mundo. E tem que haver sim um trem Campinas-SP-SJDC, independentemente do TAV. De que adianta o TAV com passagem para esse trecho em 90 reais se ninguém pega? O outro trem, mais lento, poderia ter a passagem em 45 reais e teria mais lotação ainda. Ah, lembrei! Para o TAV funcionar não pode haver concorrência dos ônibus, aeroportos e trens, porque senão ninguém vai pegar ele por causa do custo enorme que ficará sua passagem.

NOTA JJEF PRODUÇÕES 2: sou a favor sim que se tenha um TAV ligando algumas das cidades brasileiras, mas antes do TAV precisariam voltar os trens normais (pode ser tipo litorina, tipo completo, FEPASA, obrigação de contrato das concessionárias, o que quiserem, vale até o modelo argentino de trem de passageiro abandonado e lotado) para verificar mesmo o quanto os brasileiros deixariam os carros em casa para usar o trem (não adianta dizer que vai roubar passageiros dos ônibus, tem que deixar o ônibus e roubar dos automóveis que poluem mais e congestionam as estradas).

Ferrovias serão modernizadas.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ANTT quer modernizar três trechos de ferrovias
16/12/2011 - Valor Econômico
O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANNT), Bernardo Figueiredo, afirmou nesta sexta-feira que está negociando com as concessionárias do segmento de ferrovias as alternativas para modernizar os trechos em operação que estão subutilizados por falta de investimentos.

Figueiredo disse que foram selecionados três trechos inicialmente. Dois deles estão concedidos à FCA, os de Recife a Belo Horizonte e de Vitória ao Rio de Janeiro. O outro está com a concessionária ALL, no trajeto de São Paulo a Porto Alegre.

O diretor da ANTT esclareceu que os três trechos oferecem condições de trafegabilidades conforme estabelece o contrato de concessão, mas precisam ter a capacidade de transporte e velocidade ampliada. “Só colocar eles em condições adequadas [aos contratos] não é suficiente para estarem em condições competitivas”, afirmou Bernardo em encontro com jornalistas.

A ANTT debate duas alternativas de acordos com as concessionárias. A primeira prevê que as empresas reformem os trechos e obtenham retorno financeiro a partir do ganho de eficiência da ferrovia. A segunda possibilidade estabelece a devolução do trecho envolvido na negociação para que o governo faça uma nova licitação garantindo apenas o direto de transporte do volume previsto no contrato antigo.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: não sei se o governo quer as ferrovias de volta antes do fim das concessões (para engordar mais ainda os bolsos deles) ou se demonstra preocupação com as ferrovias atuais mesmo. De fato, só com os 11 mil km que querem ou estão construindo já mandam os 30 mil existentes para o lixo. O difícil é equacionar os custos, tempo de execução das obras e o final dos prazos de concessão.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Trem Elétrico ATMA em Corrente Alternada.



JJEF Produções apresenta o registro histórico de um trem elétrico ATMA em corrente alternada, construído entre as décadas de 1950 e 1960, ainda em funcionamento. Poucas dessas peças ainda existem no país, sendo artigos de colecionador.

O protótipo da locomotiva elétrica segue o modelo da GE EF-5 da New Haven, sendo que os conjuntos de passageiros e cargas podiam vir nas cores da CPEF, RFFSA, EFS (locomotiva elétrica pequena) e da própria New Haven.

O modelo, raríssimo nos dias atuais, pertence a Roberto dos Reis, diretor financeiro do Núcleo de Rio Claro, SP, da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, onde foram gravadas as imagens.  Convidamos aos visitantes a assistirem esse registro único no Youtube.

Endereço: http://www.youtube.com/watch?v=TJNOcgeq8YM



Clientes querem investir em ferrovias.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

94% dos grandes clientes querem investir em ferrovia
15/12/2011 - Agência Brasil
A quase totalidade (94,4%) dos grandes clientes que fazem uso das ferrovias brasileiras para escoar produtos como minérios, açúcar e grãos tem interesse em investir, de alguma forma, em obras ferroviárias como ramais particulares e terminais multimodais. Essa foi uma das constatações da Pesquisa CNT de Ferrovias 2011, divulgada hoje (15) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

“Este é um dado positivo que chamou a nossa atenção: mais de 94% dos nossos clientes têm interesse de fazer investimentos em obras ferroviárias para melhorar as condições de escoamento [da produção]”, disse o presidente da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça.

A infraestrutura dos terminais das ferrovias existentes foi considerada adequada por 52,3% dos clientes, enquanto os serviços foram considerados insuficientes por 45,6%. Apesar disso, diz a pesquisa da CNT, o tempo de carga e descarga no terminal da ferrovia foi considerado satisfatório para 75,2% e 77,4% dos usuários, respectivamente.

Pouco mais da metade (56,3%) classificaram como “bom” os aspectos de segurança e integridade das cargas. Para 48,3%, a segurança melhorou nos últimos anos, enquanto 39,7% avaliaram que a situação permaneceu igual nesse quesito. Entre os principais entraves apontados pela pesquisa, a CNT destacou a falta de disponibilidade de vagões especializados, citado por 33,3% dos clientes; a confiabilidade dos prazos, segundo 31,1% deles; e o alto custo do frete, para 39,4% da clientela.

“No Brasil, o [menor custo do] transporte rodoviário acaba distorcendo o preço de mercado. Isso tende a ser corrigido no futuro, quando deverão ser colocadas limitações para o transporte [de produtos] pelo meio rodoviário”, disse Vilaça.

Segundo ele, o governo trabalha atualmente com uma previsão de expandir em 11 mil quilômetros a malha ferroviária até 2020. “Isso é ótimo e expressivo para o nosso momento, mas ainda precisamos dar sequenciamento, até atingirmos pelo menos 52 mil quilômetros”, avalia. A malha brasileira registra, atualmente, uma extensão total de pouco mais de 30 mil quilômetros.

Boa parte da demanda prevista para os próximos anos tem origem na chamada “nova fronteira agrícola brasileira”, localizada no cerrado brasileiro. “Como são novas áreas onde agricultura e commodities agrícolas e minerais têm as suas descobertas, essa produtividade vai aumentar. Mas já estamos com mais vagões, locomotivas potentes, maior carregamento e produtividade e portos que proporcionarão alternativas logísticas para o usuário e para a redução dos seus custos”, completou o presidente da ANTF.

