quarta-feira, 30 de novembro de 2011

ALL investe no MS.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL investe R$20 mi na manutenção de ferrovia no MS
29/11/2011 - A Crítica (MS)
No mês de dezembro, a América Latina Logística (ALL) vai realizar a troca de 4 mil dormentes na linha férrea de Mato Grosso do Sul, além do nivelamento da via, correção da distância entre um trilho e outro, chamado de Bitola, e solda nas emendas dos trilhos.

O objetivo é garantir o aumento da produtividade e da segurança na circulação de trens. Para isso, a ALL investe R$20 milhões no Estado, exclusivamente à manutenção da via permanente.

O coordenador da via permanente da UP-MS (em Campo Grande), Rafael  Vitorete Milanez, explica que para cada trecho da malha do Estado, há um supervisor que faz rondas semanalmente com auto de linha ou trem, observando os trilhos.  “A cada 100 quilômetros existe um ou dois rondantes que fazem uma inspeção na malha férrea. Eles são os nossos olhos na linha”, afirma Milanez.   Segundo ele, todas as informações são inseridas no Sistema  de Informação da Via (SIV), que gera um relatório minucioso da situação de cada trecho.

“O desafio é ampliar a movimentação de cargas com foco na segurança e na produtividade da operação”, aponta Sinue Brondi, novo gerente da ALL no MS, que assumiu recentemente o controle das operações no Estado.

Hortolândia vira polo ferroviário.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Indústria do trem renasce em Hortolândia
29/11/2011 - iG
É provável que nada seja mais inadequado em Hortolândia que seu nome. Nesta cidade de raros prédios e avenidas longas, há pouco espaço para o cultivo. Mas sobra para a manufatura e prestação de serviços. É lá que indústrias de ponta como a IBM tem um de seus maiores centros de monitoramento e suporte remoto a clientes no mundo; a Dell monta seus servidores, laptops e desktops no país, e a EMS fabrica e desenvolve seus medicamentos líderes em vendas, como uma versão genérica do Viagra.

Agora, Hortolândia começa a se consolidar também como epicentro da incipiente retomada de uma área bem mais tradicional da indústria: a ferroviária. Trata-se de um movimento recente, mas com raízes profundas no passado.

Nos últimos quatro anos, a cidade atraiu fabricantes de trens como a canadense Bombardier e a espanhola CAF. A Bombardier é uma das três maiores do setor mundialmente, ao lado de Siemens e Alstom. E a CAF, apesar de ser um pouco menos menor, fatura cerca R$ 3,5 bilhões (€ 1,4 bilhão). Junto com a AmstedMaxion, principal fabricantes de vagões de carga do país, elas abocanharam a maior parte dos contratos de construção e reforma de trens lançados no Brasil desde então. Somados, os pedidos em produção e em carteira das três empresas superam os R$ 5 bilhões.

A lista inclui trens de passageiros novos e a reforma de antigos para a CPTM e o metrô paulistano, trens para o metrô de Recife, vagões para o transporte de minério de ferro, grãos, açúcar e contêineres.

De casa cheia, as empresas aceleraram contratações e o número de vagas disparou. De acordo com dados da prefeitura, há dois anos, a indústria ferroviária local empregava cerca de 700 pessoas. Neste ano, as estimativas são de que termine com mais de 4 mil trabalhadores.

São mais funcionários que os cerca de 3,6 mil que a Cobrasma chegou a empregar na cidade no auge, no início da década de 1980, quando era uma das maiores empresas do setor ferroviário no Brasil. O negócio mingou na década seguinte. Mas deixou de pé 120 mil metros de prédios administrativos e galpões indústriais com paredes manchadas pelo tempo, em um terreno de quase um milhão de metros quadrados. Hoje, a maior parte das empresas ligadas ao ferroviário em Hortolândia está lá.

Retomada

Uma das primeiras a chegar foi a AmstedMaxion. Por volta de 2004, com a forte expansão de investimentos em transporte ferroviário, a procura por vagões de carga explodiu, conta Ricardo Chuahy, presidente da companhia no Brasil. A alta na demanda levou a Amsted a procurar um local onde pudesse aumentar rapidamente a produção, então centrada em Cruzeiro (SP). “Ninguém tinha capacidade para atender às encomendas”, diz.

A solução foi alugar alguns dos galpões da antiga Cobrasma, herdados por funcionários que receberam a área como garantia do pagamento de dívidas trabalhistas. A Amsted se instalou, iniciou a produção e acabou comprando todo o complexo depois, em 2007. Mas seguiu com a prática de ceder espaço a empresas que não fossem concorrentes.

Em 2008, veio a CAF e, em 2009, a Bombardier. “Chegamos a estudar montar fábrica em Recife”, diz André Guyvarch, presidente da Bombardier no Brasil. Desistiram porque sairia mais caro erguer os galpões do zero, treinar mão de obra e ficar distante dos fornecedores, conta.

É uma lógica semelhante a que levou outras empresas a Hortolândia. A lista inclui, além das já citadas, gigantes como a MGE, da Progress Rail, braço da Caterpillar para o setor ferroviário, e a Hewitt Equipamentos, que faz a estrutura de base dos vagões ferroviários, chamada truque.

“Hortolândia é hoje o grande polo de produção dos segmentos de carga e passageiros”, diz Rodrigo Vilaça, diretor-executivo da Agência Nacional dos Transportes Ferroviários (ANTF). E é também a cidade que reúne o maior número de empresas com tecnologia para eventualmente produzir o trem-bala brasileiro. Estão lá CAF e Bombardier. As outras duas são a Alstom, que tem fábrica em São Paulo, e a Siemens, em Cabreúva (SP).

Locomotivas são um dos poucos tipos de trem que a cidade não fabrica. “Tentamos trazer a nova fábrica da MGE-Progress Rail para cá. Mas eles foram para Sete Lagoas (MG)”, afirma Geraldo Estevo Pinto, diretor da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços de Hortolândia. Mesmo assim, na unidade que tem em Hortolândia, a MGE faz reformas de motores, de locomotivas e de carros de passageiros.

Investimentos

Mais recentemente, com o crescimento dos pedidos, algumas empresas decidiram aproveitar incentivos fiscais da prefeitura e se mudar das antigas instalações da Cobrasma. A CAF investiu R$ 250 milhões em uma fábrica em outra parte de Hortolândia, com capacidade para produzir até 500 vagões de passageiros por ano, que ficou pronta em 2010.

A Bombardier optou por continuar como inquilina da AmstedMaxion. Mas construiu um novo galpão, onde começa a produzir em janeiro o primeiro monotrilho do país – monotrilhos são trens que correm sobre vigas de concreto elevadas, normalmente a mais de 15 metros de altura.

Horizonte promissor

São apostas baseadas em uma realidade latente no país: a dificuldade de locomoção nas estradas e avenidas de grandes cidades. Como é evidente, o crescimento acelerado da venda de automóveis não foi acompanhado de investimentos compatíveis em infraestrutura nas últimas décadas.

Para tentar amenizar o problema, o poder público, em todas as instâncias, promete despejar rios de dinheiro no setor. O governo paulista sozinho tem planos de investir R$ 27 bilhões em infraestrutura ferroviária. Em meados de outubro, a presidente Dilma Rousseff falou no programa “Café com a presidenta” em outros R$ 30 bilhões para corredores de ônibus, metrôs e VLTs (os bondes modernos). O montante inclui projetos em Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte. Não estão na conta o famigerado trem-bala e os R$ 43,9 bilhões previstos no PAC 2 para expansão da malha ferroviária.

Resta saber se o discurso será mantido ou, depois de investir, as empresas morrerão asfixiadas pela falta de investimentos, como no passado.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ferrovia Interoceânica custará 3,7 bilhões de dólares.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferrovia interoceânica tem custo de US$ 3,7 bi
28/11/2011 - Valor Econômico
A obra de infraestrutura mais cara, entre os 30 projetos listados pelos governos da América do Sul como prioritários para a integração, é um corredor ferroviário que passará por quatro países e custará US$ 3,7 bilhões para ligar os oceanos Atlântico e Pacífico, entre Paranaguá e Antofagasta.

O projeto do corredor bioceânico tem 3.576 quilômetros de extensão, com bitola métrica, e aproveita trilhos existentes em 17 de seus 26 lotes. O principal trecho a ser construído está no Paraguai, com 608 quilômetros.

No Brasil, dois trechos precisarão ser construídos. O primeiro fica entre Cascavel (PR) e a fronteira com o Paraguai, com 173 quilômetros e orçamento de R$ 583 milhões, está em área de concessão da Ferroeste. O outro, entre Cascavel e Maracaju (MS), chega a 440 quilômetros e exige investimento de R$ 1,4 bilhão. Para viabilizar o projeto, há a necessidade ainda de intervenções como contornos ferroviários, para evitar a passagem por áreas urbanas de cidades como Joinville, Curitiba e Jaraguá do Sul. A maior parte dos trechos existentes é operada pela América Latina Logística (ALL).

"Tendo em vista a quantidade de recursos necessários, a atuação estatal será imprescindível para garantir aos agentes privados a atratividade financeira de negócios que possam ser gerados a partir do corredor", diz o estudo técnico, contratado pelo BNDES, que será apresentado aos ministros de infraestrutura da América do Sul, na quarta-feira. O relatório, que engloba análises econômico-financeiras e jurídicas, foi elaborado por seis empresas: Ernst&Young, Empresa Brasileira de Engenharia de Infraestrutura, Enefer Consultoria e Projetos, Trends Engenharia e Infraestrutura, Vetec Engenharia e Siqueira Castro Advogados.

O projeto pode ser implantado até 2015. Nas projeções, a produção ferroviária aumentará de 145 bilhões para 375 bilhões de tku (toneladas transportadas vezes o número de quilômetros percorridos) em 2045. A economia aos produtores, nos custos de transporte, seria de US$ 195 milhões por ano quando o corredor entrar em operação e chegará a US$ 513 milhões anuais no fim do período.

O Paraguai, que hoje vê a hidrovia Paraná-Paraguai como sua principal artéria para escoamento de produtos, teria os ganhos logísticos mais importantes. Mas também arcaria com os maiores gastos, já que precisaria erguer sua infraestrutura ferroviária praticamente do zero. Na Argentina, os trechos novos somam apenas 63 quilômetros, enquanto o Chile não precisa de nenhuma expansão de sua malha.

O estudo indica que bens agrícolas representam hoje 77% da produção na área de influência do corredor bioceânico, mas essa proporção cairá para 58% em 2045, devido ao crescimento da produção do cobre e de bens industrializados. A carga geral de contêineres deverá significar cerca de 65% do transporte na ferrovia. "Em médio prazo", segundo o relatório, "as unidades territoriais Paraguai Centro e Antofagasta tornam-se mais dinâmicas, enquanto as Sudoeste do Mato Grosso do Sul e Atacama ganham mais importância, dentre outras mudanças menos evidentes".

