quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ferroanel começa a passar por estudos.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferroanel: SP e União assinam ordem de serviço de estudo
27/06/2011
Será assinada nesta terça-feira, 28, a ordem de serviço para o Estudo Funcional e de Demanda do Ferroanel e Acesso a Santos. O levantamento será feito pelo Consórcio Ferroanel Paulista, composto pela Logit Consultoria, líder do grupo, com 32% de participação, Setec (21%), Maia Melo Engenharia (15%), Machado Meyer (14%), JGP (10%) e LCA (8%). O grupo venceu a licitação internacional no início deste ano. O projeto é uma parceria entre a União, através da ANTT, responsável pela licitação, e o Governo do Estado de São Paulo, responsável pelo termo de referência.  O consórcio terá um ano para concluir os estudos.

O presidente da Logit Consultoria, Wagner Colombini Martins, informou que o grupo está reunindo os dados existentes, como o estudo básico do tramo Norte, para iniciar o levantamento.

O estudo definirá o modelo operacional do Ferroanel (tramo Norte e Sul), com as diretrizes para transpor a Região Metropolitana de São Paulo, os acessos às plataformas logísticas, as segregações das linhas de carga e passageiro, e o acesso a Santos. O projeto inclui ainda o estudo de demanda de cargas para a região metropolitana, que definirá o modelo de financiamento e o tipo de concessão (privada ou público-privada).

Paralelamente, os governos federal e paulista avaliam uma maneira para adiantar o projeto. Segundo o assessor de Planejamento de Transportes de São Paulo, Milton Xavier, estão sendo analisadas alternativas de construção e formas de financiamento que não interfiram no resultado final do estudo. “A proposta é adiantar para não ficar dependendo somente do estudo”.

Os estudos do Ferroanel estão avaliados em R$ 4 milhões. Segundo o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), entre 2007 e 2010 foram utilizados R$ 400 mil do montante.

O levantamento das obras e projetos para o transporte ferroviário de cargas e passageiros fazem parte do Anuário RF, que a Revista Ferroviária lançará neste semestre.

Estrutura do Consórcio Ferroanel Paulista:

Logit Consultoria: líder do grupo;
Maia Melo Engenharia: será responsável pelo projeto de engenharia e orçamentos;
Machado Meyer: cuidará do modelo de concessão;
LCA: será responsável pelo modelo de negócio;
JGP: ficará a cargo das questões ambientais;
Setec: colaborará com a modelagem operacional.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Progress Rail fornece mais locomotivas.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Progress Rail fornece locomotiva para Anglo Ferrous
27/06/2011
A Progress Rail acaba de entregar para a Anglo Ferrous Logística do Amapa uma locomotiva com motor diesel, com potência superior a 3000 HP, para integrar a frota da ferrovia para o transporte de minério de ferro. Os valores do contrato não foram divulgados.

A locomotiva realizará o transporte de 114 mil toneladas por mês de minério (50 vagões por dia) pelos 200 km da ferrovia, que interliga a mina situada em Pedra Branca do Amapari ao porto de Santana, no Amapá.

Em 2010, a Anglo Ferrous Logística do Amapa produziu 4 milhões de toneladas e operou com uma frota total de 12 locomotivas. A estimativa de produção para 2011 é de 4,5 milhões de toneladas.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Transnordestina receberá mais R$ 400 milhões.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Transnordestina terá mais R$ 400 milhões
07/06/2011 - Folha de Pernambuco
A ferrovia Transnordestina receberá mais R$ 400 milhões, oriundos dos fundos de Investimentos (Finor) e de Desenvolvimento (FDNE) até o fim deste mês. A verba faz parte de financiamentos junto ao Banco do Nordeste (BNB) e à Sudene. Ao contrário do que tem circulado nos bastidores, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, afirmou que as obras no município de Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, não foram paralisadas e que os únicos problemas contratuais dizem respeito ao trecho do Ceará. Pela primeira vez ele levantou a hipótese de os serviços no estado vizinho serem concluídos apenas em 2014.

Segundo o ministro, os aditivos contratuais estão sendo tratados com o Ministério dos Transportes. “Há outra negociação em curso, com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), que é para a conversão das debêntures (títulos de crédito). O banco deve bater o martelo em dez ou 15 dias. A previsão é que em julho teremos o trecho do Ceará ativado, o que é prioridade do Governo Federal”, apontou. Orçada em R$ 5,4 bilhões, estima-se que a ferrovia fique 15% mais cara, o que ainda não agrada a Transnordestina Logística, empresa responsável pelo empreendimento que passará também pelo Piauí.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Novas tarifas entrarão em vigor em 2012.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Nova tarifa-teto para setor ferroviário sairá em 2012
14/06/2011 - Agência Estado
O setor ferroviário terá uma nova tarifa-teto em vigor no próximo ano. "Em 2012 teremos uma nova tarifa-teto sem dúvida", afirmou nesta terça-feira, 14, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, que participou de evento em São Paulo sobre o setor de logística e transportes, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo ele, o estudo dos custos das concessionárias já foi feito e agora a ANTT está trabalhando na modelagem para aplicar isso aos fluxos. "Algumas tarifas-teto vão subir e outras vão cair", afirmou Figueiredo. "Não queremos um modelo em que o Estado defina o preço. Queremos criar um ambiente em que o preço seja formado num ambiente competitivo. Queremos é tirar o vício de formação de preço que existe hoje no mercado, criando barreiras. E a tarifa-teto é uma barreira", disse o executivo da ANTT.

Figueiredo ressaltou ainda que a revisão da tarifa-teto está prevista na legislação, mas nunca foi feita. "Não estamos quebrando nenhum contrato", afirmou.

domingo, 26 de junho de 2011

VLT de Macaé receberá verbas.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

VLT de Macaé receberá R$ 47,8 milhões do Governo
17/06/2011 - Click Macaé
O Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades, publicou na última quarta-feira, 15, no Diário Oficial da União, a liberação dos recursos para o financiamento da estrutura do projeto Metrô Macaé, com o sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Serão financiados R$ 47,8 milhões, com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), pela Caixa Econômica Federal.

A prefeitura já está investindo com recursos próprios R$ 25 milhões para a aquisição das máquinas, que têm previsão de entrega para maio do ano que vem. A portaria número 291/2011, assinada pelo ministro Mário Negromonte, libera ao todo R$ 47.894.400,00, recursos que já estão disponíveis para o município começar a execução do projeto.

- O Metrô Macaé é uma realidade. O leito da linha férrea da Ferrovia Centro Atlântica (FCA)  será plenamente utilizado pelo VLT, que complementará o sistema viário. O governo já contratou a fabricação dos VLT´s e as estações já têm projeto conceitual pronto, comemorou o prefeito.

Pioneiro no interior do estado, o Metrô Macaé entrou no financiamento através do Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, conhecido como Pró-Transporte. O programa é voltado para o desenvolvimento de projetos que contribuam para a qualidade de vida e preservação do meio ambiente, que inclui a adoção de sistemas de VLT.

O prefeito lembrou que a implantação do VLT é também fruto da boa articulação política do município com os governos Estadual e Federal. Riverton ressaltou que desde o início, o projeto foi abraçado pelo governador Sérgio Cabral e pelo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, que já acenaram com a possibilidade de o Metrô Macaé fazer também a interligação com cidades vizinhas, como Campos e Rio das Ostras.

No âmbito federal, o projeto teve o apoio do senador Marcello Crivella, e dos deputados federais Adrian e Vitor Paulo, que ajudaram a agilizar a liberação dos recursos pelo Ministério das Cidades. O projeto já estava aprovado pela Caixa Econômica Federal e pelo grupo de análise de viabilidade técnica do Ministério das Cidades desde janeiro.

