quarta-feira, 29 de setembro de 2010

ALL 4.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL pede licença para duplicação de ferrovia no interior de SP - 17/09/2010 - Todo Dia

Os prefeitos de Americana, Hortolândia, Nova Odessa e Sumaré devem se reunir na próxima semana para discutir a proposta de transposição da linha férrea dessas cidades para a zona rural no prolongamento da Rodovia dos Bandeirantes. As cidades vão decidir em conjunto se aceitam o pedido da ALL (América Latina Logística) para o uso do solo nos município. A concessionária quer fazer estudos para embasar seu projeto de duplicar a linha. A discussão estava prevista para acontecer na reunião de ontem do Consórcio do Lixo, mas foi adiada devido à ausência dos prefeitos.

A proposta da Prefeitura de Nova Odessa é de que a duplicação e a reativação do ramal ferroviário em Piracicaba sejam unificadas em apenas um projeto. O objetivo é retirar os trilhos das áreas urbanas.

O tema voltou a ganhar força após o acidente envolvendo um ônibus da VCA (Viação Cidade de Americana) e um trem da ALL em uma passagem de nível em Americana, quarta-feira da semana passada, que matou nove pessoas. “Há mais de 20 dias, já tinha comentado com o prefeito (Manoel) Samartin, de Nova Odessa, para decidirmos a postura que vamos tomar em face ao ofício em que a ALL nos solicita a certidão de uso de solo para estudos de duplicação. O acidente só veio reforçar a necessidade desta discussão”, adiantou o prefeito de Sumaré, José Antonio Bacchim (PT). O acidente também foi comentado pelo candidato à presidência da República pelo PSDB, José Serra, em sua vista a Campinas.

Para o prefeito de Nova Odessa, o aumento no tráfego pode trazer conseqüências graves. “Atualmente, passam diariamente pelo Centro das nossas cidades cerca de 30 trens, nos dois sentidos, carregados ou descarregados. A duplicação da linha férrea pode elevar esta quantidade para 40 ‘pares’ - ou 80 trens - diariamente, o que seria inviável. Por isso, esta discussão é tão importante; porque, com a duplicação, os problemas só tendem a aumentar”, comentou Manoel Samartin, por meio de sua assessoria de imprensa.

O secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura de Hortolândia, Enrique Javier Lerena, destacou que “este é um ótimo momento para que as prefeituras possam reivindicar obras complementares à ALL”.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

ALL 3.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL dobra transporte de etanol - 21/09/2010 - A Tribuna

A América Latina Logística (ALL) duplicou a operação de transporte de etanol na Malha Norte. A maior empresa de logística com base ferroviária da América Latina conseguiu atingir esta marca graças ao início de operação de dois terminais especializados: em Chapadão do Sul (MS) e em Paulínia (SP), na área da Replan.

“Com o início dessa nova operação de etanol, que culmina com a inauguração desses dois projetos distintos – o Tercom, em Paulínia, e o investimento do Grupo Cerradinho em Chapadão do Sul, a ALL passa a ter uma taxa de retorno de 100% na malha norte nos trens de combustível; ou seja, todos os vagões que saem de Paulínia com diesel e gasolina, retornam com etanol”, explica Luis Gustavo Vitti, da Gerência de Líquidos da ALL.

Construído pelo Grupo Cerradinho, o Terminal de Chapadão do Sul tem capacidade total de 60 mil m³ por mês. Aberto para cargas de diversos clientes, não apenas para o etanol da Usina Porto das Águas, da Cerradinho, o Terminal de Chapadão do Sul já está em negociações com outros grupos, que juntos irão responder por um volume de 22 mil m³ em outubro, prevendo triplicar em 2011. O investimento no terminal pelo Grupo Cerradinho foi de R$ 5 milhões.

“Podemos tanto realizar o armazenamento e transferência do etanol que chega diretamente no complexo, quanto apoiar a ALL na busca do produto diretamente nas usinas da região”, afirma o Gerente de Planejamento e Novos Negócios da Cerradinho, Tulio Soubhia Ribeiro, que também foi um dos responsáveis pelo projeto.

“Analisamos a viabilidade e percebemos que o negócio agregaria valor e inovação, por ser uma alternativa de logística competitiva para o modelo de negócios da empresa”, completa.

A ALL já operava, em média, 2,5 mil m³ por dia de etanol até a Replan, mas com o novo terminal Tercom, a capacidade de descarga passa para 10 mil m³ de etanol por dia em Paulínia.

