quinta-feira, 31 de março de 2011

Novas regras definem temas polêmicos.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Novas regras definem temas polêmicos

28/03/2011 - Valor Econômico

Em menos de dois meses o novo marco regulatório para o setor ferroviário entrará em vigor. Depois de colocar em consulta pública uma resolução com novas regras para o transporte ferroviário de cargas, a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) submeterá o decreto a uma audiência pública, no mês de abril, antes da edição da resolução. Dois temas estão entre os mais polêmicos: o direito de passagem e o novo modelo desenhado pela agência para que outras empresas possam utilizar a estrutura de terceiros mediante pagamento de uma taxa. Invasão ao longo dos trilhos e expansão da malha também são assuntos que serão regulamentados. "Nosso cronograma prevê que até o dia 15 de maio essas resoluções sejam aprovadas", afirma Bernardo Figueiredo, diretor geral da ANTT.

A agência defende uma separação de papéis, criando duas figuras distintas. De um lado o gestor da malha ferroviária e de outro os operadores ferroviários. O gestor seria responsável pela construção e administração das novas ferrovias. Para os operadores, caberia comprar capacidade de transporte para trafegar livremente suas cargas, o que ampliaria o espaço de atuação das atuais concessionárias de ferrovias e permitiria a entrada de novos operadores no mercado.

"A ANTT está propondo uma regra que obrigue a empresa a definir qual é o plano de exploração de toda a malha. Hoje está fixada uma meta geral de transporte, mas ela acaba sendo cumprida em apenas alguns trechos", reforça Figueiredo. Ainda segundo o diretor geral da agência, o novo marco exigirá "que sejam fixadas metas para todos os trechos da malha".O diretor da ANTT estima que 67,8% da malha total, de 28 mil quilômetros, é subutilizada ou não opera. Hoje, o direito de passagem existe, mas depende de acordo entre as empresas. Quando ele não ocorre, a carga precisa ser transferida do trem do usuário para o trem da operadora para seguir na malha da concessionária. O direito de passagem, consiste na autorização, por parte de uma concessionária de ferrovias, para que um usuário que possua um trem próprio possa passar por sua malha mediante pagamento.

"Se os 28 mil quilômetros estivessem em plena operação o cenário seria de alta produção. Os custos médios cairiam em função da duplicação da produção com reflexos no custo do frete e do produto para o consumidor", afirma Luiz Henrique Teixeira Baldez, presidente da Associação Nacional dos Usuários de Transportes de Cargas (Anut). Ele observa que "muitas vezes existem trechos ferroviários que o usuário quer utilizar e não pode, obrigando o uso das rodovias que estão em estado precário". A crítica mais forte do governo ao atual modelo de concessões se refere às dificuldades de integração da malha, por causa da fragmentação dos trechos geridos por diferentes operadores. Isso cria dificuldades para os usuários e limita o acesso das cargas.

Um exemplo que ilustra bem esse cenário é o do complexo portuário santista, onde as ferrovias que chegam nas suas proximidades precisam "conversar" com a MRS, concessionária da ferradura de 16 quilômetros que dá acesso às duas margens do principal porto da América Latina. Segundo Figueiredo, a exclusividade em cada trecho estará atrelada à meta de volume transportado que, a partir de agora, será definida por cada concessionário. "O concessionário terá autonomia para definir meta, mas o que não for alcançado estará livre para ser usado no direito de passagem, desde que remunerando a concessionária", explica.

Além disso, a ANTT poderá retomar trechos considerados inativos ou abandonados, o que até então dependia da devolução voluntária das concessionárias. "Estamos estabelecendo uma regra que facilita o cumprimento dessa obrigação contratual", garante.

Teixeira Baldez, da Anut, observa que as resoluções sofreram uma série de sugestões e ajustes feitos por várias entidades do setor. "O novo marco regulatório é mais que necessário para equilibrar a relação entre o governo e os usuários. Portanto, apoiamos integralmente as resoluções colocadas em consulta pública pela ANTT", afirma.

O presidente da Anut acredita que daqui para frente o usuário passará a ter capacidade de negociar com outro transportador, alcançando um preço melhor. Hoje, essa condição não existe e o usuário fica refém da concessionária. Com o novo marco regulatório haverá clareza sobre quem vai gerir a infraestrutura e quem vai ser o operador ferroviário. "Existe uma empresa para gerir o negócio e várias empresas operando. Escolho a passagem mais barata e uso a mesma via que o país construiu", resume.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Transnordestina avança.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Odebrecht quer concluir Salgueiro-Suape até 2012 - 18/03/2011

A Odebrecht pretende concluir o trecho Salgueiro-Suape da Ferrovia Transnordestina até 2012. As obras do caminho, que possui 522 km de extensão, foram iniciadas em janeiro de 2010 e estão estimadas em R$ 1,2 milhão. Para acelerar a produtividade, a empresa construiu na região uma fábrica de dormentes, um estaleiro para soldagem de trilhos curtos e uma usina para a produção de brita para lastro.

Ao todo, a Ferrovia Transnordestina terá 1.728 km, e irá interligar o sertão nordestino, a partir da cidade de Eliseu Martins, no Piauí, aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE). O consórcio formado entre a Odebrecht e a Transnordestina Logística será responsável pela construção de 1.200 km desse total. O trecho sob responsabilidade da Odebrecht está em fase de terraplenagem e de construção de pontes, viadutos, túneis e sistemas de drenagem.

(...)

terça-feira, 29 de março de 2011

Vale melhora as estações da EFC.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Vale torna estações de Carajás mais acessíveis

23/03/2011 - Maranhão Hoje

As estações do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC) estão sendo reformadas para permitir o acesso de pessoas com deficiência. No início deste ano, a estação ferroviária de São Luís recebeu novos equipamentos e passou por mudanças em sua estrutura física que compreendem a instalação de piso podotátil (indica a direção para o deficiente visual); rampas com corrimão e suportes para o guichê de atendimento preferencial para atender cadeirantes.

“Com essa mudança vamos permitir a circulação das pessoas com deficiência em todas as instalações das estações de forma mais segura e confortável. Até o fim de março vamos concluir a reforma nas estações de Santa Inês e Açailândia, no Maranhão, e Marabá e Parauapebas, no Pará. A miniestação de Arari e os demais pontos de parada localizados ao longo da ferrovia serão readequados até o fim deste ano”, explica a gerente do Trem de Passageiros, Helizane Ribeiro.

O Trem de Passageiros, que completa nesta quarta-feira (23/03) 25 anos de serviços, percorre 25 localidades no Maranhão e no Pará e atende por dia cerca de 1.300 pessoas. O trem parte de São Luís (MA) com destino a Parauapebas, no sudeste do Pará, sempre às segundas, quintas-feiras, e sábados. Às terças, sextas-feiras, e aos domingos, o trem faz o percurso de volta. Só não há viagem às quartas-feiras, quando é realizada a manutenção dos carros e locomotivas.

Libras - Ainda como parte das mudanças, a equipe de encarregados e supervisores do trem recebeu treinamento para aprender a Língua Brasileira de Sinais (Libras), utilizada por pessoas com deficiência auditiva. “Temos um grande público de pessoas com deficiência que vem a São Luís para tratamento, daí a importância de estarmos preparados para atendê-los da melhor forma possível”, frisa Helizane Ribeiro.

