segunda-feira, 29 de novembro de 2010

MRS bate recorde de produção.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

MRS bate recorde de produção - 23/11/2010 - Frota & Cia

A concessionária da malha ferroviária sudeste, a MRS Logística, fechou o mês de outubro com 13,47 milhões de toneladas transportadas. Este resultado passa a ser o maior já alcançado pela companhia, passando o acumulado de setembro de 2009, quando transportado chegou a 13,2 milhões de toneladas movimentadas.

No acumulado do ano, o total produzido chega a 119,6 milhões de toneladas, o que, até o momento, significa um aumento de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além do bom resultado obtido em outubro, a MRS chega ao sexto mês consecutivo com a média de produção diária superior a 400 mil toneladas, marca jamais alcançada pela Empresa anteriormente.

A melhor notícia é que tivemos volumes robustos em todas as carteiras. Isto é muito importante e mostra o momento de estabilidade que vivemos. Carga existe e existia, mas alguns de nossos processos operacionais estavam em desacordo com as necessidades dos nossos clientes. Houve integração entre MRS e clientes, importantes investimentos e mudanças nos procedimentos. O resultado não poderia ser outro, comenta o diretor comercial da MRS, Carlos Waack.

domingo, 28 de novembro de 2010

Série: Automóveis.


Modelo: Volkswagen "Fusca" e truque de vagão.

Chassis: Volkswagen e CPEF.

Empresa: CPEF.

Prefixo: .

Linha: .

Foto tirada em 01/11/2010, com o fusca parado perto do pátio ferroviário de Rio Claro, com o truque de vagão de carga ao lado.

Obs: fusca restaurado, construído nos anos 1960. O truque está esperando restauração para servir de monumento, ou voltar para o vagão de origem.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ANTT vai regulamentar direito de passagem

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ANTT vai regulamentar direito de passagem - 17/11/2010 - Valor Econômico

Diante da impossibilidade legal de impor um novo modelo de concessão para as atuais operadoras ferroviárias, que se assemelhe ao que será utilizado para as ferrovias em construção, a Associação Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) decidiu que vai aperfeiçoar algumas regras vigentes nos contratos atuais, com o objetivo de estimular a competitividade e tornar mais dinâmico o mercado. "Estamos regulamentando o direito de passagem, uma figura legal existente nos atuais contratos mas que, por falta de clareza, não se constitui em instrumento útil para estimular a concorrência e a oferta de serviços ferroviários", diz Bernardo Figueiredo, diretor-geral da ANTT.

Segundo ele, os atuais contratos preveem que haja o compartilhamento dos trechos da malha entre as empresas concessionárias com base, preferencialmente, no que se chama de tráfego mútuo. Por meio dessa cláusula ficaria, teoricamente, garantida a utilização dos serviços e a infraestrutura de todos os trechos por todos os interessados, mediante pagamento. "O direito de passagem é previsto, mas para ser utilizado em último caso", afirma Figueiredo. Ele ressalta que os contratos atuais dão margem à segregação, sem definir os parâmetros para o uso direito de passagem.

Além disso, Figueiredo diz que também será definido o direito do usuário, que obrigará a concessionária a liberar o uso de sua linha, desde que o interessado em usá-la invista no que for necessário para que seu serviço seja efetuado.

Outra alteração nas regras será no detalhamento das metas a serem alcançadas pelas operadoras. Por essa regra, a regulação da operação ferroviária se assemelhará à que existe no transporte de passageiros, no qual existe a obrigatoriedade de frequência mínima em todas as linhas. "O transporte ferroviário também precisa ser entendido como de utilidade pública", resume. Ele ressalta que as regras atuais são genéricas e dão margem para que as operadoras dos trilhos deixem de operar trechos e serviços menos rentáveis.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Transnordestina importa trilhos da China

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Transnordestina importa trilhos da China - 22/11/2010 - Acesse Piauí

As importações do Piauí nunca estiveram tão em alta e grande parte do crescimento se deve a uma obra, o trecho da Ferrovia Transnordestina que vai de Eliseu Martins à divisa de Pernambuco. Os 400 km de trilhos de aço estão sendo importados da China. Somente esse produto participou até outubro deste ano com U$$ 45,1 milhões, o que correspondeu a 28,16% do total de US$ 163,4 milhões.

A Transnordestina colabora para que, pela primeira vez desde 1998, o saldo da balança comercial do Estado esteja negativo, U$S 46,8 milhões a mais em importações do que exportações. Nos dez primeiros meses de 2010 os produtos piauienses renderam US$ 116,6 milhões - 10,38% a menos do que no mesmo período do ano passado - e as entradas de produtos de outros países, US$ 163,4 milhões.

As importações cresceram 216,31% e já superaram todo o ano passado, quando chegaram a US$ 68,4 milhões. O melhor resultado tinha sido em 2008: US$ 71,7 milhões. Teresina é responsável pela quase totalidade das importações do Estado: US$ 160,2 milhões (98,04%).

Os trilhos de aço para a Transnordestina estão em primeiro lugar na lista dos produtos. No ano passado, nenhuma tonelada entrou no Piauí. O importador é a Transnordestina Logística S.A. Mas, a empresa importadora que mais comprou foi a Ferronorte Industrial Ltda, que adquiriu até outubro US$ 76,5 milhões (46,84% do total) em laminados de aço e ferro e outros produtos assemelhados.

Além da China (US$ 49,9 milhões, origem de 30,55% das importações piauienses), as empresas importadoras fizeram negócios principalmente com a Polônia (23%), Rússia (11,11%), Itália (5,57%), África do Sul (4,64%), Turquia (4,40%), Chile (4,22%), Estados Unidos (3,07%), Coreia do Sul (2,54%), Alemanha (1,97%), México (1,39%) e aEspanha (1,15%).