Vilaça disse, ainda, que há “ótimas perspectivas” para o transporte de passageiros. “Na medida em que a malha cresce, se moderniza, e se apresenta fisicamente mais adequada, você consegue imprimir mais velocidade. E, para viabilizar [esse tipo de transporte] para passageiros, será necessária uma velocidade entre 80 e 100 quilômetros por hora”.

A amostra da pesquisa da CNT é formada pelos clientes mais significativos das dez principais mercadorias transportadas em cada corredor ferroviários. Para a pesquisa, foram feitas 132 entrevistas entre outubro e novembro de 2011.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Linha 5 do metrô SP prossegue construção.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Metrô SP: Junção de túneis marca expansão da Linha 5
16/12/2011
O Metrô de São Paulo realizou nesta quinta-feira (15/12) o primeiro encontro de túneis das obras de expansão da Linha 5-Lilás. A ligação ocorreu entre o poço de serviço Delmiro Sampaio, na Avenida Adolfo Pinheiro, e o túnel de manobras já existente na estação Largo Treze.

A junção faz parte do primeiro lote de obras de expansão da Linha 5. Com esse trecho, que ligará a estação Largo Treze à futura estação Adolfo Pinheiro, a obra completa 93 metros de um total de 300 metros que serão escavados.

De acordo com Luís Bastos, gerente da obra, a estimativa é que a estação Adolfo Pinheiro esteja pronta e operando no final de 2013. “Temos em torno de 350 funcionários trabalhando 24 horas por dia, em três turnos, só neste lote. A expectativa é entregar a linha toda em 2015”, afirmou.

Quando finalizada, a Linha 5-Lilás ligará o Largo Treze à estação Santa Cruz, na Linha 1-Azul, e à estação Chácara Klabin, na Linha 2-Verde. Atualmente, a linha do metrô liga o Capão Redondo, no extremo sul de São Paulo, à região do Largo Treze de Maio, em Santo Amaro.

Ferrovias precisam de 151 bilhões.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

CNT indica necessidade de R$ 151 bi em investimento
16/12/2011 - Valor Econômico
O Brasil precisa de investimentos de R$ 151,2 bilhões para atender a necessidade do país no segmento ferroviário com novos projetos. A estimativa é da Confederação do Nacional do Transporte (CNT) que apresentou, ontem, o resultado de uma pesquisa voltada para o setor. Do total desse investimento, R$ 76 bilhões seriam para a integração da malha nacional e outros R$ 74,4 bilhões para os projetos urbanos nas principais cidades do país.

O presidente da Sessão de Transportes Ferroviários da CNT, Rodrigo Vilaça, disse que metade dos investimentos em novos projetos deveria ser feita pelo próprio governo. No entanto, o setor privado deverá arcar com até 70% do total.

O levantamento da CNT analisou os 13 principais corredores de cargas do país, considerando o histórico de 2006 a 2010. Nesse período, a quantidade de carga transportada pelo modal ferroviário saltou de 404,2 milhões de toneladas úteis (TU) para 470,1 milhões de TU, o que corresponde à expansão de 16,3%.

A produção ferroviária cresceu de 232,2 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) para 278 bilhões de TKU, registrando alta de 19,9% entre 2006 e 2010. Vilaça, que é também o presidente da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), disse que a o Brasil já é o sétimo país em produção ferroviária.

O estudo informa que setor privado investiu R$ 24 bilhões desde 1997, quando ocorreram as primeiras concessões, enquanto os investimentos públicos somaram R$ 1,3 bilhão no mesmo período. Para 2011, é estimada uma aplicação de R$ 3 bilhões na malha.

Chineses podem construir Ferronorte.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Chineses apresentam estudo para trecho da Ferronorte
15/12/2011 - 24Horas News
Engenheiros da empresa chinesa Railway, interessada na concessão da ferrovia Ferronorte, no trecho entre Cuiabá-Santarem, se reuniram em Brasília, com o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, o coordenador da bancada do centro-oeste, deputado federal Wellington Fagundes (PR) e com governador Silval Barbosa (PMDB), para apresentar estudos técnicos, econômicos e ambientais, realizados na área onde será construída a ferrovia.

De acordo com o grupo chinês, as análises detectaram que no trecho de aproximadamente 2 mil quilômetros por onde passará os trilhos, não há impedimento técnico ou ambiental para a realização da obra.

A intenção da empresa chinesa é discutir com o governo a melhor estratégia a ser utilizada para a construção respeitando as características da região. Segundo o secretário de estado de acompanhamento de logística intermodal de transporte, Francisco Vuolo, que também participou da reunião, os contratos para iniciar as obras devem ser firmados em 2012.

"O desejo do governo do Estado e da bancada federal mato-grossense é que a ferrovia avance até Santarém, garantindo a integração, potencializando o Estado e fazendo com que Mato Grosso seja mais competitivo", acrescentou Vuolo.

Para Fagundes a construção vai facilitar o escoamento da produção de Mato Grosso. “Mato Grosso tem hoje o maior volume de produção agrícola do país e tudo é transportado por rodovias, precisamos buscar alternativas e a ferrovia é hoje dos meios de transportes mais viáveis para o Estado”.

O presidente da ANTT ressaltou que o empenho demonstrado pelo grupo chinês e governo do Estado é um grande passo para a concretização desse trecho da Ferronorte. “Existe grande possibilidade do projeto ser realizado, pois o governo federal tem demonstrado interesse na construção de ferrovias no país, e o Estado necessita de uma logística mais competitiva”.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Ferrovias podem transportar 530 milhões de toneladas.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Cargas podem chegar a 530 milhões de toneladas
15/12/2011 - G1
O transporte de carga por ferrovia feito por concessionárias do setor deve chegar a 530 milhões de toneladas úteis em 2011, resultado 12,7% maior que em 2010 (470,1 milhões de toneladas úteis). A previsão está na pesquisa de ferrovias divulgada nesta quinta-feira (15) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

As 470,1 milhões toneladas transportadas pelas concessionárias em 2010 representaram um aumento de 18,8% em relação a 2009, quando passaram pelas ferrovias brasileiras 395,5 milhões de toneladas úteis. O resultado de 2009 foi a primeira queda no volume transportado desde 1999, reflexo da crise financeira internacional que teve início em setembro de 2008.
Dos 470,1 milhões de toneladas transportadas no ano passado, 345,1 milhões de toneladas (73,4%) foram de minério de ferro e carvão mineral, de acordo com a pesquisa.

