Artigo: Ferrovia Leste - Oeste
20/05/2011 - Diário Catarinense Online
*Rogério Peninha Mendonça é deputado federal (PMDB-SC).
A expectativa para o início da construção da Ferrovia Leste-Oeste faz nascer novos ângulos de visão sobre a agricultura catarinense. Chamada também de Ferrovia do Frango, ela terá 700 quilômetros de extensão, ligando a fronteira do Brasil com a Argentina e o litoral catarinense. E, no embalo, o governo argentino já se comprometeu a prolongar a ferrovia por mais 120 quilômetros, criando, assim, um corredor bioceânico, unindo o Atlântico ao Pacífico: um novo e seco Canal do Panamá.
Os trilhos são a melhor solução para o transporte de cargas em longas distâncias, tanto é que outros países de tamanho continental já utilizam largamente este modal. A Rússia tem 60% de seu transporte de cargas executado por ferrovias, os Estados Unidos, 44%, e a China, 37%.
Neste contexto, a construção da Ferrovia Leste–Oeste tem enorme significação econômica. Santa Catarina é o maior exportador de frango do país. No primeiro trimestre de 2011, as exportações da carne de frango cresceram 26,7% no Estado, o que representou um aumento de US$ 482,4 milhões em receita. E este é um negócio que só tende a crescer. Na recente visita da presidente Dilma Rousseff à China, o governo chinês anunciou que vai autorizar a importação de carne de frango de 25 indústrias brasileiras. A China ainda não oficializou a autorização e os nomes das indústrias liberadas, mas sabemos que um bom número de frigoríficos desta lista será de Santa Catarina.
E não são só os avicultores que se beneficiarão com a construção da ferrovia. Suinocultores e produtores rurais que tiram da terra o seu sustento estão entusiasmados – os custos para escoar a produção diminuirão drasticamente.
Espero que tenhamos, num futuro próximo, uma malha ferroviária compatível com o tamanho de nossa economia e com o lugar de destaque que conquistamos no cenário internacional.
A expectativa para o início da construção da Ferrovia Leste-Oeste faz nascer novos ângulos de visão sobre a agricultura catarinense. Chamada também de Ferrovia do Frango, ela terá 700 quilômetros de extensão, ligando a fronteira do Brasil com a Argentina e o litoral catarinense. E, no embalo, o governo argentino já se comprometeu a prolongar a ferrovia por mais 120 quilômetros, criando, assim, um corredor bioceânico, unindo o Atlântico ao Pacífico: um novo e seco Canal do Panamá.
Os trilhos são a melhor solução para o transporte de cargas em longas distâncias, tanto é que outros países de tamanho continental já utilizam largamente este modal. A Rússia tem 60% de seu transporte de cargas executado por ferrovias, os Estados Unidos, 44%, e a China, 37%.
Neste contexto, a construção da Ferrovia Leste–Oeste tem enorme significação econômica. Santa Catarina é o maior exportador de frango do país. No primeiro trimestre de 2011, as exportações da carne de frango cresceram 26,7% no Estado, o que representou um aumento de US$ 482,4 milhões em receita. E este é um negócio que só tende a crescer. Na recente visita da presidente Dilma Rousseff à China, o governo chinês anunciou que vai autorizar a importação de carne de frango de 25 indústrias brasileiras. A China ainda não oficializou a autorização e os nomes das indústrias liberadas, mas sabemos que um bom número de frigoríficos desta lista será de Santa Catarina.
E não são só os avicultores que se beneficiarão com a construção da ferrovia. Suinocultores e produtores rurais que tiram da terra o seu sustento estão entusiasmados – os custos para escoar a produção diminuirão drasticamente.
Espero que tenhamos, num futuro próximo, uma malha ferroviária compatível com o tamanho de nossa economia e com o lugar de destaque que conquistamos no cenário internacional.

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