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Valec publica contratos de 2 trechos da Oeste-Leste

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Valec publica contratos de 2 trechos da Oeste-Leste - 12/11/2010 - Agência Estado

A Valec - Engenharia, Construções e Rodovias S.A. divulgou na edição de hoje (12) do Diário Oficial da União os extratos de contratos referentes à execução de mais dois subtrechos da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol). As duas obras envolvem partes da ferrovia localizadas entre Ilhéus e Barreiras, na Bahia.

O lote 02, compreendido entre o riacho Jacaré e o Rio da Preguiça, com 117,9 quilômetros, será executado pelo "Consórcio Galvão - OAS", em contrato de R$ 650.414.035,89. O lote 07, entre o Rio das Fêmeas e a estrada vicinal de acesso à BR-135, com 161,12 quilômetros, será executado pelo "Consórcio Oeste Leste Barreiras", em contrato de R$ 535.729.183,11.

A Valec informou também por meio do Diário Oficial de hoje que recebeu do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a renovação da licença prévia 349/2010. Essa licença refere-se às obras da Fiol relativas ao trecho "Plataforma de Integração Modal de Figueirópolis", no Estado de Tocantins, até a "Plataforma de Integração Modal de Ilhéus", na Bahia. A licença tem validade até 7 de abril de 2014.

A Fiol tem traçado previsto de quase 1,5 mil quilômetros, partindo do litoral da Bahia, passando pelo oeste baiano, até chegar ao interior de Tocantins. A ferrovia deverá ser construída em três etapas, transformando-se em um canal de escoamento de grãos e de minério de ferro. Em Figueirópolis (TO), a Fiol se encontrará com a Ferrovia norte-sul.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Traçado faz Ferroanel voltar à estaca zero

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Traçado faz Ferroanel voltar à estaca zero - 17/11/2010 - Valor Econômico

Mais do que a falta de recursos ou do que os problemas ambientais é a indecisão sobre a melhor opção de traçado que levou a construção do Ferroanel para a estaca zero. Apesar de o projeto já ter mais de 20 anos e de ser considerado de extrema importância para contornar a travessia das cargas da Região Metropolitana de São Paulo para ao porto de Santos, ainda não há consenso sobre quais tramos (vãos) trariam maior benefício na melhoria do desempenho logístico no fluxo de cargas. Na falta do acordo, a agência reguladora dos transportes, a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT), optou pelo encaminhamento do projeto do Ferroanel ao Banco Mundial, para reavaliação técnica e modelagem financeira.

Se fosse cumprido o cronograma estabelecido no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Ferroanel poderia estar concluído em 2011, diz Bernardo Figueiredo, diretor-geral da ANTT. Agora, a estimativa é que a reavaliação seja concluída em prazo de um ano, para depois serem cumpridos os trâmites necessários para a construção da obra.

Segundo ele, o impasse se deu sob diversos aspectos, desde questionamentos ambientais, passando pela necessidade de adequação ao projeto do Rodoanel, em construção na Região Metropolitana de São Paulo, até a disputas comerciais, nas quais a superação do gargalo logístico pelo anel de trilhos foi entendida como estímulo a um ou a outro fluxo de carga rumo a terminais portuários paulistas ou fluminenses. As justificativas paulistas foram acatadas, mas sob o ponto de vista técnico qualquer uma das duas opções que estavam sendo debatidas, tramo norte ou tramo sul, seria melhor do que nenhuma, diz Figueiredo. Ele diz, no entanto, que a solução para a transposição são os dois tramos, porque a eficiência de um não supera a deficiência do outro.

No projeto original do Ferroanel, estavam previstos dois tramos de trilhos, contemplando a construção de novos trilhos e a ampliação de outros, que acrescentam eficiência à operação da malha ferroviária da região, hoje sob responsabilidade da MRS Logística. Completo, o Ferroanel teria 110 km, e o projeto inicial obteve orçamento na faixa de R$ 3,5 bilhões.

No PAC, de 2007, estava prevista a construção de um dos tramos, o norte, de 66 km, com previsão de recursos de R$ 528 milhões. Essa opção já havia passado por avaliação técnica e econômica do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O Ferroanel supera o conflito existente no transporte de cargas e de passageiros, que precisam utilizar a mesma via de trilhos. Atualmente, as mercadorias só podem trafegar em determinados períodos noturnos, o que ocasiona problemas para a manutenção do ritmo operacional logístico, na medida em que toda a mercadoria que chega até a região pelos trilhos rumo ao porto de Santos precisa ficar parada, à espera do momento da liberação.

Atualmente, não temos como atender a demanda de cargas devido aos entraves no tráfego de trens da Região Metropolitana, diz Eduardo Parente, presidente da MRS Logística, cuja malha é composta por 1,7 mil km de trilhos entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Para contornar o problema, a empresa está investindo capital próprio em soluções que aliviarão o problema. Recentemente, divulgou investimentos de R$ 230 milhões para a segregação de 12 km de vias férreas na Grande São Paulo, no trecho entre a localidade de Manoel Feio, no município de Itaquaquecetuba, e de Suzano, na região leste da capital. Quando iniciada a operação, haverá linhas específicas para o tráfego de cargas e para o de passageiros.

Parente ressalta que a segregação de linhas é parte da solução integrada da transposição de São Paulo, composta pelo Ferroanel. A MRS quer, inicialmente, duplicar sua movimentação de cargas para o porto de Santos, chegando em curto prazo a 24 milhões de toneladas. Em um segundo momento, a ideia é atingir 56 milhões de toneladas.

