segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Linha 4 do metrô tenta apagar memória da tragédia.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Linha futurista para esquecer tragédia - 21/02/2011 - O Estado de S.Paulo

A Estação Pinheiros do Metrô virou manchete em 12 de janeiro de 2007. Uma grande cratera soterrou o canteiro de obras, engoliu veículos e matou sete pessoas, na maior tragédia da história do metrô paulistano. Após quatro anos, o cenário é bem diferente. O imenso buraco hoje se transformou em prédio de vidros e aço, preenchido com escadas rolantes. Tem traços modernos, lembrando uma arena futurista. Tudo à espera de passageiros, que surgirão em maio.

A reportagem do Estado foi a primeira a realizar uma viagem pela Linha 4-Amarela, passando pela estação. Foram 5,3 quilômetros entre a Paulista (já em operação) e a Butantã, que deve ser inaugurada um mês antes da Estação Pinheiros.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos planeja que as duas estações estejam em funcionamento e integradas com a Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) até junho. "Primeiramente será a Butantã; 30 dias depois, a Pinheiros", diz o secretário Jurandir Fernandes. A ligação com a CPTM será feita duas semanas mais tarde.

O trajeto entre as Estações Faria Lima e Pinheiros é feito em exato 1 minuto e 5 segundos. Ao chegar à Pinheiros, os passageiros estarão a cerca de 36 metros da superfície e por isso vão precisar subir três níveis de escadas rolantes - são 16 no total e de cima lembram as engrenagens do filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin.

Pinheiros também é a primeira estação do ramal que tem a luz do sol penetrando desde a abóbada até os trilhos, o que faz o chão ficar sempre brilhante. O visual futurista se acentua à noite, quando luzes azuis colorem as paredes de vidro. Nada lembra a tragédia de 2007. É uma estação dois em um, com entrada para o metrô e para a estação homônima da CPTM - da Linha 9-Esmeralda.

Uma das falhas é que as novas estações não estão ainda adaptadas à legislação estadual e não têm banheiros. O presidente da ViaQuatro (que administra a linha), Luís Valença, afirma que o projeto original não previa banheiros, mas agora serão feitas obras para adaptar as estações. Questionado se há receio de a Pinheiros ser chamada de "estação da cratera", ele diz que pretende reverter isso com trabalho. "Vamos tentar fazer com que o bom serviço faça as pessoas esquecerem dessa tragédia."

Shopping. A arquitetura da Estação Butantã lembra a de um shopping center. Sua estrutura retangular fica coberta por placas de aço escovado. Vai receber 35 mil passageiros por dia e terá ao lado um terminal de ônibus com três plataformas.

Antes das duas inaugurações, o ViaQuatro vai mudar as placas indicativas nas plataformas das estações. Pelo projeto original, elas apontam sentido para Vila Sônia e Luz. Os avisos receberão os nomes Butantã e Paulista, respectivamente. A Luz inicia operação até dezembro; a Vila Sônia, só em 2014.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Trem de carga é tema de campanha institucional.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Trem de carga é tema de campanha institucional inédita - 21/02/2011

“O Brasil vai bem de trem”. Esse é o slogan da campanha da ANTF - Associação Nacional dos Transportes Ferroviários que entrará no ar a partir da segunda-feira, 21, na TV Globo e nos principais canais da TV por assinatura.

Composta por dois filmes de 30 segundos, spots radiofônicos, anúncios na internet e nas revistas especializadas em logística, o foco da campanha, na primeira etapa, é mostrar que as ferrovias de carga são modernas e competitivas, integram as diversas regiões do País, promovem o desenvolvimento e geram milhares de empregos qualificados.

O primeiro filme, “Locomotiva Brasil”, apresenta cenas de trens cruzando diferentes pontos de país, com os mais variados tipos de cargas. As cenas são intercaladas com imagens de trabalhadores do transporte ferroviário, traçando um paralelo entre o trem de carga e o desenvolvimento do País. O segundo filme, “Trem de ferro”, traz uma trilha sonora envolvente, que faz referência ao poema homônimo de Manuel Bandeira.

No rádio e na internet, a primeira etapa campanha buscará atingir principalmente o público formador de opinião, através das redes CBN e BandNews e dos portais jornalísticos de maior audiência, como UOL, Globo, Folha, Terra, Google, Abril e Estadão. Os filmes serão exibidos também nos vôos da TAM, durante os meses de março e abril. Além disso, serão publicados anúncios impressos nas revistas especializadas em transporte ferroviário e logística.

Importância das ferrovias

“Esta campanha é um anseio do nosso setor há 14 anos, desde que foi adotado no Brasil o atual modelo de concessões e o transporte ferroviário passou a viver uma nova era” – afirma Rodrigo Vilaça, diretor-executivo da ANTF. “Precisamos fazer com que o cidadão comum valorize as ferrovias de carga e sua importância para a vida das pessoas. É fundamental que todos os segmentos da população tenham consciência da contribuição das empresas concessionárias de transporte ferroviário para o crescimento do País.”

A linha estratégica da campanha foi concebida pelo Comitê de Comunicação da ANTF, com a participação das áreas de comunicação das empresas ferroviárias e o apoio da Newsday Consultoria de Comunicação e Marketing. Foi promovida uma concorrência entre seis agências de publicidade, que resultou na escolha da Talent, agência que tem entre seus clientes o Grupo Santander Brasil, NET, Semp Toshiba, Ipiranga e Tigre, entre outras grandes marcas.

A próxima etapa da campanha, a partir de abril, envolverá também as comunidades dos municípios atravessados pela malha ferroviária, inclusive com campanhas de segurança na travessia das linhas férreas, entre outras ações educacionais e culturais.

Reposicionamento da imagem dos trens de carga

Pesquisa qualitativa realizada pela Talent no planejamento da campanha comprovou um quadro crítico, já conhecido dos profissionais do setor: as ferrovias de carga, embora sejam responsáveis pelo transporte de 25% de todas as mercadorias no território nacional, são desconhecidas da maior parte das pessoas. Distantes do dia a dia dos cidadãos nos grandes centros urbanos, os trens continuam associados a uma visão saudosista. São vistos como antiquados, mas já operam no Brasil com tecnologia de ponta – como centros de controle de operações e locomotivas de última geração – e são considerados pelos especialistas em logística como o principal meio de transporte de carga do século XXI.

