sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Suspensa licitação do VLT de Santos

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Suspensa licitação do VLT de Santos - 21/12/2010

O juiz da de Direito da 7ª Vara de Fazenda Pública do Foro Central de São Paulo, Emílio Migliano Neto, concedeu hoje (20/12) de manhã uma liminar suspendendo a licitação do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) da Baixada Santista, que abrange todo o sistema de ônibus metropolitano e a construção e operação da primeira etapa do VLT. A Viação Piracicabana, empresa de ônibus que atua na Baixada Santista, entrou com um mandado de segurança contra a EMTU, responsável pela licitação, pedindo a suspensão da licitação dizendo que são ilegais as exigências de garantia de proposta no valor R$ 7 milhões.

A entrega das propostas estava marcada para 9h30 e a abertura dos envelopes para 10h30. Por conta da liminar, a EMTU suspendeu a licitação e não recebeu as propostas. A licitação que estava em andamento era para uma PPP (Parceria Público Privada) com uma concessão de 25 anos.

A licitação é uma concorrência internacional e o vencedor será responsável por reorganizar as linhas de ônibus intermunicipais, modernizar a frota e implantar a primeira etapa de um sistema de VLT, que se integrará às linhas de ônibus intermunicipais e municipais da Região Metropolitana da Baixada Santista (Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Peruíbe, Bertioga, Cubatão, Mongaguá e Itanhaém).

O trecho da primeira etapa do VLT, entre Barreiros, em São Vicente, e o Porto de Santos (Estuário), terá 11 km de extensão, com 16 estações e 12 VLTs com 44 metros de comprimento. A previsão é transportar cerca de 45 mil passageiros/dia útil, dos 220 mil passageiros/dia útil previstos para o SIM como um todo.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Inaugurada linha chinesa Yichang-Wanzhou

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Inaugurada linha chinesa Yichang-Wanzhou - 22/12/2010 - Agência Xinhua

A via férrea considerada a mais difícil e mais cara de construir da China entrou hoje em operação. A linha iniciou sua operação às 10h18, quando o trem carregando mais de 900 passageiros partiu da Estação de Enshi, na Província de Hubei, no centro do país, em uma viagem de duas horas à cidade de Yichang, também em Hubei. A viagem cobre mais da metade da rota, de 377 quilômetros, que liga Yichang ao distrito de Wanzhou, no vizinho Município de Chongqing, no sudoeste do país.

Cinco trens percorrerão toda a rota e mais trens serão adicionados em 11 de janeiro para que se obtenha o funcionamento total da ferrovia. Foram necessários cerca de 50 mil trabalhadores ao longo de sete anos para completar a construção de 159 túneis, 253 pontes em diversas montanhas no lado leste do Planalto Yunnan-Guizhou.

A extensão total das pontes e dos túneis representa 74% do comprimento total da linha ferroviária. No caso mais extremo, os trabalhadores gastaram quase seis anos para furar um túnel via Montanha Qiyue devido às condições geológicas complexas e perigosas.

A ferrovia, com um investimento total de 22,7 bilhões de yuans (US$ 3,41 bilhões), é a via férrea mais cara em termos de custo por quilômetro, considerando o custo de 60 milhões de yuans (US$ 9 milhões) por quilômetro, em comparação aos 29 milhões de yuans (US$ 4,35 milhões) da ferrovia Qinghai-Tibet.

A ferrovia Yichang-Wanzhou reduzirá o tempo de viagem entre Chongqing e Wuhan, capital de Hubei, de 22 horas para cinco horas. O tempo de viagem de outras cidades no centro e leste da China ao sudoeste também será significativamente reduzido, o que trará novas oportunidades aos residentes que moram nas montanhas afastadas.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Norte-Sul inicia mais um trecho

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Norte-Sul inicia mais um trecho - 23/12/2010 - Portos e Navios

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará hoje em Petrolina de Goiás para lançar obra do trecho da Ferrovia Norte-Sul que sai de Ouro Verde, em Goiás, a Estrela do Oeste, em São Paulo. O presidente estará em Petrolina às 14h30. A nova extensão da ferrovia tem 667 quilômetros e o custo da obra é de aproximadamente R$ 2,3 bilhões. Segundo o presidente da Valec, José Francisco das Neves, as obras começam imediatamente.

O trecho da ferrovia, cuja obra será lançada pelo presidente, vai beneficiar todo o Sudoeste goiano, passando por municípios como Santa Helena, Rio Verde, Quirinópolis e São Simão, que fazem parte de uma região agrícola e agroindustrial que está entre as mais desenvolvidas do País em termos de tecnologia e produtividade. Com a construção deste ramal, a ferrovia alcançará a hidrovia do Paranaíba-Tietê-Paraná, atingindo os portos do Sudeste e países da América do Sul.

