segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Devaneios de um apaixonado por ferrovias...

Rio Claro, 20 de Agosto de 1876

Prezados amigos, quero apresentar um pouco dessa cidade, que recebeu o título de cidade com o céu mais azul do estado. A população tem apenas 30 mil pessoas, a maioria vive na zona rural, onde o acesso é precário, mas todos tem seu pedaço de chão para plantar. No centro da cidade, destaca-se a cadeia pública, na esquina da Av. 1 com a Rua 3, sendo um dos últimos prédios dessa avenida, partindo-se da Igreja da Matriz. Para o lado do interior, pouquíssimas casas existem, a maioria acompanhando o estradão dos bois que seguem para a capital.

Para o lado da capital, é mais habitada a cidade, com vários quarteirões arborizados e alguns até com terra batida no chão, excelente para a passagem de veículos de tração animal. Recentemente vi alguns jovens com um veículo chamado Bicicleta, última moda na Europa, e certamente já conhecidas por vocês de São Paulo.

Tivemos grandes novidades esse mês. Na última semana os trabalhadores concluíram os trabalhos de construção do prédio da estação ferroviária. É com certeza o maior prédio da pequena vila, com um estilo inglês muito bonito, que faz lembrar a estação de Cordeiro, que vi pronta há algumas semanas atrás em viagem a fazendo Ibicaba. Certamente a empresa Paulista trará muito progresso com sua ferrovia.

No dia 15 chegou uma locomotiva para testar os trilhos no pátio, e trouxe também alguns vagões de toras para dormentação dos trilhos. Alguns já tinham visto as locomotivas da "Ingleza" aí na capital, portanto não foi grande novidade para eles, mas para as crianças foi um alvoroço ver a "locomotive" andando soltando fogo.

No dia 16 chegou o trem inaugural, trazendo as autoridades políticas da província, da ferrovia e da cidade. Entre os presentes, estava o eminente engenheiro Andreas Schimtd, que projetou a linha entre Campinas e Rio Claro (nº 1 na foto) e que recebeu uma comenda a respeito. Houve festas e até mesmo fotografia, algo novo para os rioclarenses.

Já faz quatro dias que o trem vem e vão para esse ponto final, e já começaram articulações para ampliar a linha até Araraquara, além de que parte do gado já embarca no pátio.

Fico imaginando... Daqui a 140 anos como estará essa cidade? Certamente já estará com 200 mil habitantes, sendo um grande polo industrial, com facilidades e carruagens movidas a fogo, luzes em todos os lados, já não mais movidas a gás.

E minha ferrovia, como estará? Minha porque eu sonhei com ela, e sonharei sempre... Como ela estará no longinguo ano de 2011? O que as futuras gerações daqui pensarão sobre ela?

O que pensarão sobre ela?...

...


mailto: ficticio@ficticio.com

Prezados amigos, como vão aí na capital? Espero que a chuva não tenha afetado vocês. Desculpe por só escrever esse e-mail agora, mas antes não tive tempo. Bem, hoje descobri como está a história de minha ferrovia. Ela esta desenganada, em coma profundo, sem respostas aos estímulos. Na verdade, já lhe amputaram as penas que a ligavam entre a estação central e Batovi. Os P's já não correm mais, e os velhos carros de passageiros jazem abandonados por aqui, sem contar os que já foram cortados.

A nova geração não liga mais para isso, venderam a ela que ferrovia é algo obsoleto e velho. Talvez estejam certas essas pessoas, e eu esteja errado. Mas ainda me alegro em ver pessoas que querem preservar um pouco de história da velha "Paulista". Ontem soube que a velha cabine da Av. 8 tem um pessoal de reunindo, com uma placa de uma associação de preservação ferroviária na frente.  Conversei com eles, têm boas idéias. Torço para que consigam levar a cabo tudo isso, pois se conseguirem, nossa velha ferrovia viverá novamente, pelo menos num pequeno lampejo da história, para que gente como eu possa chorar de emoção ao ver novamente a V8 rebocando um P, nem que seja numa maquete, enquanto a velha G12 reboca o verdadeiro pela linha, num novo trem turístico.

Essa luta deles me faz pensar novamente no futuro. Dentro de 14 anos minha ferrovia fará 150 anos nessa cidade. Como estarão ambas no ano de 2026? Estarão os planos desses amigos funcionando ou morrerá como um sonho? Rio Claro terá o maior museu ferroviário do hemisfério sul do planeta, como eles disseram, ou apenas uma maquete para lembrar de seu glorioso passado?

Não sei. Esperarei para ver, como esperei até agora. Quem sabe até lá eu voltarei a embarcar passageiros, receber e despachar trens, e ser novamente o que eu sempre fui, mesmo antes de minha construção. Afinal, não é todo dia que completamos 100 anos, como minha velha amiga Cordeiro, que já está com 140. Espero ter novidades em breve. Os primos "galpões de oficina" esperam para receber sua nova função, e mandam um abraço a todos vocês. T+ a todos.

Estação Ferroviária de Rio Claro, 31/01/2011.

-O e-mail pode ser enviado agora-

Certamente se a estação de Rio Claro pudesse expressar seus sentimentos, diria algo desse jeito. Espero que não decepcionemos ela, e nem ninguém.

Rio Claro, capital ferroviária do Brasil.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Lucro da CSX aumenta 42% no quarto trimestre

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Lucro da CSX aumenta 42% no quarto trimestre - 26/01/2011 - Valor Econômico

A empresa ferroviária de transporte de cargas CSX reportou lucro líquido de US$ 430 milhões no quarto trimestre, ou US$ 1,14 por ação, alta de 42% em relação aos US$ 303 milhões, ou US$ 0,77 por ação, visto no mesmo período de um ano antes. O resultado foi considerado recorde pela empresa, em sua divulgação de balanço nesta segunda-feira.

A receita do período alcançou US$ 2,8 bilhões, 21% de expansão em relação ao mesmo período do ano anterior. Vale lembrar que o quatro trimestre de 2010 incluiu uma semana extra, o que resulta numa base de dados relativa a 52/53 semanas do calendário fiscal. Ao excluir essa semana, a receita mostra crescimento de 14%.