Depois da primeira fase da campanha, voltada para a mudança da percepção do público a respeito do setor, a ANTF se propõe a divulgar amplamente para todos os segmentos da sociedade, nas próximas etapas da campanha, a realidade atual das ferrovias brasileiras.

Esse reposicionamento será alicerçado pelos resultados positivos do setor nos últimos anos. Desde a concessão da malha da extinta Rede Ferroviária Federal (RFSSA) para a iniciativa privada, em 1997, até o final de 2010, a produção das ferrovias cresceu 104,1%, passando de 110,2 para 280,1 TKU (tonelada quilômetro útil).

Entre 1997 e 2010, a movimentação de cargas pelas ferrovias saltou de 253,3 milhões de toneladas por ano para 471,1 milhões de toneladas por ano, o que corresponde ao crescimento de 86% na movimentação de cargas, alavancado principalmente pelo transporte de produtos siderúrgicos e de commodities agrícolas como soja, milho e arroz. Nos últimos anos, com o crescimento da economia, também houve um incremento na movimentação de produtos petroquímicos e da construção civil. A projeção das concessionárias para 2011 também é otimista. A expectativa para o ano que vem é de uma movimentação de 530 milhões de toneladas de cargas.

As ferrovias transportam atualmente 25% de todas as cargas movimentadas no território nacional. Essa participação, que era de 17% antes da privatização, comprova o crescimento da importância do transporte sobre trilhos em relação aos outros modais, embora o transporte nas rodovias ainda seja predominante. As ferrovias são mais eficientes e econômicas, além de ecologicamente corretas, para transportar grandes volumes de cargas em longas distâncias. Um trem de carga com 100 vagões corresponde a aproximadamente 357 caminhões, consome 20% menos combustível por tonelada transportada e emite 66% menos monóxido de carbono.

Investimentos privados

Entre 1997 e 2010, os investimentos realizados pelas empresas concessionárias responsáveis pelas ferrovias de carga no Brasil somaram mais de R$ 24 bilhões. Os recursos foram destinados à recuperação da malha, adoção de novas tecnologias, redução nos níveis de acidentes, capacitação profissional, aquisição e reforma de locomotivas e vagões.

A malha ferroviária em operação no Brasil para o transporte de cargas totaliza 28.228 km, divididos em 12 trechos, que estão sob a responsabilidade de 10 concessionárias, sendo que nove são empresas privadas e fazem parte da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), cujo objetivo é promover o desenvolvimento e o aprimoramento do transporte ferroviário no País.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Obras da FNS em GO terminam e Junho.

NOTÍCIAS DO DIA (Portal Brasil Ferrovias News):

Obras na ferrovia Norte-Sul em Goiás devem terminar em junho
Tribuna do Planalto

Durante almoço nesta segunda-feira com o governador Marconi Perillo no Palácio das Esmeraldas, o presidente da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha anunciou para até junho a conclusão das obras da ferrovia Norte-Sul em Goiás, e abertura de novos ramais da ferrovia, o principal deles é o trecho de 669 Km ligando Anápolis a Estrela d’Oeste-SP.

“Até o final de 2012, esse trecho estará pronto”, garantiu Juquinha. Ele disse ainda que estudos estão sendo feitos para levar os trilhos até o Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, concluindo 5.400 Km de ferrovia. O presidente da Valec anunciou ainda investimentos de mais de R$ 4 bilhões só este ano para as obras da ferrovia Norte-Sul em Goiás.

“No trecho que ainda estamos construindo, de Palmas até Anápolis, nós chegamos a ter um pico de 17 mil homens trabalhando 24 horas por dia. Hoje já reduziu bastante porque a ferrovia está chegando ao seu final. Daqui até São Paulo nós estamos prevendo 10 mil empregos diretos e mais 30 mil empregos indiretos”, ressaltou José Francisco.

Juquinha revelou também que estudos estão sendo feitos para a construção do “Trem Pequi”, que irá ligar Senador Canedo a Brasília. O trecho, que teria 194 Km de trilhos, e com 80 minutos de viagem, tem custo estimado de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão. AValec já tem pronto o projeto de um ramal da Norte-Sul que vai ligar Campinorte, em Goiás, a Água Boa, no Mato Grosso, passando por Pilar de Goiás, Santa Terezinha, Nova Crixás, Aruanã e Cocalinho.

“A ferrovia Norte-Sul vai mudar a geografia brasileira”

O governador Marconi Perillo exaltou mais uma vez a construção da ferrovia Norte-Sul, e comemorou a agilidade das obras. “Uma obra que está mudando a geografia brasileira, ela está mudando para sempre a geografia do nosso Estado. Está estimulando a geração de empregos e riquezas, e o crescimento e progresso econômico no nosso estado”, disse o governador.

Marconi ainda prestou homenagem ao presidente da Valec, conferindo-lhe o grau Grã-Cruz da Ordem do Mérito Anhanguera. “A ferrovia Norte-Sul é o maior acontecimento registrado no nosso estado nos últimos 50 anos, e o grande responsável por essa obra, além é claro dos presidentes da República, é o Dr. José Francisco das Neves, o Juquinha. Este goiano talentoso e competente, responsável pela construção e aceleração dessa obra”, afirmou.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Barra Mansa quer estação do TAV.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Barra Mansa quer estação do TAV - 17/02/2011 - Diário do Vale

O prefeito de Barra Mansa, Zé Renato (PMDB), apresentou na manhã de hoje (17) o projeto da Estação Sul Fluminense do Trem de Alta Velocidade (TAV). A apresentação ocorreu durante um evento da Aciap-BM (Associação Comercial, Industrial, Agropastoril e Prestadora de Serviços de Barra Mansa), e contou com a presença de empresários e secretários, da vice-prefeita Ruth Coutinho, e do coordenador da 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (CRPI), Paulo Passos, além dos comandantes da Guarda Municipal, Policias Militar e Civil e Corpo de Bombeiros.