O Trem de Passageiros da EFC possui 26 carros, sendo que um deles foi adaptado para pessoas com deficiência em outubro de 2007. O carro é climatizado e possui duas alas: uma para cadeirantes e outra para pessoas com mobilidade reduzida, ambas com toda a estrutura necessária para este público. As tarifas cobradas são as mesmas da classe econômica tanto para as pessoas com deficiência, quanto para seus acompanhantes.

Em novembro de 2010, um ambulatório para atendimento de primeiros socorros foi instalado no carro adaptado para pessoas com deficiência. O serviço ambulatorial é realizado em uma sala climatizada, equipada com maca retrátil, cadeira de resgate e de rodas, multinebulizador, aparelhos de aferir pressão, termômetro digital, entre outros.

Os passageiros já contavam com o atendimento de primeiros socorros antes das melhorias, mas, desde o final do ano passado recebem um atendimento mais confortável em razão da nova estrutura.

Além da equipe de técnicos de enfermagem a própria tripulação do trem - formada por chefes de trem, encarregados e comissários de bordo - foi capacitada para realizar os procedimentos de primeiros socorros. O serviço está disponível durante todo o percurso da viagem, mesmo antes de sua partida, na estação de São Luis, assim como na madrugada em Parauapebas (PA), caso haja necessidade. O carro também conta com fraldário e banheiro adaptados para cadeirantes.

Sobre o Trem de Passageiros

O Trem de Passageiros possui classes econômica e executiva, além de um carro-lanchonete. O valor do bilhete varia de acordo com a classe e o trecho escolhido. O passageiro que escolher a classe econômica pagará entre R$ 7,00 e R$ 41,00; já o bilhete da classe executiva custa entre R$ 20,00 e R$ 92,00. Todos os carros são equipados com monitores de TV que exibem filmes, além da programação do Canal Futura.

A Vale opera com reserva de duas passagens interestaduais gratuitas para idosos por viagem. Quando esgotadas as duas passagens, os demais idosos têm direito a 50% nos bilhetes para os assentos da classe econômica, nos trechos interestaduais. Para tanto, é preciso que se comprove ter 60 anos ou mais e renda igual ou inferior a dois salários mínimos, conforme o Estatuto do Idoso - Decreto Federal Nº 5.130 e com a Resolução Nº 654 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), de julho de 2004.

Em São Luís, os bilhetes podem ser comprados em dois locais: na estação ferroviária no Anjo da Guarda ou na Rua do Passeio, 125 (Galeria La Ravardière, Loja 4, Centro, fone - 3232-0679). Pela internet (www.vale.com/tremdepassageiros) ou pelo Alô Ferrovias (0800-285-7000), o passageiro obtém os horários de chegada e partida do trem, bem como os preços das passagens, dicas de viagem, mapa da ferrovia, locais de compra de bilhetes, entre outras informações.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Talgo quer investir no Brasil.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Talgo sinaliza interesse em trens regionais da CPTM - 23/03/2011

Em entrevista coletiva realizada em São Paulo, na última segunda-feira, 21, o presidente da Talgo, José Maria Oriol, afirmou que a empresa tem interesse em fornecer os trens regionais que a CPTM estuda implantar para ligar São Paulo a Santos, a Sorocaba e a Jundiaí-Campinas. Segundo Oriol, independente da intenção de participar do leilão do TAV, a Talgo pretende implantar uma empresa para a fabricação de trens e reposição de peças. São Paulo é o foco inicial.

Em dezembro de 2010, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) lançaram um estudo preliminar para restabelecimento de ligações ferroviárias regionais.

O estudo avalia as necessidades de cada cidade para receber os trens de passageiros, que inclui demanda, impacto ambiental, além do tipo de material rodante para condições adversas como curvas e descidas. As cidades avaliadas para receber o serviço são Santos, Sorocaba, Campinas, Jundiaí e São José dos Campos.

A ideia é utilizar trens com velocidades médias entre 120 e 150 km/h, que façam viagens entre 45 e 55 minutos. Os estudos preliminares são o “ponta pé inicial” para a elaboração de editais de projetos e futuras obras de implantação dos trens regionais.

O edital para os estudos do eixo São Paulo-Sorocaba foi publicado em 29 de outubro do ano passado e aguarda propostas das empresas. A licitação para estudo do traçado São Paulo-Santos foi aberta em 31 de dezembro, mas no dia 5 de janeiro foi publicado seu adiamento por tempo indeterminado. A mudança no calendário se deu devido à necessidade de adequação ao decreto estadual 56.565 que alterou as regras para a aprovação e contratação de projetos básicos de obras e serviços de engenharia e arquitetura. Os demais editais estão sendo elaborados.

domingo, 27 de março de 2011

MRS dobra investimentos em 2011.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

MRS prevê investir R$ 1,5 bilhão neste ano

25/03/2011 - Valor Econômico

A MRS Logística, concessionária de ferrovia que opera malha de 1,65 mil quilômetros, considera que 2010 foi o ano de arrumação da casa, com ajustes fiscais e financeiros, bem como operacionais. Fortemente focada em carga pesada, traçou como meta ampliar sua participação em carga geral e ter uma presença relevante em um mercado que cresce bastante a cada ano no país, o de movimentação de contêineres.

Os investimentos programados para este ano vão duplicar em relação aos R$ 707 milhões aplicados no ano passado. Eduardo Parente, à frente da presidência da MRS desde agosto de 2009, disse que esse montante tem como alvo reforçar a estrutura de material rodante para dar maior velocidade aos trens e aumento de capacidade de transporte da via. Apenas em locomotivas serão mais de R$ 400 milhões, com incorporação de 90 máquinas.

"O investimento é robusto, pois abrange várias frentes de operações da companhia", explica Parente. Envolve também o novo sistema de sinalização da via, construção de pátios ao longo da malha, mais vagões, início de instalação do projeto Contrail - para movimentação de contêineres no eixo São Paulo-porto de Santos - e começo do projeto de segregação da malha na região metropolitana de São Paulo, permitindo separar vias de cargas e passageiros, ampliando o transporte.

Para o executivo, a MRS tem dois desafios importantes neste ano, ou três. Primeiro: absorver toda a demanda extra de minério de ferro (sua principal carga) de clientes atuais, como Vale, CSN e Usiminas, e de novos, como MMX, ThyssenKrupp CSA (minério da Vale) e Ferrous. Na carga geral, ampliar o transporte com investimento em vagões especializados para produtos siderúrgicos. A outra grande aposta é o mercado de contêineres, do qual a empresa espera no futuro uma participação importante na receita.

Um outro desafio tem sido a formação de mão de obra especializada, um elemento escasso no país, para acompanhar o plano de crescimento da empresa, informa Parente. "Como leva pelo menos 18 meses para formar pessoal, no ano passado contratamos mais de 1 mil pessoas e para este ano prevemos 1,1 mil". Esse foi um dos fatores de elevação de custos e ajudou a impactar a margem do resultado operacional. A concessionária fechou 2010 com quase 4,6 mil funcionários e prevê 5.685 mil ao fim de 2011.

