sábado, 30 de abril de 2011

Dia do Ferroviário.


Parabéns a todos os ferroviários pelo seu dia, e a todos os apaixonados por ferrovia também. Foto: Ivanir Barbosa, Lew em Jundiaí, SP, 1970.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Canadá fornece locomotivas a Europa.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Bombardier fornecerá 200 locomotivas à Alemanha
20/04/2011 - Railway-Technology

A Bombardier Transportation assinou um contrato de nove anos no valor de € 600 milhões com operador de trem alemão DB Regio, para fornecer 200 locomotivas diesel Traxx multi-motor.

A primeira entrega da inicial de 20 locomotivas, que a DB Regio irá utilizar para o transporte de passageiros, está prevista para meados de 2013.

Os novos veículos utilizados para rebocar locomotiva de passageiros e transporte de carga em toda a Europa contribuirão para reduzir o consumo de combustível, emissões e custos de ciclo de vida quando comparado com locomotivas diesel monomotor.

As locomotivas usam quatro robustos e pesados motores diesel industrial no lugar de um único e grande motor diesel, para atender as novas normas de emissão.

Peças para locomotivas serão produzidas em plantas da Bombardier, na Alemanha, Polônia e Suíça, enquanto a montagem final será concluída em Kassel, Alemanha.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Locomotivas a vapor de EFS e EFEV.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Locomotivas a vapor lembram história da ferrovia
27/04/2011 - Cruzeiro do Sul Online
As locomotivas a vapor foram desativadas há mais de 50 anos, mas três delas, conservadas, ajudam a contar um pouco da história da Estrada de Ferro Sorocabana, que em julho completa 136 anos, e da Estrada de Ferro Elétrica Votorantim, considerada pelo Guiness Book, nos anos 90, "a menor ferrovia do mundo", com 12 quilômetros de extensão.

A mais antiga delas é a "Maria do Carmo", nº 58, fabricada em 1891 nos Estados Unidos pela Baldwin Locomotive Works. De pequeno porte, funcionou até 1965. Nessa época, máquinas movidas a diesel e elétricas ocuparam o lugar das locomotivas a vapor. Para escapar do corte e virar sucata, a nº 58 acabou no Parque Zoológico Quinzinho de Barros. Conforme o pesquisador Stênio Gimenez, a locomotiva permaneceu por 20 anos no local, até ser levada pelo engenheiro Lincoln Palaia Júnior para restauro.

No final dos anos 90, com a absorção da Ferrovia Paulista S/A (Fepasa) pela Rede Ferroviária Federal S/A, um convênio transferia as locomotivas a vapor para a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF). Como a doação da nº 58 à Prefeitura ainda não havia sido formalizada, a máquina passou a integrar o patrimônio da ABPF, e foi levada para Campinas. De volta a Sorocaba, depois de uma disputa judicial, a nº 58 apita em todo fim de ano na Cantata de Natal promovida pela Prefeitura.

A locomotiva nº 210, uma Alco tipo Mikado, fabricada em 1920, também escapou do sucateamento. Reformada, suas cores foram repostas pelo engenheiro Robson Pezzotta, em 2009. A locomotiva fica na sede da América Latina Logística (ALL), em Sorocaba.

Também da mesma fábrica americana Baldwin, a locomotiva nº 1, da Estrada de Ferro Votorantim, preservada nas dependências do Jornal Cruzeiro do Sul, em homenagem à memória dos 21 instituidores da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA).

Segundo José Carlos Fineis, consultor editorial do jornal e da FUA, a pequena locomotiva é um símbolo de "Perseverança", nome que a locomotiva carrega, pois atravessou as décadas e continua inteira e firme, como nos primeiros dias. Fineis conta que "a locomotiva foi batizada com um nome muito especial para a Fundação, pois os instituidores da entidade eram todos membros da loja maçônica Perseverança III".

Doada à FUA pelo historiador Otto Wey Netto, a nº 1 foi fabricada em 1891, e faz parte do primeiro lote de equipamentos adquiridos pelo Banco União do Estado de São Paulo, precursor da S/A Indústrias Votorantim.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Agradecimentos.

Bem, amigos, hoje pela primeira vez eu notei a aba de estatísticas em meu blog (nunca tinha olhado ela, afinal ainda estou aprendendo a usá-lo, mesmo após dois anos dele estar aberto).

Em primeiro lugar quero agradecer a todos pelos 24 mil acessos que tive nesse período, não esperava que fosse tanto assim. Também quero agradecer a todos pelos comentários que fazem em minhas postagens, muitas vezes corrigindo alguma informação equivocada minha.

Tive problemas com meu computador recentemente, perdi meu acervo de fotos, e estou retomando lentamente. Em breve quero voltar a postar aqui, além das notícias da imprensa, também as histórias da ferrovia no estado, no país, e a história da ABPF Rio Claro, que está caminhando.

Obrigado a todos, mais uma vez.

JJEF Produções.

Chegam mais trilhos para a Transnordestina.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Porto de Fortaleza espera 70 mil ton de trilhos
17/04/2011 - Diário do Nordeste
O porto de Fortaleza, no Mucuripe, aguarda a movimentação de cerca de 70 mil toneladas de trilhos da ferrovia Transnordestina no segundo semestre deste ano. No primeiro trimestre, deste ano, este tipo de carga não passou pelo terminal. No entanto, em igual intervalo do ano passado, foram 56.110 toneladas de trilhos desembarcados.
Com a ausência deste item, nos três primeiros meses deste ano, o porto registrou decréscimo na movimentação de carga geral (embalada). No primeiro trimestre de 2011 foram movimentadas 174.090,25 toneladas, uma queda de 8,9% face a 191.120,24 toneladas movimentadas em igual período do ano passado.
"A movimentação do trilho foi intensa no ano de 2010 para a construção da Transnordestina", analisou o coordenador de gestão portuária do Mucuripe, Osvaldo Fontenele. "Em 2010, foram 130 mil toneladas de trilhos pelo porto".

terça-feira, 26 de abril de 2011

Novas regras aumentam tensão entre governo e ferrovias.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Novas regras opõem ferrovias e governo
25/04/2011 - Valor Econômico
Três resoluções da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que serão colocadas em audiência pública dia 3 de maio devem acirrar os ânimos entre governo e as empresas ferroviárias. As resoluções buscam criar ambiente mais competitivo nas ferrovias, mas as concessionárias, por meio da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), questionam a sua legalidade. As resoluções tratam do direito do usuário, fixam metas por trechos para as ferrovias e regulamentam a forma como uma concessionária poderá entrar na malha da outra pagando pedágio, operação conhecida no setor como direito de passagem.

Existe até o risco de o tema terminar sendo discutido na Justiça. A audiência pública que vai debater as três resoluções se estenderá até 19 de maio, mas antes, no dia 10, haverá reunião, na sede da ANTT, em Brasília, ocasião em que os interessados poderão discutir o assunto publicamente.