Um grupo de trabalho estudará a implantação da ferrovia. Várias opções de financiamento são consideradas: BID, BNDES, Corporação Andina de Fomento (CAF), e o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata, além de recursos privados.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Brado planeja investir 200 milhões em 2012.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Brado planeja investir R$ 200 milhões em 2012
25/11/2011 - Valor Econômico
A Brado Logística, do presidente José Luis Demeterco, planeja investir cerca de R$ 200 milhões em 2012 com a expectativa de ampliar sua participação no mercado de transporte de contêineres. A maior parte desse valor, cerca de 80%, será destinada à compra de locomotivas e vagões. A controlada da América Latina Logística espera chegar a 120 mil contêineres transportados no ano que vem - crescimento de 48% em relação aos números atuais. Hoje, a empresa tem somente 2% do segmento de transporte de contêineres e trabalha para atingir 12% em cinco anos. Para isso, pretende investir R$ 1,2 bilhão no mesmo período. Entre as principais cargas, estão as frigorificadas e o açúcar.

Governo aprova 2,7 bilhões para ferrovias.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

CVT aprova R$ 2,7 bi em emendas para ferrovias
25/11/2011
A Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (23/11) a destinação de R$ 2,7 bilhões em emendas para o Orçamento da União de 2012 direcionadas ao transporte ferroviário. Do montante, R$ 2,5 bilhões são para a construção do trecho Maracaju (MS) - Rio Grande (RS) da Ferroeste (EF 484); outros R$ 100 milhões para o contorno ferroviário de Divinópolis (MG) e R$ 100 milhões para a construção do contorno ferroviário de Ourinhos, no interior de São Paulo.

A comissão também aprovou uma emenda de R$ 50 milhões para a construção da ponte Internacional Brasil-Bolívia, em Guajará-Mirim (RO); outra para a ponte sobre o Rio Madeira no Distrito de Abunã  (RO), no valor de R$ 18 milhões;  o investimento de R$ 95,2 milhões para a adequação de embarcações para controle, segurança da navegação fluvial e infraestrutura na Região do Calha Norte; e uma emenda de R$ 500 milhões para estudos de viabilidade e projetos de infraestrutura de transportes.

As propostas serão apresentadas e aguardam aprovação do governo federal para a liberação dos recursos no próximo ano.

domingo, 27 de novembro de 2011

Deputado lança frente parlamentar para salvar ferrovias.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Deputado lança Frente Parlamentar para ferrovias
24/11/2011
O deputado Mauro Bragato (PSDB) lançou nesta quarta-feira (23/11), na Assembleia Legislativa de São Paulo, a Frente Parlamentar em Defesa da Malha Ferroviária Paulista. O intuito da frente é debater, junto a parlamentares, representantes do poder público, empresários e sociedade civil soluções para os problemas decorrentes do abandono da malha ferroviária no Estado.

De acordo com o deputado Mauro Bragato, a frente foi criada para ser um impulso na revitalização do sistema. “Defendemos que São Paulo tenha mais iniciativa e que busque uma alternativa para essa questão do abandono. Pois, do jeito que a malha ferroviária está, o Estado é que está sendo prejudicado”, afirmou Bragato à Revista Ferroviária.

Além de Bragato, mais dezoito deputados compõem a frente parlamentar.

Ferrovias investirão 12 bilhões em 2012.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Investimentos chegarão a R$ 11,6 bi em 2012
24/11/2011 - Jornal do Comércio
O transporte de cargas e passageiros no Brasil mantém a característica rodoviarista, opção governamental feita em meados do século XX – dados do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) apontam que os caminhões atendem a 66% do volume de cargas nacional. Porém, a ferrovia vem despontando como primeira alternativa quando se pensa em diversificação.

Só no próximo ano, os investimentos previstos somam R$ 11,6 bilhões, que serão aplicados na construção de 3.121,5 quilômetros de ferrovias – entre elas as Norte-Sul, Oeste-Leste, EF Carajás, Transnordestina,  Ferronorte e os Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) de Sobral, no Ceará, e Macaé, no Rio. A estimativa corresponde a um levantamento das obras em andamento, feito pela Revista Ferroviária.

Dados da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer) mostram que nos últimos oito anos o investimento em ampliação e modernização das unidades existentes, além da construção de novas instalações fabris e em tecnologia, somou R$ 1,1 bilhão. Essa parcela do mercado prevê a aplicação de mais R$ 250 milhões até o final de 2013. Os números dão a dimensão da expansão desse setor que, segundo Norberto Fabris, diretor-executivo de implementos e veículos das empresas Randon, cresce a taxas de 25% ao ano.

Desde 2006, ao menos 127 empresas começaram a operar no mercado ferroviário brasileiro, entre elas indústrias metalúrgicas, de auto-peças, multinacionais e grupos recém-criados. Todas atraídas por um mercado que, segundo a Abifer, irá demandar a construção de 40 mil vagões, 45 mil carros de passageiros e 2.100 locomotivas em dez anos.

Regina Perez, diretora da feira Negócios nos Trilhos (uma das mais importantes mostras do setor, que aconteceu entre 8 e 10 de novembro em São Paulo), exemplifica o crescimento do transporte ferroviário brasileiro com os números da malha MRS, que apesar da pequena extensão tem a maior densidade de tráfego do País (a operação liga Minas Gerais ao Rio de Janeiro e a São Paulo, chegando até o porto de Santos).

“Antes da privatização, essa linha carregava 40 milhões de toneladas ao ano. Era considerada o filé mignon do Brasil. Hoje, 15 anos depois, o volume de cargas chega a 153 milhões de toneladas”, disse ela ao ponderar que o Brasil ainda não atingiu o nível de eficiência europeu, que permitiu a determinação de que todas as cargas perigosas sejam transportadas exclusivamente sobre trilhos.

Ainda assim, a diversificação de cargas é um dos pontos de atuação das empresas que operam o transporte ferroviário, independente da região do País. Para Regina, elas buscam fugir do estigma de que os trens transportam apenas minérios. A ALL informa que suas operações no Brasil cresceram 10,4% em 2011, sendo que entre as commodities agrícolas (em especial a soja) o aumento foi de 12%. O transporte de produtos industrializados teve um incremento de 6%.

“A participação da ferrovia na movimentação dos portos também cresceu, de 61% para 71%”, assegurou a concessionária da região Sul através de sua assessoria de imprensa. Esse ganho de participação já é perceptível, segundo Regina, na redução da frequência com que se formam filas de caminhões esperando para descarregar no porto de Paranaguá. Ela destaca que, atualmente, a FCA (Ferrovia Centro-Atlântica) destina 28% de sua capacidade para o transporte de açúcar, enquanto a ALL instala um complexo intermodal em Rondonópolis (MT), para levar a soja até os portos do Sul e do Sudeste e movimentar cargas de combustíveis, fertilizantes, produtos frigorificados, algodão e madeira.

Expectativa de fábricas é de alta na demanda por vagões em 2012

O salto dado na demanda prevista por vagões novos no Brasil, que vai dos habituais 4 mil para 5 mil vagões no ano que vem, segundo a previsão da Randon, é outro reflexo do crescimento que o transporte ferroviário experimenta no País. Um crescimento de 25% que impõe um esforço extra à empresa de Caxias do Sul, que não quer perder sua participação de mercado, que atualmente chega a 30%.

Segundo o diretor-executivo Norberto Fabris, a Randon Vagões vai fechar 2011 com 1,1 mil unidades entregues e já tem encomendas que serão produzidas no próximo ano – sobretudo de vagões para a Vale e para a MRS. Mesmo com o crescimento previsto, a linha de montagem terá capacidade “ociosa”, já que a estrutura está preparada para fazer até 2,4 mil vagões ao ano, entre vagões graneleiros hopper, gôndola, tanques e plataformas.

“Na Randon, os vagões são produzidos desde 2004, quando fizemos um investimento pesado, que deu flexibilidade para a nossa linha de montagem de semirreboques para fazer os dois tipos de produtos. Dessa forma, a linha nunca está parada. Quando não produzimos vagões, fazemos semirreboques”, informa Fabris.

Outra das grandes fabricantes de vagões, a Amsted Maxion, preferiu não fornecer detalhes sobre as previsões para 2012, mas a assessoria de imprensa afirmou que está programada a entrega de 214 vagões ferroviários de carga e a reforma de 300 caixas.

“Adicionalmente a essas encomendas, seguem existindo opções de compra para 1.982 vagões, com entregas programadas também para 2012”, informa o comunicado. A empresa estima que 2011 será fechado num patamar 67% superior ao do ano anterior.Até dezembro a produção chegará a 3.585 vagões fabricados e a 1,2 mil caixas reformadas. Desse volume, 2,18 mil vagões GDU, de grande capacidade de carga, foram entregues à Vale.

No Rio Grande do Sul, a ALL transformou a estrutura da Santa Fé Vagões em área de manutenção preventiva para os vagões da companhia. A unidade, localizada em Santa Maria, executa a manutenção de 60 vagões por mês. A mudança no perfil da unidade foi possível porque em maio desse ano a empresa de logística assumiu a totalidade das ações da companhia, com a saída da indiana Millinium, que detinha parte da sociedade.

A mudança impôs a transferência da área administrativa para Curitiba (PR), onde funcionam os escritórios da ALL. Atualmente, a Santa Fé tem 70 funcionários e funciona como um posto de manutenção de grande porte, comparável ao que é feito em Mafra (SC) e em Sorocaba (SP).

Governo quer publicar a atualização do PNLT até dezembro

O Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), que traça as diretrizes para as políticas públicas de longo prazo, só receberá a atualização correspondente a 2010 em dezembro próximo. A versão anterior, de 2009, que estabelecia metas até 2023, será ampliada para o horizonte de 20 anos, ou seja, definirá os investimentos em transportes que serão feitos até 2031.

A divulgação da nova versão estava prevista para a segunda quinzena de novembro, mas o Ministério dos Transportes diz que a compilação dos dados da pesquisa de tráfego (feita em parceria com o Ministério da Defesa) atrasará a publicação em algumas semanas. A coordenadora da feira Negócios nos Trilhos, Regina Perez, porém, acredita que esse atraso pode ser reflexo da mudança estrutural provocada no ministério pelas denúncias de corrupção surgidas nesse ano.

“O Ministério dos Transportes passou por crise muito grande e os estudos técnicos sofreram esse efeito, caiu o primeiro escalão e os efeitos esbarraram no segundo. Isso afeta o planejamento, mas o fato concreto é que o governo tem investido em novas ferrovias, como a Integração Oeste-Leste  (Fiol), a Centro-Oeste (Fico) e a Norte-Sul (que vai de Goiás ao Tocantins). O governo investe mesmo na construção”, reconhece ela.

O secretário de Política Nacional dos Transportes, Marcelo Perrupato, afirma que numericamente o investimento estimado para os transportes no Brasil até 2031 beira os R$ 250 bilhões, dos quais 66% devem ser destinados ao setor ferroviário e 26% ao rodoviário. O restante é destinado às hidrovias, que completam a visão multimodal do ministério.

