terça-feira, 31 de maio de 2011

Dois anos de Blog e um acidente

Bem amigos, ontem esse blog fez dois anos. Infelizmente não pude participar da festa, já que sofri um acidente e agora estou imobilizado por 15 dias.

Foi algo surreal, desloquei minha rótula no joelho esquerdo, e fiquei a tarde toda no hospital. Fui muito bem atendido, para a situação que está a saúde em minha cidade, desejo os parabéns a todos os médicos a que eu passei. Meu joelho está no lugar, engessado por 15 dias.

Quanto ao aniversário do Blog, agradeço a todos que visitaram e comentaram nessa página durante  esses 24 meses. Graças a vocês que essa página continua no ar. Peço desculpas por não responder os comentários, mas estou com problemas para enviar a resposta, assim que puder farei isso.

Abraços a todos.

Jônatas - JJEF Produções.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

TAV terá modificações.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Edital do TAV sofrerá alterações
26/05/2011 - O Globo
Com a promessa de não adiar novamente o leilão, marcado para 29 de julho, nem mudar o modelo de licitação, o governo cedeu às demandas da iniciativa privada no projeto do trem-bala e fará algumas alterações no edital para garantir a participação do maior número possível de empresas.

Deve-se abrir a possibilidade de não transferência imediata de tecnologia para o país e mais flexibilidade ao traçado da linha, informa a repórter Vivian Oswald.

A alteração do traçado pode ter implicações sobre os custos do grupo vencedor, já que a ligação entre Rio, no nível do mar, e São Paulo, a 750 metros, terá de passar por uma longa serra, com desvios e construção de túneis.

Já o maior prazo para a transferência de tecnologia permite que as empresas superem barreiras jurídicas e até regulamentos internos para passar seu conhecimento a terceiros.

Algumas têm limitações para fazê-lo de uma só vez. Além disso, é uma forma de protegê-las da concorrência por outros trechos, como Curitiba-SP, Belo Horizonte-SP e SP-Triângulo Mineiro.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deve publicar todas as modificações já nos próximos dias. O secretário executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Passos, se disse otimista com a formação dos consórcios e afirmou que sul-coreanos, japoneses, franceses e alemães continuam no páreo.

domingo, 29 de maio de 2011

Diversidade de vagões ajuda ferrovias.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Diversidade de vagões ajuda o setor
24/05/2011 - Webtranspo
Após décadas de paralisia, o setor de ferrovias dá mostras de que iniciou um processo de expansão. De acordo com dados da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários), desde a privatização, em 1997, a produção da indústria nacional atingiu alta de 104,1%, desempenho que ajudará no crescimento da malha de trilhos de 29 mil quilômetros para 40 mil até 2020.

No período citado, a movimentação de cargas teve um aumento de 86%. A razão para isso passa pelos investimentos feitos pela iniciativa privada e na diversidade de produtos que as fabricantes lançaram no mercado desde então, ampliando o leque de cargas transportadas. Novos modelos de vagões estão dando espaço para o transporte de outros tipos de mercadorias, que atualmente é liderado pelo minério e carvão, com 75%.

“Os vagões que estamos fabricando estão cada vez mais complexos, atendendo à movimentação de açúcar, grãos e fertilizantes. Estamos lançando vagões para contêineres que podem ser empilhados um no outro”, diz Ricardo Chuahy, presidente da AmstedMaxion, em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Com a previsão de investimentos que pode alcançar o valor de R$ 60 bilhões – a partir deste ano até 2014 -, o setor deverá ampliar a participação na matriz de transportes de 25% para 32%, quase o dobro do que era movimentado antes da privatização.

De acordo com a Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária), nesta década, o número de vagões deve atingir a marca de 40 mil unidades, 30% a mais que o total produzido nos anos 70.

Além da diversidade da oferta, questões ambientais podem ser um atrativo para elevar o volume de cargas transportadas via modal ferroviário por ser um modelo de transporte que pode retirar milhares de caminhões da estrada, reduzindo a quantidade de emissões de poluentes que tais veículos jogam na atmosfera.

Entrave

Mesmo com o crescimento de 131,6% em empregos diretos e indiretos, ao que parece, desde a privatização, o setor ainda não encontrou uma solução para o problema da mão de obra. A maior dificuldade é encontrar técnicos, como maquinistas, mantenedores de vias e mecânicos de vagões.

De acordo com dados da ANTF, em 2009, o total de empregados chegou a 36.567 e a expectativa é que ainda neste ano, este número salte para 44 mil postos de trabalho.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Conspavi contesta Ferronorte.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Conspavi cobra na Justiça Federal contrato com ALL
25/05/2011
O juiz da 1ª Vara Cível de Mato Grosso, Julier Sebastião da Silva, acatou o pedido da Conspavi Construção e Participação Ltda e requisitou para análise os contratos feitos entre a operadora ALL e as empreiteiras Terpasul e Contern, responsáveis pela construção do trecho Alto Araguaia – Rondonópolis da Ferronorte.

Esses documentos, em conjunto com o contrato de financiamento feito junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), serão reunidos para verificar a validade da ação interposta pela Conspavi, que alega ter sido preterida por outras construtoras nas obras do trecho.

A empresa afirma que teve sua proposta aprovada para a construção da ferrovia, com valor aproximado de R$ 600 milhões, mas que a ALL acabou posteriormente optando pela segunda colocada, a Constran, sem argumentos plausíveis. Atualmente, a Constran também não se encontra na construção da malha, que está sendo executada pelas empreiteiras Terpasul e Contern, com investimento avaliado em quase R$ 800 milhões.

De acordo com o juiz Julier Sebastião da Silva, que falou ao site da Revista Ferroviária, a ação ainda está em fase de produção de provas e não há sentença para o caso. Mas os documentos serão estudados e, caso a decisão de mérito saia a favor da construtora, a ALL poderá ter que repassar as obras para a Conspavi.

A ALL foi procurada pela reportagem do site RF e não se manifestou a respeito da questão.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

ALL investe em Sorocaba.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL investe R$ 1,7 milhão em oficina
20/05/2011 - Cruzeiro do Sul Online
Com investimento de R$ 1,7 milhão, a oficina de vagões da concessionária América Latina Logística (ALL) em Sorocaba passa por um processo de reforma e ampliação de algumas dependências. Nos últimos três meses a capacidade de liberação da oficina subiu de oito para 15 vagões por dia. O gerente da Unidade de Produção (UP) de Bauru - que engloba a região de Sorocaba - Leonardo Felisardo, explica que a aplicação dos recursos deve ser concluída na segunda quinzena de julho.

Atualmente 130 pessoas trabalham na oficina e a ampliação permitirá a contratação de novos funcionários. Felisardo explica que na oficina são feitas manutenções corretivas e preventivas, sendo esta última a mais frequente. Cada vagão a ser arrumado fica de cinco a sete dias em manutenção. "O tempo vai depender muito do problema, mas essa é a média", comenta ele, que é engenheiro civil. A paralisação dos vagões é prevista na programação da concessionária e além de ajustes para a conservação o vandalismo é outra causa comum.