De acordo com Zé Renato, o projeto não é executivo, mas tem como objetivo mostrar as vantagens que a construção teria se fosse efetuada em Barra Mansa. - Esse não é bem um projeto, mas uma idéia de como seria a estação se fosse construída em Barra Mansa. Desde que se falou da possibilidade de uma estação do TAV em no Sul Fluminense, estamos buscando dar informações para mostrar essa viabilidade de ter a estação aqui. Quando o projeto do TAV nos foi apresentado em Brasília, ficou clara a vantagem da realização desta obra em Barra Mansa. Pensamos que poderíamos apresentar uma idéia de como seria se a estação fosse em Barra Mansa - disse. Entre as vantagens que o município teria em relação as cidades vizinhas, de acordo com o projeto apresentado por Zé Renato, se encontram: menor custo de desapropriamento, menor impacto ao meio ambiente e melhor traçado em relação a Serra das Araras, além se encontrar nas proximidades das principais rodovias da região sudeste do país. Zé Renato ainda informou que a licitação terá inicio no mês de abril.

- É importante que frisar que estamos reforçando a importância da Estação Sul Fluminense, pois com uma estação do TAV em nossa região, todas as cidades serão beneficiadas. Esse é um sonho de todos nós. Temos acompanhado projetos de outras cidades também. Uma estação do TAV em nossa região é uma grande oportunidade desenvolvimento - acrescentou.

Ainda segundo o prefeito o projeto apresentado ganhou o premia da IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) na categoria Edificações.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Ferrosul volta à discussão.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferrosul vai mudar a economia de MS, diz senador

15/02/2011 - Pantanal News

O senador Waldemir Moka (PMDB) disse na última terça-feira (15), em pronunciamento na tribuna do Senado, que a construção da Ferrosul vai consolidar o processo de industrialização, iniciado na primeira administração do governador André Puccinelli (PMDB).

O projeto da ferrovia prevê ligação de regiões de Mato Grosso do Sul, como Bolsão, Grande Dourados, Conesul e Maracaju, aos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “Não tenho a menor dúvida de que a integração ferroviária entre esses Estados será um dos maiores empreendimentos do Brasil”, declarou.

Moka afirmou que, ao receber várias empresas de grande porte, principalmente em Três Lagoas e região, Mato Grosso do Sul começa a diversificar a matriz socioeconômica. O senador disse que, num futuro próximo, a produção de álcool, açúcar, celulose, grãos e carnes vai exigir logística bem estruturada no setor de transporte.

Segundo o senador, a expectativa é que a produção de celulose dobre nos próximos anos, saindo de 1,2 milhão de tonelada para 2,3 milhões de toneladas por ano. A produção de álcool deverá triplicar, saltando de 2 bilhões de litros para 6 bilhões de litros ao ano. “O objetivo é fazer com que Mato Grosso do Sul possa diversificar a matriz socioeconômica, reforçando a fonte de riqueza e lucro”, afirmou.

Em aparte, a senadora Marisa Serrano (PSDB) disse que o Brasil precisa resgatar o transporte por meio da ferrovia. Contestou proposta de construção do trem bala ligando São Paulo e Rio de Janeiro, em detrimento de obras como a Ferrosul. “Antes de falar no trem bala, tínhamos de olhar com mais cuidado para o escoamento da nossa produção, cuja logística está sucateada”, criticou.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) também destacou o papel fundamental que a Ferrosul terá no desenvolvimento econômico dos Estados que integram o Codesul. “A integração ferroviária desses Estados é assunto crucial e urgente. Não podemos mais esticar esse projeto além do tempo que já consumiu até aqui”, observou.

Moka destacou que os Estados que fazem parte do Codesul (Conselho de Desenvolvimento dos Estados do Sul) respondem, juntos, por 20% das exportações brasileiras, que em 2010 atingiram R$ 201 bilhões.

O senador alertou os parlamentares para a necessidade de trabalhar a fim de tirar o projeto de construção da ferrovia do papel. “Temos de agir no sentido de fazer com que a retórica dê lugar à ação”, declarou.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

No RS, trem de passageiros está em estudo final.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Projeto do trem de passageiros no RS atrai investidores

15/02/2011 - Agora RS

O pontapé inicial para a implantação de uma linha de trens de passageiros entre os municípios de Rio Grande e Pelotas pode estar mais próximo. A notícia ganha corpo com o anúncio de uma reunião no Ministério dos Transportes, em Brasília, para discutir o assunto.

Um dos sócios do Grupo Engevix, o engenheiro Gérson Almada, em reunião com o deputado federal gaúcho Fernando Marroni (PT-RS), na última segunda-feira, confirmou o interesse do grupo em investir no projeto.

A partir do interesse da Engevix em investir na proposta que beneficiará a região, Marroni e o diretor-presidente da Empresa Trens Urbanos S.A (Trensurb), Marco Arildo Cunha, deverão reunir-se com o ministro Alfredo Nascimento.

A proposta é que o encontro com o Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, seja realizado até o final desta semana. O objetivo é solicitar a liberação dos recursos necessários para a realização do estudo de viabilidade técnica da implantação do trem urbano entre as duas cidades.

O grupo Engevix é responsável pela construção de oito cascos para plataformas de petróleo no dique seco em Rio Grande, que representarão um investimento total de R$ 3,5 bilhões.

De acordo com Marroni, a Trensurb já tem em andamento estudos referentes ao trem regional da Serra e do trem urbano entre Londrina e Maringá (PR) e já deveria ser feito o mesmo levantamento no trecho Pelotas-Rio Grande. No entanto, os recursos para esta etapa acabaram não sendo liberados e é isso que pretendem buscar junto ao Ministério dos Transportes.

"O trem urbano tem tudo para ser o transporte mais seguro, rápido e barato para a população que diariamente se desloca nessa metrópole bipolar de Pelotas e Rio Grande", argumenta o deputado.

Conforme avaliação do diretor da Trensurb dentre os três trechos analisados, Pelotas-Rio Grande é o que apresenta maior viabilidade de ser executado devido o aglomerado populacional das duas cidades. A densidade populacional aliada ao intenso trânsito de pessoas entre as duas cidades e os pesados investimentos feitos no Polo Naval do Rio Grande são os principais trunfos de Marroni e Nascimento para convencer o ministro Nascimento a liberar a verba para a realização do estudo.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: torço muito para que esse projeto, que considero o mais avançado de todos desde que ouvi falar dele, saia do papel, para que assim os outros também saiam.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Os trens de passageiros voltarão.

