quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ferronorte prosseguirá sem ALL.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferronorte: Universidades participam de estudo
26/08/2011 - Só Notícias
As universidades federais de Mato Grosso e Santa Catarina serão parceiras na elaboração dos estudos de impactos ambientais e o Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente (EIA-Rima) e do projeto básico do trecho da Ferrovia Senador Vicente Vuolo - Ferronorte, entre Rondonópolis e Cuiabá. O acordo foi selado na reunião em Brasília (DF), nesta sexta-feira (26.08), entre o Governo de Mato Grosso, Agência Nacional de Transportes Terrestre (ANTT) e representantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento de Logística de Transportes (Selit), Francisco Vuolo, que participou da reunião em nome do Governo de Mato Grosso, disse que foi dado um importante passo para a Ferrovia Vicente Vuolo chegar até Cuiabá. O próximo passo será dado numa segunda reunião que vai acontecer em Cuiabá, quando serão definidos a responsabilidade de cada universidade.

Essas duas universidades, cada uma tem uma expertise. A de Mato Grosso tem uma especialidade na área ambiental enquanto a Federal de Santa Catarina tem experiência na área elaboração de projetos ferroviários. Participaram da reunião o presidente da ANTT, Bernardo Figueiredo, o superintendente de Serviços de Transportes de Cargas (Sucar), Noburo Ofugi, os professores Fernando Régis e Roberto Vaz e Amir Mattar Valente, diretor do Laboratório de Logística da UFSC, e o professor Miguel Arruda, da UFMT.

Na reunião de Cuiabá, com a definição de responsabilidade de cada uma das universidades, além do projeto EIA-Rima, deverá definir a elaboração do projeto básico com a definição do traçado de Rondonopolis até Cuiabá; bem como iniciar os estudos de viabilidade da Ferrovia Cuiabá-Santarém.

A definição da parceria com essas duas importantes universidades, além de garantir o prazo de 18 meses acordado entre a ANTT e o Governo do Estado, assinado durante a realização do seminário Desenvolvimento e Ferrovias - Centro-Oeste, em junho. Depois de cumpridos esses passos vai entrar o segundo momento de se definir o modelo de concessão que será adotado. Se a construção será feita pela Valec ou por meio de uma parceria público privada (PPP).

A parceria entre as duas universidades, além dos projetos, poderá ser ampliada na implantação de cursos para formar e capacitar recursos humanos para atender essa demanda na administração e operacionalização das ferrovias em Mato Grosso. Essa preocupação com a demanda por mão de obra especializada já está na pauta, com o início de troca de experiência entre as duas instituições.

O avanço da ferrovia, lembra Vuolo, demonstra que o governador Silval Barbosa ao criar a pasta Selit, colocou a questão da logística como prioridade e o Estado está no caminho da integração, dando sustentação para os investimentos e garantir qualidade e segurança no escoamento da produção.

MRS anuncia obras.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

MRS inicia obras de ampliação do viaduto Ryu Mizuno
26/08/2011 - Diário de Suzano
A MRS Logística organiza a implantação do canteiro de obras para alteração na estrutura do viaduto Ryu Mizuno. Neste momento, o processo está em fase de mobilização de materiais e equipamentos, inclusive, para sinalização do tráfego no local. De acordo com empresa, a medida é necessária para fazer a separação das linhas de trem de carga e de passageiros, operadas pela MRS e pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Além das duas faixas de trilhos já existentes serão construídas ainda, uma faixa para carga e outras duas para passageiros. Segundo a MRS, a obra vai beneficiar o desenvolvimento de transporte ferroviário de carga entre o interior e o Porto de Santos e Baixada Santista, assim como a expansão do sistema de transporte de passageiros da CPTM na região.

Com isso, os dois pilares do viaduto que estão mais próximos da linha do trem, um na Avenida Brasil e outro na Rua Major Pinheiro Fróes, serão afastados para abrir espaço para a construção de mais uma linha férrea. A obra prevê que os pilares que serão reconstruídos sejam demolidos posteriormente. A expectativa é que as obras na parte inferior do viaduto sejam concluídas até o final do ano.

Para que as alterações na estrutura sejam realizadas na parte superior, o Ryu Mizuno deverá ficar interditado a partir de janeiro. Entretanto, o prazo para interdição ainda está sendo estudado pela Prefeitura e MRS. Isso porque, é necessário um planejamento de sinalização para minimizar os transtornos que a obra deve causar no trânsito.

Durante a interdição do viaduto, o desvio de veículos será realizado conforme planejamento que está sendo executado pela Secretaria de Transportes, Sistemas Viários, Trânsito e Mobilidade Urbana (Setrans).

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Acidente no bondinho de Sta. Tereza.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Falta de manutenção causou acidente, diz Crea
29/08/2011 - O Estado de S. Paulo
A falta de marcas de freio nos trilhos e a constatação de que até pedaços de arame eram usados para afixar estruturas do bondinho fizeram com que especialistas do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio (Crea-RJ) apontassem a falta de manutenção do veículo como causa provável do acidente que matou cinco pessoas e feriu 57 anteontem, em Santa Teresa.

O acidente provocou indignação dos moradores do bairro, que organizaram manifestação contra o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, apontados como responsáveis. Cabral comentou o acidente por meio de nota, enviada ontem à noite, 28 horas após comentou o episódio. Ele lamentou "profundamente" e disse que determinou a elaboração de um plano de modernização dos bondinhos. Pelo menos dez pessoas seguiam internadas em hospitais públicos após passar por cirurgias. Entre os feridos havia turistas americanos, franceses, ingleses e brasileiros.

Segundo o coordenador da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do Crea, Luiz Antonio Cosenza, a superlotação do bondinho - uma das causas indicadas pelas autoridades para a tragédia - não explica o desastre. Para ele, o mais provável é que tenha havido problemas no freio. A lotação dos bondes é de 32 passageiros sentados e oito em pé: 40 ao todo. O número de vítimas, 62 entre mortos e feridos, indica superlotação.

"O peso pode até ter colaborado com a saída dos trilhos. Mas a causa do acidente, para mim, não foi a superlotação. É possível que o freio tenha sido acionado, mas que não tenha funcionado. Pode ter sido um problema de vazamento de ar no compressor. Demos uma olhada lá para cima. Se o freio tivesse sido acionado e a roda travado, haveria marcas no trilho. E não há essas marcas. É como se a roda tivesse vindo solta", disse o engenheiro, classificando como "lamentável" o uso de um arame no lugar do parafuso para prender estrutura perto do eixo das rodas e do sistema de freio do bonde. A perícia do acidente foi feita pelo Instituto de Criminalística, cujos técnicos devem entregar o laudo antes de 30 dias.

Manutenção. Sebastião Rodrigues, presidente da Central Logística, empresa do governo do Estado do Rio que administra o sistema de bondes de Santa Teresa, afirmou que todos os veículos passam por manutenção semanal e que as peças são trocadas sempre que necessário.

As informações de Rodrigues foram questionadas pela Associação de Moradores de Santa Teresa (Amast)e por funcionários da empresa presentes ao enterro do condutor Nelson Correia da Silva. "Os funcionários da manutenção fazem milagres com pedaços de fio", afirmou a professora Marisa Brandão, 48 anos. "Nelson contava que não havia manutenção", disse o amigo Fábio Oliveira.

Acidente no bondinho de Sta. Tereza.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Cabral determina plano de modernização de bondes
28/08/2011 - Terra
Reduzir Normal Aumentar Imprimir O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, informou, em nota divulgada neste domingo, que determinou a condução de um plano de modernização dos bondes da capital fluminense por parte da Secretaria de Transportes. Um dia após o acidente que matou cinco pessoas e feriu mais de 50, Cabral afirmou ter lamentado "profundamente" a tragédia e afirmou que o serviço permanecerá interrompido.

Cabral diz que a preocupação do Estado com os bondes é constante, mas delegou a responsabilidade a Secretaria de Transportes, que será a responsável técnica pelo plano de modernização.

"O governador aguarda o resultado da perícia e informa que as providências cabíveis serão tomadas, conforme o laudo final", finaliza a nota.

Segundo dados da Secretaria de Transportes, 1,5 mil pessoas utilizam diariamente os bondes de Santa Teresa, que circulam por dois diferentes ramais. As composições são utilizadas tanto pelos moradores do bairro, como por turistas.

Freios

Neste domingo, o coordenador da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro (Crea-RJ), Luiz Antonio Cosenza, foi ao local do acidente e constatou indícios de problemas no sistema de freios do bonde que tombou em Santa Teresa.

"A superlotação pode ter contribuído, mas pelo que a gente viu ali a hipótese mais provável é falha no sistema de freio. Parece que o freio foi acionado, mas não funcionou travando as rodas, porque se isso tivesse acontecido haveria marcas de frenagem nos trilhos e não percebi isso", disse.

Segundo o especialista, apenas a superlotação, denunciada por moradores, não seria suficiente para causar o acidente. Para ele, possivelmente o freio não acionou por um problema no compressor de ar, que é o equipamento que garante a pressão necessária nas rodas para que a frenagem ocorra.

"A falta de manutenção nos bondes é observada e denunciada há anos, décadas. Um bonde pode ser antigo, estar em funcionamento há muito tempo, mas se a manutenção estiver em dia, ele pode continuar sendo seguro", afirmou.

Cosenza informou que os engenheiros responsáveis pela manutenção das composições serão convocados pelo Crea para prestar esclarecimentos à Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes sobre a realização dos serviços de manutenção.

O presidente da Central Logística, Sebastião Rodrigues, empresa responsável pelos bondes, disse que o sistema de transporte tem manutenção adequada. Ele esteve hoje no local do acidente e, embora tenha constatado que em partes da composição havia arame no lugar de parafusos e que a sapata do freio estava gasta, disse que vai aguardar o laudo da perícia para identificar as causas do acidente. O documento deve ficar pronto em 30 dias.

"Conservação não foi, porque a manutenção preventiva é feita toda semana. Quando há um problema, a gente manda para a oficina e troca as peças", declarou.

Após a realização da perícia do local, que durou toda a manhã de domingo, o bonde foi removido no início da tarde e levado para a garagem. Moradores acompanharam o transporte da composição protestando pelas ruas do bairro.

O acidente

Cinco pessoas morreram e mais de 50 ficaram feridas na tarde de sábado em acidente com um bonde de Santa Teresa, que fazia o trajeto Largo da Carioca-Dois Irmãos. Entre os mortos, há uma menina de 12 anos.

Moradores da região fizeram mutirão para socorrer vítimas e dois ônibus serviram de ambulância para levar feridos ao hospital. O serviço existe há 115 anos.