O confronto das obras previstas nas versões anteriores do PNLT para o período de execução das obras do PAC 1 e PAC 2 mostrou ao ministério que só um terço do montante previsto foi contemplado pelo Programa de Aceleração do Crescimento. “Isso significa que há uma série de investimentos que são conduzidos pelo setor privado e, também, pelos governos dos estados e municípios, de acordo com uma diretriz que trata o País como territórios logísticos, independentes das fronteiras das unidades da Federação”, disse ele.

Perrupato antecipou que, como nas versões anteriores, o PNLT prevê investimentos mais altos, em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB) nas regiões Amazônica e Nordeste – o que coloca o Estado como agente indutor do processo de investimentos. “Como a ferrovia Transnordestina, que já tem impactado positivamente a economia local”, exemplifica.

Regina ressalta que o investimento em ferrovia é uma questão de infraestrutura e que, como em qualquer outro lugar do mundo, no Brasil não é viável fazê-lo sem a participação do governo. “A iniciativa privada mantém, opera, mas não dá para dizer que é possível fazer investimento em infraestrutura contando apenas com a iniciativa privada. Cabe ao Estado o papel de investir”, afirma ela, ao ressaltar o caráter desenvolvimentista da malha ferroviária.

A diretora da feira Negócios nos Trilhos afirma ainda que o modelo do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas precisou ser reestruturado porque se percebeu que não é possível abrir mão da participação do Estado e que, apesar de o custo ser alto, os benefícios sociais também serão grandes.

“Hoje vivemos amontoados nas regiões metropolitanas e é absurdo que não exista uma ligação alternativa entre as duas principais cidades do País além da ponte aérea que é insuficiente e da rodovia que tem as mesmas dimensões das estradas secundárias do estado de São Paulo. O trem de passageiros dá qualidade de vida à população”, afirma Regina.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Metrô de Sobral fica pronto em 10 meses.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Metrô de Sobral deve ficar pronto em 10 meses
23/11/2011 - O Povo
O Governo do Estado prevê que o município de Sobral receba o metrô em setembro de 2012. A obra foi iniciada em março deste ano e R$ 71 milhões estão sendo investidos. O metrô deve transportar cinco mil pessoas por dia em cinco composições.

Ao todo, serão 64 viagens ligando diversos bairros da cidade em 12,1 km de ferrovias. Em novembro, a execução das obras chegou a 20%. O Governo do Estado está investindo R$ 50 mi na obra e a União, R$ 21,6 mi, por meio da Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU).

O sistema de VLT de Sobral terá dois ramais que irão passar pelas principais concentrações populacionais da cidade. Eles formam dois “U” invertidos, que se tangenciam numa estação de integração.

Um dos ramais já existe e possui 6,4 quilômetros de extensão. Ele irá compartilhar a linha de cargas onde, hoje, é administrada pela Transnordestina Logística. O segundo ramal será implantado ligando Grendene à Cohab III, com 5,7 quilômetros, que vai atender o bairro mais populoso de Sobral, Dr. José Euclides, e grandes pólos geradores de viagens, como a Grendene e o Centro de Convenções.
NOTA JJEF PRODUÇÕES: não sei como é a situação desses metrôs e nem quanto tempo operarão, afinal podem virar um novo VLT Campinas, mas se não é esse o caso, o Nordeste está dando show em investir em VLT e metrô, mesmo levando uma década para inaugurar Fortaleza e Salvador.

Transporte ferroviário de conteiners em Santos aumentará.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

SEP estuda logística dos contêineres no cais santista
22/11/2011 - A Tribuna
O Governo Federal quer alternativas logísticas para o transporte de contêineres que têm o Porto de Santos como origem ou destino. Estima-se que, em 15 anos, o volume movimentado chegará a 9 milhões de TEUs ­ o triplo do atual.

A saída para não travar os acessos rodoviários deve ser a exploração de ferrovias e rios da Baixada Santista. Atualmente, a quase totalidade dos contêineres que chegam aos terminais da região é transportada por caminhões. Os veículos se valem das rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) para entrar e sair do Porto.

Com o triplo de cargas, em uma década e meia, este modelo pode não suportar a pressão. Por este motivo, a Secretaria de Portos (SEP) criou um grupo de trabalho para estudar o chamado Corredor Logístico do Porto de Santos. O edital criando o grupo foi publicado no último dia 14, no Diário Oficial da União.

Na prática, técnicos da pasta federal e da Codesp vão buscar soluções para evitar a saturação dos acessos ao complexo. Os técnicos vão avaliar a possibilidade de transportar cargas (especialmente contêineres) pelos rios, por meio de barcaças; instalar uma zona de apoio logístico (ZAL) na Baixada Santista, apoiada no uso dos rios, para desafogar os terminais marítimos; e estimular o uso da ferrovia para o transporte dos cofres, em substituição aos caminhões.

"Estes problemas (de saturação) vão bater no Porto em breve. Só com a instalação da BTP (Brasil Terminal Portuário, na Alemoa) e da Embraport (na Área Continental de Santos), o Porto dobrará, em três anos, sua capacidade para receber contêineres", explicou o assessor internacional da SEP, José Newton Gama.

"Como vai ser o transporte de contêineres daqui a 15 anos, quando atingirmos 9 milhões de TEUs? Vamos continuar transportando 97% por caminhões? Se for, ou as cargas vão procurar outro ponto ou o Porto vai parar", completou. Gama citou o estudo realizado pela consultoria Louis Berger, apresentado em 2009, que apontou, para o ano de 2024, a movimentação de 240 milhões de toneladas de mercadorias. "Naquela época (2009), o Porto operava 80 milhões de toneladas. Hoje faz 100 milhões. É mais do que previa o cenário mais otimista".

Com base nos dados dos últimos dois anos, o assessor da SEP acredita que, em 2026, o Porto movimentará 300 milhões de toneladas, e por isso o complexo marítimo precisa se preparar. Uma parte importante deste total será de cargas granelizadas, um tipo de mercadoria que já utiliza a ferrovia em grande escala. "Mais de 40% da produção vem por via férrea. Os granéis não dão um impacto tão grande na logística do Porto como está dando o contêiner".

Outro fator lembrado pelo executivo é a existência de pátios reguladores específicos para os caminhões que transportam granéis, o que tira o peso do segmento sobre o Porto, ao contrário dos contenedores. "Não há nenhum para os contêineres".

Túneis

Apontados como grandes entraves ao transporte de contêineres por ferrovia, os túneis da Serra do Mar serão modificados pelas concessionárias MRS e ALL, segundo Gama. Para ter maior produtividade, o transporte de contêineres precisa utilizar a tecnologia double-deck.

Este sistema permite transportar até dois cofres de carga empilhados, de forma a dobrar a capacidade de cada composição. O problema é que os túneis que ligam o Planalto à Baixada têm altura limitada, possibilitando apenas a passagem de composições comuns. Segundo Gama, formas para equacionar esta dificuldade estão sendo avaliadas pelas empresas.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: minha memória pode estar me enganando, mas há túneis na linha da MRS entre SP e Santos?

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Ferrovias Brasileiras ganham série de televisão.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Empresa lança vídeo entretenimento sobre ferrovias
22/11/2011
A Videotrex, produtora especializada em vídeos sobre trens e ferrovias, irá lançar no dia 7 de dezembro sua primeira série, chamada “Trens em Ação!”. Os vídeos mostram operações das ferrovias brasileiras e têm como público-alvo profissionais, pesquisadores e admiradores do setor. Os filmes poderão ser assistidos gratuitamente pela internet, no site da empresa – www.videotrex.com – e uma versão Premium, em dvd, estará disponível para compra no site.

Comum nos Estados Unidos, as séries sobre trens têm como objetivo ser uma forma diferenciada de entretenimento. De acordo com Walter Silva, diretor da Videotrex e produtor da série, o sucesso desse tipo de vídeo vem do encantamento que as ferrovias produzem. As pessoas ficam fascinadas pelo poder e pelo gigantismo dos trens, e se conscientizam sobre a importância das ferrovias”, afirma.
NOTA JJEF PRODUÇÕES: padrão de qualidade da Pentrex norte americana, parabéns aos produtores e pessoal da Videotrex. A nota triste: é interessante sim filmar a atualidade das ferrovias brasileiras, mas há 15 anos atrás haveria muito mais o que filmar, uma pena que as iniciativas e tecnologias necessárias chegaram atrasadas. Resta o consolo de saber que alguns poucos filmaram o fim da FEPASA e RFFSA (e suas formadoras) e vão disponibilizando aos poucos as imagens também.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Bombardier fornece sistema de metrô para Lima.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Bombardier Brasil fornece sistema de tráfego a Lima
21/11/2011
A Bombardier Transportation, braço da fabricante canadense para o transporte ferroviário, está implantando todo o sistema de controle de tráfego metroferroviário da linha 1 do metrô de Lima, no Peru. A instalação contempla 34 km de linha, incluindo os 12 km que serão prolongados na rede.

O modelo escolhido pelo metrô peruano é o Cityflo 350, que requer a intervenção do condutor para a abertura e fechamento das portas e para o arranque do trem.  O fornecimento e instalação do sistema ficaram por conta da filial da Bombardier no Brasil, que possui escritórios em São Paulo e uma unidade fabril em Hortolândia, no interior do estado.

Segundo o diretor de comunicação da Bombardier, Luis Ramos, o Cityflo 350 é um sistema de comando e controle que inclui funcionalidade ATP (automatic train protection) e DTO (driverless train operation), e faz a gestão completa do tráfego ferroviário. Diferente do CBTC, que realiza a transmissão das informações via rádio, o sistema funciona por meio de um circuito de cabos instalados no carril.

O contrato com o Peru faz parte do projeto de crescimento da empresa na área de sinalização ferroviária entre países da América do Sul.  A expectativa do metrô de Lima é que, com o prolongamento e o novo sistema de sinalização, os trens atendam a 3 milhões de pessoas que moram em 10 bairros ao redor da linha.

No Brasil, o sistema Cityflo também será usado para o controle de tráfego na Linha 5 e no monotrilho da Linha 2 do metrô de São Paulo. Mas a versão utilizada será o modelo 650, do tipo CBTC, que é totalmente automático e dispensa a presença do condutor no trem.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Dnit transfere dinheiro para contorno de Três Lagoas.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Dnit transfere R$ 7,1 mi pra Contorno de Três Lagoas
21/11/2011 - MS Notícias
O Ministério dos Transportes liberou no final da tarde de ontem (17/11) R$ 7,1 milhões para obras do Contorno Ferroviário de Três Lagoas. O recurso foi transferido para os cofres do Governo do Estado após conversa do deputado federal Giroto (PMDB/MS) com o diretor-geral do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), general Jorge Fraxe.

“Com esta liberação, garantimos todo o recurso que o Governo federal empenhou (procedimento contábil que antecede a liberação) para a obra, que continua em andamento. Agora, vou conversar no Ministério dos Transportes para que sejam realizados outros empenhos no valor total de R$ 23,8 milhões para que a obra seja concluída no ano que vem”, afirmou Giroto.