O investimento contempla além da reforma e ampliação do vestiário dos funcionários, a melhoria de refeitórios e da segurança. Outra parte do valor foi usado para a compra de um forno para aumentar a rapidez e aperfeiçoar o processo de fundição da matéria-prima. O custo do forno foi de R$ 500 mil.

Dez trens e 1.500 caminhões

Por dia a cidade de Sorocaba recebe de 10 a 12 trens com 50 vagões. Cada vagão, afirma o gerente da Unidade de Produção (UP) de Bauru, Leonardo Felisardo, equivale a capacidade de três caminhões. Assim, são cerca de 1.500 caminhões a menos em circulação pela região. "Isto sem citar a poluição, pois cada trem é puxado por três locomotivas que funcionam com motor diesel-elétrico", revela. No Brasil a ALL tem mais de 21 mil quilômetros de concessão. Felisardo gerencia 1.400 quilômetros de linha férrea. "Os meus principais produtos são celulose, minério e areia."

A celulose vem de Três Lagoas e vai para o Porto de Santos. O minério também é trazido da região de Mato Grosso e é trazido para Mairinque, de onde é levado até Araçariguama para a siderúrgica Gerdau e exportado por Santos. Este trajeto é feito em 100 horas, aproximadamente. A areia para construção civil atende ao mercado consumidor paulistano.

Anel ferroviário

A construção de um anel ferroviário fora do perímetro urbano é uma questão antiga que volta e meia retorna às discussões. Na tarde de ontem a Comissão de Discussão de um Anel Ferroviário em Sorocaba marcou para o dia 26 de maio uma reunião para tratar o tema. Sobre isso o gerente afirma que esta é uma questão do governo federal.

"O município tem que fazer este pedido ao governo e ao Denit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes)", afirma ele. Os investimentos para retirar a malha férrea do perímetro urbano são elevados, mas Felisardo destaca que isto já foi feito em alguns lugares como a cidade de Três Lagoas no Mato Grosso do Sul, Araraquara e a capital São Paulo.

Para a concessionária, a transferência da linha férrea para fora do perímetro urbano seria um fato interessante, afirma o engenheiro. Ele explica que a velocidade média dos trens é maior em áreas não urbanas, o que agilizaria o transporte de cargas. Além disto, não há paradas em passagens de nível.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

MRS subutiliza a malha.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

MRS: compartilhar rede impede melhor uso
23/05/2011 - Folha de S. Paulo
O presidente da MRS Logística, Eduardo Parente, disse que os problemas logísticos e de compartilhamento da linha com a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) impedem um melhor uso da ferrovia.

Segundo ele, nos trechos de até 400 quilômetros, as ferrovias tendem a ser pouco competitivas em relação aos caminhões para pequenas quantidades de carga.
A carga precisa ser levada da indústria ao terminal ferroviário por caminhão e aí há perda de tempo. Numa distância longa, é possível recuperar o tempo. Nas curtas, é mais difícil, disse Parente.

Mas o problema específico em SP é, segundo Parente, o compartilhamento com os trens urbanos. Os trens têm prioridade no uso da rede e a carga só passa em 12 horas por dia. Além disso, há restrições operacionais, como redução de peso e velocidade no trecho compartilhado.

Para aumentar o volume transportado, seriam necessários dois investimentos. O primeiro é a construção de linha compartilhada em Itaquaquecetuba, que levaria as cargas para Santos sem passar por São Paulo. O investimento é de R$ 120 milhões.

O segundo seria a construção do ferroanel norte, ligando a região de Jundiaí a Itaquaquecetuba. Segundo ele, com esse anel, que custaria R$ 2 bilhões, seria possível não passar com cargas pelo centro de São Paulo.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Ferrovia Oeste-Leste (a do sul, agora).

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Artigo: Ferrovia Leste - Oeste
20/05/2011 - Diário Catarinense Online
*Rogério Peninha Mendonça é deputado federal (PMDB-SC).

A expectativa para o início da construção da Ferrovia Leste-Oeste faz nascer novos ângulos de visão sobre a agricultura catarinense. Chamada também de Ferrovia do Frango, ela terá 700 quilômetros de extensão, ligando a fronteira do Brasil com a Argentina e o litoral catarinense. E, no embalo, o governo argentino já se comprometeu a prolongar a ferrovia por mais 120 quilômetros, criando, assim, um corredor bioceânico, unindo o Atlântico ao Pacífico: um novo e seco Canal do Panamá.

Os trilhos são a melhor solução para o transporte de cargas em longas distâncias, tanto é que outros países de tamanho continental já utilizam largamente este modal. A Rússia tem 60% de seu transporte de cargas executado por ferrovias, os Estados Unidos, 44%, e a China, 37%.

Neste contexto, a construção da Ferrovia Leste–Oeste tem enorme significação econômica. Santa Catarina é o maior exportador de frango do país. No primeiro trimestre de 2011, as exportações da carne de frango cresceram 26,7% no Estado, o que representou um aumento de US$ 482,4 milhões em receita. E este é um negócio que só tende a crescer. Na recente visita da presidente Dilma Rousseff à China, o governo chinês anunciou que vai autorizar a importação de carne de frango de 25 indústrias brasileiras. A China ainda não oficializou a autorização e os nomes das indústrias liberadas, mas sabemos que um bom número de frigoríficos desta lista será de Santa Catarina.

E não são só os avicultores que se beneficiarão com a construção da ferrovia. Suinocultores e produtores rurais que tiram da terra o seu sustento estão entusiasmados – os custos para escoar a produção diminuirão drasticamente.

Espero que tenhamos, num futuro próximo, uma malha ferroviária compatível com o tamanho de nossa economia e com o lugar de destaque que conquistamos no cenário internacional.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Consórcio recupera ferrovias argentinas.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Consórcio recupera ferrovias na Argentina
16/05/2011
O consórcio denominado Ferrocarril Unión Pacífico, firmado em 2005, busca recuperar a malha ferroviária argentina, abandonada pelo regime militar no período de 1978 a 1993. Atualmente, o grupo trabalha na recuperação do trecho de 140 km de extensão entre as cidades de Realicó (La Pampa) até Álvear Oeste (Mendoza).

O consórcio internacional, permite o ingresso de qualquer entidade que queira investir no projeto. Fazem parte do consórcio os municípios de Mendoza, La Pampa e Buenos Aires, além do Instituto Argentino de Ferrovias. Há negociações avançadas com o governo argentino e europeu, que já demonstraram interesse no projeto.

A intenção, a longo prazo, é recuperar o transporte ferroviário de carga entre Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Brasil. Para isso, deverão ser investidos US$ 350 milhões.