“Em setembro iremos movimentar 20 mil m³, mas até dezembro o terminal já irá operar com capacidade total, aumentando a capacidade da ALL de captar etanol no interior do Mato Grosso do Sul e Goiás para 700 mil m³ ao ano”, conclui Vitti da ALL.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

ALL inaugura terminais em SP e no MS

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL inaugura terminais em SP e no MS - 17/09/2010 - Brasil Econômico

Dentro do projeto de aumentar o volume de transporte de combustíveis em seus trilhos, a América Latina Logística (ALL) inaugurou mais dois terminais coletores em Mato Grosso do Sul e em São Paulo. Os armazéns vão atender a necessidades de transporte de álcool da região Centro-Oeste para a Sudeste além de aumentar a produtividade da malha da companhia no local.

O gerente de líquidos da ALL, Luis Gustavo Vitti, disse que com um dos terminais localizados na cidade de Chapadão do Sul (MS), a empresa vai conseguir mais carga de retorno para São Paulo. Hoje, os vagões da companhia saem de Paulínia, no interior paulista, em direção ao centro do país carregados de óleo diesel e retornam com 50% dos vagões cheios de álcool.

“Agora, a taxa de retorno é de 100%. Isso, aumenta nossa produtividade e otimiza a operação”, disse Vitti.

Hoje, a ALL mantém em sua malha sete terminais coletores de álcool, sendo que no Centro-Oeste, o armazém de Chapadão do Sul será o primeiro.

Construído pelo Grupo Cerradinho, o Terminal de Chapadão do Sul tem capacidade total de 60 milhões de litros por mês. No primeiro mês de operação, segundo o executivo, serão armazenados 20 milhões de litros de álcool. Aberto para cargas de diversos clientes, não apenas para o álcool da Usina Porto das Águas, do Grupo Cerradinho, o terminal já está em negociações com outros grupos, que juntos irão responder por um volume de 22 milhões de litros em outubro, prevendo triplicar esse volume em 2011. O investimento do Cerradinho no terminal foi de R$ 5 milhões. “É uma região em que está crescendo a produção de álcool e precisávamos de uma solução para o transporte e armazenagem. O terminal poderá receber o álcool de outras usinas. Será realmente um ponto coletor”, afirmou Vitti.

Aumento em Paulínia

Além do reforço na coleta do álcool na malha norte da concessionária, a ALL também aumentou a capacidade de seu terminal em Paulínia, em São Paulo. Hoje, a empresa movimenta 2,5 milhões de litros por dia e com o novo armazém, a capacidade diária vai passar para 10 milhões de litros.

“Com o início da operação dos dois terminais vamos conseguir atingir nossa meta para a movimentação de álcool, que é captar 800 milhões de litros de álcool para Paulínia e para 2011 projetamos um incremento de 700 milhões de litros chegando a 1,5 bilhão de litros por ano, praticamente dobrando o volume ferroviário na região.”

Corredor da Vale

Além do corredor de transporte de álcool na malha norte, a mineradora Vale também conclui um projeto para a construção de pontos coletores ao longo da Ferrovia Norte-Sul, no estado de Tocantins. Em parceria com a Bunge, o projeto se destina à exportação de etanol via porto de Itaqui, no Maranhão.

Na primeira etapa devem ser transportados 100 milhões de litros de álcool pela Ferrovia Norte-Sul e a expectativa é chegar a 300 milhões de litros de álcool já em 2012. Para isso, estão em construção um terminal de transbordo na cidade de Guarai, no Tocantins.

Neste ano, a Vale, em todas as ferrovias que administra, deve movimentar 500 milhões de litros do combustível, elevação de 50% no comparativo com 2009. No ano passado, foram transportados cerca de 350 milhões de litros de etanol.

domingo, 26 de setembro de 2010

ALL 1.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL amplia em 83% o volume de carga até Santos - 01/09/2010 - Diarioweb

O transporte de grãos e açúcar pelos trilhos da ferrovia administrada pela América Latina Logística (ALL) registrou aumento de 83% em julho, em relação ao mesmo período do ano passado, no trecho que passa por Rio Preto e liga o Alto Araguaia (MT) ao Porto de Santos (SP).

O maior volume transportado é de o grãos, com destaque para soja, farelo, milho e óleo vegetal. Em julho, foram cerca de 900 mil toneladas, de Mato Grosso ao porto de Santos. Já o açúcar totalizou 442 mil toneladas, o que representa um aumento de 350% em relação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com a assessoria de imprensa da ALL, esse aumento no volume de carga transportada é explicado pelos novos contratos feitos pela companhia. O açúcar transportado é carregado no distrito rio-pretense de Engenheiro Schmitt, além de Fernandópolis, Santa Adélia, Araraquara e Pradópolis. Desses terminais, o produto segue até o Porto de Santos. Pelos trilhos de Rio Preto passam açúcar, soja, milho, óleo vegetal, álcool e contêiner. Em julho deste ano, passaram pela cidade 940 mil toneladas dos produtos.