Dez pessoas seguiam internadas em estado grave. Segundo testemunhas, o bonde teria perdido o freio, descido a ladeira e colidido com um poste, tombando. Um grupo de passageiros foi levado para hospitais em dois ônibus e outros em ambulâncias do Corpo de Bombeiros.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

MT terá VLT.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Cuiabá e Várzea Grande terão VLT
24/08/2011 - Diário de Cuiabá
O governador Silval Barbosa (PMDB) recebeu ontem o aval da presidente da República, Dilma Rousseff (PR), para implantar o modal de transporte de passageiros VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Cuiabá e Várzea Grande, dentro do pacote de obras para a Capital sediar jogos da Copa do Mundo em 2014. A informação foi confirmada ontem pela Secretaria de Estado de Comunicação (Secom).

Silval está desde anteontem em Brasília para viabilizar a implantação do VLT. Hoje, ainda na Capital Federal, o governador se reúne com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior. Na pauta a discussão técnica para instalar o modal, além de buscar garantias de financiamentos do governo Federal.

Silval se reuniu ontem com integrantes da bancada federal. No gabinete do senador Blairo Maggi (PR), o chefe do Executivo fez um relato das conversas com o governo federal sobre as obras da Copa do Mundo em Cuiabá. Só hoje, após a reunião no ministério do Planejamento, o governador deve se manifestar oficialmente sobre a situação.
Na semana passada, tentando convencer o governo federal a optar pelo VLT, Silval peregrinou pelos ministérios dos Transportes, Cidades e Casa Civil. Quando criada a Agência Executora das Obras da Copa do Mundo pelo então governador Blairo Maggi (PR), o BRT (Bus Rapid Transit) foi o escolhido pelos governos do Estado e federal como modal de transporte ideal para Cuiabá.

O governador esteve também na Secretaria do Tesouro Nacional (STN) pedindo a validação da capacidade de endividamento do Estado, que é de R$ 2,5 bilhões. Com isso o governo poderá fazer empréstimo e completar a diferença entre o projeto do BRT para o VLT. Enquanto o BRT foi orçado em cerca de R$ 500 milhões, o valor estimado para o VLT é de R$ 1,1 bilhão.

Apesar do receio do governador, está praticamente certo o VLT como o modal de transportes, preterindo assim o BRT. Além da presidente Dilma, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, também já teria aceitado o modal.

Com o aval da presidente, o governo do Estado não vai precisar aumentar a capacidade de endividamento para construir o VLT. Ao menos uma parte do custo do modal de transporte deverá ser financiada pela União.

Silval também esteve reunido com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e pediu liberação das obras de mobilidade urbana na travessia urbana de Cuiabá e a duplicação da rodovia Rondonópolis-Cuiabá, o que foi prontamente atendido pelo ministro.

Segundo o chefe do Executivo estadual, a obra está orçada em R$ 353 milhões e será construída em três etapas, em 2012, 2013 e 2014.

Transportes precisam de medidas urgentes.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Transportes exigem medidas urgentes
24/08/2011 - Valor Econômico
Com população de 1,6 milhão de habitantes, uma das maiores densidades demográficas de São Paulo, PIB per capita de R$ 25 mil e 4,1% do PIB do Estado, a Baixada Santista poderá manter-se como pólo de atração de moradores nessa década por conta do crescimento previsto nas áreas de energia e logística. Entre 2000 e 2010, a população cresceu 1,2% ao ano, ligeiramente acima da taxa verificada no Estado, de 1,09%. O desenvolvimento gradual da exploração de petróleo na Bacia de Santos e a expansão do porto poderão estimular maior crescimento populacional e tornar ainda mais premente a superação de desafios, como ampliação da rede de água e esgoto, melhoria do transporte público e em habitação popular.

Para atender a esse crescimento, o governo paulista deve investir mais de R$ 5,3 bilhões em uma série de projetos. Uma das frentes está centrada na área de transportes. O governo anunciou recentemente o projeto de construção de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com 11 quilômetros de extensão e um investimento orçado em R$ 660 milhões, que irá em um primeiro trecho interligar São Vicente ao Porto de Santos e ao centro da cidade de Santos.

"A PPP para esse projeto não vingou, o governo então resolveu colocar em pé. A segunda parte da obra, que seria a expansão até a Praia Grande, poderá ser tocada em regime de concessão", disse o secretário de assuntos metropolitanos, Edson Aparecido, presente ao seminário.

"Isso permitirá um novo perfil para o transporte público na região", disse João Paulo Tavares Papa, prefeito de Santos. Hoje as nove cidades que compõem a Baixada Santista são interligadas por ônibus. Com o VLT, passa a haver uma nova opção. O governo também está trabalhando na construção de um túnel entre as duas margens do Estuário de Santos, ligando o Guarujá ao centro de Santos. A licitação para contratar o projeto deve ser concluída em janeiro. A previsão é concluí-la ainda em 2012, permitindo que a obra possa ser contratada no início de 2013. O empreendimento deve consumir R$ 1,3 bilhão e deverá terminar no primeiro semestre de 2016.

O governo estadual, em parceria com o federal, também está buscando colocar de pé o projeto do Ferroanel, um anel ferroviário na região metropolitana de São Paulo, que agilizaria a movimentação de cargas sobre trilhos até o porto de Santos. "Esse assunto está sendo tratado com urgência e a intenção é que a licitação seja feita o quanto antes, talvez até em 2012", afirmou Aparecido. Outro projeto que poderá sair do papel é a construção de um trem regional entre São Paulo e Santos, para aumentar as opções de transporte na região.

A gestão dos recursos hídricos e de resíduos sólidos também preocupa. O governo paulista entregou aos prefeitos das nove cidades um estudo com um cenário de 20 anos sobre necessidades nas áreas de drenagem, abastecimento, recursos hídricos e resíduos sólidos. Os prefeitos terão 60 dias para analisar o documento e propor sugestões. A ideia é que até o fim do ano o assunto seja discutido na Assembleia Legislativa. "Queremos construir medidas para melhorar as relações na macrometrópole paulista, que reúne 153 municípios a 200 quilômetros da capital paulista, incluindo a Baixada Santista", afirmou o secretário.

domingo, 28 de agosto de 2011

ALL terá que retirar vagões.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL tem até 5 de setembro para remover vagões
23/08/2011 - O Estado de S. Paulo
A América Latina Logística (ALL) tem até o dia 5 para remover 32 vagões de trens abandonados na Estação Evangelista de Souza, Área de Proteção Ambiental (APA), no sul da capital. Caso não cumpra, a multa pode passar de R$ 500 mil. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que notificou a ALL em 30 de junho - e não na "última semana", como a empresa justificara. A ALL confirmou a notificação, argumentando que aguardava autorização para cortar vagões, e diz que cumprirá o prazo.

ALL é acusada de destruição ambiental.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL recebeu 10 multas por trens em área verde
22/08/2011 - O Estado de S. Paulo
A ALL já recebeu dez multas da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente por causa de trens tombados em áreas de proteção ambiental. As multas somam R$ 3,4 milhões. Segundo a secretaria, a empresa negocia um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A Prefeitura não informou se haverá multa por causa deste novo episódio.

Os problemas da ALL com trens tombados têm sido recorrentes - até na própria região sul da capital. Em 2009, carcaças foram encontradas no Córrego das Dúvidas, também no distrito de Marsilac e dentro da APA Capivari-Monos. Um ano antes, trens foram abandonados em Embu-Guaçu, na Região Metropolitana. As carcaças serviam de esconderijo para bandidos e tornaram-se foco de dengue.

Em 2007, a reportagem do Estado flagrou 27 vagões ao lado da ferrovia entre Embu-Guaçu e Evangelista de Souza. Os trens ficaram quatro meses no local com soja apodrecendo. A ALL afirmou, na época, que elaborara um plano para as remoções das 60 composições que estariam na via. Questionada, a empresa não informou o número atualizado de vagões tombados.

O pesquisador de ferrovias Ralph Giesbrecht critica as condições das vias do Estado. "A degradação é encontrada em toda a rede. Era até melhor antes da privatização."

A Secretaria do Verde afirma que monitora a área da APA com voos quinzenais e que, hoje, não há nenhum vagão em rios. Para a líder de bairro Maria Lucia Cirilo, o valor das multas deveria ser revertido para os moradores. "Esse dinheiro deveria voltar para a região afetada", diz.

sábado, 27 de agosto de 2011

Ferrovia abandonada custa um TAV.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Linhas férreas abandonadas em MG
22/08/2011 - Hoje em Dia
Dezenas de cidades mineiras cresceram e se desenvolveram ao longo dos trilhos. Mas a forte ligação histórico-cultural de Minas Gerais com locomotivas, estações e marias-fumaça não foi capaz de evitar o abandono de tradicionais trechos ferroviários do Estado. A Linha Mineira, uma das ligações férreas entre Belo Horizonte e Rio de Janeiro, é um exemplo do descaso e omissão das autoridades responsáveis pelo setor. As informações são do Hoje em Dia.

Invasões na faixa de domínio da ferrovia, furtos de trilhos e dormentes e construções irregulares sobre a linha férrea são observados em vários pontos do trajeto que, em Minas, atravessa cidades como Itabirito, na região central, Ponte Nova, Viçosa, Visconde do Rio Branco, Ubá, Cataguases e Além Paraíba, na Zona da Mata.

Com a privatização da malha ferroviária brasileira, em 1996, a Linha Mineira foi concedida à FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), subsidiária da Vale. A companhia, no entanto, utiliza pouco mais de um quinto dos quase 500 km do trecho outorgado pela União. A empresa faz o transporte de bauxita, entre Cataguases e Paraíba do Sul (RJ). Entre Mariana e Ouro Preto, num trajeto de 12 km, a FCA disponibiliza um trem turístico e socioeducativo.

O restante caiu no esquecimento da concessionária e do poder público que deveria fiscalizar o contrato de concessão. O documento determina que a empresa zele pelos bens vinculados à concessão, mantendo o patrimônio em perfeitas condições de funcionamento e conservação até a transferência à concedente ou à nova concessionária, o que inclui os trechos que não estão sendo utilizados, como ressalta Paulo Henrique Nascimento, presidente da ONG Amigos do Trem que, desde o final dos anos de 1990, denuncia o sucateamento dos bens ferroviários do país.

Pressões de entidades como a Amigos do Trem e Ministério Público Federal levaram a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) a baixar uma resolução, no início do mês passado, que pode mudar o quadro de abandono em 33 trechos ferroviários brasileiros.