A expectativa do diretor de projetos da Ferrocarril Unión Pacifico, Alejandro Orlando, é que o lucro chegue a US$ 400 milhões em cinco anos de operação dos 355 km das ferrovias.

Além de retomar a atividade ferroviária entre os países da região, o projeto disponibiliza curso de capacitação para a população local. “No trecho entre Realicó e Álvear Oeste foram capacitados 70 operários. Depois de 30 anos sem atividade ferroviária na região, não há mais pessoas com experiência no setor”, afirmou Orlando.

domingo, 22 de maio de 2011

ALL não vê problemas com direito de passagem.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL não vê ameaça em direito de passagem
18/05/2011
Em entrevista coletiva realizada na terça-feira, 17/05, o diretor comercial da ALL, Sérgio Nahuz, afirmou que a empresa está tranquila com relação à nova resolução da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), que visa regular o direito de passagem e tráfego mútuo nas ferrovias brasileiras.

De acordo com Nahuz, a empresa irá esperar a norma ser regulamentada para se pronunciar, mas não encara a resolução como um problema. “Acreditamos que teremos mais oportunidades do que ameaças”, afirmou. Para o diretor, o transporte de carga geral realizado nas malhas da ALL dificilmente será tomado por outras operadoras.

As três novas resoluções da ANTT estão abertas para consulta pública no site da agência até 8 de junho, e visam definir os direitos de passagem em ferrovias, regulamentar a defesa dos usuários de transporte ferroviário de cargas e prever metas de produção para o setor.

sábado, 21 de maio de 2011

Ferronorte pode não passar por Cuiabá.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Artigo: Ferronorte: riscos do desvio
16/05/2011 - Diário de Cuiabá
*José Antonio Lemos dos Santos, arquiteto e urbanista, é professor universitário.

Por trás dessa questão da ferrovia em Mato Grosso estão em jogo dois projetos de futuro para o estado. Por um a ferrovia passa por Cuiabá, e por outro, a ferrovia não passa por Cuiabá. Ou melhor, por esse outro projeto a ferrovia não pode passar por Cuiabá, pois um terminal ferroviário em Cuiabá, ligado a Santarém e Porto Velho, impedirá Rondonópolis de ter o maior terminal ferroviário do estado, indispensável ao deslocamento geopolítico ao sul, pretendido por alguns. Como Cuiabá é o maior reduto eleitoral do estado, esse jogo não pode ser aberto, e tem sido habilmente dissimulado até agora.

O primeiro projeto tem quase cinco décadas e a cada ano se revela mais atual, mostrando a extraordinária visão de seus idealizadores, os saudosos senador Vicente Vuolo e o professor Domingos Iglesias. Seu traçado segue a espinha dorsal do estado - a BR-163 - até Santarém, com uma variante para Porto Velho passando por Tangará ou mesmo por Sapezal. Comporta ainda extensões para Cáceres, e até mesmo a variante recém-criada da Leste-Oeste. Uma ferrovia para todo o estado, mantendo a integridade geopolítica que faz de Mato Grosso um estado otimizado, de maior sucesso no país hoje. Uma ferrovia para levar e também trazer o desenvolvimento, mercadorias, fertilizantes, insumos diversos, não apenas uma esteira exportadora de soja. O problema do projeto original da Ferronorte é que ficou órfão politicamente, com as ausências do senador Vuolo e de Dante de Oliveira. Deste, os herdeiros políticos ficaram com seus votos, mas abandonaram a continuidade de suas obras.

O outro projeto surge com o avanço do agronegócio no estado e a afirmação política de alguns de seus segmentos. Não se trata de um projeto de todo o agronegócio mato-grossense, que se espalha por todo o Estado, mas de alguns de seus segmentos, em minoria no conjunto, mas poderosos, competentes e determinados. Nem se trata também de um projeto do governo - Silval vestiu a camisa da ferrovia em Cuiabá - mas de um grupo que tem muita força nele. Por ele, a Ferronorte segue de Rondonópolis direto para Lucas do Rio Verde e de lá para Santarém e Porto Velho. Esse projeto é complementado com a nova ferrovia Leste-Oeste e com a pavimentação da MT-130, ligando direto Rondonópolis a Lucas por rodovia, sem passar por Cuiabá. É fácil entender a intenção de deslocar artificialmente o centro geopolítico do estado para dois pólos, um no médio-norte e outro no sudeste, em Lucas e Rondonópolis, e a ameaça que isso representa à atual e exitosa unidade estadual. O Mato Grosso platino fica excluído e Cuiabá vira a Ouro Preto do agronegócio, com no máximo um ramal ferroviário de consolo.

Está prevista para hoje (17/05) a Audiência Pública sobre o trecho entre Mineirinho e Rondonópolis, um desvio de 90 graus no traçado original da Ferronorte indispensável à aproximação da ferrovia até aquela importante cidade. Não se pode pensar a ferrovia em Mato Grosso com ela passando a cerca de 60 quilômetros de Rondonópolis. Por outro lado, também é um absurdo sequer imaginar que ela não passe por Cuiabá e Várzea Grande, o maior pólo produtor, consumidor e distribuidor do estado e, assim, o maior centro de carga de ida e de retorno de Mato Grosso. Se a ferrovia subir a serra por lá, não desce para chegar a Cuiabá. Seria o fim do estado poderoso tal como o conhecemos hoje e sua volta ao final da fila, sem voz e sem vez. Que esta nova audiência não esqueça que a ferrovia é para servir Mato Grosso como um todo, respeitadas as questões ambientais, passando por Rondonópolis e Cuiabá, e avançando por todo o estado, inclusive Nobres, Lucas, Sorriso, Nova Mutum e Sinop. E já! Mato Grosso, sua economia e a qualidade de vida de seu povo aguardam ansiosamente por ela.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ferrovia não tem velocidade.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferrovia tem velocidade pré-privatização
15/05/2011 - O Estado de S.Paulo
Enquanto as atenções estão voltadas para a concessão do primeiro trem-bala brasileiro, que atingirá a velocidade de 300 km/h, as ferrovias de carga pararam no tempo no quesito velocidade. Em mais de uma década, desde a privatização, o Brasil não conseguiu sair da média de 29 km/h - bem abaixo de indicadores nos mercados concorrentes. Mais rapidez elevaria a capacidade da malha nacional.

Os trens brasileiros são 34% mais lentos que os americanos e 62% menos velozes na comparação com os chineses, segundo levantamento do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos). Há casos no País em que as composições (locomotivas e vagões) não superaram a média de 15 km/h. É o caso, por exemplo, da Transnordestina, administrada pela Companhia Siderúrgica Nacional (esse é o trecho antigo que pertencia à Rede Ferroviária).

A baixa velocidade é decorrente de uma série de fatores e não é fácil de ser resolvida, afirma o presidente do Instituto Ilos, Paulo Fleury. O primeiro obstáculo é o contrato de concessão. As empresas que administram as ferrovias argumentam que boa parte dos investimentos é de responsabilidade do governo federal.