O resultado anual acompanhou o ritmo do último trimestre do ano, com resultados recordes. O lucro líquido somou US$ 1,56 bilhão, ou US$ 4,06 por ação, contra US$ 1,14 bilhão, ou US$ 2,89 por ação, em 2009. Para este ano, a empresa pretende investir US$ 2 bilhões no negócio ao longo do ano para manter o ritmo de crescimento alcançado no ano passado. A CSX atribui o resultado ao reaquecimento da economia americana.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Investimento em ferrovias deve chegar a R$ 75 bilhões

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Investimento em ferrovias deve chegar a R$ 75 bilhões - 19/01/2011 - Santos Modal

Em um País como o Brasil, que ainda apresenta uma matriz de transportes desequilibrada e com uma malha ferroviária que não chega nem perto do patamar de outros países de extensão territorial similar ao Brasil, fazer um balanço e prever expectativas para tal setor poderia ser tarefa pouco fácil, mas 2011 aponta um cenário diferente. Ainda que estrangulado pelos gargalos logísticos que atravancam o transporte de cargas e pelos graves problemas de mobilidade nas grandes cidades, o Brasil parece finalmente despertar para a necessidade de acelerar a expansão de sua malha ferroviária. As perspectivas de crescimento do setor, principalmente para no que diz respeito ao transporte ferroviário de cargas e à indústria são as melhores possíveis.

Para o diretor do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários – Simefre, Massimo Giavina Bianchi, “o novo marco regulatório do setor ferroviário permitirá dar maior flexibilidade às ferrovias (com o direito de passagem) não só ao concessionário, como também aos futuros operadores que poderão utilizar a malha ferroviária e aos usuários com frota própria para transportar os seus produtos. O resultado de tudo isso será, sem dúvida, a redução das tarifas que hoje estão desproporcionais se comparadas com o frete rodoviário”, afirma.

Ainda segundo Bianchi, “com o concessionamento das malhas ferroviárias, o setor iniciou um ciclo virtuoso que lentamente foi traduzindo-se em confiabilidade e regularidade para os usuários ferroviários gerando o ressurgimento da indústria que ora, com o novo marco ferroviário haverá um incremento de fornecimento de equipamentos ferroviários”.

Para o diretor-Executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários - ANTF, Rodrigo Vilaça, que recentemente participou da feira e seminário Negócios nos Trilhos, em São Paulo (SP), “é necessário expandir a malha ferroviária brasileira de forma integrada com os diversos modos de transporte, considerando todas as regiões do País”.

Vilaça sabe bem que, em países de grandes dimensões como o Canadá, EUA e Austrália mais de 43% das cargas são transportadas em ferrovia. Na Rússia essa participação chega a 81%. Na China, por enquanto, 37%. No Brasil ainda não passa de 25%, mas já evoluiu bastante, pois há poucos anos estava em 17%.

“Nosso ritmo atual de crescimento econômico exige que o país tenha 52 mil quilômetros de trilhos, bem mais do que os atuais 28 mil quilômetros operados pelas concessionárias de transporte ferroviário”, reforça o executivo da ANTF.

Marco - O governo trabalha na criação de um novo marco regulatório para o setor ferroviário - que já deveria estar pronto, mas para poder envolver e ouvir todos os atores, as mudanças ainda não foram anunciadas e podem ficar para depois da posse da presidente eleita, Dilma Rousseff.

A proposta assinala uma separação de papéis, criando duas figuras distintas: a do gestor da malha ferroviária de um lado e dos operadores ferroviários de outro. O gestor será o responsável pela construção e administração das novas ferrovias. Para os operadores cabe a compra de capacidade de transporte para trafegar livremente suas cargas, o que amplia o espaço de atuação das atuais concessionárias de ferrovias e permite a entrada de novos atores no mercado – ponto que divide opiniões, pois nem todo mundo quer “comprar capacidade”.

O vice-presidente de Transporte Ferroviário da Câmara Brasileira de Contêineres, Transporte Ferroviário e Multimodal – CBC, Washington Soares, concorda que o projeto em andamento no Ministério da Casa Civil, se aprovado, poderá produzir melhor competitividade no setor de transporte ferroviário. “A mudança no direito de passagem de trens, em ferrovias por jurisdição do poder público, pode fomentar a concorrência em rotas onde não existe interesse de investimentos por parte dos shareholders (acionistas) das atuais concessões ferroviárias”, lembra.

Soares exemplifica dizendo que: “O operador ferroviário poderá operacionalizar com novos operadores ferroviários um trajeto da via permanente em trechos de concessão. Isto induzirá outros nichos de cargas, mesmo que aquele objeto de análise de novos projetos de transporte não seja de interesse do concessionário ferroviário ou em casos que este não deseje compartilhar os recursos de via permanente ou material rodante”. Para ele, no modelo de privatização ferroviária atual, há um monopólio operacional inato, ou seja, com a própria demanda cativa da ferrovia.

Para o Simefre, após décadas de abandono e falta de perspectivas, o setor ferroviário nacional experimenta dias de euforia com as perspectivas de investimentos que ultrapassam a cifra de R$ 75 bilhões nos próximos anos.

Os reflexos dos novos tempos já são sentidos pelos fabricantes de equipamentos ferroviários no resultado de 2010. A indústria fabricante de vagões, por exemplo, mais que triplicará o volume de 2009.

“Começamos o ano com uma previsão de fabricar 2.500 vagões, mas – neste momento – projetamos encerrar o exercício com 3,3 mil vagões fabricados e entregues ao mercado. O volume é bastante significativo considerando que, em 2009, comercializamos apenas 1.022 vagões, devido à crise internacional”, comenta o vice-presidente do Simefre, Luiz Fernando Ferrari.Segundo ele, alguns fatores impactaram positivamente o setor ferroviário de carga em 2010. Entre eles, o Programa de Sustentação do Investimento - PSI do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, lançado em meados de 2009 por conta da crise internacional, e prorrogado até 31 de março de 2011, que alavancou as vendas de vagões e locomotivas. “Registramos também uma reação dos mercados externos de minérios, grãos e açúcar, principalmente”, complementa.

Exportação – Devido à crise internacional, as exportações devem ser de apenas 16 vagões, ante as 32 unidades exportadas em 2009. O Dólar baixo frente ao Real tem prejudicado a competitividade da indústria ferroviária brasileira, que também sofre, como outros setores, os efeitos negativos decorrentes da elevada carga tributária. Por outro lado, os empresários da área ficam vulneráveis frente à importação, principalmente de veículos para transporte de passageiros. “Como exemplo, citamos os trens chineses adquiridos pelo Metrô do Rio de Janeiro e pela SuperVia”, frisa Ferrari.

Setor de Passageiros – A indústria de carros de passageiros está fechando o ano dentro das estimativas previstas no final de 2009. Existe, obviamente, uma variação natural com projetos entrando e saindo de produção, mas o segmento está operando em sua normalidade.

