domingo, 31 de julho de 2011

Caterpillar fabricará locomotivas.


Acima: o modelo que será construído no Brasil será a EMD SD70, mesmo modelo que a Brado Logística está cogitando comprar para operação.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Caterpillar lança fábrica em Minas
25/07/2011
A Caterpillar anunciou hoje em sua sede em Peoria, Illinois, a contrução de uma fábrica de locomotivas no Brasil, situada em Sete Lagoas (MG). O anúncio coincide com a publicação das resoluções da ANTT abrindo o mercado ferroviário a novos operadores, entre os quais grandes fabricantes de polpa de papel, possíveis clientes da nova fábrica. Segundo Billy Ainsworth, CEO da Progress Rail, braço ferroviário da Caterpillar, a possibilidade de novos compradores foi um fator importante na decisão. Contou também um “belo pacote de incentivos fiscais” concedido pelo governo de Minas. Será a segunda fábrica de locomotivas no Brasil e de Minas Gerais. A GE tem a sua fábrica em Contagem.

A fábrica vai ser instalada dentro de uma antiga oficina de locomotivas da FCA, hoje utilizada como depósito e arrendada a longo prazo pela Progress Rail. A oficina é servida por bitola mista. A FCA é hoje a principal cliente da Progress Rail, que está remodelando 40 locomotivas SD40S2, fabricadas pela EMD americana, antiga fábrica de locomtoivas da GM, hoje também parte da Caterpillar. A reforma está sendo realizada nas instalações da MGE, empresa brasileira pertencente à Progress Rail, com instalações em Hortolândia e Diadema, São Paulo. A MGE será responsável pela operação da nova fábrica.

As locomotivas fabricadas em Sete Lagoas serão do modelo SD70, mais avançado, e  continuarão usando a marca da EMD, a única fábrica de locomotivas  diesel  do mundo a utilizar motores de dois tempos. As SD40 estão recebendo oito eixos em lugar de seis, para reduzir o peso por eixo e poder assim trafegar em boa parte da malha da FCA. Até agora já foram entregues 26. A área da fábrica será de 100 mil m2, com 12 mil m2 cobertos.

A fabricação deve ter início em seis meses, segundo Ainsworth. Os estrados e a cabine serão fabricados em Sete Lagoas e os componentes adquiridos da indústria nacional. A MGE vai fabricar os motores de tração. Os motores diesel serão importados dos Estados Unidos. A fábrica será a primeira a produzir locomotivas EMD fora da América do Norte. Atualmente essas máquinas são fabricadas nas antigas instalações da EMD em La Grange, perto de Chicago, em Ciudad Sagun, no México, e em London, no Canadá.

sábado, 30 de julho de 2011

Série: automóveis e companhia.


Ônibus Thamco, não sei se é a marca ou modelo, nº 1704 da Viação Rápido São Paulo, linha Jardim Bom Sucesso, parado na antiga estação ferroviária de Rio Claro, lado interno, esperando para entrar em serviço. Linha usada de 2 em 2 horas. 27/05/2011.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Novo Vídeo no Youtube.


III Encontro de Ferreomodelismo de Rio Claro - Parte 1

Nessa primeira parte, trataremos da participação da ABPF em parceria com a ALL, expondo o carro PI-3102 TV Bar do antigo Expresso Azul.

Através de uma parceria entre a ABPF Núcleo Rio Claro e a ALL Logística SA, foi possível restaurar o carro PI-3102, antigo TV-Bar do Expresso Azul, para ser aberto ao público durante o III Encontro de Ferreomodelismo de Rio Claro. Esse foi o primeiro encontro do gênero no interior de São Paulo que teve um carro de passageiros restaurado e exposto para a população conhecer e relembrar os velhos tempos. Nessa primeira parte, a limpeza do carro, a movimentação, os visitantes e muito mais. Esse foi o primeiro passo para a criação do Museu Ferroviário de Rio Claro. Vejam mais no Blog da ABPF Rio Claro.

Vale investe em terminal.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Vale investirá R$ 3,5 bi na FCA e em terminal
22/07/2011 - Valor Econômico
A Vale planeja investir R$ 3,5 bilhões nos próximos quatro anos no aumento da capacidade de transporte de dois importantes ativos do grupo: a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e o Terminal Marítimo da Ultrafertil (TUF), em Santos (SP). Segundo o diretor de Logística de Carga Geral da companhia, Marcello Spinelli, o plano é investir em quatro terminais da ferrovia no interior de São Paulo e Minas Gerais, adquirir mais trens e ampliar o TUF, hoje com um berço, com a construção de mais três. A FCA corta sete Estados: os quatro do Sudeste mais Bahia, Sergipe e Goiás.

Os investimentos estão sujeitos à aprovação do conselho de administração da empresa e parte do valor será realizado com parceiros comerciais e parte com recursos próprios. O objetivo da Vale é tornar o terminal portuário forte na movimentação de produtos agrícolas, principalmente o açúcar vindo via ferrovia da região Oeste de São Paulo e do Triângulo Mineiro, que deve se tornar a segunda carga mais movimentada na Centro-Atlântica.

"O terminal [TUF] tem um potencial de conexão com a ferrovia único, por não ter interferência da cidade. Era a peça que faltava para fechar o corredor ferroviário da Centro-Atlântica para Santos", diz Spinelli. O TUF passou para a Vale com a compra da Ultrafertil no ano passado e a criação da Vale Fertilizantes. Na semana passada, a mineradora assinou acordo para a formação de uma joint venture com a Vale Fertilizantes para a exploração da concessão do TUF. A Vale terá uma participação de 51% na joint venture, com o pagamento de R$ 150 milhões à Vale Fertilizantes e aporte de R$ 432 milhões para financiar o plano de investimentos do terminal.

Hoje o terminal é exclusivo de importação de fertilizantes em geral. Com a construção de mais três berços, ele terá capacidade para movimentar granéis e passará a ser o maior terminal do porto de Santos. O potencial de movimentação de cargas será de até 16 milhões de toneladas anuais, e todo o adicional de movimentação ocorrerá somente por ferrovia. "O que a gente vai construir de armazenagem vai incrementar em 30% a capacidade de movimentação de granéis agrícolas no porto de Santos", diz o executivo.

Serão ampliados os terminais ferroviários da Centro-Atlântica localizados nas cidades paulistas de Ribeirão Preto e Aguaí - obras já iniciadas - e São Joaquim da Barra, que deve começar neste segundo semestre. Os três devem ficar prontos em abril. Também será construído um terminal no município mineiro de Uberlândia. As obras devem começar no fim do ano, com entrega prevista para abril de 2013.

A ampliação do porto, com o aumento dos pátios e construção de armazéns, por sua vez, deve ficar pronta em 2015. "Com esses investimentos, o açúcar deve ganhar grande importância nas cargas transportadas pela Centro-Atlântica", diz Spinelli sobre os polos agrícolas que serão atendidos pelos novos terminais ferroviários.

Também serão construídos onze quilômetros de linha férrea dentro do TUF, que permitirão que o trem entre e descarregue a carga em no máximo 6 horas, num sistema como um carrocel. "Hoje o descarregamento de cargas de um trem no porto de Santos demora 48 horas porque o trem não consegue entrar sem ser desmembrado", explica o diretor da Vale.

Um dos impactos esperados com o conjunto de investimentos é a redução do número de caminhões circulando nas estradas paulistas. Segundo cálculo da empresa, o aumento da capacidade de transporte da ferrovia poderá tirar mais de mil caminhões por dia das estradas de São Paulo. "É um investimentos extremamente importante para o Estado, devido à saturação do transporte rodoviário", diz o secretário estadual de Desenvolvimento, Paulo Alexandre Barbosa.

A Vale assinará hoje com o governo paulista um protocolo de intenções para a realização desses investimentos. A cerimônia acontece no Palácio dos Bandeirantes com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB). O governo define sua atuação como o de indutor dos investimentos, facilitando os processos para a sua realização, como o licenciamento ambiental, trabalho que vem sendo realizado pela agência pública Investe São Paulo. "A assinatura do protocolo estabelece essa colaboração e dá a possibilidade de benefícios tributários, que precisam ser detalhados", diz Barbosa.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Rumo pode reativar ramal de Bebedouro.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Rumo Logística estuda terminal de carga em Bebedouro
20/07/2011
A Rumo Logística, empresa do Grupo Cosan responsável pelo transporte de açúcar, estuda a construção de um novo terminal de carga em Bebedouro, interior de São Paulo. Recentemente a empresa anunciou o investimento de R$ 1,3 bilhão na mudança do modal rodoviário para o ferroviário, onde pretende transportar 50% do açúcar por trilhos ainda neste ano. A Rumo pretende investir parte desses recursos na região de Bebedouro, que segundo a empresa é um ponto estratégico.