Em 2010, o investimento nos setor ferroviário somou, segundo a pesquisa, R$ 3,053 bilhões, sendo que as concessionárias foram responsáveis por R$ 2,941 aplicados - incluindo, entre outras medidas, melhoria nas vias e aquisição de locomotivas e vagões. Em 2011, o investimento no setor deve chegar a R$ 3 bilhões.

Malha

De acordo com o presidente da seção de transporte ferroviário da CNT, Rodrigo Vilaça, na próxima década o governo e as concessionárias devem investir cerca de R$ 25 bilhões no setor.
A principal medida, segundo ele, será a construção do ferroanel em São Paulo. O projeto, do governo paulista e do governo federal, pretende acabar com o compartilhamento de linhas entre trem de passageiros e de carga em São Paulo por meio da criação de uma nova linha, que deve acompanhar o traçado do Rodoanel.

Vilaça disse ainda que a demanda atual por transporte de carga nas ferrovias exigiria que o país tivesse 52 mil quilômetros de trilhos. O atual sistema ferroviário brasileiro tem 30.051 quilômetros, sendo 28.614 sob concessão.

VLT ligará Brasília a Luzitânia.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Governos viabilizam trem entre Luziânia e Brasília
15/12/2011 - Diário da Manhã
Com o objetivo de viabilizar o transporte de passageiros sobre trilhos entre Brasília e Luziânia, ministros, governadores e  parlamentares assinaram nesta quinta-feira (15) um acordo de cooperação para realização dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Sócio-Ambiental (EVTEA), passo fundamental para o início dos trabalhos. 

A solenidade lotou o auditório do Ministério da Integração, em Brasília. A coordenação do comitê técnico da ferrovia está a cargo da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).Atualmente a ferrovia é utilizada apenas para o transporte de cargas. Com a mudança, deverá beneficiar cerca de 500 mil habitantes que moram na região. Segundo o diretor-superintendente da Sudeco, Marcelo Dourado, os estudos prévios são peças fundamentais para que ocorra a licitação para outorga da linha e para que ela possa começar a operar com o objetivo de desafogar o trânsito no DF e no Entorno. “A ferrovia vai sair”,comemorou Dourado.

Foram signatários do documento o ministro da Integração Nacional, Fernando Coelho, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos; o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz; o governador de Goiás, Marconi Perillo; o diretor-superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste, Marcelo Dourado; o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo; e o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Jorge Ernesto Pinto Fraxe.

Ao falar ao auditório completamente lotado de populares e lideranças do Entorno, o governador Marconi Perillo disse que a viabilização da linha férrea para o transporte de passageiros significa bem mais do que a concretização de um sonho pessoal. “É o resgate de um compromisso que fiz em diversas oportunidades durante minha passagem por Luziânia, Valparaíso, Cidade Ocidental e Novo Gama na campanha eleitoral”.

Marconi disse que se empenhará, juntamente com o governador Agnelo Queiroz e os outros atores envolvidos no projeto, para que algumas etapas sejam antecipadas com o objetivo de acelerar o cronograma de licitação, obras e inauguração da linha. Lembrou ainda que em 2012 goiano deverá iniciar uma série de intervenções em rodovias da região do Entorno para melhorar o transporte na região.

O Distrito Federal tem mais de 1 milhão e 300 mil carros, uma média de um carro para cada duas pessoas e Brasília recebe boa parte desse fluxo de veículos. As largas avenidas já não comportam mais a quantidade de veículos que transitam por elas.

Nos arredores do Distrito Federal, toda manhã, milhares de pessoas permanecem em longas filas à espera, presas em um trânsito lento. Quem há dez anos levava 15 ou 20 minutos para chegar ao local de trabalho ou de estudo agora gasta, segundo estudos da Sudeco, cerca de duas horas.

Uma das formas de solucionar esse problema é a ferrovia que hoje liga a cidade de Luziânia ao Distrito Federal, mais exatamente na Rodoferroviária. Essa região é chamada de Entorno Sul. Cerca de 600 mil pessoas moram nessa região. Por enquanto a ferrovia está sendo utilizada para cargas, mas ela pode ser utilizada para o transporte misto de cargas e passageiros.

A ferrovia, que é de bitola métrica, comporta perfeitamente um veículo leve, o conhecido VLT, que pode desenvolver uma velocidade de 80 a 100 km/hora. São necessárias apenas reformas e adaptações na linha existente, principalmente para implantar estações de passageiros. Calcula-se que até o final de 2012 a linha já possa estar operando.Com uma opção de transporte de qualidade e mais barato, estima-se que entre 80 e 100 mil carros deverão deixar de circular na região. Em cada viagem o trem pode transportar cerca de 1.400 pessoas.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Traçado da FIOL será revisto.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Traçado da Fiol será revisto
14/12/2011 - Valor Econômico
A Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol), obra que vai cortar o Estado baiano, ligando a cidade de Ilhéus, no litoral, ao município de Figueirópolis, em Tocantins, terá de passar por uma revisão geral. O traçado atual da Fiol, segundo o presidente da Valec, José Eduardo Castello, enfrenta graves problemas com a desapropriação de áreas de licenciamento ambiental complexo.

"São dois abacaxis que temos de descascar. Temos feito reuniões diárias com as equipes de cada área para ver como vamos destravar isso. São gargalos sérios", afirmou Castello.
Com 1.022 quilômetros de extensão, a Fiol soma investimentos de R$ 4,198 bilhões, dinheiro que sairá do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No primeiro trecho de 537 quilômetros da ferrovia, do litoral até a cidade de Caetité, ainda dentro da Bahia, o trajeto inclui dificuldades como a construção de uma ponte com mais de 3 quilômetros de extensão para cruzar o rio São Francisco. O segundo trecho passa por regiões com inúmeras cavernas, reservas indígenas e até áreas de ocupação irregular.

O problema é que todas as obras da ferrovia já foram licitadas no ano passado. Sete consórcios, com um total de 24 empresas, dividem a construção da ferrovia. Hoje está tudo parado. Nem 10% da extensão total foi construída. "Estamos discutindo com o TCU (Tribunal de Contas da União) se haverá ou não uma nova licitação de alguns lotes. Tudo está sendo reavaliado", garantiu o presidente da Valec.