Quando todo o processo de discussão estiver concluído, a área técnica da agência vai preparar relatório a ser apreciado pela sua diretoria, que aprovará as resoluções depois de incorporar as sugestões que considerar cabíveis. Feito isso, as concessionárias terão de se adequar às novas regras. No limite, se uma empresa descumprir as regulamentações, pode perder a concessão.

A discussão tornou-se sensível porque existe interpretação segundo a qual os princípios contidos nessas regulamentações serão válidos não só para os contratos em vigor, mas vão se estender para as novas ferrovias da Valec, empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes que tem a função de construir e explorar a infraestrutura ferroviária no país. A nova malha da Valec poderá funcionar dentro de novo modelo regulatório para o setor, pelo qual a exploração da infraestrutura (a administração e a manutenção da malha) seria separada da operação, a prestação do serviço de transporte ferroviário. Esse modelo é chamado de segregado, em que há uma empresa que gerencia a malha e diferentes operadores que prestam serviços aos usuários.

Na visão da ANTT, esse sistema pode aumentar a eficiência e a competição, além de reduzir custos do serviço de transporte ferroviário. As resoluções vão nesse caminho, segundo a agência. A ANTF discorda. Considera que é melhor manter e aperfeiçoar o sistema integrado, válido para os contratos atuais de concessão ferroviária. Nesse modelo, a empresa administra a malha e faz a operação dos trens.

Rodrigo Vilaça, diretor-executivo da ANTF, considera que as resoluções a serem discutidas em audiência pública, a partir do início de maio, são o extrato da minuta de um decreto com novas regras para exploração ferroviária que o governo apresentou, sem sucesso, no fim de 2010. "A visão da ANTF, com base em opiniões jurídicas, é que as mudanças propostas naquele decreto e que foram, com pequenos ajustes, repetidas nas resoluções [propostas pela ANTT] não poderiam ser feitas, nem mesmo por lei, porque violam os contratos assinados, que são atos jurídicos perfeitos protegidos pela Constituição", disse o consultor Arlindo Eira Filho. Ele participou de trabalho feito pela ANTF que fez diagnóstico do setor e apresentou propostas para melhorar o funcionamento do sistema.

Bernardo Figueiredo, diretor-geral da ANTT, mostrou-se seguro quanto à legalidade das medidas propostas. "Discutimos o tema em todas as instâncias jurídicas do governo federal. Eles [a ANTF] têm o direito de questionar juridicamente as resoluções, mas acho que será tempo perdido." Figueiredo disse que as três resoluções em discussão permitirão à agência regulamentar os contratos em vigor. Ele reconheceu que o decreto daria mais segurança jurídica, uma vez que as resoluções poderiam vir a ser canceladas no futuro por outra diretoria da agência.

Um dos pontos de discordância é o direito de passagem, o pedágio para um concessionário entrar na malha do vizinho. Figueiredo afirma que essa é uma obrigação do contrato de concessão, embora, desde a privatização da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), o direito de passagem nunca tenha sido aplicado por falta de regras. Segundo ele, o contrato de concessão estabeleceu cláusulas conflitantes ao definir o direito de passagem como obrigação, mas, ao mesmo tempo, dizer que o concessionário tem exclusividade na operação. Na resolução, a ANTT quer fixar critérios para calcular o valor desse pedágio e como a operação vai funcionar.

"A ideia é permitir à ALL ir ao Rio competir com a MRS e que a MRS possa entrar no Mato Grosso para competir com a ALL", exemplificou Figueiredo. A ANTF tem outra visão sobre o direito de passagem. Defende a aplicação do princípio para que uma concessionária entre na malha da outra e leve a carga até o destino final, como complementação do serviço ferroviário. Figueiredo questiona: "Onde está escrito que o direito de passagem é só para o destino e não para a origem? A concessionária tem o monopólio sobre a linha, não sobre os clientes", afirmou o diretor-geral da ANTT.

Ele falou sobre as outras duas resoluções que entrarão em discussão: a meta de produção por trecho, que busca aumentar a ocupação da malha, e o direito do usuário, que tem o objetivo de garantir que o cliente possa criar serviço ferroviário dedicado a ele caso a concessionária não tenha interesse ou condições de atendê-lo. O cliente que quiser transportar o próprio produto, como o minério de ferro, terá regras para fazê-lo.

Pela regra, os produtores de ferro-gusa de Marabá, no Pará, que quisessem levar o produto até o porto de Itaqui, no Maranhão, via Estrada de Ferro de Carajás (EFC) poderiam comprar vagões e locomotivas pagando à Vale pedágio para que a mineradora fizesse o transporte da carga. A ideia é que a ANTT acompanhe a operação ligando-se, via tecnologia remota, aos centros de controle operacionais das ferrovias.

Se a Vale se negasse a fazer o frete para os guseiros, poderia, em última instância, perder a concessão, disse Figueiredo. "Acabou a brincadeira com ferrovia. O concessionário vai ter que olhar a ferrovia pensando em oferecer a melhor logística e o serviço terá que ser neutro em relação ao usuário", afirmou. Ele reconheceu que a agência vai ter que aumentar seu poder de fiscalização e de análise de processos.

Procurada, a Vale disse que, por se tratar de discussão de setor, quem deveria falar é a ANTF. Nos bastidores, comenta-se que a Vale é uma das maiores interessadas em trabalhar contra as resoluções da ANTT. Para a ANTF, quanto mais operadores houver na malha, mais difícil será gerir o sistema. As mudanças, segundo Rodrigo Vilaça, podem levar à quebra de contrato, a desequilíbrios econômico-financeiros e à redução de investimentos. "Estamos buscando o consenso, o diálogo com o governo, pois queremos continuar a investir e temos interesse em construir uma proposta de 30, 40 anos para as ferrovias", disse Vilaça.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Estação Pinheiros será inaugurada em Maio.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Metrô SP: Estação Pinheiros será inaugurada em maio
19/04/2011 - Valor Econômico
A Estação Pinheiros, ligada à Linha 4 – Amarela do Metrô e à Linha 9 – Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) da capital paulista, será inaugurada dia 16 de maio, informou hoje o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. Entretanto, a integração com a CPTM só ficará pronta no dia 30 de junho.
A Linha 4 possui apenas três estações até agora: Faria Lima, Paulista e Butantã - esta, inaugurada em março de 2011. Por enquanto, elas funcionam somente no horário das 8h às 15h. A previsão é, ainda este ano, concluir a primeira fase do traçado e abrir as Estações Luz e República.
Até 2014 o governo pretende terminar a segunda fase da Linha Amarela, com a implantação de mais cinco estações: Fradique Coutinho, Oscar Freire, Higienópolis-Mackenzie, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia. Uma terceira fase, com paradas no Jardim Jussara e Taboão da Serra, está em fase licitatória e não tem previsão de término.
O projeto da Linha Amarela começou em 2001 e, na época, a estimativa era concluir as obras até 2006. Em 2007, já atrasada, a construção sofreu um acidente, com a abertura de uma cratera de 80 metros que matou sete pessoas. O Via Amarela, consórcio responsável pela construção e formado por CBPO, OAS, Alstom e Queiroz Galvão, atribuiu o problema ao excesso de chuvas.