José Francisco das Neves afirma que foi no atual governo que a Ferrovia tomou corpo. “Durante o governo Sarney, foram construídos 100 km, no de FHC, 115 km e no de Lula, 1,1 mil km”, garantiu ao destacar que o Governo de Goiás tem participação decisiva em todo o processo de implantação do trecho goiano. Goiás criou grupos de trabalho com o objetivo de discutir e propor medidas, projetos e programas de desenvolvimento em toda a área de influência da via férrea. Hoje, em Goiás, a Ferrovia Norte-Sul sai da divisa com Estado do Tocantins e alcança o município de Ouro Verde.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

ALL cria empresa de logística de contêineres

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL cria empresa de logística de contêineres - 21/12/2010

A ALL anunciou nesta segunda-feira (20/12) a criação da Brado Logística, empresa que atuará no mercado de contêineres e incorpora a Standard Logística, que atua no setor de cargas frigorificadas. A Brado será responsável pelo mercado de contêineres da ALL, que hoje movimenta 2,6 milhões de contêineres por ano, e também vai operar os terminais da ALL em Uruguaiana (RS), Porto Alegre (RS), Araucária (PR) e Tatuí (SP).

“Nossa participação no mercado de contêineres é muito baixa, além de investimentos específicos iremos oferecer nível e variedade de serviços inéditos no mercado brasileiro, possibilitando o acesso ao modal ferroviário para clientes que não utilizam esse modal atualmente”, explica Paulo Basílio, diretor presidente da ALL.

A ALL tem 80% da Brado e investirá R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos na aquisição de vagões, locomotivas, melhorias na via permanente e adaptações nos terminais intermodais. A empresa pretende operar vagões double stack, um projeto que já vem sendo estudado pela ALL. A Standard, que fica com os restantes 20% da nova empresa, leva seus ativos: os terminais intermodais de Alto Taquari(MT), Cascavel (PR), Cruz Alta (RS), Guarapuava (PR) e Curitiba (PR); os complexos logísticos de cargas frigorificadas de Cubatão (SP), Esteio (RS), Cambé (PR), Itajaí (SC) e Colombo (PR) e porto seco de Bauru (SP). A empresa de logística terá gestão e administração independente da ALL. Com a nova parceria, a ALL pretende aumentar em 50% a movimentação de contêineres nos portos em que atua (Santos, Paranaguá, São Francisco do Sul e Rio Grande).

“Esse investimento estabelece as bases para a companhia dar um salto tanto no volume de transporte, quanto no perfil de serviços oferecidos. Estamos dando o primeiro passo para construirmos a maior empresa de logística de contêineres do Brasil”, afirma José Luis Demeterco Neto, fundador e diretor presidente da Standard e agora novo diretor presidente da Brado Logística.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Novas ferrovias têm que levar passageiros

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Novas ferrovias têm que levar passageiros - 23/12/2010 - Valor Econômico

O transporte ferroviário de passageiros, modalidade praticamente extinta no Brasil, poderá voltar à carga com a inauguração das ferrovias em construção pela Valec. O plano do governo, segundo José Francisco das Neves, presidente da estatal, prevê que os 9,7 mil km de malha ferroviária em construção no país sejam usados para o transporte de pessoas, além do escoamento de carga. Essa demanda partiu do presidente Lula e será contemplada em todas as concessões que fizermos a partir do ano que vem, diz Neves.

As estradas de ferro da Valec - - Norte-Sul, Centro-Oeste, Oeste-Leste e Transnordestina - poderão receber trens com velocidade de até 200 km por hora. Paralelamente, segundo Neves, há projetos em análise para a criação de ramais em Estados. O antigo projeto de criação de um trem de alta velocidade entre Brasília e Goiânia, foi refeito e já está na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O custo da obra é estimado em R$ 1 bilhão. Outra iniciativa prevê a ligação da Norte-Sul até o Rio de Janeiro. São obras que terminaríamos em no máximo dois anos, comenta Neves.

A revolução logística que o governo desenha a partir das novas ferrovias destoa completamente da realidade atual da malha férrea do país. Segundo Bernardo Figueiredo, presidente da ANTT, dos atuais 28 mil km de ferrovias do país, a maior parte está subutilizada. Hoje há 9 mil km de malha sem uso. Em outros 10 mil km, só passa um trem por dia, comenta Bernardo.

Embora os balanços do setor indiquem que atualmente 25% da carga transportada no país utiliza o modal ferroviário, Figueiredo acredita as ferrovias respondam por apenas 10% do transporte. Ainda faltam estudos detalhados e atualizados sobre isso, mas o que já podemos identificar é que a participação é muito inferior ao que se imagina, diz o diretor da ANTT.

Na semana passada, a ANTT abriu a consulta pública do novo ordenamento para o setor ferroviário, que reformula regras como direito de passagem e tráfego mútuo nas ferrovias, acabando com a exclusividade de concessão de trechos. O objetivo do governo é estimular a concorrência entre as empresas interessadas em operar nas malhas e ampliar a utilização das estradas de ferro.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO!!!


É NOSSO DESEJO A TODOS OS VISITANTES, COMENTARISTAS E COLABORADORES QUE PASSARAM POR ESSE FOTOLOG DURANTE O ANO DE 2010. OBRIGADO A TODOS, TENHAM UM EXCELENTE NATAL, ABENÇOADO POR DEUS.