A agilidade na liberação foi motivada pela vistoria do diretor de Infraestrutura Ferroviária do DNIT, Mário Dirani, e do coordenador de Acompanhamento e Controle, Vinicius Rodrigues Júnior, realizada no dia 17 do mês passado, nas obras do Contorno Ferroviário de Três Lagoas (MS), quando viram in loco o andamento dos trabalhos. Na última quarta-feira, Giroto se reuniu com o diretor do DNIT e enfatizou a importância dos recursos para a continuidade da obra.

Ontem, por volta das 18h, foram transferidos para os cofres do Governo do Estado R$ 7,1 milhões por meio de duas ordens bancárias. Uma no valor de R$ 3,269 milhões e outra de R4 3,853 milhões, de acordo com o Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal).

Conclusão

Para que a obra seja concluída são necessários mais R$ 23,8 milhões, sendo R$ 13,8 milhões para execução das obras, outros R$ 1 milhão para dormentes e R$ 9 milhões para trilhos e acessórios, de acordo com documento apresentado pelo deputado federal Giroto ao DNIT, que é subordinado ao Ministério dos Transportes.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

VLT de Santos vence mais uma etapa.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Empresa que fará obras do VLT de Santos está definida
19/11/2011 - A Tribuna
O governador Geraldo Alckmin afirmou, em Cubatão, que já há uma empresa vencedora da concorrência pública para realizar o projeto executivo do Veículo Leve sobre Trilhos entre Santos e São Vicente. “O vencedor, que será anunciado na semana que vem, terá seis meses, depois de assinado o contrato, para entregar o projeto completo. O custo dessa etapa da obra é de R$ 10,7 milhões.

Segundo o governador, outras ações acontecerão de forma simultânea. “Na semana que vem publicamos o edital de pré-qualificação da obra para ganhar tempo. No dia 2 de dezembro, teremos uma audiência pública em Santos para a compra dos primeiros 20 trens e de todo sistema operacional”.
A contratação da empresa deve ocorrer em maio 2012, com início dos trabalhos previstos para junho. O VLT começaria a operar em julho de 2014. O percurso de 15 quilômetros custará R$ 690 milhões.

Alckmin não soube informar sobre o andamento das obras na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-55), entre Peruíbe, no Litoral Sul e Miracatu, no Vale do Ribeira.

Sobre os congestionamentos na Imigrantes, entrada de Santos, adiantou que “algumas obras já foram feitas e outras virão. As principais são viadutos e túneis, obras para evitar cruzamentos que acabam atrasando a viagem”.

Linha Maringá - Cascavel será construída.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

PPA prevê R$ 500 mi para linha Maringá-Cascavel
20/11/2011 - Umuarama Ilustrado
O Vice-Líder do Governo na Câmara, deputado federal Osmar Serraglio apresentou durante a semana ao Plano Plurianual (PPA) da União, emenda de R$ 500 milhões visando a construção e adequação da ferrovia Maringá-Cianorte-Umuarama-Guaíra-Cascavel. A emenda de Serraglio prevê investimentos de R$ 100 milhões no primeiro ano, ou seja, em 2012 e, outros R$ 400 milhões até 2015.

De acordo com a justificativa do parlamentar, “a construção e adequação dos trechos se integrará ao sistema ferroviário que permitirá o fluxo das cargas da produção nacional (Oeste Noroeste do Brasil) e da oriunda da região Centro-Oeste”. A adequação se refere ao trecho Maringá-Cianorte, já existente e, a construção, do trecho Cianorte-Umuarama-Guaíra-Cascavel. A proposta prevê a implantação do terminal hidro-rodo-ferroviário, com transbordo, em Guaíra e, terminais ferroviários em Cianorte, Umuarama e Cascavel.

Durante audiência na quinta-feira (17), com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, acompanhado de integrantes da Frente Parlamentar das Ferrovias, além de defender a proposta dos investimentos do trecho, Osmar Serraglio também defendeu investimentos para melhorias na Ferroeste. “Para suportar todo o transporte com a integração dos trechos, a Ferroeste também necessita investimentos e estamos defendendo isso junto ao Governo”, afirmou o Dr. Osmar.

domingo, 20 de novembro de 2011

TCU autoriza retomada da FIOL.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

TCU libera as obras da Fiol
18/11/2011 - A Região (BA)
O TCU, Tribunal de Contas da União, assegurou a continuidade das obras de construção da Fiol, Ferrovia de Integração Oeste-Leste, no trecho entre Caetité e Ilhéus.

A decisão revoga a medida cautelar determinando a suspensão do pagamento de acessórios fornecidos pelas empresas contratadas. Segundo o TCU, os preços fixados estavam acima do valor de mercado.

O TCU recomenda que a Valec, responsável pela obras, renegocie os preços com a empresas com base nos novos valores definidos pelo próprio órgão.

A estatal tem, a partir de agora, noventa dias para informar ao Tribunal de Contas o resultado das negociações com as empresas.

A Valec informou que já está em negociação com as empresas e adianta que a conclusão do primeiro trecho da Fiol, entre os dois municípios, está prevista para o primeiro semestre de dois mil e catorze.

Em Ilhéus, a linha férrea está sendo construída a partir do distrito de Aritaguá, e vai interligar ao Porto Sul, o principal responsável pelo escoamento da produção agrícola do oeste baiano.

FCA moderniza 1500 vagões.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

FCA vai modernizar 1.500 vagões
16/11/2011 - Intelog
O transporte do açúcar acaba de ganhar um grande reforço da Ferrovia Centro-Atlântica. A empresa está realizando a completa modernização de mil vagões utilizados para carregar o material no chamado corredor paulista – complexo que integra Estados do Sudeste e Centro-Oeste do país ao porto de Santos. A operação não significa apenas um avanço na qualidade da estrutura dos vagões, mas também um aumento de quase 40% na capacidade de transporte de açúcar pela FCA.

É a segunda vez neste ano que a empresa divulga um negócio do gênero, já fechado também para obras em outros 500 vagões. O objetivo de tudo isso é simples: quanto mais tecnologia embutida nos equipamentos, menor o tempo de parada para descarga. Transformando em números, essa operação hoje leva apenas cinco minutos – contra os 40 gastos antes da modernização. “Com uma capacidade de vazão maior às mercadorias que circulam por nossas ferrovias, garantimos um ganho significativo na agilidade dos negócios dos nossos clientes”, afirma Frederico Oliveira, gerente Comercial da Vale – Carga Geral.

De acordo com ele, o trabalho realizado nos vagões envolveu uma reestruturação completa. Em uma analogia, seria como trocar toda a carcaça do carro, restando apenas o chassi. Oliveira explica que parte dos equipamentos modernizados já está em circulação nas ferrovias e que a operação será completamente concluída até o início da safra do ano que vem, representando uma total revitalização da frota do açúcar da FCA.

A mudança foi viabilizada por uma parceria estratégica entre a empresa ferroviária e três importantes clientes: Copersucar, Cargill e Louis Dreyfus. Essas empresas subsidiaram a reforma nos vagões, ganhando, em troca desconto no frete de suas mercadorias. “É um negócio que atende os interesses de todos os nossos clientes, aumentando a competitividade do negócio, representada por maior rapidez e qualidade no transporte da mercadoria”, diz Oliveira.

sábado, 19 de novembro de 2011

ALL reativará ferrovia no Paraná.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL quer reativar ferrovia no Paraná
15/11/2011 - Tribuna de Cianorte
A empresa América Latina Logística (ALL), concessionária das estradas de ferro nas regiões norte e noroeste do Estado, entregou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) um plano de recuperação do trecho ferroviário entre Maringá e Cianorte, desativado há 22 anos.

A medida visa ao cumprimento do novo marco regulatório, que entrou em vigor há três meses, possibilitando o transporte de carga em malhas que não estão sendo aproveitadas pelas atuais operadoras.

A concessionária informou por meio de sua assessoria que não pode dar detalhes do projeto enquanto não ocorrer uma manifestação por parte da Agência, porém destaca que busca parcerias comerciais que possam viabilizar a reativação da linha.

Conforme a concessionária, a ANTT e o Ministério dos Transportes podem ainda fazer adequações no projeto apresentado. A direção da ALL no Paraná diz que a decisão da ANTT está de acordo com os interesses da empresa, que já vinha trabalhando em um levantamento das viabilidades econômicas visando à reativação dos 92 quilômetros entre Maringá e Cianorte.

Empresários do setor sucroalcooleiro e prefeitos de municípios como Cianorte, São Tomé, Paiçandu, Jussara e Doutor Camargo já tinham manifestado por escrito o interesse na reativação do trem de carga no trecho. Do total de trechos subutilizados no Brasil (5,4 mil quilômetros), quase a metade é operado pela ALL (2,6 mil quilômetros). Com informações de O Diário de Maringá.

Metrô de Fortaleza só operará em 2013.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Metrofor promete conclusão de metrô até fim de 2011
17/11/2011 - G1
Após mais de dez anos, as obras do metrô de Fortaleza devem ser concluídas até o final deste ano, segundo a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor). A previsão é de que até o fim de 2012, sejam iniciados os testes com passageiros. No entanto, o início das operações só está programado para 2013. A obra já recebeu um investimento total de R$ 1,705 bilhão.

A linha sul ligará o Centro de Fortaleza aos municípios de Pacatuba e Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O metrô terá 24,1 km de extensão em via dupla, sendo 18 km de superfície, 3,9 km subterrâneo e 2,2 km em elevado.

O metrô de Fortaleza terá 20 estações de passageiros: Carlito Benevides (antiga Vila das Flores); Jereissati; Maracanaú; Virgílio Távora (antiga Novo Maracanaú); Rachel de Queiroz (antiga Pajuçara); Alto Alegre; Aracapé; Esperança (antiga Conjunto Esperança); Mondubim; Manoel Sátiro; Vila Pery; Parangaba; Couto Fernandes, Porangabussu; Benfica; São Benedito; José de Alencar (antiga Lagoinha); Central – Xico da Silva (antiga João Felipe); Juscelino Kubitschek e Padre Cícero. Ao todo, serão 20 trens que formarão dez composições de 80 metros, cada.

A implantação do metrô de Fortaleza é considerada a maior obra estruturante de Fortaleza pelo Governo do Estado. A obra está inclusa no Plano de Mobilidade Urbana da Copa do Mundo da Fifa de 2014, com a expectativa de que o metrô atenuar problemas de ordenamento do trânsito.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Produção de vagões cresce.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

AmstedMaxion cresce 67% na produção de vagões
17/11/2011


Acima: vagão AMAXLong da Brado Logística passando por Rio Claro, SP, no começo do mês de novembro. Foto: Ronaldo e Nicolas.

A AmstedMaxion deve fechar o ano com uma carteira de 3.585 vagões, o que representa um aumento de 67% na produção de vagões, em relação a 2010. A empresa também tem contratos para a reforma de 1.200 caixas para a MRC/FCA.