- A publicação no Diário Oficial era o passo que faltava para a consolidação do protejo Metrô Macaé, que inicialmente vai percorrer 26 quilômetros de linha férrea já instalada no município, ligando os dois extremos da cidade – Lagomar e Parque de Tubos. O projeto prevê a implantação de 10 estações ao longo do trecho, ajudando a desafogar o sistema viário do município, disse o secretário de Mobilidade Urbana, Jorjão Siqueira, responsável pelo projeto.

sábado, 25 de junho de 2011

Blog da ABPF Rio Claro.


Acima: Carro Bar do Expresso Azul, primeiro carro recuperado pelo Núcleo de Rio Claro, sendo manobrado para a exposição dele no III Encontro de Ferreomodelismo da cidade.

Com toda a correria que tive por causa do encontro de ferreomodelismo de Rio Claro, e por causa de problemas de saúde, não tive tempo de falar a respeito. Desde do dia 25/05 está no ar o Blog Oficial do Núcleo da ABPF de Rio Claro. Aqui falamos de assuntos referentes a preservação ferroviária na cidade, o dia a dia do Núcleo, os trabalhos realizados, entre outros. Convido a todos que aqui passam para que visitem também nosso blog de preservação e luta para implementar o maior museu ferroviário do hemisfério sul do planeta.

Governo pode esticar concessão das ferrovias.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Governo pode esticar concessão de ferrovia
14/06/2011 - O Estado de S.Paulo
O governo federal poderá estender o prazo de concessão das empresas ferroviárias em troca de investimentos na malha existente. O objetivo é eliminar gargalos que atrapalham a produtividade do transporte sobre trilhos, como o excesso de cruzamentos entre ferrovias e rodovias (passagem de nível), moradias ao lado das linhas e passagem de trens dentro de áreas urbanas. Boa parte dos investimentos é de obrigação do governo.

"Outra alternativa seria usar o recurso pago pelas concessionárias à União a título de arrendamento", afirmou o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, que participou ontem do 6º Encontro de Logística e Transportes da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Segundo ele, o assunto está sendo discutido dentro do governo. Uma parte dos investimentos ficará com as concessionárias e outra (mais social), com o Estado.

As empresas ferroviárias avaliam que para eliminar os gargalos da malha existente seria necessário investir cerca de R$ 10 bilhões num total de 728 obras. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) também fez um estudo e detectou uma soma de R$ 7 bilhões de investimentos. Figueiredo observou que o Ferroanel de São Paulo está entre as obras necessárias. A ANTT se encontrará com o governo paulista no fim do mês para definir os próximos passos do projeto.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Primeiros trens regionais podem sair ano que vem.

Até parece, do jeito que esse Brasil é, e principalmente que ano que vem é eleição municipal e não se pode fazer investimentos por causa da lei eleitoral. Então, sentemos e esperemos isso ocorrer. E se cansar ficar sentado, peguemos o carro e vamos nele mesmo pois o trem não vem.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Projetos de trens regionais saem em dois meses
15/06/2011 - Valor Econômico
Daqui dois meses, o governo federal deve colocar em audiência pública os primeiros dois projetos de trens regionais de passageiros em estudo pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os trechos ligam os municípios de Londrina e Maringá, no Paraná, e Bento Gonçalves e Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, e estão atualmente em fase final de estudo de viabilidade.

Segundo o diretor do Departamento de Relações Institucionais do Ministério dos Transportes, Afonso Carneiro Filho, os investimentos deverão ser realizados via concessão à iniciativa privada. "Precisamos também ter articulação das prefeituras para viabilizar os projetos", diz o diretor, que participou ontem de evento sobre logística e transporte realizados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

No caso do trecho gaúcho, a ferrovia reaproveitará uma malha já existente e que hoje está desativada. No Paraná, a linha será construída em paralelo a outra utilizada para transporte de cargas.

Segundo Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), outro trecho que deve ser viabilizado em breve é o da ferrovia entre as cidades de Brasília e Luziânia (GO). "Existe uma demanda forte nessa região, e já existe uma ferrovia desativada no trecho. O empreendimento depende de um investimento marginal, e pretendemos fazer dele um projeto-piloto para as demais linhas", diz ele.

Os trechos fazem parte de um pacote de 14 ferrovias em estudo em todo o país, que demandarão um investimento de R$ 5 bilhões. A intenção é ter todos os estudos prontos até o final de 2012, segundo Carneiro Filho. As 14 ferrovias, com 1.865 quilômetros de trilhos, atenderão 112 municípios e uma demanda de 70 milhões de passageiros por ano. O Brasil tem hoje 10.930 quilômetros de malha de ferrovia regional de passageiros, concentradas nas regiões Sul e Sudeste. Os trens regionais de passageiros são serviços que cobrem trechos de até 200 quilômetros e passam por ao menos uma cidade acima de 100 mil habitantes.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Petrobras aumentará uso das ferrovias.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Petrobras planeja usar trilhos da Norte-Sul
21/06/2011 - Valor Econômico
A Petrobras deverá ser uma das principais indutoras do transporte ferroviário no país, utilizando as estradas de ferro atuais e aquelas em construção para apoiar as operações da BR Distribuidora, sua companhia de logística de combustível. O exemplo mais concreto dessa inclinação são as ações da empresa em torno da Ferrovia Norte-Sul, em construção pela estatal Valec.

O Valor apurou que a petroleira tem mantido conversas regulares com a diretoria da Valec com o propósito de analisar alternativas mais competitivas para que a BR Distribuidora aprimore a entrega de combustível no país, seja por meio de sua malha ferroviária ou dos pátios logísticos que alimentam essas linhas de trem. O primeiro passo da estratégia acaba de ser dado. A BR Distribuidora venceu uma licitação feita pela Valec para a construção de um pátio de distribuição de combustíveis em Palmas (TO). A construção do centro de distribuição, avaliada em R$ 230 milhões, deve ter início nos próximos dias. O local, segundo a assessoria do governo do Tocantins, deverá atrair ainda outros 20 empreendimentos no seu entorno ferroviário.

"Esse é o primeiro grande projeto que fechamos com a Petrobras. Dado o interesse da companhia nas ferrovias, estamos certos de que outros estão a caminho", disse o presidente da Valec, José Francisco das Neves.

Por meio de nota, o presidente da BR Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, afirmou que o pátio intermodal ferroviário de Palmas "é um importante projeto de integração nacional que trará ganhos significativos para o desenvolvimento econômico da região." Segundo Andrade Neto, o projeto "vai assegurar um melhor posicionamento logístico" no Tocantins e "aperfeiçoamento do nível de atendimento" ao mercado. "Até a conclusão das obras, deverão ser gerados cerca de 1 mil empregos, entre diretos e indiretos", afirmou o executivo.

A BR Distribuidora tem acompanhado de perto as discussões sobre a nova regulação do setor ferroviário, que deve ser publicada pelo governo em julho. A empresa tem especial interesse na proposta de compartilhamento da infraestrutura em construção pela Valec, mas também está de olho na rede utilizada atualmente pelas concessionárias, as quais detêm exclusividade nos trechos onde atuam.

O projeto do governo federal prevê que as novas ferrovias da Valec sejam oferecidas em regime compartilhado. Aquelas já concedidas, no entanto, enfrentam forte resistência das companhias que controlam esses trechos. Na Ferrovia Norte-Sul, por exemplo, parte da malha que está em operação já foi concedida em 2007 à Vale, sob o modelo antigo. Essa concessão atinge um trecho de 720 quilômetros, dos 1.574 quilômetros que a ferrovia terá em operação, até outubro. Isso significa que, se BR Distribuidora quiser transportar seu combustível no trecho completo - que liga a cidade de Açailândia, no Maranhão, a Anápolis, em Goiás -, terá de negociar sua passagem com a Vale.
Em uma recente audiência pública realizada em Brasília para debater as novas regras do setor ferroviário, representantes da BR Distribuidora levantaram uma série de questionamentos sobre o projeto do governo.