Os problemas deverão atrasar ainda mais o cronograma previsto para a ferrovia. A previsão inicial era de que o primeiro trecho até Caetité ficasse pronto até julho do próximo ano. A segunda etapa, que emenda mais 485 quilômetros até o município de Barreiras (BA), seria entregue em julho de 2013. Faltariam ainda mais 505 quilômetros para chegar à cidade de Figueirópolis, já no Tocantins, onde ela se encontra com a Ferrovia Norte-Sul (FNS).

A situação da Fiol, que até o início do ano era citada como "preocupante" no balanço do PAC, passou a ser considerada entre as obras em estado de "atenção" no relatório divulgado em novembro pelo governo. No balanço, o prazo para entrega do trecho entre Ilhéus e Caetité foi esticado para junho de 2014. A segunda etapa só deverá ser entregue em dezembro de 2015, portanto, após o término da gestão da presidente Dilma Rousseff. Para a etapa final, que chega a Figueirópolis, nem há uma previsão.

Corredor de Santos foi o que mais cresceu.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Corredor ferroviário de Santos cresce 75% em cargas
15/12/2011
A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) divulgou nesta quinta-feira (15/12) os resultados da Pesquisa CNT de Ferrovias 2011. O estudo faz uma avaliação do sistema ferroviário brasileiro, analisando o desempenho operacional das concessionárias nos principais corredores ferroviários do país e identificando as principais alterações ocorridas no setor.

De acordo com a pesquisa, os corredores que apresentaram maior crescimento da capacidade de movimentação entre 2006 e 2010, medida em TKU (toneladas por quilômetro útil), foram Santos (bitola larga) e Centro-Oeste/São Paulo. Em Santos, o aumento da movimentação foi de 74,4%, o que representa 6,9 bilhões a mais de TKU. Já no corredor Centro-Oeste/São Paulo o volume passou de 15,2 bilhões para 21,1 bilhões de TKU, ou seja, um aumento de 38,1%.
O volume de cargas embarcadas também foi analisado na Pesquisa CNT. Novamente, o corredor de Santos registrou o maior crescimento no período, com destaque para o trecho de Jundiaí a Santos, que totalizou 35,5 milhões de TUs (toneladas úteis) embarcadas em 2010.

O estudo também mensurou a satisfação dos clientes das ferrovias. De acordo com a avaliação, 50% dos clientes classificaram o transporte sobre trens de forma positiva, com boa atuação na comunicação entre cliente e concessionária. O custo do frete e a disponibilidade de vagões especializados, entretanto, foram as principais queixas como entrave ao desenvolvimento por parte dos entrevistados.

CPTM estuda ampliação da linha.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

CPTM estuda ampliação da Linha 11-Coral
14/12/2011 - O Diário
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) estuda a ampliação da Linha 11 Coral, que serve Mogi das Cruzes e mais três cidades da Região do Alto Tietê, até a Estação Palmeiras-Barra Funda, na Zona Oeste da Capital. O secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, informou ontem que o projeto já está em análise e declarou que existe a possibilidade de que o mesmo seja colocado em prática já no próximo ano, para quando também está prevista a implantação integral do Expresso Leste até Suzano. Mogi das Cruzes deverá receber os trens até o final da atual gestão.

Jurandir Fernandes afirmou que os progressos na Linha 11 estão progredindo e afirmou que a ampliação até a Barra Funda deverá proporcionar maior conforto aos usuários, que atualmente precisam trocar de composição para se deslocar até a Barra Funda, uma das estações mais movimentadas da Capital. "Antes, o Expresso parava na Estação Brás e já era uma briga. Depois, levamos para a Luz. Agora, vamos analisar também para que, no ano que vem, quem sabe, possamos levá-lo direto até a Barra Funda. Isso vai significar uma melhoria para muita gente que hoje desce na Luz para pegar a Linha 7-Rubi e depois ir para a Barra Funda. Estamos analisando".

O secretário também afirmou ontem que está mantida a previsão de levar o Expresso Leste integralmente a Suzano já em 2012. "Estamos progredindo a cada momento e estamos levando qualidade a todo o Alto Tietê. Minha grande luta na Região é para, no ano que vem, já levar o Expresso até Suzano. Isso vai ser de um impacto enorme, porque são trens mais modernos e novos. Não haverá mais aquela loucura da transferência em Guaianazes".

Após a conclusão do projeto até Suzano, o Estado deverá trabalhar na expansão do Expresso até Mogi. Porém, caso sejam confirmadas as previsões feitas ontem por Jurandir Fernandes, o mogiano poderá ter uma melhoria significante na qualidade do transporte ferroviário. Os passageiros farão baldeação em Suzano e poderão seguir até a Barra Funda sem trocar de composição. "São etapas que estamos cumprindo", disse.

Estações

Jurandir Fernandes não informou ontem qual a previsão de reforma das estações de Mogi das Cruzes. Ele confirmou apenas que todas as estações da CPTM passarão por obras, o que inclui as quatro mogianas (Estudantes, Mogi das Cruzes, Braz Cubas e Jundiapeba). Ele garantiu que até o final do próximo ano, os prédios de Poá, Ferraz de Vasconcelos e Suzano terão sido modernizados.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

VALEC passará por reestruturação.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Nova gestão traça plano de mudanças para a Valec
14/12/2011 - Valor Econômico
A Valec vai ser submetida a uma reorganização completa de sua estrutura operacional e administrativa, mudanças que também terão implicação na publicação de novos editais para aquisição de equipamentos, contratação de obras e execução de estudos. Depois de protagonizar - ao lado do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) - uma série de escândalos que levou à queda de seu presidente e colocou na lona o Ministério dos Transportes, a estatal das ferrovias se prepara para retomar as operações baseada em um cronograma rígido. Na primeira entrevista concedida desde que assumiu o comando da Valec, há menos de dois meses, o engenheiro civil José Eduardo Castello revelou ao Valor o plano de ação desenhado para a estatal.