Em 2010, o setor deverá fabricar 421 carros de passageiros, dos quais 41 deverão ser exportados. O desempenho ficará um pouco abaixo do resultado do ano passado, quando foram produzidos 434 carros de passageiros, dos quais foram exportadas 374 unidades. Hoje a indústria atingiu melhor equilíbrio entre pedidos internos e de exportação, destacando-se no momento o mercado nacional, que nos últimos anos teve grande investimento em transporte de passageiros sobre trilhos.

Os empresários do setor estão confiantes em relação aos próximos anos, tomando como base a declaração do ministro das Cidades, Marcio Fortes, durante o Encontrem 2010. Na ocasião, o ministro disse que o PAC 2 vai liberar recursos da ordem de R$ 18 bilhões e que 50% deverão ser utilizados para atender o sistema metroviário. “Recebemos a declaração como uma valorização do sistema metroferroviário por parte do Governo Federal”, pontua Ferrari.

No entender do vice-presidente do SIMEFRE, com um novo ciclo político se iniciando, a indústria fabricante de carros de passageiros deve aguardar o planejamento do novo Governo, mas as expectativas são de mais investimentos. Primeiramente, pela demanda crescente nas grandes capitais, o que torna o investimento prioritário, e também por conta do fato que o Brasil sediará a Copa de 2014 e o Rio de Janeiro, os Jogos Olímpicos de 2016.

Locomotivas – Com capacidade instalada para fabricar mais de 100 locomotivas por ano, os fabricantes de locomotivas devem terminar 2010 com 65 unidades comercializadas, sendo 25 para exportação, ante as 22 do ano passado.

Atualmente, o setor está investindo para dobrar essa capacidade, para atender à demanda que deve continuar muito aquecida nos próximos anos. Entre os tipos oferecidos hoje pelas três empresas que atuam no mercado – GE, EIF e AmstedMaxion – estão máquinas diesel-hidráulicas e diesel-elétricas, estas últimas com 4.400 HP, de corrente alternada, que permitem uma redução de 30% no consumo de diesel.

A possível entrada da Caterpillar, através da Progress Rail/MGE, na área de fabricação de locomotivas, é extremamente benéfica, de acordo com o vice-presidente do SIMEFRE. “Existe espaço para todos. Com a globalização dos mercados, esta seria uma oportunidade para aumentarmos as exportações. O resultado é também positivo na maior geração de empregos e renda no País. Chegará um momento em que não será mais necessário importar locomotivas, em função do crescente índice de nacionalização”, complementa.

Carteira de pedidos – A indústria ferroviária brasileira investiu mais de R$ 1 bilhão nos últimos anos e está pronta para atender à demanda cada vez maior. No momento possui uma carteira de encomendas de 1.200 carros de passageiros, 150 locomotivas e 9.000 vagões para os próximos dois anos, além de serviços de reparação e modernização de vagões, locomotivas e carros de passageiros.

Os empresários do setor projetam colocar no mercado no próximo ano cerca de 100 locomotivas, 450 carros de passageiros e 5.000 vagões. Acreditam que o crescimento deverá continuar graças ao aquecimento, ainda, dos setores de mineração, grãos, açúcar e carga geral conteinerizada. A expansão da malha ferroviária, com a incorporação de novos trechos da Ferrovia Norte-Sul, por exemplo, também deverá contribuir para esse crescimento. Na área de passageiros, a necessidade de mobilidade e acessibilidade urbanas garantirá a continuidade dos investimentos governamentais. A indústria de materiais para via permanente tem fornecido para todos os projetos de expansão das malhas em andamento, destacando-se dormentes de concreto, grampos de fixação elástica, aparelhos de mudança de via e materiais para soldagem de trilhos.

A indústria ferroviária tem uma expectativa de obter uma receita da ordem de R$ 3 bilhões em 2010, ante R$ 2,1 bilhões faturados em 2009.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Empresário discutem melhorias para a Ferroeste.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Empresários debatem melhorias para Ferroeste - 20/01/2011 - Agência de Notícia (PR)

O desenvolvimento de todos os modais de transportes é fundamental para o crescimento socioeconômico do Estado. A ferrovia, particularmente, tem uma grande importância estratégica por ser o tipo de transporte mais adequado para levar grandes volumes a grandes distâncias. A declaração é do presidente da Ferroeste S.A. Maurício Querino Theodoro que recebeu nesta quarta-feira (19) em Curitiba, uma comitiva de empresários do Oeste do Estado para mostrar o projeto do governo Beto Richa para o desenvolvimento da estrada de ferro estadual.

A Ferrovia Oeste do Paraná S.A. tem 240 quilômetros entre Guarapuava e Cascavel, mais 40 quilômetros de desvios. A via é fundamental para o escoamento da produção agrícola em direção ao centro moageiro de Ponta Grossa e ao Porto de Paranaguá, e também para o envio de calcário da Região Metropolitana de Curitiba para o Oeste.

Maurício Querino Theodoro destacou que a Secretaria de Infraestrutura e Logística tem três preocupações com a Ferroeste: dotar a ferrovia de tração (locomotivas) e material rodante (vagões) suficientes para atender a demanda, encontrar forma de eliminar o gargalo entre Guarapuava e Ponta Grossa e estender os trilhos em direção a Guaíra. “Gargalo que só terá solução através de entendimentos com o Governo Federal e a empresa América Latina Logística”, acrescentou o presidente.

Participaram da reunião o diretor da Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel), Ibrahim Fayad, o presidente da Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Oeste do Paraná, Khaled Nakka, o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel Leopoldo Nestor Furlan, a diretora da Caciopar em Cascavel, Rose Paetzold, o diretor da Caciopar em Guaíra, Sebastião Santana, a vereadora de Medianeira Lucy Andreoli e o jornalista Caio Gottiieb.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Rumo e São Martinho fecham acordo.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Rumo e São Martinho se unem na logística do açúcar - 18/01/2011 - Valor Econômico

A Rumo Logística, braço logístico da Cosan, e o grupo São Martinho, um dos maiores produtores sucroalcooleiros do país, fecharam um contrato de longo prazo, por dez anos, que prevê serviços em armazenagem, transbordo e transporte de açúcar entre as duas empresas.

As duas companhias já tinham selado um acordo em janeiro do ano passado, no qual a Rumo começou a fazer o transporte ferroviário de açúcar de uma das usinas do grupo, instalada em Pradópolis (SP). Com o sucesso dessa primeira fase, as duas empresas resolveram ampliar essa parceria, que entra em vigor na safra 2011/12, a partir de abril, e se estende até o ciclo 2019/20. As empresas não divulgaram o valor do contrato para o escoamento da commodity.