Atrasada, a malha da Norte-Sul tinha previsão de ser concluída em julho de 2010, mas uma série de adiamentos, provocados por suspeitas de irregularidades apuradas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), ações do Ministério Público, questões ambientais e excesso de chuvas - colocou a obra na berlinda. Um dos projetos mais caros do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Norte-Sul já recebeu investimento de aproximadamente R$ 5,7 bilhões entre 2007 e 2010. A previsão é de que mais R$ 3,1 bilhões sejam aplicados este ano, somando R$ 8,8 bilhões.

A vocação para o transporte de combustível não é novidade. A ferrovia, que já transporta minérios e grãos no trecho da Vale, sempre teve como inspiração o carregamento de etanol e outros combustíveis. Nos planos sobre o potencial logístico da Norte-Sul, a Valec tem como previsão a construção de 42 usinas de etanol e biocombustíveis ao longo da ferrovia. Há a expectativa de que 24 usinas sejam erguidas em Tocantins, 11 em Goiás e sete no Maranhão, com potencial para produzir 180 milhões de litros de álcool por ano, investimentos que poderão movimentar R$ 14 bilhões.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Americanos podem investir na Ferroeste.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Americanos podem investir na Ferroeste
16/06/2011
Na última terça-feira, 14 de junho, o presidente da Ferroeste, Maurício Querino Theodoro, se reuniu, em Curitiba (PR), com o secretário de Planejamento e Coordenação Geral, Cassio Taniguchi, executivos de empresas norte-americanas e representantes da Associação Comercial do Paraná (ACP) para discutir possíveis investimentos em infraestrutura e logística.

Os norte-americanos tem interesse em fornecer material rodante, locomotivas e vagões para a Ferroeste e seus clientes, além de ajudar na construção de novos ramais da ferrovia.

terça-feira, 21 de junho de 2011

ALL na mira do MPF.

NOTICIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Depois de acidente, MP volta a contestar ALL
20/06/2011 - Valor Econômico
O Ministério Público Federal (MPF) enviou ofício à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e à concessionária América Latina Logística (ALL) solicitando informações e providências depois que três vagões da empresa descarrilaram em Meridiano, no noroeste de São Paulo. Segundo o órgão, esse foi o terceiro acidente do tipo na região.
Para Thiago Lacerda Nobre, procurador da República, os acidentes podem ter sido provocados por má conservação do trecho. “Não há nada conclusivo, mas existem indícios de que os dormentes estão podres, por exemplo. A malha rodoviária precisa estar bem conservada”, diz.
No documento, o procurador pede que fiscais da ANTT visitem a região em no máximo dez dias e, se for o caso, que embarguem o trecho entre Santa Fé do Sul e São José do Rio Preto por falta de segurança.
À ALL, o MPF cobrou providências e informações. Em acidente ocorrido em março, um professor de 43 anos morreu quando o carro em que estava foi atingido por um trem. Segundo o MPF, os vagões saíram dos trilhos (dez tombaram e oito descarrilaram) e atingiram a parte da estrutura do galpão abandonado, onde funcionava a antiga estação ferroviária. É a segunda ação produzida neste mês pelo MPF contestando a atuação da ALL, de outros representantes da iniciativa privada e de órgãos reguladores no setor ferroviário. No dia 9, solicitou que o Tribunal de Contas da União faça um exame global de todos os contratos de concessão e arrendamento que envolvam o transporte ferroviário e o grupo ALL.
Procurada pela reportagem, a ALL divulgou nota dizendo investir anualmente cerca de R$ 650 milhões para viabilizar o crescimento orgânico da sua operação – “o que inclui compra de equipamentos e manutenção da malha, buscando aumento de produtividade e segurança”. Diz também estar à disposição do MPF para esclarecimentos.

Cargill investe no Paraná.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Armazém da Cargill terá ligação com Porto de Paranaguá
17/06/2011 - DCI
O governo do Paraná que irá investir cerca de R$ 1,2 bilhão em uma nova fábrica, destinada ao processamento de milho, no estado, a Cargill obteve da América Latina Logística (ALL) a confirmação da implantação de uma nova extensão da linha férrea dentro do Pátio Desvio Ribas, em Ponta Grossa, no Paraná. A linha vai permitir a ligação do armazém da Cargill (antiga instalação da empresa Pedro Viana, na BR-376) ao Porto de Paranaguá e o transporte de milho e soja pela malha ferroviária.
De acordo com a Cargill, o trecho irá possibilitar que sejam transportados aproximadamente 200 mil toneladas de grãos por ano. A empresa não revelou o valor do contrato, mas a ALL informou que só em obras serão investidos R$ 320 mil. "O objetivo da ampliação é viabilizar o carregamento de grãos da Cargill para o Porto de Paranaguá", informa a nota. A conclusão está prevista para julho.
No mês passado, a Cargill anunciou que escolheu o Paraná para implantar mais uma fábrica. No entanto, continua fazendo sigilo em torno do nome do município que receberá o investimento.
O que se sabe é que Ponta Grossa e Castro estão disputando a indústria, bem como Maringá, Londrina e Guarapuava. Ontem, a Cargill voltou a informar que ainda não escolheu a cidade paranaense, porém deve fazer o anúncio nas próximas semanas. A briga para receber a unidade pode ser explicada pelo valor que será investido: R$ 1,2 bilhão. Do total, R$ 350 milhões virão da Cargill e o restante de seis empresas - chamadas satélites. Elas irão receber e enviar subprodutos do processo produtivo da Cargill.
Em nota distribuída para a imprensa, a Cargill explicou que a nova fábrica será destinada para o processamento de milho no Brasil. O material será usado na produção de soluções em amidos e adoçantes. O investimento é necessário "para acompanhar o crescimento da demanda de clientes no País, o que representará um aumento de 30% na capacidade de moagem de milho da empresa para a América do Sul", informou. A empresa anunciou ainda que a planta fabril deve entrar em operação em 2013.
Pelo projeto, a indústria pode contar ainda com uma linha dedicada a novos ingredientes, derivados de milho, alguns totalmente inovadores para o mercado brasileiro.
Em Ponta Grossa, a Cargill analisa uma proposta de compra de uma área de 2,5 milhões de metros quadrados. Trata-se de uma propriedade rural. Já, em Castro, o prefeito Moacir Fadel diz apenas que a direção da empresa visitou vários terrenos, mas não fez indicações. O último contato entre o prefeito Pedro Wosgrau Filho e os diretores da multinacional aconteceu há menos de 10 dias.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Dnit lança editar da ferrovia do frango.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

DNIT licita projeto da Ferrofrango
13/06/2011 - Tribuna Catarinense
Há duas décadas se fala na implantação da Ferrovia do Frango, ligando Chapecó a Itajaí, de importância vital para a economia catarinense. Pois agora, finalmente, a Comissão Permanente de Cadastro e Licitação do DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - está analisando a documentação das 27 empresas que estão concorrendo aos cinco lotes para elaborar o projeto básico de engenharia do que, oficialmente, está sendo chamado de Corredor Ferroviário de Santa Catarina. Os vencedores terão prazo de 360 dias para a elaboração do projeto com o traçado da ferrovia.

No Plano Nacional de Viação, a EF-487 é planejada para fazer a ligação entre Itajaí e Chapecó, com extensão estimada entre 580 e 670 quilômetros . Mais do que transportar somente frango, trata-se de um corredor fundamental para facilitar o escoamento da produção agropecuária e industrial de municípios como Blumenau, Rio do Sul, Campos Novos, Joaçaba, Concórdia, Xanxerê e Chapecó até o Porto de Itajaí. Além de baixar os custos com transporte de produtos, sua utilização contribuirá para redução do fluxo de cargas em rodovias como a BR-470, BR-280, BR-282. O governo federal investirá cerca de R$ 31 milhões na elaboração do projeto.

A malha ferroviária brasileira, voltada para o serviço público de transporte de carga, tem 28,5 mil quilômetros de extensão e participa com cerca de 20% na distribuição da matriz de transporte do Brasil. Sua operação é realizada por intermédio de concessões à iniciativa privada. Cabe ao DNIT o planejamento, estudo e construção de novas ferrovias, bem como realizar melhorias nas transposições ferroviárias nas capitais e grandes cidades brasileiras, visando aumentar a segurança e adequar a capacidade operacional.