A Valec vai publicar já no início de 2012 um novo edital para a compra de 244 mil toneladas de trilhos. Trata-se de 1.711 km de vias em aço para serem usadas na Ferrovia Norte-Sul (entre Tocantins e Goiás) e na Ferrovia de Integração Oeste-Leste, na Bahia. O novo edital traz mudanças importantes em relação à concorrência anterior, cancelada em agosto após uma sequência de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União. Como o Brasil não tem nenhum fabricante nacional de trilhos, a licitação será aberta para a participação direta de fabricantes estrangeiros, sem a atuação de "tradings" locais, como acontecia com o edital anterior. Com a eliminação desse intermediário, Castello garante que o preço da licitação - inicialmente orçada em R$ 807,2 milhões - cairá drasticamente. "Teremos uma concorrência internacional, com a participação direta de siderúrgicas de outros países. Vamos economizar até 40% do valor previsto originalmente", disse.

Paralelamente, será contratada - por meio de licitação a ser publicada em janeiro - uma consultoria empresarial para colocar ordem na gestão da Valec. Essa companhia, segundo Castello, vai desenhar o novo modelo operacional da estatal. "Como engenheiro, enxergo muitos problemas técnicos na empresa. Como gestor público, vejo uma organização com um nível gerencial muito pobre. São dois problemas prioritários que devemos resolver", comentou.

Para melhorar o monitoramento de contratos, a área de tecnologia também começou a passar por uma reformulação. Sistemas de informática deverão ser usados para evitar falhas em etapas como a medição de obras, que checa a execução de serviços para realizar o pagamento. "Os controles atuais realmente são muito frágeis. O uso da tecnologia para esse controle ainda é muito incipiente, tudo era feito como 30 anos atrás".

As mudanças internas também passarão pelo aumento do quadro de empregados e a redução drástica do número de colaboradores comissionados. Hoje a Valec tem 370 trabalhadores, dos quais 245 são comissionados. "O excesso de profissionais comissionados impede que se tenha uma cultura organizacional adequada, dificulta o engajamento porque o funcionário sabe que a qualquer momento pode ser exonerado do cargo", disse Castello. O concurso público também será divulgado no início do ano. A previsão é ampliar o quadro funcional para pelo menos 500 pessoas, das quais apenas 10% serão comissionadas.

A reestruturação operacional da Valec é a preparação do terreno para que a companhia possa, no futuro, optar por uma abertura de capital. "A Valec tem toda a possibilidade de ser uma empresa de capital aberto não dependente dos recursos do Tesouro, como acontece hoje", comentou Castello. "A empresa pode optar, por exemplo, pela abertura de filiais. Você pode ter uma filial na Bahia, explorando a malha específica da Valec. A receita virá da cobrança de pedágio das toneladas que trafegarem pela ferrovia."

A estatal das ferrovias poderá, inclusive, mudar de nome. A identidade atual da Valec tem sua origem no vínculo com a sua ex-proprietária Companhia Vale do Rio Doce (atual Vale), quando esta ainda não havia sido privatizada. "Quando as operações estiverem consolidadas, poderemos fazer essas mudanças institucionais. A Valec é uma empresa 100% pública, concessionária de malha ferroviária, mas à medida em que uma empresa se torna autossuficiente, a lógica é que se corte esse cordão umbilical com o passado."

Com 30 anos de experiência no setor ferroviário, José Eduardo Castello estava à frente da subsecretária de Fazenda e Planejamento do município de Duque de Caxias, no Rio, até ser convidado pelo ministro dos Transportes, Paulo Passos, para assumir o comando da Valec. Com ele, outros três funcionários de carreira e perfil técnico foram alocados nas diretorias de planejamento, finanças e engenharia da estatal.

A crise dos Transportes detonada em julho levou à queda dos presidente da Valec, José Francisco das Neves, do diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, e do ex-ministro Alfredo Nascimento (PR-AM). Cerca de 30 servidores da Pasta foram afastados desde então. Na semana passada, o Dnit anunciou que, a partir de agora, só aceitará funcionários de carreira para ocupar comandar suas regionais em cada Estado do país, o que afasta a possibilidade de loteamento político nas superintendências da autarquia.

Na Valec, a palavra de ordem é retomar a rotina que, nos últimos seis meses, ficou praticamente paralisada, por conta da suspensão de editais da empresa. "Encontramos falhas em projetos mal feitos e de baixa qualidade técnica. Os métodos de monitoramento e supervisão também têm deficiências. Esses problemas levam a situações como estouro de orçamento, dificuldades difíceis de serem sanadas, mas mudaremos esse quadro", diz Castello. "Houve a decisão do governo de profissionalizar a gestão, faremos isso."

Norte Sul terá concessão sob novas regras.

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Norte-Sul terá concessões sob nova regra
14/12/2011 - Valor Econômico
A Valec quer oferecer as primeiras concessões da Ferrovia Norte-Sul já no segundo semestre do ano que vem. Até junho de 2012, segundo o presidente da estatal, José Eduardo Castello, serão concluídas as obras do trecho de 855 quilômetros de extensão, entre as cidades de Palmas e Anápolis. A ideia é fazer a primeira concessão de ferrovia do país baseada no novo modelo de utilização de malha, que acaba com o monopólio dos trilhos e abre espaço o uso compartilhado da rede.

O novo modelo de concessão, criticado pelas empresas do setor, vai exigir a negociação direta com empresas que, até então, tem o controle de tráfego das ferrovias. Na própria Ferrovia Norte-Sul, a parte da malha que chega ao litoral do Maranhão e está em operação foi concedida em 2007 para a mineradora Vale.

Uma segunda etapa de obra para a FNS - de Anápolis (GO) até Estrela d'Oeste (SP) - está em obras e, segundo Castello, será entregue até julho de 2014. A conclusão das obras é aguardada com expectativa pelos municípios cortados pela ferrovia. "A Norte-Sul já está com 90% de suas obras estruturais prontas aqui na região. O que está faltando agora são ajustes e sinalizações, mas houve uma redução sensível no ritmo das obras ao longo deste ano", disse o prefeito da cidade goiânia e Uruaçu, Lourenço Pereira Filho (PP). "A primeira expectativa era de que a obra ficasse pronta em dezembro de 2010, depois abril de 2011, e agora fala-se em maio de 2012", comentou.

As mudanças de projetos previstas pela Valec também passam por uma revisão geral da Ferrovia Centro-Oeste (Fico). A chamada "Ferrovia da Soja" tem, até agora, apenas um projeto básico deficiente. " Vamos fazer o edital de licitação para o projeto executivo dessa ferrovia, no trecho de Lucas do Rio Verde (MT) à Campinorte (GO), onde se liga com a Norte-Sul. Vamos tentar sair do zero e fazer as coisas bem feitas", afirmou o presidente da estatal.