Entre as obrigações do Estado está a solução para o excesso de cruzamentos entre ferrovias e rodovias, conhecido no setor como passagem de nível. A ausência de pontes ou túneis para transpor essas barreiras obrigam as locomotivas a reduzir a velocidade ou até parar.

Outro gargalo é chamado de invasão da faixa de domínio, que nada mais é do que a construção de moradias ao lado dos trilhos, diz Fleury. Na Baixada Santista, por exemplo, os trens são obrigados a andar a uma velocidade média de 10 km/h por causa do vaivém de pessoas, carros, bicicletas e motos na via férrea. A lista de barreiras inclui ainda a passagem dentro de áreas urbanas. Em São Paulo, trens de carga e de passageiros têm de compartilhar os mesmos trilhos.

Mas as concessionárias também têm suas responsabilidades. As melhorias na via permanente, o que inclui a troca de trilhos e dormentes (barras de concreto que sustentam os trilhos) antigos, fazem parte dos deveres das companhias e elevam de forma significativa a velocidade dos trens. Mas apenas agora elas começam a acordar para o problema. Um dos motivos é o aumento da demanda.

No caso da Transnordestina, que tem a menor velocidade do País (15 km/h), a empresa afirma que pegou a malha totalmente sucateada e já investiu R$ 500 milhões. No momento, está fazendo a troca de dormentes, trilhos e fixações entre São Luís (MA) e Fortaleza (CE). Em relação aos demais trechos, o problema será resolvido com a construção da Nova Transnordestina, que substituirá o trecho entre Missão Velha (CE) e Fortaleza. A expectativa é que, com as obras, a velocidade chegue a até 80 km/h.

A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), administrada pela Vale, tem a segunda pior velocidade (22 km/h). A justificativa do diretor de Operações da companhia, Rodrigo Ruggiero, é o seu tamanho, cerca de 8 mil km. Ele explica que a empresa está remodelando um trecho de 700 km, com a instalação de trilhos que permitem maior velocidade. "Já fizemos a troca de 150 km e faremos mais 90 km este ano." Há ainda a modernização de uma área em Belo Horizonte (MG), a compra de locomotivas mais rápidas e a ampliação de terminais.

A América Latina Logística (ALL) decidiu investir em mecanismos de comunicação e melhoria da via permanente para ampliar a velocidade dos trens. A expectativa é que as práticas adotadas elevem em 20% a capacidade da malha paulista; 8% da malha sul; e 8% da malha oeste, afirma o superintendente de qualidade e produtos da companhia, René Silva. A malha oeste da companhia tem a terceira velocidade mais baixa do sistema nacional.

A ferrovia onde se anda mais rápido no Brasil é a Vitória a Minas, administrada pela Vale. A velocidade nesse trecho é de 36 km/h, semelhante à dos Estados Unidos. A segunda é a malha paulista da ALL.

A mais lenta

8 mil km tem a Rodovia Transnordestina.

15 km/h é a velocidade média na ferrovia.

Dilma libera verbas para Transnordestina.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Dilma libera mais R$ 164 milhões para Transnordestina
13/05/2011 - Diário de Pernambuco
O governo federal autorizou na sexta-feira, 13, a liberação imediata de R$ 164 milhões para obras da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco. O montante foi assegurado pela presidente Dilma Rousseff ao governador Eduardo Campos, que hoje se reuniu com a chefe do Executivo, em Brasília, a fim de garantir recursos para a construção de novas barragens no estado. A Transnordestina está orçada em R$ 5,4 bilhões e é um dos maiores projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

De acordo com a assessoria de comunicação do governo, os recursos serão repassados através da Valec, estatal federal de planejamento e infraestrutura, e devem garantir a continuidade das obras até o fim de julho. A presidente da República ainda teria se comprometido a liberar nova parcela de recursos no próximo mês, durante audiência no Palácio do Planalto. Eduardo continua em Brasília, onde participa do 5º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Atualmente, cerca de 11 mil pessoas trabalham nas obras da ferrovia, que terá 1.728 quilômetros de extensão e ligará os portos de Pecém (CE) e Suape ao cerrado do Piauí, no município de Eliseu Martins. Em Pernambuco, 38 municípios estão no traçado da Transnordestina, que teve a sua construção iniciada em junho de 2006. A previsão inicial é que o primeiro trecho do empreendimento fique pronto no ano que vem.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

MT lucrará com ferrovia.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

FICO promete tornar produção de MT competitiva
10/05/2011 - Clic Hoje
O modal ferroviário fez parte das discussões que envolveram a audiência pública que tratou da criação da maior fronteira agrícola do Mato Grosso. O evento aconteceu na última sexta-feira (06), em Porto Alegre do Norte, ao norte- Araguaia.

Proposta pelos deputados estaduais Baiano Filho e Adalto de Freitas, ambos PMDB, o evento abordou não apenas as potencialidades agroindustriais do norte do Araguaia, mas também os entraves que comprometem a consolidação da região.

Entre as soluções apontadas pelo Governo Federal, além da pavimentação das rodovias BR-158/242, está a construção da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), que deve ser uma das principais rotas de escoamento sobre trilhos do Brasil. A linha permitirá a ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico, facilitando o deslocamento das produções Centro-Oeste e Norte do país.

Segundo o assessor do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT), Zeno Gonçalves, a construção da FICO está dividida em duas etapas. A primeira com previsão de início ainda no segundo semestre deste ano, com um trecho de 1.040 km, ligando Campinorte(GO) até Lucas do Rio Verde(MT). A conclusão está prevista para o final de 2014 e os investimentos deverão ultrapassar R$ 4 bilhões.

Já na segunda etapa, ainda sem previsão de início, a ferrovia seguirá de Lucas do Rio Verde(MT) até Vilhena(RO), perfazendo 598 km, com investimentos de R$ 2,3 bilhões.

“A FICO integrará as regiões produtoras do Brasil e libertará o Norte e o Centro-Oeste da ´escravidão´ dos portos do sul, a exemplo de Paranaguá (PR) e Santos (SP)”, afirmou o assessor do DNIT, Zeno Gonçalves.

Em Mato Grosso, a ferrovia passará pelos municípios de Cocalinho, Nova Nazaré, Água Boa, Canarana, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Nova Ubiratã, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Nova Maringá, Brasnorte, Sapezal, Campos de Julio e Comodoro.

A ferrovia garantirá novo impulso para o desenvolvimento dos Estados de Mato Grosso, Rondônia e o sul dos Estados do Pará e Amazonas, principalmente com a produção de grãos, açúcar, álcool e carne. Os pontos significativos são a redução dos custos no transporte de cargas, o acesso mais rápido aos portos e a atração de investimentos pela iniciativa privada.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Mais locomotivas para EFNS.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Progress Rail vende loco para construção da Norte-Sul - 12/05/2011

A Construtora Andrade Gutierrez adquiriu, junto a Progress Rail, uma locomotiva com potência superior a 3000 HP para auxiliar na construção do trecho de Gurupi (TO) da Ferrovia Norte-Sul. O trecho tem cerca de 200 km de extensão.