Apesar da preferência dos passageiros na disputa pelo uso das linhas férreas, o Ferroanel tem grande importância para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), operadora paulista do transporte ferroviário de passageiros da Região Metropolitana de São Paulo. Sérgio Henrique Passos Avelleda, presidente da empresa, diz que, no passado, trafegar pelas mesmas vias que a carga não era problema. Mas, nos últimos quatro anos, o transporte diário de passageiros saiu de 1,5 milhão para 2,2 milhões e a expectativa da empresa é atingir 3,7 milhões nos próximos anos.

Os prejuízos também estão na conta do porto de Santos. Segundo Renato Ferreira Barco, diretor de planejamento e controle da Docas de São Paulo, o Ferroanel é medida de necessidade premente para alcançar os terminais paulistas. A acessibilidade não está em nossa alçada, mas faz parte de nossos estudos, porque esses gargalos precisam ser enfrentados para que a movimentação portuária ganhe a eficiência necessária.

Atualmente, segundo ele, apenas 20% das cargas chegam ao porto por ferrovia. Os restantes 80% chegam por caminhões, gerando graves problemas para as empresas embarcadoras, para os operadores dos caminhões e, também, para as empresas de navegação, tanto da cabotagem como do comércio exterior.

domingo, 21 de novembro de 2010

Como perder o patrimônio histórico de uma cidade.

Desde o começo de 2010, de uma forma inexplicável, Rio Claro perdeu vários imóveis históricos por causa de incêndios criminosos. O primeiro foi uma casa de funcionários do Horto Florestal, construída nos anos 1920 na época de Navarro de Andrade, isso em fevereiro. Em março, uma biblioteca histórica de uma antiga escola particular foi incendiada, e quinze dias depois, o Museu Histórico Pedagógico da cidade foi totalmente destruído pelo fogo.

Inúmeras queimadas em terrenos vazios da cidade foram registradas, e muitas casas pegaram fogo nesse períoda, a última sendo um estabelecimento comercial no centro da cidade (esse, não foi criminoso, foi um curto circuito no quadro da loja mesmo).


Em setembro a última vítima dessa onda de incêndios foi um antigo casarão, que fica na esquina da Rua 1 com a Av. 16, no centro da cidade. De acordo com testemunhas (e pude notar isso também), o lugar estava abandonado e servia para mendingos passarem a noite, além da prostituição e uso de drogas no local. Aparentemente, segundo os bombeiros, uma vela pode ter causado o incêndio, que destruiu parcialmente o imóvel. Desde então, inclusive a prefeitura diz para não incomodar os mendingos, pois eles podem colocar fogo nos imóveis (Céus! Cadê a guarda-municipal?).


Construído na década de 1940 por alguma família importante, o casarão serviu na década de 1960 para o serviço do SANDU-Clinica médica, um projeto estadual extinto hoje. Depois, foi usado para loja, comércio, habitação, gabinete político, até que em 2003 foi definitivamente abandonado.


As fotos dessa página foram tiradas em 27/09/2010, três dias depois do incêndio. Na semana seguinte, o dono do prédio o pôs a venda. Nenhum interessado apareceu ainda. Uma pena, por seu lugar estratégico, é bem capaz de virar um estacionamento como aconteceu com o casarão do restaurante A Toca, que virou estacionamento de um banco.

sábado, 20 de novembro de 2010

ALL Cresce novamente.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL cresce 10% no volume de cargas transportadas - 10/11/2010

A ALL anunciou que teve um aumento de 9,6% no volume de carga transportada no Brasil durante o terceiro trimestre, passando de 10 bilhões de TKU’s no mesmo período de 2009, para 11 bilhões de TKUs em 2010. Segundo a concessionária, o resultado foi impulsionado, principalmente, pelo crescimento de 14,7% no segmento de commodities agrícolas.

A geração de caixa operacional consolidada da empresa cresceu 8,1% no trimestre, chegando a R$ 368,8 milhões. O lucro líquido subiu 20% no terceiro trimestre, ficando em R$ 69,2 milhões, resultado do aumento no EBTIDA e da redução de despesas financeiras.

Nos primeiros noves meses, o crescimento da geração de caixa operacional consolidado foi de 12,2%. Já o lucro líquido aumentou em 134%, de R$ 95,4 milhões, para R$ 223,1 milhões. Nesse período, o volume de carga cresceu 5,9%, somando 32 bilhões de TKUs.

“Crescemos quase 20% em nosso volume agrícola para os portos, com um aumento superior a 30% nos portos de Paranaguá e São Francisco do Sul”, revela o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da ALL, Rodrigo Campos.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Alckmin negociará com Dilma novo trajeto para TAV

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Alckmin negociará com Dilma novo trajeto para TAV - 05/11/2010 - Agência Estado

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), vai negociar com o governo federal e a equipe de transição de Dilma Rousseff (PT) mudanças no traçado do Trem de Alta Velocidade (TAV). O próximo governo paulista quer que o TAV deixe de passar pelos Aeroportos de Viracopos (Campinas) e Guarulhos. A ligação deles com São Paulo seria feita por um trem expresso separado, que trafegaria a 160 km/h.

O atual traçado do TAV prevê ligar Campinas ao Rio de Janeiro, passando obrigatoriamente por São Paulo e por Guarulhos no caminho. Mas, para a equipe que trabalha na transição do governo estadual, a melhor maneira de organizar o transporte entre os dois aeroportos e São Paulo é por meio de um trem regional, que poderia ser mais barato e ter saídas mais frequentes.