VISITEM E COMENTEM:


http://fotolog.terra.com.br/jjef2 - FELIZ NATAL.

http://fotolog.terra.com.br/jjef1 - FELIZ NATAL.

http://jjefproducoes.nafoto.net/ - FELIZ NATAL.

http://fotolog.terra.com.br/efrp - TGV em SJRP.

http://jjefproducoes.blogspot.com - FELIZ NATAL.

Youtube - Novo Vídeo: O Melhor de 2010 - The Best of 2010.


Acompanhem as melhores imagens realizadas durante o ano de 2010, com destaque para uma GE C30-7 manobrando um trator do SOS, a GP-18 7010 rebocando duas C-30-7, e as veteranas EMD G-12 e GE U20C trabalhando no pátio de Rio Claro, e muito mais.

BOAS FESTAS A TODOS.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Movimentação da ALL em Santos cresce 75%

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Movimentação da ALL em Santos cresce 75% - 21/12/2010 - A Tribuna

Durante quatro anos de concessão, a movimentação ferroviária no Porto de Santos, operada pela América Latina Logística (ALL) cresceu 75%. Durante o 3º trimestre deste ano, o volume de carga transportado foi de 5,2 milhões, enquanto no mesmo período de 2006, o valor chegou apenas a 3 milhões de toneladas.

O aumento é reflexo dos novos contratos e também do forte investimento em melhoria no Porto de Santos e em toda a malha de escoamento. Somente na Cidade, a ALL aplicou R$ 70 milhões para a remodelação das linhas principais do corredor de exportação e obras do desvio da perimetral.

Pelos trens da ALL foram transportados mais de 4,7 milhões de toneladas de produtos. O aumento da movimentação se dá pelo volume considerável de grãos originados no Mato Grosso (MT), que atingiu 2,5 milhões de toneladas, e pelo pico da safra de açúcar com origem no interior de São Paulo, que superou 1 milhão de toneladas no trimestre. Em 2006, ano comparado ao atual, o transporte dos dois produtos juntos não alcançou 2 milhões de toneladas.

Outro fator fundamental para o escoamento de produtos está diretamente relacionado à gestão. Com medidas meramente operacionais, a empresa conseguiu diminuir o giro de composições. Para descarregar uma composição no Porto de Santos levava-se em média 80 horas e hoje caiu para 40 horas, contabilizando o tempo de entrada, descarregamento e retorno para os pontos de carregamento no interior paulista e mato-grossense. Em média, uma composição de 85 vagões retira mais de 270 caminhões das rodovias.

INVESTIMENTOS

Desde que a ALL assumiu o controle da Brasil Ferrovias (Ferroban, Ferronorte e Novoeste) em maio de 2006, adotou uma série de ações para aumento da produtividade e da segurança da operação ferroviária de cargas no estado de São Paulo. Já foram investidos mais de R$ 500 milhões na malha paulista, distribuídos em novos ativos, como locomotivas e vagões, além de melhorias na estrutura de via permanente.

A empresa realizou uma reforma completa na malha com substituição de 700 mil dormentes e de 60 mil toneladas de trilhos. A malha era composta por trilhos perfil 50 e atualmente, grande parte dessa malha possui o perfil 60, mais robusto, resistente e com maior capacidade de carga. Também foram aplicados seis mil vagões de pedra para dar mais estabilidade na movimentação dos trens.

Entre 2000 e 2009 o volume de produto via ferrovia em Santos cresceu 663%, saindo de pouco mais de dois milhões de toneladas para mais de 15 milhões. O market share que era de apenas 12%, antes de a ALL assumir, saltou para 20%. De acordo com o Plano Nacional de Logística de Transportes (PNLT) e a participação das ferrovias no País deve alcançar 35% no período de 15 anos.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Indústria quer chegar a 40 mil vagões

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Indústria quer chegar a 40 mil vagões - 20/12/2010 - DCI

O setor ferroviário aposta na retomada do crescimento, e a previsão para os próximos anos é de novo recorde na produção de vagões de carga. A referência de sucesso do setor é a década de 1970, que abrigou planos de desenvolvimento econômico do País e teve produção de 36 mil vagões de cargas. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, espera conseguir nos próximos dez anos uma produção que chegue a 40 mil unidades. O Brasil está investindo muito em infraestrutura, e o crescimento da malha ferroviária pode puxar a maior produção desde a década de 1970, afirma o executivo.

A produção de vagões de carga neste ano deve superar o fraco desempenho de 2009, quando foram produzidas apenas 1,022 mil unidades. O ano de 2010 deve fechar, segundo a Abifer, com 2,3 mil vagões manufaturados. As previsões para 2011 são ainda mais otimistas: de acordo com a entidade, a produção nos próximos doze meses deverá atingir a marca dos três mil vagões.

Para sustentar este ritmo de crescimento, o setor tem pleiteado junto ao governo a prorrogação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que tem previsão para ser encerrado em março próximo. A intenção da entidade é conseguir essa prorrogação até o final de 2011.