Três deles estão em território mineiro, sendo que dois estão na Linha Mineira. O primeiro na Linha Mineira é entre as estações de Barão Camargos (Cataguases) e Lafaiete Bandeira (Itabirito). O segundo entre General Carneiro (Sabará) a Miguel Burnier (Ouro Preto). Os dois totalizam 418 km. O terceiro trecho fica no Sul de Minas, entre os municípios de Itaú de Minas e Serrana (SP), perfazendo 165 km.

Até o dia 6 de setembro as concessionárias, incluindo a FCA, deverão apresentar cronogramas físicos para execução de obras de recuperação dos trechos e ramais ferroviários determinados pela ANTT. A medida visa adequar as ferrovias para o transporte de cargas, no mínimo, nas mesmas condições previstas à época das assinaturas dos contratos de concessão e arrendamento.

O coordenador do Grupo de Trabalho e Transportes da Procuradoria Geral da República, Thiago Nobre, entende que as empresas deveriam operar os trens em todo o trecho concedido pela União, o que evitaria o abandono de percursos de menor interesse econômico.

- A omissão da ANTT é evidente em relação à fiscalização das concessionárias e ferrovias.

A malha ferroviária brasileira está distribuída entre 13 companhias. A ALL (América Latina Logística) detém 60% das concessões. De acordo com Nobre, fiscais da ANTT não tinham sequer talões de multa.

Além de pressionar a agência que regula o setor, os procuradores do GT Transportes ingressaram com uma representação junto ao TCU (Tribunal de Contas da União). Uma das solicitações é que sejam iniciados, ainda no segundo semestre deste ano, levantamentos técnicos para constatar e quantificar os prejuízos provocados pelo descaso, estabelecendo valores e responsabilidades.

Segundo Nobre, cada quilômetro de ferrovia custa, em média, R$ 2 milhões, levando-se em conta as despesas com pontes, viadutos, estações, oficinas e desapropriações.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

ALL recupera trecho.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL: trecho Presidente Epitácio-Paranaguá
26/08/2011
A América Latina Logística iniciou nesta quinta-feira (25/8) o transporte de farelo de soja entre em Presidente Epitácio, no interior de São Paulo, e o porto de Paranaguá (PR). A previsão da empresa é transportar, até o final do ano, 30 mil toneladas de grãos.
Devido à baixa demanda da região, o trecho era considerado de baixa densidade pela operadora, que fez investimentos em manutenção e melhorias na via para atender a nova operação.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

MT terá VLT.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Governo de MT a um passo de concretizar VLT
19/08/2011 - Diário de Cuiabá
O governo Silval Barbosa vem recebendo sinais de que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pode ser aceito como o modal de transporte a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande para a Copa do Mundo de 2014. O anúncio oficial só acontecerá na próxima semana, porém uma ligação telefônica entre o governador e a presidente da República, Dilma Rousseff (PT) deixou o Palácio Paiaguás convicto de que fez a escolha certa do modal.

Outro sinal partiu do deputado federal Wellington Fagundes (PR), que se reuniu com os ministros dos Esportes e da Casa Civil, Orlando Silva e Gleisi Hoffman, e recebeu o aval do ministro dos Esportes para a instalação do VLT. Antes, o Estado havia optado pelo Bus Rapid Transit (BRT).

“O Orlando Silva me repassou que o Ministério dos Esportes já tem um conhecimento técnico de que o VLT é o modal mais apropriado para Cuiabá. Agora a ministra Gleisi Hoffmann vai se reunir com a presidente Dilma para anunciarem a decisão na próxima semana”, declarou o parlamentar.

O anúncio poderia ser feito nessa semana, mas por conta da agenda do chefe do Executivo fora da capital, em Cáceres ontem e em Rondonópolis hoje, a decisão deverá ser anunciada após a reunião do governador com a presidente, marcada inicialmente para a próxima segunda-feira. Apesar do telefonema da petista, Silval não quer anunciar antes de o governo federal fazer o anúncio oficial.

Com o aval da presidente, o governo do Estado não vai precisar aumentar a capacidade de endividamento para construir o VLT. Ao menos uma parte do custo do modal de transporte deverá ser financiada pela União.

Na semana passada, tentando convencer o governo federal a optar pelo VLT, Silval peregrinou pelos ministérios dos Transportes, Cidades e Casa Civil. Quando criada a Agência Executora das Obras da Copa do Mundo (Agecopa) pelo então governador Blairo Maggi (PR), o BRT foi o escolhido pelos governos do Estado e Federal como modal de transporte ideal para Cuiabá.

O governador esteve também na Secretaria do Tesouro Nacional (STN) pedindo a validação da capacidade de endividamento do Estado, que é de R$ 2,5 bilhões. Com isso o governo poderá fazer empréstimo e completar a diferença entre o projeto do BRT para o VLT. Enquanto o BRT foi orçado em cerca de R$ 500 milhões, o valor estimado para o VLT é de R$ 1,1 bilhão.

O argumento principal para a implantação do VLT é o de ser mais moderno e que ficará como legado para os cuiabanos. O veículo é mais rápido e tem capacidade parra transportar um maior número de pessoas por hora do que o BRT, que é uma espécie de corredor para ônibus.

Segundo fontes, Dilma já teria informado ao peemedebista, por telefone, sobre sua decisão.

ALL nega duplicação de via em Cotia.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL nega duplicação de linha em Cotia
19/08/2011 - Cotia Todo Dia
Quem passa pela ponte sobre a linha férrea na Rodovia Bunjiro Nakao, tem percebido uma movimentação de caminhões e máquinas na beira da ferrovia, além do acúmulo de terra do lado direito da pista sentido Ibiúna, bem próximo do rio que divide os municípios de Cotia e São Roque.

A desconfiança que se instalou no ar é de que já fosse a obra de duplicação da ferrovia pela ALL –América Latina Logística, concessionária que administra a linha férrea.

O assunto vem sendo discutido por ambientalistas de várias cidades há algum tempo. Com medo do impacto ambiental que a obra causaria, existem movimentos contra a obra, que ainda não foi autorizada pelos órgãos competentes.

Nossa reportagem esteve no km 101 da ferrovia, bem próximo à ponte da Bunjiro. Máquinas e caminhões estão no local retirando terra e colocando uma espécie de brita. Um engenheiro da obra deixou no ar a dúvida sobre a duplicação. Minutos depois negou que a obra fosse de duplicação.

O vereador Giba Marcelino (PT) esteve no local com nossa reportagem e mesmo com a negativa do engenheiro, afirmou que questionará os órgãos ambientais que serão responsáveis pela autorização da obra.

A ALL foi procurada pelo cotiatododia e também negou que a obra seja de duplicação. A concessionária responsável pela ferrovia afirma estar fazendo a limpeza e recuperação da drenagem de uma plataforma que está situada ao lado da ferrovia na região de Caucaia do Alto. A área da obra faz parte do entorno da linha férrea que está sob concessão da ALL.

Segundo a empresa, a recuperação e drenagem é importante para evitar o acúmulo de água no local, o que pode causar o desnivelamento da linha férrea e acidentes no trecho.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

ALL é acusada de destruição ambiental.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL mantém 'cemitério' de trens em área verde
22/08/2011 - O Estado de S. Paulo
Pelo menos 32 vagões de trens sucateados da concessionária América Latina Logística (ALL) estão abandonados ao lado da Ferrovia Mairinque-Santos e da antiga Estação Evangelista de Souza, em Engenheiro Marsilac, zona sul de São Paulo. A região é de mananciais e pertence à Área de Proteção Ambiental Municipal (APA) Capivari-Monos.

O cenário é de abandono e descaso. Os vagões totalmente deteriorados estão em um recuo da mata, na frente do prédio da antiga estação, e alguns ao longo da via. Pelas condições das composições e por relatos de funcionários, o cemitério de trens existe, em plena área verde, há pelo menos 1 ano. Há muita ferrugem nas composições e a vegetação já cobre o aço de muitos vagões.

De acordo com a empresa, esses vagões sofreram avarias e foram concentrados no local por ser considerado "estratégico" para a operação - há acesso por estrada, ao contrário da estação seguinte, no sentido Santos. A ALL, entretanto, não tem licença ambiental para usar o espaço como pátio de sucata.

Quando o Estado esteve no local, funcionários da ALL procuravam no entulho peças que pudessem ser reaproveitadas. Além dos trens retorcidos, há dezenas de eixos de rodas, parafusos, pedaços de trilhos e outros componentes de aço amontoados no chão. Havia ainda tambores com óleo escorrendo para o solo e sacos de lixo e de alimentos.

Em um dos trilhos de apoio, dez vagões que tombaram recentemente em outro ponto da via ainda não foram removidos. Danificadas, as composições ainda deixaram restos de soja, que apodreceu sobre a via.

Trilho no rio. A estação fica cerca de 3 km depois do centro de Marsilac, o último bairro a sul da capital paulista. A reportagem percorreu um trecho da linha, que chega a Santos e faz parte do corredor ferroviário de exportação, ainda em atividade. Apesar de cruzar área de proteção ambiental, dormentes de concreto e pedaços de aço que se soltaram dos trens estão jogados na beira da mata. Em um braço do Rio Capivari, atravessado por uma ponte, trilhos enferrujados foram jogados no curso da água.

A bióloga Claudia Mascagni Prudente, da ONG Capivari-Monos, condena o uso que a empresa faz da área sem licença ambiental adequada. "O trecho está na área de manancial, onde há produção de água. Há possibilidade de contaminação do solo, por causa de vazamento de materiais lubrificantes ou algum tipo de óleo", diz ela. "Ainda existe o aspecto de saúde pública, por acumular resíduos."

A estação fica no limite do Parque Estadual da Serra do Mar. A área tem espécies vegetais endêmicas e ameaçadas de extinção. Ainda abriga animais silvestres.

Moradora há 27 anos de Marsilac, Maria Lúcia Cirilo afirma que a concessionária deveria ser parceira da vizinhança. "O trem é um transporte maravilhoso, mas tem de haver respeito da empresa concessionária pela região por onde ele passa. É área de proteção, vizinha do parque, e há uma vila histórica", afirma ela, que é líder de bairro e faz parte do conselho gestor da APA.

Em nota, a ALL afirmou que os vagões serão removidos "nas próximas semanas", mas não deu uma data com precisão. A empresa afirmou que aguardava autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para retirá-los - o que só teria ocorrido na última semana. Sobre os trilhos e dormentes que estão na área, a empresa alega que a via passa por manutenção e o material é removido continuadamente.