A locomotiva, que deve começar a operar nos próximos dias, foi revisada e adaptada para a bitola larga da malha ferroviária brasileira.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: Qual modelo? B-30-7 como as outras? Alguém sabe a respeito?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

ALL cria Expresso do Arroz.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL reduz prazo de entrega de arroz
12/05/2011 - Valor Econômico
Com a demanda por produtos alimentícios aquecida no mercado doméstico, a América Latina Logística (ALL) lançou nesta semana um serviço de trens expressos que vai abreviar de 15 para 5 dias o transporte de arroz do Sul do país para o Estado de São Paulo.

O novo serviço elimina as paradas para carregamento em sete cidades e transporta arroz ensacado diretamente de Uruguaiana (RS) para um terminal em Tatuí (SP), de onde a carga é distribuída para o mercado consumidor. A cidade gaúcha é uma das maiores produtoras do grão no Estado.

"Boa parte do volume de arroz transportado do Sul para São Paulo precisava de um tempo de trânsito curto. Como anteriormente só conseguíamos entregar em 15 dias, perdíamos toda a carga que demandava um prazo menor", afirma Felipe da Silva Guimarães, superintendente Industrial da ALL.

A expectativa é que, às atuais 15 mil toneladas de arroz transportadas mensalmente, seja adicionado um volume de 12 mil toneladas. Segundo Guimarães, o aumento do volume pode gerar um incremento de receita de R$ 18 milhões anuais.

Além da produção de Uruguaiana, a ALL faz o transporte também do arroz oriundo das regiões de Porto Alegre, Rio Grande e Alegrete. É estudada pela empresa de ferrovia a implantação de terminais para carregamento em Cruz Alta, Cacequi, Santa Maria e Bagé, grandes produtoras e beneficiadoras do produto.

O segmento de arroz responde pela maior parte do volume de produtos industrializados com origem no Estado gaúcho movimentados pela ALL, que tem clientes como Camil, Josapar, Pirahy, Pileco e SLC. As produtoras do grão no Estado são as regiões de Uruguaiana, Alegrete, Porto Alegre e Rio Grande.

Novos investimentos para atender o transporte de arroz estão sendo estudados pela empresa, inclusive a implantação de terminais para carregamento em Cruz Alta, Cacequi, Santa Maria e Bagé, grandes produtoras e beneficiadoras do produto.

"Basicamente, o investimento realizado agora foi a realocação de locomotivas, que estavam subutilizadas, para a prestação do novo serviço. Ao todo, serão 25 trens fazendo o serviço", explica Guimarães.

Em fase de estudos desde o começo do ano, a implantação do chamado trem expresso será apresentada hoje pelo gerente de produtos Industrializados da ALL, Alonso Bee, durante o Seminário Internacional sobre a Logística do Arroz, que acontece durante a Expoarroz, em Pelotas, no Rio Grande do Sul.

domingo, 15 de maio de 2011

Conversa com os amigos.

Faz tempo que não faço postagens aqui sem que sejam notícias da Revista Ferroviária. Ainda bem que a RF fornece material para eu postar, e sempre faço questão de colocar isso na primeira linha da postagem. Se não fosse por isso, esse blog estaria parado hoje também.

O fato é que o problema que tive no computador cerca de um mês atrás, na qual perdi todo o acervo que tinha, fez com que eu tenha pouquissimas fotos para postar. No blog, não tenho praticamente nenhuma (só três que ainda preciso pôr créditos). No de ferreomodelismo (Terra), até tenho bastante, já estão com créditos, e aos poucos vamos postando. No Uol, por sua exigência de não ter espaços e assentos no título do arquivo, sempre tenho que modificar isso antes de pôr na pasta em que guardo os arquivos para postar lá, mas hoje estou sem fotos lá também. Até mesmo no fotolog principal (Terra) estou sem fotos, apenas para mais um mês. No estrangeiro (Terra) eu salvo do RPictures e aos poucos vai acumulando, tenho para dois meses agora.

No Youtube, vai demorar um pouco para eu postar. Não tenho vídeos editados, perdi o que estava no micro, e até as músicas que uso vou precisar salvar novamente.

Não que perdi o acervo definitivamente. Está tudo em CD, mas demorará algum tempo até que eu ache todas novamente e coloque na pasta de espera (ou triagem), para então dividir entre as pastas de cada página de internet que tenho.

Por fim, com meu trabalho voluntário na ABPF Rio Claro, e a aproximação do III Encontro de Férreo aqui em Rio Claro, acabou-se meu tempo para acertar os créditos das fotos e procurar as demais em CD. Só consigo fazer isso no domingo, que é mais calmo.

Peço portanto aos amigos que tenham paciência, aos poucos vamos voltando ao normal (ou não).

sábado, 14 de maio de 2011

Transnordestina avança.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Obras da Transnordestina começam em dezembro no Ceará
06/05/2011 - Jornal O Estado
As obras da Ferrovia Transnordestina, no Ceará, tem previsão de começo no segundo semestre deste ano e devem ficar prontas em dezembro de 2013. A informação é do presidente da Transnordestina Logística, Tufi Daher Filho, acrescentando que todos os preparativos já estão sendo feitos, dependendo apenas da equação financeira que já foi iniciada.

Conforme explicou a ferrovia, no Ceará, terá 522 quilômetros e vai de Missão Velha até o Porto do Pecém. O trecho cearense da ferrovia vai gastar cerca de R$ 1,5 bilhão. “No Ceará estamos um pouco prejudicados na montagem da grade de linha, em função das pesadas chuvas do inverno deste ano, mas tomamos as providências para cumprir o cronograma de fim da obra, que é o de dezembro de 2013”, informa.

Ele observa que uma obra de muita pujança como a Ferrovia Transnordestina é muito difícil não haver alguma descontinuidade, mas a luta é para que isso não aconteça e até agora está tudo dentro das previsões, embora surjam problemas. A obra toda tem 1.728 quilômetros e investimentos da ordem de R$ 5,4 bilhões, observando que já existem mais de R$ 2 bilhões aplicados até agora.

Daher informa que a própria obra já está produzindo os dormentes da ferrovia, chegando a cerca de quatro mil por dia. Lembra ainda que os trilhos estão sendo soldados nos próprios locais e que também a obra já está produzindo a própria brita. “A Ferrovia Transnordestina está com a sua obra em ritmo normal e os recursos estão todos garantidos com as liberações, saindo de acordo com as necessidades”, assegura.