Investimento em ferrovias

A ANTF - Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários - estima um crescimento anual de cerca de 9% ao ano entre 2011 e 2020 em investimentos na movimentação de cargas e na criação de empregos nas ferrovias brasileiras. O diretor executivo da entidade, Rodrigo Vilaça, diz que "temos três ferrovias de classe mundial e de altíssima competência. Atualmente, nossas ferrovias transportam 20% de todas as cargas movimentadas no território nacional, que significa mais de 500 milhões de toneladas. Muitos confundem que a ferrovia brasileira não tem destaque em cargas conteinerizadas e de maior valor agregado. O Brasil é um país que necessita implantar uma nova cultura a respeito do sistema ferroviário".

Em Santa Catarina a importância dos trilhos ferroviários em sua economia começou em 1884 - lá se vão 127 anos! - quando foi concluída a Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina. Com extensão de 164 quilômetros , foi originária de uma concessão obtida pelo Visconde de Barbacena com o objetivo de trazer o carvão mineral da então localidade de Minas, atual Lauro Muller, para o Porto de Imbituba.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dnit terá que retirar vagões.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

MPF exige que Dnit retire vagões de aldeia em SP
14/06/2011 - Agência Estado
Cerca de 74 vagões estão abandonados há vários meses na aldeia indígena Araribá, no município de Avaí, interior de São Paulo. Hoje, o Ministério Público Federal (MPF) em Bauru entrou com uma ação civil pública, com pedido de liminar, para que eles sejam retirados no prazo máximo de 15 dias. O órgão exige ainda que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) realize o leilão dos vagões.

Como a maior parte dos vagões está engatada, a passagem de pedestres entre a aldeia Nimuendaju e o clã do índio conhecido como Paulo Alves está bloqueada. Os transeuntes são obrigados a dar a volta até as pontas do comboio, que tem cerca de mil metros de extensão.

Além disso, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), os vagões abandonados têm servido como ponto de venda e consumo de drogas e estão sendo usados como moradia temporária por andarilhos e outras pessoas estranhas à comunidade indígena. A aldeia Araribá é a última reserva indígena da região, sendo povoada por índios Terena e Guarani.
Em setembro de 2010, o procurador da República em Bauru enviou o primeiro ofício ao Dnit solicitando a retirada dos vagões. Em resposta, a autarquia informou que não tinha conhecimento dos transtornos causados às comunidades indígenas e que em breve seria publicado o edital para leilão dos vagões.

Como nenhuma providência foi tomada, em março deste ano um novo ofício foi enviado ao Dnit, que reiterou a informação de que o leilão seria realizado em breve. De acordo com a autarquia, a retirada imediata dos vagões seria inviável por falta de espaço no pátio de triagem paulista, lugar onde eles deveriam ser alocados.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ALL Versus MPF.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária) 2:

ALL diz seguir regras de concessões
10/06/2011 - Valor Econômico
A ALL afirmou hoje que atua dentro das regras do contrato de concessão, na esteira do pedido do Ministério Público Federal de um exame das operações da companhia pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

A empresa diz que tem aumentado o volume transportado em 182% na malha sul do país e 84% na malha norte, sob sua concessão. Apenas em 2010, diz o grupo em nota, a ALL registrou um crescimento de volume de 11,5%, chegando a 39,7 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil) transportadas.

O Ministério Público Federal entrou nesta semana (9) com uma representação no TCU solicitando que o órgão faça um exame global de todos os contratos de concessão e arrendamento que envolvam o transporte ferroviário e o grupo ALL.

Além do exame dos contratos, o MPF pede que seja feita a análise dos financiamentos públicos concedidos à empresa, especialmente os contratados com o BNDES, com verificação da legalidade e das garantias concedidas e do cumprimento delas.

Também pede que seja analisado o volume de bens móveis e imóveis arrendados devolvidos pela ALL e efetivamente recebidos pela extinta Rede Ferroviária Federal ou pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

O procurador Thiago Lacerda Nobre, que elaborou a ação, defende que a expansão da malha ferroviária no país está hoje nas mãos exclusivamente da iniciativa privada. "O modal ferroviário passou a ser um negócio que funciona exclusivamente para atender interesses econômicos de grandes corporações econômicas, isto é, para atender o escoamento de seus produtos", afirma o procurador no texto.

De acordo com o MPF, embora o foco da ação seja a ALL, o objetivo é que contratos das demais concessionárias sejam analisados futuramente.

O MPF também sugere ao Ministério dos Transportes o exame sobre a conveniência de se abreviar a revisão do marco regulatório do transporte ferroviário, de modo a encontrar soluções mais eficientes para o setor.

A ALL diz já ter investido mais de R$ 6,7 bilhões e que, em 2011, a empresa pretende investir R$ 650 milhões para viabilizar o crescimento orgânico da companhia – o que inclui compra de equipamentos e manutenção da malha.

A empresa também se posicionou sobre os contratos firmados com o BNDES. Segundo a empresa, os financiamentos obtidos são integralmente utilizados para investimentos em infraestrutura ferroviária e seguem a Taxa Padrão de Juros de Longo Prazo (TJLP), “conforme as regras vigentes no mercado, sem qualquer privilégio”.

“A aplicação dos recursos é rigorosamente fiscalizada e visa o desenvolvimento da operação ferroviária de cargas no Brasil”, afirma o texto.

ALL Versus MPF.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária) 1:

MP quer analisar contratos entre ALL e União
09/06/2011 - JusBrasil
O Ministério Público Federal (MPF) representou ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que o órgão adote medidas que assegurem ações efetivas do governo federal para melhorar o setor ferroviário no país. Os procuradores da República que assinam a representação fazem parte do Grupo de Trabalho Transportes, criado pela 3ª Câmara de Coordenação e Revisão (3ª CCR) do MPF, que atua na defesa dos direitos do consumidor e na proteção da ordem econômica. A representação discorre sobre inúmeros casos de dilapidação do patrimônio da extinta Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) pelas concessionárias do serviço público de transporte ferroviário de cargas, que por vezes descumprem contratos firmados há mais de dez anos.

Dos 28 mil quilômetros de estradas de ferro entregues pelo Estado à iniciativa privada, cerca de 16 mil quilômetros foram abandonados unilateralmente pelas concessionárias, em ofensa à legislação e aos contratos de concessão. O prejuízo ao Erário é estimado em mais de R$ 40 bilhões. Para os procuradores da República, a situação se agrava devido à omissão do governo federal, que não tem cumprido devidamente sua tarefa de regulação e fiscalização. De acordo com a representação, na falta de efetivo controle, as concessionárias se apropriam do transporte ferroviário de carga e fazem suas escolhas livremente, segundo os seus interesses econômicos. Ainda de acordo com a representação, "o quadro é de genuína captura, em que o interesse privado predomina sobre o interesse público".

Na prática, é a iniciativa privada quem determina onde e em que condições o serviço público será disponibilizado, de acordo com seus interesses econômicos e sem qualquer preocupação com o atendimento do interesse público. Na ação, o MPF denuncia que, apesar de a ANTT divulgar estatísticas de produtividade e de redução do número de acidentes que superam as metas estabelecidas, a realidade é totalmente diversa. "Atualmente, o serviço público de transporte de cargas está sob controle único e exclusivo da iniciativa privada. O modal ferroviário passou a ser um negócio que funciona exclusivamente para atender a interesses econômicos de grandes corporações econômicas, isto é, para atender o escoamento de seus produtos", diz a representação. Na ação, o MPF pede a apuração da ausência de fiscalização e aplicação de penalidades pela ANTT às concessionárias, além da análise das providências tomadas pela Agência em relação aos trechos ferroviários abandonados.