Ferrovia Argentina - Uruguai será inaugurada.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferrovia Argentina-Uruguai será inaugurada
23/08/2011 - ANSA Latina (Portal Latino-Americano
Os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, e do Uruguai, José Mujica, irão inaugurar na próxima segunda-feira uma linha ferroviária que ligará os dois países, um projeto que faz parte da política de aprofundamento da relação entre as nações vizinhas.

Cristina chegará de trem à cidade uruguaia de Salto, a cerca de 500 quilômetros da capital, Montevidéu, ocasião em que se encontrará com Mujica para a cerimônia oficial de inauguração da ferrovia, como anunciou o secretário da Presidência do Uruguai, Diego Cánepa.

Segundo ele, "ambas Presidências concordaram sobre a grande importância deste evento na continuidade do sistema ferroviário". Cánepa ainda acrescentou que a viagem de inauguração será somente "simbólica", já que a ferrovia passou por testes recentemente.

O alto funcionário afirmou que foram concluídas "com êxito" as provas feitas com vagões argentinos sobre as estradas de seu país.

Um dos trens, uma locomotiva de cerca de 9,5 toneladas, e dois vagões com 72 assentos cada chegaram no dia 11 de agosto à Montevidéu com uma velocidade média de 50 quilômetros por hora e, segundo os responsáveis, o percurso foi feito sem contratempos.

A primeira etapa construída da ferrovia ligará as cidades de Concórdia, na Argentina, à Salto, no Uruguai. Calcula-se que, no futuro, a via ferroviária chegue até Buenos Aires.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Metrô de SP bate recorde de usuários.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Metrô SP já recebe 4 milhões de passageiros por dia
19/08/2011 - O Estado de S. Paulo
Cada vez mais cheio, o Metrô de São Paulo bateu o número de 4 milhões de passageiros transportados diariamente. Na sexta-feira da semana passada, 4.150.447 pessoas usaram o sistema, um recorde histórico. O número leva em conta todas as linhas da rede, inclusive a 4-Amarela, que é administrada pela concessionária ViaQuatro. Nos primeiros meses do ano, a média diária era de 3,7 milhões.

E se plataformas e trens já estão lotados, a previsão do governo do Estado é que a quantidade de usuários cresça ainda mais a partir do mês que vem, quando começam a funcionar as estações de integração República e Luz da Linha 4. O diretor de Operações do Metrô, Mário Fioratti Filho, atribui o grande volume registrado há uma semana ao Dia dos Pais. "Muito provavelmente, houve um movimento maior na região central em função do comércio", disse.

Além disso, segundo ele, a demanda voltou a crescer após as férias do meio do ano - quando o uso da rede naturalmente diminui -, período em que o sistema não sofreu todo o reflexo da ampliação do horário da Linha 4 até as 21h, no fim de junho. Antes, o ramal funcionava apenas até as 15h, o que não abrangia o horário de pico da tarde.

O recorde anterior ao de sexta-feira passada havia sido registrado no dia 8 de outubro de 2010, também uma sexta-feira, véspera do fim de semana prolongado do Dia da Criança. Na ocasião, segundo o Metrô, 3,91 milhões de passageiros foram transportados nas quatro linhas gerenciadas pelo Metrô (Linhas 1,2, 3 e 5).

Naquela época, a Linha 4-Amarela, com uma extensão menor do que a atual e operando só até o meio da tarde, transportava relativamente poucos usuários, não causando tanto impacto no restante da rede. Por isso, o número de passageiros não foi levado em conta.

Queixas

Quem anda todo dia de metrô está descontente com a falta de conforto. "No começo da manhã e no fim da tarde é muito aperto para conseguir entrar no vagão. E o trem está parando muito entre as estações, deixando a viagem lenta", diz a bancária Paola da Glória Barros, de 24 anos, que diariamente usa a Linha 3-Vermelha.

A auxiliar de limpeza Gianny Campos, de 39 anos, também reclama. "Acho um absurdo pagar R$ 2,90 pelo serviço e ter de esperar três trens para poder embarcar", diz. Na opinião do vendedor Ricardo Batista, de 34 anos, a organização dos passageiros nas plataformas lotadas deveria ser um pouco melhor. "Do jeito que está é um empurra-empurra entre os que saem e quem está entrando no trem."

Alguns trechos das linhas 1-Azul e 3-Vermelha chegam a ter oito pessoas por metro quadrado no interior dos trens nos horários de pico, limite considerado aceitável pelo próprio Metrô. Na Linha 2-Verde, entre as Estações Paraíso e Brigadeiro, em alguns momentos do dia a lotação é de 7,2 passageiros por metro quadrado.

Segundo o Metrô, a situação deve melhorar a partir do fim do ano na Linha 2, quando um novo sistema de sinalização e operação de trens, o CBTC, entrar em operação. Ele possibilitará um intervalo menor entre as composições, deixando as estações menos lotadas nas horas do rush. Essa inovação será levada para as Linhas 1 e 3 no segundo semestre do ano que vem.

Crítica

O rápido crescimento do número de passageiros transportados pelo metrô acontece porque a potencial demanda é grande e a rede demora para se expandir, avalia Altino de Melo, presidente do Sindicato dos Metroviários.

"Enquanto não criarem mais linhas e novas conexões entre elas a curto e médio prazo, o metrô vai superlotar e bater um recorde atrás do outro", diz o sindicalista. Para ele, os investimentos do governo do Estado na ampliação da rede deveriam ser maiores.

Para lembrar: Conexões vão desafogar a Sé

A inauguração das conexões da Linha 4-Amarela nas Estações Luz e República, respectivamente das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha, deve reduzir em 20% o número de passageiros que passam diariamente pelas plataformas da Sé, Paraíso e Ana Rosa.

Também espera-se que o movimento caia 33% na Estação Consolação, da Linha 2-Verde. Nos últimos meses, a ampliação do horário da Linha 4-Amarela fez crescer o número de passageiros dessa estação. Agora, com as novas conexões, os usuários não precisarão fazer a baldeação na Consolação se quiserem chegar às Linhas 1 e 3. Por outro lado, o número de passageiros transportados na Linha 4 deverá subir quase quatro vezes - de 190 mil pessoas para cerca de 700 mil por dia.

CPTM pode chegar em Campinas.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Extensão de linha da CPTM até Campinas é debatida
18/08/2011 - ALESP
Com o intuito de debater a importância da extensão da linha 7 " Rubi da CPTM até Campinas, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias Paulistas realizou audiência pública no dia 12, em Campinas.

O coordenador da Frente Parlamentar de Logística e Transporte, deputado Pedro Bigardi (PCdoB), esteve presente no evento e exaltou a importância da discussão. "É preciso debater novas alternativas de mobilidade no Estado. Essa extensão da linha até Campinas é essencial, pois em uma região como a nossa, de intenso desenvolvimento, é preciso oferecer mais alternativas de transporte", afirmou.

Segundo Bigardi, com a criação da Aglomeração Urbana de Jundiaí, será mais fácil essa luta. "A Aglomeração Urbana de Jundiaí tem o intuito de unir os municípios na busca de melhorias para a região e com certeza essa questão será uma das bandeiras", avaliou o parlamentar.

O deputado também destacou o papel da Frente Parlamentar de Logística (Frenlog) nessa discussão: "Temos um instrumento importante nessa luta que é a Frenlog, por ser composta por vários parlamentares e lideranças do setor possui maior força política".
NOTA JJEF PRODUÇÕES: Digamos que, por um milagre isso ocorra mesmo. Sou a favor. O ex-governador não queria fazer isso porque ia ter o TAV parando em Jundiaí. Mas o TAV não pararia nas demais estações antes de Campinas. Um trem metropolitano ou tipo automotriz com três ou quatro carros nessa linha ajudaria muito os usuários dessas cidades.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Metrô de Teresina recebe investimentos.

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CMTP substitui dormentes do metrô de Teresina
18/08/2011 - 180Graus
O metrô de Teresina voltou a circular na manhã desta quarta-feira (17). Isso só foi possível porque a Companhia Metropolitana de Transporte Público (CMTP) fez a substituição de 4.700 dormentes da linha férrea. Segundo a diretoria do órgão, até o final do ano, devem ser trocados mais 5 mil dormentes.

“Com os dormentes que foram trocados, a linha passou a ser mais segura e estável, melhorando a confiabilidade no sistema ferroviário. Dessa forma, o metrô irá circular com mais conforto”, explica o diretor administrativo da CMTP, Antônio Sobral. Ele acrescenta que o retorno dos trens à ativa foi bastante calmo e sem incidentes. Os usuários estão contentes com o retorno do metrô. Isso nos deixa dá um fôlego para continuarmos trabalhando, assinala.

A substituição dos 4.700 dormentes aconteceu em locais onde existia probabilidade de acidentes, como curvas, passagens de nível e pontos onde há aparelhos de mudança de linha. Após a troca foi feito um teste dinâmico com o trem para verificar a estabilidade da linha. Os testes foram feitos em todas as linhas entres estações do metrô.

“Com os testes também foi aferida a velocidade média para cada trecho da linha, onde será criado um mapa de velocidade. Com isso, teremos um controle de risco e garantiremos assim uma maior segurança para os passageiros”, diz Sobral.

Parte da madeira utilizada na reforma da linha é proveniente de apreensões resultantes do desmatamento ilegal e foram doadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à CMTP.

Cargill investe no Paraná.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferroeste e Cargill firmam nova parceria
18/08/2011
A Ferroeste e a Cargill firmaram nesta semana uma parceria para operações bimodais de transporte ferroviário e rodoviário, a partir da região Oeste do Paraná com destino aos centros produtores e ao porto de Paranaguá.  A estimativa é que a ferrovia estadual transporte até o final do ano, somente com esse contrato, cerca de 60 mil toneladas de soja e milho. O volume poderá chegar a um milhão de toneladas em 2012.

A Ferroeste fará o transporte no trecho entre Cascavel e Guarapuava, e a Cargill se encarregará da segunda etapa da operação, levando a carga de Guarapuava até Ponta Grossa ou Paranaguá em caminhões.

Atualmente, a Cargill, que já é cliente da Ferroeste, dispõe de quatro silos de 10 mil toneladas cada um, instalados dentro do Terminal Ferroviário de Cascavel, com projeto em andamento para ampliação, que permitirá receber mais 100 mil toneladas.

Maxion recebe encomendas.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

AmstedMaxion recebe encomenda de mais 600 vagões
16/08/2011
A AmstedMaxion recebeu a encomenda de mais 600 vagões para serem entregues até o final deste ano. A MRS encomendou 462 vagões e a Brado, empresa criada pela ALL em parceria com a Standard Logística, outros 145 vagões. As entregas estão programadas entre setembro e dezembro.  Além dos vagões, a AmstedMaxion vendeu 500 caixas ferroviárias (parte superior do vagão de carga) para a FCA, com entregas programadas entre setembro de 2011 e fevereiro de 2012.