Entre os contratos da empresa está o fornecimento de 2.188 vagões GDU para a Vale, com capacidade para 37,5 toneladas por eixo; com a Brado para a fabricação de 145 vagões plataforma para contêineres alinhados (AMAXLong); com a Anglo Ferrous, para a produção de 40 vagões HAE, com descarga automática para minério de ferro tipo palet fit.

Também está em andamento a produção de 455 vagões para a Transnordestina – os vagões são modelo HNT, para o transporte de lastro, e plataforma (PET) para o transporte de trilhos e dormentes. E um contrato com a MRS para o fornecimento de 234 vagões HAT, hopper aberto para o transporte de minério de ferro com descarga inferior manual.

Neste ano, a AmstedMaxion também desenvolveu o vagão double-stack para contêineres empilhados para a MRS. O vagão está sendo testado na Baixada Santista, no litoral de São Paulo. Para 2012, a empresa já tem programada a entrega de 214 vagões e reforma de 300 caixas. E ainda, opções de compra de 1.982 vagões de contratos em andamento.

Empac fecha novo contrato com CBTU.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Empac fecha novo contrato com CBTU
16/11/2011
A Empac, empresa de artefatos de concreto, firmou um novo contrato com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para o fornecimento de 80 mil dormentes de concreto para os sistemas de Maceió (AL) e Natal (RN). O fornecimento será realizado em 12 meses.

A empresa já possui outros contratos com a CBTU, como a produção de 33 mil dormentes de concreto para Recife (PE), que finaliza a entrega agora em dezembro, e de 16 mil dormentes para João Pessoa (PB), com fornecimento finalizado. Todos esses dormentes foram produzidos na unidade de Pernambuco da Empac.

Para atender a demanda do VLT de Fortaleza, a empresa instalou uma unidade móvel na cidade para a produção de dormentes monobloco para via de lastro e blocos para via sem lastro - LVT (Low Vibration Tracking).

Segundo o diretor-geral da Empac, Giuseppe Marcelino Gori, a empresa desenvolveu uma tecnologia nova para Fortaleza – postes de catenária feitos de concreto.  Os equipamentos são instalados na via para instalação de fiação. O poste de catenária foi desenvolvido em parceria com a Siemens da Alemanha e está sendo negociado com outras operadoras.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ferroanel começa a ser construído em 2012.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Obras do Ferroanel começam em 2012
15/11/2011 - Diário do Grande ABC
Um projeto que há pelo menos dez anos é debatido por autoridades políticas e representantes do empresariado começa finalmente a sair do papel. Recentemente, o governo federal e o de São Paulo chegaram a acordo para construir o Ferroanel, sistema de linhas ferroviárias para o transporte de cargas que vai circundar a região metropolitana de São Paulo, como ocorre com o Rodoanel.

Ainda em fase de contratação do projeto de engenharia, a iniciativa começará pelas obras do Trecho Norte, ligando Campo Limpo Paulista com a estação Engenheiro Manoel Feio, em Itaquaquecetuba. Essa fase, orçada inicialmente em R$ 1,2 bilhão, está prevista para ser operada pela MRS Logística e deverá ser iniciada em 2012, e concluída em 2014. Só depois é que será feito o Trecho Sul, que alcançará o Grande ABC - para isso, já existe até área reservada (faixa de domínio) ao lado do sistema viário.

Na avaliação do governo estadual, a obra é importante, já que o anel ferroviário deverá propiciar ganhos logísticos para as empresas, diminuindo o tempo e os custos do transporte, e ainda melhorar as condições de tráfego na malha rodoviária. Isso porque o fluxo de caminhões nas estradas e centros urbanos deverá diminuir.

Há ainda o entendimento de que o Ferroanel beneficiará o transporte coletivo de passageiros sobre trilhos. A linha permitirá que os trens de carga atravessem a região metropolitana de São Paulo sem interferir no transporte de passageiros, operado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanas.

O presidente da CPTM, Mario Bandeira, assinalou a importância da iniciativa. Isso porque, atualmente, há compartilhamento de uso nas linhas 7 (Luz-Francisco Morato), 10 (Luz-Rio Grande da Serra), 11 (Luz e Estudantes, na Zona Leste) da empresa com o transporte de cargas e a intenção da companhia é reduzir os intervalos de passagem para três minutos até 2014.

A meta é se ajustar ao aumento da demanda. Hoje são 2,7 milhões de pessoas transportadas por dia e daqui três anos serão 3,6 milhões diariamente. "As janelas horários disponíveis para carga vão ficar impossíveis", afirmou, durante a feira Negócios nos Trilhos, realizada há poucos dias em São Paulo.

Perspectivas

Para o presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, Rodrigo Vilaça, a iniciativa é vital. "Esse é o principal projeto ferroviário do País hoje", resume. Ele cita que o início pelo Trecho Norte tem sua razão de ser, por ser mais urgente. Avaliação semelhante tem o presidente da CPTM. "A linha 10 é a mais amigável em relação ao compartilhamento/CF), já a 7, da Luz até a Barra Funda, é a mais conflitante", diz Bandeira. Ele destaca que as perspectivas são muito favoráveis de que o projeto se concretize a partir do início de 2012. Ele lembra que a MRS já começou obras de segregação da via que passa carga da que vai o trem de passageiros de alguns trechos entre Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes. "Já tem 14 km de obras", cita.

O dirigente acrescenta que o Trecho Sul, que passará pelo Grande ABC, será "um caminho natural", após a conclusão da primeira etapa.

Contorno de SJRP paralisado.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
Projeto para desviar linha de trem é paralisado
14/11/2011 - Rede Bom Dia
O sonho da Prefeitura de Rio Preto de desviar os trilhos da região central ficou mais distante. O governo federal paralisou o projeto que seria usado para abrir licitação da obra, que tem custo mínimo estimado em cerca de R$ 200 milhões.

O contorno ferroviário foi anunciado pelo prefeito Valdomiro Lopes (PSB) logo no segundo mês de seu mandato, em fevereiro de 2009. Quase três anos depois, o  estudo acabou sendo suspenso pelo Dnit (Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes). O governo federal disparou licitação para o projeto executivo da obra no final de 2009.

De acordo com dados do departamento, o consórcio Astec/Urbaniza/Setepla ganhou a licitação em junho de 2010. No entanto, o contrato de R$ 1.898.799,67  foi assinado apenas em fevereiro deste  ano.

O estudo teria de ficar pronto em fevereiro de 2012. No entanto, segundo a assessoria de imprensa do Dnit, “por falta de empenho financeiro  foi necessário paralisar o contrato”. O órgão solicitou a liberação de R$ 500 mil ainda neste ano para prosseguir com o projeto. Ainda há tentativa de incluir recurso no Orçamento do ano que vem do governo federal para que o estudo seja finalizado em 2012.

A proposta da prefeitura para desviar os trilhos foi motivada com frequentes acidentes com trens da ALL, concessionária que explora a malha férrea que passa pelo perímetro urbano da cidade. Em março deste ano,  o professor Silvio Pereira morreu ao ser atingido por um trem no cruzamento da linha com a rua  Antônio Frederico Germano, no Jardim Soraya. No local não havia cancela.

“Além da segurança para evitar desastres,  a prefeitura, mostrou que existe risco na região da Represa, que tem áreas de mancais”, disse o secretário de Planejamento, Milton Assis, sobre o fato de o trilho passar próximo à Represa.

O secretário avalia que mesmo com atrasos, a obra deve sair. “Existe contrato do governo. Atrasos são normais.” Outro argumento do município foi  a previsão de aumento da quantidade de trens que vão passar em Rio Preto quando as obras da ferrovia Norte-Sul estiverem prontas. A previsão é que o trecho regional da  ferrovia Norte-Sul seja concluído no final de 2012. A linha vai passar por nove cidades da região (Dolcinópolis, Estrela d’Oeste, Fernandópolis, Guarani d’Oeste, Jales, Ouroeste, Populina, Turmalina e Vitória Brasil) e será interligada à malha da ALL, que passa por Rio Preto.

Na segunda-feira (14), 13 composições passaram pelo centro de Rio Preto. O transito tem de ficar parado por cerca de cinco minutos cada vez que o trem passa. A maioria transporte  é de soja e de combustível.

Desvio

O projeto do governo federal prevê que  a linha de trem seja desviada do perímetro urbano. Atualmente, o trem passa por bairros da região central, além da Boa Vista, Gonzaga de Campos, Soraya e Vila Toninho.

A proposta é que a linha seja desviada logo na divisa entre Rio Preto e Cedral. O novo traçado passaria ainda por Bady Bassit  e pela região onde funcionava o IPA (Instituto Penal Agrícola). No total, o desvio teria 23 quilômetros. A intenção da prefeitura é utilizar o trilho atual  como corredores de ônibus ou até como metrô de superfície, como afirmou Valdomiro em dezembro de 2009. O primeiro objetivo é evitar transporte de cargas por trem dentro da cidade.

Concessionária ALL defende contorno

A concessionária ALL defendeu a obra de contorno ferroviário. No entanto, afirmou, em nota enviada segunda ao BOM DIA, que o contorno depende do Dnit. A  ALL considera o contorno de grande benefício, tanto para a população, quanto para a logística ferroviária de cargas na região, pois ele trará a diminuição do número de interferências (cruzamentos),  minimizando os riscos de acidentes”, informou. Ainda segundo a concessionária, a obra ainda poderá aumentar a quantidade de carga que é transportada diariamente pela ferrovia.

MP cobra multa de R$ 615 mil por falta de segurança

A falta de um plano de gerenciametno de riscos e combate a acidentes  em Rio Preto levou o Ministério Público a cobrar multa de R$ 615 mil na Justiça. A ação foi proposta em julho de 2009 pelo promotor Sérgio Clementino.  Segundo ele, a concessionária não cumpriu o que estava previso em termo de ajuste de cunduta firmado com o MP em 2002.  “O termo de conduta não foi cumprido”, afirmou Clementino segunda. A ALL recorreu contra a ação no Tribunal de Justiça, em São Paulo.

O Ministério Público também cobrou  da concessionária e da prefeitura a  instalação de cancelas. A assessoria da concessionária afirmou que em junho deste ano instalou sinalização com luzes e campainhas nas passagens de nível das ruas Clodulpho Benavides e Osvaldo  Aranha, e no bairro Gonzaga, com investimento de R$ 500 mil. A ALL ainda informou que os trens têm preferência nos cruzamentos e quem descumpre pode ser multado em R$ 186,39. “Ao contrário dos demais veículos, o trem precisa de mais de 500 metros para parar totalmente, mesmo após o maquinista acionar os freios.”

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

VLT de Santos vence mais uma etapa.

NOTÍCIAS DO DIA  (Revista Ferroviária):

Cidades se preparam para receber o VLT de Santos
13/11/2011 - O Estado de S.Paulo
A principal aposta para reduzir o trânsito no litoral de São Paulo é a criação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Serão 15 quilômetros, cruzando São Vicente e Santos. A expectativa do governo estadual é criar um sistema metropolitano integrado com os ônibus, para estimular o uso do transporte público. A previsão de conclusão é 2014.