Investimentos

Os terminais de embarque de cargas tiveram investimentos em sua infraestrutura para atender ao aumento da demanda. Na região, dois terminais de carga tiveram investimentos de R$ 8,5 milhões. A unidade de Fernandópolis recebeu investimentos de R$ 3,8 milhões. No local, houve aumento de 88% no volume de açúcar transportado no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado.

O terminal instalado no município de Santa Adélia teve aumento de 78% no volume de açúcar transportado no mesmo período e os investimentos foram de R$ 4,7 milhões. Em todo o trecho que liga o Alto Araguaia ao Porto de Santos, os investimentos são de cerca de R$ 100 milhões em melhorias das vias e da infraestrutura férrea. A ALL possui uma malha de 21,3 mil quilômetros de extensão, opera uma frota de 1.060 locomotivas, 31 mil vagões e mil caminhões.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O Destino de Bernardo Hess.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Bernardo Hees vai presidir o Burger King - 03/09/2010 - Valor Econômico

Desde o início do ano, quando foi definida a sucessão de Bernardo Hees na presidência da ferrovia América Latina Logística-ALL, já estava reservado para ele o comando de um novo negócio do trio de acionistas da 3G Capital. Especulava-se a ferrovia americana CSX, na qual o fundo é dono de 8% das ações, mas informações de pessoas próximas ao executivo garantiam que seria um negócio bem diferente. Ontem, com a oficialização da compra da Burger King pelo trio Lemann, Sicupira e Telles, o nome de Hees foi apontado para a presidência da rede americana de fast-food.

Conforme apurou o Valor, o executivo viajou na quarta-feira para Nova York, no mesmo dia em que a notícia da aquisição da rede vazou nos Estados Unidos. Os fatos se encaixam perfeitamente: na terça-feira, a ALL publicou fato relevante informando a substituição de Hees na presidência da empresa a partir de 10 de setembro por Paulo Basílio. Sua saída da ALL foi antecipada inesperadamente, pois estava prevista para ser oficializada no início de outubro. O executivo continuará no conselho da ferrovia.

Aos 40 anos, o carioca Hees tem quase 12 deles dedicados à ALL, onde entrou como diretor financeiro. Passou por outras áreas, como a diretoria de produtos industrializados e superintendência, até chegar à presidência da companhia em 2005. Em 2006, fez sua maior operação, ao adquirir a Brasil Ferrovias, grupo de ativos com operação até o porto de Santos. Foi discípulo de Alexandre Behring, a quem sucederia no cargo. Behring hoje é o principal executivo da 3G. Depois de presidir a ALL de 1998 a 2004, Behring foi para o fundo.

Três vezes contemplado com o prêmio "Executivo de Valor", por escolha de headhunters, Hees é declarado um executivo focado na gestão de custos com "mão-de-ferro". Formado em economia pela PUC/RJ, começou como estagiário no BNDES. Tem mestrado em Warwick e estudou em Harvard.

O Valor apurou que Hees já vinha passando uma parte do seu tempo nos EUA, aproveitando para acertar uma residência nos arredores de Nova York, no mesmo condomínio onde reside Behring.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: espero que os consumidores não sofram de indigestão. Se ele é o melhor empresário, imaginem então o pior.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Paulo Basílio dá partida ao terceiro ciclo da ALL

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Paulo Basílio dá partida ao terceiro ciclo da ALL - 09/09/2010 - Valor Econômico

Paulo Basílio assume a presidência da ALL dez anos depois de ser contratado como analista financeiro. Foto: IstoÉ Dinheiro

O capixaba Paulo Basílio assume a presidência da América Latina Logística (ALL) amanhã, dez anos depois de ser contratado como analista financeiro, com a missão de enfrentar dois desafios. Além de crescer organicamente, com a captação de mais cargas para as ferrovias que administra, ele tem como missão explorar oportunidades que existem em torno da malha da companhia e com as quais prevê saltos nas receitas. Em volta da ALL há mais uma ALL, diz o economista de 35 anos, citando o exemplo de que, para cada dólar gasto com transporte nos Estados Unidos, outros dois dólares são usados com serviços ligados ao segmento.