Com as novas encomendas, a carteira de pedidos da empresa soma R$ 1 bilhão, com 3.525 vagões ferroviários de carga e 1.200 caixas ferroviárias, com entregas programadas para
2011, e 164 vagões ferroviários de carga e 300 caixas para 2012. Os contratos abrangem ainda a opção de compra de 1.982 vagões, com entregas em 2012.

domingo, 21 de agosto de 2011

Trem do Corcovado recebe investimentos.

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Trem do Corcovado receberá verba de R$ 64 milhões
16/08/2011 - Panrotas
O Trem do Corcovado, no Rio de Janeiro, poderá receber investimento de R$ 64 milhões em quatro novos trens com capacidade para 120 passageiros cada. A novidade, que aguarda autorização da Secretaria de Patrimônio da União, reduziria o tempo de espera para conhecer o principal ponto turístico da cidade, o Cristo Redentor.

“Seria uma resolução para a operação do Corcovado. A concessão de operação atual é de cinco anos, mas esperamos com a implantação de melhorias elevar para 16 anos visando o retorno do investimento feito”, revela o diretor do Trem do Corcovado, Sávio Neves.

Ele ainda destacou outras novidades no local. Temos em paralelo um projeto de modernização que inclui a implantação de novas bilheterias similares aos balcões de check in de aeroportos e um estacionamento com 1,2 mil vagas próximo ao Corcovado”, completa. Atualmente o espaço opera com cinco bilheterias, três foram implantadas recentemente.

Bilhete on-line

Há sete anos ao valor de R$ 36, o ingresso para embarcar no trem do Corcovado que leva à estátua do Cristo Redentor será reajustado, passando a custar R$ 42. Para incentivar os cariocas a visitarem o ponto turístico, a partir das 18h é oferecido o desconto de 50%.

O site do Trem do Corcovado (www.corcovado.com.br) foi revitalizado e passou a oferecer a venda de bilhetes on-line. “Temos mais clientes do que assentos, o que é um problema bom por termos demanda, mas que deve ser resolvido”, disse o diretor do empreendimento, Sávio Neves.

ALL começa a transportar Biodiesel.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL entra no transporte de biodiesel
15/08/2011 - Valor Econômico
A América Latina Logística (ALL) está entrando no segmento de transporte de biodiesel e planeja, para 2012, conseguir participação de 50% do volume que passa próximo de sua malha ferroviária. A primeira experiência começou no mês passado, no trecho entre Esteio (RS) e Araucária (PR), municípios distantes 700 quilômetros, que estão operando com carregamentos diários. Outros quatro pontos de atuação estão definidos e os investimentos nos cinco terminais somarão R$ 60 milhões. Eles serão feitos por empresas de distribuição de combustíveis.

A ALL já transportava diesel, gasolina e álcool - este último, desde 2007, e ele já responde por 30% da carga de combustível movimentada. Com o biodiesel, a empresa conseguirá mais cargas de retorno. Hoje, por exemplo, ela vai com diesel do interior de São Paulo até o Mato Grosso e volta com álcool. Os mesmos vagões passarão a receber também biodiesel. A intenção é que os terminais de Alto Taquari (MT), Passo Fundo (RS) e Paulínia (SP) estejam prontos para operação com o produto no primeiro semestre de 2012. O Norte do Paraná também está nos planos.

"Isso é bastante relevante porque o Brasil produziu 2 bilhões de litros de biodiesel no ano passado e, pela nossa malha, passam 1,4 bilhão de litros, ou 70%", diz Luis Gustavo Vitti, gerente de produtos líquidos. A intenção, segundo ele, é crescer seguindo a proporção do acréscimo de biodiesel no diesel vendido nas bombas. A expectativa é de que, até 2014, a porcentagem da mistura suba dos atuais 5% para 10%. Ou seja, a ALL pretende dobrar o volume. Para 2013, a companhia espera chegar a 2 bilhões de litros do produto.

Hoje a companhia transporta cerca de 8,5 bilhões de litros de combustíveis. Em 2010, o segmento industrial respondeu por 28% do volume movimentado pela ALL no país, e o transporte de líquidos contribuiu com 40%. Com biodiesel, ela passa a concorrer com caminhões e usará como estratégia preços mais baixos. "Vamos mexer com os preços desse mercado", afirma Vitti, que fala em valores 20% a 30% menores dos que os praticados no meio rodoviário. A estratégia com o biodiesel faz parte dos planos de crescer buscando oportunidades ao longo da malha.

sábado, 20 de agosto de 2011

Série: automóveis e companhia.


Estacionamento* de ônibus da Rápido São Paulo, na área da antiga estação ferroviária de Rio Claro. Ao fundo, dois Thamco (quem tiver mais informações para me passar sobre o modelo e fabricante, fique a vontade). Em primeiro plano, a esquerda um Comil Svelto nº 1621. A direita, um Ciferal CitMax reservado. Foto tirada em 08/07/2011.
* Estacionamento irregular, os motoristas usam para deixar os ônibus estacionados, mas SEM autorização da empresa e da própria prefeitura pelo que me consta.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

MRS registra lucro recorde.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

MRS registra lucro de R$ 134 milhões no trimestre
12/08/2011 - Valor Econômico
A MRS Logística, concessionária de ferrovia que opera malha de 1,7 mil km entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, focada no transporte de carga pesada, anunciou ontem (11/08) lucro líquido de R$ 134 milhões no segundo trimestre, quase 20% sobre o mesmo período de 2010. Em comparação ao período janeiro a março deste ano, houve retração de 5,6% no desempenho da empresa, devido a não existência de efeitos de ganhos tributários (anistia fiscal).

Segundo o balanço da empresa, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amorização) atingiu R$ 300 milhões, 21% superior ao de igual período de um ano atrás, porém 7% inferior ao do primeiro trimestre deste ano (R$ 323 mlhões).

"A revisão tarifária de 2011 trouxe equilíbrio para os resultados da companhia, mantendo a margem Ebitda em níveis adequados, de 41,7% no trimestre e 45,5% no semestre", comentou a empresa no comunicado ao mercado. Destacou ainda que outro ponto positivo no desempenho foi o aumento do Ebitda acumulado em 12 meses, que totalizou R$920 milhões.

A receita líquida da MRS no período cresceu 20%, para R$ 720 milhões, e também registrou alta na comparação com o primeiro trimestre deste ano, de 10,8%. "A empresa teve seus melhores primeiro semestre e segundo trimestre da história, substituindo os recordes conquistados em 2010", informou.

As principais cargas da concessionária - controlada por CSN, Usiminas, Vale e Gerdau - são minério de ferro, carvão e coque (73,7%). Carga geral, que inclui aço, grãos, celulose e cimento, fica com 26,3%. No semestre, a MRS transportou 72,5 milhões de toneladas - um volume recorde da companhia -, com alta de 5,5% sobre mesmo período do ano passado.

Os investimentos no ano somaram R$ 336 milhões, com aquisição de material rodante - 12 locomotivas, 148 vagões, reformas de máquinas e equipamentos -, na via permanente (trilhos) e em sistemas de controle da operação.

MMX interessada na malha da MRS.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

MMX está interessada em malha da MRS
10/08/2011 - Valor Econômico
O modelo de negócios utilizado pela MMX nas parcerias com Usiminas e Minerinvest poderá ser replicado ao longo de toda a área do Quadrilátero Ferrífero que conta com a malha ferroviária da MRS.

Para o presidente da mineradora do grupo EBX, Roger Downey, o Superporto Sudeste, em construção em Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro, fomenta oportunidades de desenvolvimento de minas ao longo da ferrovia.

“A ferrovia da MRS é o limite”, disse Downey, que participou de teleconferência com analistas sobre os resultados da MMX no segundo trimestre. “Podemos criar valor sem necessariamente ter que fazer aquisições. O modelo usado com a Usiminas e a Minerinvest é replicável em qualquer lugar ao longo da ferrovia da MRS”, acrescentou.

Os acordos fechados pela MMX com as duas companhias preveem o embarque de cargas de minério de ferro a partir do Superporto Sudeste, além da venda de minério produzido no Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, para a MMX.

No caso da Usiminas, a MMX embarcará quantidades crescentes de minério de ferro da companhia mineira no Superporto Sudeste a partir de 2012. O pico será em 2016, quando a MMX terá que embarcar 12 milhões de toneladas de minério da Usiminas.

Ao mesmo tempo, a siderúrgica arrendou para a MMX, por 30 anos, a mina de Pau de Vinho – contígua às operações da MMX em Serra Azul -, projeto que pode produzir, segundo a Usiminas, até 8 milhões de toneladas anuais de minério de ferro. Do total que vier a ser produzido em Pau de Vinho, 86,5% serão de propriedade da MMX e 13,5% pertencerão à Usiminas.

A negociação com a Minerinvest, que ainda está na fase de acordo preliminar não vinculante, prevê que a MMX vai embarcar no Superporto Sudeste, por dez anos, 5 milhões de toneladas por ano de minério de ferro da empresa mineira a uma tarifa bruta de US$ 19,77 a tonelada, reajustados com base nos preços do minério no segundo trimestre de 2011 e com piso de US$ 15,90 por tonleada.

A Minerinvest, por sua vez, vai vender, por dez anos, 5 milhões de toneladas anuais de minério de ferro, com 63,5% de teor de ferro, para a MMX, entregues no ramal da MRS. O preço inicial será de US$ 64 por tonelada seca, reajustáveis de acordo com a variação do preço do minério no mercado transoceânico e com piso de US$ 30 a tonelada seca.

Downey confirmou que a negociação com a MRS para permitir os aumentos dos volumes transportados é importante e afirmou que já há um entendimento que obriga a MMX a avisar à empresa de logística o aumento de volumes com 24 meses de antecedência.

Vale cria empresa de logística.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Vale cria empresa de logística
19/08/2011 - Valor Econômico

A Vale trabalha na criação de uma nova empresa de logística para abrigar ativos e contratos que envolvem a prestação de serviços para carga geral, um mercado em expansão no Brasil. O projeto em discussão na mineradora prevê a abertura de capital dessa nova empresa no Novo Mercado da BM&F Bovespa até 2012. A Vale deverá ter uma participação em torno de 30% na Vale Logística, como vem sendo chamada a futura companhia, dependendo do apetite do mercado na oferta pública de ações.