A ideia é que o TAV saia de São Paulo e, no caminho para o Rio, só tenha paradas depois da Região Metropolitana. A iniciativa privada seria responsável pela construção e administração da linha, que custaria por volta de R$ 3,5 bilhões.

Expresso Aeroporto

Caso a mudança no traçado do TAV seja aprovada, Alckmin deverá retomar um projeto que foi abandonado pelo atual governador, Alberto Goldman (PSDB). Trata-se do Expresso Aeroporto, um trem direto entre o centro de São Paulo e o Aeroporto de Guarulhos, cuja licitação não foi aberta mesmo após o edital ter sido lançado no fim do ano passado.

O motivo do abandono, segundo Goldman, havia sido a indefinição da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) sobre o terceiro terminal de Guarulhos - o que foi negado pela estatal. Agora, no entanto, o governador eleito pretende retomar o projeto, caso as negociações com o governo federal avancem. "O trem regional pode sair em intervalos até duas vezes menores que o TAV, de 10 em 10 minutos", disse Jurandir Fernandes, líder da equipe de transição.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Trem turístico internacional.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Rotas lendárias sobre trilhos - 04/11/2010 - O Estado de S. Paulo

O avião pode ser rápido, mas nada substitui a magia de pegar um trem e acompanhar as mudanças de cenário passando pela janela. Para os apaixonados por locomotivas, poucas viagens exercem maior fascínio do que as rotas lendárias percorridas por trens de luxo. E nenhum deles é mais célebre que o Expresso do Oriente.

Pano de fundo de livros de Agatha Christie e Graham Greene, a rota foi criada em 1883 para ligar Paris e Istambul - passando por diversos países europeus, incluindo a Hungria e outros do leste. Os ambientes luxuosos atraíram um séquito de milionários e aristocratas. Mais do que atingir o destino, habitar o hotel seis-estrelas naquela atmosfera era a viagem.

Apesar de o serviço ter sido interrompido em momentos turbulentos e de as rotas terem sido alteradas diversas vezes, a locomotiva atravessou os séculos. Depois de uma reforma em 1982, continua na ativa.

Os 17 vagões transportam 148 passageiros. Com requinte em cada detalhe: da decoração art déco aos lençóis de linho, passando por copos de cristal e talheres de prata.

Até Veneza. Atualmente, a viagem de Paris a Istambul é feita só uma vez por ano, em agosto. Dá para ter um gostinho, porém, nas saídas mensais de uma noite que levam de Paris a Veneza. No Brasil, a TT Operadora (lufthansacc.com) vende essa viagem. Sem parte aérea, sai a partir de US$ 2.600 por pessoa em cabine dupla.

A empresa Orient-Express (orient-express.com), que comprou a mítica locomotiva, também opera o Eastern Express, trem que corta o Sudeste Asiático, passando pela Tailândia e pelo Laos.

Como um marajá. Um palácio sobre rodas. É essa a alcunha do indiano Maharajas Express (rirtl.com), que revive a história do país. Apesar de ser usado para viagens turísticas apenas recentemente, o trem pertenceu a um marajá, assim como uma série de outros no país.

Há alguns vagões que compõem uma única suíte, enorme. Nela, requintes como a torneira de ouro do banheiro convivem com a tecnologia. Na janela, passam cartões-postais como Bombaim, Agra e Delhi.

Para se sentir um marajá, basta fazer parte do grupo seleto que pode desembolsar a partir de US$ 9.369,00 por pessoa em cabine dupla, para o percurso de 11 dias - à venda no Brasil em operadoras como a Queensberry (queensberry.com.br).

Outros trens

Blue Train

Reis e presidentes africanos viajaram a bordo desse trem, que também carrega uma aura mística. A rota principal vai de Pretória à Cidade do Cabo, na África do Sul. Atualmente, dois trens estão em atividade: um acomoda 74 passageiros em 37 suítes e o outro 58 em 29 quartos. Uma das suítes tem até banheira. Site: www.bluetrain.co.Za

Great Brazil Express

Apesar da falta de tradição ferroviária, o Brasil também tem seu trem de luxo, que funciona desde 2008 no Estado do Paraná. Os ambientes esbanjam refinamento: a decoração evoca o Brasil colonial, com direito a teto pintado à mão com imagens da flora do País. O ponto de partida da rota é Curitiba. O roteiro de quatro dias passa por Morretes, Piraquara, Ponta Grossa e Irati, antes de chegar a Cascavel. A viagem é feita durante o dia, à noite os passageiros são instalados nos hotéis. Informações: serraverdeexpress.com.br

Transcantabrico

Pela janela, um quadro de montanhas e paisagens fantásticas do norte da Espanha. O trajeto liga Léon a Santiago de Compostela ou San Sebastian ao mesmo destino final. Depois de fazer a pé o caminho tido como místico, muitos peregrinos voltam de trem, usufruindo dos confortos a bordo. Mais: transcantabrico.com

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mineradora compra frete na Oeste-Leste.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Mineradora compra frete na Oeste-Leste - 10/11/2010

A Bahia Mineração assinou um contrato com a Valec para transportar 15 milhões de toneladas de minério de ferro pela Ferrovia Oeste-Leste, quando ela estiver pronta, por um período de 10 anos.

A Oeste-Leste está em fase de licitação das obras. A expectativa é de que a ferrovia esteja concluída até o final de 2012. Ontem, o Tribunal de Contas da União recomendou a paralisação do projeto, após questionamentos sobre a supervisão da execução da obra.