domingo, 24 de abril de 2011

Cresce o número de passageiros nas ferrovias suíças.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferrovias suíças aumentam 6% número de passageiros
16/04/2011 - Via Libre
Em 2010, nas ferrovias federais suíças, o número de passageiros aumentou 6% sobre o ano anterior, atingindo uma média diária de 951.000 passageiros. Além disso, o transporte de cargas registrou um aumento de 200.000 toneladas por dia.
O resultado líquido cresceu 298,3 milhões de francos, cerca de € 228,8 milhões em comparação com 369,8 e 283,5 milhões, respectivamente, em 2009.
Em 2010, o tráfego internacional de passageiros cresceu mais do que a média de 6%, o número de passageiro/km foi de 17,5 milhões e de carga cresceu 12,3%, 13 mil toneladas/km.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Ferrovia é desafio para a Argentina.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferrovias são desafios para Argentina
18/04/2011 - Porto Gente
Se você pensa que o desprezo pelas ferrovias é uma mazela exclusiva do Brasil, engana-se. O mesmo problema ocorre com a Argentina. Um editorial publicado esta semana pelo principal jornal do país, o Clarín, mostra que a situação está beirando o caos em termos de segurança e logística. E reforça a necessidade das autoridades abrirem os olhos e cuidarem melhor deste modal.
Na Argentina, segundo o editorial, a privatização da malha ferroviária não resultou na melhoria do sistema e os acidentes se tornam comuns. No município portenho de São Miguel, por exemplo, uma tragédia ocorrida em 16 de fevereiro tirou a vida de quatro pessoas e deixou outras 70 feridas.
O Clarín aponta que os problemas se arrastam pelas últimas administrações de Nestor Kirchner e sua esposa, Cristina, a atual presidente do país. Sindicalistas são acusados pela publicação de comandar as ferrovias e não dar o devido valor a elas, tratando-as como meros instrumentos de barganha política.
Aqui no Brasil, os acidentes envolvendo composições das empresas concessionárias da rede ferroviária também são rotineiros. O processo de privatização conduzido nos anos 90 – mesmo período que o da Argentina – foi criticado no ano passado pelo presidente Lula.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Lucro da CSX sobe de novo.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Lucro da CSX cresce 30% no tri, para US$ 395 milhões
19/04/2011 - Bloomberg
A CSX, terceira maior ferrovia dos EUA, anunciou que seu lucro trimestral avançou 30% por conta do crescimento dos volumes transportados, atribuído à recuperação econômica.
O lucro líquido subiu para US$ 395 milhões, ou US$ 1,06 por ação, de US$ 305 milhões, ou US$ 0,78 por ação um ano antes, segundo a companhia com sede na Flórida afirmou hoje em nota. Apesar de superar a média de US$ 1,04 das estimativas de 28 analistas compiladas pelas Bloomberg, as ações deslizaram 2% para US$ 74,50 no final das negociações.
As ferrovias dos EUA movimentaram uma média de 299,9 mil carregamentos por semana no primeiro trimestre, 1,9% a mais do que um ano antes, de acordo com a Associação das Estradas de Ferro Americanas. Segundo a CSX, o volume cresceu 7%, e as vendas aumentaram 13%, para US$ 2,81 bilhões.
O transporte de automóveis subiu 20%, o maior ganho entre as divisões da CSX. O embarque de carvão, que respondeu por 31% das vendas da companhia no ano passado, avançou 3%.
Os custos operacionais cresceram 10% no trimestre, levados por um salto de 42% nos gastos com combustível, segundo a CSX.
A Union Pacific (UNP), a maior ferrovia dos EUA em vendas, reporta seus resultados amanhã.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

R$ 10 Trilhões para resolver problemas.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
R$ 10 trilhões para resolver infraestrutura
15/04/2011 - IG
O especialista em logística Paulo Fleury, do Instituto Ilos, apresentou ontem, em São Paulo, um estudo que mostra o tamanho do desafio do Brasil na área de infraestrutura de transportes.
Para chegar ao nível dos Estados Unidos, Fleury estimou que serão necessários impressionantes R$ 10 trilhões em investimentos em portos, rodovias e ferrovias.
O valor significa quase três vezes o PIB brasileiro, que no ano passado foi de R$ 3,67 trilhões.
Segundo ele, o Brasil precisa contar com 5,9 milhões de quilômetros de estradas, quatro vezes ao que existe hoje, e 69 mil km de ferrovias, ante 29 mil disponíveis na atualidade.
Só assim, constatou, o País poderá evitar gargalos no transporte de carga.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

União destina verba para Ferroeste.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

União destina R$ 6,5 milhões para estudo da Ferroeste

06/04/2011 - Bem Paraná

O edital com os termos da concorrência para a contratação da empresa que vai elaborar os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA) dos novos ramais da Ferroeste foi publicado nesta quarta-feira (6) pela Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias, empresa do Governo Federal, no Diário Oficial da União. O preço total máximo estabelecido para a execução do estudo do projeto (lote 2) é de R$ 6.524.274,33. Na última sexta-feira, a Valec já havia publicado o aviso de lançamento do edital.

O projeto contempla a adequação e implantação da ligação ferroviária de Maracaju, no Mato Grosso do Sul, ao Porto de Paranaguá, com extensão de 1.116 km. A concorrência (nº 006/2011) especifica o trecho Maracaju-Dourados-Cascavel, com 440 km; a adequação do trecho da Ferroeste entre Cascavel e Guarapuava, com 248 km (linha já existente); e a adequação com mudança de traçado do trecho Guarapuava-Engenheiro Bley, na Lapa, com 242 km, além da adequação do trecho Engenheiro Bley-Paranaguá, com 186 km.

Segundo o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, José Richa Filho, a rapidez com que o edital foi publicado é animadora. “O cronograma que firmamos com o Governo Federal tem sido cumprido à risca”, disse. “Hoje existe vontade política para avançar com esse projeto.” Para o presidente da Ferroeste, Maurício Querino Theodoro, o Governo Federal mostra que está atento às necessidades de infraestrutura do Paraná, dos estados da região e do Mato Grosso do Sul.

Maurício Theodoro lembrou o esforço dos governadores Beto Richa e André Puccinelli (MS), que estiveram reunidos em Curitiba, em março, e depois com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, para viabilizar o projeto. A implantação da ferrovia também conta com o apoio suprapartidário das bancadas de parlamentares dos dois Estados no Congresso Nacional, lembra o presidente da empresa. “Deputados e senadores estão trabalhando unidos para que o projeto seja iniciado o mais rápido possível”, afirmou.

O edital também contempla a implantação a linha que compõe a Ferrovia Norte-Sul, no trecho de Panorama, em São Paulo, ao Porto Rio Grande, no Rio Grande do Sul, com extensão de 1.620 km (lote 1). Segundo o edital da Valec, o preço total máximo estabelecido para a execução do estudo deste projeto (lote 1) é de R$ 8.349.654,46. Os recursos são do Orçamento Geral da União.