O perfil de negócio da Vale Logística será bem diferente da Log-In Logística Intermodal, empresa de capital aberto, na qual a Vale é sócia com 31,3%. A mineradora vem estudando se desfazer da Log-In, que é focada no transporte de carga em contêineres na costa brasileira, a chamada navegação de cabotagem.

Os serviços de logística garantem à Vale uma receita importante. Em 2010, esses serviços geraram uma receita de R$ 3,2 bilhões, com aumento de 14% ante 2009. Em média, cerca de 80% desse valor corresponde ao transporte de carga geral, que inclui produtos como soja, combustível, madeira e siderúrgicos.

No segundo trimestre deste ano, o faturamento com serviços de logística alcançou R$ 950 milhões, com crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2010. A receita total da Vale no trimestre foi de R$ 25,6 bilhões.

A rentabilidade do negócio de logística, porém, está em queda. A margem Ebit, que é a relação entre o lucro antes de juros e impostos e a receita líquida do segmento, caiu de 23,5% no segundo trimestre de 2010 para apenas 0,5% agora. Segundo a companhia, houve crescimento dos custos nas operações ferroviárias, principalmente por causa da contratação de pessoal, do aumento de preços e volumes de combustíveis e de serviços de manutenção.

A Vale Logística deverá reunir sob seu guarda-chuva as estradas de ferro Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e Ferrovia Norte-Sul (FNS), o terminal portuário da Ultrafértil, no porto de Santos, que pertence hoje à Vale Fertilizantes, e mais os contratos de carga geral com terceiros que venham a ser firmados para transporte na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e na Estrada de Ferro Carajás (EFC).

Os ativos indicam que a estrutura da Vale Logística pode ser mais competitiva do que a da Log-In, cujo plano de negócios é visto com ceticismo por parte do mercado. Na visão de uma fonte, a nova empresa atuará em um nicho de mercado, o transporte de carga geral via ferrovias, que vem crescendo a taxas importantes no país.

O projeto ainda está em fase de formatação e modelagem. E é alvo de consultas jurídicas sobre processos de transferência de ativos da Vale para a futura Vale Logística. No caso, os ativos envolvidos são as ferrovias FCA e FNS e o terminal do porto de Santos.

A FCA tem malha ferroviária com mais de 8 mil quilômetros que atravessa sete Estados do país, incluindo as regiões Sudeste e partes do Nordeste e Centro-Oeste. Já na FNS a Vale tem uma subconcessão com a estatal Valec pela qual a mineradora tem direito a explorar 720 quilômetros dessa estrada de ferro, que serve o Centro-Oeste e liga-se ao Nordeste (Maranhão) via Estrada de Ferro de Carajás.

A atividade de carga geral não é prioridade da mineradora, apesar de ser considerada rentável. A ideia da Vale, segundo fontes próximas da companhia, é dispor de recursos do mercado acionário para esse negócio, enquanto destina o dinheiro do caixa para custear os projetos de mineração, foco da empresa.
Só no segundo trimestre deste ano, a receita de transporte ferroviário de carga geral foi de R$ 757 milhões. O resultado foi influenciado pelo início da safra agrícola no Brasil, no segundo e terceiros trimestres.

De abril a junho, as ferrovias da Vale (Carajás, Vitória a Minas, Centro Atlântica e Norte-Sul), além da fatia proporcional de participação na MRS Logística, transportaram 7,043 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) de carga geral para os clientes. Os portos e terminais da companhia movimentaram 6,643 milhões de toneladas de carga geral no período.

As principais cargas transportadas pelas ferrovias da Vale, no segundo trimestre, foram produtos agrícolas (48%), insumos e produtos siderúrgicos (33%), materiais de construção e produtos florestais (11,3%), combustíveis (6,7%) e outros (1%).

A performance da carga geral reforça o plano da mineradora de ter uma empresa na bolsa operando esse tipo de negócio, avaliam analistas.

Ferrovia Norte Sul chegará ao RS.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Assinado acordo sobre trecho da Ferrovia Norte-Sul
18/08/2011 - Capital News

Foi assinado o acordo entre o Governo do Mato Grosso do Sul, o Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul) e o Governo Federal sobre o traçado da Ferrovia Norte-Sul, com objetivo de incluí-la no Sistema Nacional de Viação (SNV). Ficou acertado – no documento assinado na manhã de hoje (18) pelo deputado federal Giroto (PR-MS) representando o Estado, que a via férrea vai passar por Mato Grosso do Sul, cruzando os estados do Paraná e Santa Catarina, chegando ao Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

No documento ficou acertado que a gestão do tema está sob responsabilidade da Secretaria de Política de Transportes do Ministério dos Transportes, sendo que a responsabilidade em realizar os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental ficará com a Valec - empresa estatal responsável pela construção e exploração de infra-estrutura ferroviária -, considerando as propostas de traçados apresentadas pelos quatro Estados do Codesul – Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que esteve na reunião em que foi redigido o documento afirmou que: “ferrovia é importante demais, é uma coisa de interesse nacional e se é de interesse nacional, temos de fazer convergência”, completando que o traçado deve contemplar os estados do Conselho.

O deputado federal Giroto destacou por meio de sua assessoria, que já está em curso o edital de licitação para escolha das empresas que vão fazer os estudos de traçado e de viabilidade econômica da Ferrovia Norte-Sul, até o estado do Rio Grande do Sul.

Pela proposta do Codesul e do Governo Federal, a Ferrovia no município de Estrela D’Oeste, no Estado de São Paulo, passa para o território sul-mato-grossense, cruzando as cidades de Aparecida do Taboado, Três Lagoas e Dourados. “Há a ponte em Aparecida do Taboado que pode ser aproveitada. Isso representa custos menores para implantar a via férrea, além de existir um potencial de carregamento grande em Mato Grosso do Sul”, enfatizou Giroto.

Em seguida, a Norte-Sul cruza o estado do Paraná, passando por Guaíra, Cianorte e Cascavel; segue por Santa Catarina (municípios de Porto União, Caçador, Videira, Joaçaba, Seara e Chapecó). No Rio Grande do Sul cruza as cidades de Erechim, Passo Fundo/Carazinho, Lajeado/Santa Cruz, General Luz, Pelotas até o porto localizado no município de Rio Grande.

O documento foi assinado pelo secretário de infraestrutura de Santa Catarina, Valdir Cobalchini; José Richa Filho, secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná; Edson Giroto, deputado federal – representando Mato Grosso do Sul; e Beto Albuquerque, Secretário de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul. Pelo Ministétrio assinou o documento o Secretário de Política Nacional de Transportes, Marcelo Perrupato. O ministro Paulo Sérgio Passos e o diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Bernardo Figueiredo.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Natal tem composições com 60 anos.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Estrutura de trens de Natal é a mesma há 40 anos
18/08/2011 - Tribuna do Norte

Adquiridas em 1968 pela extinta Rede Federal Ferroviária (RFFSA), as quatro locomotivas que conduzem os vagões da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em Natal, nunca foram trocadas. Já os vagões, são os mesmo desde o ano em que foram comprados, em 1970. Das quatro máquinas, porém, somente duas estão em uso. O que reduz a 50% o fluxo de viagens. Ontem pela manhã, um problema mecânico deixou uma delas inoperante por horas, provocando atrasos em efeito cascata na linha Natal/Ceará-Mirim.

Os postos de trabalho, contudo, ainda se concentram nas capitais ou cidades centrais. Com isto, cada vez mais pessoas se deslocam diariamente. Tudo isto, através do sistema metropolitano de transportes que, nem sempre, estão integrados com os ônibus que circulam na capital.

Consequências - A principal consequência apontada pelo estudo do Ipea, foi que as viagens ficaram mais longas e mais caras. "Entre 1992 e 2008, segundo a Pnad/IBGE, os custos de deslocamentos casa-trabalho com mais de uma hora de duração passaram de 15,7% para 19%. Já o preço das passagens do transporte coletivo subiu, nos últimos dez anos, cerca de 30% acima da inflação." O comunicado ressalta que as regiões metropolitanas necessitam de investimentos federais para lidar com a questão da mobilidade urbana.

Implantação do VLT está sendo discutida desde 2006

Em maio de 2006, a CBTU apresentou um projeto de troca das atuais locomotivas e vagões, por equipamentos mais modernos e leves. O projeto, inicialmente orçado em R$ 162 milhões, não saiu do papel. A implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), voltou à pauta de discussões dos governos estadual e municipal, com o anúncio de Natal como uma das cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014.

Este ano, o projeto passou a ser responsabilidade do Governo do Estado ,já que abrange outras cidades da região metropolitana, como Extremoz. O projeto inicial prevê a ligação entre Extremoz e Natal, atravessando a zona Norte da capital, e seguindo o mesmo traçado da atual linha férrea. É considerada uma das mais importantes obras de mobilidade urbana para a Copa 2014.
PAC

O VLT foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2 - Mobilidade Urbana). Já recebeu aval do Ministério da Fazenda e da Secretaria do Tesouro Nacional para a operação de crédito de R$ 130 milhões, relativos à primeira etapa. De acordo com a diretora de Transportes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER RN), Francini Goldoni, a implantação da segunda etapa, que ligará Natal a Parnamirim, dependerá do sucesso do primeiro trecho. Ainda falta, entretanto, o Governo assegurar o financiamento e executar as obras.
Integração - O superintendente da CBTU, Erly Bastos, afirmou que é preciso haver integração entre o trem e os ônibus que circulam na capital. "Nosso objetivo é que o VLT atenda a demanda que existe hoje e amplie a possibilidade de uso para cada vez mais pessoas. Isto sim é transporte voltado para a população".
A integração entre o VLT e os coletivos faz parte do projeto dos governos Municipal e Estadual. O início das obras para a troca da atual estrutura ferroviária em uso, ainda não foi confirmada pelo DER.
O município, por sua vez, precisa realizar o processo licitatório para concessão do transporte público em Natal. O Ministério Público já pediu a licitação na Justiça, e quer que essa ocorra ainda este ano. A Prefeitura do Natal argumenta que não há condições de cumprir esse prazo e a previsão, conforme dados da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), é que as empresas estejam habilitadas até março do ano que vem.

Dnit terá que retirar vagões.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Dnit terá de retirar vagões de área indígena de SP
17/08/2011 - O Estado de S. Paulo
A Justiça Federal em Bauru, no interior do Estado de São Paulo, determinou ao Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) que retire 74 vagões que estão abandonados na aldeia indígena Araribá, no município de Avaí, também no interior do Estado. A decisão, em caráter liminar, atende ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) que, há dois meses, protocolou uma ação civil pública solicitando a imediata retirada dos vagões. A Justiça tem até 30 dias para remover os trens do local.