Uma carta de intenção, que propõe um estudo de viabilidade técnica para a construção de um terminal de cargas na cidade, foi encaminhada aos órgãos competentes nesta semana.  A empresa também estuda um possível investimento na região de Bauru, no interior de São Paulo.
NOTA JJEF PRODUÇÕES: Alguns meses atrás postei uma reportagem na qual dizia que várias empresas, entre elas a Rumo, queriam a volta do ramal de Colômbia, pelo menos até a cidade de Barretos. Segundo informações, a recuperação já está ocorrendo, e os primeiros trens deverão começar a correr por ali já nessa safra. Vamos ver.

Metrô de SP que conceder linha a iniciativa privada.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Metrô SP estuda ceder linha 6 à iniciativa privada
20/07/2011
O metrô de São Paulo pretende ampliar as concessões público-privadas em sua malha. Depois da Linha 4-Amarela, operada pela empresa Via Quatro, e do anúncio de que as duas linhas do monotrilho – 2-Verde e 17-Ouro – serão entregues ao setor privado, a companhia estuda usar o mesmo modelo para a futura linha 6-Laranja.

Segundo o presidente da companhia, Sérgio Avelleda, a estrutura seria a mesma da linha amarela, em que a operação, o investimento na frota e em sistemas de sinalização e controle é feita por um agente privado. “Estamos estudando essa modelagem para acelerar um pouco o processo de execução da obra”, afirmou.

A Linha-6 Laranja ligará a estação São Joaquim do metrô à Brasilândia, na zona norte de São Paulo, fazendo ligação com a Linha 4-Amarela e com a CPTM. De acordo com Avelleda, o projeto básico da obra ficará pronto em novembro.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Cade aprova fusão da Brado Logística.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Cade aprova fusão da Brado Logística
20/07/2011
O Cade (Conselho Administrativo de Desenvolvimento Econômico) aprovou, no dia 13 de julho, a fusão da Brado Logística – empresa criada pela parceria entre a ALL e a Standard Logística, para o transporte de contêineres.

Atuando no mercado interno e também externo, a Brado Logística pretende assumir de 12% a 15% das operações de contêiner por ferrovias no Brasil. Atualmente, apenas 2% do transporte de carga geral em contêineres é feito por ferrovias.

Para alcançar a meta, a companhia anunciou recentemente o investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão, ao longo de cinco anos. Do valor total, 80% será direcionado à compra de vagões e locomotivas, e 20% para os terminais.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Novo marco regulatório.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ANTT deve anunciar hoje novo marco regulatório
20/07/2011
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deve anunciar hoje, 20, as novas resoluções para o setor ferroviário brasileiro, como o direito de passagem e tráfego mútuo nas ferrovias, além de metas de produção estabelecidas por ferrovia.

Segundo o diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, o novo marco pretende tornar mais competitiva as operações ferroviárias, pois as operadoras poderão utilizar toda a malha, que hoje conta com mais de 5 mil km de ferrovias subutilizadas.

Recuperação da malha

As operadoras têm prazo de 60 dias, a partir da publicação da deliberação nº 124, de 6 de julho de 2011, da ANTT, para adequar as ferrovias para o transporte de cargas, no mínimo nas mesmas condições em que estavam quando assinaram os contratos de concessão e arrendamento.

Essa medida visa o cumprimento do novo marco regulatório, possibilitando o transporte de carga em malhas que não estão sendo aproveitadas pelas atuais operadoras. Do total de trechos subutilizados (5,4 mil km), quase metade se refere a ferrovias operadas pela ALL (2.675 km), a Transnordestina (1.623) e a FCA (1.246 km).

Segundo Figueiredo, o governo já negocia a capacidade da Ferrovia Oeste-Leste com empresas interessadas na utilização da ferrovia.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ibama suspende licença de ferrovia.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ibama suspende licença para trecho da Fiol
20/07/2011 - O Estado de S.Paulo
Parecer técnico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)apontou irregularidades e levou à suspensão da licença de instalação de um dos mais importantes empreendimentos do governo federal - a construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), sob responsabilidade da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A.
A Valec é alvo do escândalo que atinge o Ministério dos Transportes no governo Dilma Rousseff. Denúncias de corrupção e fraudes em licitações culminaram com o afastamento, em 4 de julho, do diretor presidente da empresa, José Francisco das Neves, o Juquinha.

Pelo ofício 608/11, de 15 de julho, o presidente substituto do Ibama, Fernando da Costa Marques, comunicou ao presidente interino da Valec, Antônio Felipe Sanchez Costa, sobre a "constatação da não execução dos programas ambientais": "A licença de instalação 750/10 está suspensa até que todas as irregularidades e a comprovação do Plano Básico Ambiental (PBA) seja encaminhado a este instituto".

Seis analistas ambientais subscrevem o parecer de 18 páginas que indica ponto a ponto problemas na primeira etapa da obra, relativa a um trecho de 537 quilômetros entre Caetités e Ilhéus, orçado em R$ 4 bilhões.

O governo aposta na ferrovia como grande canal de escoamento da produção da Bahia ligando a região a outros polos, por intermédio de conexão com a Ferrovia Norte-Sul. Incluída entre as prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Fiol terá extensão total de 1.527 quilômetros - vai até Figueirópolis, no Tocantins - com investimentos estimados em R$ 7,43 bilhões até 2014.

"Esta equipe técnica entende que as condicionantes referentes à Licença 750/10, de forma geral, não vêm sendo atendidas pelo empreendedor, principalmente no que se refere à execução dos programas ambientais", acusa o relatório Ibama. "Ressalta-se que a execução do PBA é essencial para o controle, mitigação e compensação dos impactos provocados pela instalação e operação do empreendimento."
Os técnicos sustentam que "a não execução dos programas ambientais aprovados quando da emissão da Licença de Instalação acarreta na fragilização do processo de licenciamento ambiental". Recomendam "aplicação das sanções administrativas cabíveis, além do embargo às obras de instalação do empreendimento até a comprovação da execução dos programas ambientais".

Durante a vistoria do lote 2, os técnicos constataram um "ajuste no traçado". "Devido a este ajuste as obras foram paralisadas", diz o relatório. "Os engenheiros da Valec informaram que essa alteração poderia intervir em aproximadamente 3 quilômetros para trás, a partir do início da curva modificada, podendo, inclusive, provocar a necessidade de desmatar nova área, ao lado daquela já desmatada."

Os técnicos advertem que "este fato pode provocar um impacto ambiental desnecessário e pode, inclusive, necessitar a desapropriação de uma nova faixa, além daquela já desapropriada".

A Valec informou que foi notificada na segunda-feira da decisão do Ibama. A empresa destacou que já "está analisando os termos do parecer técnico e tomando providências para responder às exigências do órgão licenciador". Segundo a Valec, o relatório aborda lotes iniciais da obra, como a instalação dos canteiros e terraplanagem. "(A obra) está muito no início", observou a empresa. "Estamos estudando o documento para nos adequarmos rapidamente ao que consta da notificação."

domingo, 24 de julho de 2011

Valec continuará Ferronorte.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Valec fará estudos do trecho Rondonópolis-Cuiabá
19/07/2011
A Valec assinou, no final de junho, o protocolo para fazer os estudos do prolongamento da Ferronorte de Rondonópolis (MT) a Cuiabá (MT). Segundo a construtora de ferrovias do governo federal, a ALL não demonstrou interesse em continuar a construção da ferrovia e por conta disso a União dará continuidade aos estudos. A concessionária é responsável pela operação da Ferronorte e pela construção do trecho entre Alto Araguaia (MT) e Rondonópolis.

Porto seca aguarda licença ambiental.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Porto seco de Indaiatuba aguarda liberação da Cetesb
19/07/2011
A prefeitura de Indaiatuba, em São Paulo, aguarda a licença ambiental definitiva da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), ligada à secretaria do Meio Ambiente paulista, para dar início às obras do porto seco, que compreenderá um terminal intermodal ligado por via férrea até o porto de Santos.

De acordo com o secretário de Governo da cidade, Odair Gonçalves, falta apenas a liberação da licença para que as obras de terraplanagem sejam iniciadas. “Já entregamos tudo o que foi solicitado, pedimos uma corrida no processo, mas estamos aguardando”, afirma.