Estão previstos no edital estudos ambientais e de mercado, estudos de engenharia (para definição técnica do traçado) e operacionais, além de avaliação econômica e social. O contrato para a execução dos estudos será de oito meses, com possibilidade de prorrogação. O documento, datado de 5 de abril, está assinado pelo presidente da Comissão Permanente de Licitações, Cleilson Gadelha Queiroz.

O edital justifica o início dos estudos para a viabilização das obras tendo em vista que os projetos ferroviários incluídos no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) cumprem o papel de “deslocar da modalidade rodoviária a função de ponte regional” entre Norte/Nordeste, Sul/Sudeste, Oeste/Centro/Leste do Brasil. De acordo com o documento, “as ferrovias constituirão uma opção modal que, para longas distâncias de transporte, oferecerá um custo de transporte que, estima-se, poderão reduzir a menos da metade os custos dos transportes hoje suportados para o comércio interregional”.

A Valec estima que as novas ferrovias trarão redução significativa do consumo de combustível e da emissão de poluentes, além de ajudar na diminuição do número de acidentes rodoviários. Segundo a empresa, haverá redução dos custos de transportes, aumentando a competitividade de empreendimentos localizados ao longo do traçado das ferrovias, proporcionando a descentralização de investimentos, catalisando a geração de novos empreendimentos e a consequente geração de empregos permanentes, sem contar os temporários, durante a execução do empreendimento.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Metrô de SP é o mais lotado do mundo.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Metrô SP é o mais lotado do mundo

09/04/2011 - O Estado de S.Paulo

O Metrô de São Paulo atingiu no ano passado a marca de 11,5 milhões de passageiros transportados a cada quilômetro de linha. O número é 15% maior do que em 2008, quando 10 milhões de usuários foram levados por quilômetro. É a maior concentração de pessoas em um único sistema de transporte no mundo, segundo a própria companhia.

Também em 2008, o metrô de Moscou, na Rússia, transportou 8,6 milhões de pessoas para cada quilômetro de trilhos. O de Xangai, na China, levou 7 milhões, segundo dados da Comunidade de Metrôs (Comet, sigla em inglês), organização que reúne representantes dos 12 maiores sistemas de metrô do mundo. Os dados do ano passado ainda não foram divulgados pela Comet.

A cada dia útil do ano passado, 2,56 milhões de pessoas passaram pelas catracas de metrô da capital, em média. Se forem levadas em conta as baldeações, esses passageiros fizeram cerca de 3,5 milhões de viagens por dia, segundo balanço que consta no "Relatório da Administração de 2010", divulgado ontem com o balanço patrimonial da empresa. O número de entradas nas estações foi 6,8% maior do que o registrado em 2009.

Enquanto o total de passageiros aumentou, a satisfação de quem usa o sistema diminuiu. A pesquisa "O Metrô segundo seu usuário: uma avaliação do serviço" do ano passado mostrou que 60% dos entrevistados classificaram o meio de transporte como "muito bom" e "bom". Em 2009, as notas positivas eram 67%. A pesquisa é feita desde 1974.

No relatório, o Metrô diz que "podem creditar-se tais resultados à crescente demanda de usuários, que aumenta a complexidade de operação do serviço e uso do sistema, principalmente nos horários de pico".

"Não imaginava que fosse o mais cheio do mundo, mas o metrô de São Paulo está cada vez mais insuportável", diz a analista de sistemas Vanessa Brito, de 32 anos, que reclama da lotação nas Linhas 1-Azul e 3-Vermelha, que usa diariamente para ir da Barra Funda, onde mora, para a Consolação, onde trabalha.

"É uma falta de respeito com o usuário", afirma o metalúrgico Jailton Zeferino, de 24, que diz não conseguir mais encontrar assentos livres quando entra no metrô, na Estação Bresser, no horário de pico da manhã, como acontecia há dois anos.

Presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô do Estado de São Paulo (Aeamesp), José Geraldo Baião acredita que serão necessários alguns anos para que o passageiro note melhorias. "O governo está investindo em sistemas de sinalização mais modernos, que vão permitir um intervalo menor entre os trens. Também é preciso pensar na expansão da rede", acredita Baião.

Já o presidente do sindicato dos metroviários, Altino de Melo, acredita que a expansão do Metrô está "décadas atrasada". "O desconforto é inevitável. Não só pela lotação, mas também pelo calor nos trens." Para Melo, o Estado deve investir em mais conexões entre as linhas.

Para lembrar

Quando a comparação com outros metrôs no mundo diz respeito à movimentação, São Paulo ocupa a 11.ª posição, com 975 milhões de viagens de passageiros por ano.

São Paulo é o único representante sul-americano da lista de 15 metrôs, que tem o de Tóquio (Japão) em primeiro lugar, com 3,16 bilhões de viagens de passageiros/ano, o de Moscou (Rússia) em segundo (com 2,4 bilhões) e o de Seoul (Coreia do Sul) em terceiro (2,04 bilhões). O metrô da Cidade do México também aparece na relação, em 7.º lugar (1,4 bilhões).

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O fim da Jaime Cintra.

Pois é, ontem foi divulgada mais uma lista de material rodante para leilão de sucatas, a maioria em Bauru. Além de 376 vagões modelo FSQ, 15 lobas, 10 minissaias, 5 Lews, também se incluíram dessa vez as quatro V8 e duas Russas que estão em Triagem.

Segundo me disseram, tudo que está no chão (fora dos truques) será leiloado até junho, e o resto indefinido.

Bem, é o fim da Russa 6454, Engenheiro Jaime Cintra, escolhida pelos funcionários da CPEF para homenagear o melhor diretor que aquela empresa teve.

Adeus, 454, obrigado por apitar e levar o país nas costas por 48 anos. Infelizmente não pudemos preservar você, mas tentamos.

Russa Jayme Cintra: 1951 a 2011.

PS: Em tempo, o anúncio do leilão foi colocado no ar ontem (terça) de manhã. Na segunda de manhã a ABPF/RC e a prefeitura de Rio Claro tinham entrado com um pedido de preservação da 6454. Dificilmente será concedido, mas... quem sabe um milagre aconteça.

terça-feira, 12 de abril de 2011

TGV completa 30 anos.

Para complementar essa reportagem que anexo abaixo, também recomendo ler o artigo do Ralph Giesbretch no blog dele, para compararmos as realidades. Endereço: http://blogdogiesbrecht.blogspot.com/2011/04/o-tav-e-ma-vontade-da-imprensa.html

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

TGV Paris-Lyon completa 30 anos de operação

12/04/2011 - Via Libre

Em 1981, uma viagem entre Paris e Lyon revolucionou o conceito de que os europeus tinham sobre a ferrovia. Foi a primeira viagem da sigla do agora famoso TGV, o Trem de Grande Velocidade, da empresa estatal SNCF, que abriu a história de alta velocidade no continente europeu. São 30 anos dessa viagem e do TGV, que nos últimos anos tem vindo a Londres ou Barcelona, e será comemorado com os passageiros em uma exposição itinerante entre 16 abril - 14 julho, que promete fazer de cada estação uma festa popular.