Na decisão, a juíza federal substituta Maria Catarina de Souza Martins Fazzio, da 1ª Vara Federal de Bauru, reconhece que "ao menos desde setembro de 2010 existem vagões e composições férreas, de patrimônio da referida autarquia, estacionados, indevidamente, na área de aldeia indígena".

O Dnit justificou a permanência dos vagões no local alegando falta de espaço no Pátio de Triagem Paulista em Bauru. Entre os vagões estacionados há um lote que deveria ter sido leiloado, mas cujo leilão foi adiado. Para a juíza federal, "nenhum dos argumentos serve para legitimar a omissão verificada". Na decisão, a magistrada lembrou que os vagões abandonados impedem ou dificultam a passagem de pedestres entre partes da aldeia, além de servirem como ponto de consumo e venda de entorpecentes e morada de andarilhos e pessoas estranhas à comunidade.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

ALL irá recuperar ferrovia.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL quer transportar cargas em Cachoeira do Sul
11/08/2011 - Rádio Fandango
A Prefeitura de Cachoeira do Sul (RS), através da Secretaria de Desenvolvimento, fará um levantamento do potencial de cargas, que poderá ser transportado por ferrovia.  A decisão foi tomada na reunião realizada nesta quinta-feira (11), no Hamburgo Hotel, entre o gerente comercial para o Rio Grande do Sul da América Latina Logística (ALL), Guilherme Moure, e um grupo de empresários de Cachoeira e da região metropolitana de Porto Alegre.  O encontro, coordenado pelo secretário Ronaldo Tonet, teve por objetivo debater com a ALL a viabilidade de utilizar a rede férrea e o ramal ferroviário que faz ligação com a Granol.

Uma nova reunião deverá ser marcada, assim que o levantamento esteja concluído. O estudo deverá apresentar o tipo de carga, a frequência e o destino. O gerente comercial da ALL disse que a empresa tem interesse em realizar o transporte, com base em Cachoeira, mas alertou que não opera com terminal de embarque e desembarque. “Este serviço tem que ser terceirizado”, disse ele. Além disso, destacou que deverá ser resolvida a questão de excesso de carga no porto de Rio Grande.

Guilherme Moure, acompanhado do vice-prefeito Ronaldo Trojahn e do secretário Ronaldo Tonet, visitou o terminal ferroviário existente junto à Granol.  Para o secretário, o encontro foi positivo pela manifestação de interesse entre as partes. “Colocamos à disposição dos empresários mais uma alternativa de transporte e numa nova rodada de negociação poderemos, quem sabe, definir os detalhes de custo/quantidade para utilização da ferrovia”, observou Tonet.

Brado Logíscita anuncia investimentos.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Brado Logística vai investir R$ 150 milhões
11/08/2011 - Valor Econômico
Enquanto a crise mundial suspende os planos de expansão de empresas nos mercados europeu e norte-americano, no Brasil companhias dão sinais de que continuarão executando investimentos. É o caso da Brado, especializada em movimentação de contêineres em ferrovias. Controlada pela América Latina Logística (ALL), a companhia investirá R$ 150 milhões nos próximos doze meses - quantia a ser aplicada em novos terminais, além de aquisição e reforma de locomotivas e vagões. Em cinco anos, a empresa pretende investir R$ 1 bilhão e conquistar 12% do mercado de transporte de contêineres.

"Hoje, temos aproximadamente 2% do mercado de contêineres transportados, então temos uma grande caminho de crescimento a percorrer nos próximos cinco anos", diz o presidente da companhia, José Luis Demeterco. No segundo trimestre, a empresa registrou lucro líquido de R$ 3,2 milhões e tem metas de multiplicar seu mercado por pelo menos seis nos próximos cinco anos. Para sustentar os planos de crescimento, os investimentos serão aplicados principalmente em material rodante - cerca de 80% do total programado. Serão adquiridas duas locomotivas da GE Transportation - estas, por um custo aproximados de R$ 4 milhões cada uma - além de 145 vagões tipo spinning de 80 pés da AmstedMaxion. A empresa chegou a cogitar o uso dos vagões tipo double stack (que transportam dois contêineres, um sobre o outro), mas desistiu pelo investimento que seria necessário para adaptar pontes e túneis ao longo da malha.

Os ativos serão entregues ao longo do último trimestre deste ano e dos primeiros três meses de 2012. Com o investimento, a Brado passará a contar com 1710 vagões e 27 locomotivas - parte da frota será compartilhada com a controladora, a ALL. O executivo diz que os recursos tiveram financiamento do Programa de Sustentação ao Investimento, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Além de material rodante, a companhia programou investimentos em terminais logísticos. O objetivo é construir unidades em Araraquara, no Estado de São Paulo (segundo Demeterco, região com potencial de transporte de cargas em contêineres como açúcar, suco de laranja, carne e papel) e em Telêmaco Borba, no Paraná (papel e madeira) - além de investir na unidade de Cubatão, no litoral paulista (para receber cargas diversas de Mato Grosso, como carne, papel e algodão).

Hoje, a Brado Logística possui seis unidades de armazenagem para produtos frigorificados e secos, localizadas em Esteio, no Rio Grande do Sul; Itajaí, em Santa Catarina; Cambé e Colombo, no Paraná; e Cubatão e Bauru, em São Paulo. As cargas movimentadas são escoadas pelos portos de Santos, Paranaguá, Rio Grande, Itajaí e São Francisco do Sul - além de um fora do território nacional, na Argentina.

A companhia concluiu sua fusão com a Standard somente em abril e agora está totalmente operacional. No segundo trimestre do ano, o EBITDA da Brado atingiu R$ 8,4 milhões e a receita líquida alcançou R$ 47,4 milhões. A ALL detém uma participação de 80% no capital da Brado, enquanto os antigos acionistas da Standard detêm 20%. Nos próximos anos, de acordo com Demeterco, os investimentos serão direcionados também a material rodante e terminais.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: infelizmente essa notícia acaba com os boatos de que a empresa compraria as novas SD90 que a Caterpillar fabricará no Brasil. Resta saber se as duas locomotivas que serão compradas são novas ou mais C-30-7 usadas.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Log In desiste do modal ferroviário.

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Log-In cede direitos em ferrovia à Vale
10/08/2011 - Valor Econômico
A operadora logística Log-In divulgou nesta quarta-feira, 10, que encerrou, de comum acordo com a Ferrovia Centro Atlântica (FCA), o contrato de serviços de transporte ferroviário celebrado entre as empresas. Os direitos de comercialização serão transferidos por cessão onerosa à Vale, controladora da FCA, que compromete-se a pagar R$ 37 milhões à Log-In pela cessão.

Segundo a Log-In, em fato relevante divulgado ao mercado, a medida da empresa decorre da decisão de focar negócios na navegação de cabotagem. A data prevista para a conclusão da transição comercial e operacional, decorrente do encerramento do contrato, é 30 de setembro de 2011.

Os principais acionistas da Log-In são a própria Vale (31,3% do total de ações), Fama Investimentos (14,8%) e Fundação Petrobras de Seguridade Social (12,8%).

FCA investe na BA.

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 FCA transportará minério de ferro na BA
09/08/2011
A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e a Arc Alfa (mineração) assinaram na última semana contrato para o transporte de cerca de 4 milhões de toneladas  de minério de ferro até 2016, entre a região de Iaçu (BA) para o Porto de Aratu, no litoral baiano. Já em 2012, devem ser escoados pelo corredor logístico cerca de 360 mil toneladas, passando para 550 mil, em 2013. A partir de 2014, o montante será de 1 milhão de toneladas anuais.

Para realizar o transporte do minério será construído um terminal no município de Iaçu. De lá, a carga segue por cerca de 300 km de linha férrea até o porto, localizado em Candeias. Se fosse feito pelo modal rodoviário, o transporte de 3,9 milhões demandaria quase 14,5 mil viagens de caminhão.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Lucro da ALL aumenta.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Lucro da ALL avança 20% e soma R$ 185,6 milhões
09/08/2011 - Brasil Econômico
Mesmo com maiores taxas de juros e despesas financeiras no segundo trimestre de 2011, a América Latina Logística (ALL) viu seu lucro líquido subir 19,9% frente ao mesmo período do ano passado.

O lucro líquido consolidado somou R$ 185,6 milhões entre abril e junho deste ano, contra R$ 154,9 milhões um ano antes.

Segundo a companhia, as despesas financeiras líquidas subiram 16,8% na base de comparação anual, para R$ 222,3 milhões, principalmente devido à maior taxa de juros no Brasil.

No primeiro semestre, no entanto, o lucro líquido atingiu R$ 186,1 milhões, valor 2% inferior ao observado no mesmo período de 2010.

A receita líquida registrou expansão de 13,1% ante o segundo trimestre de 2010, para R$ 931,7 milhões.

No mesmo sentido, o volume ferroviário da ALL Brasil cresceu 9,6%, totalizando 11,041 bilhões de tolenadas por quilômetro útil (TKU) no segundo trimestre de 2011.

A companhia explica que o crescimento de volume refletiu uma melhora na produtividade do material rodante, aumentando a capacidade total de transporte na malha ferroviária; e ganhos de participação de mercado, especialmente em commodities agrícolas.

A geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) aumentou 12,2% no segundo trimestre deste ano, passando para R$ 489 milhões, impulsionado principalmente pela expansão do volume no Brasil.

Governador anuncia metrô em Salvador.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Governador da BA anuncia metrô em Salvador
08/08/2011 - G1
O governador da Bahia Jaques Wagner anunciou na tarde desta segunda-feira (08) que o metrô será o novo modal de transporte implantado na Avenida Paralela, em Salvador.

O anúncio ao público foi feito durante uma cerimônia das Obras Sociais Irmã Dulce em que o governador recebeu o título de sócio honorário da instituição.

De acordo com a assessoria do governo do estado, a decisão foi tomada após a reunião de Jaques Wagner com a presidente da República Dilma Roussef. Em seguida, representantes do governo e da prefeitura de Salvador se reuniram e chegaram a um consenso de que essa seria a melhor opção para a região.

O metrô na Avenida Paralela vai sair do aeroporto Luís Eduardo Magalhães até a Rótula do Abacaxi, correspondendo à linha 2 do meio de transporte, já que a linha 1 vai sair da Rótula com destino à Estação da Lapa.

“O acordo foi feito sobre trilhos no trecho Aeroporto-Rótula do Abacaxi e será complementado com todo um sistema de alimentação que envolve intervenções urbanas, além da gente começar a projetar já a interligação do bairro de Cajazeiras com o sistema modal de metrô em Pirajá”, explicou o governador, segundo nota da assessoria.