O grupo São Martinho vai investir R$ 30 milhões para a construção em sua usina de Pradópolis de um armazém com capacidade para 60 mil toneladas de açúcar, além da modernização do ramal ferroviário de acesso à fábrica, o que garantirá uma capacidade de transbordo para a ferrovia de até 2 milhões de toneladas de açúcar por ano - dos quais até 650 mil toneladas são produzidas pela própria usina.

A partir do ano que vem, quando se inicia a safra 2012/13, a Rumo e o São Martinho passam a fornecer armazenagem a terceiros, o que deverá gerar um desgargalamento às usinas da região, que movimentam um volume entre 4,5 milhões a 5 milhões de toneladas de açúcar por ciclo de cana até o porto de Santos.

Com a ampliação desse acordo, passamos a ter outro horizonte de negociação entre as duas empresas, afirmou ao Valor Júlio Fontana Neto, presidente da Rumo Logística. Os projetos da Rumo preveem escoamento de 11 milhões a 12 milhões de toneladas de açúcar nos próximos anos. Atualmente, o total movimentado gira em torno de 5,5 milhões de toneladas.

Segundo Fábio Venturelli, CEO da São Martinho, em 2010, quando as empresas começaram a trabalhar juntas, o escoamento de açúcar originado pelo grupo sucroalcooleiro pela Rumo foi de 800 mil toneladas. Isso ocorreu sem nenhum investimento, só com a nossa infraestrutura.

Por meio dessa parceria, a São Martinho garantirá o escoamento de sua produção de forma competitiva e poderá fazer a contratação de capacidade estática de armazenagem no terminal da Rumo no Porto de Santos, em volumes e condições a serem definidas a cada ano-safra. A expectativa é de que o retorno desses investimentos sejam pagos em menos de cinco anos.

A unidade de Pradópolis da São Martinho, sozinha, é considerada a maior do país em moagem de cana, com 8,2 milhões de toneladas por safra. A produção de açúcar dessa unidade é de 650 mil toneladas, de um total de 880 mil previstas para 2010/11, que se encerra em março. Desse total, somente 50 mil toneladas de açúcar do grupo são negociadas no mercado interno.

Venturelli lembra que os investimentos do grupo vão permitir a retirada de caminhões das rodovias. Considerando os 2 milhões de toneladas escoados por ano pela malha ferroviária, são 42 mil viagens de caminhão que deixam de ser feitas. Haverá uma economia na movimentação de fluxo de carga na região onde a usina está instalada.

Segundo Fontana, as usinas do grupo Cosan (um total de 23) ainda são os principais clientes da Rumo Logística. Mas se considerar o contrato fechado com a São Martinho, o grupo torna-se o maior contrato de uma companhia independente.

O açúcar é o principal produto agrícola escoado no porto de Santos, seguido pelos grãos - soja e farelo, sobretudo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

EUA vão discutir direito de passagem.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

EUA vão discutir direito de passagem - 14/01/2011 - Dow Jones

A agência reguladora de ferrovias dos EUA (STB, equivalente à ANTT brasileira) anunciou na terça-feira (11/01) que irá considerar uma revisão das regras para forçar as companhias de transporte ferroviário de cargas a competir mais agressivamente pela carga dos agricultores, produtores de carvão e outros clientes.

O Surface Transportation Board (STB) anunciou que vai realizar uma audiência em maio para estudar possíveis mudanças destinadas a estimular a concorrência, e pediu para as ferrovias avaliarem. As regras em questão seriam projetadas para tornar mais fácil para os transportadores competirem no mercado e terem acesso a ferrovias concorrentes, que atualmente são servidas por uma única empresa ferroviária.

A agência disse que a iniciativa responde às preocupações de longa data dos transportadores, pois as ferrovias estão aumento as taxas e obtendo mais lucros, embora a produtividade não tenha aumentado no mesmo ritmo. A agência disse que está atenta às preocupações dos ferroviários de que as novas regras podem prejudicar a saúde financeira da operadoras e reduzir o dinheiro usado para expansão e manutenção das vias.

Precisamos encontrar um equilíbrio entre o acesso ao transporte ferroviário competitivo para os operadores, mantendo o renascimento econômico da indústria ferroviária, disse Daniel R. Elliott III, nomeado pelo presidente Barack Obama no ano passado para assumir a presidência o STB.

Essa é a primeira vez em uma década que a diretoria realiza essa revisão para estudar preocupações anticoncorrenciais, disse o conselho. Isso aconteceu pela pressão de legisladores como o senador Jay Rockefeller (Virgínia Ocidental), um aliado da indústria do carvão, o que levou para uma regulamentação mais rigorosa das ferrovias de carga, reduzindo os fretes. Rockefeller tentou sem sucesso levantar um projeto de lei no ano passado para re-regulamentar o setor.

Edward R. Hamberger, presidente da Association of American Railroads, principal grupo do setor, disse que as empresas ferroviárias acreditam que os regulamentos atuais permitem criar e manter a rede ferroviária, que estão estimulando o crescimento econômico, e que a regulamentação não deve ser alterada. O renascimento ferroviário deste país só foi possível porque os regulamentos hoje vigentes permitiram às ferrovias investir US $ 480 bilhões nos últimos 30 anos, criando a rede ferroviária mais segura, eficiente e acessível do mundo, disse ele em um comunicado. Sua associação representa os principais ferroviários de carga: CSX Corp (CSX), Union Pacific Corp (UNP), Burlington Northern Santa Fe Corp e Norfolk Southern Corporation (NSC).

domingo, 23 de janeiro de 2011

Volume transportado pela MRS cresce 12% em 2010

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Volume transportado pela MRS cresce 12% em 2010 - 19/01/2011 - Valor Econômico

A concessionária de ferrovias MRS Logística transportou cerca de 144 milhões de toneladas em 2010, o que representa um aumento de cerca de 12% no volume em relação a 2009.

A empresa destacou que o resultado superou o patamar pré-crise, puxado principalmente pelo minério de ferro, que registrou crescimento de 8,9%. O transporte de carga geral e produtos siderúrgicos apresentou incremento de 13%.

“A performance positiva da MRS ao longo do ano foi reflexo dos investimentos internos realizados e da retomada da atividade econômica no Brasil, que, em 2010, registrou um desempenho expressivo no volume exportado de minério de ferro e commodities agrícolas”, afirma a companhia em nota.