Outra iniciativa é o túnel ligando Santos ao Guarujá. Hoje, a principal ligação entre as duas cidades é feita por meio de balsa. Após diversos projetos e promessas de ligações secas feitos nos últimos 50 anos, agora o governo do Estado quer levar a cabo a construção do túnel e entregá-lo em 2016.

Antes dessas obras, a prefeitura de Santos afirma que vem tomando medidas para mitigar o impacto dos novos empreendimentos. Uma delas foi alterar o Plano Diretor, neste ano. Em 53% das vias, as consideradas mais estreitas, as novas construções serão 30% menores.

O secretário de Planejamento, Bechara Abdalla Pestana Neves, afirma que o número de vagas para veículos dos novos edifícios não é determinante para o crescimento da frota. "Compra-se muito carro porque as linhas de financiamento ofertadas pelo governo federal são extensas, juros baixos, teve a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Ninguém compra carro porque tem vaga na garagem", afirma.

Neves critica ainda os prédios antigos de Santos que, com uma ou nenhuma vaga na garagem, obrigam os moradores a deixar seus carros na rua.
A prefeitura de Santos criou ainda corredores de ônibus em três avenidas e promete a instalação de semáforos em tempo real (que mudam conforme o fluxo) na entrada da cidade. Outra aposta é o investimento em ciclovias - a malha tem 20 km.

A prefeitura do Guarujá diz que a cidade não tem congestionamentos fora da temporada e feriados. Destaca a construção de uma avenida perimetral na margem do porto que fica no Guarujá - o que deve diminuir o número de caminhões na Rodovia Cônego Domênico Rangoni. A cidade vai rediscutir seu Plano Diretor no ano que vem.

A prefeitura de Praia Grande afirmou que está em andamento a remodelação da Avenida Ayrton Senna, na entrada da cidade. Serão eliminados os quatro semáforos do local com a construção de dois viadutos. A cidade analisa ainda a adoção de uma lei de polos geradores de tráfego em seu Plano Diretor, o que poderia obrigar construtoras a fazer obras viárias.

RS discute Ferrosul.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Audiência pública em Rio Grande discutirá Ferrosul
13/11/2011 - Agora (RS)
A Câmara Municipal do Rio Grande sedia no próximo dia 18, a partir das 14h, audiência pública para discutir a implantação da Ferrosul e as suas implicações para a Metade Sul do estado. Signatário da Frente Parlamentar de Apoio à Ferrosul, o deputado Alexandre Lindenmeyer (PT) solicitou ao proponente da mobilização na Assembleia Legislativa Raul Carrion (PCdoB) uma audiência no Município.

Planejada para interligar os Estados do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) - Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, além da região Oeste brasileira, o Paraguai e a Argentina – a Ferrosul representaria a possibilidade de viabilizar o transporte do Porto de Rio Grande para o norte do País, com custos mais reduzidos, entre outras vantagens. Para Lindenmeyer, “com os investimentos bilionários que estão sendo realizados no Polo Naval e com o desenvolvimento da região sul do Estado, torna-se necessário fomentar este debate para que possamos elencar as necessidades e coletar informações”.

Instalada em junho deste ano na Assembleia Legislativa, a Frente Parlamentar de Apoio à Ferrosul é uma iniciativa do deputado Raul Carrion e desde a sua instalação já realizou diversas audiências por todo o estado. Segundo ele, geográfica e politicamente, a audiência que será realizada em Rio Grande é uma das mais importantes, tendo em vista que é justamente o local onde termina a ferrovia.

Serão convidados para a audiência a Frente Parlamentar Gaúcha de Apoio à Ferrosul, ALL, ANTT, Sindicato de Ferroviários do Rio Grande do Sul, Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, Dnit, Fiergs, Famurs, Iphan, prefeitos, secretários municipais, vereadores da região sul e demais entidades ligadas ao tema.

Importância

Cerca de 80% das cargas no Rio Grande do Sul são transportadas por meio de rodovias, o que gera um alto custo logístico. Dos 28 mil quilômetros de ferrovias privatizadas, 16 mil foram desativadas pelas concessionárias, aumentando ainda mais os prejuízos. A Ferrosul resultaria em trilhos de trem cortando 238 municípios gaúchos.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

TCU determina suspensão de compras pela VALEC.

NOTÍCIA DO DIA (Revista Ferroviária):

TCU determina suspensão de compra pela Valec
12/11/2011 - O Estado de S.Paulo
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou à Valec Engenharia, Construções e Ferrovias que suspenda as ordens de serviços e renegocie 12 contratos de aquisição de dormentes e acessórios destinados à ferrovia de integração Oeste-Leste e a extensão sul da ferrovia Norte-Sul.

No seu voto, aprovado na última quarta-feira, o ministro-relator José Múcio Monteiro apontou sobrepreço nesses produtos previstos numa licitação por empreitada.

A estatal foi atingida em julho pela "faxina" após denúncias sobre um suposto esquema de cobrança de propina em órgãos vinculados ao Ministério dos Transportes. Além do presidente José Francisco das Neves, o Juquinha, outros diretores foram demitidos. A "faxina" também atingiu funcionários do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e do próprio ministério. No total, mais de 20 pessoas foram afastadas.

Técnicos da Secretaria de Fiscalização de Obras afirmam que haverá uma economia de mais de R$ 400 milhões com a repactuação desses contratos e que a medida "sobrepujaria os custos de ressarcimento dos investimentos realizados até o momento".

O ministro José Múcio reconhece que a auditoria revelou um "descompasso entre os preços contratados pela Valec e os preços de mercado". Ele lembra que os preços dos dormentes praticados no âmbito da Ferrovia Transnordestina, do grupo CSN, "são significativamente inferiores aos contratados pela Valec".

O ministro-relator reagiu contra a alegação das empresas do consórcio contratado pela estatal de que não se pode comparar contratos privado com o público. "Conforme entendimento por eles expresso, as sujeições a que está exposto um contratado pelo poder público são absolutamente diversas das de um contratado por empresas privadas, o que justificaria o preço mais alto ofertado ao ente público", relatou Múcio.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Alstom investe em trem regionais.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Setor de trens investe em projetos regionais
08/11/2011 - Folha de S. Paulo
Com previsão de R$ 6 bilhões em encomendas nos próximos três anos, a indústria ferroviária de passageiros se reúne nesta semana para apresentar soluções de trens regionais ao país.

Usada em larga escala na Europa e na Ásia, essa modalidade transporta passageiros numa distância média de 100 km a uma velocidade média de 170 km/h.

O primeiro do país deve ficar pronto até 2015. Existe no mercado a expectativa de que o governo de São Paulo anuncie para janeiro de 2012 o edital da linha entre a capital e Jundiaí. A linha terá 48 km de extensão e o tempo de viagem é estimado em 25 minutos.

Os estudos da linha São Paulo-Sorocaba também estão adiantados, e os da São Paulo-Santos devem ser contratados ainda neste ano.

Já o plano do governo federal de 14 linhas regionais pelo país ainda carece de estudos mais detalhados.
As empresas Alstom e Bombardier vão fazer palestras específicas sobre os trens regionais durante o encontro da indústria na Feira Negócio nos Trilhos, que acontece entre terça-feira e quinta-feira no Expo Center Norte.

Ramon Fontdevila, diretor-geral de Transportes da Alstom, acredita que os trens regionais vão ser parte de um boom de encomendas de equipamentos ferroviários de passageiros no Brasil, para solucionar os problemas de mobilidade das grandes cidades nos próximos anos.

domingo, 13 de novembro de 2011

FCA interessa-se pelo transporte de açucar.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

FCA reforça o interesse no transporte de açúcar
10/11/2011
Nós últimos três anos, a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) tem intensificado a movimentação de açúcar em sua malha e durante o Seminário Negócios nos Trilhos 2011, que está sendo realizado pela Revista Ferroviária nesta semana, em São Paulo, o presidente da concessionária, Marcello Spinelli, reforçou o interesse da empresa na movimentação do produto. “Nós somos operadores de açúcar e isso está definido”, ressaltou Spinelli durante sua palestra.

A FCA escoa 7% das exportações de açúcar do Centro-Sul do país para o porto de Santos. A concessionária tem contratos de transporte do produto com importantes empresas, como a Copersucar, que tem um terminal no porto de Santos.

Durante sua apresentação, Spinelli também apresentou obras que a concessionária está realizando para ampliar a eficiência de suas operações. Ele citou a construção de um terminal em pêra, em Araguari (MG), que será usado na movimentação de fertilizantes e grãos; o Terminal Marítimo da Ultrafertil (TUF), em Santos; o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram); o terminal de Ribeirão Preto (SP), em parceria com a Copersucar; o terminal de São João da Barra (RJ); a travessia de Belo Horizonte (MG); entre outros.

A FCA movimentou 59,6 milhões toneladas, em 2010 - 42% da movimentação foi de produtos siderúrgicos; 28% de granéis agrícolas; 15% de granéis minerais e 15% correspondem a outros produtos.

E tem feito parcerias com seus clientes para ampliar sua estrutura operacional. Nos últimos quatro anos, a concessionária recebeu mais de R$ 1 bilhão em investimentos de clientes. O montante foi investido por oito clientes em compra de 1.000 novos vagões; na reforma de 1.500 vagões e na aquisição de 40 locomotivas.

ALL e MRS esperam 2012 ainda melhor.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL e MRS estimam 2012 ainda melhor
09/11/2011 - Valor Econômico
Duas das maiores concessionárias brasileiras de ferrovias, América Latina Logística (ALL) e MRS Logística, estão comemorando recordes de volume transportado nos últimos meses. Entre os motivos, estão os altos níveis de exportação de commodities e a política de investimentos das empresas no setor - que permitiu ganhos de produtividade. Para o ano que vem, as perspectivas continuam favoráveis.

Em outubro, o volume de carga transportado pela MRS foi o maior em 15 anos de concessão - o número alcançado é 3,8% superior ao seu último recorde mensal, registrado em julho de 2011. No acumulado do ano (em dez meses), o total de volume transportado chegou a 128,3 milhões de toneladas - aumento de 6,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O presidente da MRS, Eduardo Parente, em entrevista ao Valor, justifica os números com dois motivos. O primeiro foi a política de manutenção da Ferrovia do Aço, que teve paradas semanais para o serviço. Isso, segundo ele, aumentou a regularidade do serviço. A segunda razão foi a mudança do sistema operacional da ferrovia. A empresa está aplicando R$ 600 milhões na compra de 90 locomotivas da GE Transportation que permitem o aumento de potência para eliminar o uso de locomotivas extras para subidas - que depois tinham que voltar no contrafluxo e atrapalhavam a movimentação nos trilhos. Com isso, o tempo de percurso médio da empresa caiu cerca de 10% em relação ao ano passado.

Além das locomotivas, a MRS está investindo neste ano em 218 vagões. O contrato, de R$ 48,3 milhões, foi firmado com Maxion e Randon. Os aportes fazem parte do plano de investimentos de R$ 1,5 bilhão previstos em todo o ano, que ainda deve incluir duplicação de pátios, modernização da sinalização, novos vagões e manutenção.