Para conseguirmos manter o nível de crescimento sem perder força precisaríamos da continuidade do PSI até pelo menos o final de no que vem, afirma o executivo da Abifer.

Passageiros

Com a previsão da ampliação da malha ferroviária de São Paulo, o setor espera que ao menos quatro mil carros de passageiros sejam produzidos até 2020. Para a próxima década, esperamos um aumento significativo das linhas férreas em São Paulo, explica o presidente da entidade.

De acordo com ele, a extensão das linhas, que atualmente é de 29 mil quilômetros, deve chegar a 41 mil quilômetros de extensão até 2020.

A produção de carros ferroviários de passageiros teve um resultado aquém do esperado este ano, apesar de ter conseguido equilibrar os pedidos do mercado interno e as exportações.

As vendas ao mercado externo neste ano mantiveram um índice na casa de 10%. O setor deverá fechar 2010 com a produção de 421 carros para passageiros, dos quais 41 deverão ser exportados.

O desempenho ficará um pouco abaixo do resultado do ano passado, quando foram produzidos 434 desses carros, dos quais foram exportadas 374 unidades.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

ALL só vai levar Ferronorte até Rondonópolis

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL só vai levar Ferronorte até Rondonópolis - 13/12/2010 - Olhar Direto

A América Latina Logística (ALL), por meio da “ALL Malha Norte”, assinou termo aditivo ao contrato de concessão com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para prorrogar por mais dois anos o prazo para a ferrovia Senador Vicente Vuolo, a Ferronorte, que está parada em Alto Araguaia, chegar ao município de Rondonópolis.

A decisão foi publicada hoje, no Diário Oficial do Estado. A prorrogação do prazo se dá a partir de 31 de dezembro deste ano. Com isso, a ALL terá até 31 de dezembro de 2012 para o término da construção e entrada em operação comercial do trecho ferroviário de aproximadamente 250 quilômetros.

Na mesma publicação a ALL Malha Norte também está devolvendo à União os trechos ferroviários ainda não construídos entre Rondonópolis e Cuiabá; Cuiabá - Uberaba/Uberlândia (MG); Cuiabá - Porto Velho (RO) e, Cuiabá – Santarém (PA). Com isso, a ALL fica desobrigada a construir tais trechos ferroviários.

A medida, em tese, frustra um trabalho cooperativo realizado entre os governos estadual e federal, no último dia 15 de setembro, para estudos de viabilidade socioeconômica a fim de acelerar o ritmo das obras da Ferronorte. O governo federal passa a buscar outras empresas que tenham interesse na obra.

A extensão dos trilhos da ferrovia pelo menos até Rondonópolis é uma das cobranças do setor agropecuário de Mato Grosso, principalmente da região sul do Estado, pois criará alternativa de transporte da produção com frete mais barato do que o usado atualmente, por meio rodoviário.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Leste-Oeste avança.

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Obras Oeste-Leste devem começar apenas em 2011 -24/11/2010 - Valor Econômico

O início da construção da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol), um dos principais projetos listados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), deverá ficar para 2011. O governo tinha a meta de começar as obras em 14 de outubro, mas teve seus planos adiados por correções que tiveram de ser feitas em seus editais e, principalmente, por obstáculos ambientais. A Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, estatal responsável pela obra, já solicitou a licença de instalação da Fiol ao Ibama, mas a liberação do documento só deve ocorrer depois que forem resolvidas as questões sobre o traçado da ferrovia, que passa por cima de várias cavernas, patrimônio espeleológico localizado no oeste baiano.

Ao que tudo indica, a malha de 1.490 km deverá sofrer alterações em seu traçado original para atender as exigências do Ibama. A instituição foi procurada pela reportagem, mas não respondeu ao pedido de entrevista até o fechamento desta edição. José Francisco das Neves, presidente da Valec, afirma que "as dificuldades fazem parte do dia a dia da obra" e que tudo tem sido feito para que a construção comece ainda este ano. "A Fiol já tem seus consórcios contratados e a licença de instalação deve sair nos próximos dias", diz.

Sem ter fixado sequer um dormente no chão, a Fiol já coleciona conflitos com a população que vive na região que será cortada pela ferrovia. Hundira Cunha, agente da Comissão Pastoral da Terra (CPT) na Bahia, afirma que o levantamento topográfico da região - trabalho que está nas mãos na empresa Ecoplan Engenharia - tem sido feito com a entrada em áreas privadas, derrubada de plantios e coerção da população que terá suas terras desapropriadas. "Os agentes derrubam cercas e entram nas propriedades sem permissão", diz Hundira. "Ninguém foi informado sobre como se darão as indenizações." Procurada pelo Valor, a Ecoplan não retornou ao pedido de entrevista até o fechamento desta edição.

A organização não governamental Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá) também critica os estudos da obra, que considera insuficientes. "Além da ferrovia, que irá passar por uma área de cerca de 20 cavernas, existe o problema do Porto Sul, que será construído para escoar o minério produzido pela Bamin [Bahia Mineração]", diz Renato Cunha, coordenador-executivo da organização. "A área escolhida é de grande biodiversidade e com certeza será impactada com o porto. Nem mesmo o Ibama tem uma opinião definitiva sobre o assunto", comenta.