Ferroeste e ALL retiram vagões acidentados.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferroeste e ALL retiram vagões da margem da ferrovia
09/05/2011
A Ferroeste e a ALL concluíram na última quarta-feira, 4, a retirada de cerca de 240 toneladas de vagões sinistrados às margens da ferrovia, no município de Nova Laranjeira (PR). A Ferroeste investiu cerca de R$ 100 mil para a retirada dos 12 vagões, que seguem para as oficinas da ALL para serem reformados.

A operação contou com a ajuda de um trem de serviço, com duas locomotivas, uma da ALL e outra da Ferroeste, vagões plataforma e vagão de alojamento para os funcionários em atividade no trecho, que fica no distrito de Erveira, há 18 km da sede de Nova Laranjeiras.

Com a liberação definitiva do trecho, com a remoção completa dos vagões acidentados, a expectativa da Ferroeste é recolocar a linha em seu traçado original. Depois do sinistro, a empresa foi obrigada a alterar o traçado dos trilhos fazendo com que os trens circulassem com velocidade máxima de 10 km/h. A previsão dos técnicos é de que até o final de maio e início de junho os trilhos sejam transferidos para o seu leito original. Quando isso acontecer, as composições da Ferroeste vão poder voltar a desenvolver a velocidade normal para aquele trecho que é de aproximadamente 50 km/h.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

ALL recupera ferrovia no RS.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL recupera ferrovia no Rio Grande do Sul
06/05/2011 - Jornal das Missões
A ALL – América Latina Logística, empresa que detém a concessão da ferrovia no Rio Grande do Sul e em outros cinco estados, concluiu no último mês de abril as obras de recuperação dos ramais ferroviários que interligam os terminais de grãos e fertilizantes das regiões de Santa Rosa e Santo Ângelo até a base ferroviária da empresa, em Cruz Alta.

O projeto possibilita a retomada da circulação de cargas por ferrovia no trecho, por onde devem ser movimentadas mais de 250 mil toneladas de produtos por ano. A retomada só foi possível graças ao resultado de encontros realizados entre os empresários das regiões Fronteira Noroeste, Missões e Alto Jacuí, em negociação há mais de um ano. Inicialmente, um trem diário com 15 vagões fará o percurso de 31 km.

O trecho funcionará para escoamento de grãos no Porto de Rio Grande e para o retorno de fertilizantes para abastecimentos de produtores. “Com a retomada do transporte por ferrovia, a ALL está oferecendo uma nova opção logística aos clientes da região, mais competitiva e a um menor custo que o transporte rodoviário”, observa o diretor Comercial da ALL, Sérgio Nahuz. “Além de atender a demanda reprimida de grãos e fertilizantes da região, temos a expectativa de formalizar contratos com outras empresas e em novos segmentos, como o de contêineres”, revela o executivo.

Sobre a ALL

Maior empresa independente de serviços de logística da América Latina e maior companhia ferroviária do Brasil, a ALL – América Latina Logística possui uma malha de 21.300 quilômetros de extensão, que abrange os estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Brasil, e nas regiões de Paso de los Libres, Buenos Aires e Mendoza, na Argentina. Opera uma frota de 1.095 locomotivas, 31.650 mil vagões e 700 veículos rodoviários, entre próprios e agregados, e conta com unidades localizadas em pontos estratégicos para embarque e desembarque de carga. A ALL possui cerca de 3,1 mil quilômetros de ferrovia no RS. A Unidade de Produção/RS transporta em média 500 vagões/dia. Desde 2003, a UP/RS vem crescendo mais de 15% ao ano. São descarregados, diariamente, aproximadamente 240 vagões no Porto de Rio Grande. Ao todo, as unidades de produção do Estado da ALL empregam mais de 500 colaboradores diretos, além de terceirizados.

Parcerias

A empresa possui parcerias com terminais intermodais (ferrovia + rodovia) para movimentação de cargas em Porto Alegre (terminal próprio com movimentação de produtos industrializados); Cruz Alta (parceria com as empresas Bianchini, Bunge – movimentação de granéis e primeira misturadora de fertilizantes sobre trilhos –, Cotrimaio, Termasa, dentre outros ); Passo Fundo (parcerias com a Pradozen e BS Bios, fábrica de farelo criada sobre trilhos, dentre outros); Cacequi (parceria com a Camera Agroalimentos, movimentação de granéis); um terminal alfandegado em Uruguaiana, único porto seco integrado da América Latina (movimentação de granéis e produtos industrializados); um terminal de produtos frigorificados em Esteio, parceria inédita iniciada com a Standard para transporte de produtos frigorificados, o primeiro do País (diversos segmentos); e mais o de Vacaria, primeiro terminal intermodal da região Nordeste e última área branca (sem ferrovia) do Estado, construído em parceria com a Pradozen Comércio, Serviços e Transportes, com capacidade para transportar até 4 mil toneladas diárias de grãos, areia, calcário e fertilizantes e armazenar 6 mil toneladas de produtos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Vale investe em Moçambique.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Vale inaugura mina de carvão em Moçambique
08/05/2011 - France Presse
A gigante Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, inaugurou neste domingo uma mina de carvão em Moçambique. Este é o maior investimento estrangeiro já feito no país africano, num total de 1,7 bilhão de dólares.

"A Vale comemora a abertura da mina de carvão de Moatiza, na província moçambicana de Tete, antes de iniciar as atividades de sua usina de beneficiamento", informou a companhia em um comunicado.

O presidente de Moçambique, Armando Guebuza, e o presidente executivo da Vale, Roger Agnelli (que deixará o cargo em breve), presenciaram a cerimônia de inauguração da mina, próxima à cidade de Tete, no noroeste do país.

A Vale planeja começar a produção no país africano de língua portuguesa apenas em julho, mas já espera exportar cerca de um milhão de toneladas de carvão e alcançar a marca de 11 milhões de toneladas produzidas por ano em pouco tempo.

As autoridades de Moçambique esperam que a nova mina aumente o PIB do país em 6,5%.

As reservas minerais do país africano estavam inexploradas desde sua independência de Portugal, em 1975. Depois, houve a guerra civil que começou em 1975 e se estendeu até 1992, quando a economia e a infraestrutura do país estavam destruídas.

Levou quase duas décadas para que Moçambique voltasse a atrair investimentos externos para a extração mineral, com a esperança de um novo impulso na economia. Entretanto, ainda há dúvidas sobre o escoamento da produção devido à precariedade dos transportes.

A concorrente australiana Riversdale, associada ao grupo Tata, também deve iniciar suas atividades em Moçambique ainda este ano, em uma mina de carvão próxima. O objetivo do grupo é de produzir 6 milhões de toneladas por ano até 2016, pouco mais da metade do que a Vale espera extrair.

Moçambique também assinou um terceiro acordo de exploração de carvão com o grupo indiano Jindal Steel and Power, que prevê uma produção anual de 11 milhões de toneladas a partir do ano que vem, quando inaugurar a mina.