Acima: o Vera Cruz parado em BH em 1985. Será possível voltar a ver cenas assim um dia? Créditos na foto.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Projetos para trens de passageiros somam R$ 85 bi

14/02/2011 - Valor Econômico

O visual futurista e imponente do trem-bala tem ofuscado um movimento que, com bem menos barulho, começa a ganhar força por todo o país. Depois de ter sido abandonado há mais de 40 anos, o transporte ferroviário de passageiros volta à cena, impulsionado, em boa parte, pelos projetos da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Levantamento feito pelo Valor sobre as iniciativas em fase de estudo ou já em andamento no país em torno desse tipo de transporte, englobando desde linhas de metrô, trens regionais e interestaduais, até monotrilhos e os chamados veículos leves sobre trilhos (VLTs), um tipo de bonde mais moderno, muito usado em várias cidades europeias, mostra que o setor vai movimentar R$ 85 bilhões nos próximos cinco anos. Os dados foram apurados com órgãos do governo, agências reguladoras e associações do setor.

Na semana passada, o Ministério dos Transportes reuniu em Brasília um grupo de empresários e representantes do setor para discutir o assunto. O governo já está em poder de uma lista de lista de obras prioritárias, que prevê a criação de 14 trens regionais (tráfego feito dentro de um único Estado), espalhados pelo país. Não se trata de trens com vocação turística. São percursos regulares, com saídas diárias. Essa relação - resultado de um pente-fino feito Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 64 trechos potenciais - é formada pela reativação de partes de estradas de ferro que não foram concedidas à iniciativa privada na década de 90 e que se encontram abandonadas.

Entre os projetos estão linhas como a de Campinas a Araraquara (São Paulo); Pelotas a Rio Grande (Rio Grande do Sul); Recife a Caruaru (Pernambuco); e Santa Cruz a Mangaratiba (Rio Janeiro). Juntas, essas linhas somam 1,3 mil quilômetros de malha, o que não é pouca coisa. Hoje, se um passageiro quiser chegar a seu destino no país por meio de uma malha ferroviária regular, terá à disposição restritos 930 km de malha, extensão que já contabiliza todas as linhas de metrô e trens regionais em operação no país.Os trechos entre Bento Gonçalves e Caxias do Sul (RS) e Londrina e Maringá (PR) já estão em fase avançada de estudos de viabilidade econômica, diz Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer).

A expectativa é que mais projetos sejam viabilizados ainda neste ano. Além dos trens regionais de passageiros, há uma lista de mais 15 projetos de VLTs no forno. O VLT é um equipamento com características de metrô, mas de média velocidade e com capacidade reduzida. Enquanto uma linha de metrô carrega, em média, 60 mil passageiros por hora/sentido, um VLT, normalmente formado por dois vagões transporta cerca de 30 mil no mesmo período.

Hoje o único VLT em operação no país circula nos trilhos de Cariri, município próximo a Fortaleza. Os pedidos desses bondinhos já fechados em todo o país, no entanto, já chegam a 140 carros, um pacote que custará cerca de R$ 500 milhões. Há encomendas de Recife, Maceió, Sobral, Macaé, Arapiraca e Brasília.

Para os trajetos mais curtos, Estados e municípios têm apostado nos monotrilhos. De acordo com dados da Abifer, atualmente há 378 carros já encomendados para esses projetos, o que vai movimentar R$ 1,44 bilhão só em equipamentos.

Hoje usam diariamente o transporte ferroviário no país cerca de 7,7 milhões de passageiros. A capital paulista é, de longe, o maior mercado, cuja capacidade, como já é conhecido, está acima do limite há muito tempo. Somadas as malhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e do metrô, circulam por São Paulo seis milhões de passageiros por dia. Trata-se de uma das malhas de metrô mais densas do mundo. Basta destacar que os 70 km atuais do metrô de São Paulo carregam 3,7 milhões de pessoas por dia, enquanto o metrô de Londres, que tem 413 km de malha, transporta diariamente 3,5 milhões de passageiros.

No Rio de Janeiro as linhas de ferro são usadas por aproximadamente 1,2 milhão de passageiros diariamente. Cerca de 130 mil trafegam por metrô em Brasília e outras 370 mil pessoas circulam por outras cidades do país.

Indutores da maior parte dos novos projetos, os jogos da Copa do Mundo e as Olimpíadas já colocaram na pauta do Paraná a construção de uma linha de metrô em Curitiba. Em São Paulo, a meta é que os 230 km atuais de malha - somando 160 km da CPTM - cheguem a 420 km até 2014.

No Orçamento da União previsto para a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) foram reservador R$ 9 bilhões para iniciativas associadas ao setor de passageiros. A retomada dos investimentos no setor já resultou, inclusive, na fundação de uma nova associação. Acaba de ser criada em Brasília a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos). Rodrigo Vilaça, atual diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) vai acumular o cargo de diretor-financeiro da instituição. O papel da associação, diz Vilaça, será o de levar à gestão pública federal e estadual a necessidade de dar espaço para a entrada da iniciativa privada. Vamos atuar junto à CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) e aos metrôs estaduais para que dividam as operações por meio de concessão, comenta. É a melhor alternativa para disseminar rapidamente o acesso das pessoas a esse transporte.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

ALL e Seara levarão grãos do MT até SP

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL e Seara levarão grãos do MT até SP

18/02/2011 - Valor Econômico

De olho na possibilidade de ampliar a atuação no Mato Grosso e atrair cargas com grãos para o porto de Santos (SP), a Seara vai investir R$ 40 milhões na construção de um terminal em Itiquira (MT). Ele terá capacidade estática de 100 mil toneladas e movimentação estimada de 2,5 milhões de toneladas de soja, milho e farelo por ano, em parceria com a América Latina Logística (ALL).

O início da operação está previsto para agosto, quando a ALL deve concluir a primeira fase do Projeto Rondonópolis, no qual estão sendo investidos R$ 700 milhões e que vai ligar Alto Araguaia a Rondonópolis por malha ferroviária. O trecho tem 260 quilômetros e Itiquira fica no meio do caminho. A segunda fase será finalizada em meados de 2012 e deve resultar na assinatura de outras parcerias para a construção de terminais.