Mesmo que a proporção não seja a mesma no Brasil, o executivo afirma que há um mercado novo a ser explorado e ele estará na mira da nova gestão. Na ALL somos focados no primeiro dólar, mas dá para crescer muito mais em serviços atrelados ao transporte. Basílio planeja estruturar até o fim do ano um modelo de operação para reforçar a atuação da empresa no transporte de varejo, com contêineres, que deve acontecer por meio de acordos com parceiros que possam consolidar as cargas. Ele diz que hoje a ALL tem 1,5% do mercado de contêineres nas regiões em que atua, enquanto tem 50% do mercado agrícola e 20% do industrial. Ele cita ainda armazenagem, estufagem e a expansão de serviços em terminais como exemplos do que vêm pela frente. Também está olhando soluções de transporte para minério de ferro que está sendo explorado no Mato Grosso do Sul.

Basílio tinha 24 anos e uma experiência de dois anos em consultoria quando foi recrutado por Bernardo Hees, que o antecedeu no cargo e agora vai assumir nova função na Burger King, adquirida por investidores brasileiros. Depois passou pelas diretorias de industrializados, planejamento operacional e financeiro antes de se tornar superintendente, em dezembro. Como o processo de transição estava em andamento desde o começo do ano, ele sente-se à vontade para deixar de lado o discurso de continuidade do trabalho que vinha sendo feito, não sem antes explicar a razão: a forma de conduzir o negócio é a mesma, a companhia é que está em um momento diferente.

A trajetória dos dois presidentes anteriores são usadas como explicação. A Alexandre Behring, que ocupou a posição de 1998 a 2004, coube recuperar o orgulho, formar equipe e apresentar resultados em um empresa que havia acabado de ser privatizada. No período, entrou na Argentina (1999) e comprou a empresa de logística Delara (2001). Hees, que ficou de 2005 a 2010, avançou na gestão do negócio e fez a maior aquisição da ALL, a Brasil Ferrovias, em 2006. Ele liderou a equipe em um processo de corte de custos e busca de resultados na nova empresa, sem desviar os olhos da operação que já existia.

Basilio trabalhou junto com Hees para apresentar a ALL a investidores durante o lançamento de ações, em 2004, e passou um ano em Campinas (SP), em 2006, para arrumar a casa na Brasil Ferrovias. Questionado se, pelo histórico anterior, ele terá de cinco a seis anos no comando da ALL antes de ir para o conselho e, como seus antecessores, assumir nova função em outro país, ele desconversa. Mas diz que é natural ter ciclos de renovação porque a empresa tem muita gente nova na equipe. Afirma não acreditar em plano de carreira. Quem eu vi crescer mais, foi quem menos se preocupou com isso.

Nos últimos meses, Hees e Basílio passaram a assinar textos em conjunto e os diretores já respondiam ao sucessor, mas não se falava em data para a troca oficial de comando. Os dois também fizeram visitas a clientes, investidores e a órgãos da imprensa. Na semana passada, foi realizada o que a empresa chama de reunião do desejo, quando são discutidas ideias para o exercício seguinte. Hees fez a abertura e pode-se dizer que, naquele dia, passou o bastão, porque na mesma semana foi anunciada a a aquisição da Burger King.

A integração da ex-Brasil Ferrovias durou três anos. Entramos em 2010 com a companhia redonda e, na minha cabeça, os novos desafios são claros, diz. Segundo ele, a atual estrutura de capital da companhia permite a exploração de novos negócios. A ALL pode dar um salto maior para virar uma plataforma de logística mais completa. Reforçar a intermodalidade não é um plano novo, explica ele, mas ficou de certa forma congelado porque havia outras prioridades em andamento. Em toda conexão há uma quantidade enorme de caminhão e de serviço que a ALL poderia estar oferecendo para o encontro da intermodalidade, diz. Há oportunidades de valor fora da ferrovia pura. Basílio também não descarta aquisições e diz que investimentos serão feitos para permitir crescimento orgânico de volume acima de 10% na plataforma ferroviária - os investimentos previstos são de R$ 700 milhões por ano, sendo que em 2010 o volume somará R$ 1 bilhão por causa de extensão da malha ligando Alto Araguaia a Rondonópolis (MT). Para projetos estratégicos - contêineres, terminais, armazenagem e outros - diz que haverá investimentos específicos para cada caso.

domingo, 19 de setembro de 2010

Paraná estuda novo modelo de gestão para Ferroeste

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Paraná estuda novo modelo de gestão para Ferroeste - 09/09/2010 - Agência de Notícias Estado do Paraná

A Secretaria dos Transportes do Paraná estuda um novo modelo operacional para a Ferroeste, ferrovia pública que liga Cascavel a Guarapuava. O projeto inclui a expansão da ferrovia, a Leste, em direção ao Porto de Paranaguá, e a Oeste, em direção a Guaíra.