A MRS lembra que o crescimento dos setores de construção civil, automotivo e linha branca também influenciaram a demanda por produtos siderúrgicos, o que se refletiu no volume total transportado pela companhia.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: Postagem nº 300.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Cianorte quer se livrar de ferrovia desativada

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Cianorte quer se livrar de ferrovia desativada - 14/01/2011 - O Diário

Ainda neste mês ou no máximo no início de fevereiro a Prefeitura de Cianorte (a 81 quilômetros de Maringá) vai realizar uma audiência pública para que a população discuta o destino da linha férrea, que passa pela área central, impede a urbanização do trecho mais valorizado da cidade e não tem qualquer utilidade, porque há décadas o trem deixou de circular pelo município.

A informação é do prefeito Edno Guimarães (PMDB). Ele defende que Cianorte tome uma atitude para acabar com o empecilho para o desenvolvimento da cidade. "Queremos urbanizar aquela área, conhecida como Esplanada", alega.

De acordo com o prefeito, após a audiência, se a população se mostrar favorável, a prefeitura vai providenciar a retirada dos trilhos que ligam o "nada a lugar algum".

Ele adianta ainda que se um dia a empresa América Latina Logística (ALL), concessionária das estradas de ferro da região, decidir prolongar o trecho de Maringá até Umuarama ou Guaíra terá que prever um desvio por fora da área urbana de Cianorte.

Histórico

No noroeste do Paraná, a ferrovia cresceu no ritmo do surgimento das cidades. Com a região sendo colonizada, na década de 50, pela Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná, a ferrovia era o principal meio de escoamento da safra de café, que atingia alta produtividade graças à terra roxa e fértil.

Nos anos setenta, com o advento da "geada negra", a consequente erradicação dos cafezais, as composições deixaram de circular depois de Maringá e, desde então, o trecho nunca mais foi usado. De acordo com a ALL, que assumiu a estrada há 13 anos, para reativar a ferrovia seria necessária a troca dos trilhos.

A Esplanada, em frente à estação rodoviária de Cianorte, é a área mais central. A Companhia Melhoramentos, proprietária dos terrenos, além da faixa de domínio dos trilhos, tem um projeto para ocupar os imóveis com prédios e equipamentos públicos.

Nota JJEF Produções: amanhã vou transcrever o artigo escrevido por Rauph M. Giesbretch a respeito desse assunto, na qual concordo com ele.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Dilma sanciona Sistema Nacional de Viação

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Dilma sanciona Sistema Nacional de Viação - 18/01/2011 - O Impacto

A primeira lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff instituiu o Sistema Nacional de Viação, que manteve projetos do extinto Plano Nacional de Viação, onde estavam incluídas duas novas ferrovias no Pará.

Publicada no Diário Oficial da União da semana passada, a Lei 12.379 criou o Sistema Nacional de Viação (SNV), substituindo o antigo Plano Nacional de Viação. Dilma vetou sete anexos, que descreviam as rodovias, hidrovias e ferrovias em todo o país. Porém, manteve a descrição do antigo PNV, que teve duas ferrovias incluídas ainda em 2008, em medida provisória aprovada pelo Congresso.

O Ministério dos Transportes, no entanto, confirma que ainda vai analisar essa descrição, que possui projetos para todo o país. “O SNV está vigente com os anexos do extinto PNV e será objeto de análise para atualização. O SNV não é um plano de investimentos, pois se constitui em um instrumento de política pública indicativo e não obrigatório”, afirma por meio de nota a assessoria de comunicação do Ministério.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Norte Sul parte rumo a SP.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Norte-Sul parte rumo a São Paulo - 13/01/2011 - Goiás Agora

A Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, responsável pela Ferrovia Norte-Sul, anuncia o início das obras de extensão sul da ferrovia, que liga Ouro Verde, em Goiás, a Estrela D’Oeste, no estado de São Paulo numa extensão total de 680 quilômetros.

O presidente da construtora, José Francisco das Neves, visita nesta quinta-feira, dia 13, pela manhã, os municípios de Ouro Verde, Goianira, Jandaia, Indiara, Santa Helena de Goiás, Quirinópolis e São Simão para acompanhar o trabalho, que começa, segundo ele, com o desmatamento dos trechos.

Ferrovia Norte-Sul

A Ferrovia Norte-Sul é uma obra que marca uma nova etapa do crescimento do Brasil. Ao todo serão 3.100 quilômetros de ferrovia, voltados para o desenvolvimento e o progresso do Brasil, que além de ampliar a malha ferroviária, garantem a continuidade do processo de crescimento do País.

A ferrovia vai beneficiar as seguintes cidades: Anápolis, Campo Limpo de Goiás, Ouro Verde de Goiás, Petrolina de Goiás, Jesúsopolis, São Francisco de Goiás, Jaraguá, Rianápolis, Santa Isabel, São Luís do Norte, Uruaçu, Campinorte, Mara Rosa, Estrela do Norte, Formoso, Santa Teresa de Goiás e Porangatu.

A Ferrovia Norte-Sul vai reduzir custos do transporte no País, interligando as regiões Norte e Nordeste ao Sul e Sudeste.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Correios poderão usar TAV.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Correios poderão usar TAV - 07/01/2011 - Valor Econômico

O Ministério das Comunicações informou hoje que o governo estuda a possibilidade de a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) se tornar cliente fixo do trem-bala que interligará as cidades de Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.

Segundo o ministério, o ministro Paulo Bernardo já solicitou ao novo presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, que inicie conversas com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir o projeto.

O ministro estima que cerca de 80% do tráfego de serviços dos Correios estão concentrados nas áreas metropolitanas do Rio e São Paulo. A expectativa é que, com um vagão dedicado às correspondências e encomendas dos Correios, a estatal possa tirar uma grande quantidade de caminhões da Via Dutra.

O ministro acredita que o contrato antecipado com os Correios pode garantir ao grupo de investidores um “diferencial na formação de preços para a construção do trem-bala que já começaria a operar com um cliente fixo”.

O transporte de pequenas encomendas já havia sido anunciado pela ANTT como uma das alternativas para os empreendedores obterem receitas extraordinárias, que não incluem a remuneração direta por meio das tarifas do transporte de passageiros e a exploração econômica das estações.