Não há dúvida de que o DNA do TGV faz parte da França. O presidente da SNCF, Guillaume Pepy, diz em uma carta aberta que o comboio "está tão presente em nossas vidas, que já não causa surpresa." No entanto, acrescenta, o TGV tem expandido nossas fronteiras geográficas e tecnológicas. Por 30 anos, traz um novo significado à ideia de viagem."

A SNCF prepara um trem que viajará no 18º aniversário das principais estações da rede, a partir de Bruxelas até Bordeaux. Revestido com as cores corporativas do aniversário, o comboio vai levar a cada cidade uma exposição que traça a história da velocidade francesa de alta velocidade, a partir de pontos de vista diferentes. Os visitantes podem ver como o trem mudou nessas três décadas e, por sua vez, refletir sobre as mudanças individuais e coletivas que a sociedade francesa tem tido com a sua chegada, a partir da própria visão do espaço e do tempo com a redução das distâncias no país.

O show também vai até o "espelho" para testemunhar o trabalho por trás de cada trem: a partir dos engenheiros que pensam nas suas viagens pessoais, aos montadores, agentes de limpeza ... Finalmente, a exposição termina em "outras vistas do TGV "para discutir a sua conversão em ícone de mídia.

A SNCF afirma que o aniversário será interativo. Portanto, além de criar um site, organizou um concurso para descobrir qual foi à melhor experiência a bordo de um TGV que os usuários já tiveram. O vencedor irá viajar em um reservado de 30 horas acompanhado de trinta pessoas de sua escolha.

História TGV

No mesmo ano da sua inauguração, o TGV tem seu primeiro recorde de velocidade: 380 km / h. Ele já ganhou mais dois registros mundo. A primeira, em 1990, chegou a 515,3 km / h. E a segunda, em 2007, ultrapassou 547 km/h. No entanto, além dos registros, a história do TGV destaca a sua expansão em todo o país.

Em 1989, o TGV não ligava apenas Paris a Lyon, o primeiro caminho, mas também cidades como Rennes e Bordeaux. Foi a primeira expansão, que levou o comboio de alta velocidade a oeste e sudoeste da França. Em 1993, o TGV começou a apontar para o norte, e tinha os olhos postos sobre a futura conexão com as Ilhas Britânicas através do Canal Inglês. Enquanto isso, a SNCF trabalhou para unir a província e evitar viagens de alta velocidade pelas ruas de Paris.

Em 1994, Lille e Lyon são conectadas em uma viagem de três horas. Em 2001, o trem conquista o Mediterrâneo e chega a Marselha. Seis anos mais tarde veio em Estrasburgo e, em 2010, a Barcelona, graças a franco-espanhola. E agora ao canal Reno-Ródano para unir Lyon a Frankfurt.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Eu e a 7055.


Na foto acima, eu estou posando em frente da EMD GM G12 nº 7055. Para mim, essa locomotiva é muito especial, pois foi a primeira que meu pai filmou, a primeira que eu tenho lembrança, a primeira que foi pintada com a fase III da FEPASA. Detalhe interessante é que ela operava no porto de Santos como manobreira nesses últimos anos, então tinha engate de madrinha, para ambas as bitolas.

No dia da foto, seu motor não estava muito bom. Já tinha sofrido algum incêndio pelas marcas na lateral. Ela ficou apenas nesse dia em Rio Claro, e aproveitei para fazer uma pose do lado, temendo ser a última oportunidade.

De fato foi. Soube alguns dias depois que todas as G12 e U20C da ALL Malha Norte foram levadas para Araraquara, e foram encostadas. Apenas a 7054 ainda funciona, e a 7056 ficou abandonada em Rio Claro mesmo. Outra ex-CPEF que ainda funciona e tenho notícias é a 7059, modificada para bitola métrica e manobrando em Bauru.

São as duas últimas de uma série de 15 aproximadamente que vieram em 1957, e que agora chegam a aposentadoria inglória. Quem tiver oportunidade de ver elas, fotografem, pois logo será o fim das "Geminhas".

Valeu, 7055, pelos 53 anos de operação.

domingo, 10 de abril de 2011

Governo quer reduzir tarifas nas ferrovias.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Governo quer reduzir tarifa máxima em ferrovias

05/04/2011 - O Estado de S.Paulo

O governo estuda a possibilidade de reduzir a tarifa máxima que as concessionárias de ferrovias são autorizadas a cobrar. "Não será uma redução linear. Será caso a caso", diz ao Estado o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo.

Ele considera que, em alguns casos, há abusos. Deu como exemplo uma decisão tomada pela ANTT em dezembro passado. A agência determinou à MRS uma redução de 30% nos preços de seus serviços.

O processo de revisão é objeto de consultas públicas. A Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), que reúne as concessionárias, informou que já apresentou sugestões. "Em nossa proposta, apresentamos sugestões de mecanismos para cálculo e atualização das tabelas. E a transparência pública é um dos principais pontos considerados." A nova política de tarifas faz parte de um conjunto de medidas em elaboração pela ANTT cujo objetivo é aumentar a concorrência entre as operadoras e o volume transportado.

Direito de passagem. Em maio, deverá ser publicada uma resolução que tornará obrigatório o direito de passagem - possibilidade de uma concessionária utilizar os trilhos de outras. A agência entende que, embora obrigatório, o direito de passagem não vem sendo observado pelas operadoras.

A ANTF nega. A entidade se declara favorável ao direito de passagem e diz que ele é cumprido. Prova disso seria o fato de a movimentação do Porto de Santos (SP) ter aumentado 54% entre 2007 e 2010.

Lá, operam três empresas: MRS, América Latina Logística (ALL) e Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). Para os empresários do setor, o direito de passagem deve ser prioridade porque o governo está construindo novas ferrovias, que precisam ser conectadas à malha atual.

As críticas de Figueiredo, pelas quais as concessionárias selecionam quais cargas querem transportar, dificultando o acesso a concorrentes dos grandes clientes, foram rebatidas pela ANTF. Para as novas regras em estudo pela ANTT, a entidade informou ter sugerido que, além de ter uma meta global de volume transportado, como é hoje, as concessionárias tenham metas por trecho, por produto e por contêiner, entre outras. Isso ajudaria a aumentar o volume transportado.

A entidade informou ainda que os grandes clientes, em vez de prejudicar os pequenos, ajudam a baratear o preço do serviço. Figueiredo havia dito ao Estado que a Vale, por exemplo, faria uma política de "subsídios cruzados", na qual os demais clientes da ferrovia bancariam o transporte do minério de ferro.