O superintendente de grãos da ALL, Leonardo Recondo Azevedo, diz que a chegada da ferrovia e a construção do terminal da Seara vão abrir novo caminho logístico para a região. Ele explica que hoje há duas possibilidades para os agricultores: enviar a produção de caminhão por mil quilômetros até Maringá (PR), para seguir de trem até o porto de Paranaguá (PR), ou vender para as fábricas da região.

A área do terminal da Seara vai ficar no pátio da ALL, que cedeu o terreno e vai compartilhar a estrutura. O diretor de logística da Seara, Jorge Yoshii, explica que os R$ 40 milhões em investimentos estão previstos para a primeira fase do terminal, mas ele já conta com ampliação em 2012. "Vai aumentar a competitividade."

sábado, 19 de fevereiro de 2011

MT recebe novo pátio da Ferronorte.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

MT recebe nova estação da Ferronorte - 15/02/2011 - Webtranspo

A terceira estação da Ferrovia Senador Vicente Vuolo, a Ferronorte, será inaugurada no próximo domingo, 19, no município de Itiquira, no Mato Grosso. O projeto prevê a ligação do Estado, a partir de Cuiabá, ao Porto de Santos, em São Paulo.

Segundo informações do governo local, os primeiros terminais inaugurados foram nos municípios de Alto Taquari, em 2000, e Alto Araguaia, em 2003. Segundo Francisco Vuolo, secretário extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, a inauguração de mais uma estação significa redução de custos para a região.

Além disso, segundo ele, a chegada da ferrovia trará competitividade mais acirrada. “Sem dúvida, as exportações apresentarão índices cada vez mais elevados, em função do grande potencial do Estado. Mato Grosso é eminentemente agrícola, e a ferrovia permitirá a atração de indústria, tornando as regiões mais competitivas, agregando valor àquilo que produzimos e, sobretudo, gerando emprego e oportunidade para a sociedade".

De acordo com o secretário, “a implantação da Ferronorte, como um todo, representa aproximadamente 39% da exportação da produção de grãos que chega ao porto de Santos”.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Ferroeste fecha novo contrato.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferroeste fecha contrato com a Cargill

11/02/2011 - Webtranspo

A Ferroeste deu início ao transporte de soja da safra 2010/11 após ter acertado contrato com a Cargill, informou neta quinta-feira, 10, o presidente da empresa, Maurício Querino Theodoro.

Conforme detalhou a companhia, a carga será embarcada no terminal da Ferroeste, em Cascavel, no Paraná, e seguirá para o Porto de Paranaguá, no mesmo Estado. Inicialmente, o contrato fechado com a Cargill abrange as operações na modalidade spot - de embarque imediato e rápida movimentação. Segundo a empresa, serão transportadas 15 mil toneladas de soja.

Theodoro declarou que “o transporte da soja contratado com a Cargill praticamente inicia a movimentação da nova safra pela ferrovia”. A empresa não divulgou o valor do acordo e afirmou que está em negociação para acertar novos contratos semelhantes.

Com quatro silos instalados no Terminal da Ferroeste em Cascavel, com capacidade para dez mil toneladas cada, a Cargill prevê movimentar neste ano 150 mil toneladas de grãos, entre fevereiro e novembro.

Recentemente, a operadora anunciou a construção de uma nova fábrica para o processamento de milho com o objetivo de atender a alta demanda de clientes. A iniciativa incrementará em 30% a capacidade de moagem de milho da empresa na América do Sul.

A unidade de produção receberá R$ 350 milhões em investimentos e a Cargill cogita três Estados para a instalação da planta, que deverá entrar em operação em 2013. Segundo a companhia, a decisão será tomada ainda neste trimestre.

“A parceria com nossos clientes e o aquecimento do mercado doméstico foram fatores determinantes que impulsionaram novos investimentos. A liderança global da empresa está atenta e vê com otimismo o crescimento dos negócios no Brasil”, declarou Gonzalo Petschen, líder da Unidade de Negócio Amidos & Adoçante América do Sul da Cargill.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nos anos 60, 100 milhões viajavam por ferrovias

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Nos anos 60, 100 milhões viajavam por ferrovias

14/02/2011 - Valor Econômico

As viagens interestaduais já foram uma realidade no Brasil. Na década de 60, chegaram a circular por estradas de ferro 100 milhões de passageiros por ano somente nessas linhas. Hoje, apenas duas operações desse tipo permanecem na ativa. Os vagões de passageiros operam nas linhas mantidas pela Vale na Estrada de Ferro Carajás, entre São Luís (MA) e Carajás (PA), e na Estrada de Ferro Vitória-Minas, que liga a capital capixaba a Belo Horizonte. Movimentam juntas, 1,5 milhão de passageiros por ano.

Para Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o projeto do trem-bala entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro tem o mérito de ser o grande estimulador dos trajetos que cortam Estados no país, mas ele também ressalta outras iniciativas em andamento. Os mais de 6 mil km de malha que a estatal Valec está construindo no país terão plena capacidade de suportar trens de passageiros com velocidade de até 200 km por hora. Além disso, há outros projetos privados que vão abrir esse espaço, como a Transnordestina, em Pernambuco, tocada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), e a Ferronorte, nas regiões Norte e Centro-Oeste, obra da América Latina Logística (ALL).

Hoje, por lei, os atuais 30 mil km de malha do país usados pelas concessionárias para transportar carga poderiam ser utilizados para passageiros. As condições de segurança e a velocidade de tráfego nessas vias, porém, inviabilizam essa iniciativa. Com a criação de novas malhas, porém, o governo quer passar uma lupa em toda a estrutura para verificar onde o transporte de pessoas pode ser economicamente viável. A construção de novos ramais também é analisada.

A Valec já entregou para a ANTT um projeto para a criação de um trem de média velocidade que ligará Brasília a Goiânia. Trata-se de um projeto antigo, mas que agora vai sair do papel, diz o presidente da Valec, José Francisco das Neves. Faremos esse ramal de ligação com a Ferrovia Norte-Sul. Vamos instalar um trem com velocidade média de 190 km por hora, um projeto que deverá custar cerca de R$ 1 bilhão, diz. Segundo Bernardo Figueiredo, da ANTT, o projeto está em etapa final de análise e a Valec deverá receber a concessão para tocar o projeto em breve.