O porto seco de Indaiatuba, segundo da região metropolitana de Campinas, será construído em uma área de aproximadamente 1,5 milhão de metros quadrados, na fazenda Pimenta. De acordo com o secretário, o espaço será arrendado pelo proprietário e administrado pela EcoRodovias Infraestrutura e Logística, que já opera dois centros logísticos no estado – um em Cubatão, e outro em São Bernardo do Campo.

O transporte das cargas de Indaiatuba para o porto de Santos deverá ser feito pela malha ferroviária da ALL, mediante ao pagamento de uma taxa. Está previsto no projeto que o terminal tenha também 40 mil metros quadrados de área destinados a cargas frigorificadas.

sábado, 23 de julho de 2011

Série: automóveis e companhia.


Fabricante: Ciferal.
Modelo: CitMax.
Empresa: Rápido São Paulo.
Prefixo na empresa: 1911.
Linha: Reservado.
Local da foto: antiga estação ferroviária de Rio Claro, lado interno do terminal municipal de ônibus.

11/05/2011.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O Brasil das Locomotivas.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

O Brasil das locomotivas
18/07/2011 - Revista Rodovias e Vias
As ferrovias foram o principal meio de transporte no século XIX e perderam espaço para as rodovias no século seguinte. Na última década, porém, os trilhos voltaram a ocupar um espaço importante e, com isso, o mercado de locomotivas nacional tende a aquecer.

Seguindo a tendência dos países desenvolvidos, o Brasil também deve direcionar os olhares para o tipo de transporte mais eficiente quando se trata de grandes cargas e longas distâncias.

O aumento do uso das ferrovias já vem trazendo reflexos positivos ao setor. A produção nacional de vagões e locomotivas não para de crescer desde a década de 1970, que foram produzidos mais de 30 mil vagões e 638 locomotivas. Com a privatização do setor ferroviário, os investimentos dispararam. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), desde 2003 a indústria investiu cerca de R$ 1 bilhão em aumento de produção e tecnologia. E a previsão é de que, entre 2010 e 2019, a fabricação chegue a 40 mil vagões e mais de 2 mil locomotivas.

A evolução tecnológica também vem acompanhando o transporte sobre trilhos. Hoje, as novas máquinas são equipadas com tecnologia de ponta, como computadores de bordo e sistema de rastreamento por GPS, entre outros recursos. E o trânsito das cargas é completamente monitorado à distância por modernos centros de operação e controle.

História

A primeira locomotiva a rodar no Brasil foi a Baroneza (1854), trazida pelo Visconde e Barão de Mauá. A máquina a vapor havia sido construída dois anos antes por Willian Fair Bairns & Sons, em Manchester, na Inglaterra.

Não se sabe ao certo qual foi a primeira locomotiva montada ou construída no Brasil, mas isso certamente ocorreu no fim do século XIX. Na década de 1910, algumas locomotivas pequenas foram construídas imitando modelos estrangeiros. Na mesma década, algumas ferrovias passaram a montar, em suas oficinas, locomotivas com peças de reposição ou peças compradas diretamente dos fabricantes. Nos anos 1920, foram produzidas várias locomotivas a vapor em Campinas, com peças importadas dos EUA. Em São Paulo, no fim da década, algumas locomotivas a diesel foram construídas para as Indústrias Reunidas Matarazzo. Uma delas ainda existe.

Entre 1930 e 1940, várias locomotivas a vapor surgiram no Brasil, algumas delas elétricas. Dessas, destaca-se a "Ferro de Engomar", a primeira verdadeiramente construída no Brasil sem desenho internacional.

O Crescimento

Nos últimos 13 anos, o volume de carga transportada sobre trilhos praticamente dobrou no Brasil. Segundo dados da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), de 1997 para 2010 as "toneladas úteis" saltaram de 253,3 milhões para 471,1 milhões. E a estimativa é que em 2011 alcancem os 530 milhões. Para atender a esse crescimento, a frota de locomotivas e vagões aumentou cerca de 130% no período.

Acompanhando o movimento, a oferta de empregos diretos e indiretos no setor subiu 131,6%. E o número de vagas geradas tende a crescer ainda mais.

Atualmente, o país importa poucas locomotivas. A maior parte delas é produzida aqui mesmo, mas uma parte dos componentes ainda vem do exterior, cenário que está mudando gradualmente. "Antes, apenas 40% das peças eram daqui. Hoje está gradativamente chegando aos 60% e certamente este número ainda vai aumentar muito. É uma tendência natural de ao longo do tempo desenvolver fornecedores locais. É uma nacionalização progressiva", explica o Presidente da Abifer, Vicente Abate.

Com o aumento da produção nacional, o espaço para novos profissionais também deve crescer em todos os níveis. "Eu diria que em pouco tempo vamos ter no Brasil o curso de graduação de Engenharia Ferroviária, que hoje não existe. Mas é algo que está no radar das universidades e das indústrias. Enquanto isso não ocorre, cursos de extensão para técnicos e engenheiros estão qualificando a mão de obra, inclusive dentro das próprias indústrias", afirma Abate.

Atualmente, são três as fabricantes de locomotivas no país. A principal delas, que é responsável pela maior parte da produção nacional, é a GE, mas outras duas - EIF e AmstedMaxion, também atuam no Brasil em menor escala.

Com o mercado interno sendo bem atendido, sobra espaço ainda para a exportação. Nos últimos anos, países como Jordânia, África do Sul, Colômbia e Nigéria vieram buscar aqui suas novas locomotivas. Enquanto crescem as estatísticas ligadas ao transporte sobre trilhos no Brasil, o único número que diminuiu com o passar do tempo foi o do índice de acidentes. Na última década, caiu quase 80%. Mais um ponto positivo para os trilhos, que levam cargas e passageiros com altíssimo nível de segurança.

Participação das ferrovias irá aumentar.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ANTF projeta participação de 32% nos transportes
14/07/2011 - Jornal do Comércio - RS
As ferrovias devem representar um papel mais importante dentro da logística brasileira nos próximos anos. A estimativa da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) é de que a participação na matriz de transportes do País passe do patamar de 25%, verificado no ano passado, para 32% até 2023. Já a malha ferroviária deverá expandir de 28.476 quilômetros para 48.732 quilômetros. Para que esses números tornem-se realidade, será necessária uma regulamentação clara e que incentive o segmento. O presidente-executivo da ANTF, Rodrigo Vilaça, destaca que um ponto que está sendo ressaltado na Transpo-Sul é a perspectiva da implantação de um novo marco regulatório para o setor ferroviário. Ele sustenta que é preciso criar condições para aumentar a competitividade e modernizar o sistema.

Para Vilaça, o modelo regulatório ferroviário, implementado na década de 1990, trouxe grandes avanços, atingindo os objetivos vislumbrados na época. Entretanto, com o crescimento econômico e a nova realidade vivida pelo Brasil, as aspirações cresceram e a percepção governamental é de que o setor precisa atingir um novo patamar de desempenho, o que justificaria a adoção de uma nova estratégia. Tal modelo, além de estar mais alinhado às metas do governo, deverá viabilizar a operação privada da malha em construção, bem como sua conectividade com a malha existente deve ser de simples compatibilização com o modelo vigente e propiciar uma plataforma de migração voluntária dos contratos atuais.

O dirigente da ANTF enfatiza também que é preciso integrar os modais viários no País. “A intermodalidade é um fenômeno que precisa ser mais difundido”, defende. Como principais entraves ao crescimento do transporte intermodal, destacam-se o sistema tributário e as condições de acesso ferroviário aos portos. Vilaça acrescenta que o desenvolvimento do setor dependerá tanto das ações governamentais quanto da iniciativa privada. “São como irmãos siameses”, compara ele.

Vilaça recorda que, nos últimos anos, em contrapartidas às concessões ferroviárias, as empresas empenharam-se na melhoria da condição operacional das malhas. Também adquiriram locomotivas e vagões e recuperaram a frota sucateada, herdada do processo de concessão.