Controlada por CSN, Usiminas, Gerdau e Vale, a MRS vai investir quase o mesmo em 2012 - o valor deve ficar entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão -, em locomotivas, vagões, sistemas de sinalização e equipamentos de manutenção de via. O balanço trimestral será divulgado amanhã.

Na ALL, o período de julho a setembro foi o melhor trimestre da história da companhia em termos de volume transportado - segundo a empresa. O volume cresceu 10,4% no período em comparação com o mesmo trimestre de 2010 - de 11,03 bilhões de TKU para 12,18 bilhões de TKU. No acumulado do ano (em nove meses), as commodities agrícolas tiveram aumento de 10,5%. Na mesma comparação, o volume transportado de produtos industriais (como siderúrgicos, madeira e celulose) cresceu 4,4%.

A melhora no volume levou a resultados positivos no trimestre, de acordo com o balanço divulgado ontem. O lucro líquido do período foi de R$ 91,3 milhões, o que representa um aumento de 3,3% na comparação com o resultado obtido no mesmo intervalo do ano passado. A receita bruta foi de R$ 1,02 bilhão, crescimento de 23% em relação ao mesmo período de 2010. A companhia espera que em 2012 haja demanda adicional de 2 milhões de toneladas de soja e milho com o início da operação em Iquitira, no Estado do Mato Grosso.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

ALL investe na captação de cargas.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL irá aumentar transporte de açúcar em Paranaguá
10/11/2011
A ALL irá aumentar o transporte de açúcar do interior paulista ao porto de Paranaguá (PR). A operadora prevê o transporte de 6 milhões de toneladas para o ano que vem, o dobro do que era transportado em 2008, quando iniciou a operação. O anuncio foi feito durante o seminário “Planos de Negócio das Ferrovias de Carga para 2012”, no segundo dia da Feira Negócios nos Trilhos, que acontece no Expo Center Norte, em São Paulo.

Segundo o diretor comercial da ALL, Sérgio Nahuz, a medida visa desafogar o gargalo logístico do Porto de Santos, evitando assim, as filas de vagões dos últimos anos.

ALL investe na captação de cargas.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Operação ferroviária impulsiona crescimento da ALL
09/11/2011
A América Latina Logística divulgou o resultado dos balanços relativos aos primeiros nove meses do ano e o terceiro trimestre de 2011. De acordo com os números divulgados, a empresa de logística atingiu volume de 12 bilhões de TKUs, consolidando crescimento de 10,4% no mercado nacional. O transporte de commodities agrícolas cresceu 12% em relação ao ano passado, os produtos industrializados tiveram aumento 6% na participação dos lucros. 

O aumento no volume transportado pelo segmento de operação ferroviária da companhia foi um dos responsáveis pelo crescimento da geração operacional de caixa consolidada, que no último trimestre subiu 16,4%, alcançando o montante de R$ 429,4 milhões. A alta na geração de caixa também contou com a ajuda do crescimento da Brado Logística, braço da empresa para o transporte de contêineres.

O volume de transporte nas ferrovias cresceu 10,4% no terceiro trimestre de 2011 - de 11.034 milhões  de  TKU  para 12.182 milhões  de  TKU – e a receita bruta da operação ferroviária subiu 13,8%, (para R$ 849,5 milhões) no  mesmo período. 

A ALL também teve sua nota elevada de A- para A pela agência internacional de risco, Ficth Ratings, na classificação na nota nacional de longo prazo, devido às melhorias de fluxo de caixa e histórico em termos de crescimento de volume.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

ANTF questiona direito de passagem.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Novas regras do setor são questionadas pela ANTF
09/11/2011 - Valor Econômico
Quatro meses depois de ameaçar entrar na Justiça contra as novas regras para as ferrovias, a iniciativa privada já parece ter se convencido da necessidade de mudanças no setor. Três resoluções publicadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em julho são vistas hoje, por governo e por empresas, como um passo para a modernização ferroviária.

Para Eduardo Parente, que falou em congresso sobre ferrovias ocorrido nesta semana em São Paulo, como presidente do conselho de administração da Associação Nacional de Transportadores Ferroviários (ANTF), a iniciativa privada e o governo hoje concordam em grande parte das questões. "O modelo de concessão era o possível na época em que foi feito, mas hoje venceu e não funciona mais. Por isso, é fundamental que ocorra mudanças nele", diz.

Mesmo assim, diz Parente, ainda restam dúvidas sobre as regulamentações da agência. Das três resoluções publicadas, o principal ponto de resistência das empresas está no compartilhamento da malha hoje concessionada - o que, defende Parente, levaria à perda de eficiência dos atuais operadores.
Hoje, diz, as concessionárias transportam tanto cargas mais lucrativas - como o minério - como as menos lucrativas. Isso, segundo ele, equilibra as receitas e dá eficiência à operação. Parente levantou publicamente a questão. "Se um novo operador entrar na minha malha, ele vai carregar só carga boa e eu vou ficar com o osso?", questionou em seu pronunciamento no congresso.

Segundo Parente, no entanto, a análise inicial feita pelo setor é que o impacto das novas regras será pequena. "Acho que, se for bem feita [a regulamentação], o impacto será muito pequeno. Hoje, não abusamos de preços e temos contratos estáveis e de longo prazo. É difícil que alguém venha de fora e consiga competir", analisa.

Além do chamado "direito de passagem", a ANTT publicou outras duas resoluções. A segunda delas é a fixação de metas por trecho. Nas concessões, foi estipulado um valor global a ser atingido, em número de acidentes e em volume de transporte. O problema visto pelo governo é que as metas podem ser atendidas somente com a operação de alguns trechos (sendo que outros ficariam subutilizados). A ideia é que, a partir do ano que vem, haja um desdobramento da meta para cada trecho. "Se a concessionária for pouco agressiva na utilização da malha, ela vai ter que dar oportunidade para outras concessionárias a um preço mais baixo", diz Bernardo Figueiredo, diretor da ANTT. A terceira resolução permite que um usuário (no caso, outras empresas) invista e construa serviços dedicado a ele.

Operadora da linha pagará o imposto sobre direito de passagem.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Carf diz que impostos incidem sobre total recebido
08/11/2011 - Valor Econômico
A Câmara Superior da 3ª Seção do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu nesta segunda-feira que, ao usar trechos de ferrovias de outra concessionária, a empresa de transporte deve contabilizar os repasses como custo, e não como receita de terceiros. Com isso, os tributos PIS e Cofins devem incidir sobre o montante total recebido pelo serviço de transporte. O Carf é a instância administrativa de discussão de autuações da Receita Federal.

O caso analisado foi o da ALL – América Latina Logística. A empresa recebeu por um serviço de frete em que era obrigada a usar parte da malha ferroviária de outra concessionária. Pelo entendimento do colegiado, se o valor do contrato for de R$ 100 mil, a base de cálculo de PIS e Cofins, que incidem sobre receita total, é o valor “cheio”. Se a decisão tivesse sido a favor da empresa, ao considerar como receita de outra companhia, a tributação se daria sobre a diferença entre o total recebido menos o que foi repassado.

O advogado de defesa da ALL, Luiz Edmundo Barbosa, alegou que todo o montante recebido não é receita da empresa contratada para prestar o serviço. “A ANTT [Agência Nacional de Transporte Terrestre] diz que só se pode emitir um conhecimento de carga, uma nota.” Segundo ele, “nem tudo foi incorporado ao patrimônio dela [ALL]”.

O chefe da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) no Carf, Paulo Riscado, ressaltou que a malha ferroviária tem um regime de partilha e que, nesse caso, para prestar o serviço a concessionária tem um custo. “Não há que se falar aqui que quando uma determinada pessoa contrata essa empresa ela está contratando todas as empresas ferroviárias do Brasil”.

Autuações semelhantes ocorrem com empresas de telefonia, agências de turismo e de publicidade. A decisão da Câmara Superior foi apertada: cada entendimento recebeu cinco votos e o desempate ocorreu com o “voto de minerva” do presidente da turma em favor da Fazenda. Em julgamentos, por exemplo, sobre “roaming” (telefonia), o resultado foi divergente, favorável ao contribuinte.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Linha 4 bate recorde de usuários.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Linha 4 de SP ultrapassa 500 mil passageiros/dia
09/11/2011
A Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, que é operada pela ViaQuatro, atingiu na sexta-feira passada (04/11) a marca de 510 mil passageiros transportados em um dia. A expectativa da concessionária era de que este volume fosse atingido até o final do ano.

A primeira linha driverless da América Latina conta com seis estações – Luz, República, Paulista, Faria Lima, Pinheiros e Butantã. A previsão da concessionária é que, em 2012, a média de passageiros cresça gradativamente até atingir a marca de 700 mil por dia.

No primeiro dia (30/09) que a linha funcionou no horário das demais linhas do sistema, das 4h40 à meia-noite, foram transportados 433 mil passageiros.

Petrobrás negocia com FCA.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Petrobrás deve utilizar FCA para transporte
09/11/2011 - O Estado de S. Paulo
A Petrobrás poderá ser a próxima companhia de peso a desembarcar no projeto da LLX de ligar o Porto do Açu, em construção no norte do Estado do Rio, à Baixada Fluminense, por meio de uma parceria com a Ferrovia Centro Atlântica (FCA). O diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, revelou que está em tratativas com a mineradora Vale, controladora da FCA, para utilizar o modal para transportar derivados do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

A adesão da Petrobrás aumenta a possibilidade de o projeto, estratégico para a LLX, empresa de logística de Eike Batista, sair do papel. Seria uma vantagem por tabela, já que o Comperj fica próximo à linha férrea que será reativada. Para a Petrobrás, a ligação é uma opção viável para transporte dos produtos que começarão a sair do Comperj a partir de 2013 para o Porto de Sepetiba, localizado no município de Itaguaí, do outro lado da Baía de Guanabara, e para outras regiões do País.

"Já temos conversações com a Vale nesse sentido, porque o sistema ferroviário pode ser utilizado para a colocação dos produtos do Comperj no Porto de Itaguaí e outras regiões", disse Costa ao Estado. Segundo ele, as empresas estão em negociação e não há prazo para uma tomada de decisão. A estatal planeja levar derivados até Itaguaí também por meio do Arco Metropolitano, malha rodoviária ainda em construção em torno do município do Rio.

Viabilidade. Em agosto, a LLX e a FCA deram início aos estudos de viabilidade do projeto, que afeririam, entre outras variáveis, a demanda por transporte ferroviário no trecho. A ideia é implantar um ramal de cerca de 40 quilômetros entre São João da Barra, município onde está sendo erguido o complexo industrial do Açu, e Campos dos Goytacazes. Outro projeto prevê a reativação do corredor litorâneo.