O trem-bala, que hoje consome boa parte da energia do governo neste setor, é parte de um projeto ainda mais ambicioso. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), lembra Figueiredo, já prevê a realização dos estudos de viabilidade para aumentar a malha de 551 km para cerca de 1,5 mil km. A ideia é que, um dia, a estrutura chegue até Curitiba, Belo Horizonte e Triângulo mineiro.

A preocupação central do governo e de empresas no processo de retomada desses projetos tem sido a análise à exaustão da viabilidade dos projetos. O objetivo é não repetir histórias como a do Trem de Prata, que circulou entre 1994 e 1998 entre os Estados que o trem de alta velocidade agora quer unir. Luxuoso, o Trem de Prata foi uma tentativa de retomar a viagem de ferrovia entre São Paulo e Rio, mas o trem circulava à noite e demorava mais de 9 horas para completar o percurso. O projeto fracassou porque, entre outras razões, teve dificuldades de circular numa malha onde também rodava carga.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Metas de preços para o frete devem ser antecipadas

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Metas de preços para o frete devem ser antecipadas - 13/02/2011 - O Estado de S.Paulo

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá antecipar a adoção de metas de preços para o frete ferroviário por causa das divergências entre produtores de grãos e ferrovias. A medida está em consulta pública até o dia 28 de fevereiro e depois deve entrar em audiência presencial. A expectativa é que as novas regras sejam publicadas em abril. Antes, a previsão para entrada em vigor da medida era até o fim do ano.

Hoje o setor trabalha com um preço-teto estipulado pela ANTT. Todos os anos esse valor é reajustado pelo IGP-DI. O problema é que o preço-teto definido no passado é bastante elevado e permite que as empresas trabalhem com alguma folga dentro desse limite. O valor do frete cobrado no mercado sempre fica bem abaixo do preço-teto. Por isso, a agência decidiu definir uma nova metodologia, que são as metas. Segundo Bernardo Figueiredo, diretor-geral da ANTT, a expectativa é que a meta tenha uma redução média de 30% em relação ao preço-teto.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

MRS obtém licença segregação de linha em SP

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

MRS obtém licença segregação de linha em SP

11/02/2011 - Valor Econômico

A MRS Logística obteve nesta semana do Ibama licenças ambientais e de instalação das obras de segregação da linha férrea na região metropolitana de São Paulo no trecho entre as estações Manoel Feio e Suzano, numa extensão de 12 km. Esse trecho atravessa os municípios de Itaquaquecetuba, Poá e Suzano. Com isso, conforme apurou o Valor, a empresa planeja iniciar as obras de segregação das linhas em março. Elas devem durar de 15 a 18 meses.

Esse projeto, que está interligado a outro da empresa, de descida de trens na serra de Santos (conhecido como Cremalheira), terá investimento superior a R$ 100 milhões. Com o projeto da Cremalheira - basicamente na compra de locomotivas especiais para operar nesse trajeto - a empresa vai investir R$ 260 milhões.

A segregação férrea entre Manoel Feio e Suzano cria uma linha exclusiva para transporte de cargas na malha que hoje é usada concomitantemente com a CPTM para transporte de passageiros.

Com a segregação, a MRS elimina gargalos no acesso à descida da serra do Mar de toda a carga vinda do Vale do Paraíba e ganha mais velocidade no seu transporte, hoje limitado a horários especiais. Com a Cremalheira, onde haverá troca de locomotivas da década de 70 por novas e construção de dois pátios de cruzamento na serra, vai poder ampliar a capacidade de transporte das atuais sete milhões para até 28 milhões de toneladas de cargas em cada sentido.

Outros benefícios apontados com as obras são a retirada de cerca de 2 mil caminhões da região metropolitana da capital e centenas de outros por dia na rodovias que descem em direção a Santos.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: só que entre Suzano e Manoel Feio, pelo que um amigo me disse, não é o verdadeiro problema, e sim entre Jundiaí e Suzano. Enquanto não acertarem esse trecho, todos os investimentos não serão bem recompensados.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Mercedes Benz.


À esquerda, caminhão Mercedes de 1956, da qual ainda restam um ou outro rodando pelas cidades do país, e à direita um 1113 de 1982, da qual ainda muitíssimos rodam por todas as estradas do país.

Um tio meu, que teve um desses, falava: Mercedes Benz é marca boa, é o único caminhão que vai e volta de viagem, não fica no caminho. De fato, a durabilidade da marca é impressionante. Bem diferente da concorrência...


Acima, caminhão Fiat 140 6M feito em 1982 (mesmo ano do Mercedes da outra foto), sendo a série construída para substituir os "Barriga D'água" da FNM, comprada alguns anos antes pela Fiat. Ao contrário da concorrente Benz, e da antiga "Fê-Nê-Mê", esses caminhão Fiat foram construídos aos milhares e hoje quase não se vê mais nenhum. Segundo meu pai, que não era caminhoneiro mas sempre teve amizade com muitos amigos da categoria, não foi um bom caminhão, pois três anos após o lançamento da linha, não se via quase mais nenhum andando por falta de peças.

Felizmente a Fiat, se não conseguiu lançar-se bem no mercado de caminhões, sempre teve bons carros...

Fotos: acervo pessoal e internet.

NOTA: ainda existem sim caminhões Fiat iguais ao da foto e outros modelos da fabricante, mas pouquíssimos perto de outras marcas. O autor se baseia no que vê na sua cidade, Rio Claro, SP, onde pululam Mercedes, Volks e Ford's, e existem apenas dois Fiat (um azul e outro amarelo) e outro eventual de uma cidade vizinha. A realidade daqui pode não ser a mesma em outros lugares do país.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Rumo reativará o ramal de Barretos.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Rumo e Coopercitrus fecham parceria - 01/02/2011 - Valor Econômico

A Rumo Logística, braço do grupo Cosan para o transporte açúcar e grãos, fechou acordo com a Coopercitrus, uma das mais tradicionais cooperativas de São Paulo, para a formação de uma nova empresa que vai explorar o terminal da Coopercitrus em Barretos (SP). Essa nova companhia pretende reativar a linha férrea, que passa ao lado desse terminal, afirmou ao Valor Júlio Fontana, presidente da Rumo.