A Oeste-Leste interligará a Bahia ao Tocantins. Ilhéus é o ponto final da ferrovia, que sai de Figueirópolis (TO) e percorre 1.490 km até chegar ao mar, entrando na Bahia pelo município de São Desidério, na região oeste. No caminho, passa por 32 municípios baianos e cruza o estado de ponta a ponta, no sentido Oeste-Leste. Também interligará a outros estados pelo cruzamento com a Ferrovia Sul-Norte, que terá cerca de três mil quilômetros, entre o Pará e São Paulo.

A ferrovia está há 9 km da Bahia Mineração.

No início de outubro, o Ibama emitiu a licença de implantação da mina da Bahia Mineração (BAMIN), Projeto Pedra de Ferro, em Caetité, no sudoeste do Estado da Bahia.

O projeto Pedra de Ferro iniciará sua produção no ano de 2013 e a previsão é de que a BAMIN exporte 19,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano

A mina pertence companhia brasileira de minério de ferro Zamin e seu controle é dividido com a Eurasian Natural Resources, a mineradora do Cazaquistão.

O empreendimento torna a Bahia o terceiro estado brasileiro com a maior produção do minério, cujo crescimento da demanda vem acompanhando o avanço da indústria siderúrgica.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Monotrilho da Discórdia.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Monotrilho fracassou em Dubai, Las Vegas e Johannesburgo - 20/10/2010

Os monotrilhos só geram prejuízo nas cidades onde foram construídos, segundo o pesquisador Adalberto Maluf Filho, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP), que escreve uma tese de mestrado sobre monotrilhos. Maluf, que trabalhou na elaboração de políticas públicas nas secretarias de Relações Internacionais e do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, afirma que só as empresas que fornecem os trens e os equipamentos ganham com os monotrilhos. A única solução para aumentar a mobilidade na capital paulista passaria necessariamente por um grande investimento em corredores para ônibus rápidos.

Dubai, nos Emirados Árabes, foi o único local que construiu todo o monotrilho como inicialmente projetado. Foram feitas duas linhas, uma de 54 km e outra de 5 km. A maior deveria custar 3,38 bilhões de dólares e transportar 1,2 milhão de pessoas por dia. No entanto, saiu por 7,6 bilhões e só leva em média 66.000 pessoas. O menor custaria 381 milhões, mas consumiu 1,1 bilhão de dólares. Com demanda inicialmente prevista em 40.000 passageiros por dia, serve para apenas 600 pessoas. Como não atingiu as metas, o governo é obrigado a cobrir o prejuízo do sistema.

Em Kuala Lumpur, na Malásia, a japonesa Hitachi deveria executar o projeto, mas desistiu por falta de fontes de financiamento. Empresas da Malásia decidiram levar adiante a construção, mas finalizaram apenas 8 dos 77 km planejados. No dia da inauguração, aconteceu o primeiro acidente. Parte da carroceria de um trem se soltou e atingiu um pedestre. Os problemas técnicos não pararam por aí. Pneus estouram com frequência e deixam os passageiros na mão. Em 2006, com apenas oito meses de monotrilho em operação, a empresa responsável faliu. O sistema acabou estatizado, e o governo assumiu um prejuízo de 266 milhões de dólares.

Também em 2006, o mesmo consórcio responsável pela construção do monotrilho da Malásia se comprometeu a fazer outro de 45 km na África do Sul. A linha uniria a região de Soweto ao centro da Johannesburgo e ficaria pronta antes da Copa de 2010. Custaria 1,7 bilhão de dólares e transportaria 1,5 milhão de pessoas a cada dia. À medida que as autoridades locais perceberam que o custo era subestimado e a utilização do sistema era exagerada, o projeto foi abandonado.

NOTA JJEF Produções: colocaram no título sobre o monotrilho de Las Vegas, mas não explicaram sobre seu fracasso. Lembremos também do monotrilho daquele shopping no Rio de Janeiro que também não foi para frente. Apesar de ser um bom serviço, ainda não encontrou o lugar correto no transporte coletivo das cidades.

domingo, 14 de novembro de 2010

Série: Automóveis.


Modelo: Volkswagen "Fusca".


Chassis: Volkswagen.

Empresa: .

Prefixo: .

Linha: .

Foto tirada em 01/11/2010, com o fusca parado perto do pátio ferroviário de Rio Claro.

Obs: restaurado, construído nos anos 1960.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Lucro da ALL aumenta.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Lucro da ALL já é 12% maior que 2009 - 20/10/2010 - Valor Econômico

A ALL apresentou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização consolidado (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 368,8 milhões no terceiro trimestre, excedendo em 8,1% os R$ 341,2 milhões somados em período correspondente de 2009. Os dados são preliminares.

Desdobrando o montante, a ALL Brasil registrou Ebitda de R$ 360,7 milhões e a ALL Argentina, de R$ 8,1 milhões, com elevação de 6,5% e 210,4%, respectivamente, perante o terceiro trimestre de 2009.

O volume total transportado pela empresa de serviços de logística cresceu 8,9%. No Brasil, esse volume avançou 9,6%. Na Argentina, teve alta de 1,7%.

Nos nove meses até setembro, o Ebitda consolidado verificou incremento de 12,2%, para R$ 1,098 bilhão. Desse total, R$ 1,080 bilhão foi proveniente do Brasil.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Momentos decisivos.