Operacionalmente, a MRS teve um desempenho positivo no ano passado, com crescimento de quase 12% no volume transportado. No entanto, financeiramente, o resultado da empresa, criada em 1996, foi inferior ao do exercício anterior. A receita bruta anual, por exemplo, apresentou queda de 4,5% em comparação à de 2009, totalizando R$ 2,485 bilhões. Já a receita líquida, de R$ 2,25 bilhões, foi apenas 1,3% menor no mesmo período. Na comparação de trimestre, teve bom resultado de outubro a dezembro, com R$ 600 milhões, 22% superior ao período de julho a setembro. Mas em relação ao quarto trimestre de 2009, houve ligeira retração da receita.

O resultado operacional da empresa, medido pelo Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) teve retração de 19,9% - caiu de R$ 1,26 bilhão em 2009 para R$ 1,014 bilhão no exercício do ano passado.

O impacto maior, percentualmente, no balanço verificou-se no lucro líquido: foi 28% inferior aos R$ 605 milhões do ano anterior. A ferrovia fechou 2010 com resultado na última linha do balanço de R$ 439 milhões. Esse desempenho, explica a companhia, é "em grande medida, consequência de ajustes financeiros não recorrentes que ocorreram durante o exercício de 2010".

Segundo explicou Parente, o balanço sofreu efeitos fiscais, de aumentos de custos e de ajustes de tarifas. O principal exemplo foi o impacto da anistia do pagamento de ICMS feito pelo governo de Minas, gerando um acordo, em duas etapas desde 2008, que levou a empresa a saldar débito do imposto, o qual contestava e chegou à conclusão jurídica que estava errada. "Com isso, limpamos R$ 345 milhões do balanço", afirmou. Segundo ele, a empresa também sofreu uma perda de quase R$ 70 milhões devido à compra de um sistema de sinalização que não se mostrou efetivo e teve de ser negociado com o fornecedor. "Fizemos a troca de fornecedor, mas esse valor, que correspondia a 40% do sistema, a MRS não recuperou", disse.

Para este ano, o executivo está otimista e seu principal alvo é recuperar parte da margem operacional perdida no ano passado. Caiu de 54% para 36%. Um dos pontos é recompor as tarifas cobradas de seus clientes - mais de 70% da carga é minério de ferro e carvão. "Um fator importante foi a limpeza que fizemos no nosso balanço no ano passado", diz. A companhia evitou apontar perspectiva de volume a ser transportado no ano, porém, no primeiro bimestre, houve uma expansão de quase 9% no volume de carga, atingindo 22,5 milhões de toneladas.

A MRS opera malha ferroviária nos Estados de Minas Gerais, Rio de janeiro e São Paulo, com acesso aos portos do Rio, Itaguaí e Santos. É resultado da privatização da Malha Sudeste da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Os maiores acionistas controladores da concessionária - e seus principais usuários - são a Cia. Siderúrgica Nacional (CSN), a Vale, a Usiminas e o grupo Gerdau.

sexta-feira, 25 de março de 2011

MPF investiga acidente de Meridiano.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

MPF investiga acidente de trem no interior paulista

21/03/2011 - O Globo

O Ministério Público Federal em Jales pediu abertura de inquérito policial para apurar o descarrilamento de um trem em Meridiano, no interior paulista. O trem atingiu uma estação desativada. O MPF quer saber a situação da malha ferroviária na região, para garantir a segurança da população.

O procurador da República Thiago Lacerda Nobre instaurou um procedimento preparatório cível para apurar a extensão dos danos causados à estação, seu eventual valor histórico e também para apurar como tem sido feita a manutenção e conservação da malha ferroviária.

O descarrilamento aconteceu próximo ao pátio de manobra dos trens. Dez vagões tombaram e oito descarrilaram e atingiram a parte da estrutura do galpão abandonado, onde funcionava a antiga estação ferroviária.

A composição do trem da ALL seguia com uma carga de soja de Alto Taquari, Estado do Mato Grosso, com destino ao porto de Santos. Ninguém ficou ferido. Os destroços e a carga se espalharam por um trecho de 300 metros.

O MPF requisitou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) compareça ao local para fiscalizar, in loco, a malha ferroviária, verificando as condições de manutenção da mesma e, especialmente, se outros trechos oferecem potenciais riscos de novos acidentes.

De acordo com o MPF, o crime de perigo de desastre ferroviário é previsto no artigo 260 do Código Penal. É causado por aquele que impedir ou perturbar serviço de estrada de ferro.

Comete o crime quem destrói, danifica, sabota ou qualquer outro ato que prejudica o transporte ferroviário ou a linha férrea. A pena é de dois a cinco anos e multa. Se a situação de perigo resulta acidente, a pena é de quatro a 12 anos.

Se for provado que o acidente não foi intencional (culposo), a pena é de seis meses a dois anos. Moradores da cidade, além do maquinista e representantes da empresa, devem ser ouvidos.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ferroeste vai se expandir.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferroeste entrega projeto para novo ramal à Valec - 13/03/2011 - Folha de Dourados

O presidente da Ferroeste, Maurício Querino Theodoro, entregou à Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias, estatal ligada ao Ministério dos Transportes e responsável pela construção e exploração de infraestrutura do setor, o projeto executivo do ramal ferroviário que ligará Cascavel a Guaíra, no Oeste do Paraná. Participou da audiência, na manhã desta sexta-feira (11) em Brasília, o diretor de Operações da Ferroeste, Mauro Fortes Carneiro.

Theodoro disse que Fernando de Castilho, analista de infraestrutura de transporte ferroviário da Valec, considera o projeto de grande importância estratégica para o País. Dentro de dez ou quinze dias, segundo informou Castilho, a Valec vai publicar o edital para contratação de empresa para fazer o estudo de viabilidade e de traçado do ramal da Ferroeste (Cascavel-Dourados-Maracaju).

O presidente da Ferroeste explicou que a licitação inicial deve demorar de três a cinco meses e, depois disso, será enviada para o Ministério dos Transportes, que deve encaminhar o projeto para o PAC. Para o presidente da Ferroeste, se houver vontade política das lideranças paranaenses a execução da ferrovia Cascavel-Guaíra começa em 2012. “Durante este ano, os técnicos vão se debruçar sobre os estudos de viabilidade e na correção do projeto de engenharia já existente para este trecho”, segundo informou.

Theodoro disse que deixou claro para os representantes da Valec que tanto o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, José Richa Filho, quanto o governador, Beto Richa, estão empenhados na execução da obra. “Esse é um projeto que não tem partido. É do ParanT, disse ele. “Toda a bancada paranaense está envolvida nele”.

A documentação da Ferroeste foi entregue à Valec juntamente com o estudo do Eia/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental). Além do projeto executivo do trecho Cascavel/PR-Guaíra/PR, o presidente da empresa apresentou o estudo complementar da linha Guaíra-Maracaju/MS e também uma sugestão de traçado para o trecho Guarapuava-Porto de Paranaguá.