Conforme a ANTF, a União arrecadou, entre 1997 e 2010, em torno de R$ 13,91 bilhões entre concessão, arrendamento, impostos e Cide. Neste mesmo período, os investimentos das companhias do setor somados ao do governo federal nas malhas concedidas chegaram a R$ 25,24 bilhões. Os investimentos privados promoveram um aumento de 103% na produção ferroviária nacional, comparando o realizado de 1997 com 2010, além de obter 5,6% de Taxa de Crescimento Médio Anual. A movimentação de cargas pelas ferrovias cresceu 85,6%, alcançando 278,5 bilhões de tonelada quilômetro útil transportada (TKU). A estimativa da produção das concessionárias para 2011 é de 315,1 bilhões de TKU.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

ALL investe em via permanente.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL investirá R$ 2,7 milhões para evitar acidentes
15/07/2011 - Todo Dia
A ALL (América Latina Logística) vai investir cerca de R$ 2,7 milhões até o fim do ano em Americana, com melhorias nos trilhos e instalação de equipamentos de segurança. O objetivo é evitar acidentes e garantir melhor fluxo dos vagões.

Serão trocadas 30 barras de 325 metros no trilho 57, em Americana, no valor aproximado de R$ 90 mil cada uma. De acordo com o gerente de operações Francisco Salatini, a troca evitará que os vagões percam velocidade nos trechos. “Se não investir, a velocidade é abaixada. Com a manutenção das barras, o desempenho dos trens fica melhor e o nível de segurança também”, disse.

O município já registrou descarrilamentos. Em 2007, por exemplo, foram dois. Em 16 de março daquele ano, duas locomotivas e dois vagões descarrilaram. Em 7 de abril, mais um, vazio, saiu dos trilhos.

Salatini destacou que também serão investidos mais de R$ 30 milhões em tecnologia em todo o Estado de São Paulo.

Até setembro, Americana será uma das cidades que vai receber o Hot Box. O equipamento é uma espécie de caixa, que fica ao lado da linha para medir a temperatura. “Quando a composição passa, o equipamento consegue medir se há superaquecimento de algum dos vagões ou não. Quando eles estão mais aquecidos do que o normal, pode ocorrer o risco de problemas, como a queda de alguma roda”, disse.

Desde o final do ano passado, já foi investido cerca de R$ 1 milhão na manutenção preventiva em Americana. Foram trocados 3,6 mil dormentes e 1,6 mil metros de barras longas de trilho. Também foram nivelados dez quilômetros de malha que cortam o município.

Atualmente, até oito pares de trens por dia passam pela cidade, totalizando 16 composições.

MPF investiga contratos da Valec.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

MPF investiga contratos da ferrovia Norte-Sul no TO
12/07/2011 - Folha de S.Paulo
O Ministério Público Federal no Tocantins pediu à Polícia Federal a instauração de quatro inquéritos para apurar a suspeita de irregularidades nas obras da ferrovia Norte-Sul no Estado.
O órgão levou em conta problemas apontados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) em quatro contratos da ferrovia no trecho Aguiarnópolis-Palmas.

Os contratos foram obtidos por meio de licitações da Valec, estatal ligada ao Ministério dos Transportes envolvida nas denúncias de corrupção que derrubaram o agora ex-ministro Alfredo Nascimento.

Segundo a Procuradoria, há indícios de prática de sobrepreço, fraude à licitação, problema na qualidade dos serviços e suspeita de pagamento por serviços não executados. Em um dos lotes, executado pela construtora Norberto Odebrecht, a suspeita de sobrepreço supera R$ 36 milhões, de acordo com a Procuradoria.

Também serão investigados contratos com as empreiteiras Iesa, SPA Engenharia e CR Almeida. As empresas negaram as irregularidades.

Conforme o procurador João Felipe Villa do Miu, a suspeita sobre o trecho existe desde 2009, quando também foi pedido abertura de inquérito --ainda em andamento, segundo a PF. Naquela época, o órgão verificou que grandes empreiteiras envolvidas na construção contratavam empresas menores para executar os serviços. "Mas só elas [as maiores] atendiam às exigências dos editais", diz Miu.

Ele afirma que os quatro contratos fazem parte de um grupo de 16 com indícios de problemas.

Outro lado

A Valec disse que apresentou todas as explicações ao TCU e que as suspeitas não impediram o andamento das obras no trecho Aguiarnópolis-Palmas (cerca de 500 km). As empresas que serão investigadas também negaram irregularidades. A Odebrecht afirma que o TCU já acolheu parte das justificativas da companhia sobre a suspeita de sobrepreço e diz que move ação judicial contra a Valec por prejuízos relacionados ao contrato.

A Iesa e a CR Almeida também dizem desconhecer qualquer problema. A Iesa diz que venceu o processo licitatório na época com desconto de 7% abaixo dos valores máximos da concorrência, o que, segundo ela, invalida as suspeitas.

Já a CR Almeida diz que concluiu as obras em julho de 2009 de acordo com rígidos conceitos de qualidade. A SPA Engenharia não respondeu às ligações da reportagem.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Peru inaugura 1ª linha de metrô.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Peru inaugura 1ª linha de metrô
13/07/2011 - EFE
O presidente do Peru, Alan García, inaugurou o primeiro trecho da linha 1 do metrô de Lima, um projeto iniciado em seu mandato há 25 anos. Durante a inauguração, o líder esteve acompanhado por ministros e prefeitos de diferentes cidades de Lima, García afirmou que a obra procura beneficiar o povo peruano e criticou os políticos que permitiram que o projeto caísse no esquecimento.

A finalização da linha 1 do metrô de Lima, cujos primeiros quilômetros foram inaugurados ainda inacabados no final dos anos 1980 pelo próprio García, enfrenta críticas diversos segmentos da sociedade peruada por seu elevado custo. O projeto da linha inicialmente foi previsto em 21,5 quilômetros, mas foi reduzido a sete quando, em função da crise que o país sofreu nos últimos anos do governo de García, com uma inflação que em 1989 alcançou os 2.775%, somados a denúncias de corrupção.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Novo Vídeo no Youtube.


Movimentação de Trilheiros.

Imagens da movimentação de trilheiro no pátio antigo de Rio Claro, SP, local onde fica o estaleiro de solda da ALL (América Latina Logística) e recebe fluxo constante de locomotivas e vagões pranchas carregados de trilhos. No vídeo, a G12 nº 7054 manobra algumas pranchas ex-Ferronorte, e um triplex de GE C-30-7 rebocado um trilheiro carregado para o projeto Rondonópolis.


Assista aqui mesmo ou pelo endereço acima. Conheça os demais vídeos de JJEF Produções no nosso canal do Youtube.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Correios mantém interesse no TAV.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Correios mantêm interesse no TAV
15/07/2011 - O Estado de S.Paulo
Apesar do fracasso do leilão do trem-bala esta semana, os Correios mantêm o interesse em participar da operação do Trem de Alta Velocidade (TAV) planejado para ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) não participará das etapas da nova licitação, que deve ocorrer em 2012, mas vai procurar o consórcio vencedor da primeira fase para propor uma parceria.

"Vencida a primeira etapa de licitação no próximo ano e definidas as empresas para a operação do trem-bala, vamos nos oferecer para sermos sócios estratégicos", afirmou o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro. "No mínimo, seremos clientes."

Segundo ele, as cidades que serão atendidas pelo trem de alta velocidade compõem o principal eixo de transporte de correspondências e encomendas pelos Correios, o que, por si só, já viabiliza a parceria.

Compra de empresas. O presidente da estatal destacou que o novo estatuto da companhia amplia a atuação da empresa, que poderá ter participação ou mesmo comprar outras firmas. "Mas não há nada definido sobre a criação de uma empresa aérea para transporte de carga nem de logística no curto e médio prazos. O que se avalia é fazer parcerias", afirmou.

Apesar de o novo estatuto aproximar os Correios do modelo administrativo das sociedades anônimas, Pinheiro descartou um processo de abertura de capital nos próximos anos.

"Abertura de capital não está na pauta do governo. Não se cogita isso", disse Wagner Pinheiro.

Lucro. Os Correios registraram lucro líquido de R$ 499,65 milhões no primeiro semestre de 2011, valor 48,2% superior ao obtido no mesmo período do ano passado.

De acordo com dados divulgados ontem, houve expansão de 11,72% nas receitas da companhia na primeira metade do ano, enquanto as despesas aumentaram 9,44%.

O resultado do primeiro semestre não inclui a licitação do Banco Postal em maio - na qual o Banco do Brasil saiu vencedor com um lance de R$ 2,3 bilhões - porque o contrato só foi assinado no dia 1.º de julho.

Investimentos. Os recursos devem ser utilizados no plano plurianual de investimentos dos Correios, que prevê o desembolso de R$ 4 bilhões até 2015.