Que correria, amigos! Essa semana será a inauguração da sede da ABPF - Núcleo Rio Claro, estamos agora em momentos decisivos. Limpar, acertar, colocar a placa, arranjar peças, convites e tudo mais que uma ocasião como tal precisa. Por isso estou sem muito tempo para as páginas, e para responder comentários. Mas a causa é justa. É o começo da concretização de um grande sonho, que um dia no futuro contarei para todos aqui com mais calma. Obrigado pela compreensão, e aguardem as novidades.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

VLT do Ceará.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ceará investirá R$ 63 milhões para construir VLT em Sobral - 04/11/2010 - O Povo Online

O Governo do Estado vai investir mais de R$ 60 milhões para implantar o Metrô de Sobral, na região Norte, a cerca de 250 quilômetros de Fortaleza. A obra será iniciada logo no início do próximo ano e deve estar pronta em 18 meses. A novidade deve impulsionar ainda mais o ritmo em que o município se desenvolve em vários setores.

A licitação do Metrô de Sobral será aberta no dia 19. Segundo a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), as obras devem custar R$ 43,5 milhões. Mais R$ 20 milhões serão usados na compra de cinco veículos leves sobre trilhos, chamados de VLTs.

O metrô, com duas linhas e 11 quilômetros de percurso, deve ligar os bairros mais populosos de Sobral a pontos de grande circulação, como o polo industrial da Grendene e o Hospital Regional da Zona Norte - em construção.

A ordem de serviço deve ser dada em janeiro. A previsão é que a obra fique pronta em 2012, no fim do primeiro semestre. Nos seis meses seguintes o metrô deve operar em fase de testes. Logo em seguida começa a operação comercial.

“Todas as cidades de médio porte, como Sobral, têm que se preparar para o crescimento populacional e econômico. O VLT é um transporte caro, mas é eficiente, usado em várias outras cidades. Se você visa um planejamento para longo prazo, é imprescindível ter VLT”, aponta a professora de Economia da Universidade Federal do Ceará (UFC) em Sobral, Alessandra Benevides.

Mas a professora destaca a necessidade de o poder público subsidiar a passagem, por se tratar de um transporte caro. Já o diretor de Desenvolvimento e Tecnologia do Metrofor, Edilson Aragão, afirma que o Estado dará o subsídio, como faz nos trens de Fortaleza, Maracanaú e Caucaia e no Metrô do Cariri. As passagens custam R$ 1.

Crescimento

Sobral também está vendo a expansão da Universidade Federal do Ceará (UFC) e o crescimento industrial, além de obras do Governo do Estado. O valor dos imóveis, por exemplo, vem aumentando. “De cinco anos para cá está acontecendo isso. Aqui está uma cidade universitária. E tem ainda a Grendene, que emprega muita gente”, detalha o corretor de imóveis Fagus Feijão.

O corretor aponta que, por conta da chegada de vários estudantes, o valor dos quitinetes está subindo. “O aluguel de um imóvel de um quarto em Sobral é o mesmo que o aluguel de um imóvel de dois quartos em Fortaleza”, endossa Alessandra. “O preço dos imóveis próximos às estações do metrô devem subir absurdamente de preço”, completa.

E mais

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sobral tinha em 2007 o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) entre todos os 184 municípios do Ceará, atrás somente de Fortaleza e Maracanaú.

A população de Sobral, no ano passado, era estimada em 183 mil pessoas. Trata-se do maior município, em termos populacionais, da região Norte do Ceará.

Em 2007 o Produto Interno Bruto de Sobral totalizou o montante de R$ 1,7 bilhão. O PIB per capita foi de R$ 9,9 mil, conforme ainda as estatísticas do IBGE.

O diretor de Desenvolvimento e Tecnologia da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), Edilson Aragão, enfatiza que há planos de ampliar o Metrô do Cariri, em Juazeiro do Norte e Crato, para Barbalha.

De acordo ainda com Edilson Aragão, serão recuperados e alterados os trilhos e dormentes da linha já existente em Sobral, a fim de rodar trens de passageiros.

A velocidade máxima operacional dos veículos leves sobre trilhos, os chamados VLTs, do Metrô de Sobral será de 60 quilômetros por hora, assim como no Metrô do Cariri.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

FNS.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Valec retoma projeto para túnel 2 da Norte-Sul -04/11/2010

Paralisada há meses por conta de problemas estruturais, a obra em Anápolis do túnel 2 da Ferrovia Norte-Sul foi retomada pela Valec. Os engenheiros responsáveis pelo projeto apontaram a drenagem da água e o rebaixamento do lençol freático como a solução do problema. O túnel passa por baixo do kartódromo e da rodovia BR-060 e leva os trilhos da Norte-Sul até o Daia.

Construído em cima da nascente do rio das Antas, o túnel ficava alagado, o que impossibilitava a conclusão da obra. A solução para o problema foi anunciada pelo presidente da Valec, João Francisco das Neves, durante visita a Anápolis na quarta-feira (27). Serão feitos mais de 100 poços com 30 metros de profundidade de 6 em 6 metros paralelos ao túnel para a drenagem. Bombas irão sugar a água e jogá-la em um bueiro. Em seguida será construído meio metro de espessura de concreto para manter o lençol freático rebaixado.

Enquanto técnicos e engenheiros apontam dez meses para que a construção do túnel seja concluída, o presidente da Valec, também conhecido como Juquinha, garante que no próximo quadrimestre as obras já se encerraram. Questionados se toda a intervenção não seria de grande impacto ambiental, engenheiros e principalmente o presidente da estatal garantem que não.

O túnel 2 é hoje o principal impasse da Ferrovia Norte-Sul em Anápolis – a obra foi paralisada em 2009. Segundo o superintendente da Valec Luiz Antônio Naresi, para solucionar o problema os engenheiros da empresa estudaram o projeto novamente na tentativa de adequar a obra as condições do meio.