O MPF também sugere ao Ministério do Transportes o exame sobre a conveniência de se abreviar a revisão do março regulatório do transporte ferroviário, de modo a encontrar soluções mais eficientes para o setor. Em um primeiro momento, a representação tem o foco nos contratos da União com a empresa que possui a concessão da maior parte da malha ferroviária brasileira, a América Latina Logística S/A (ALL). Em seguida, os contratos das demais concessionárias deverão ser analisados. Em relação à ALL, o MPF pede ao TCU o exame global de todos os contratos de concessão e arrendamento que envolvam o transporte ferroviário e o grupo ALL; a análise dos financiamentos públicos concedidos à empresa, especialmente os contratados com o BNDES, com a verificação dos valores, da legalidade, das garantias concedidas e do cumprimento delas.

Na representação, o MPF também pede ao TCU que analise o quantitativo de bens móveis e imóveis arrendados devolvidos pela ALL e efetivamente recebidos pela extinta RFFSA ou pelo DNIT, além da apuração dos valores arbitrados decorrentes da depreciação dos bens devolvidos, bem como se houve o efetivo pagamento pela concessionária.

Desestatização - A Rede Ferroviária Federal S.A (RFFSA) foi incluída no Plano Nacional de Desestatização em 1992 (Decreto nº 473/92). As 12 superintendências regionais da RFFSA foram divididas em seis malhas ferroviárias, a serem oferecidas à iniciativa privada por meio de licitação na modalidade leilão.

A concessão do serviço público de transporte ferroviário de cargas ocorreria pelo prazo de 30 anos, com o arrendamento à concessionária dos ativos operacionais da RFFSA. À época, a situação das malhas a serem privatizadas era de precariedade financeira, quadro de pessoal superdimensionado e deterioração de seus operacionais. A RFFSA contratou financiamento do Banco Mundial para a implementação de recuperação da malha ferroviária a fim de viabilizar os leilões. As obrigações e metas estabelecidas pelo Governo às concessionárias eram aumentar o volume do transporte ferroviário e reduzir o número de acidentes. Não foram exigidos investimentos específicos. O Estado delegou à iniciativa privada decidir sobre como e em quais áreas deveria investir para prestar o serviço com qualidade e rentabilidade.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Novo terminal de conteiners no MT.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Raízen inaugura terminal de distribuição em MT
09/06/2011 - Agência Estado
A Raízen, joint venture entre a Cosan e a Shell, inaugurou hoje um terminal de distribuição de combustíveis de Alto Taquari (MT), com uma capacidade estática de armazenagem de 11 milhões de litros e uma movimentação superior a 1 milhão de litros por dia. O empreendimento irá operar ainda como terminal intermodal de derivados de petróleo e biocombustíveis.

Para viabilizar o terminal, a Raízen investiu cerca de R$ 20 milhões desde 2009, quando resolveu retomar seus investimentos no Mato Grosso. Segundo a companhia, o terminal facilitará a logística de escoamento de combustíveis e biocombustíveis entre as regiões Centro-Oeste e Sudeste por meio de parceria com a ferrovia da ALL Logística.

O terminal também estoca e distribui derivados de petróleo (gasolina e diesel), que são transportados por vagões de Paulínia (SP) para Alto Taquari. No terminal, os produtos são armazenados e distribuídos para os clientes da região por meio de caminhões-tanque.

Com isso, a expectativa é de que a empresa envie biocombustíveis para o Sudeste e traga derivados de petróleo da região para o Centro-Oeste.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Alsthom entrega TGV Duplex.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Alstom entrega TGV Duplex de 3ª geração à SNCF
08/06/2011
A Alstom entregou à SNCF – estatal francesa responsável pelo transporte ferroviário - no final de maio, o primeiro TGV Duplex de 3ª geração. A composição é a primeira das 55 encomendadas junto a Alstom, em 2007. É o primeiro trem de altíssima velocidade double-deck (dois andares) capaz de percorrer todas as linhas europeias.

Os trens viajarão em velocidades de até 320 km/h nas redes ferroviárias da França, Alemanha, Suíça e Luxemburgo. Eles contam com equipamentos de sinalização compatíveis com todas as redes e equipamentos de tração adequados a todas as correntes encontradas na Europa. Algumas das composições terão modificações para que possam rodar pela Espanha e os TGVs Duplex vendidos no Marrocos usarão a mesma plataforma.

Os TGVs Duplex de terceira geração são projetados e montados nas unidades da Alstom na França. A operação comercial está planejada para o fim de 2011. Entre outras rotas, os trens operarão na nova linha Rhin-Rhône de alta velocidade, programada para ser inaugurada em dezembro de 2011. A frota inteira será entregue até 2014.

domingo, 12 de junho de 2011

ANTT dará prazo para recuperação de ferrovias.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ANTT dará prazo para recuperação de ferrovias
03/06/2011
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicará ainda neste mês uma resolução determinando um prazo para que as ferrovias recuperem trechos que estão sem condições de trafegabilidade ou devolvam esses trechos para a União.  A ANTT mapeou todos os trechos que estão sem condições de tráfego e os que têm condições mas não são utilizados pelas operadoras.

Os contratos de concessão prevêem que as operadoras mantenham todos os trechos em condições de trafegabilidade, mesmo que não estejam utilizando a linha.

A ANTT informou ainda que a regulamentação do transporte ferroviário de cargas deve ficar pronta até o dia 20 de julho, quando passa a vigorar. As operadoras têm até o dia 8 de junho para esclarecerem as dúvidas e fazerem manifestações. As novas resoluções visam definir os direitos de passagem e tráfego mútuo em ferrovias, regulamentar a defesa dos usuários de transporte ferroviário de cargas e prever metas de produção para o setor.

sábado, 11 de junho de 2011

VLT de Fortaleza.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

VLT de Fortaleza entra em fase de teste na 2ª feira
10/06/2011 - Diário do Nordeste
Passados oito meses desde que foi exposto publicamente na Estação João Felipe, no Centro de Fortaleza, o primeiro dos seis VLTs (veículos leves sobre trilhos), que irá operar na linha Oeste, que interliga Fortaleza a Caucaia, entra, finalmente, em fase de testes, na próxima segunda-feira. Com quatro carros e capacidade para transportar até 766 pessoas por viagem, o novo trem deveria estar circulando, desde o mês passado, mas ainda não tem data para começar a operar, comercialmente.

"Esperamos liberá-lo para operação assistida em julho próximo", sinaliza o presidente do Metrofor, Rômulo Fortes. A operação assistida consiste em colocar o trem para rodar com passageiros, gratuitamente, por três ou quatro horas, por dia, por cerca de quatro meses, para que sejam feitos os ajustes finais e para que a população tenha os primeiros contatos com a nova composição ferroviária.

Passagem a R$ 1,00

De acordo com Fortes, outras três composições também já estão prontas e serão ajustadas à medida em que o primeiro trem for sendo testado. Conforme disse, o quinto trem, do total de seis, está sendo concluído na fábrica da empresa Bom Sinal, em Barbalha, no Cariri.

Na fase de testes, os novos VLTs irão circular entre as estações João Felipe e Álvaro Weine, gratuitamente. Quando entrarem em operação comercial, os trens percorrerão 19 quilômetros, interligando dez estações, entre Fortaleza e Caucaia, ao preço de R$ 1,00, a inteira, e R$ 0,50, a meia passagem.

Os VLTs são alto propulsores, ou seja, operam com motores a diesel próprios, possuem duas cabines - uma em cada ponta - e têm comprimento de 74,2 metros e 2,86 metros de largura. Eles custaram ao contribuinte cerca de R$ 60 milhões.

Metrô por trens

De acordo com Fortes, esses recursos são parte dos R$ 80 milhões liberados pela União e pelo governo do Estado para aquisição dos seis VLTs e recuperação de 13 carros de passageiros e quatro locomotivas que irão operar na linha Oeste. Neste ramal estava previsto para operar um metrô de superfície, projeto que foi "substituído" pela União, por trens reformados.