O dinheiro será usado para a compra de veículos, modernização de agências e do parque de informática da companhia, além da melhoria e construção de novos centros de distribuição e terminais de carga.

domingo, 17 de julho de 2011

Ferrovia será construída no PA.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Suzano pretende construir ferrovia no MA
12/07/2011 - Valor Econômico
A finlandesa Pöyry vai apresentar, em audiências públicas marcadas para os próximos três dias, os estudos de impacto ambiental referentes à construção de uma ferrovia e de uma rodovia no Maranhão pela Suzano Papel e Celulose. A companhia, controlada pela família Feffer, vai erguer no Estado uma nova unidade de produção de celulose branqueada de eucalipto, com capacidade para 1,5 milhão de toneladas por ano da fibra e investimentos de US$ 2,8 bilhões.

De acordo com a Pöyry, amanhã, a audiência será realizada no município de Imperatriz e terá como pauta a construção de uma rodovia de 11 Km que vai interligar a fábrica e a rodovia BR-010 (Belém-Brasília). O projeto de construção de uma ferrovia com 33 Km, interligando a unidade e a ferrovia Norte-Sul, será apresentado no dia seguinte, ainda em Imperatriz, e no dia 14, em João Lisboa.

sábado, 16 de julho de 2011

ALL irá recuperar ferrovia.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL cumprirá prazo para recuperar ferrovias
12/07/2011

A ALL afirmou, na última sexta-feira, 08, que pretende cumprir o prazo de 60 dias estipulado pela ANTT para a recuperação dos trechos subutilizados ou sem tráfego de cargas, de acordo com publicação da deliberação nº 124, de 6 de julho de 2011. Segundo a agência, 5,5 mil km da malha ferroviária brasileira estão abandonados, sendo quase a metade deles (2.675 km) sob a responsabilidade da ALL.

De acordo com a operadora, já estão em recuperação os trechos: Santo Ângelo – Cerro Largo – São Luiz Gonzaga; Entroncamento – Livramento; Presidente Epitácio – Presidente Prudente; Ramal de Ladário. A empresa reforça que tem interesse em captar mais cargas e retomar a circulação nos trechos, por meio de acordos comerciais, apoiando o direito de passagem.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Série: automóveis e companhia.


Retomando as postagens de ônibus, que não estavam sendo realizadas há pelo menos um ano, venho hoje com esse Busscar Urbanuss da Rápido São Paulo, prefixo 1502, da linha 05-Aparecida, que funciona de duas em duas horas apenas.

Na foto, o Urbanuss está saindo da área interna da antiga estação ferroviária, local onde alguns motoristas usam para guardar os ônibus nas rotas que funcionam apenas de duas em duas horas.

Imagem tirada no dia 11/05/2011.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

FCA conclui investimentos em Pirapora.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

FCA conclui pera ferroviária em terminal de Pirapora
01/07/2011
A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) anunciou a conclusão das obras de construção da pera ferroviária do Terminal Intermodal de Pirapora, em Minas Gerais. O novo trecho, com extensão de 3,4 km, vai permitir a redução do tempo de permanência dos vagões vazios no pátio em 80%.

Com investimentos de R$ 9 milhões, a pera ferroviária elimina a necessidade de manobras do trem para embarque de carga no pátio, otimizando o carregamento. A estimativa é que o tempo de permanência dos vagões no terminal seja reduzido de 30 para 6 horas.

A estrutura do ramal também está recebendo investimentos de R$ 12 milhões da FCA, para a manutenção da linha férrea, incluindo a troca de dormentes. A previsão é de que 750 mil toneladas de grãos sejam escoadas, neste ano, pelo terminal de Pirapora para o Porto de Tubarão, em Vitória (ES).

quarta-feira, 13 de julho de 2011

TAV fracassou.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

TAV: Novo modelo gera expectativa e dúvidas
12/07/2011 - Valor Econômico
O anúncio do novo modelo de licitação para o trem de alta velocidade (TAV) Rio-São Paulo reacendeu a expectativa no mercado de que o projeto será viabilizado, mas levantou dúvidas entre os investidores interessados.

Segundo Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), o modelo, considerado inédito, parece interessante ao deixar a responsabilidade da elaboração do projeto com os detentores da tecnologia do trem-bala. "As construtoras não quiseram assumir a responsabilidade pelo projeto. Com esse novo modelo de licitação, serão contratadas com o projeto executivo definido, o que dará mais segurança em relação aos custos", diz ele.

Uma das dúvidas de Abate é se as construtoras também serão responsáveis pela concessão ou serão apenas contratadas. No caso de serem contratadas, a questão é saber quem pagará esse investimento. "Não conheço nenhum projeto no mundo com esse formato", diz ele.

Para Carlos Eduardo Jorge, diretor-executivo da Associação Paulista dos Empresários de Obras Públicas (Apeop), a nova proposta do governo para a licitação parece melhor que a anterior para as construtoras, já que dá maior segurança. "A dúvida ainda é saber se as construtoras integrarão o consórcio ou se serão contratadas pela concessionária", diz.

A exigência de um projeto executivo antes da contratação das obras é razoável, avalia Paulo Benites, representante do consórcio liderado pelos coreanos. "As empresas vão ter um trabalho maior, mas agora cada consórcio precisa avaliar se vale a pena ir a fundo nos estudos para participar", diz ele. A independência em relação às construtoras também é avaliada como positiva por Benites. "As construtoras perderam o poder de definição do projeto."

A insegurança dos consórcios em relação ao investimento necessário para colocar o trem de alta velocidade (TAV) Rio-São Paulo de pé, e às garantias de retorno do capital, resultaram ontem numa licitação vazia. Das 9h às 14h, apenas "curiosos" enviados pelas empresas interessadas passaram pelo saguão da BM&FBovespa, em São Paulo, perguntando se alguém havia entregado uma proposta.

Apareceram representantes de coreanos, franceses, japoneses, entre outros, que apenas se identificaram como "observadores". A resposta das recepcionistas era evasiva. Não podiam dar informação e a entrada era permitida apenas para quem fosse participar do leilão.

A ausência de concorrentes para o projeto de R$ 33 bilhões já era prevista pelos consórcios. Segundo Benites, do grupo coreano, que pediu adiamento do leilão à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na semana passada, não houve tempo para fechar o consórcio.

"Depois do primeiro adiamento, no fim de 2010, entendemos que era interessante nos associarmos a grandes empresas brasileiras de construção, mas não conseguimos acertar esse novo formato do consórcio dentro do prazo dado pelo governo", diz.

Benites afirma que o consórcio TAV Brasil, composto inicialmente por Hyundai Heavy Industries, LG e Samsung, está sendo reformulado. "Não necessariamente vamos ter um grupo apenas coreano na tecnologia", diz ele.

Segundo Masao Suzuki, vice-presidente da Mitsui Brasileira, prazo não era o problema do grupo japonês. "Se fosse prazo, teríamos pedido o adiamento, mas não pedimos. Decidimos não participar por um conjunto de problemas", diz o executivo. Suzuki não quis detalhar as questões que tiraram o consórcio japonês do leilão, mas afirma que o projeto era inviável.

Para os investidores chineses, havia muita incerteza sobre a demanda de passageiros, o que dificultava saber qual a receita a ser obtida no empreendimento. Segundo um representante do consórcio, que não quis ser identificado, falta um projeto básico confiável para que as empresas apresentem suas propostas.

Em comunicado, a Alstom, detentora da tecnologia francesa de trem-bala, informou que continua interessada no projeto. De acordo com a nota, a companhia não apresentou proposta por entender que "não era possível, nas condições atuais, apresentar uma oferta sólida sob os pontos de vista econômico e técnico, e assim decidiram não seguir adiante".

terça-feira, 12 de julho de 2011

Mineradoras usarão ferrovia Leste - Oeste.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Bamin busca licença para iniciar obras de mina na BA
08/07/2011 - Valor Econômico
José Francisco Martins Viveiros, geólogo, há 35 anos na indústria de mineração e metalurgia, acaba de ser nomeado novo presidente da Eurasian Natural Resources Corporation (ENRC) no Brasil. O grupo ENRC, do Cazaquistão, que fatura US$ 4,5 bilhões ao ano, adquiriu ativos minerais na Bahia e em Minas Gerais, e está desenvolvendo o projeto da Pedra de Ferro, da controlada Bahia Mineração (Bamin), em Caitité (BA), com investimento orçado em US$ 2,5 bilhões.

Viveiros tem a missão de implantar o empreendimento da Bamin, que envolve mina, ferrovia e porto, bem como um projeto no Norte de Minas, quase na divisa com Bahia. No local, na região de Salinas, Porteirinha e Rio Pardo, a multinacional, que atua na região por meio da Mineração Minas Bahia (MIBA), comprou uma reserva com potencial de 1,5 bilhão de toneladas de minério de ferro.