Durante a visita, o presidente da Valec esteve com o prefeito Antônio Roberto Gomide (PT) no canteiro de obras da Norte-Sul. Um pouco antes, em evento no gabinete municipal, Juquinha das Neves anunciou a construção de um parque ambiental que pretende minimizar os impactos da ferrovia em Anápolis.

O projeto do chamado Parque das Antas foi desenvolvido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e será construído como medida compensatória da Valec – trata-se, inclusive, de uma sugestão do Ministério Público. Juquinha disse que a empresa irá disponibilizar R$ 10 milhões para a construção, sendo que R$ 3 milhões já estão disponíveis. “Não faltará recursos para a construção do parque, que será o novo cartão postal do Centro-Oeste”, garante o presidente da Valec.

O prefeito afirmou que a licitação para o novo espaço ambiental acontece ainda em novembro e que em 2011 o parque estará pronto. O local terá 21 alqueires com quatro quilômetros de extensão de área verde, espaço para quiosques, pistas de caminhada e de ciclismo, área de lazer, pontos de ônibus e um estacionamento com capacidade para 201 vagas. “Será o maior parque em dimensões do Estado de Goiás”, comemorou Antônio Gomide.

O Parque das Antas será localizado na entrada da cidade, ao lado do kartódromo, indo do Vivian Parque ao Bairro São João. “Esta é uma obra para ficar na história de Goiás”, declarou o presidente da Valec.

domingo, 7 de novembro de 2010

Série: Ônibus.


Modelo: Busscar Urbanuss.
Chassis: Mercedes Benz.
Empresa: Viação Rápido São Paulo, que atua no transporte coletivo de Rio Claro, SP.
Prefixo: 1502 e 1507 (atrás).
Linha: Aparecida e Jardim Novo.
Foto tirada em 01/11/2010, com o 1502 parado esperando a hora de serviço e 1507 parado no ponto recebendo passageiros.
Obs: A linha Aparecida é a mais antiga da cidade, funciona apenas de duas em duas horas por causa da concorrência das outras linhas da empresa que passam pelo mesmo trajeto em grande parte. Ônibus comprados em 2007.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

VALEC considera FNS 80% pronta.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Valec considera 80% da Norte-Sul pronta - 25/10/2010 - Jornal do Tocantins

O presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, José Francisco das Neves, o Juquinha, voltou a afirmar na manhã de ontem (22), durante café da manhã com a imprensa e prefeitos em Gurupi, a 243 quilômetros de Palmas, Sul do Estado, que até o dia 20 de dezembro o trecho da Ferrovia Norte-Sul que liga Aguiarnópolis, na divisa do Tocantins com o Maranhão, a Anápolis (GO), totalizando 1.359 quilômetros, será entregue. Para atingir esta meta, Juquinha informou que na maioria dos trechos em obras os operários estão trabalhando 24 horas para garantir o cronograma da ferrovia, considerada a maior da América Latina.

O presidente da Valec afirmou ainda que no trecho que liga Gurupi a Porangatu (GO), cerca de 3,3 mil homens estão trabalhando. “Nesta região já estão sendo colocados os trilhos. Temos 855 quilômetros de Palmas até Anápolis, onde 17 mil homens estão empregados, gerando ainda mais de 50 mil empregos indiretos”, computa. Juquinha garantiu que 80% da Norte-Sul estão concluídos. “Já temos 504 quilômetros inaugurados até Palmas, restando apenas um trecho de 355 quilômetros até Anápolis e isso vamos fazer até 20 de dezembro. Temos 1.000 quilômetros no chão”, salientou.

Além de construir a ferrovia, a Valec agora passa a negociar a capacidade de transporte de carga do trecho de Palmas a Anápolis. Segundo Juquinha, no próximo dia 29 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar a ordem de serviço da Ferrovia Leste-Oeste, que vai ligar Ilhéus (BA) a Figueirópolis (TO). “Nesta mesma data ele já coloca em ordem de serviço o trecho de Figueirópolis a Barreiras (BA)”, destaca.

O presidente da Valec disse que a instalação do pátio multimodal de Gurupi está sendo licitada. As empresas vencedoras terão direito a 15 anos de concessão, prorrogáveis por mais 15 anos. “Toda logística da ferrovia está completa”, disse. Prefeitos de municípios cortados pelo eixo da Norte-Sul puderam sobrevoar todo o trecho, desde a divisa do Tocantins com Goiás até Gurupi, em aeronave disponibilizada pela Valec.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Exposição da Imprensa.


Convido a todos de Rio Claro e região a virem prestigiar a exposição "Imprensa Imigrante do Estado de São Paulo", que conta através de fotos e peças a história do jornalismo em nosso estado, e que entre os dias 04 de novembro e 03 de dezembro estará em Rio Claro. Informações no cartaz. Para quem mora no estado, fiquem de olho na programação dessa exposição em sua cidade, logo ela passará por aí.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Transnordestina.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Lula libera R$ 1 bilhão para Transnordestina - 20/10/2010 - Jornal do Comércio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou ontem a liberação de mais R$ 1 bilhão para as obras da Ferrovia Transnordestina, que estão sendo tocadas nos Estados de Pernambuco, Ceará e Piauí. Segundo o governo, o aporte vai possibilitar o início dos serviços nos últimos trechos da ferrovia no próximo dia 10 de dezembro. Nesta mesma dada, o presidente Lula fará um pequeno trajeto, com um trem adaptado, na parte que já está pronta entre Salgueiro (PE) e Missão Velha (CE).