O leilão do trem-bala, também conhecido como Trem de Alta Velocidade (TAV), será realizado em abril. A estimativa de investimento é de R$ 33,1 bilhões, com o prazo máximo de cinco anos para construção e 40 anos para exploração de serviço.

domingo, 16 de janeiro de 2011

ALL amplia pátio.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL investe R$ 1 milhão para ampliar pátio - 14/01/2011 - Araraquara.com

A América Latina Logística (ALL) está investindo R$ 1 milhão em melhorias na infraestrutura de seu pátio de manobras em Araraquara. Estão sendo colocados 2,6 mil metros de trilhos e dois mil dormentes. A previsão é de que as obras sejam concluídas em fevereiro e o objetivo é ampliar a capacidade de recebimento de novas composições.

Segundo informações da assessoria de imprensa da ALL, as melhorias darão mais dinamismo ao pátio de manobras, pois facilitará a manutenção e a formação das composições que seguem no sentido do Porto de Santos ou do Alto Araguaia. Em 2010, o pátio de Araraquara recebeu 18 composições por dia. Este ano, deve receber, em média, 20 composições ao dia.

A ALL lembra que, mesmo com a construção do novo contorno ferroviário – previsto para entrega em dezembro –, a empresa precisa investir na malha ferroviária para atender à demanda do mercado. A ALL precisa investir em adequações e continuar a manutenção diária dos trilhos que cortam Araraquara, para evitar acidentes e manter a qualidade dos serviços, explicou nota da assessoria de imprensa.

Quando a mudança do contorno for concluída, o pátio de manobras da ALL deve ser transferido para o Distrito de Tutoia. Segundo a empresa, os investimentos para expandir o volume modal ferroviário são de aproximadamente R$ 700 milhões ao ano.

Projeto com a Cosan

Diante do cenário de crescimento e novas parcerias, a ALL firmou, no início de 2009, uma parceria com a Rumo Logística, empresa controlada pelo grupo Cosan, que prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão na malha ferroviária da empresa com o objetivo de fortalecer o modal no transporte de açúcar no Brasil. Do montante, R$ 535 milhões serão para duplicar, ampliar e melhorar a via permanente e pátios do corredor ferroviário Bauru-Santos; R$ 435 milhões para aquisição de 50 locomotivas e 729 vagões; e R$ 206 milhões para construção e ampliação de terminais no interior do Estado e no porto de Santos. Esses investimentos constituem um dos maiores planos de investimento privado em infraestrutura no Brasil, em especial no Estado de São Paulo, destaca a Cosan.

Em contrapartida, a ALL deverá efetuar a prestação do serviço de transporte, garantindo um volume mínimo acordado e a prática de tarifas competitivas em relação ao modal rodoviário, além da gestão das obras.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Ibama libera licença para terminal da ALL/FN.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ibama dá licença para terminal de Itiquira da ALL - 05/01/2011 - O Documento

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) emitiu, na última semana de 2010, a licença para a instalação do terminal da América Latina Logística (ALL), em Itiquira (MT). Denominado Expansão Malha Norte, o projeto visa a extensão da ferrovia em Mato Grosso, entre Alto Araguaia a Rondonópolis, facilitando sobremaneira a logística na região, com a aproximação do transporte ferroviário aos seus clientes. As obras terão início já em janeiro de 2011, com previsão de término em 6 meses.

A área cedida pela Prefeitura de Itiquira, localizada a 14 quilômetros do centro da cidade, mede o equivalente a 73 hectares. O espaço, que fica entre o terminal de Alto Araguaia e o futuro terminal de Rondonópolis, será um ponto estratégico para o escoamento da região Centro-Oeste ao Porto de Santos (SP). Após a conclusão do terminal, serão transportados e armazenados grãos e farelos. Posteriormente, haverá também espaço destinado a combustíveis, madeira e fertilizantes.

A capacidade do terminal será para carregar um trem com 120 vagões por dia, com a possibilidade de aumento gradativo de até dois trens/dia. Aproximadamente 200 colaboradores de Itiquira trabalharão no projeto.

Obras

Atualmente as obras do Projeto Expansão Malha Norte estão avançadas em toda a sua extensão. Cerca de 115 quilômetros estão totalmente em obras. Desse trajeto, 95 quilômetros de infraestrutura já se encontram concluídos e mais de 20 de superestrutura (dormentes e trilhos) já foram executados. O trecho possui duas grandes pontes que também estão com obras aceleradas.

O Projeto Expansão Malha Norte é dividido em três segmentos. O primeiro tem cerca de 13 quilômetros, o segmento II mede 162 km, o último é de aproximadamente 75 km. A ALL já possui liberação do Ibama de dois dos três segmentos, restando apenas a licença de 76 quilômetros do terceiro, que já está em análise pelo instituto. A companhia aguarda a emissão da licença e planeja o início da obra nesse trajeto para março de 2011.

Os quilômetros licenciados pelo Ibama já somam 175 de um total de 250. Hoje, as obras já se aproximam da comunidade de Mineirinho, localizada entre Itiquira e Rondonópolis.

Recentemente, foram concluídas duas grandes obras de Terra Armada (placas de concreto verticais que diminuem a área do aterro, afetando uma área muito menor nas APPs). Essas obras foram propostas pela a ALL como uma alternativa tecnológica para diminuir o impacto e obter a licença ambiental.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Acidente de trem em Bauru.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Vagão-tanque explode no interior de SP - 08/01/2011 - Agência Estado

O vagão de um trem, com 90 mil litros de gasolina, tombou neste sábado (8) junto com a locomotiva no bairro Aimorés, em Bauru, a 328 km de São Paulo, causando queimaduras de segundo grau em quatro pessoas. Elas foram vítimas da explosão que aconteceu depois do vazamento da gasolina e do óleo diesel da locomotiva. "Nós socorremos as pessoas, elas sofreram queimaduras de segundo grau", resumiu o cabo Carneiro, do Corpo de Bombeiros.

As vítimas foram atendidas no Pronto Socorro Central, onde continuavam internadas até o começo da tarde. O estado delas é considerado estável. Ainda não se sabe se o trem, da América Latina Logística (ALL), estava em movimento ou parado. "Temos a informação de que a locomotiva e o vagão tombaram em um buraco aberto por causa da chuva", completou o cabo.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: na TV Record passou uma reportagem sobre o acidente. O vagão derramou 40 mil litros de alcool na área, e não explodiu como diz a reportagem acima. Aparentemente o incêndio ocorreu duas horas depois, porque um dos curiosos que via o acidente ligou o carro e a ignição provocou a explosão. A explicação é que o alcool, além de poluir um riacho no local, ficou parte suspenso no ar. Se o vagão tivesse explodido, teríamos um acidente muito pior.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Acidente com tanqueiro em Bauru.