Apesar de tantas boas notícias, o país africano ainda precisa melhorar muito sua infraestrutura de transportes. A reconstrução da linha ferroviária que liga os 600 km entre a zona de mineração e o porto Beira, no oceano Índico, não está terminada. Por isso, as autoridades planejam rever a licitação da indiana Ricon. O terminal portuário também não está pronto.

De qualquer maneira, a linha só terá condições de levar 8 toneladas de carvão por ano, sendo seis produzidas pela Vale e as outras duas pela Riversdale - muito abaixo da meta de ambas.
A Vale tem investido em outra ferrovia, que ligará Tete a Nacala, ao norte, o único porto de águas profundas do país.

A empresa brasileira financiou a construção do primeiro laboratório farmacêutico para produzir medicamentos contra o HIV, porém foi criticada por deslocar 1.300 famílias para a instalação da mina.

Um relatório do Centro de Integridade Pública afirma que as novas casas eram diferentes do modelo que havia sido aprovado, não têm a fundação adequada e os telhados apresentam infiltrações.

Agnelli, que deixará o cargo no próximo mês, quando será substituído por Murilo Ferreira, segue com o projeto desde que a Vale conseguiu a concessão, sete anos atrás.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Cresce mercado de leasing ferroviário.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Progress Rail aluga locomotiva para Gerdau
05/05/2011
A Progress Rail fornece para a Gerdau Aço Minas uma locomotiva com potência superior a 3000 HP, revisadas e adequadas para a bitola larga da malha brasileira. O contrato firmado garante a manutenção da locomotiva em regime “full service” até o final do período do aluguel.

O aluguel de locomotivas próprias faz parte da estratégia da Progress Rail de fornecer máquinas a pronta entrega. Além disso, disponibiliza uma equipe especializada em manutenção “Full Service”.

domingo, 8 de maio de 2011

Ferronorte espera licença ambiental.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ibama realizará audiência para liberar Ferronorte
04/05/2011 - G1
Uma audiência pública será realizada em Rondonópolis, no sul de Mato Grosso, para tratar da construção da ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte) no trecho entre o distrito de Mineirinho e Rondonópolis. Depois da audiência, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deverá concluir o processo de licenciamento ambiental, que permitirá à empresa América Latina Logística (ALL) continuar as obras. A audiência está marcada para o dia 17 de maio, na sede da União Rondonopolitana das Associações de Moradores de Bairro (Uramb). O cronograma da empresa prevê que os trilhos devem chegar a Rondonópolis em 2012.

Ao todo serão 250 quilômetros da Ferrovia Vicente Vuolo, dividido em três etapas. Foram construídos mais de 100 quilômetros de infraestrutura e já instalados os dormentes e trilhos em 20 quilômetros. A terceira etapa são os 75 quilômetros entre a comunidade de Mineirinho até Rondonópolis, que aguardava a liberação do Ibama para a audiência.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Trem de Mariana completa cinco anos.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Trem da Vale completa cinco anos de operação
03/05/2011 - Tribuna Livre
Cerca de 350 mil pessoas transportadas em um percurso histórico que liga cidades centenárias de Minas Gerais. Esse é o saldo dos cinco anos de operação do Programa Trem da Vale, iniciativa da Vale, por meio de sua Fundação, que, desde 5 de maio de 2006, restabelece a ligação ferroviária entre Ouro Preto e Mariana e mantém um amplo programa de educação patrimonial no local.

A comemoração dos cinco anos da iniciativa acontece nesta quinta-feira, dia 5 de maio, às 9h30, na Estação Ouro Preto, com a presença de autoridades dos dois municípios e representantes da Vale, Fundação Vale e Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).

Para que o trem voltasse à operação, foram reconstruídos 18,7 quilômetros de ferrovia e recuperadas as quatro estações existentes no percurso, que receberam investimentos de R$ 48,5 milhões.

O Trem da Vale é a primeira grande ação estruturada no campo da Educação Patrimonial do Brasil. Com o projeto, a Fundação Vale promove a inclusão cultural e social de crianças e adolescentes da rede pública de ensino, impulsiona o turismo da região, gerando mais emprego e contribui para a construção da identidade e consolidação de valores com base na cidadania e na educação, por intermédio de um ousado programa de educação patrimonial.

Novidades em 2011

Em fevereiro deste ano, o Trem da Vale ganhou duas novidades. Um vagão panorâmico, criado especialmente para a composição ferroviária, com laterais totalmente cercadas de vidro temperado, ar condicionado e sistema de iluminação diferenciado. Com o novo equipamento, o Trem da Vale passou a ter capacidade para 292 passageiros Além disso, passou a rodar em mais dois horários: duas saídas de Mariana, às 8h30 e 14h; e duas partidas de Ouro Preto, às 10h e 15h30. Além de diversificar o horário dos passeios, a mudança busca aumentar a movimentação entre os turistas das duas cidades.

Estações educativas

As estações principais do Trem da Vale são dotadas de equipamentos e estruturas que promovem atividades de educação e conhecimento a moradores da região.

A Estação de Ouro Preto é um complexo composto pelo antigo casarão que abrigava a estação ferroviária local, por vagões fixos localizados nos arredores do prédio e pela Tenda Cultural da Estação.

Já a Estação de Mariana, também denominada Estação Parque, é um complexo composto pela Praça Lúdico-Musical, pela Biblioteca da Estação, pelo antigo casarão que abrigava a estação ferroviária de Mariana e por vagões fixos localizados nos arredores do prédio.

Serviço:

• Tarifa: R$ 22 (trecho) ou R$ 35 (ida e volta).

• Tarifa Panorâmico: R$ 35,00 (trecho) ou R$ 60 (ida e volta).

• Horários: sextas, sábados, domingos e feriados, saindo de Ouro Preto às 10h e 15h30 e, de Mariana, às 8h30 e 14h.

• Informações: (31) 3551-7705.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Brasília recebe metrô.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Irga entrega trens do metrô de Brasília
02/05/2011 - Canal do Transporte
A Irga, especializada em transporte rodoviário de cargas superpesadas e superdimensionadas, informa que concluiu o transporte de 48 trens de metrô entre São Paulo e Brasília (DF). A operação, realizada pela empresa para a Alstom, teve duração aproximada de oito meses.

Operação - Cada um desses trens, segundo a Irga, tem peso aproximado de 42 toneladas. De acordo com a empresa, o transporte dos 48 trens foi feito em comboio de quatro equipamentos por etapa, partindo da sede da Alstom na capital paulista, depois passando por Ribeirão Preto, Uberaba, Uberlândia, Catalão, Cristalina e, por fim, Brasília, onde eram descarregados com o uso de pórtico hidráulico.

Conforme o gerente operacional de transportes da Irga, Acácio Barboza, as maiores dificuldades para a concretização da operação foram identificadas na saída dos conjuntos da sede da Alstom em São Paulo. “Devido à localização da empresa e às características dos conjuntos carregados, estes só podiam sair da Alstom no período noturno com o apoio do CET-SP.