Ao agregar a demanda do Comperj ao projeto, a Petrobrás ajuda a LLX a concretizar a ligação e a se livrar do entrave logístico à construção da siderúrgica da chinesa Wuhan Iron and Steel Co. (Wisco) no Açu. A Wisco assinou um acordo de cooperação com a EBX no final de 2009.
A planta foi uma das primeiras anunciadas para o complexo industrial do empresário Eike Batista, mas os chineses ainda não bateram o martelo, à espera de uma solução de transporte para ter acesso ao minério de ferro de Minas Gerais. A conexão com a malha da FCA permitiria isso. A ligação também permitiria acesso a São Paulo e outras regiões do País.

Outra interessada no projeto é a Ternium, controlada pelo conglomerado argentino Techint. No começo do mês, a empresa obteve das autoridades fluminenses a licença prévia para a instalação de sua siderúrgica no Açu. O plano é que o ramal seja de bitola mista, permitindo a conexão com a malha ferroviária da MRS, também administrada pela Vale.

Origem dos recursos. Em entrevistas, executivos da LLX já deram a entender que o grosso do investimento na ferrovia deve ficar por conta da FCA. Porém, o próprio Eike não descartou aportar recursos. Procurada para comentar o interesse da Petrobrás, a LLX afirmou que não está participando das conversas, mas informou que a FCA pode estar negociando com outras empresas a futura utilização da ferrovia. Até o fechamento desta reportagem, a FCA e a Vale não se manifestaram.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Alteração no traçado da Fiol não está concluído.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Alteração do traçado da Fiol ainda não foi feita
07/11/2011 - Tribuna da Bahia
A Valec, estatal que administra as obras da Ferrovia Oeste Leste, Fiol, ainda não apresentou ao Ibama a alteração no traçado dos trechos que passavam por cavernas, situados na região do São Francisco, oeste baiano, e em trechos das cidades de Barreiras, São Felix do Coribe, Santa Maria da Vitoria e São Desiderio. A estatal se manifestou por e-mail sobre o caso.

“Por enquanto ainda não foram concluídos os estudos de alteração do traçado nos trechos onde existem as cavernas. Os estudos já estão sendo finalizados e a Valec  está aguardando a concessão da licença de instalação por parte do IBAMA para dar início às obras no trecho de Caetité até Barreiras”, cita.

Em relação aos trechos anteriormente embargados pelo Ibama, a estatal se manifestou informando que tem tomado todas as medidas recomendadas e cumprido no devido tempo todas as exigências feitas pelo órgão ambiental. Ela ressaltou que a previsão de entrega dos lotes da Fiol que já se encontram em obras é para o primeiro semestre de 2014, e seriam  os de 1 a 4 que vão de Ilhéus até Caetité, num total de 537 km.

“Por enquanto, estão definidos os prazos para a conclusão dos trechos Ilhéus/Caetité, no primeiro semestre de 2014 e Caetité/Barreiras para dezembro de 2015. Quanto aos valores do investimento, a estimativa é de que na contratação do trecho Ilhéus/Caetité/Barreiras sejam desembolsados cerca de R$ 4,3 bilhões.

Procurado pela reportagem da Tribuna da Bahia, o superintendente do Ibama na Bahia, Celio Costa Pinto, reiterou que o órgão ambiental está fiscalizando as obras da Fiol, mas ainda não recebeu os estudos sobre a alteração do traçado para os trechos que passam por cavernas. “Essa questão é bastante complicada. A região é problemática e o caso envolve uma situação de segurança”, avisa.

Costa Pinto mencionou que o Ibama participou recentemente da audiência pública do Porto Sul, em Ilhéus. “Foram mais de 3,7 mil pessoas presentes. O governo apresentou o estudo de impacto ambiental com a mudança do local de Ponta da Tulha para Aritagua. O Ibama fará a analise e se manifestará sobre a concessão de licença para o Porto”, informa.

Em relação à postura adotada por um ambientalista de São Paulo, que vem usando a mídia nacional para afirmar que a construção do Porto Sul não sairá do papel e seu possível envolvimento com o empresariado do sul do país visando atrapalhar a realização das obras que asseguram o desenvolvimento do Estado da Bahia e da região Nordeste com a construção do Porto Sul, Celio Costa Pinto disse que o órgão estará alheio a essas questões, se atendo apenas ao foco ambiental.

“O Ibama estará analisando o parecer técnico. Os especialistas em Brasília estarão a frente desta questão e conduzirão o caso da melhor forma possível avaliando apenas os impactos ao meio ambiente”, diz.

Importância estratégica para a Bahia

 A construção da Ferrovia Oeste Leste, Fiol, terá grande impacto na logística do estado da Bahia e das regiões Norte e Nordeste. Um dos grandes méritos foca na redução de custos do transporte de insumos e produtos diversos, o aumento da competitividade dos produtos do agronegócio e a possibilidade de implantação de novos polos agroindustriais e de exploração de minérios, aproveitando sua conexão com a malha ferroviária nacional.

 Os principais produtos a serem transportados são soja, farelo de soja e milho, além de fertilizantes, combustíveis e minério de ferro. A ferrovia, segundo a Valec, promoverá a dinamização das economias locais, alavancando novos empreendimentos na região, com aumento da arrecadação de impostos, além de geração de cerca de 30 mil empregos diretos.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

EFCJ será recuperada.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferrovia de Campos do Jordão (SP) será recuperada
02/11/2011 - Agência Estado
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quarta-feira a recuperação da Estrada de Ferro Campos do Jordão. Serão investidos R$ 4,1 milhões na ferrovia por meio da Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM). Os recursos serão destinados à compra de máquinas e equipamentos necessários à manutenção das vias. Segundo governador, a revitalização será feita dentro da proposta de trens turísticos. A previsão é que as obras fortaleçam o turismo na região.

Em maio deste ano, a ferrovia já havia recebido R$ 2,9 milhões para obras emergenciais, que foram concluídas em outubro. As obras permitiram o restabelecimento das viagens turísticas que atendem os roteiros Campos do Jordão-Pindamonhangaba e Campos do Jordão-Santo Antônio do Pinhal. Os ingressos para as viagens de sexta, sábado e domingo já estão esgotados até o dia 9 de janeiro do próximo ano. Daqui a três anos, a Estrada de Ferro comemorará 100 anos de atividade.

Trensurb inicia construção de aeromóvel.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Trensurb inicia construção de estações do aeromóvel
07/11/2011

O superintendente de Desenvolvimento e Expansão da Trensurb, Ernani Fagundes, e o diretor da Arcol Engenharia, Odir Cobalchini, assinaram na sexta-feira (04/11) o contrato de execução das duas estações da linha do Aeromóvel. As obras começam nesta segunda-feira (07/11).

Com cerca de 660 metros quadrados, as edificações têm previsão de conclusão em seis meses. O investimento total nesta parte do projeto será de R$ 2,27 milhões.  A linha do aeromóvel ligará a Estação Aeroporto da Trensurb ao Terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho.

domingo, 6 de novembro de 2011

Vale vai recuperar linhas.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Vale vai recuperar 1.330 km de ferrovias na Bahia
01/11/2011 - A Tribuna
A recuperação de 1.330 dos 1.769 quilômetros da malha ferroviária na Bahia, até o final de 2013, foi anunciada pela concessionária Vale. A FCA pretende recuperar o traçado de 605 quilômetros entre o Porto de Aratu-Candeias e o município de Brumado, onde será erguido um terminal logístico intermodal.

O traçado que liga Aratu ao sudeste do País, batizado de Grãos Bahia, receberá investimentos de R$ 68,8 milhões e deverá ser concluído até o final de 2013. O comprimento deste prazo, no entanto, vai depender da obtenção de licenças ambientais e da reintegração de posse de terrenos que estão desocupados. “O objetivo é tornar a Bahia um verdadeiro corredor logístico de transporte de grãos”, disse a concessionária.

A Vale anunciou que o primeiro investimento será  a recuperação dos oito quilômetros entre Mapele e o bairro de Paripe, em Salvador. Fundamental na ligação da capital baiana com o sistema logístico, o trecho terá investimentos da ordem de R$ 4,3 milhões, com conclusão das obras previstas para julho de 2013.

A decisão de retomar o trecho foi tomada a partir do novo marco regulatório para o sistema de ferrovias, definido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Com as novas regras, as concessionárias foram obrigadas a reativar os trechos desativados das ferrovias.

sábado, 5 de novembro de 2011

Usiminas fornece vagões para Eldorado e MRS.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Usiminas Mecânica fornecerá 447 vagões para Eldorado
04/11/2011
A Usiminas Mecânica, empresa de bens de capital da Usiminas, uma das expositoras da Feira Negócios nos Trilhos, que acontece na próxima semana em São Paulo, firmou contratos com a Eldorado Celulose para o fornecimento de 447 vagões telescópicos para o transporte de fardos de celulose da planta de Três Lagoas (MS) até Santos (SP). As entregas dos vagões estão previstas entre fevereiro de 2012 e fevereiro de 2013, sendo que dois protótipos para testes serão apresentados ainda em dezembro deste ano.

Inéditos no mercado nacional, os vagões terão capacidade para transportar 44 fardos com peso total de 88 toneladas e apresentam módulos móveis, que permitem acesso total durante as operações de carga e descarga com pontes rolantes ou empilhadeiras. Esses módulos terão um sistema de vedação inovador, garantindo assim a total proteção da carga. Os vagões utilizarão truques BARBER S2F 6 ½” x 12” fabricados na Fundição da Usiminas Mecânica.

Um outro contrato firmado com a MRS Logística prevê o fornecimento de 10 vagões protótipos para testes de homologação. Utilizados para transporte de minério, os vagões gôndola do tipo GDU trazem como principal vantagem a capacidade para transportar até 18 toneladas a mais do que o modelo tradicional utilizado na malha ferroviária, GDT, que transportam até 111 toneladas. Essa característica tem como principal objetivo a otimização logística do transporte de minério.

O vagão foi desenvolvido após uma extensa coleta de dados das características operacionais de carregamento, movimentação e descarga da MRS. O diferencial do projeto é que os vagões terão as mesmas dimensões (altura, largura e comprimento) dos vagões GDT, mas com volume de carga superior devido à adoção de estrado especial rebaixado. Essa característica permitirá a operação conjunta de vagões GDU e GDT na mesma composição, sem a necessidade de ajustes nos viradores de vagões.

Em atendimento à solicitação da MRS, os vagões serão fornecidos em duas configurações de freio, sendo uma dual, com uma válvula de comando para cada dois vagões, e outra trial, com uma válvula de comando para cada três vagões. As configurações foram desenvolvidas com o objetivo de reduzir o tempo de carregamento de ar no sistema de freio.

Todos os vagões já serão equipados com truques S2F 7” x 12” fabricados na Fundição da Usiminas Mecânica. Durante o desenvolvimento do projeto, várias simulações dinâmicas foram conduzidas para garantir que o desempenho dos truques esteja de acordo com as necessidades operacionais da MRS.

A Usiminas Mecânica reservou uma área de 50 m² na Feira Negócios nos Trilhos, para mostrar aos seus clientes, fornecedores e visitantes da mostra as inovações desenvolvidas pela empresa.