Subsídios cruzados

Como as ferrovias exigem muito capital, os grandes volumes ajudam a viabilizar o negócio. Assim, os clientes de maior porte subsidiam os clientes menores.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

ANTT vai mudar regra de tarifas nas ferrovias.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ANTT analisa fretes cobrados por concessionárias

01/04/2011 - Valor Econômico

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decide, até o fim de maio, se vai regular o frete cobrado pelas empresas concessionárias de ferrovias dos usuários de transportes de cargas. A tendência da agência reguladora é aprovar esta que é a principal reivindicação da Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga (Anut), que se queixa dos aumentos que as concessionárias têm aplicado ao frete. Pela regulamentação em análise na ANTT, as concessionárias de ferrovias teriam que repassar para os usuários parte dos ganhos gerados com a redução de custos, caso esses ocorram. Simultaneamente, a tabela de preços máximos para o transporte poderá ser refeita.

O diretor geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, informou ao Valor que pretende, até o fim de maio, publicar uma análise da situação da tabela máxima de preços, a tarifa teto. Se constatar que os valores estão acima do razoável, a agência poderá revê-los, pois isso está previsto nos contratos. "Se houver a percepção de que o preço está descolado dos custos e existe um aumento excessivo, vamos fazer uma arbitragem", disse.

A Associação Nacional de Transportes Terrestres (ANTF), disse ser a favor da criação de uma nova tabela. "As tabelas de preços da ANTT são referenciais, e em poucos casos servem para a formação de preços aos usuários. É fundamental a sua atualização, bem como a discussão de seus parâmetros, para dar transparência aos usuários, concessionários e investidores. Fatores como competitividade, atratividade, rentabilidade e viabilidade devem ser transparentes", disse Rodrigo Vilaça, diretor executivo da ANTF.

Em abril, a agência publicará uma resolução para a retomada das linhas férreas inutilizadas. A resolução determinará o prazo para que as empresas invistam na recuperação desses trechos ou os devolvam para a União.

A ANTF apoia a devolução dos trechos não usados. "Acreditamos que as metas de volumes de carga podem e devem ser melhoradas, não só por trechos, mas também as que atendem aos interesses do usuário e ao desenvolvimento da economia, como as metas por produtos, metas de 'market share' do transporte ferroviário, ou metas de utilização de um determinado equipamento, como o contêiner", afirmou o Vilaça.

A associação dos usuários de transportes ferroviários, para fundamentar a demanda por uma regulação tarifária, analisou o balanço do mercado de agronegócios no Brasil, relativo a 2010, da concessionária América Latina Logística (ALL). O resultado do estudo indicou que os preços cobrados dos usuários poderiam ser abatidos em 25%. A concessionária, segundo dados fornecidos pela Anut, teve um aumento de 591% no lucro líquido de 2009 para 2010 e as despesas ficaram praticamente estáveis nesse mesmo período.

"A ALL simplesmente se apropriou do lucro e não beneficiou o usuário. É preciso que nos novos modelos de concessão exista uma regra para repassar os ganhos para o usuário", disse o presidente da Anut, Luiz Henrique Baldez.

"Não somos contra as empresas que usam o lucro para investir ou repassar dividendos para os acionistas. Porém, como os usuários são parceiros, uma parte do valor deveria ser usada para um desconto da tarifa", explicou o presidente da Anut.

Segundo Rodrigo Campos, diretor financeiro da ALL, a base de cálculo usada pela associação é equivocada. "Ao olhar o balanço é necessário analisar os investimentos, que são fundamentais para aumentar o volume de carga transportada pelo cliente. Gastamos mais de R$ 10 bilhões para criar essa capacidade de transporte atual. O lucro líquido em 2010 foi de R$ 240 milhões, mas foi comparado com um ano de crise, em 2009, quando o lucro foi de apenas R$ 34,7 milhões", disse Campos.

A ANTF disse que é totalmente a favor de repassar ganhos de produtividade ao usuário, mas disse que isso vai depender dos ganhos e melhorias na infraestrutura do setor. A tarifa cobrada pela concessionária, precisa, obrigatoriamente, remunerar o investidor, lembrou ele. "Para se ter uma ideia, o reajuste nominal da tarifa cresceu 2% em 2010, abaixo da inflação. Se não aumentarmos a taxa não conseguiremos remunerar o investidor da mesma forma que o mercado", explicou Campos.

A Anut entregou à ANTT um documento com uma série de denúncias contra algumas atividades realizadas pelas concessionárias. Dentre elas se destacam o "overbooking", assinatura de contrato de transporte mesmo sem capacidade para cumprir o acordo e entrega de cargas em terminais diferentes dos combinados.

A Anut, que tem entre seus associados grandes empresas da área de siderurgia, cimento, grãos, mineradoras e fabricantes de papel e celulose, sustenta que a falta de uma regulação maior no setor favorece as concessionárias. "Os usuários não têm nenhum recurso para se proteger e precisam se sujeitar às regras do concessionário", disse Baldez.

O teto tarifário para o transporte, estabelecido na época da privatização, é motivo de grandes reclamações dos usuários. O valor é considerado alto, o que deixa aberta a possibilidade para que sejam feitos grandes reajustes.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Trens de passageiros podem voltar.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Governo estuda criar 16 linhas regionais de trens

26/03/2011 - Folha de S.Paulo

No embalo do trem-bala, governos pelo Brasil estudam implantar outras 16 linhas de transporte de trens de passageiro em média velocidade -os trens regionais. Esses trens andam a até 250 km/h (velocidade máxima) e fazem trajetos entre 100 e 400 quilômetros, em média. Hoje, o país tem 28 mil quilômetros de ferrovias -a maior parte subutilizada pelo transporte de carga.

E só duas linhas de passageiros funcionam: Vitória (ES) e Belo Horizonte (MG); e São Luís (MA) e Paraopebas (PA). Elas transportam poucas pessoas, são lentas (a média entre MG e ES é de 50 km/h) e dão prejuízo. Segundo o responsável pelos estudos no Ministério dos Transportes, Afonso Carneiro Filho, sete empresas estrangeiras, todas potenciais concorrentes do trem-bala, estarão em Brasília na próxima semana para apresentar tecnologias que possam se adaptar ao uso dessas linhas.

A ideia é aproveitar os trilhos existentes e fazer pequenos reparos para colocar os trens novos operando com passageiros. Muitos desses trens têm tecnologia para andar a mais de 200 km/h mesmo em trilhos antigos. A operação das linhas seria concedida ou seriam criadas sociedades em parceria com governos estaduais e municipais para a operação.

Não há, por enquanto, estimativas de custo, já que cada trecho terá um projeto próprio. Uma dificuldade para essa implementação é que hoje as principais linhas são usadas pelo transporte de carga e as concessionárias podem impor restrições ao uso por passageiros.

São Paulo

Parte dos projetos é com novas linhas de trem, como no caso de São Paulo. Segundo a STM (Secretaria de Transportes Metropolitanos), a intenção é ter quatro ligações entre a capital e Campinas, São José dos Campos, Sorocaba e Santos.

Caso o projeto do trem-bala se concretize, Campinas e São José estariam atendidas por uma ligação ferroviária. E o governo paulista começará imediatamente a investir nas linhas para Sorocaba e Santos, com previsão para início de obras em dois anos.