Em outubro, o Instituto do Meio Ambiente (IMA) da Bahia emitiu a licença de implantação da mina da Bahia Mineração em Caetité, no sudoeste do Estado. A aprovação libera a implantação do "Projeto Pedra de Ferro", que vai extrair minério de ferro naquela região e escoar o produto pela Fiol, até chegar a Ilhéus, de onde será embarcado para o exterior. A expectativa da empresa é iniciar a produção em 2013, com previsão de exportar 19,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Agora, a Bamin espera que o Ibama emita a licença prévia de seu terminal portuário privativo, que será construído em Ilhéus. Procurada, a empresa não comentou o assunto.

A Fiol é vista como peça-chave no campo logístico do país para ligar o litoral baiano até a região central, com conexão à ferrovia Norte-Sul, no Tocantins. A liberação para o início das obras é aguardada pelos consórcios que venceram a licitação para construir o primeiro trecho de 1.022 km de ferrovia, que avançará do litoral até a cidade de Barreiras. As obras, divididas em sete lotes, somam investimentos de R$ 4,198 bilhões.

Não é a primeira vez que a Fiol tem suas obras adiadas. O prazo original era iniciar a construção em julho. Pelas metas de 2008 do PAC, a ferrovia estaria pronta até 2012. Neste mês, o projeto figurou entre as 18 obras do PAC com recomendação de paralisação pelo Tribunal de Contas da União (TCU). As auditorias do TCU já levaram a Valec a reduzir o custo total da obra. As correções resultaram na redução do valor de referência, que caiu de R$ 4,41 bilhões para R$ 4,24 bilhões.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Governo lança obras da variante de Camaçari

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Governo lança obras da variante de Camaçari - 23/11/2010

O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, assinou nesta segunda-feira, 22 de novembro, a ordem de serviço para as obras de construção da variante ferroviária entre o pólo petroquímico de Camaçari e o Porto de Aratu, na Bahia. A variante é uma linha que retifica e melhora o traçado existente. A obra irá desviar o trajeto da linha férrea, que hoje passa dentro do município de Camaçari, e reduzirá em 15 km o percurso entre o Pólo e o Porto. Hoje, o tempo deste percurso é de mais de uma hora e quando a linha estiver pronta será de 19 minutos. Isso será possível com a eliminação de conflitos com o tráfego urbano. Além disso, o novo trecho vai ter rampas menos íngremes e curvas mais largas.

A obra deve estar pronta em 18 meses está estimada em R$ 99,6 milhões. Serão feitas nove obras de arte especiais, incluindo passagens inferiores, uma ponte e um viaduto. O consórcio vencedor da licitação foi o Cowan - Cotrin.

Camaçari é responsável por 30% do PIB baiano e exporta US$ 2,3 bilhões por ano. Com um faturamento anual de R$ 35 bilhões, o pólo é o principal gerador de carga ferroviária no estado, com 6.400 toneladas circulando diariamente. Cerca de 4 mil toneladas deste montante são de produtos perigosos e tóxicos.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

FCA e Copersucar ampliam contrato de açúcar

NOTÍCIAS DO DIA  (Revista Ferroviária):

FCA e Copersucar ampliam contrato de açúcar - 26/11/2010

A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), concessionária ferroviária da Vale, e a Copersucar, holding de usinas de açúcar e álcool, assinaram um contrato para o transporte de 3 milhões de toneladas anuais de açúcar a granel de Ribeirão Preto (SP) ao porto de Santos. O acordo é uma ampliação do contrato firmado em março deste ano para o transporte de 500 mil toneladas de açúcar.O anuncio foi feito ontem (25) pela FCA.

A Copersucar investiu cerca de R$ 25 milhões na aquisição e obras de ampliação do Terminal Multimodal de Ribeirão Preto, que inclui um novo silo para armazenagem de açúcar. O projeto prevê ainda a construção de uma pera ferroviária e a instalação de terminais concentradores de carga em Aguaí (SP) e Uberlândia (MG) para o transbordo de açúcar dos caminhões para os trens. Devem ser investidos R$ 20 milhões em cada um dos terminais, até 2012.

Além disso, serão investidos R$ 60 milhões na reforma de 500 vagões tipo hopper, para reduzir de uma hora para 10 minutos o tempo de descarga de açúcar por vagão. Esta sendo avaliada a aquisição e reforma de outros vagões.

"O projeto é parte do plano estratégico da Copersucar, que prevê o investimento total de R$ 1,5 bilhão em logística, ponto-chave na estratégia de comercialização da empresa, que tem como um de seus diferenciais a integração de todas as fases da cadeia do açúcar e do etanol”, ressalta Paulo Roberto de Souza, presidente da Copersucar.

Com todos os projetos implantados e desenvolvimento, a Copersucar prevê a movimentação de 2,5 milhões de toneladas de açúcar por ferrovia já na safra 2011/12. A mudança na matriz de transporte representará redução de 70 mil viagens rodoviárias a cada safra.