A nova empresa - TB S.A (Terminal de Barretos) - terá 50% de participação de cada uma no negócio. O contrato prevê também que a TB tenha opção de compra desse terminal nos próximos anos.

A Rumo oferecerá sua estrutura para o transporte ferroviário de açúcar do terminal até o porto de Santos. Já a Coopercitrus vai disponibilizar a estrutura do seu terminal de cargas, que conta com uma capacidade estática para armazenagem de 130 mil toneladas de açúcar ou grãos.

"Essa região é estratégica para a Rumo, uma vez que está próxima de grandes usinas produtoras de açúcar de Ribeirão Preto [o principal polo produtor de São Paulo]", disse Fontana. O município de Barretos conta com uma área cultivada de cerca de 65 mil hectares de cana, além de um grande potencial de crescimento na cultura de grãos.

Com esse acordo, a Rumo passa a controlar cinco terminais no Estado - Sumaré, Jaú, Pradópolis, Barretos e Tirapina, que está em construção. "Estudamos terminais fora de São Paulo, mas, neste momento, estamos priorizando o Estado", disse. A expectativa é de que a Rumo incorpore outros três terminais nos próximos meses.

O terminal de Barretos está pronto para operar com dois produtos simultaneamente, uma vez que possui estruturas segregadas de recebimento e expedição, ambas com os modais rodoviário e ferroviário. A atual estrutura permite operação ferroviária, com carregamentos diários de trens com até 85 vagões e capacidade de movimentação mensal de produto que pode atingir 200 mil toneladas.

Considerando as atuais instalações, incluindo esse novo acordo, a Rumo aumentará sua capacidade de transporte para 1 milhão de toneladas de produtos, entre açúcar e grãos. "Em três anos, pretendemos dobrar esse volume", afirmou Fontana.

No mês passado, a Rumo fechou contrato de longo prazo (dez anos) com a usina São Martinho, de Pradópolis (SP), que prevê serviços em armazenagem, transbordo e transporte de açúcar entre as duas empresas. Pelo contrato firmado, a São Martinho vai investir R$ 30 milhões para a construção em sua usina de Pradópolis de um armazém com capacidade para 60 mil toneladas de açúcar, além da modernização do ramal ferroviário de acesso à fábrica, o que garantirá uma capacidade de transbordo para a ferrovia de até 2 milhões de toneladas de açúcar por ano - dos quais até 650 mil toneladas são produzidas pela própria usina.

As instalações da Rumo em Santos contam com uma capacidade de embarque anual de mais de 11 milhões de toneladas. A expectativa é de que o escoamento da Rumo atinja cerca de 7 milhões de toneladas este ano.

Em julho do ano passado, a Rumo ganhou dois sócios de peso - os fundos de investimento Gávea e Texas Pacific Group (TPG), que se associaram à companhia. Os dois investidores fizeram, juntos, aporte de R$ 400 milhões, ficando cada um, com 12,5% do negócio (25% no total). A Cosan mantém os 75% restantes.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: ao contrário do ramal de Piracicaba, que a Rumo também quer reativar mas não tem previsão, o ramal de Barretos já estará pronto para rodar ano que vem. Melhor sorte do que Piracicaba, Cajati, Presidente Epitácio e Panorama.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ibama autoriza construção de pátio na Ferronorte

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ibama autoriza construção de pátio na Ferronorte - 27/01/2011 - Investimentos e Notícias

A empresa América Latina Logística Malha Norte recebeu do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) licença de instalação referente à implantação do pátio de cruzamento ferroviário no município de Alto Taquari, Mato Grosso.

A autorização vale também para construção de uma terceira linha ferroviária em trecho da Ferronorte, entre Aparecida do Taboado, em Mato Grosso do Sul, e Alto Araguaia, no Mato Grosso. O trecho será usado para estacionamento de vagões de emergência e de apoio às equipes da via permanente.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

TST proíbe terceirizados na ALL

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

TST proíbe terceirizados na ALL - 02/02/2011 - Rede Bom Dia

A partir desta quarta-feira, as empresas terceirizadas que prestam serviços à ALL (América Latina Logística) no trecho ferroviário Bauru-Corumbá - responsável pela ligação do Brasil com a Bolívia - são obrigadas, por decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho), a dar aviso prévio a todos os seus trabalhadores que atuam na conservação e manutenção da via permanente. A decisão também atinge o setor de reparos mecânicos.

O TST determinou que a operadora ferroviária contrate diretamente esses funcionários – cerca de 1,3 mil –, pela legislação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), eliminando o serviço prestado pelas terceirizadas.

A informação é do coordenador de relações políticas e institucionais do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Bauru, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, Roque Ferreira. Segundo ele, a decisão é de última instância, não cabe recurso e deverá ser extensiva em breve, por jurisprudência, em todo o país, atingindo entre 6 mil e 7 mil contratados de operadoras ferroviárias.

“É o resultado de uma luta que começou em 1997, ainda quando a Novoeste estava sob a direção do conglomerado norte-americano Noel Group. Sem dúvida, trata-se de uma grande vitória”, comemora o sindicalista.

Ele explica que a determinação do Tribunal Superior do Trabalho põe fim à precarização do serviço nesses setores das operadoras ferroviárias que, de acordo com o sindicalista, chega a ser, em alguns casos, análogas ao sistema escravocrata.

Com isso, os trabalhadores passarão a ter direito a uma série de benefícios trabalhistas, como carteira assinada, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), plano de saúde, vale alimentação e PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

Por meio de sua assessoria de imprensa, a América Latina Logística informa que não há uma decisão definitiva que determine a contratação imediata de profissionais terceirizados, conforme afirma o coordenador de Relações Políticas e Institucionais do sindicato, Roque Ferreira.

“Existe sim uma ação que discute a terceirização dos serviços prestados pela ALL, e que está em fase recursal junto ao Tribunal Superior do Trabalho”, diz a nota encaminhada ao BOM DIA.