Neste mês, o governo terminará o estudo de viabilidade de dois projetos: Caxias do Sul a Bento Gonçalves (RS) e Londrina a Maringá (PR). A ideia no RS é usar um trecho que hoje tem apenas um trem turístico para fazer uma ligação de passageiros entre as cidades mais importantes da região da Serra Gaúcha. A Folha apurou que há interesse dos grandes fabricantes mundiais em vender no país trens desse tipo. A espanhola Talgo, que está se apresentando para o leilão trem-bala mas não tem parceiros, está interessada em vender seus trens regionais.

No Brasil, o ônibus está sozinho nesse mercado. Nas linhas dentro de Estados, a estimativa do setor é que os ônibus transportem mais de 1,6 bilhão de passageiros ano, a maior parte em viagens intermunicipais muito curtas, como São Paulo a Guarulhos, que não seriam atingidas por trens regionais.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Trens e VLT usarão a mesma linha.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Trens e VLT devem usar mesmo trilho

31/03/2011 - A Notícia

O controle da malha ferroviária continua com a ALL

Para o engenheiro eletricista, Luiz Antônio Negri, a implantação do metrô de superfície na região de Jaraguá é viável. “Os trilhos já existem. Será necessário uma central de controle, assim como funciona nas centrais de controle de aeroportos, para estes trens terem um horário para usar o mesmo trilho – tanto o trem de carga como o VLT”, acredita Negri.

De acordo com a assessoria de imprensa da América Latina Logística (ALL), concessionária do transporte ferroviário do Sul do País, existe uma cláusula no contrato de concessão a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que a malha ferroviária utilizada por trens de cargas também pode ser usada para veículos de passageiros.

A comissão técnica de implantação do novo sistema de transporte terá de apresentar um projeto para a ANTT, com os horários desejados para a circulação do metrô de superfície e quantos vagões terá o veículo. Após a aprovação do órgão nacional, a ALL e a empresa que ficará responsável pelo serviço na região de Jaraguá do Sul, terão de entrar em acordo sobre o uso dos trilhos. O controle da malha ferroviária continua com a ALL.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já está construindo a linha férrea do contorno entre Joinville e São Francisco do Sul, para desafogar os congestionamentos causados pelos trens nas regiões centrais destas duas cidades. A obra atrasou por causa das chuvas e, a princípio, deve ser finalizada em 2012.

Na parte do desvio da ferrovia em Jaraguá do Sul e Guaramirim, a obra não começou. De acordo com a assessoria de imprensa do Dnit, o processo licitatório está passando por novas reformulações e não tem previsão para sair.

terça-feira, 5 de abril de 2011

FCA investe em Pirapora.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

FCA inicia obra da pera ferroviária de Pirapora - 30/03/2011

A FCA iniciou nesta semana as obras de construção da pera ferroviária do Terminal Intermodal de Pirapora (TIP), no estado de Minas Gerais. A concessionária investirá R$ 9 milhões na nova estrutura de 3,4 km de extensão.

Com a obra da pera, a FCA pretende ampliar a eficiência logística do carregamento de grãos e permitir a redução do tempo de permanência dos vagões vazios no pátio, diminuindo de 30 horas para 6 horas a operação, aproximadamente. A obra deve ficar pronta em maio.

O Terminal Intermodal de Pirapora começou a operar em 2009, depois da reativação do ramal ferroviário que liga Pirapora a Corinto. Com investimentos da ordem de R$ 300 milhões da Vale, FCA, Governo de Minas e prefeitura de Pirapora, o TIP está estimulando a produção do Noroeste de Minas.

Para aperfeiçoar a estrutura do ramal, a FCA está investindo desde o ano passado cerca de R$ 12 milhões na manutenção da linha férrea, incluindo a troca de dormentes.

Para este ano, está previsto o escoamento de 650 mil toneladas de grãos, do Terminal de Pirapora até o Porto de Tubarão, em Vitória (ES). No ano passado, mais de 500 mil toneladas foram embarcadas no TIP.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Açucar cresce na ALL.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Açúcar ganha mais força na malha da ALL

29/03/2011 - Valor Econômico

O açúcar deverá desbancar a soja em grão e se tornar o produto - agrícola ou não - mais transportado pela malha ferroviária da América Latina Logística (ALL) nos próximos anos. Parceria recém-assinada pela companhia com a trading asiática Noble Group deverá agregar um movimento de mais 1 milhão de toneladas em São Paulo a partir de 2012, turbinando um volume total de açúcar que em 2011 já deverá ultrapassar a barreira de 10 milhões de toneladas.

De acordo com Leandro Martins Gasparin, gerente comercial das áreas de açúcar e fertilizantes da ALL, com esse aumento a tradicional liderança da soja em grão nos trilhos da empresa deverá ser superada, ainda que a soma entre os movimentos de grão e farelo tenda a manter o chamado complexo soja no topo. Tanto o açúcar quanto a soja vivem bons momentos nos mercados internacional e doméstico, com demanda aquecida e preços nas alturas.

ALL e Noble já mantêm acordo para o escoamento de grãos, e o estreitamento da relação a partir da nova parceria em açúcar segue um dos modelos preferidos pela companhia de logística. O Noble fará um investimento de R$ 45 milhões em um terminal de transbordo ferroviário de açúcar em Votuporanga, no interior paulista, e a ALL, em contrapartida, garantirá o escoamento do produto, sobretudo ao porto de Santos, para exportação.

O terminal de Votuporanga só deverá entrar em operação em meados de 2012. Mas, como a parceria da ALL com a Rumo Logística, controlada pela Cosan, também deverá gerar um movimento superior a 8 milhões de toneladas de açúcar em 2011, Gasparin estima que o volume total da commodity escoado aos portos de Santos e Paranaguá, no Paraná, já será superior a 10 milhões de toneladas neste ano.

Neste caso são toneladas úteis, como frisa o executivo da ALL. Na tabela ao lado, que mostra a movimentação de commodities na estrutura da empresa nos dois últimos anos, o indicador utilizado é a TKU, ou tonelada por quilômetro útil. O aumento dos investimentos dos clientes na ferrovia é estratégico, diz Gasparin. Em Votuporanga, a capacidade estática será de 75 mil toneladas. E o volume inicialmente previsto de 1 milhão de toneladas, segundo a ALL, poderá depois crescer para 2,5 milhões.

A Noble do Brasil sente-se honrada em investir na região, promovendo crescimento econômico e gerando empregos, afirma Maurício Mizhari, presidente da subsidiária, em comunicado conjunto divulgado pelas empresas. Procurado pelo Valor, o Noble Group não concedeu entrevista.

Em dezembro passo, a trading asiática surpreendeu o mercado e adquiriu as duas usinas do Grupo Cerradinho, de Catanduva, também em São Paulo. Antes desse negócio, já contava com duas unidades sucroalcooleiras, em Sebastianópolis e em Votuporanga. Quando estiverem com capacidade plena, essas duas últimas terão capacidade para processar entre 9 milhões e 10 milhões de toneladas por safra.