"O contrato amplia a parceria da FCA com a Copersucar, uma das empresas pioneiras na recente expansão do transporte de açúcar por ferrovia. Nos últimos três anos, a FCA, cuja malha atende grandes áreas produtoras – principalmente o interior de São Paulo e o Triângulo Mineiro –, registrou aumento anual de 35% no transporte de açúcar", afirma o diretor-presidente da FCA, Marcello Spinelli.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Obra da Transnordestina entra nos eixos

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Obra da Transnordestina entra nos eixos - 29/11/2010 - NetMarinha

Trilhos do projeto bilionário, que corta três Estados, após atraso de dois anos ganham ritmo acelerado. As duas ferrovias irão escoar e atender os portos de Suape(PE) e Pecém (CE).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai passar longe do desejo de inaugurar a ferrovia Transnordestina antes de sair de cena. O início das obras, em 2006, alimentou o sonho presidencial de que tudo estivesse pronto antes das eleições deste ano, porém os inúmeros contratempos no megaprojeto, orçado em R$ 5,4 bilhões, postergaram em muito a data da inauguração. Lula terá que se contentar em ver sua sucessora cortar a fita da Transnordestina, ferrovia de 1.728 quilômetros que ligará os portos de Suape (PE) e Pecém (CE) ao município de Eliseu Martins (PI).

Após muitas idas e vindas, o projeto alcançou no mês passado o seu pico de atividade, medida em número de trabalhadores e de máquinas em operação. Atualmente, trabalham na obra mais de 11,3 mil pessoas e 1,6 mil máquinas. "Vamos manter esses patamares durante todo o ano de 2011, começando a reduzir gradativamente a partir de 2012", explicou o engenheiro da Odebrecht Paulo Falcão, diretor do contrato entre a construtora e a Transnordestina Logística (TLSA), dona da obra e controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Os 20 lotes já licitados somam 1.280 quilômetros de trilhos. Desses, 19 estão a cargo da Odebrecht, que só entrou na empreitada em novembro de 2009. A construtora tem 14 lotes em obras e trabalha para entregar tudo até outubro de 2012. Esse prazo não contempla, porém, o trecho de 450 quilômetros entre Aurora e Pecém (CE), ainda não licitado e cujo trajeto está sendo questionado pelo Ibama e pelo Patrimônio Histórico. Com isso, a perspectiva é de que toda a ferrovia só esteja concluída no primeiro semestre de 2013.

Nos 14 lotes onde a Odebrecht está trabalhando, o que se vê são as chamadas obras de infraestrutura - construção de bueiros, pontes e viadutos por onde passarão os trens, bem como toda a parte de escavações e aterramentos necessária. Somente após essa etapa é que entra em cena a superestrutura, que é a instalação de dormentes, trilhos e da brita, as porções de pedras que acompanham o trajeto.

A assinatura dos contratos referentes aos lotes ainda não licitados deve ocorrer no próximo dia 10 de dezembro, possivelmente no mesmo dia em que será inaugurado o primeiro trecho da Transnordestina, ligando o município de Salgueiro (PE) a Missão Velha (CE), em um percurso de 100 quilômetros. Tocado pela construtora EIT e pela própria TLSA, o trecho está em fase final de colocação de dormentes e trilhos e deverá ser concluído ainda com Lula no Planalto.

Para garantir a satisfação do presidente, o alagoano Severino José da Silva, de 56 anos, trabalhava duro na semana passada, debaixo de sol impiedoso. No comando de uma carregadeira, ele acomodava no chão de terra seca os dormentes de 350 quilos, em um trecho da ferrovia próximo a Missão Velha. Apesar dos 35 anos de experiência como operador de máquinas pesadas, Severino não demonstra entusiasmo quando questionado sobre o fato de seu ofício ser um dos mais requisitados no país. "Ainda não veio nada", disse ele, com ar pensativo, sobre a valorização de seu salário, hoje em R$ 1,3 mil mensais.

Paulo Falcão relata que a Odebrecht sofreu bastante para reunir os profissionais qualificados para a obra da Transnordestina. Ao lado de armadores e carpinteiros, operadores de máquinas pesadas figuraram entre os mais raros. "O período mais crítico no que se refere à mão de obra se deu entre janeiro e maio. Tive que trazer muita gente de fora, principalmente das capitais do Nordeste. Agora posso dizer que a questão está resolvida", afirmou o executivo.

Com mais de 11,3 mil trabalhadores, a Transnordestina é a segunda maior obra tocada pela Odebrecht no país, atrás apenas da hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira (RO), onde trabalham mais de 12 mil pessoas. Das 1,66 mil máquinas em operação na ferrovia, 25% são da construtora. O restante é alugado de outras empresas, que, em muitos casos, trouxeram equipamentos da China.

A distribuição do custo total do projeto, hoje em R$ 5,4 bilhões, tem nos equipamentos o maior peso: 50%. Na sequência aparece a mão de obra, com 25%, seguida por insumos e gastos gerais, ambos com 12,5%. De acordo com o presidente da TLSA, Tufi Dahen Filho, as obras caminham bem próximas do limite dos custos. Ele acredita, porém, que até a sua conclusão deve haver mais um reajuste, como ocorreu em 2008.