O novo presidente da ENRC, que já ocupou cargos na alta administração da Vale e da ArcelorMittal, havia se afastado recentemente da carreira de executivo para ser consultor da indústria de mineração, com escritório em Belo Horizonte. Ele disse ao Valor que não resistiu ao convite da ENRC pela importância dos dois projetos, ambos em regiões muito pobres. As conversas com os dirigentes da ENRC, que tem sede em Londres, começaram em março e foram concluídas em junho.

No momento, sua missão é obter licenças ambientais para o terminal portuário privativo do projeto da Bamin, que será construído próximo de Ilhéus e com a assinatura do contrato para ter o "direito de passagem" na ferrovia Oeste-Leste, em início de construção pela Valec (governo federal), para transportar o minério. "Já temos a licença de instalação da adutora que vai levar água do Rio São Francisco até a mina, a licença de instalação da mina e a Valec está encarregada da licença de instalação da ferrovia", informou. "A única licença pendente é a do porto".
O projeto está previsto iniciar operação em 2014, com capacidade de 20 milhões de toneladas de pellet-feed (minério de ferro superfino usado para fazer pelotas). Recentemente, o empreendimento correu o risco de atrasar porque o primeiro local escolhido para abrigar o porto, a Ponta da Tulha, foi vetado pelo Ibama, por ser uma área de Mata Atlântica. Viveiros relatou que o próprio Ibama sugeriu que o porto fosse construído em Aritaguá, 15 km de Ilhéus. "Estamos trabalhando para ter a licença prévia do porto até setembro e a de instalação no primeiro trimestre de 2012". A área, de onde sairá minério concentrado rumo a China e Oriente Médio, vai contar também com um porto público.

O transporte do minério de Pedra de Ferro até o porto pelos trilhos da Oeste-Leste é objeto de um contrato a ser assinado com a Bamin, prestes a ser fechado. "Já há uma minuta avançada em discussão e já passou pelo crivo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)", disse Viveiros, negando a compra adiantada de frete na ferrovia, conforme noticiado. O contrato entre a FIOL e a Bamin dará o "direito de passagem" à empresa (da mina até o porto, cerca de 513 km).

A Bamin vai operar sobre os trilhos da ferrovia, mas com material ferroviário próprio - locomotivas e vagões. Esse contrato será um dos primeiros com base na nova regulamentação que a ANTT está implementando para aumentar a concorrência no setor ferroviário. Nesse caso, o frete também será mais barato. Seu valor deverá situar-se a menos da metade do cobrado atualmente, por exemplo, pela MRS, que supera R$ 20 a tonelada, afirmou Viveiros.

"A Oeste-Leste vai criar um corredor de exportação ligando o Brasil Central à costa baiana. A ferrovia, de 1.500 km, vai levar carga do Centro-Oeste para o nosso porto, em Aritaguá, e para o público, que terão condições para receber navios de até 21 metros de calado.

Para a Bamin, a ferrovia foi fundamental para o projeto, pois a empresa inicialmente pensava em construir um mineroduto entre a jazida e o porto. A construção da ferrovia já começou no trecho inicial, do porto a Caitité. A Bamin terá de fazer um ramal para ligar a mina à estrada-de-ferro.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Vale pode retomar projeto Rio Colorado.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Governo de Mendoza autoriza Vale a retomar obras
05/07/2011 - Valor Econômico
O governo da província argentina de Mendoza autorizou a Vale a retomar as obras do projeto de Rio Colorado, para exploração de potássio na região. Segundo informações do portal oficial do governo de Mendoza, o secretário de meio ambiente da província, Pablo Gudiño, e o titular da secretaria de hidrocarbonetos, mineração e energia, Walter Vázquez, confirmaram que a mineradora apresentou um plano de investimentos de mais de US$ 2 bilhões, o que, de acordo com os secretários, permitirá o cumprimento dos acordos de contratação de mão de obra e de equipamentos locais, conforme negociado em 2009.

Procurada, a Vale confirmou as informações veiculadas no portal do governo de Mendoza.

“Com a apresentação do montante real dos investimentos no projeto e de seu desembolso ao longo do tempo, a província vai poder fazer frente ao controle e à auditoria do objetivo primário que temos de compra em Mendoza e de contratação de mão de obra local”, afirmou Vázquez.

Já o secretário de meio ambiente lembrou, segundo o portal do governo de Mendoza, que a Vale deverá apresentar, a cada quinze dias, informações sobre as licitações feitas e as planejadas pela empresa, enviar formulário de “Solicitação de Inscrição” para as empresas da província interessadas em participar das licitações e comprovar, em até 30 dias, o cumprimento do acordo que prevê utilização de 75% de mão de obra local.

“Hoje está abaixo desse índice, em cerca de 60% e nós exigimos que cumpram com o estabelecido no acordo”, ressaltou Gudiño, acrescentando que a empresa deverá colocar em funcionamento a Unidade de Gestão Ambiental.

A previsão da mineradora brasileira é de que a primeira fase de Rio Colorado fique pronta até 2014, com produção anual de 2,4 milhões de toneladas de potássio. Além da mina, a primeira fase prevê a construção de quase 800 quilômetros de ferrovia, que atravessará cinco províncias argentinas até o terminal marítimo – também novo – em Baía Blanca.

A Vale prevê ainda uma segunda fase, prevista para 2017, com a elevação da produção para 4,3 milhões de toneladas por ano.

domingo, 10 de julho de 2011

Obras nas ferrovias não serão prejudicadas.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Obras das ferrovias não serão prejudicadas
06/07/2011 - Gazeta Digital

Afastamento do diretor-presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, José Francisco das Neves, não prejudicará o andamento das obras das ferrovias que cortam Mato Grosso, a Senador Vicente Vuolo e de Integração Centro-Oeste. Avaliação é do secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, ao afirmar que convênios firmados com a empresa em junho seguirão normalmente.

No mês passado, governo do Estado, Valec e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) assinaram Termo de Compromisso para elaboração de estudos de viabilidade econômica e projetos, que contempla o trecho entre Rondonópolis e Cuiabá (Ferronorte). São 212 quilômetros entre as duas cidades e os investimentos para a primeira fase do projeto estão estimados em R$ 14 milhões, além de outros R$ 800 milhões aplicados na construção da ferrovia de Alto Taquari e Rondonópolis.

No caso da Fico, que irá interligar Mato Grosso a Goiás, serão aportados R$ 6,4 bilhões, sendo R$ 4,1 bilhões em território estadual. A ferrovia possui 1,638 mil km de extensão e integrará Vilhena (RO) a Campinorte (GO), chegando até Lucas do Rio Verde, permitindo transportar por ano 20 milhões de toneladas de grãos, minérios e etanol.

"Os recursos serão liberados via ANTT e não corre-se o risco de ter as obras prejudicadas por mudanças políticas", diz Vuolo ao complementar que no caso da Ferronorte, a execução do projeto até Rondonópolis também não fica comprometida porque está sendo realizada pela América Latina Logística (ALL).

A Valec foi procurada e informou, via assessoria de imprensa, que não comentará o assunto porque ainda não há nada de oficial sobre o afastamento do diretor-presidente da empresa.

sábado, 9 de julho de 2011

Ferrovia abandonada custa um TAV.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferrovia abandonada custa um TAV
03/07/2011 - Folha de S.Paulo
O ex-mascate Marino Soffiati, 47, precisou de tempo para entender como 360 metros de trilhos desapareceram numa madrugada. Parado sobre o talude de brita vazio, onde um dia repousou o quilômetro 221 da estrada de ferro Cajati-Santos, Soffiati avistara apenas as marcas do maçarico no chão.

Uma quadrilha muito bem entrosada retalhou e furtou 16 toneladas de trilhos naquela madrugada chuvosa.

Três anos depois, o hiato no ramal ferroviário Cajati-Santos é um entre vários no trecho de 250 quilômetros de ferrovia abandonada, hoje sob os auspícios da ALL (América Latina Logística).

O trecho, por onde circulavam minério e gente -como o ex-mascate Soffiati-, é apenas mais um retrato do completo abandono de 16.000 quilômetros de ferrovia no território nacional, um problema que só se agrava.

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) diz que dois terços das ferrovias do Brasil estão subutilizados ou abandonados. Nesta semana, a agência divulgará relatório indicando onde estão os 5.760 quilômetros concedidos, mas ignorados.