Para estudar a viabilidade das novas linhas da Ferroeste, o Ministério dos Transportes criou em fevereiro um grupo de trabalho. Integram o colegiado, representantes dos governos do Paraná e do Mato Grosso do Sul, Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e Valec.

Integração

A audiência desta sexta-feira é o desdobramento de encontro entre o governador Beto Richa e o governador André Puccinelli, do Mato Grosso do Sul, em fevereiro, para unir esforços em torno de um projeto de integração ferroviária dos dois estados através da Ferroeste. O encontro teve ainda a participação do secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, e do presidente da Ferroeste.

O traçado da ferrovia foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-1), do governo federal, em 2008, mas o projeto não progrediu, por falta de apoio do Paraná. Agora a intenção é incluir a obra – que tem custo estimado de R$ 1,6 bilhão – no PAC-2. A saída por trem por Paranaguá é a melhor alternativa para escoar a produção daquela região do centro-oeste brasileiro, que chega a 5 milhões de toneladas de grãos, 2,5 bilhões de litros de álcool e 1,5 milhão de toneladas de açúcar para exportação por ano.

Segundo o presidente da Ferroeste, o produtor economiza em torno de um dólar por tonelada transportada por ferrovia em relação ao transporte rodoviário. Para ele, este é um dinheiro que fica na cadeia produtiva. “No caso do Mato Grosso do Sul, são aproximadamente 5 milhões de dólares apenas da safra de grãos. No Paraná podem ser pelo menos outros 8 milhões de dólares”. Outra vantagem é o tempo ganho no transporte. De caminhão, do Mato Grosso do Sul a Paranaguá, a viagem dura em torno de três dias. Pela ferrovia, o percurso pode ser feito em 18 horas.

quarta-feira, 23 de março de 2011

MS investe R$ 6,8 bilhões em ferrovias

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

MS investe R$ 6,8 bilhões em ferrovias

14/03/2011 - Correio do Estado

De olho nos robustos recursos a serem destinados pelo Governo federal a partir de 2012, Mato Grosso do Sul corre contra o tempo para viabilizar os projetos para a construção de 1,5 mil quilômetros de ferrovia. Além disto, a meta é ampliar a capacidade de transporte com a reformulação dos 1,6 mil quilômetros de trilhos entre Corumbá e Bauru (SP). Os investimentos neste modal de transporte, com o objetivo de baratear o escoamento da produção agrícola e das indústrias, são de aproximadamente R$ 6,8 bilhões entre 2012 e 2023 no Estado.

Conforme o Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT), elaborado pelo Ministério dos Transportes, o setor ferroviário vai abocanhar 51,6% (R$ 150,1 bilhões) dos R$ 290 bilhões de investimentos previstos, entre 2008 e 2023. Só considerando os investimentos feitos após 2012, serão R$ 116,3 bilhões na construção e reformulação de linhas férreas, enquanto as rodovias terão R$ 22,8 bilhões.

domingo, 20 de março de 2011

Ferrovia de Paranaguá (2).

Veja reportagem (1) abaixo.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL libera ferrovia para o Porto de Paranaguá - 17/03/2011 - CGN

Na tarde desta quinta-feira (17), foi liberado o trecho da ferrovia que havia sido interrompido desde a última sexta-feira (11), devido às fortes chuvas ocorridas no Litoral do Paraná.

No trecho, ao todo foram seis os pontos de interdição, dois entre Marumbi e Morretes, e quatro até o Porto de Paranaguá. Os trilhos foram danificados por alagamentos e quedas de aterro.

A partir das 14h, o primeiro trem com destino ao porto seguiu viagem com 45 vagões carregados com soja.

Os mil vagões parados no pátio da empresa América Latina Logística (ALL) de Curitiba e Ponta Grossa já estão sendo direcionados ao porto. No total, 100 pessoas, entre engenheiros e técnicos de via, trabalham nos pontos que foram interrompidos pelas quedas de barreiras, para manutenção dos trilhos.

Durante o período de paralisação, a solução adotada pela ALL foi direcionar as cargas prioritárias, originadas no norte do Paraná, para o porto catarinense de São Francisco do Sul.

Diariamente, no trecho Curitiba-Paranaguá, circulam entre 12 e 15 trens com 45 vagões carregados com soja e farelo.

Ferrovia de Paranaguá (1).

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferrovia pode ajudar escoamento de grãos em Paranaguá

16/03/2011 - Reuters

As dificuldades para transportar grãos recém-colhidos da safra 2010/11 para o porto de Paranaguá (PR) em função dos problemas na principal estrada de acesso ao local, após fortes chuvas, não poderão ser amenizadas rapidamente, segundo especialistas. Para quem transporta produtos agrícolas por rodovia a busca por outros portos seria uma alternativa, considerando que os problemas para acesso a Paranaguá pela BR-277 só estarão resolvidos completamente em 180 dias --prazo previsto para as obras nas pontes afetadas serem concluídas.

Mas outros portos poderiam receber, por exemplo, somente parte da soja que seria exportada por Paranaguá, e isso ainda não ocorreria de imediato, pois eles já estão em geral com sua capacidade portuária tomada por outros embarques. "A alternativa a Paranaguá é (o porto de) Santos (SP). Então se uma empresa está em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e quiser trocar por Santos... Mas quem está no Paraná, talvez não seja viável. No limite, tem o porto de Rio Grande (RS)", afirmou a coordenadora do grupo logística da USP (Esalq-Log), Priscila Biancarelli.

No entanto, Priscila ressaltou que portos alternativos só estariam aptos a receber o produto que seria escoado por Paranaguá daqui a um mês e meio. "Não vai ser fácil achar janela em Santos e Rio Grande a tempo de desviar a carga em Paranaguá, vai continuar tendo fila (na estrada), e o pessoal vai carregar (por Paranaguá) o que for possível", acrescentou.

O tráfego de veículos pesados está limitado na rodovia de acesso a Paranaguá, por medida de segurança. Ainda haveria uma alternativa rodoviária, pela BR-376, mas o trajeto é mais longo, o que poderá encarecer o transporte. Atualmente, entretanto, a BR-376 está com problemas, também em função da queda de barreiras.

"Ou o caminhão faz rota via 376, que é um trajeto maior e no momento está interditado por deslizamentos, ou se prepara para esperar horas em fila para percorrer trecho relativamente pequeno entre São José dos Pinhais e Paranaguá", observou a corretora Andrea Cordeiro, da Labhoro. Ela também concorda que outros portos não poderiam absorver toda a carga prevista para Paranaguá, que responde por pelo menos 20 por cento das exportações de soja do Brasil. "Analisando o quanto essa soja com logística física voltada a Paranaguá pode ser absorvida por outros portos... não temos muito mais que 30, talvez 40 por cento para (o porto de) São Francisco do Sul (SC)", notou Andrea.

Segundo ela, o porto catarinense não conseguiria absorver volume maior, pois nos próximos dias se prepara para trabalhar com capacidade quase plena, com volume anteriormente contratado. O mesmo pode ser dito para o porto de Santos, segundo ela. "Santos também poderá absorver uma parte da logística, especialmente a soja de origem do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas não totalmente."