Totalmente recuperados, com design novo, ar condicionado e nova estrutura interna, com sistemas elétricos e pneumáticos novos, os 18 trens Pdiner e as quatro locomotivas retornam aos trilhos também na próxima segunda-feira, a partir das 9 horas. As novas composições serão entregues pelo governador Cid Gomes. No dia 20, ele dará início aos testes dos dois primeiros trens que irão circular na linha Sul do Metrofor.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Transnordestina avança.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Governo quer criar 5 mil empregos com Transnordestina
30/05/2011 - Portal Cidade Verde
Com 90% das questões de desapropriação praticamente solucionadas, as obras da ferrovia Transnordestina no Piauí deverão ganhar novo impulso nos meses de junho e julho, podendo gerar até cinco mil empregos diretos. A estimativa foi feita na manhã desta segunda-feira (30) pelo coordenador estadual do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Mirócles Veras.

Com 1.628 mil quilômetros de extensão, 420 deles no Piauí, a Transnordestina é a maior obra do governo federal no Estado, num investimento que deve ultrapassar R$ 1,3 bilhão. Toda a ferrovia deverá chegar a R$ 5 bilhões, com previsão de ser concluída até 2012.

A Transnordestina vai ligar a região Sul do Piauí aos portos de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco, facilitando o escoamento da produção, inclusive a dos Cerrados. Seu traçado no estado passa pelos municípios de Eliseu Martins, Pavussú, Rio Grande do Piauí, Itaueira, Flores do Piauí, Pajeú do Piauí, Ribeira do Piauí, São José do Peixe, São Miguel do Fidalgo, Paes Landim, Simplício Mendes, Bela Vista do Piauí, Nova Santa Rita, Campo Alegre do Fidalgo, Paulistana, Betânia do Piauí, Curral Novo do Piauí e Simões.

Na cidade de Elizeu Martins, a 489 quilômetros de Teresina, serão construídos os escritórios e armazéns da ferrovia. O governo também pretende instalar uma Zona de Processamento de Exportação no município, para facilitar as exportações.

Numa segunda etapa, a Transnordestina fará a ligação do trecho piauiense com a ferrovia Norte-Sul, através da cidade Estreito, no Maranhão, e ao porto de Luís Correia, através de um novo ramal ferroviário.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Setor ferroviário deve gerar vagas.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Setor ferroviário deve criar mais de 4 mil vagas
02/06/2011 - IG
O transporte ferroviário de cargas no Brasil vem crescendo ao longo dos anos, desde a concessão das ferrovias para iniciativa privada – e com ele, a necessidade de contratação de mão de obra especializada.

De 1997 até o final de 2010, a movimentação de cargas aumentou 86%, passando de 253,3 milhões de toneladas para 471,1 milhões de toneladas, de acordo com os dados da Associação Nacional dos Transportes Ferroviários (ANTF). "A previsão para esse ano é que atinja 530 milhões de toneladas", afirma Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer).

De 2003 a 2010, a indústria ferroviária investiu mais de R$ 1,1 bilhão para modernizar, ampliar e construir fábricas, segundo Abate. Com isso, houve um significativo aumento da oferta de vagas no setor.

O número de empregos, diretos e indiretos, também cresceu desde que a iniciativa privada assumiu as ferrovias brasileiras. Para este ano, Abate acredita que o setor deve continuar crescendo, mas de forma mais sustentável. "Serão investimentos de manutenção do que já foi feito ao longo desses anos." Com isso, a previsão para este ano é que 43 mil profissionais estejam empregados, o que representa um aumento de 4.405 vagas, ou 11,4% em relação ao ano passado.

Segundo a ANTF, o aumento acumulado de 1997 a 2010 foi de 131,6%. Com isso, cresceu também a necessidade de qualificação dessa mão de obra, principalmente em funções das obras.

Na empresa de logística ALL, uma das principais concessionárias do setor, a previsão é de criar neste ano um número total de 3 mil vagas, sendo 2,7 mil para as áreas administrativas e operacionais e outras 300 para técnicos e especialistas. Além disso, em julho a companhia abrirá seu processo de seleção para o Programa de Trainee 2012, que não tem limite de vagas, mas tradicionalmente seleciona cerca de 20 candidatos.

Abate destaca que, mesmo assim, ainda falta mão de obra qualificada. Para isso, as concessionárias estão investindo muito em treinamento, com cursos de extensão e pós-graduação. Há também treinamentos oferecidos pelo Serviço Nacional da Indústria (Senai) e escolas técnicas de especialização em ferrovias. "O chão de fábrica é qualificado internamente pelas empresas e pelo Senai. Nos casos mais técnicos e superiores, há os cursos de extensão." Na ALL, por exemplo, toda mão de obra qualificada da empresa é formada internamente.

Formação

Os profissionais nessa área, geralmente, possuem formação em Engenharia. Mas, segundo Abate, a Abifer está propondo, junto a universidades e centros de estudos específicos, elaborar um curso de graduação específico em Engenharia Ferroviária. "Há demanda de profissionais qualificados nesse setor em função do crescimento contínuo, mas apenas os cursos de extensão não são suficientes", destaca Abate.

Por isso, as empresas vêm optando por qualificar seus profissionais internamente. A ALL oferece programas de captação específicos para estagiários, recém-formados e engenheiros. A companhia também possui treinamentos técnicos para maquinistas, mecânicos e operadores de produção. Para isso, foi criada a Universidade ALL (UniALL), que coordena todo o modelo de treinamento, reciclagem e desenvolvimento.

A "universidade" da empresa possui treinamentos e capacitações específicas nas áreas de interesse do setor, como formação de supervisores, de operadores de produção, de motoristas, de técnicos, de maquinistas, e reciclagem de maquinistas. Nos módulos de formação técnica, a primeira etapa é desenvolvida ao longo de um ano pelo Senai, com treinamentos de base, conceituais e de teorias de introdução às áreas de mecânica, eletrônica e metrologia. A segunda etapa é totalmente desenvolvida na UniALL, com aperfeiçoamento das áreas e conhecimentos específicos do setor, totalizando, em ambas as etapas, mais de 560 horas de treinamento.

Hoje, 90% dos diretores, 92% dos gerentes e 80% dos coordenadores da ALL foram formados internamente.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Amtrak busca investidores para TAV.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Amtrak busca investidores para TAV de US$ 117 bi
27/05/2011 - Bloomberg
A Amtrak está buscando investidores dispostos a financiar o plano da companhia de oferecer um serviço de trem em alta velocidade, de 220 milhas por hora (350 km/h), em seu corredor Nordeste, afirmou hoje o vice-presidente da companhia ferroviária, Al Engel. “Queremos envolver o setor privado o máximo que pudermos”, declarou.

O projeto de US$ 117 bilhões da Amtrak necessita de suporte financeiro para o desenvolvimento e operação do trem-bala. A ideia é que todo o plano esteja concluído em 2040, com a criação de um corredor de alta velocidade entre Boston e Washington.

Atualmente, os trens expressos desenvolvem uma velocidade média de 83 milhas por hora (133 km/h) no corredor, alcançando máxima de 150 milhas por hora (240 km/h) em alguns trechos.

Pelo menos metade dos recursos terá que vir do governo, ressaltou Engel. Segundo ele, pelo menos “26 empresas e instituições se candidataram” a participar do projeto após uma chamada inicial para apresentação de propostas. “E parte delas são bancos de investimento”, acrescentou o executivo.

“Estamos nos mexendo o mais rápido possível para levantar os recursos necessários para avançar no projeto”, declarou. Ele evitou comentar quanto a Amtrak pretende levantar com os investidores privados.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Encontro de Ferreomodelismo de Rio Claro.


Convidamos a todos para virem prestigiar a III Exposição Ferroviária, Mostra Fotográfica e Ferreomodelismo de Rio Claro, que será realizada dias 18 e 19 de Junho, das 09:00 às 17:00 horas, na antiga estação ferroviária de Rio Claro, Rua 1, nº 1.100, Centro.