O Grupo de Transporte do MPF (Ministério Público Federal) estima que essa situação tenha produzido um prejuízo de R$ 40 bilhões ao patrimônio público do país. É essa cifra o tamanho do esforço que o país precisará fazer para construir o primeiro trem-bala brasileiro, entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, negócio sob ameaça.

O caso do abandono das ferrovias está agora nas mãos do TCU (Tribunal de Contas da União). O MPF pediu ao órgão investigação sobre os contratos de concessão e o que chama de "dilapidação do patrimônio público". O primeiro contrato que será visto é o maior, o da ALL.

A meta do MPF é exigir que todas as concessões sejam reavaliadas pelo tribunal. "Começamos pelo contrato da ALL, mas o objetivo é que a investigação alcance todas as concessões feitas entre 1996 e 1998", diz Thiago Lacerda Lopes, procurador e coordenador do Grupo de Transporte do MPF.

A ANTT diz que o contrato é "frouxo" tanto para impor metas quanto para obrigar a ativação de trechos.

Destruição

O direito de arbitrar sobre qual trecho explorar condenou ramais considerados pouco atrativos. A situação se agravou com o abandono, o que gerou um problema social espalhado pela faixa de domínio hoje sem mando.

Em Itanhaém (SP), o mato, o furto e a ocupação irregular proliferam. A paragem do bairro Cibratel é agora o lar de Maria de Lourdes. Pela antiga estação, ela pagou R$ 17.000 a um ex-funcionário da Fepasa. "Era tudo o que tinha."

O produtor de banana Marcos Ribeiro, 36, critica o desleixo. O plantio ilegal da fruta domina a ferrovia e atrapalha seu negócio. Há anos, a área virou alvo de saqueadores. Gente que busca o ferro dos trilhos, a madeira dos dormentes e os cabos do velho telégrafo.

A estrada de ferro que um dia transportou o agricultor Ribeiro, a dona de casa Maria de Lourdes e o mascate Soffiati perece no tempo.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

ALL confirma interesse no ramal de Cajati.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL afirma que vai recuperar ramais
04/07/2011 - Folha de S.Paulo
A ALL (América Latina Logística) reconheceu que o trecho abandonado de Cajati-Santos (SP) oferece atratividade para voltar a operar. A companhia aguarda a licença do Ibama para definir como irá recuperar o trecho.

Pedro Almeida, diretor de relações institucionais da ALL, admitiu que o custo de recuperação do ramal será maior devido ao abandono. O valor não está definido.

O diretor ressaltou, entretanto, que o trecho já havia sido abandonado pela Brasil Ferrovias, a companhia incorporada pela ALL em 2006. A meta agora é reativar o trecho a partir do transporte de produtos de construção, como calcário e areia, além de fosfato.

Almeida disse que a companhia tem feito um esforço para reativar trechos em São Paulo e no Rio Grande do Sul, alguns deles com algum nível de ociosidade.

"Temos recuperado alguns ramais, como o trecho Bauru/Tupã ou o Pradópolis/Barretos, em São Paulo, e outros no Rio Grande do Sul, onde já ampliamos o transporte em quatro vezes", diz Almeida.

Segundo ele, a ALL já investiu R$ 6,7 bilhões na recuperação e na modernização da malha e tem planos para novos investimentos, como o prolongamento da malha norte até Rondonópolis (MT) e a duplicação do trecho Campinas-Santos.

O setor

O diretor-executivo da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários), Rodrigo Vilaça, afirmou que as concessionárias já investiram R$ 30 bilhões no setor. Ele teme que mudanças como a instituição da "malha aberta", a partir da qual as estradas de ferro ficam livres para qualquer operador, afetem o equilíbrio econômico-financeiro das concessões e representem quebra de contrato.

O setor aceita discutir a reativação de trechos, mas não admite perder a prerrogativa de operar a malha sob concessão. Diante da ameaça, a ANTF já fala em buscar a Justiça. A mudança adiante promete mexer o setor.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Trecho abandonados terão que ser devolvidos.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ANTT vai forçar devolução de trecho largado
03/07/2011 - Folha de S.Paulo
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) definiu a estratégia para obrigar as ferrovias a devolver os trechos abandonados. A agência reguladora vai cobrar pelos danos provocados pelo abandono e buscar recuperar segmentos para torná-los viáveis do ponto de vista econômico.

Bernardo Figueiredo, diretor-geral da agência, disse que até o dia 20 deste mês vai publicar também resoluções que darão duas providências estruturais para tentar resolver a questão.

A primeira é negociar metas por trecho. A segunda será usada em caso de a ferrovia declarar meta zero para um ramal. Nesse caso, a agência vai abrir espaço para clientes operarem trens em trecho, se desejarem.

A concessionária terá de deixar a linha em condições de operação e dar garantias para o tráfego de terceiros.

"O concessionário pensará três vezes antes de dizer que não tem meta para um trecho."

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Portugal desiste de TAV.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Portugal suspende TAV Lisboa-Madri
29/06/2011 - France Press
O novo gabinete português decidiu suspender a construção do trem de alta velocidade entre Lisboa e Madri, inicialmente previsto para 2013, segundo o programa de governo entregue nesta terça-feira ao Parlamento.

A medida é considerada uma das principais novidades da nova administração portuguesa, que promete aplicar escrupulosamente o plano de ajuda financeira concluído em maio com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional, anunciando que pretende mais ambição, em matéria de ajuste fiscal.

Unir Madri a Lisboa em menos de três horas com o trem de alta velocidade (AVE) foi considerado pelo novo governo um projeto ambicioso, que tinha sido adiado, antes, de 2010 para 2013, e que acabou de ser comprometido, após a vitória, nas eleições portuguesas, da centro-direita, que tem como principal objetivo economizar.

Pedro Passos Coelho, do Partido Social Democrata (PSD), vencedor da eleição, centrou a campanha nas medidas de ajuste que devem ser aplicadas no país, indo além do exigido pelo rigoroso programa do acordo com a União Europeia (UE) e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), em troca de um empréstimo de 78 bilhões de euros.

Da parte portuguesa, o projeto, com orçamento de 3,3 bilhões de euros, tinha avançado pouco: o trajeto Lisboa-Poceirão foi motivo de uma abertura de licitação, depois cancelada e adiada; no trajeto Poceirão-Caia, próximo da fronteira, as obras, previstas para o início de 2011, nunca começaram.

No lado espanhol, no entanto, onde o orçamento chega aos 3,8 bilhões de euros, a ferrovia avança desde que começaram as obras em 2007, e está prevista para ser entregue em 2013. Segundo o gestor da rede ferroviária espanhola (Adif), aproximadamente a metade do trajeto já está em obras.

A Espanha, que fez cortes em projetos de obras públicas por problemas econômicos, continua apostando no transporte de trens de alta velocidade, e desde dezembro é o país europeu com a maior malha ferroviária.

Decidir suspender o projeto seria um erro estratégico que é claro, nos prejudicaria, mas também a Portugal. Seria um erro histórico deixar Portugal isolado da conexão com Madri, do restante da Espanha e da Europa, afirma Dolores Pallero, vice-presidente do governo regional de Estremadura, a oeste de Madri, que tem tudo a ganhar com a linha férrea.

É necessário reforçar o compromisso para impulsionar e concluir as infraestruturas acordadas entre os dois governos, porque esta linha é de vital importância para a região, afirmou a Confederação de Empresários em comunicado, defendendo, em caso de uma desistência de Portugal, manter pelo menos uma linha Madri-Estremadura.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Vale investe em trens de passageiros.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Vale investe em trens de passageiros
27/06/2011 - Webtranspo
Os usuários da EFVM (Estrada de Ferro Vitória a Minas), único sistema ferroviário que percorre longas distâncias diariamente, passarão a se beneficiar a partir de agora das novas tecnologias empregadas pela Vale em algumas unidades dos trens de passageiros. A empresa investiu R$ 1,6 milhão visando ampliar a segurança, conforto e reduzir o tempo de viagem.

De acordo com a Vale, trata-se de um sistema inédito de frenagem eletrônica que já está aplicado em quatro locomotivas e 24 carros de passageiros. A previsão é de que até o final de 2013 toda a frota da EFVM (62 carros) esteja circulando com o novo equipamento fabricado nos Estados Unidos. Há ainda o objetivo de estender a implantação da tecnologia nos trens da EFC (Estrada de Ferro Carajás).

Embora as paradas mais suaves sejam o benefício mais perceptível aos passageiros, o grande benefício está relacionado à segurança, já que o novo sistema distribui de maneira uniforme a intensidade da frenagem para todos os carros, o que evita sobrecargas que, com o tempo, podem reduzir a vida útil de componentes, como engates.