Ela lembrou ainda que os prêmios da soja em Paranaguá poderão subir, "mas isso seria momentaneamente e para clientes que precisam cumprir embarques cujos navios estão ao largo".

Segundo ela, há 23 navios ao largo para carregar em Paranaguá, o que representa um volume superior a 1 milhão de toneladas. "Um efeito imediato nesse problema..., além das filas de caminhão, é justamente fila de navios ao largo esperando. Excesso de navios ao largo versus descompasso de fluxo de produto em armazém significa que poderá faltar produto para embarcar."

Ferrovia pode aliviar

Segundo a especialista da Esalq, o retorno da operação da ferrovia, também afetada pelas chuvas do fim de semana, poderá aliviar um pouco a situação em Paranaguá, garantindo a oferta de mercadorias no porto. "A ferrovia pode solucionar parte do problema, principalmente para açúcar, farelo de soja, tem um volume bem grande de embarque ferroviário", disse Priscila

O retorno da ferrovia, operada pela ALL, é esperado para o início desta noite, após técnicos da companhia concluírem as inspeções de risco e retirarem detritos deixados nos trilhos pelas chuvas.

A ALL informou ainda, por meio de sua assessoria de imprensa, que a companhia já está desviando parte da carga de Paranaguá para São Francisco do Sul.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Curitiba X Paranaguá.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferrovia da ALL deve ser liberada amanhã - 15/03/2011 - Gazeta do Povo

A ferrovia que liga Curitiba ao litoral, administrada pela América Latina Logística (ALL), deve voltar a operar normalmente até quarta-feira, segundo previsão da empresa. Ontem, a estrada de ferro estava com seis pontos interditados devido a deslizamentos – dois pontos entre o Pico Marumbi e Morretes e quatro entre Morretes e Paranaguá. Cerca de 30% da exportação de grãos do Paraná chega ao litoral por trem.

De acordo com a ALL, 100 funcionários e seis retroescavadeiras trabalhavam para liberar a ferrovia. Após a normalização das vias, a empresa planeja encurtar o tempo entre a passagem das locomotivas. Normalmente com espaço de duas horas, o processo vai ser acelerado para que cheguem trens a cada uma hora em Paranaguá.

Outra medida da empresa foi deslocar cerca de 30% da carga dos últimos dias para o Porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina. Há locomotivas presas nos pátios de Morretes e Curitiba. Com o fluxo normal, a ALL tem capacidade de levar de 12 a 15 trens, cada um com cerca de 45 vagões, todos os dias até o porto. A empresa afirmou que, se necessário, vai liberar espaço em seus vagões para o transporte de doações aos desabrigados do litoral.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Maxion lança vagão douple-stack.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

AmstedMaxion lança vagão double-stack - 14/03/2011

A fabricante de vagões AmstedMaxion acaba de lançar no mercado brasileiro o protótipo de um vagão double-stack. O modelo, comum nos Estados Unidos, permite o transporte de dois contêineres empilhados, dobrando a capacidade de carga por veículo. O projeto levou seis meses para ser desenvolvido pela área de engenharia ferroviária da empresa. Segundo a empresa, o modelo garante a estabilidade ao longo do percurso e tem uma estrutura capaz de suportar as variadas condições de via e carregamento, sem gerar dificuldades operacionais para os terminais de carga e descarga.

O double-stack da AmstedMaxion pode transportar até quatro contêineres de 20 polegadas (com 6,1 m de comprimento cada) ou 2 contêineres de 40 polegadas (com 12,2 m de comprimento) por vagão, empilhados dois a dois. Projetado com treliças, ele distribui as forças e tensões dos contêineres, garantindo o equilíbrio estrutural. Os truques utilizados são do tipo swing motion, para 32,5 toneladas por eixo. O sistema de choque e tração conta com o aparelho twin pack, que anula as folgas entre os vagões, reduzindo ao máximo os efeitos dos impactos gerados durante a operação do trem. Os freios foram desenvolvidos com aplicação automática de pressão, variando a força quando o vagão está cheio ou vazio.

O primeiro vagão double-stack da AmstedMaxion, quando carregado com dois contêineres empilhados, tem altura de seis metrôs em relação ao nível dos trilhos, e foi desenvolvido para atender a bitola larga, de 1,6 m – mas pode, segundo a empresa, ser construído para encaixe na bitola métrica. O protótipo será testado pela primeira vez pela MRS Logística, que tem uma meta ousada de abocanhar 45% do movimento anual de contêineres do porto de Santos – atualmente apenas 3% das mercadorias que chegam ao porto seguem pela ferrovia. Para isso, a MRS fechou, no final do ano passado, um acordo com a operadora multimodal de contêineres Contrail. “Com esse acordo, a MRS vai necessitar desse tipo de vagão. Por isso, achamos que seria um bom piloto”, analisa Chuahy. De qualquer forma, o presidente afirma que o vagão também poderá ser testado por outras operadoras interessadas no protótipo.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Acidente destrói estação de trem de Meridiano SP.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Vagões da ALL que transportavam soja tombam em SP - 13/03/2011 - G1

A América Latina Logística (ALL) abriu uma sindicância para apurar um acidente de trem ocorrido na cidade de Meridiano, no interior de São Paulo, neste sábado (12). Dez vagões carregados de grãos de soja tombaram e oito descarrilaram. Ninguém se feriu.

A composição destruiu a antiga estação ferroviária da cidade, que está desativada. O trem seguia de Alto Araguaia (MT) para o Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

O laudo com a causa do acidente deve ficar pronto em 30 dias. A empresa investiga se houve falha mecânica ou se a estrutura dos trilhos foi determinante para a queda dos vagões.

Moradores dizem que as fortes chuvas dos últimos dias fizeram a terra ceder.Os habitantes da pacata cidade, que tem menos de 4 mil habitantes, ficaram assustados com a cena de destruição. Pedaços da construção e rolamentos do trem ficaram espalhados pelo local.

O aposentado Manoel Teixeira do Nascimento, que mora ao lado da linha férrea, disse ter tomado um susto. “Fez um barulhão e eu me assustei. Quando olhei, já vi o trem descarrilado.”

O motorista Onisvaldo Valdim também se surpreendeu. “Você fica apavorado. Não está acostumado com essas coisas.”

terça-feira, 15 de março de 2011

ALL tem lucro maior.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL tem lucro 590% maior em 2010 - 02/03/2011 - Agência Estado

A América Latina Logística S.A. (ALL), empresa de transporte ferroviário, anuncia que seu lucro líquido em 2010 alcançou R$ 239,879 milhões, um aumento de 590% sobre os R$ 34,748 milhões de 2009. A companhia apresenta os dados no padrão IFRS.

Segundo a administração da companhia, os motivos para essa alta foram o crescimento do resultado operacional e a redução na despesa financeira em 2010.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) teve um aumento de 21,6% em relação a 2009, para R$ 1,338 bilhão em 2010, com margem Ebitda de 48,6%, ante 45,1% em 2009, "fruto do aumento do volume transportado, de uma forte disciplina no controle de custos e de um cenário de mercado mais favorável, depois de um mercado difícil em 2009", como explica a empresa em relatório de desempenho.