“É importante que o legado de mobilidade urbana que será deixado para Salvador com a Copa do Mundo atenda todo o território da cidade, dentro de uma rede interligada intermodal de transporte coletivo. O nosso entendimento está levando em conta a implantação desta rede, atendendo aos moradores de bairros como Subúrbio Ferroviário, Valéria, Pirajá e Cajazeiras, entre outros, ao mesmo tempo em que vamos eliminar pontos altamente críticos do trânsito já identificados pela Transalvador”, destacou o prefeito João Henrique, de acordo com a nota da assessoria.

A assessoria disse ainda que os detalhes da decisão devem ser divulgados na próxima quinta-feira (11), por intermédio da publicação do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) da mobilidade urbana.

O edital para a realização das obras deve ser publicado em um prazo de 35 a 40 dias, com o objetivo de que elas sejam iniciadas ainda este ano.

domingo, 14 de agosto de 2011

Monotrilho de Manaus começa a sair.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Scomi vence licitação do monotrilho de Manaus
05/08/2011
Único consórcio a apresentar proposta na concorrência do monotrilho da capital do Amazonas, o Monotrilho Manaus, formado pela fabricante Scomi, da Malásia, e pelas construtoras CR Almeida, Mendes Júnior e Serveng, foi o vencedor da licitação.

A Comissão Geral de Licitação (CGL) do Governo do Estado do Amazonas aprovou nesta quinta-feira, 04/08, a proposta de R$ 1.460.495.221,56 apresentada pelo consórcio, que ficará responsável pelo projeto executivo, construção, fornecimento dos trens e implantação do sistema na região metropolitana de Manaus.

A Scomi, que fornecerá os trens, também foi a vencedora da licitação do monotrilho da Linha 17-Ouro, em São Paulo, que ligará a estação Jabaquara do metrô ao aeroporto de Congonhas.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Trensurb abre concorrência de estações do Aeromóvel
11/08/2011
Na próxima sexta-feira, 12, às 10h, ocorre a entrega e abertura das propostas para a construção das estações da linha do Aeromóvel, que fará a ligação entre a Estação Aeroporto da Trensurb e o Terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho. O vencedor deve ser conhecido no dia 19 de agosto.

A concorrência será do tipo menor preço, com valor estimado em R$ 2,4 milhões. O contrato irá compreender a execução das obras civis e instalação de duas estações de passageiros, além de serviços como terraplanagem, estruturas, alvenarias, revestimentos, instalações elétricas e hidrossanitárias, pinturas e paisagismo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Transnordestina começa a negociar cargas.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Transnordestina começa fechar contratos de cargas
05/08/2011 - Valor Econômico
Responsável pelo projeto da ferrovia Transnordestina, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) começou a fechar os primeiros contratos de transporte de cargas para a estrada de ferro de 1.728 quilômetros de extensão. Apesar de o início parcial das operações estar previsto somente para o fim do ano que vem, a empresa já assinou memorandos de entendimento para a movimentação de até 16 milhões de toneladas anuais de granéis líquidos, especialmente minério de ferro e gipsita.

Segundo apurou o Valor, o principal acordo foi fechado com o grupo Bemisa, braço minerador do Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas. A empresa detém os direitos de exploração de uma vasta área no sudeste do Piauí, no entorno do município de Paulistana. A exploração da reserva, estimada em 1 bilhão de toneladas, só se tornou economicamente viável com a chegada da ferrovia, que passará pela região.

Trata-se do principal acordo firmado até agora pela Transnordestina Logística (TLSA), empresa controlada pela CSN. Contudo, já há também entendimentos com fabricantes de gesso da região de Araripina, em Pernambuco. Segundo Edison Pinto Coelho, diretor-executivo da TLSA, os memorandos, somados, preveem uma movimentação inicial de 2 milhões de toneladas por ano, podendo chegar a 16 milhões de toneladas anuais quando a ferrovia estiver operando a plena capacidade.

Ele explicou que o preço elevado do minério de ferro no mercado internacional tem encorajado a exploração do solo piauiense, que ainda não começou. "O cenário positivo incentivou e o mercado está se movimentando para ter essa opção logística. A surpresa positiva é que esse movimento está bem maior do que o estimado inicialmente", afirmou o executivo, que se disse impedido de revelar os nomes dos clientes.

Por meio de nota, a Bemisa informou apenas que sua produção no Piauí será iniciada em 2015, com 5 milhões de toneladas, atingindo o dobro deste volume dois anos mais tarde. Fundada em 2007, a empresa tem seus principais projetos em Mato Grosso (fosfato), Goiás (níquel), Bahia (minério de ferro) e Minas Gerais (minério de ferro).

Segundo Coelho, as perspectivas favoráveis de mercado acabaram promovendo o minério ao posto de carga mais significativa no portfólio da Transnordestina, superando a produção de grãos no cerrado do Piauí e do Maranhão, que cresce ano após ano. Além desses dois produtos, a estrada de ferro irá movimentar frutas, derivados de petróleo, fertilizante e álcool. A Transnordestina será capaz de movimentar até 30 milhões de toneladas por ano, volume que poderá ser dobrado com a instalação de pátios intermediários e novas locomotivas.

A projeção atual da TLSA aponta para novembro de 2012 o início das operações do trecho que ligará o município de Eliseu Martins (PI) ao porto de Suape (PE). Segundo o diretor da TLSA, o ramal está com 37% das obras concluídas, bem a frente da ligação entre Missão Velha (CE) e o porto de Pecém (CE), com apenas 2% de conclusão e obras praticamente paralisadas. A previsão de inauguração desse ramal varia entre abril e junho de 2013.

Além dos atrasos causados pela morosidade do processo de desapropriação, o trecho cearense sofre com a escassez de recursos. Segundo Coelho, a demora do governo federal em liberar os financiamentos adicionais, referentes ao reajuste no custo final da ferrovia, está atravancando as obras. Orçada em R$ 5,4 bilhões em 2008, a Transnordestina teve o custo atualizado para R$ 6,5 bilhões, especialmente em razão do custo maior de mão de obra e material.

Ocorre que o novo valor ainda não foi referendado pelo Ministério da Integração Nacional, o que impede que o repasse do montante correspondente ao reajuste. "Está em análise o aumento proporcional dos financiamentos, o que está impondo algumas dificuldades", diz o executivo.

Pela engenharia financeira definida, a CSN arcaria diretamente com 25% do custo total. O governo federal entraria com 18,2% em forma de participação direta no capital da TLSA. Os 56,8% restantes seriam financiados por BNDES (4,2%), Banco do Nordeste (3,3%) e Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (49,3%).

VLT de Santos será lançado ainda este mês.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

VLT de Santos será lançado ainda neste mês
08/08/2011

O governado de São Paulo, Geraldo Alckmin, irá a Santos nos próximos dias para anunciar uma nova licitação para a construção do VLT da Baixada Santista, que ligará os bairros do Valongo e Samaritá. O projeto está orçado em aproximadamente R$ 800 milhões.

No início de fevereiro a licitação do projeto – com 11 quilômetros de extensão interligando o Porto de Santos (Estuário) a Esplanada dos Barreiros, em São Vicente – não teve nenhum interessado e foi declarada deserta. Agora, com a inclusão de mais 4 quilômetros de extensão até o bairro do Valongo, onde a Petrobras está construindo sua sede administrativa, o governo pretende atrair as empresas para a disputa. A ideia é que a operação seja feita por uma parceria público-privada (PPP), mas se não houver interessados, a CPTM está disposta a operar o sistema.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Vale estuda fabricar trilhos.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Vale estuda fábricar trilhos em MG
09/08/2011 - Diário do Comércio (MG)
A Vale S/A estuda construir uma usina siderúrgica para fabricar trilhos em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, revelou ontem o superintendente de Política Mineral da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Eduardo Carlos Jardim Mozelli. A planta deverá ter capacidade instalada de 500 mil toneladas/ano.
A maior parte da produção seria consumida pela mineradora, disse o superintendente, durante debate público sobre o Plano Nacional de Mineração e o Novo Marco Regulatório, realizado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A Vale detém o controle de três ferrovias: Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e a Estrada de Ferro Carajás.
"O empreendimento está sendo maturado e estamos aguardando seu desenvolvimento", afirmou. Mozelli disse ainda, sem revelar detalhes, que o projeto básico da usina já foi finalizado. Especialistas estimam que os investimentos necessários para uma fábrica de trilhos são de aproximadamente US$ 1,5 bilhão.
A possibilidade de a Vale construir uma siderúrgica em Governador Valadares surgiu no ano passado. Os aportes seriam uma contrapartida exigida pelo governo estadual para a implantação do projeto Apolo, complexo minerário na Serra do Gandarela (região Central).
Caso as inversões sejam confirmadas, a planta poderá ser a única produtora de trilhos do país. Atualmente, o consumo interno é atendido pelas importações. As concessionárias e o governo federal compram de países da Ásia e do Leste europeu. A maior parte do material desembarcado no país é produzida na China e na Ucrânia.
CSN - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) chegou a produzir trilhos ferroviários, mas encerrou a atividade na década de 1990, em virtude da baixa demanda do setor no Brasil. Mas, diante das previsões de incremento no consumo de trilhos nos próximos anos, está aumentando o interesse por parte das empresas neste segmento.
O grupo gaúcho Gerdau também avalia, desde o início deste ano, a retomada de um projeto para produzir trilhos na Gerdau Açominas, em Ouro Branco (Campos das Vertentes), já que possui, desde 2002, um laminador de perfis.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), as perspectivas são de manutenção da demanda em patamares considerados suficientes para manter a produção nacional. O consumo de trilhos no Brasil está próximo deste nível, que é de 500 mil toneladas/ano.
Entre os motivos que mantêm as projeções positivas, está a previsão de expansão da rede ferroviária em 36% até 2020, passando dos atuais 30 mil quilômetros para 41 mil quilômetros. Além disso, após este período poderá haver uma adição de mais 10 mil quilômetros.
Entre os investimentos que deverão fomentar as vendas de trilhos no Brasil está a construção da Transnordestina, que deverá ter 1.728 quilômetros, ligando os postos de Pecém (CE) e Suape (PE) ao cerrado do Piauí. A estrada de ferro deverá receber aportes da ordem de R$ 5,4 bilhões até 2012.
Outro empreendimento é a ferrovia Oeste-Leste. O projeto será desenvolvido pela Valec, estatal federal do ramo ferroviário, ligada ao Ministério dos Transportes. Ela terá 1,4 mil quilômetros de extensão, passando pelos estados da Bahia e do Tocantins, e terá ligação com a Ferrovia Carajás e a Norte-Sul.