“A obra está andando numa velocidade grande. Para se ter uma idéia, são R$ 120 milhões por mês que a Odebretch está executando”, comentou o superintendente da Sudene, Paulo Fontana, que estava presente na reunião de ontem em Brasília, quando foi feito o anúncio de mais verbas. Também participaram os governadores Eduardo Campos e Cid Gomes, do Ceará, além do ex-governador do Piauí e senador eleito, Wellington Dias.

Eduardo Campos disse que não há problemas no repasse de recursos até agora. Do custo total de R$ 5,4 bilhões, o governo federal já desembolsou R$ 1,2 bi.

Paulo Fontana informou também que, para a obra caminhar plenamente, faltam apenas três trechos no Piauí para serem desapropriados e outros 24 quilômetros na área de Pernambuco, próxima ao Porto de Suape. “O presidente garantiu que todos os lotes que faltam do Ceará (entre Missão Velha e o Porto de Pecém) serão assinados até 10 de dezembro”, disse. O superintendente disse ainda que a central de 12 linhas de produção de dormentes em Salgueiro (“a maior do mundo”) estará operando com 50% da capacidade até o final deste mês e com 100% até o final do ano, quando passará a produzir 4.000 dormentes por dia.

A Odebretch detém cerca de 90% da obra e está trabalhando no trecho de Salgueiro até Suape, em Pernambuco, e Salgueiro até Eliseu Martins (PI), além de Missão Velha até Aurora (dois municípios cearenses). “Temos cinco lotes no Piauí e um no Ceará que estão em obras. Em Pernambuco, dos nove, cinco estão avançando e isso faz parte do cronograma”, salientou o engenheiro da Odebretch, Paulo Falcão.

Segundo ele, desde o início dos trabalhos, em 2008, não houve descontinuidade na obra. “Antes do início houve atraso por causa de licenças e desapropriações. Reprogramamos para recuperar esse tempo e a demora já foi compensada”, disse. A Odebretch tem em seus canteiros da Transnordestina mais de 10 mil homens e 1.300 equipamentos. A ferrovia terá 1.700 quilômetros de extensão e está prevista para ser concluída em outubro de 2012.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Conteiner sobre conteiner.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL vai usar vagões “double stack “ para tirar carga dos caminhões - 27/10/2010 - Valor Econômico

A ALL Logística redefiniu seu projeto de transporte de contêineres para Santos para tentar lançá-lo mais cedo. Com custo estimado em R$ 600 milhões, a maior parte destinada à ampliação dos túneis que levam as linhas da operadora em direção ao porto, o projeto ganhou uma versão mais barata para poder ser colocado em funcionamento mais rapidamente - possivelmente ainda este ano.

Hoje, a ALL tem dois grandes projetos de transporte de carga em elaboração. Um deles de contêineres, e o outro, de minério de ferro.

Ainda em negociação com a Vale, o projeto de minério pretende trazer até 15 milhões de toneladas anuais da operação da mineradora em Corumbá (MS). A mina produz apenas 3 milhões de toneladas, mas um projeto da Vale, ainda sem data para sair do papel, quer elevar a capacidade de produção, e a empresa negocia rotas de escoamento. Segundo o presidente da ALL, Paulo Basílio, um dos dois projetos - o de mineração ou o de contêineres - será lançado em 2010.

Em contêineres, a ALL quer abocanhar parte das 30 milhões de toneladas de carga movimentadas em Santos, cerca de 97% disso por caminhão. Segundo a administração do porto, essa carga poderá chegar a quase 90 milhões de toneladas em quinze anos, e o perfil de seu transporte precisará mudar - dando mais ênfase à ferrovia.

Na visão da ALL, o transporte dessa carga por trem só é economicamente competitivo frente ao rodoviário se for feito em vagões "double stack", com dois andares de contêineres. Isso exigiria obras para aprofundar leito dos túneis de pelo menos uma das duas linhas usadas pela ALL na Serra do Mar de São Paulo, para que os vagões, mais altos, possam passar.

A nova versão abandona a ideia de aprofundar o leito dos túneis. A reforma, além de cara, implicaria paralisar uma das duas linhas da companhia, algo considerado inviável no momento, dado o crescente volume de carga encaminhado para o trecho - só o projeto Rumo Logística pretende colocar mais 9 milhões de toneladas de açúcar no trajeto.

Para driblar a dificuldade da profundidade dos trilhos, a ideia é levar os vagões double stack até o início dos túneis, e terminar os últimos 40 km de viagem em vagões simples. O principal centro de logística do projeto deve ficar em Campinas, a 290 km do porto. Na visão da empresa, a realização dos primeiros quilômetros sobre os vagões de dois andares já tornaria a operação viável.

A longo prazo, com o crescimento da operação, a saída da empresa seria reativar uma terceira linha sob concessão da ALL na Serra do Mar, sem uso. Isso exigiria investimentos no ativo, mas evitaria a suspensão do fluxo nos dois ramais em uso pela malha.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Trem do Pantanal.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Projeto Pantanal prevê chegada de trem até Corumbá - 14/10/2010 - Aquidauana News (MS)

O grupo Serra Verde Express, empresa responsável pela administração do Trem do Pantanal (Pantanal Express), protocolou junto ao Governo do Mato Grosso do Sul e à América Latina Logística (ALL), concessionária de cargas que atua no Estado, projeto Pantanal, de extensão das operações do transporte turístico ferroviário até a cidade de Corumbá (na data prevista e acordada no termo de cooperação entre as partes dia 30/12/2009), antiga reivindicação da população local.

Desde a inauguração, o trem opera no trecho Campo Grande / Aquidauana / Miranda. No documento entregue há relatórios sobre produção, adequação de velocidade e condições da operação existentes e também necessidades para a extensão do passeio.