A receita consolidada atingiu R$ 2,753 bilhões, alta de 11% sobre a de R$ 2,471 bilhões em 2009.

O resultado financeiro líquido da controladora passou de uma despesa de R$ 108,88 milhões em 2009 para uma de R$ 35,773 milhões (queda de 67%), enquanto o resultado financeiro líquido consolidado apresenta uma queda mais leve na despesa, de 3,90% para R$ 813,251 milhões.

Empresa reverte prejuízo no 4º trimestre

A ALL reverteu prejuízo de R$ 63,7 milhões no quarto trimestre de 2009 em um lucro líquido de R$ 16,9 milhões, incluindo os resultados advindos da participação na Santa Fé Vagões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) do período é apresentado no critério consolidado e excluindo o resultado da Santa Fé Vagões. Essa cifra atinge no quarto trimestre de 2010 R$ 240,2 milhões, crescimento de 97,2%, com margem Ebitda maior em 13,6 pontos porcentuais, para 39,4%, ante 25,8% no quarto trimestre de 2009.

As despesas financeiras líquidas consolidadas cresceram 22,5% na mesma comparação, para R$ 247,4 milhões no quarto trimestre de 2010.

Volumes

O volume consolidado da ALL cresceu 27,6% no trimestre, para 11.175 milhões de TKU e 10,8% no acumulado de 2010, somando 43.138 milhões de TKU. "O aumento de volume resultou, principalmente, de melhorias operacionais, ganhos em participação de mercado e um mercado favorável de exportação de milho e açúcar no Brasil, e a consistente curva de expansão dos fluxos intermodais no segmento de produtos industriais", explica, em relatório.

No Brasil, o volume cresceu 28,9% no quarto trimestre, para 10.362 milhões de TKU, e 11,5% no ano, para 39.715 milhões de TKU, em linha com o guidance de cinco anos para crescimento de volume, de acordo com a empresa.

A ALL opera 21.300 km de malha ferroviária, 1.095 locomotivas, 31.650 vagões, 650 veículos rodoviários, centros de distribuição e áreas de armazenamento.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Gol venderá passagens no metrô.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Gol venderá passagens aéreas no metrô SP

10/03/2011 - Folha de S.Paulo

A Gol anunciou nesta quinta-feira que irá vender passagens aéreas em quiosques no metrô de São Paulo. Segundo a empresa, o canal é "destinado, principalmente, à nova classe média brasileira".

Os pontos serão inaugurados nas estações Itaquera, Sé e Luz. Será possível comprar bilhetes, alterar e cancelar reservas e esclarecer dúvidas de consumidores.

"A nova identidade terá itens que remetem aos aeroportos e faremos ações de comunicação com forte apelo visual", diz Claudia Pagnano, vice-presidente de mercado da companhia. "Nosso objetivo é fazer um trabalho de imersão das classes C e D no universo da aviação".

Segundo a Gol, as equipes dos quiosques foram treinadas "de forma diferenciada, com uma consultoria especializada em consumo popular".

"Durante 20 dias, os colaboradores passaram por cursos sobre a nova classe média, em que estudaram hábitos desse público, técnicas de vendas e linguagem", informa em comunicado.

domingo, 13 de março de 2011

Terremoto paralisa Trem Bala no Japão.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Terremoto no Japão paralisa Shinkansen - 11/03/2011 - EFE

Os serviços do Shinkansen, o trem-bala do Japão, e os dois aeroportos de Tóquio ficaram temporariamente paralisados após o terremoto de 8,9 graus na escala Richter que atingiu o nordeste do país nesta sexta-feira, 11.

Segundo a agência local Kyodo, o aeroporto internacional de Narita suspendeu temporariamente suas atividades para analisar se há danos nas pistas, enquanto o de Haneda, mais próximo ao centro, também fechou.

A rede do Shinkansen, que conecta as principais metrópoles, ficou suspensa nas regiões afetadas, enquanto as autoridades japonesas enviaram um avião das Forças Aéreas para avaliar os danos causados pelo tremor.

Duas usinas nucleares na província oriental de Fukushima, no litoral do Pacífico, também estão paralisadas pelo terremoto, que disparou os alarmes em grande parte do território japonês, incluindo Tóquio.

A emissora de TV local NHK transmitiu imagens que mostram colunas de fumaça saindo de edifícios na ilha de Odaiba, na baía de Tóquio. Em Yokohama também houve vários incêndios, segundo a Kyodo.

O terremoto teve epicentro no Oceano Pacífico, a 130 quilômetros da península de Ojika, e a uma profundidade de dez quilômetros, na mesma região onde há dois dias ocorreu um tremor de 7,3 graus que não deixou danos.

O sismo ocorreu às 14h46 da hora local (2h46 de Brasília) e alcançou 7 graus na escala japonesa - o nível máximo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Trem desaparece após tsunami atingir o Japão.

NOTÍCIAS DO DIA (Uol Notícias):

Trem de passageiros desaparece após ser arrastado por tsunami no Japão
11/03/2011 - 10h47
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Um trem de passageiros no nordeste do Japão desapareceu após ser arrastado pelo tsunami que atingiu o país, segundo as autoridades japonesas.

O trem da companhia East Japan Railway Co se encontrava próximo à estação de Nobiru e fazia a linha que liga Sendai com Ishinokami, quando ocorreu o terremoto de magnitude 8,9 graus na escala Richter e que deu origem ao tsunami.

O terremoto deixou pelo menos 60 mortos, segundo a Polícia Nacional, e é considerado um dos maiores da história do país. A Agência de Gerenciamento de Desastres e Incêndio, em seu boletim mais recente, apontava pelo menos 32 mortos.

O terremoto gerou um tsunami que invadiu cidades da costa leste do Japão com ondas de até 10 metros que arrastaram barcos de pesca e outras embarcações pelas cidades. Vários veículos e casas foram submersos pelas ondas.

As comunicações no Japão estão prejudicadas. Os celulares estão funcionando com limitações e a telefonia fixa, em Tóquio, com alguma irregularidade.

O metrô da capital japonesa foi paralisado, os carros detidos nas estradas, os aeroportos foram fechados e os prédios foram evacuados entre sons das sirenes e chamadas à evacuação.

* Com as agências internacionais

Homem morre em acidente de trem.

NOTÍCIAS DO DIA (Uol Notícias):

Trem atropela carro e mata motorista no interior de SP
10/03/2011 - 10h45
do UOL Notícias

Em São Paulo Atualizado em: 10/03/2011 - 16h23

Um homem de 43 anos morreu após o carro em que estava ser atingido por um trem na manhã de hoje em São José do Rio Preto, no interior paulista. O acidente ocorreu por volta das 7 horas, próximo à pista marginal da BR-153. Além do motorista, não havia passageiros no veículo.