A previsão é de que a Fico seja executada em duas etapas. A primeira fase, cuja extensão é de 1.040 quilômetros, prevê investimento de R 4,1 bilhões, recurso que sairá do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O segundo trecho da obra, orçado em mais R$ 2,3 bilhões, seguirá de Lucas do Rio Verde até o município de Vilhena (RO), somando mais 598 quilômetros de malha.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Fabricantes de vagões esperam 2012 ainda melhor.

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Fabricantes fazem projeções positivas para 2012
13/12/2011 - DCI
A indústria de materiais ferroviários promete descarregar cerca de 4 mil vagões de carga por ano no Brasil, até 2020, segundo a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer). A Amsted-Maxion, subsidiária do Grupo Iochpe-Maxion, espera crescimento em linha com o registrado neste ano, considerado excelente. Segundo o presidente da Abifer, Vicente Abate, 2011 foi o segundo melhor ano da história da entidade, e o pacote de infraestrutura do governo deve alavancar ainda mais o setor.

"Até 2020, estamos prevendo a construção de mais 12 mil quilômetros de malha ferroviária no segmento de carga", afirma. Neste ano, houve crescimento de 78% da produção de vagões em relação a 2010, totalizando 5,7 mil unidades.

A Amsted-Maxion produziu 3,58 mil vagões de carga neste ano, sem contar os 1,2 mil remanufaturados, o que representa alta de cerca de 41% em relação a 2010. "O ano de 2011 foi muito bom para nós", afirmou ao DCI o presidente da empresa, Ricardo Chuahy. O otimismo é facilmente comprovado pelas recentes declarações de dirigentes do grupo os quais afirmaram que os bons frutos da companhia no acumulado do ano foram puxados principalmente pela divisão de vagões da empresa.
Segundo Chuahy, o crescimento da Maxion se deve principalmente à demanda das mineradoras, que concretizaram investimentos importantes neste ano. É o caso da Vale, que comprou da companhia 2,18 mil vagões, em 2011, para a expansão do seu projeto ferroviário em Carajás (PA).

Chuahy destaca que não é só nas minas que os negócios andam bem. A fatia das mineradoras, no entanto, continua sendo a maior entre os clientes da Maxion, ocupando 75% das entregas. O mercado de agronegócios responde por 12% dos pedidos, e o de produtos diversos (como cimento, por exemplo), por 13%. Chuahy ressalta que o setor agrícola aumentou sua participação na carteira de pedidos da empresa em 208% nos últimos cinco anos. "Os clientes estão percebendo que as perdas são menores no transporte ferroviário", acrescenta o executivo.

Quanto a 2012, o presidente da Amsted-Maxion afirma que o período deve ser de cautela. "Uma crise internacional sempre causa impactos na empresa", diz. Ele, porém, acredita que a demanda por vagões deve continuar em linha com o projetado pela Abifer. Chuahy diz que os investimentos em modernização na planta de Hortolândia, interior de São Paulo, também devem ser mantidos no ano de 2012.

Já a Randon, entretanto, teme que haja ociosidade da indústria no ano que vem por conta de redução de investimentos. "Estamos até esperando uma certa ociosidade no mercado", afirmou ao DCI o diretor responsável pelo negócio ferroviário da Randon, Celso Santa Catarina.

O executivo destaca que o setor tem muito espaço para crescer, mas isso depende dos investimentos em infraestrutura no Brasil. "Existem muitas promessas, mas a velocidade das obras no País precisa ser maior", explica o diretor da Randon.

A produção de vagões de carga da companhia - entre novos e remanufaturados - deve ultrapassar 5 mil unidades em 2011, crescimento de cerca de 25% em relação a 2010. "A economia esteve bem aquecida nos últimos dois anos", diz. No entanto, o executivo prevê que, em 2012, deve haver uma queda significativa da demanda da empresa, que pode ficar abaixo das 4 mil unidades.

"Se a economia retroceder, os números podem ser ainda piores", prevê o diretor da Randon. Ele explica que o setor ferroviário é fortemente ligado à exportação de commodities, que registrou queda de preços e de demanda em 2011 e pode apresentar desaceleração em 2012. Mas, como a Randon atua também no setor de implementos rodoviários - que inclui reboques e semirreboques -, as duas divisões da empresa mantêm a saúde financeira da companhia. "Quando o braço de vagões vai mal, nos concentramos no de implementos, e vice-versa", diz o diretor da Randon.

Usimec

Recentemente, o braço de fundição da Usiminas anunciou R$ 50 milhões em investimentos com a finalidade de ampliar a capacidade de produção da fábrica na cidade de Ipatinga (MG) para 2 mil vagões de carga anuais.

A empresa afirmou ao DCI que deixará de comprar truques de fornecedores como a Amsted-Maxion. Segundo Chuahy, porém, isso não deve afetar o faturamento da Maxion. "A Usiminas Mecânica é nossa concorrente e cliente ao mesmo tempo, mas não realiza grandes pedidos para nós", afirma o executivo.

Terminal de Araraquara inicia testes.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Terminal de Araraquara inicia testes operacionais
12/12/2011 - EPTV
O início dos testes operacionais nesta terça-feira (13) de um terminal de cargas que concilia rodovias e ferrovias em Araraquara também prepara a cidade para ser um ponto estratégico para o escoamento mensal de até 5 mil contêineres carregados com parte da produção agroindustrial de algumas das principais regiões de São Paulo e Minas Gerais.

A capacidade de transporte é uma das poucas informações que a Brado Logística – que resulta da fusão das empresas América Latina Logística (ALL) e Standard Logística – confirma sobre o Terminal Intermodal Rodoferroviário de Araraquara. O número, que excede em 3 mil contêineres/mês o volume anunciado no site da empresa, é um dos indícios dos reflexos para a economia local.

A partir do dia 26 de janeiro de 2012, quando as operações efetivamente começarem, cerca de 50 pessoas estarão contratadas pela empresa para fazer o terminal de 242 mil metros quadrados funcionar. Até julho, serão 200 empregados.