NOTÍCIAS DO DIA (Folha/Uol Notícias):

Acidente com trem tanque em Bauru deixa 4 feridos - 09/01/2011 - Folha/Uol

O tombamento de duas locomotivas e um vagão carregado com gasolina causou uma explosão de combustível e deixou quatro pessoas feridas na manhã deste sábado em Bauru (321 km de São Paulo).

De acordo com a empresa de logística ALL, que administra a linha férrea na região, o tombamento foi causado pela queda de um aterro, que cedeu por causa das fortes chuvas. Parte da carga vazou para um rio.

As vítimas, que passavam próximo do local, tiveram queimaduras de segundo grau e foram levadas ao pronto-socorro central, segundo o Corpo de Bombeiros.

O pronto-socorro informou que a explosão atingiu uma mulher e três homens, que estavam em veículos diferentes. Uma das vítimas está em estado mais grave, por ter sido atingida no rosto, e estava entubada.

Segundo a ALL, o maquinista teve ferimentos leves e passa bem.

Em nota, a empresa informou que abriu sindicância para investigar o acidente e que prestará auxílio aos feridos. Profissionais da empresa tentam retirar o vagão e as locomotivas do local.

O acidente ocorreu próximo ao Distrito Industrial da cidade, informaram os bombeiros.



Extraído de:

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ferrovia Centro Oeste paralisada.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Falta de licença impede obra da Ferrovia Centro-Oeste - 23/12/2010 - Valor Econômico

O governo até que tentou, e o Ministério dos Transportes ainda sustentou, no início deste mês, que as obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) começariam antes do fim do ano. Mas elas ficaram para 2011.

A ferrovia que promete mudar a face do escoamento de grãos do país é uma das obras tocadas pela Valec, estatal que foi reativada para ampliar a malha nacional de trens de carga. O atraso no projeto, diz José Francisco das Neves, presidente da empresa, se deve à falta de licença prévia, documento que ainda não foi emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Segundo Neves, a empresa de desenvolvimento de projetos Enefer já está instalada na cidade de Água Boa (MT) para detalhar a execução do projeto básico e executivo da ferrovia. Infelizmente não conseguimos cumprir o prazo que estava previsto, mas com certeza vamos iniciar a obra até abril de 2011, afirmou Neves.

A Fico será executada em duas etapas. A primeira fase começa em Campinorte (GO), onde se integra à Ferrovia Norte-Sul. Dali, a ferrovia cortará o Estado de Mato Grosso até chegar em Lucas do Rio Verde, num trecho de 1.040 quilômetros. Nesta etapa o investimento previsto é de R 4,1 bilhões, recurso que sairá do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O segundo trecho da obra, orçado em mais R 2,3 bilhões, seguirá de Lucas do Rio Verde até o município de Vilhena (RO), somando mais 598 quilômetros de malha.

Quando estiver pronta, afirma Glauber Silveira da Silva, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), a Fico vai baratear em até R 1 bilhão o custo do frete que hoje é pago pelos produtores da região. Esse impacto, no entanto, ainda levará tempo para ser sentido pelos empresários. A previsão de conclusão da ferrovia é 2014. Antes de pensar na ferrovia, nós contamos com a conclusão da BR-163, diz Silva.

A rodovia federal que liga a capital do Mato Grosso, Cuiabá, a Santarém, no Pará, começou a ser construída no fim dos anos 60 e até hoje ainda faltam 40% dela para terminar. A conclusão da obra, que prevê a pavimentação de 1.055 quilômetros da rodovia, tem investimento total de R$ 1,4 bilhão e é prevista para dezembro do ano que vem.

Segundo Maurício Tonhá, prefeito de Água Boa, município que será cortado pela Fico, hoje o custo do frete para transportar uma tonelada de soja da região até os portos de Santos ou Paranaguá varia entre R$ 150 e R$ 200. Eu imagino que teremos um ganho de competitividade entre 30% e 50% com a chegada da ferrovia, já que passaremos a ter acesso a outros portos, comenta Tonhá. Dependendo do destino da mercadoria, poderemos acessar o porto de Itaqui, no Maranhão, ou Vila do Conde, no Pará.

No pico das obras, a Fico deverá envolver a mão de obra de até 20 mil trabalhadores. A ferrovia é a primeira parte de um projeto ainda mais ambicioso da Valec, a chamada Ferrovia Transcontinental (EF-354), planejada para ter 4,4 mil quilômetros de extensão. Do lado leste, a malha segue para a região Sudeste, cortando o Distrito Federal e Minas Gerais, até atingir o litoral fluminense. No sentido oeste, parte de Rondônia para o Acre, chegando até a fronteira com o Peru.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Novas regras para as concessionárias de carga.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ANTT: setor ferroviário terá novas regras para cargas - 20/12/2010 - Agência Estado

O setor ferroviário terá novas regras para o transporte de cargas a partir do fim de janeiro. As novas regras triplicarão o volume de cargas de produtos e insumos transportados por via férrea, com exceção do minério de ferro, que já usa muito esse meio de transporte. A afirmação é do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, ao anunciar hoje (17/12) as medidas.

Segundo Figueiredo, as novas regras têm o objetivo também de combater a ociosidade, pois dos cerca de 28 mil quilômetros de linhas ferroviárias do País, 18 mil quilômetros estão subutilizadas, dos quais a metade não é utilizada. Ou a empresa coloca essas linhas em condições de trafegabilidade, ou devolve as linhas para o governo, alertou. Apenas 10 mil quilômetros de linhas, segundo ele, têm passagem de pelo menos um trem por dia.

Para o diretor-geral, as estatísticas usadas atualmente de que o transporte ferroviário responde por 25% do transporte de cargas no País estão superestimadas. Ele observou que esse índice é da década de 70 e que esse porcentual deve ser inferior a 10%. A única coisa que tem medida é o minério. E não temos levantamento do que é transportado pelas rodovias, mas pelos números do faturamento do setor e de consumo de combustível, (o setor ferroviário representa) menos de 10% (do transporte de cargas), argumentou.

Normas

A ANTT publicou hoje no Diário Oficial da União três resoluções com novas normas para o setor. A primeira estabelece os procedimentos de operações de direito de passagem e tráfego mútuo, visando à integração do Sistema Ferroviário Federal. A segunda fixa os procedimentos para pactuação das metas de produção e segurança por trecho para as concessionárias de serviço público de transporte ferroviário de cargas e a adesão ao regime de metas de segurança por trecho para os transportadores ferroviários de cargas. A terceira estabelece o regulamento de defesa dos usuários dos serviços de transporte ferroviário de cargas. Tem que destravar o setor. E essas três resoluções destravam, garantiu Figueiredo.