Segundo a companhia, outra vantagem comprovada em um teste que durou quatro meses foi a redução no tempo da viagem. Antes, era preciso iniciar a frenagem aproximadamente 400 metros antes da estação. Atualmente, essa distância caiu para 250 metros, o que proporciona redução de 30 minutos por viagem (ida e volta).

Um milhão de passageiros

No ano passado, essa malha da Vale foi responsável pelo transporte de mais de um milhão de pessoas - no mesmo período de 2009, esse número ficou em 925 mil usuários. Segundo a empresa, desse total, 176,6 mil partiram da estação Pedro Nolasco (ES), quase Intendente Câmara, em Ipatinga (MG), e outras 208 mil tiveram como ponto de origem Belo Horizonte.

Além dessa preocupação com a segurança e conforto, a Vale já havia implantado nessa ferrovia o projeto Biocombustível, que prevê a mistura de gás natural e diesel em suas locomotivas, com concentrações do gás variando entre 50% e 70%. Estima-se que, com o uso futuro de gás deixarão de ser emitidas 73 mil toneladas de CO2 equivalente na atmosfera por ano.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

ALL investe em via permanente.


Antigo carro panorâmico, transformado em laboratório do trem "Rodeiro Instrumentado", que faz parte do investimento descrito abaixo. Se é um bom negócio ou não o tempo dirá.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL investirá R$ 40 mi em tecnologia para segurança
09/06/2011
A América Latina Logística (ALL) irá investir, nesse ano, cerca de R$ 40 milhões em tecnologia voltada para a segurança das operações ferroviárias. Desse montante, 75% serão destinados ao estado de São Paulo, ou o equivalente a R$ 30 milhões.

Entre os projetos envolvidos nesses investimentos estão a ampliação do Assistente de Condução, software instalado no computador de bordo do maquinista que indica ao maquinista o melhor ponto de aceleração do trem; o programa Otimizador de Cruzamentos, que fica no Centro de Controle Operacional e monitora a circulação dos trens; e a colocação de 60 novos detectores de descarrilamento.

Na malha do interior, o trecho de Campinas a Santos receberá a implantação do rádio digital, para agilizar a comunicação entre maquinistas e o CCO. Já o trecho que liga Itu a Santos contará com o Controle de Tráfego Centralizado (CTC) em quatro pátios, para monitorar o volume transportado.

domingo, 3 de julho de 2011

Transnordestina pagará para entrar em Suape.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Transnordestina pagará para entrar no Porto de Suape
28/06/2011 - Folha de Pernambuco
O Complexo Industrial Portuário de Suape deve firmar uma espécie de contrato de arrendamento com a TSA - Transnordestina Logística S.A., empresa responsável pela ferrovia que conectará Eliseu Martins (PI), Pecém (CE) e o terminal pernambucano.

O acordo para que a malha possa adentrar o Porto, chamado juridicamente de “servidão de uso”, resultará em um custo mensal à TSA e que não foi estimado.

Os ramais ferroviários dentro de Suape estão sendo discutidos e uma resolução sobre o assunto está prevista para o fim do próximo mês.

O traçado novo da chegada da ferrovia em Suape, que precisou ser refeito, já foi aprovado, e as conversas agora são apenas no que diz respeito aos 30 ou 40 quilômetros de passagem interna, segundo informou o secretário executivo de Projetos Estruturadores de Desenvolvimento Econômico do Estado, Sidnei Aires.

“Um ramal vai para a área portuária, em frente à Refinaria (Abreu e Lima), e outro passará pela Ilha de Tatuoca. Eles serão interligados às plantas da Fiat e da siderúrgica (CSS)”, explicou.
O Porto de Suape não confirmou prazos e disse que o funcionamento da rota só será estabelecido após a conclusão do traçado, ainda em discussão.

Para o mês de julho também é aguardada a assinatura de um aditivo com o DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - para a liberação da verba indenizatória das desapropriações da região de Suape.

Estima-se que serão necessários mais de R$ 30 milhões a R$ 40 milhões para cerca de 500 ações.

O valor do aditivo é cerca do dobro dos processos ajuizados até agora. Da divisa do Piauí até Ribeirão são aproximadamente duas mil ações, que somam R$ 20 milhões e foram quase todas acordadas na Justiça.

A ferrovia Transnordestina está avaliada em R$ 5,4 bilhões, mas um processo de revisão de preços está em análise há pelo menos dois meses no Ministério dos Transportes. O empreendimento deve ficar pelo menos 15% mais caro.

sábado, 2 de julho de 2011

Acidente de Trem da ALL.

NOTÍCIAS DO DIA (Uol Notícias):
Trem que transportava grãos tomba no extremo sul de São Paulo; linha deve ser liberada à tarde
01/07/2011 - 09h28 | do UOL Notícias



Trem espalhou milho e soja sobre linha férrea, em Engenheiro Marsilac, no extremo sul de São Paulo
Do UOL Notícias - Em São Paulo

Um trem descarrilou próximo à estrada Engenheiro Marsilac, no extremo sul de São Paulo, por volta da 1h20 da madrugada desta sexta-feira (1). Segundo a América Latina Logística (ALL), empresa que administra a linha férrea e os trens, onze vagões da empresa tombaram em uma área que fica perto à represa Billings.

Segundo o Corpo de Bomebeiros, nove viaturas foram enviadas ao local durante a madrugada. O acidente não deixou vítimas.

A composição de 76 vagões transportava soja e milho e seguia do Mato Grosso do Sul para o Porto de Santos. Com o descarrilamento, parte da carga ficou espalhada pela linha férrea.

De acordo com a ALL, técnicos estão no local do acidente verificando se houve algum dano ao meio ambiente. Equipes de manutenção também estão na linha férrea para realizar a liberação do trecho, que está previsto para acontecer até as 14h30.

Cerca de 20 vagões já foram liberados e seguem viagem para o litoral. A ALL informou que abrirá uma sindicância para apurar as causas do acidente.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Santos receberá 50% do açucar por trem.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Santos receberá 50% do açúcar por trem
28/06/2011

A Rumo Logística, empresa do Grupo Cosan especializada no transporte de açúcar e graneis, anunciou ontem, 28/06, em coletiva de imprensa realizada em Sumaré (SP), que 50% do transporte de açúcar para porto de Santos, nesse ano, já será feito exclusivamente por trens. O índice é um marco no transporte do açúcar, já que do total advindo das safras de 2008 e 2009, apenas 12% havia sido transportado por ferrovia, e, em 2010, 30%.

Com essa migração do modal de transporte do açúcar, a empresa estima retirar até 30 mil caminhões das estradas por mês, reduzindo as emissões de CO2 na atmosfera. Julio Fontana, presidente da Rumo Logística, ressaltou que a diferença no número de caminhões já pode ser sentida na descida para Santos. Estamos no pico da safra e não houve até agora nenhum congestionamento, afirmou.

O projeto de investimentos de R$ 1,3 bilhão da Rumo Logística, que contempla a construção de um terminal intermodal em  Itirapina, a compra já realizada de 50 locomotivas e 739 vagões e a cobertura do terminal portuário de Santos (para garantir que não deixe de operar em época de chuvas) é o primeiro grande investimento em ferrovias feito por um cliente, já que, apesar da parceria com a ALL, as compras são da Cosan.

Investimentos

O terminal intermodal que começou a ser construído em Itirapina (SP) é responsável por R$ 200 milhões do montante de R$ 1,3 bi e terá capacidade estática para 600 mil toneladas, devendo entrar em operação entre outubro e novembro desse ano.

A empresa adquiriu 51% do terminal de Sumaré, que antes formava o Logispot, e ficou com a gestão de todo o espaço. Possui área de 800 mil metros quadrados – mais do que Rumo necessita, razão pela qual a empresa está considerando arrendar parte. Outra possibilidade é passar a trabalhar com trigo importado na viagem de retorno dos trens de açúcar, ou ainda com aço da CSN para o mercado interno.

Além disso, a empresa espera aprovação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para realizar a cobertura do terminal localizado no porto de Santos. Atualmente, o terminal deixa de operar em média 120 dias por ano, por conta das chuvas.

Para a compra das 50 locomotivas e 739 vagões, a Rumo Logística investiu cerca de R$ 400 milhões. As locomotivas foram fabricadas pela GE, e os vagões vieram da AmstedMaxion, que ficou responsável por dois terços do montante, e da Randon, que fabricou o restante.