No acordo firmado com a ALL, o Noble também se comprometeu a reformar 240 vagões graneleiros destinados ao transporte de açúcar, de acordo com a ALL.

domingo, 3 de abril de 2011

Novo terminal de açucar.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Noble fará terminal ferroviário em Votuporanga (SP)

24/03/2011 - Agência Bom Dia

A empresa NOBLE irá investir R$ 45 milhões na construção de um terminal ferroviário de açúcar, em Votuporanga. O terminal terá capacidade estática de 75 mil toneladas e deve movimentar no primeiro ano mais de 1 milhão de toneladas de açúcar, com potencial para atingir até 2,5 milhões de toneladas.

A operação intermodal consiste na captação da carga por rodovia nas usinas instaladas em um raio de 50 quilômetros do terminal, de onde será transbordada para os trens da ALL. As composições ferroviárias devem percorrer 670 km entre Votuporanga e o porto Santos, seu destino final. Também está prevista a reforma de 240 vagões graneleiros destinados ao transporte do produto.

Esse investimento faz parte da estratégia do Grupo de criar uma logística de exportação integrada entre as usinas e seu Terminal em Santos, o T 12A, que na Safra 2011 embarcará mais de 2 milhões de toneladas. “A Noble do Brasil sente-se honrada em investir na região, promovendo crescimento econômico e gerando empregos”, revela Marício Mizrahi, presidente Noble do Brasil.

A instalação do terminal no município de Votuporanga foi definida pela Noble após estudo detalhado da região, que concentra grande parte de suas usinas, e também às boas condições das estradas de acesso ao terminal, ligado estrategicamente à ferrovia. Para o sucesso desta operação, a Noble contou com apoio da Prefeitura de Votuporanga e da ALL (América Latina Logística).

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Norte-Sul é o futuro do país.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Norte-Sul forma espinha dorsal do novo sistema

28/03/2011 - Valor Econômico

Lançada há 24 anos, ainda no governo do ex-presidente José Sarney, e interrompida em seguida por conta de uma licitação com cartas marcadas, a Ferrovia Norte-Sul deverá ser finalmente entregue no segundo semestre deste ano, segundo espera a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias. As obras em fase de conclusão correspondem ao traçado originalmente aprovado para a ferrovia, que parte de Açailândia, no Maranhão, e vai até Anápolis, em Goiás, cobrindo 1.574 quilômetros.

Nos últimos anos, o projeto foi ampliado com a inclusão de mais um trecho de 618 quilômetros entre Ouro Verde, também em Goiás, e Estrela D'Oeste, no interior de São Paulo, e com a extensão dos trilhos de Açailândia até Belém, no Pará, somando quase 3,1 mil quilômetros e formando uma espécie de coluna dorsal do novo sistema ferroviário brasileiro. Alvo de denúncias e suspeitas desde o nascedouro, o projeto da Norte-Sul enfrentou ainda, mais recentemente, uma série de adiamentos provocados ora por suspeitas de irregularidades apuradas pelo Tribunal de Contas da União, ora por questões ambientais e, nos últimos meses, pelo excesso de chuvas em Goiás.

As obras, que deveriam ter sido concluídas em julho de 2010, foram adiadas para dezembro do mesmo ano, depois para abril deste ano, em seguida para junho e, mais recentemente, para o segundo semestre. Até o momento, a Valec instalou, diretamente ou por meio de subconcessão, no caso do trecho entre Araguaína e Palmas, em Tocantins, realizado pela Companhia Vale do Rio Doce, 719 quilômetros de trilhos, correspondentes a 45,7% do traçado original. O trecho concluído interliga Açailândia a Palmas, capital tocantinense. Continuam em obras os 855 quilômetros de ferrovia que completarão a conexão entre Palmas e Anápolis.

O balanço oficial divulgado pela assessoria da Valec contempla investimentos de R$ 5,71 bilhões realizados entre 2007 e 2010, com previsão de mais R$ 3,13 bilhões a partir de 2011, somando um total de R$ 8,84 bilhões. A ligação com Belém, na ponta norte, ainda está em fase de definição de projeto, mas a construção do trecho final, de Ouro Verde, próximo a Anápolis, até Estrela D'Oeste, já foi licitada. Dividida em cinco lotes, com custo total de R$ 2,348 bilhões, a construção desse trecho será tocada pelos consórcios Aterpa/Ebate, Queiroz Galvão/Camargo Corrê a (que assumiu dois lotes), Constran/Egesa/Carioca e pela empresa Triunfo Iesa Infraestrutura (Tiisa).

A ferrovia já transporta minérios e grãos nos trechos concluídos e deverá carregar ainda etanol e outros biocombustíveis, açúcar e cargas gerais, prevendo-se um fluxo de contêineres da Zona Franca de Manaus até Anápolis, onde está prevista a construção de um entreposto de distribuição de produtos do polo industrial amazonense.

Projeções e estudos preliminares contratados pela Valec apontam a possibilidade de implantação de 42 usinas de etanol e biocombustíveis ao longo da ferrovia nos trechos entre o sul do Maranhão, norte e centro de Goiás, passando obviamente pelo Tocantins. Desse total, prevê-se a instalação de 24 unidades em Tocantins, 11 novas plantas em território goiano e sete para o Maranhão, com potencial para produzir, anualmente, em torno de 180 milhões de litros de álcool. A estimativa é que cada um desses empreendimentos exija investimento médio de R$ 328,0 milhões, o que corresponderia a uma injeção de recursos da ordem de R$ 13,80 bilhões em valores aproximados.

As possibilidades abertas pela construção da Norte-Sul atraem o interesse chinês. Em breve, o governo goiano receberá uma missão comercial liderada pela estatal chinesa de desenvolvimento agrícola China National Agricultural Development Group Corporation (CNADC) para discutir os termos de um projeto para produção e exportação de soja, com investimentos estimados entre US$ 7,0 bilhões e US$ 7,5 bilhões.

No raio de influência da ferrovia em Goiás, em seu trecho original, saindo de Anápolis em direção a Tocantins, cobrindo 138 municípios e um total aproximado de 20 milhões de hectares, a Valec calcula que 9,7 milhões podem ser considerados aptos à exploração agrícola e destes apenas 1,4 milhão de hectares estão de fato ocupados por lavouras, restando, portanto, 8,3 milhões, suficientes para produzir 25 milhões de toneladas de soja, o que significaria ampliar a produção brasileira em quase 35%.

A Secretaria de Gestão e Planejamento de Goiás (Segplan) espera um incremento dos investimentos especialmente no setor de mineração. O levantamento mais recente disponível, realizado pela secretaria, sugere a possibilidade de atrair R$ 11,2 bilhões para 342 projetos mapeados para a área de influência da ferrovia no Estado.

Desse valor, perto de R$ 4,3 bilhões estavam previstos para 17 projetos de usinas de açúcar e álcool e oito para a produção de biodiesel, projetando-se R$ 2,2 bilhões para a exploração de níquel, cobre, bauxita e manganês.