Na ocasião, ainda se trabalhava com um orçamento feito em 2004, que previa investimento total de R$ 4,5 bilhões. A alta de 20% foi justificada pelos maiores custos com mão de obra, cimento, aço e combustível. "O custo por quilômetro está hoje em R$ 2,9 milhões, valor que segue o critério do último orçamento. Mas temos receio de que as novas contratações, especialmente de material, fiquem acima desse valor", explicou o executivo.

Em paralelo à tendência de custos crescentes, Odebrecht e TLSA trabalham na busca de soluções de engenharia que possibilitem redução nos gastos. Isso é possível, já que o contrato entre as duas empresas foi firmado na modalidade de aliança, que prevê a divisão igualitária dos ganhos resultantes da diminuição de custos. Segundo Falcão, o maior potencial de redução está no gerenciamento adequado das atividades de escavações e aterramentos.

A engenharia financeira do projeto prevê que R$ 2,67 bilhões venham de empréstimos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e R$ 823 milhões do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor). A CSN colocará R$ 1,35 bilhão, sendo R$ 681 milhões do próprio caixa e R$ 675 milhões via um empréstimo do BNDES. O banco injetará outros R$ 225 milhões por meio de empréstimo à TLSA, mesma operação que será feita pelo Banco do Nordeste, com mais R$ 180 milhões. O governo federal irá aportar R$ 164 milhões por meio da Valec, estatal que atua em projetos ferroviários.

Segundo Tufi, as obras receberam até agora R$ 1,4 bilhão em investimentos, sendo metade deste valor bancado pela CSN, via caixa próprio ou empréstimos. O executivo reclama que o Finor já devia ter liberado R$ 350 milhões, mas que até o dia 10 de novembro tinha depositado apenas R$ 116 milhões. "Não pode haver esse descasamento das fontes de financiamento com o ritmo da obra. O Finor é o que tem apresentado maior burocracia e maior dificuldade. Com o atraso, a CSN tem que colocar mais recursos do que estava previsto", alegou o presidente da TLSA.

O Ministério da Integração Nacional informou que já havia autorizado o pagamento de R$ 154 milhões e negou a existência de atraso nos repasses.

Outro gargalo ainda enfretado pela Transnordestina são as desapropriações de terras, a cargo dos governos estaduais. Elas tiveram grande parcela de responsabilidade pelos inúmeros atrasos no cronograma da obra. Segundo a TLSA, 70,6% do trajeto por onde passará a ferrovia já está desapropriado e pronto para receber os trilhos. Porém, Paulo Falcão revela a existência de "desapropriações na teoria e na prática".

Ele explica que, em muitos casos, os donos das áreas já legalmente desapropriadas recusam-se a liberar o local, impedindo o avanço da obra. "Sabemos que em alguns locais há problemas com o pagamento pós-desapropriação. Com isso, os proprietários não saem mesmo", relata Ana Carolina Faria, gerente da Odebrecht e uma das 16 engenheiras que trabalham no projeto.

Ela lista uma série de outros problemas que vêm obstruindo o andamento dos trabalhos. Além das pendências de licenciamento ambiental, há problemas em vários trechos onde a ferrovia cruza com rede elétrica, adutoras, cemitérios, igrejas, assentamentos, comunidades quilombola e indígena e até com as obras da transposição do rio São Francisco. "Tenho interferência de algum tipo em todos os lotes", informa.

A ideia do projeto é tornar a Nova Transnordestina numa ferrovia de classe mundial em velocidade e volume de carga. Quando estiver pronta, poderá transportar 30 milhões de toneladas por ano, com velocidade de até 80 km/hora, tendo como principais cargas minério de ferro, gipsita e grãos, além de cimento, combustíveis e fertilizante.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Ferrovia Transcontinental.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Sul-americanos querem integrar ferrovias - 25/11/2010 - Jornal do Comércio (RS)

Uma série de medidas estão sendo tomadas para viabilizar a integração ferroviária entre o Brasil e os países vizinhos, segundo informou na semana passada Maria Luisa Leal, diretora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Ela fez palestra no encontro promovido pela Embaixada do Brasil na Argentina, que reuniu empresários dos dois países.

A diretora disse que o setor ferroviário brasileiro é um dos mais caros à presidenta eleita Dilma Rousseff. No último fim de semana, Maria Luisa Leal participou de reunião entre o Brasil e o Uruguai e tomou conhecimento de medidas que estão sendo adotadas para a integração ferroviária. A Argentina, disse a diretora da ABDI, tem ações concretas para revitalizar e fortalecer o setor ferroviário, capacidade produtiva, conhecimento setorial e um marco regulatório que favorece a área.

