ALL investe R$ 1,7 milhão em oficina
20/05/2011 - Cruzeiro do Sul Online
Com investimento de R$ 1,7 milhão, a oficina de vagões da concessionária América Latina Logística (ALL) em Sorocaba passa por um processo de reforma e ampliação de algumas dependências. Nos últimos três meses a capacidade de liberação da oficina subiu de oito para 15 vagões por dia. O gerente da Unidade de Produção (UP) de Bauru - que engloba a região de Sorocaba - Leonardo Felisardo, explica que a aplicação dos recursos deve ser concluída na segunda quinzena de julho.
Atualmente 130 pessoas trabalham na oficina e a ampliação permitirá a contratação de novos funcionários. Felisardo explica que na oficina são feitas manutenções corretivas e preventivas, sendo esta última a mais frequente. Cada vagão a ser arrumado fica de cinco a sete dias em manutenção. "O tempo vai depender muito do problema, mas essa é a média", comenta ele, que é engenheiro civil. A paralisação dos vagões é prevista na programação da concessionária e além de ajustes para a conservação o vandalismo é outra causa comum.
O investimento contempla além da reforma e ampliação do vestiário dos funcionários, a melhoria de refeitórios e da segurança. Outra parte do valor foi usado para a compra de um forno para aumentar a rapidez e aperfeiçoar o processo de fundição da matéria-prima. O custo do forno foi de R$ 500 mil.
Dez trens e 1.500 caminhões
Por dia a cidade de Sorocaba recebe de 10 a 12 trens com 50 vagões. Cada vagão, afirma o gerente da Unidade de Produção (UP) de Bauru, Leonardo Felisardo, equivale a capacidade de três caminhões. Assim, são cerca de 1.500 caminhões a menos em circulação pela região. "Isto sem citar a poluição, pois cada trem é puxado por três locomotivas que funcionam com motor diesel-elétrico", revela. No Brasil a ALL tem mais de 21 mil quilômetros de concessão. Felisardo gerencia 1.400 quilômetros de linha férrea. "Os meus principais produtos são celulose, minério e areia."
A celulose vem de Três Lagoas e vai para o Porto de Santos. O minério também é trazido da região de Mato Grosso e é trazido para Mairinque, de onde é levado até Araçariguama para a siderúrgica Gerdau e exportado por Santos. Este trajeto é feito em 100 horas, aproximadamente. A areia para construção civil atende ao mercado consumidor paulistano.
Anel ferroviário
A construção de um anel ferroviário fora do perímetro urbano é uma questão antiga que volta e meia retorna às discussões. Na tarde de ontem a Comissão de Discussão de um Anel Ferroviário em Sorocaba marcou para o dia 26 de maio uma reunião para tratar o tema. Sobre isso o gerente afirma que esta é uma questão do governo federal.
"O município tem que fazer este pedido ao governo e ao Denit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes)", afirma ele. Os investimentos para retirar a malha férrea do perímetro urbano são elevados, mas Felisardo destaca que isto já foi feito em alguns lugares como a cidade de Três Lagoas no Mato Grosso do Sul, Araraquara e a capital São Paulo.
Para a concessionária, a transferência da linha férrea para fora do perímetro urbano seria um fato interessante, afirma o engenheiro. Ele explica que a velocidade média dos trens é maior em áreas não urbanas, o que agilizaria o transporte de cargas. Além disto, não há paradas em passagens de nível.
Atualmente 130 pessoas trabalham na oficina e a ampliação permitirá a contratação de novos funcionários. Felisardo explica que na oficina são feitas manutenções corretivas e preventivas, sendo esta última a mais frequente. Cada vagão a ser arrumado fica de cinco a sete dias em manutenção. "O tempo vai depender muito do problema, mas essa é a média", comenta ele, que é engenheiro civil. A paralisação dos vagões é prevista na programação da concessionária e além de ajustes para a conservação o vandalismo é outra causa comum.
O investimento contempla além da reforma e ampliação do vestiário dos funcionários, a melhoria de refeitórios e da segurança. Outra parte do valor foi usado para a compra de um forno para aumentar a rapidez e aperfeiçoar o processo de fundição da matéria-prima. O custo do forno foi de R$ 500 mil.
Dez trens e 1.500 caminhões
Por dia a cidade de Sorocaba recebe de 10 a 12 trens com 50 vagões. Cada vagão, afirma o gerente da Unidade de Produção (UP) de Bauru, Leonardo Felisardo, equivale a capacidade de três caminhões. Assim, são cerca de 1.500 caminhões a menos em circulação pela região. "Isto sem citar a poluição, pois cada trem é puxado por três locomotivas que funcionam com motor diesel-elétrico", revela. No Brasil a ALL tem mais de 21 mil quilômetros de concessão. Felisardo gerencia 1.400 quilômetros de linha férrea. "Os meus principais produtos são celulose, minério e areia."
A celulose vem de Três Lagoas e vai para o Porto de Santos. O minério também é trazido da região de Mato Grosso e é trazido para Mairinque, de onde é levado até Araçariguama para a siderúrgica Gerdau e exportado por Santos. Este trajeto é feito em 100 horas, aproximadamente. A areia para construção civil atende ao mercado consumidor paulistano.
Anel ferroviário
A construção de um anel ferroviário fora do perímetro urbano é uma questão antiga que volta e meia retorna às discussões. Na tarde de ontem a Comissão de Discussão de um Anel Ferroviário em Sorocaba marcou para o dia 26 de maio uma reunião para tratar o tema. Sobre isso o gerente afirma que esta é uma questão do governo federal.
"O município tem que fazer este pedido ao governo e ao Denit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes)", afirma ele. Os investimentos para retirar a malha férrea do perímetro urbano são elevados, mas Felisardo destaca que isto já foi feito em alguns lugares como a cidade de Três Lagoas no Mato Grosso do Sul, Araraquara e a capital São Paulo.
Para a concessionária, a transferência da linha férrea para fora do perímetro urbano seria um fato interessante, afirma o engenheiro. Ele explica que a velocidade média dos trens é maior em áreas não urbanas, o que agilizaria o transporte de cargas. Além disto, não há paradas em passagens de nível.

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