Segundo Bernardo Figueiredo, as novas normas mudam a relação das ferrovias com o mercado. Ele cita o exemplo do direito de passagem, que antes era exercido só na impossibilidade de tráfego mútuo, e que agora passa a ser obrigatório. A ferrovia não vai poder negar passagem, ressaltou. Ele explicou que, no caso de necessidade de investimento adicional para permitir o direito de passagem, a empresa interessada no direito de passagem arcará com o custo. O preço do direito de passagem será negociado entre as partes. Na impossibilidade de acordo, a ANTT arbitrará o valor.

O objetivo da resolução de metas por trecho, segundo Bernardo, é a indução para que a concessionária seja mais agressiva que a meta, o que resultará na cobrança da tarifas mais baixas. O objetivo dessa medida, explicou, é evitar ociosidade das linhas. A empresa vai dizer o que considera capacidade e nós vamos auditar, disse. Para isso, será implantado até o fim do ano que vem um centro de controle das concessionárias, uma espécie de big brother, que monitorará as linhas, sem interferir na atividade das empresas. Para que seja eficiente a operação de direito de passagem, alguém tem que tomar conta, destacou.

A terceira resolução, por sua vez, abre a possibilidade de o usuário de transporte ferroviário de cargas ser o próprio operador para autoatendimento, caso essa modalidade seja mais vantajosa para ele que o direito de passagem. Ninguém terá cerceado o acesso à malha, ressaltou. Mas no dia que for mais vantajoso para o cliente criar um trem e operar por conta própria é porque as concessionárias estão cobrando muito caro, observou.

Os textos estão disponíveis no site da ANTT (www.antt.gov.br) e ficarão em consulta pública por um mês. A previsão é que entrem emvigor no fim de janeiro.

Rodovias

Bernardo Figueiredo também afirmou hoje que é bem-vinda a iniciativa do governo de ter um novo modelo de concessão de rodovias. Se é decisão do governo, é uma decisão acertada, pois amplia a capacidade do governo de fazer investimentos, disse. Ele observou, no entanto, que o assunto ainda não chegou à ANTT.

Figueiredo se referiu à matéria publicada hoje no jornal Valor Econômico sobre um novo modelo de concessão de 20 mil quilômetros de rodovias que está sendo preparado pelo governo federal, no qual as empresas privadas que assumissem a concessão seriam responsáveis por fazer apenas a manutenção. As grandes obras, com ampliação de pistas e viadutos, continuariam com o governo. Com isso, o pedágio seria mais barato.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Brado será braço da ALL em conteiner.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Brado será braço da ALL em contêiner - 21/12/2010 - Valor Econômico

Disposta a atacar a área de contêineres, a América Latina Logística (ALL) criou uma nova empresa, a Brado Logística, e fez a fusão dela com a Standard, empresa que também tem sede em Curitiba e com a qual já possuía parceria em cargas refrigeradas. As negociações duraram 10 meses e a intenção dos sócios é conquistar, em prazo não revelado, metade dos contêineres que chegam aos portos nos quais a ALL atua.

Trata-se do primeiro passo importante dado por Paulo Basílio, que comanda a ALL desde setembro, para explorar oportunidades de negócios existentes ao longo da malha da companhia. De acordo com o executivo, a Brado será uma empresa independente da ALL e deverá receber investimento de R$ 1 bilhão em cinco anos, sendo R$ 800 milhões na compra de vagões e locomotivas, R$ 100 milhões em terminais e outros R$ 100 milhões em vias permanentes.

O modelo de capitalização ainda está em estudo e pode envolver tanto o BNDEScomo o mercado de capitais. A ideia é que a Brado, por si só, se torne uma empresa viável, explica Basílio, que diz estar satisfeito com o desenho do negócio fechado na madrugada de ontem. Antes desse negócio, a ALL estava focada no atendimento de grandes clientes e volumes, com serviços padronizados. Agora, a empresa vai também para o varejo, atender clientes menores, que precisam de serviços complementares e que não estão sendo atendidos por ferrovia.A Brado será presidida por José Luis Demeterco Neto, sócio e presidente da Standard, que atua em São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Criada há 11 anos, a empresa deve faturar R$ 130 milhões em 2010. Caberá a Demeterco Neto ampliar a participação de mercado de cerca de 1,5% detida hoje pela ALL na área de contêineres. Segundo o empresário, o segmento movimenta mais de 4 milhões de contêineres no Brasil e, na área atendida pela ALL, são aproximadamente 2,6 milhões.

A nova empresa criada ontem vai funcionar no mesmo escritório que abrigava a Standard e com a mesma equipe, de cerca de mil empregados (parte da equipe da ALL que atuava com contêineres vai ser transferida para trabalhar na Brado). Um dos argumentos que Demeterco Neto vai usar para a captação de cargas das rodovias é a queda de custo, estimada por ele em 20% a 25%. O trabalho da Brado começa na área atendida pela ALL, mas pode ser ampliada para outras regiões do país.

Basílio vai presidir o conselho de administração da Brado. A ALL será dona de 80% da empresa e os sócios da Standard (o fundo BRZe os grupos Deminveste Markinvest) ficaram com 20% restantes. O BRZ comprou 38% da Standard há apenas um ano. Demeterco Neto já está acostumado a atender o varejo em transporte urbano para abastecimento das lojas e é membro da família que era dona da rede de supermercados Mercadorama, vendida em 1998 para o grupo Sonae.

Para tornar a operação com contêineres viável e atraente para os clientes, a ALL planeja usar vagões do tipo double stack, com dois andares de contêineres, na maior parte dos trechos e, próximo aos túneis que levam aos portos, vai construir terminais de serviços e as cargas seguirão em vagões simples. Nossa estrutura operacional vai garantir competitividade muito grande, afirma Basílio. A ALL realizou com a Brado acordo comercial de transporte que garante capacidade, competitividade nos custos e nível de serviço diferenciado para o atendimento do mercado.

O presidente da ALL comenta que trata-se de uma operação inédita na ALL, que no passado já comprou empresas que foram integradas à sua estrutura, como a Delara e a Brasil Ferrovias. A tendência, agora, é criar estruturas separadas para explorar novas oportunidades. O executivo disse que havia três produtos que precisavam ser atraídos para a ferrovia: açúcar (para o qual criou uma parceria com a Rumo Logística), contêineres (para o qual criou a Brado) e minério de ferro, para o qual estuda, com a Vale, a melhor forma de escoamento do Mato Grosso do Sul.