Segundo a Polícia Militar (PM), o carro foi atingido ao tentar cruzar a linha férrea. Por volta das 10 horas, os trabalhos de perícia já haviam sido feitos. O caso foi registrado no 7.º Distrito Policial (DP) da cidade. A causa do acidente será investigada. As fotos seguem abaixo:



quinta-feira, 10 de março de 2011

Japão analisa usar Transsiberiana.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Japão analisa Transsiberiana para transporte de carga


28/02/2011 - Voz da Rússia

O governo do Japão mandou um trem de carga de Vladivostok a Moscou, pela ferrovia Transsiberiana, a fim de verificar a vantagem deste trajeto para o transporte de cargas para a Europa. Espera-se que a viagem leve cerca de 30 dias, enquanto que o transporte de cargas através do oceano Indico e o canal de Suez leva cerca de 50 dias. Ultimamente, o âmbito de negócios japonês tem utilizado cada vez mais ativamente a ferrovia Transsiberiana, o que lhe permite economizar muito tempo. Essa via é utilizada, em particular, a fim de transportar produtos prontos e peças para automóveis.

quarta-feira, 9 de março de 2011

ALL investirá em locomotivas e vagões.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL investirá em locomotivas e vagões - 01/03/2011

A América Latina Logística (ALL), juntamente com a Eldorado Brasil, investirá cerca de R$ 250 milhões na aquisição de cerca de 300 vagões e 20 locomotivas novos. A negociação dos equipamentos está em fase final e as empresas preferem não se manifestar sobre quem vai produzir os equipamentos e a parcela de investimento de cada uma.

O investimento faz parte do contrato que as duas empresas firmaram no início de fevereiro para movimentação de 800 mil toneladas por ano de celulose, da fábrica da Eldorado, em Três Lagoas (MS,) até o porto de Santos (SP). O acordo prevê ainda melhorias na via entre Aparecida Taboado (MS) e Campinas (SP) e a construção de terminais de transbordo em Aparecida do Taboado e Santos (SP).

No segmento de papel e celulose, a ALL já transporta 1,2 milhão de toneladas por ano, atendendo às principais empresas do setor. Com o acordo com a Eldorado Brasil, o volume irá crescer para 2 milhões de toneladas por ano. A fábrica de celulose de Três Lagoas deve entrar em operação em 2012 e será a maior fábrica de celulose do mundo em uma única linha de produção.

A ALL é uma das concorrentes ao Prêmio Revista Ferroviária 2011 na categoria Melhor Criador de TI (Tecnologia da Informação), concorrendo com a Daiken Automação e NEC do Brasil. "Este ano, a ALL concorre ao Prêmio da Revista Ferroviária, como Melhor Criador de Tecnologia, um reconhecimento ao resultado dos projetos de tecnologia desenvolvidos pela empresa no último ano e que trouxeram ganhos de combustível, segurança e transit time para a operação, entre outros. Para a empresa, é de grande importância essa indicação, por reconhecer o trabalho de uma equipe focada em obter ganhos operacionais através do funcionamento pleno de nossos sistemas por meio do desenvolvimento de novas tecnologias”, diz Cesar Leandro Prato, gerente de Tecnologia.

segunda-feira, 7 de março de 2011

EFPP voltará a rodar.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Instituto busca recursos para restaurar Perus-Pirapora - 25/02/2011

O Instituto de Cultura Democrática (IDC) fechou parceria com o Instituto de Ferrovias e Preservação do Patrimônio Cultural para o projeto de restauração da linha ferroviária e a criação de um circuito de visitação na Estrada de Ferro Perus-Pirapora, em São Paulo. As entidades buscarão incentivos fiscais através da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, para restaurar locomotivas que fazem parte do patrimônio ferroviário.

A Perus-Pirapora foi inaugurada em 1914 com uma tecnologia ferroviária leve, que à época oferecia o atrativo de ter um custo de implantação bem menor, devido à bitola estreita que empregava, possibilitando ao trem fazer curvas muito fechadas, dispensando, assim, túneis, viadutos e grandes movimentações de terra. A ferrovia era responsável por transportar cal e cimento retirados das pedreiras da região. Com pouco mais de 20 km de extensão, ligava a estação Perus da antiga São Paulo Railway ao município de Cajamar. Os trens circularam por 70 anos até 1983, quando a estrada foi desativada e tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo.

O plano visa à criação de um roteiro constituído por uma viagem de trem, que proporcionará ao visitante a sensação de viajar em um transporte ferroviário do século passado, em meio ao ambiente natural preservado. Será construído um museu, dividido em estações temáticas, que contam a história da ferrovia.

domingo, 6 de março de 2011

Transporte ferroviária Albanês vive colapso.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Transporte ferroviário albanês vive colapso - 03/03/2011 - EFE

Longe do esplendor que o transporte ferroviário viveu na Albânia durante a época comunista, quando o trem era o único meio de transporte para a maioria dos albaneses, este meio público está atualmente em colapso no país.

A Albânia é a única nação europeia sem conexão internacional de sua rede de ferrovias e o número de passageiros transportados caiu em 2010 para 430 mil, frente aos 12 milhões do final da ditadura comunista de Enver Hoxha, em 1990.

Viajar de trem na Albânia é uma verdadeira aventura que pode causar facilmente um desgosto aos poucos viajantes, entre eles estudantes, aposentados e camponeses sem recursos econômicos, que utilizam este serviço que está em declínio desde o início da democracia no país.

Os 3,2 milhões de albaneses dispõem de apenas 40 vagões oxidados, maioria fabricada na Itália e na Alemanha nos anos 60 e que levam ironicamente a inscrição em albanês "Rumo ao futuro".

Muitas janelas estão quebradas, e os vagões andam a uma velocidade máxima de 40 km/h.

Este é o panorama oferecido pelas ferrovias da Albânia, um país que deseja entrar na União Europeia (UE).

sexta-feira, 4 de março de 2011

Trem da Vale terá vagão panorâmico.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Trem da Vale tem vagão panorâmico - 28/02/2011

Na última sexta-feira, 25, o Trem da Vale, que faz o trajeto de Ouro Preto a Mariana, em Minas Gerais, ganhou um vagão panorâmico e mais dois horários para o passeio.

A nova atração conta com laterais totalmente cercadas de vidro temperado, ar-condicionado e sistema de iluminação diferenciado.

As viagens turísticas, que são realizadas desde 2006, ganharam mais duas viagens: serão duas saídas de Mariana, às 8h30 e 14h, e duas partidas de Ouro Preto, às 10h e 15h30.

Trem da Vale

O Trem da Vale é um programa cultural voltado para a divulgação do patrimônio histórico de Minas Gerais, com viagens a bordo da locomotiva Loco 201, fabricada pela Skoda, da República Tcheca, em 1949. Os 18 km de trecho ferroviário, revitalizado pela Vale, mostram aos visitantes paisagens mineiras encantadoras. O trem tem capacidade total para 240 pessoas por viagem.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Ferronorte põe recursos em MT.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Investimentos com obras da ferrovia representam quase R$ 3 bilhões em Mato Grosso

Plantão News

Com investimentos da ordem de R$ 2 bilhões na instalação do corredor Mato Grosso/Santos (SP) a América Latina Logística (ALL) apresentou no último sábado ao governador Silval Barbosa e demais autoridades as obras de prolongamento da ferrovia senador Vicente Vuolo que interligará Alto Araguaia a Rondonópolis, cujo trecho representa a injeção de mais R$ 700 milhões no projeto Expansão Malha Norte. No município de Itiquira, uma solenidade com autoridades estaduais lançou o início da construção de um terminal intermodal onde o Grupo Seara investirá R$ 40 milhões e possibilitará a movimentação de até 2,5 milhões de toneladas/ano de grãos via ferrovia. A solenidade contou com a participação de dirigentes das duas empresas, do governador Silval Barbosa, dos senadores Blairo Maggi e Pedro Taques, além de deputados estaduais, federais e do secretário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo.