“Ainda estamos (no Brasil) muito lentos na indústria ferroviária, mas existem planos de desenvolvimento e avanços de longo prazo para o setor. Nossos orçamentos plurianuais já destacam o assunto. Não é possível a um país com as dimensões do Brasil deixar de lado o transporte, sobretudo o ferroviário e o aéreo. A possibilidade de integração do País ficou muito reduzida, mas existem possibilidades de avançarmos tanto na infraestrutura ferroviária quanto em termos de maquinário”, afirmou a diretora.

No encontro com empresários brasileiros e argentinos em Buenos Aires, Maria Luisa Leal também explicou que a metologia utilizada pelo Brasil para efetivar a integração produtiva com a Argentina, em todos os setores, obedece a dez passos. Entre eles estão reuniões preliminares com as empresas dos dois países interessadas em fazer negócios. Outro passo é uma rodada inicial com a participação do empresariado e de representantes dos dois governos. Na sequência, uma rodada efetiva de negócios e outra com os bancos oficiais.

No caso do Brasil, essas instituições são o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. A diretora da ABDI lembrou a integração produtiva entre o Brasil e a Argentina afirmando que, no setor de autopeças, já ocorreu uma reunião em agosto no Brasil, e outra está marcada para fevereiro, para um novo passo em relação a projetos do setor.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

CPTM leiloa 55 carros

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

CPTM leiloa 55 carros que viraram sucata - 24/11/2010 - O Estado de S. Paulo

Conjunto de 55 vagões com 30 anos de uso da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) será leiloado hoje. Desativados desde 1999, viraram sucata. Os trens eram usados por passageiros da Linha 8-Diamante, que liga a capital a Osasco e Itapevi, e estão espalhados em áreas da companhia nas Estações Luz, Presidente Altino e Barra Funda. A CPTM não divulgou quanto espera arrecadar com o leilão.

Os vagões estão sem bancos, sem piso, sem vidros, sem portas e pichados - são só a carcaça. Alguns têm furos no teto ou no piso. O fato de ser feitos de aço inox é o que desperta interesse.

O site do leiloeiro oficial do conjunto diz que os lances mínimos de cada vagão eram de até R$ 500 - mas atualmente estão em até R$ 24,5 mil. Nenhum dos vagões tem valor histórico - ainda há modelos similares em operação.Cada trem será vendido em um lote próprio. Vence quem oferecer o maior preço pelo material - que terá de ser retirado em até 48 horas após a venda. O leilão será presencial - com lances feitos no escritório do leiloeiro e pela internet (www.leilaoonline.net). O escritório fica na Avenida Fagundes Filho, ao lado da Estação São Judas do Metrô, na zona sul.

A reportagem pediu ontem acesso aos lotes, mas a CPTM negou. Ao longo das linhas de trem é possível ver conjuntos de vagões parados e sucateados, que também viraram alvo de pichadores ou foram tomados por mato e ferrugem.Os carros que estão sendo leiloados não têm condições de ser recuperados, disse, em nota, a CPTM.

O leilão está marcado para as 14 horas. Quem levar um dos vagões terá de arcar também com os custos para retirá-los dos pátios da companhia.A companhia tem Parceria Público-Privada (PPP) para fazer a manutenção dos trens da Linha 8-Diamante, ao custo de cerca de R$ 200 milhões ao ano. Nesse preço está incluída a manutenção de 12 trens e a aquisição de 24 composições para a linha - que reúne os trens mais antigos em operação do sistema.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Transporte de etanol por ferrovia crescerá 10%

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Transporte de etanol por ferrovia crescerá 10% - 26/11/2010 - Correio do Estado – Mato Grosso do Sul

O volume de etanol transportado por meio do modal ferroviário na região de Araçatuba deve encerrar o ano com crescimento de 10%, conforme previsão divulgada pela ALL (América Latina Logística).

De acordo com a empresa, devem ser transportados neste ano aproximadamente 140 mil metros cúbicos de etanol oriundos dos dois centros coletores existente na região - Andradina e Araçatuba. Em 2011, a companhia espera crescer 40% a captação de combustível nesses terminais, chegando a transportar por trilhos 200 mil metros cúbicos no ano.

O etanol coletado na região tem como destino a Replan (Refinaria de Paulínia), cujo trajeto leva três dias e resulta em vantagens econômica e ambiental. O transporte ferroviário tem um custo 20% menor em relação ao transporte rodoviário e cada vagão substitui até três caminhões. As locomotivas para o transporte do etanol possuem 40 vagões.

O escoamento do etanol produzido pelas usinas da região por meio do transporte ferroviário foi possível com a parceria inédita entre a ALL, as distribuidoras que compõem o Sindicom (Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustível) e usinas.

Anunciado em agosto de 2008, o projeto previa investimentos de R$ 104 milhões na instalação de centros coletores no interior do Estado de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estrutura de descarga ferroviária em Paulínia e aquisição de vagões-tanque, viabilizando nova e competitiva opção logística para empresas do setor sucroalcooleiro.

O projeto é composto de 11 centros coletores, sendo dois deles na região de Araçatuba - Araçatuba e Andradina. O investimento em Araçatuba é do grupo Cosan, que ampliou o projeto de centro coletor para a construção de um terminal de distribuição de combustíveis.