Estarão presentes pelo menos duas lojas de ferreomodelismo, maquetes e expositores de pelo menos quatro cidades, uma exposição de peças da ferrovia, exposição de material rodante (locomotiva, carro de passageiros e um vagão antigo de manutenção) e a cabine sede da ABPF Núcleo Rio Claro estará aberta para visitação.

Prestigiem esse evento.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

EFPP Volta a Operar.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Rota turística volta a funcionar em SP
05/06/2011 - Agência Estado
Inativa desde o início da década de 1980, parte da Estrada de Ferro Perus-Pirapora (EFPP), na zona norte da capital paulista, voltou a funcionar recentemente para passeios turísticos. O projeto é de responsabilidade do Instituto de Ferrovias e Preservação do Patrimônio Cultural (IFPPC), associação sem fins lucrativos que desde 2001 cuida da revitalização da antiga ferrovia, a única de bitola pequena em funcionamento no Brasil atualmente, e de seu material rodante. A sua história está associada ao início da construção dos arranha-céus da metrópole nascente na década de 1930 porque servia à fábrica de cimentos que se estabeleceu no bairro.

O passeio, com extensão de seis quilômetros (ida e volta), tem duração de cerca de 10 minutos, custa R$ 5 e tem três saídas por domingo a partir de um ponto na Estrada da Pedreira. O trecho margeia o Rio Juqueri e passa ao lado do Parque Anhanguera. Segundo o presidente da IFPPC, Paulo Rodrigues, o passeio do trem movido a vapor atrai um público curioso: o saudosista que vivenciou a época do trem como meio de transporte para longas distâncias e a nova geração que não conheceu, mas se interessa e pesquisa sobre o tema.

Ele cita o caso de um garoto de 12 anos que sempre vai ao local acompanhar os trabalhos de manutenção da via e dos carros e locomotivas. Morador de Osasco, Edison Pedro Toniolo levou o filho de sete anos, Pedro Henrique, para o passeio porque ele gosta de brincar com um programa de simulador de trem no computador de casa. Ele gostaria que o filho tivesse um contato real com as máquinas. Toniolo conta que ficou sabendo do projeto por meio de um companheiro de trabalho que atua como voluntário para a IFPPC. "Achei legal o passeio, o que me impressionou foi ver uma Maria Fumaça que não funciona a carvão", diz Pedro Henrique, se referido ao simulador virtual. O combustível da locomotiva do passeio, a nº 2, de origem francesa, é lenha de eucalipto e vapor d'água.

Rodrigues explica que o acervo da IFPPC é singular porque reúne material de outras 10 estradas de ferro brasileiras da primeira metade do século 20, entre estas a Douradense, a Companhia Paulista, a Cantareira Tramway, da Usina Monte Alegre e da fazenda do Santos Dumont. As máquinas foram sendo compradas ao logo do tempo pela Perus-Pirapora à medida que eram descartadas pelas proprietárias originais. "Mantemos a história viva da Perus-Pirapora e de outras ferrovias", diz. "Quando restaurarmos a 17 e a 10, não queremos deixá-la como Perus-Pirapora ou Companhia Brasileira de Cimento Portland, queremos recuperar como Tramway da Cantareira", exemplifica.

O acervo da estrada de ferro, parte dele armazenado na cidade de Cajamar, é patrimônio histórico tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), órgão ligado à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. A concessão do título foi feita em 1987.

Fãs

Segundo Rodrigues, devido ao numeroso grupo de aficionados pela EFPP existente no exterior, há atualmente uma lista sendo divulgada nos Estados Unidos, Canadá e Europa para ajudar a recuperar a locomotiva de origem estadunidense número 17, que vai completar 100 anos em dezembro deste ano, conhecida como Adoniran Barbosa, em referência ao famoso samba do paulista. "Recebi recentemente o projeto dela em 3D feito por um australiano a partir de fotos antigas da máquina e informações que ele conseguiu no museu da fábrica nos Estados Unidos", conta.

A locomotiva mais antiga do acervo, a número 1, também de origem estadunidense e ainda não restaurada, foi construída há 115 anos. Outra preciosidade é um trem alemão movido a diesel, restaurado recentemente, e que exibe no pátio da ferrovia uma cor verde-amarela vibrante. Rodrigues diz que a máquina é a mais antiga da sua categoria em funcionamento no Brasil.
Além do trabalho de recuperação das máquinas, os trilhos da Perus-Pirapora estão passando por um processo de revitalização em alguns pontos da extensão prevista no contrato de concessão em comodato por 50 anos, com a possibilidade de renovação, entre o proprietário, herdeiros do grupo empresarial JJ Abdalla, e a ONG.

O trecho inicia logo após a estação Perus da antiga São Paulo Railway e termina no km 17, no bairro Gato Preto, no município de Cajamar. Apesar do nome, a linha férrea nunca chegou a Pirapora. O destino final se justificou pelo apelo político na época da sua concessão, em 1910, também para atender ao transporte de romeiros até a cidade. Os voluntários cortaram o mato que atrapalhava o caminho e cresceu para dentro do caminho dos trilhos, substituíram trechos destes que estavam danificados e trocaram dormentes.

Para completar esse trabalho, se não houver percalços, faltam 3,8 km de linha. De acordo com o vice-presidente da IFPPC, Nelson Camargo, já houve até furtos de trilhos. "Os ladrões cortam o ferro em pedaços e levam embora. Se não tomarmos cuidado e limparmos, corremos o risco de sermos furtados novamente", avalia. Ele cita como um dos obstáculos a ser vencido o desmoronamento de um barranco em trecho da ferrovia, que deixou cerca de 4,5 metros de linha suspensa.

História

Nelson Camargo é morador do bairro de Perus e a história da sua família está ligada à da estrada: o avô ajudou a construí-la, o tio foi maquinista e o pai trabalhou na fábrica de cimento local. Entre 1968 e 1970, o hoje dono de uma pequena gráfica no bairro foi maquinista noturno da Santos-Jundiaí.

O foguista da locomotiva Jair Guidini também tem ligações antigas com a EFPP. O irmão dele era capataz do parque e Jair e sua família, que moravam na zona leste da capital, passavam o final de semana na casa do parente que ficava perto de um trecho da linha. Ele conta que tinha sete anos quando andava e brincava pelos trilhos e subia em cima dos carros carregados de pedra. Com a morte do tio, parou de ir ao local. "Fiquei sabendo do projeto muitos anos depois por meio do meu filho, que é o maquinista hoje da Perus-Pirapora", diz.

"Por isso que falo que esse é um negócio de filho para pai", brinca Leandro Guidini, que está no instituto desde 2004 e já foi maquinista do trem a vapor turístico da Vale que faz o percurso entre Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais. Apaixonado desde a infância por locomotivas de bitola estreita, ele é um dos poucos contratados da ONG.

Jair diz que sempre leva sementes, e ofereceu à reportagem um punhado de semente de pinhão, abricó, jabuticaba, limão siciliano e acerola para jogar na mata ao longo do caminho do trem a partir da cabine do maquinista. O repórter aqui também fez soar o apito para a saída da composição do ponto de partida do passeio!

Bairro

O restaurador e diretor de projeto do instituto, Júlio Moraes, adianta que há planos para a construção de estações temáticas ao longo da estrada para enriquecer o passeio e ampliar o alcance do processo de musealização em curso atualmente no local, chegando ao conceito que ele chama de ecomuseu. "A estação natureza abordará o meio ambiente da região, como era e como está hoje, sua característica geográfica, botânica etc. Uma outra vai se chamar ecologia e tratará da preservação do meio ambiente. E uma terceira sobre tecnologia, que desenvolverá a questão do convívio entre máquina e ambiente, o que foi no passado e o que pode ser no futuro", explica.

Moraes chama a atenção para a importância do envolvimento da comunidade no projeto - cerca de 70% dos 30 voluntários hoje são do próprio bairro - e a conscientização de que aquele é importante para o desenvolvimento de Perus. Conforme o Atlas do Trabalho de Desenvolvimento da Cidade de São Paulo, levantamento publicado em 2007, o bairro apresenta o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 0,772, considerado médio, aparecendo em 83º lugar na lista de bairros da capital paulista em um total de 96 distritos. O índice leva em conta riqueza, alfabetização, educação, esperança de vida e natalidade.