O “porto seco” também deve movimentar cifras muito superiores aos R$ 10 milhões investidos na sua construção, que dispõe de estrutura para armazenagem de produtos frigoríficos e secos. Porém, esse é um número que a Brado cuidará para manter em sigilo para evitar especulações no mercado de ações envolvendo seus acionistas, sócios e investidores.

Prova de que o negócio movimentará robustas quantias de dinheiro é o interesse que ele despertou nas vizinhas Araraquara e Américo Brasiliense. A construção na fronteira dos municípios provocou uma disputa entre as prefeituras para ficar com o registro oficial da empresa – e com os impostos também.

A escolha por Araraquara para a instalação do terminal deve-se à concentração de plantações de cana-de-açúcar e laranja na região: a Brado almeja ter como clientes empresa do setor sucroalcooleiro da região.

Além de cargas de açúcar e cítricos, serão transportados carne e papel, atendendo pólos produtores de São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Barretos e do sul de Minas Gerais.

Os produtos, destinados principalmente à exportação, serão escoados até o porto de Santos.

O teste desta terça-feira é também uma apresentação que a empresa fará a seus potenciais clientes para tentar convencê-los das vantagens do transporte integrado e planejado no escoamento de mercadorias.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ferronorte poderá ser construída por chineses.

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Chineses iniciam estudos em ferrovia do Mato Grosso
11/12/2011 - RDNews
Uma equipe de especialistas em ferrovia da China já está em Cuiabá para iniciar o trabalho de estudo de implantação dos trilhos que vão ligar Cuiabá a Santarém (PA). O secretário extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo (PR), antecipa que haverá uma comissão mista do Estado para acompanhar o estudo do traçado.

Vuolo explica que a equipe do governador Silval Barbosa (PMDB) recebeu recentemente representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico da China, que equivale ao BNDES no Brasil. O grupo entregou ao peemedebista uma minuta de cooperação que garante os recursos para efetiva construção da ferrovia. O trajeto tem quase 1,8 mil Km e vai custar R$ 10 bilhões, montante que deve ser custeado pelos chineses.

Indagado sobre o retorno financeiro da obra, o secretário frisa que, diferente do sistema exclusivamente capitalista, em que se investe em determinado setor para obter retorno direto, o modelo previsto pelos técnicos da China é diferenciado. "Eles estão investindo na logística no Brasil, pelo que nós produzimos. Não estão preocupados diretamente com a ferrovia, mas com os produtos transportados que devem chegar à China com custo menor", aponta.

Vuolo ressalta que os chineses são os principais importadores de soja do Brasil. "Nossos produtores terão custo mais barato com a queda no valor do frete proporcionado pela ferrovia. Ao avaliar o retorno, o governo chinês avalia todo este contexto. Eles pensam a China daqui a 30 anos e avaliam que o país precisa de centro de produçao e expansão de suas fronteiras".

O secretário comemora a abertura de novas frentes de escoamento da produção. "Mato Grosso vai ter várias alternativas. Com esta ferrovia, a produção pode sair da baixada cuiabana, por exemplo, subir para Santarém, para chegar até o Pacífico. Só em termos de grãos, Mato Grosso produz o que o Brasil inteiro tem capacidade para produzir hoje. Basta que tenhamos tecnologia cada vez mais aprimorada e uma logística que permita mais oportunidade de concorrência para melhorarmos os índices econômicos", avalia.

Concessionárias terão recursos federais.

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Delcídio aceitará emendas para ferrovias concedidas
12/12/2011 - Valor Econômico
O relator da área de Infraestrutura do Orçamento 2012, senador Delcídio Amaral (PT-MS), afirmou que mudará seu parecer para acolher as emendas para as ferrovias sob concessão.
O parlamentar disse ter tomado a decisão após reuniões com o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, e consultores da Comissão Mista de Orçamento do Congresso. “Levantamos um parecer do TCU [Tribunal de Contas da União] que reflete exatamente essa preocupação”, apontou o senador.

Delcídio defende, agora, que as obras podem ser feitas com recursos públicos desde que as melhorias sejam consideradas nos contratos de concessão e se traduzam em alteração de preços e taxas cobradas, por exemplo.

O parecer do TCU em questão é o Acórdão nº 2066/07, que analisa a adequação de ramal ferroviário no perímetro urbano de Barra Mansa (RJ). Os ministros do tribunal decidiram que fossem mantidos os repasses para obras no trecho operado pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e pela MRS Logística. No entanto, determinaram à ANTT que desenvolvesse, em conjunto com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), “estudos para dimensionar e quantificar o proveito decorrente das obras, [...] bem como os possíveis reflexos nos respectivos contratos de concessão.”

Com isso, Delcídio Amaral deve prever em seu relatório que o repasse para trechos concessionados “somente se dará mediante celebração de instrumento próprio, no qual serão estabelecidos os direitos e as obrigações dos interessados, a exemplo do que preconiza o Acórdão nº 2066/07 do TCU.”

Outra possibilidade estudada pelo senador é anexar ao texto um documento da ANTT em que a agência reguladora se compromete a seguir as determinações do tribunal.  “Eu vou atender a essas emendas, mas com essa observação. [O governo] Só pode liberar recursos depois que tiver contrato para refletir esses benefícios”, afirmou.

O relatório apresentado pelo petista pedia a rejeição de emendas que somavam R$ 494 milhões para trechos administrados pela América Latina Logística (ALL), FCA e MRS com o argumento de que aplicação de recursos públicos em concessões "afronta o ordenamento jurídico nacional".

O parlamentar reconhece que seu posicionamento gerou reações entre as partes afetadas. “Aí vem pressão de tudo quanto é lado: de parlamentar, de todo mundo. Fomos trabalhar o texto para achar uma saída”, revelou.

A versão final do relatório deve ser lida na próxima terça-feira, às 14h, na Comissão de Orçamento.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Nova ferrovia ligará Vitória ao RJ.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ES inicia discussão sobre ferrovia Vitória- RJ
09/12/2011 - Gazeta Online
O Espírito Santo vai entrar nas discussões sobre a implantação da malha ferroviária nacional de bitola larga. A afirmação é do diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Bernardo Figueiredo, e foi feita durante encontro no gabinete do governador Renato Casagrande, nesta quinta-feira (8).

Segundo Figueiredo, houve um avanço na proposta da concessão da BR 101 com a contribuição do setor empresarial e do Governo do Espírito Santo e a expectativa é que o mesmo trabalho integrado seja feito no caso da ferrovia. O diretor da ANTT disse ainda que a primeira reunião de trabalho para a construção de um projeto para a ferrovia pode ser feita no mês que vem.