Quando as condições climáticas não eram favoráveis (chuvas), a operação era suspensa causando a postergação na entrega da carga no destino e atraso no cronograma de transporte”, explica.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Concessionárias querem unir operação e manutenção.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Concessionárias querem unir a operação dos trens e a gestão
Valor Econômico - 26/04/2011

Os transportadores ferroviários defendem a manutenção de um modelo de exploração integrado no país, com a administração e a operação da malha feitos por uma mesma empresa concessionária. A proposta, já apresentada ao governo, faz parte do trabalho "Discussão do Novo Marco Regulatório do Setor de Transporte Ferroviário", preparado pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF). O estudo surge quando se discute a possibilidade de as novas ferrovias adotarem um modelo segregado, com a separação da gestão e da operação.

Outros sete pontos, além da integração entre propriedade e operação, fundamentam a proposta da ANTF. São eles: regras de acesso, fixando direitos para uma concessionária entrar na malha da outra, direito de captação de carga, metas de volume, tarifas, trechos não utilizados, segurança e qualidade e investimentos.

Nas tarifas, a ANTF propõe um sistema de regulação de teto tarifário, que permita remunerar o capital e promover incentivos para o operador eficiente. Fala também em garantir acesso "não discriminatório e isonômico" ao meio de transporte ferroviário. No início de maio, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai avaliar a situação do teto tarifário praticado nas ferrovias. Depois, vai abrir audiência pública sobre o assunto.

"Vamos rever o teto tarifário, porque temos indícios de que esse teto está muito alto", disse Bernardo Figueiredo, diretor-geral da ANTT. Figueiredo, que teve acesso ao trabalho da ANTF, disse que faz sentido discutir os oito pontos levantados no trabalho das concessionárias, mas afirmou que discorda das conclusões do estudo.

Segundo ele, na visão das concessionárias o modelo integrado é melhor, porque permite maior produtividade dos trens. Por essa lógica, disse, a existência de mais de um operador por malha gera ineficiência. "É um entendimento equivocado. A concessão não é só para transportar minério, servir a empresas ou fluxos selecionados, mas para atender à sociedade."

Rodrigo Vilaça, diretor-executivo da ANTF, disse que o estudo da entidade mostrou que sistemas segregados geram aumento de custos de 20% a 40%. "Separar a infraestrutura da operação traz suposta democratização do processo, mas o sistema perderá. À medida que o custo aumenta, o pequeno operador não consegue mais entrar no sistema", afirmou Arlindo Eira Filho, que trabalhou como consultor no estudo.

Para validar as premissas apresentadas, a associação mapeou modelos de regulação em diversos países. Concluiu que a ferrovia é melhor desenvolvida em modelos em que a gestão e a operação da malha estão integrados em uma concessionária. O trabalho aponta que sistemas integrados e sem acesso livre a terceiros operadores prevalecem no mundo, e que modelos segregados e com liberdade de acesso requerem investimento e operação 100% estatais.

Vilaça disse que as concessionárias mapearam 728 obras de infraestrutura nas malhas das 11 concessões reunidas na ANTF, que somam investimentos de R$ 10,2 bilhões. Esse é o valor que poderia ser aplicado pelas concessionárias, caso haja entendimento com o governo. Ele disse que parte das concessionárias está na metade do período de concessão. "Em 2026-2027, as concessões atuais acabam. A intenção do setor é buscar o consenso para olhar a ferrovia a longo prazo, já no novo modelo."

Nesse sentido, as concessionárias têm interesse em antecipar a renovação ou extensão dos contratos, desde que haja consenso com o governo. Vilaça disse que, desde as privatizações, as empresas ferroviárias investiram R$ 38 bilhões, considerando o pagamento de impostos e o aluguel da malha.

Figueiredo discorda dos números. "De 1996 a 2009, existe diferença média de 43 % entre os investimentos informados pelas concessionárias de ferrovias e o valor a ser considerado pela agência. Os contratos de concessão não consideram os gastos na superestrutura existente como investimentos e, depois, existe diferença entre a visão contábil do investimento e a visão regulatória. A ANTT considera como investimentos os gastos que aumentam a capacidade das ferrovias concedidas."

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ferrovia Leste-Oeste pode parar.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

MPF pede suspensão das obras da Fiol na Bahia
20/04/2011 - Agência Estado
Dez dias depois de o governo da Bahia publicar no Diário Oficial a decisão de mudar em cinco quilômetros a localização do Porto Sul que será instalado em Ilhéus para escoar minérios e grãos produzidos no Estado, o Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública pedindo a suspensão imediata da construção do trecho baiano da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), por onde devem ser transportados os produtos até o porto.

Os procuradores Eduardo El Hage e Flávia Arruti argumentam que decidiram pela ação para evitar "o desperdício de bilhões de reais em recursos públicos federais, caso o porto não seja construído no local em que o trajeto da ferrovia será finalizado". De acordo com o pedido, a construção da ferrovia só poderia ser retomada depois que a viabilidade ambiental da nova localização do Porto Sul for atestada.

O Porto Sul teve seu ponto de instalação alterado depois do governo baiano sofrer muita pressão de organizações não governamentais (ONGs) ligadas à proteção ambiental e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pedir para que fossem apresentadas alternativas de localização para o complexo.

Estudos produzidos pelas ONGs estimam que 2,4 mil hectares de mata atlântica e mangues seriam devastados para a instalação do retroporto e que o terminal de atracação, a três quilômetros da costa, destruiria uma barreira de corais.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Expresso turístico completa dois anos.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Expresso turístico de SP completa dois anos
25/04/2011
O Expresso Turístico da CPTM completou no dia 18 de abril dois anos de atividade. Desde que começou a operar fez 165 viagens, transportando um total de 25 mil passageiros da estação da Luz para Jundiaí, Mogi das Cruzes e Paranapiacaba, no estado de São Paulo.

O projeto foi encabeçado pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos e pela CPTM, em parceria com a Secretaria do Turismo. Recebeu apoio também da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e das prefeituras de Jundiaí, Mogi das Cruzes e Santo André.

No ano passado, o Expresso Turístico ficou entre as 26 empresas selecionadas na I Chamada para a Premiação das Melhores Práticas dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional, promovida pelo Ministério do Turismo.

O trem turístico é composto por uma locomotiva e dois carros de aço inoxidável fabricados na década de 60, no Brasil. Cedidos pela ABPF, os carros foram restaurados pela CPTM.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: para ampliar a oferta de assentos, a CPTM está interessada em três carros que estão em Rio Claro. Gostaria de informar que esses carros estão com pedidos de cessão em Brasília, para virem ao Núcleo da ABPF em Rio Claro, para comporem o acervo do museu ferroviário e no futuro um trem turístico nessa cidade.