O presidente da IFPPC enxerga na retomada da ferrovia apossibilidade de transformar o bairro. "É um local estereotipado, marcado pelo pó de cimento, a poluição, a vala comum da época da ditadura, o lixão", analisa. "Entendo que o projeto pode dar outro caráter para Perus, levar pessoas de outras localidades para lá, gerar empregos e renda", acrescentou Rodrigues. Nascido em Brasília, ele mora em Perus desde meados da década de 1980.

domingo, 5 de junho de 2011

sábado, 4 de junho de 2011

VLT de Santos será relançado em Junho.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

VLT de Santos será relançado no fim de junho
30/05/2011 - Valor Econômico
O governo do Estado de São Paulo deve apresentar até o fim de junho um novo projeto de Veículo Leve sobre Trilhos - conhecido pela sigla VLT – para a Baixada Santista. Segundo o secretário paulista de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, o projeto será entregue ao governador em conjunto com a Secretaria de Transportes Metropolitanos, e a licitação poderá ser lançada em seguida. No dia 1º de fevereiro, a licitação da primeira fase do projeto não teve interessados e foi declarada deserta.

“Os técnicos das secretarias fizeram na semana passada uma apresentação para nós e agora vai ser feito estudo de viabilidade econômica para decidirmos se vai ser uma PPP [Parceria Público Privada] ou não”, diz ele.

O projeto inicial, que previa um investimento de R$ 700 milhões, era uma concessão de 25 anos em modelo de PPP. O novo projeto, por prever uma extensão até a área santista do Valongo, onde a Petrobras está construindo sua sede administrativa, deve ficar um pouco mais caro, segundo Aparecido, cerca de R$ 800 milhões.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Trensurb recebe locomotiva.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):



Locomotiva fará manutenção em via
24/05/2011
Na última sexta-feira, 20, chegou ao pátio da Trensurb a locomotiva de manobras GE 80 que vai dar apoio às atividades de manutenção da via. A locomotiva realiza a tração motora de veículos não motorizados, como vagões. “Ela apoiará atividades de manutenção na linha metroviária, como o transporte de vagões de pedra, pranchas e trilhos”, afirma Rodrigo Pettermann, chefe do Setor de Via Permanente.

A locomotiva foi locada junto à empresa FMR Indústria Mecânica pela Firma de Mergulho Engenharia Comércio e Serviços Ltda.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ferrovia Oeste-Leste (a do norte, agora).

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Valec anuncia edital da Ferrovia Centro-Oeste
28/05/2011 - G1
O presidente da empresa pública Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S/A, José Francisco das Neves, anunciou neste sábado (28) o lançamento do edital de construção da Ferrovia Centro-Oeste, no trecho que liga os municípios de Campinorte, no estado de Goiás, a Água Boa, a 730 km a leste de Cuiabá.

O anúncio foi feito durante do Encontro Nacional de Tecnologia de Safras (Entec$), realizado no município de Lucas do Rio Verde, a 354 km ao Norte da capital. O evento reúne produtores, empresários, autoridades e pesquisadores para debater sobre os avanços tecnológicos no agronegócio.

Segundo o presidente da Valec, o edital para a construção da Ferrovia, que prevê a conclusão do trecho de 430 Km, está previsto para o final de junho. A construção deve começar no início de 2012, com previsão de conclusão de todo o trecho até Lucas do Rio Verde, totalizando 1.040 Km, em 2014.

Concluída toda a primeira etapa, a Ferrovia passará pelos municípios de Cocalinho, Nova Nazaré, Água Boa, Canarana, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Nova Ubiratã e Sorriso, até chegar a Lucas. A segunda etapa da Ferrovia Centro-Oeste segue até o município de Vilhena (RO). O total de investimentos do Governo Federal, é de R$ 4,1 bilhões para a primeira etapa, e R$ 2,3 bilhões para o trecho Lucas-Vilhena.

"O Governo Federal tem trabalhado para a construção desta que é uma obra muito importante para todo o país. A ferrovia em Mato Grosso reduzirá os custos de transporte e trará melhorias e avanços para o Estado", destacou o presidente da Valec, José Francisco das Neves.

O secretário extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, destacou que a articulação política do Governo do Estado foi fundamental para a implantação da ferrovia em Mato Grosso.

"A Gestão vem articulando ações para trazer cada vez mais oportunidades que contribuam para o desenvolvimento no Estado. Tanto a Ferronorte como a Ferrovia Centro-Oeste são de extrema importância para Mato Grosso", ressaltou.

O prefeito de Lucas do Rio Verde afirmou que a chegada da ferrovia ao município é motivo de alegria. "Sabemos dos benefícios que a ferrovia trará ao municípios, e agradecemos a iniciativa do Governo Federal e do Estado", disse.

Vuolo destacou ainda que, no próximo dia 20 de junho, o presidente da Valec retornará a Cuiabá para conversar com o governador do Estado, Silval Barbosa, com o objetivo de tratar especificamente da ferrovia Vicente Vuolo.

Na oportunidade também será debatido o detalhamento da construção do trecho entre Rondonópolis e Cuiabá. No último dia 18 de maio, o Governo do Estado e a Valec assinaram um termo de cooperação junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre para a conclusão do trecho.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Brasil e Uruguais fecham acordos.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Dilma fecha acordos no Uruguai
31/05/2011 - Agência Brasil
O aumento da cooperação entre o Brasil e o Uruguai nas áreas de infraestrutura e tecnologia foi a tônica da visita da presidente Dilma Rousseff, ao Uruguai, ontem. Ao lado do presidente uruguaio José Mujica, Dilma disse que até o fim do ano serão concluídos dois trechos da ferrovia que liga os dois países. Os trechos a serem reativados ligam as cidades gaúchas Cacequi a Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai.

O Brasil é o principal destino das exportações uruguaias e também o principal fornecedor do país vizinho. Na declaração conjunta que fez ao lado de Mujica, Dilma enfatizou a necessidade de ampliar as trocas comerciais e ressaltou que o Mercosul foi fundamental para que o Cone Sul tivesse crescimento acima das taxas mundiais nos últimos anos.

Além da construção da ferrovia, Dilma também disse que o governo brasileiro apoiará outros projetos de integração com o Uruguai. Seguiremos adiante com os grandes projetos de integração física, basicamente integração logística e energética, fundamentais para o desenvolvimento da região.

Entre os projetos está a construção de uma segunda ponte sobre o rio Jaguarão, trabalhos de dragagem, sinalização e balizamento para a construção de 1,2 mil quilômetros de hidrovia ligando os dois países. A hidrovia, de acordo com a presidente, ligará a Lagoa Mirim e a Lagoa dos Patos.

Para a integração no setor de energia elétrica, Dilma defendeu a criação de um novo marco jurídico para reger a relação entre os dois países. Esse marco tem uma característica de tentar uma relação estruturante, a longo prazo, entre o Brasil e o Uruguai no quadro de energia elétrica e ao mesmo tempo vamos resolver nosso problema de curto prazo, assegurando ao Uruguai a segurança de que o Brasil pode fornecer na área energética.

O Uruguai compra energia brasileira. Um dos projetos anunciados por Dilma é a construção de uma linha de transmissão de 500 quilovolts (kV) que vai interligar o Brasil com o Uruguai.

Essa linha, que segundo Dilma ficará pronta no próximo ano, interligará Candiota, no Rio Grande do Sul, a San Carlos, cidade próxima a Montevidéu. O projeto será desenvolvido pela Eletrobras em conjunto com a UTE, uma empresa uruguaia. A cooperação na área de tecnologia, de acordo com a presidente, também foi uma prioridade da visita. Vamos apoiar projetos nos campos da biotecnologia, nanotecnologia e tecnologia da informação.