Segundo Renato Casagrande, o Espírito Santo poderá atrair novos investimentos com uma ferrovia ligando o Estado ao Rio de Janeiro. O governador também afirmou que o Espírito Santo ainda necessita de outros investimentos da União para manter a organização econômica e capacidade de crescimento econômico, como no caso das rodovias, do porto e aeroporto, além de buscar novas fronteiras portuárias para o Estado.

O secretário de Transportes e Obras Fábio Damasceno destacou que a inclusão do Estado na malha ferroviária nacional "vai ajudar o Espírito Santo a quebrar barreiras em infraestrutura e dar fôlego para se transformar num Estado mais desenvolvido".

O diretor da ANTT encerrou a reunião afirmando que deixa o Estado empolgado com o debate sobre a ferrovia e com a nova agenda de trabalho proposta. O encontro contou ainda com a participação de representantes de setores empresariais, da exportação, portos, logística, de prefeitos e secretários de Estado.

As informações são da assessoria de comunicação do Governo do Estado do Espírito Santo.

Produção de vagões recuará em 2012.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Produção de vagões de carga deve recuar 30% em 2012
06/12/2011 - Agência Estado
A indústria fabricante de vagões de carga deve registrar queda de pelo menos 30% na produção no próximo ano. A previsão para 2012 é produzir entre 3.500 e 4.000 unidades, enquanto neste ano devem ser fabricados e entregues 5.700 vagões (volume 75% superior ao do ano passado). Os dados foram divulgados há pouco pelo Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre).

No caso de locomotivas, a previsão é produzir 110 unidades ao longo de 2012, número equivalente ao deste ano, quando serão produzidas e entregues 113 unidades (65% a mais do que em 2010). Com relação à reforma de equipamentos, a entidade estima que em 2012 o número será maior do que o de 2011, mas não revela números. Até o final de dezembro terão sido reformados 500 vagões e 90 locomotivas. A indústria ferroviária deverá encerrar o ano com faturamento de cerca de R$ 4 bilhões, montante 30% superior ao de 2010.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Vale investe na FCA.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Vale investe R$ 5,6 milhões na manutenção da FCA
07/12/2011 - Agência Leia
 A Vale está realizando um investimento de R$ 5,6 milhões na manutenção de sua malha na Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). De acordo com comunicado, os recursos serão utilizados para a compra de equipamentos para a realização de drenagem superficial dos trilhos - como limpeza de canaletas, bueiros e valetas de contorno, sendo ao todo oito escavadeiras hidráulicas e uma carregadeira de rodas.
A companhia estima uma economia de até 30% ou algo próximo de R$ 2,4 milhões por ano, levando em consideração que os serviços eram realizados com máquinas alugadas.

Em nota enviada à imprensa, João Silva Júnior, gerente geral de Via Permanente da Ferrovia afirma que este investimento resultará em economia para a companhia. "Temos equipamentos de última geração para o serviço ferroviário inteiramente à nossa disposição, representando um incremento de segurança às nossas operações e maior agilidade para as nossas tarefas", afirma o gerente.

Metrô do Cariri completa dois anos.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Metrô do Cariri completa dois anos de operação
07/12/2011 - Metrofor
O Metrô do Cariri completou no último dia 1º dois anos de operação com um transporte mensal de mais de 30 mil usuários. De acordo com um projeto da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), esse número deve crescer ainda mais com a integração entre o Metrô do Cariri e algumas linhas de ônibus intermunicipais. De acordo com o gerente de Controle e Tráfego do Metrofor, Antonio Chalita de Figueiredo, “a integração vai permitir que o usuário do Metrô utilize apenas um bilhete para pegar as linhas integradas de ônibus para continuar seu percurso”, explicou. Ainda segundo Antônio Chalita, a integração será tarifária, operacional, temporal e física. "Com isso prevemos que haverá um incremento em torno de 20% a 30% de passageiros no sistema", avalia. A integração está prevista para começar no início de 2012.

O Metrô do Cariri também está ganhando sua nona estação e uma nova composição. O VLT 3, que já realizou os testes necessários, inicia sua operação nesta quarta-feira (07). A terceira composição dará mais confiabilidade ao sistema, pois irá substituir as outras composições em caso de parada para manutenção. A nova estação ficará em frente à escola técnica no Antônio Vieira. Atualmente, estão em funcionamento oito estações: Juazeiro, Teatro, Crato, Fátima, São Pedro, São José, Muriti e Padre Cícero.

Em dois anos de funcionamento, o metrô do Cariri vem se mostrando uma importante ferramenta de fomento para o desenvolvimento da Região do Cariri, já que liga importantes polos geradores de viagens, como universidades, comércio, escolas, indústrias. O metrô do Cariri foi o primeiro projeto do Governo do Ceará de requalificação do transporte ferroviário de passageiros no interior do Estado.

O Metrô do Cariri significou um avanço na região não somente por ser uma opção de transporte eficiente, seguro e barato - a passagem custa R$ 1,00. O sistema é operado com veículos leves sobe trilhos (VLTs), que estão ganhando o mundo como uma solução inteligente na área de transporte e de menor impacto ambiental. E os VLTs que operam no Cariri ainda usam uma tecnologia local, visto que são fabricados pela Empresa Bom Sinal de Barbalha. A fabricação das composições estimulou a indústria ferroviária nacional, que não produzia novos trens desde a década de 1970.

Segundo Antonio Chalita de Figueiredo, o Metrô do Cariri trouxe melhorias significativas à qualidade de vida da população da Região. "As pessoas ganharam a opção para se deslocar num transporte barato, seguro, limpo e confortável. Houve ainda a melhoria do entorno das estações criando um ambiente agradável. Nós também ficamos motivados com a alegria nos olhos do povo do Cariri que é um eterno apaixonado pela ferrovia", diz.

Operação

O Metrô do Cariri opera de segunda a sexta-feira, de 6 horas às 19:20 hs, fazendo um total de 42 viagens/dia. No sábado, ele funciona de 6 horas às 14 horas, com 30 viagens. O percurso Juazeiro do Norte a Crato leva cerca de 40 minutos. Atualmente, são transportados cerca de 1.200 passageiros por dia.