O comunicado segue afirmando que a América Latina Logística, por estratégia de negócio, e visando atender sua perspectiva de crescimento para os próximos anos e a satisfação dos colaboradores, já estuda a implantação da primarização em várias áreas e regiões de atuação da companhia, incluindo a região de Bauru.

Malha Oeste foi a primeira privatizada

O trecho Bauru-Corumbá – que até 1996 era administrada pela RFFSA – foi a leilão em março de 1996 e abriu o processo de privatização das ferrovias brasileiras. Ao todo, foram repassados para o setor privado quase 30 mil quilômetros de linhas.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

GP 7010.


Hoje para mudar um pouco, posto uma foto que achei na net, de uma das duas EMD GM GP-18 que ainda operam na ALL.

A nº 7010 foi recebida pela EFA em 1963, junto com cerca de outras dez do mesmo modelo, e numerada como 1010. Em 1971, ainda com sua pintura original, foi renumerada para o atual número, que ficou no pós SIGO.

Na foto, ela e a 7013 (atualmente em Araraquara) rodando já pela FEPASA, sendo que a segunda já possuía a pintura azul e branco da Fase I. Aparentemente a 7010 nunca recebeu essa pintura, já indo direto para a fase vermelha no fim da década de 1970. Em 2009 a ALL reformou ela e a pintou com seu vermelho pomarola. Apesar de constar como locomotiva de manobra de Rio Claro, atualmente ela faz o lastro do tronco oeste, mas como essa linha aparentemente foi abandonada em 2011 pela ALL, agora já não sei mais onde ela está.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ALL vai buscar álcool de MS e do Sul

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL vai buscar álcool de MS e do Sul - 27/01/2011 - Valor Econômico

A ALL Logística está lançando dois investimentos para aumentar o transporte de combustíveis - derivados de petróleo e álcool - em sua malha. Juntas, as ações devem acrescentar 50 mil m³ mensais de carga à operadora. O maior deles é um investimento para captar carga de álcool produzido na região de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

Em sociedade com a ETH, do grupo Odebrecht, a ALL terá um terminal em Campo Grande para atrair a produção local de álcool e levá-lo até Paulínia (SP), de onde será distribuído por caminhão aos postos de gasolina. Segundo Gustavo Vitti, da gerência de líquidos da ALL, o plano é atrair para a malha 50% da produção de álcool na região localizada até 150 km de Campo Grande. As obras devem começar ainda este mês.

Outro investimento foi feito em Lages (SC), em um centro de combustíveis em parceria com a distribuidora Idasa, a ser inaugurado na próxima semana. O terminal movimentará inicialmente 20 mil m³ por mês, podendo dobrar de capacidade com a evolução do negócio. O centro receberá derivados de petróleo - diesel e gasolina - da refinaria Refap, localizada em Canoas (RS), próxima a Porto Alegre, e também álcool produzido no norte do Paraná. A ALL vai passar a responder pela movimentação de 40% de todo o etanol de Santa Catarina, afirma Vitti.

Os investimentos serão feitos na maior parte pelos clientes, diz Gustavo Vitti, e os vagões deverão ser os mesmos já em uso na ALL. As nova operações visam exatamente aproveitar a capacidade de carga do retorno das composições. No caso do investimento em Mato Grosso do Sul, a ALL já leva derivados de petróleo da refinaria de Paulínia para Mato Grosso, mas 30% voltavam vazios. Uma parte ainda era abastecida no meio do caminho, com álcool produzido no noroeste paulista, na região de Andradina - próxima ao limite com Mato Grosso do Sul.

No empreendimento na região Sul, a situação era inversa. A empresa levava álcool do Paraná para o Sul, mas os vagões voltavam vazios. Agora, com o centro de distribuição em Lages, poderá levar os derivados de petróleo produzidos em Canoas com os vagões usados para o etanol na viagem de ida.

Na divisão de combustíveis como um todo, conta Gustavo Vitti, hoje a proporção é de 70% de carga de derivados e 30% de álcool. A carga é a terceira mais importante da ALL, com 4,5 milhões de TKU (unidade que multiplica tonelada por quilômetro transportado) movimentados em 2009 - ficou atrás da soja e do milho.

Dados preliminares da ALL quanto a 2010 mostram que a empresa transportou 43 milhões de TKU, 10,8% mais do que no ano anterior - ano em que a crise retraiu a receita em 0,2% em relação a 2008. Em 2010, o lucro antes de juros, impostos e depreciação e amortização (Ebitda na sigla em inglês) chegou a R$ 1,3 bilhão, aumento de 21,6% em relação a 2009.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Lucro da Norfolk RR também cresce.

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Na Norfolk Southern lucro tem alta de 31% - 26/01/2011 - Valor Econômico

A empresa americana de transportes ferroviários Norfolk Southern registrou lucro líquido de US$ 402 milhões, ou US$ 1,09 por ação, no quarto trimestre de 2010, alta de 31% em relação aos US$ 307 milhões, ou US$ 0,82 por ação, do mesmo período de 2009. Os resultados foram impulsionados pelo aumento no volume transportado de carvão, informou a empresa em divulgação de balanço.

No resultado anual, o lucro líquido foi de US$ 1,5 bilhão, ou US$ 4 por ação, uma alta de 45%, frente aos US$ 1 bilhão, ou 2,76 por ação, em 2009. "Os ganhos da empresa cresceram a níveis significantes e trouxeram retornos atraentes para os nossos acionistas", disse o diretor-executivo Wick Moorman. "Nós temos razões para acreditar que este ano será bem mais forte do que o anterior."

A receita da empresa no quarto trimestre foi de US$ 2,4 bilhões, 14% acima em relação ao mesmo período do ano anterior. No ano, a receita registrou alta de 19%, para US$ 9,5 bilhões, ante mesmo período de um ano antes.

A receita com operações relacionadas ao carvão somaram no quarto trimestre US$ 685 milhões, alta de 18%, ante mesmo período do ano passado. No ano, essa receita foi de US$ 2,7 bilhões, 20% acima do que no ano de 2009. O volume do transporte do carvão cresceu 12% no quatro trimestre e 10% no ano em relação aos períodos anteriores.