Pontuando que a ALL é uma empresa cem por cento de capital nacional, com atuação, além do Brasil também na Argentina, o seu presidente Paulo Basílio discursou lembrando que a empresa atua no mercado desde 1.997 e que a partir de 2006 assumiu as ações operacionais da ferrovia em Mato Grosso [da extinta Brasil Ferrovias e Novoeste Brasil], o que – a partir de então demandou tempo para fazer investimentos. Segundo ele, em agosto próximo o terminal de Itiquira – que contará com investimentos do Grupo Seara - entrará em operação, e em agosto de 2012 os trilhos chegarão a Rondonópolis.

As obras do Projeto Expansão Malha Norte estão avançadas em toda a sua extensão com cerca de 115 quilômetros totalmente em obras, sendo que 95 quilômetros de infraestrutura concluídos e mais de 20 km de superestrutura (dormentes e trilhos) já executados. O trecho possui duas grandes pontes que também estão com obras aceleradas, e que foram visitadas pela primeira vez pelas autoridades no último sábado.

O projeto é dividido em três segmentos com um total de 250 km. O primeiro tem cerca de 13 quilômetros, o segmento II mede 162 km (totalizando 175 km), e o último é de aproximadamente 75 km. A ALL depende de liberação do Ibama apenas do terceiro segmento, que está em análise pelo instituto. A companhia planeja o início da obra deste trajeto para março de 2011.

Hoje as obras já se aproximam da comunidade de Mineirinho, localizada entre Itiquira e Rondonópolis. Recentemente, foram concluídas duas grandes obras de Terra Armada (placas de concreto verticais que diminuem a área do aterro, diminuindo impactos nas APPs), propostas pela a ALL como uma alternativa tecnológica para obtenção da licença ambiental.

Foi instalada uma fábrica de dormentes de concreto em Alto Araguaia, operando com uma produção de mais de 600 dormentes/dia, de um total de 400 mil que serão utilizados na construção da ferrovia.

ALL garante cerca de 1,8 mil colaboradores trabalhando constantemente. O número expressivo de funcionários é necessário pela dimensão da obra e do prazo para a entrega do resultado final. As expectativas apontam que, após a conclusão dos trabalhos, cerca de 750 empregos diretos serão gerados, entre os cargos de maquinistas, operadores, responsáveis pelo setor de manutenção de vias, vagões, locomotivas, terminais, entre outros.

A obra possui inúmeras fases por todo o seu perímetro, envolvendo infraestrutura e superestrutura. Para tanto, investimentos altos são feitos em contratações, terraplanagem, limpeza da área, drenagem, entre outros. São mais de 130 máquinas trabalhando no desenvolvimento da ferrovia no Estado. Entre elas, 17 escavadeiras hidráulicas, 15 rolos compactadores, 60 caminhões basculantes, 20 tratores de esteira e agrícola, seis motoniveladoras e nove caminhões pipa. Até hoje, foram aplicados em torno de 15 mil dormentes.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Contorno ferroviário de Araraquara fica pronto esse ano.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Trilhos: Dnit garante novo contorno ferroviário no terceiro trimestre
Araraquara.com

Construção civil no Pátio de Tutoia ainda emperra projeto; viadutos na SP-255 foram liberados

Após estudos técnicos, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) confirmou a conclusão das obras do novo contorno ferroviário de Araraquara para o terceiro trimestre deste ano.

Nesta semana, o órgão recebeu o aval do Departamento de Estrada de Rodagem (DER) e da Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) para a construção de dois viadutos que passarão sobre a Rodovia Antônio Machado Sant’anna (SP-255). O projeto deve começar a ser executado nas próximas semanas.

Mas há um último impasse: as tratativas entre o Dnit e a concessionária América Latina Logística (ALL) para o início da construção civil do pátio, cujo projeto inclui galpões que abrigarão oficinas para a recuperação de locomotivas e vagões, área administrativa e estoque. O projeto arquitetônico sofreu alterações a pedido da ALL, e isso elevará o custo e o prazo de entrega da obra.

No traçado, as obras estão concentradas em terraplenagem, obras de arte correntes, drenagem profunda, drenagem superficial, obras de artes especiais, lançamento de lastro e preparação de dormentes para lançamento. No Pátio de Tutoia, foi concluída a supressão vegetal e executam-se terraplanagem e drenagem superficial para, em seguida, implantar dormentes e trilhos.

Em trecho próximo ao aterro sanitário, funcionários da Prefeitura atuam na canalização de um afloramento descoberto durante os trabalhos de terraplenagem. Segundo o órgão, serão implantados 600 metros de galerias com previsão de conclusão nas próximas semanas.

Atrasos

A conclusão do novo contorno ferroviário passou por seis adiamentos. O prazo inicial era abril de 2010, no entanto, uma série de incidentes ambientais e burocráticos fez o Dnit rever os prazos - os principais, segundo o órgão, foram as chuvas em excesso entre 2009 e 2010 e a identificação de lençóis freáticos durante a terraplenagem.

Investimento no pátio de manobras chega a R$ 73 milhões

Os investimentos no novo contorno ferroviário já somam R$ 73 milhões. Os canteiros de obras coordenados pela Cetenco Engenharia, empresa vencedora do processo licitatório, reúnem cerca de 130 operários.

O novo contorno terá o maior pátio de manobras da América do Sul. Implantado em uma área de 27 hectares (equivalente a 27 campos de futebol), o dispositivo contará com 27 quilômetros de ferrovias perfazendo um total de 42 quilômetros.

O impacto de toda essa estrutura está no desenvolvimento regional, segundo a assessoria de imprensa da Casa Civil, pois fortalecerá a cidade como importante ponto de logística de transporte. O Pátio de Tutoia abrigará 17 mil metros quadrados de edificações, dos quais mais de 15 mil serão ocupados por uma oficina de manutenção de locomotivas. Isso o coloca entre os maiores do Brasil no setor, junto com Divinópolis e Curitiba e, futuramente, o de Barra Mansa, onde será construído um projeto similar ao de Araraquara.

Atualmente, os maiores pátio de manobras do mundo, quando se mensuram as vias, estão localizados em Bailey Yard, em Nebrasca, nos Estados Unidos, que tem 114 vias, e o da Cidade do México, que tem 48 linhas.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: só para lembrar, essa história de maior pátio da América do Sul (e do mundo em seu terreno) já aconteceu em Brasília, quando foi inaugurado o pátio intermodal de lá. Com capacidade para 55 linhas, hoje não possue nem 10 linhas, o resto nunca foi construído, e metade do que foi já está erradicado. Será que agora sai algo do gênero em Araraquara? O tempo dirá.