Várias reuniões já foram realizadas e o secretário Mario Stamm espera que a ideia seja formalizada nas próximas semanas para dar início ao conjunto dos projetos básicos e de viabilidade técnica e econômica da ferrovia. Na década de 1970 o projeto chegou a ser iniciado e foram construídos 40 quilômetros no sentido Curitiba-Paranaguá.

A extensão total da malha da Ferroeste, segundo o novo projeto, será de 650 quilômetros, entre Guaíra e Paranaguá, contra os atuais 248,6 quilômetros de traçado. A ideia é dar prioridade à construção do trecho Guarapuava-Curitiba-Paranaguá.

O objetivo do traçado é eliminar dois gargalos logísticos existentes na antiga linha férrea, operada atualmente pela ALL. O primeiro entre Guarapuava e Ponta Grossa e o segundo na Serra do Mar. A nova linha sairia de Guarapuava, passando por Irati, até Curitiba e depois, pela Serra do Mar, chegando ao porto.

MODELO ESPANHOL - O secretário dos Transportes salienta que a ampliação da Ferroeste será associada a um novo modelo de gestão copiado do sistema ferroviário espanhol. “Uma mudança radical de conceitos”, ressalta Stamm. Segundo ele, no modelo que está sendo proposto, o setor público constrói a via férrea, mas a operação é compartilhada.

Nesse novo modelo de operação, segundo o secretário, as cooperativas do Oeste do Paraná podem ter seus próprios trens e transportar a produção até o porto pagando pelo direito de uso da via. “É como funcionam os aeroportos”, compara o secretário.

“O governo constrói as pistas e as estruturas de operação, mas os aviões são de companhias privadas que pagam por sua utilização. O modelo que estamos propondo se assemelha a isto e está sendo estudado com interesse pelo governo federal”, explica Stamm.

A estimativa inicial é de que no sistema compartilhado de operação da malha, a Ferroeste poderia transportar de oito a dez milhões de toneladas úteis por ano, com menores custos, maior eficiência e retorno rápido dos investimentos feitos na construção da ferrovia.

O novo modelo começou a assumir os atuais contornos a partir da posse da nova diretoria da Ferroeste, em meados de julho. O atual presidente da empresa é o economista Neuroci Antonio Frizzo.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Paralisação.


Pois é, amigos, estou sem tempo para atualizar, comentar e manter as páginas na internet. A correria para a inauguração dos escritórios da ABPF Rio Claro está grande, e só no fim dessa semana que tudo se normalizará novamente. Peço a todos um pouquinho de paciência e compreensão, e agradecer a todos que visitam as páginas da JJEF. Um grande abraço a todos.

domingo, 12 de setembro de 2010

Diretor-superintendente assume presidência da ALL

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Diretor-superintendente assume presidência da ALL - 31/08/2010 - Valor Econômico

A América Latina Logística (ALL) anunciou na noite desta terça-feira que Paulo Basílio assumirá a presidência da companhia a partir de 10 de setembro.

O atual diretor-presidente, Bernardo Vieira Hees, vai passar a exercer as funções de membro do conselho de administração da companhia, onde "continuará tendo participação ativa nos projetos estratégicos", de acordo com comunicado enviado aos acionistas da empresa.

Paulo Basílio já vinha atuando como diretor-superintendente na coordenação de todas as diretorias da companhia desde janeiro deste ano. Ele começou na ALL em 2000, como analista financeiro, e passou por diversas posições em nível gerencial e de diretoria.

"É com muita satisfação que apresentamos a nova estrutura administrativa da companhia, com os talentos formados dentro de casa, reforçando nossa cultura e nossos valores, e tendo a certeza de que a companhia continuará seu caminho de crescimento", informou a ALL por meio de nota.

sábado, 11 de setembro de 2010

CSN espera Transnordestina no final de 2012

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

CSN espera Transnordestina no final de 2012 - 08/09/2010 - Reuters

A CSN espera que seu projeto ferroviário Transnordestina inicie operações no final de 2012, em uma iniciativa que vai ajudar a companhia a transportar mais de 30 milhões de toneladas de carga por ano no Brasil.

A ferrovia de 1.728 quilômetros no Nordeste dará autossuficiência em logística à CSN, disseram executivos da empresa em evento nesta quarta-feira. Quatro contratos antecipados que a companhia já tem assinados devem ajudar a operação a atingir o "break even" (equilíbrio entre receitas e despesas) antes mesmo de sua conclusão, disse o presidente da unidade, Tufi Daher.

Alguns grandes grupos empresariais brasileiros estão criando sua própria infraestrutura para suportar o crescimento econômico, já que os investimentos públicos permanecem baixos.

A margem operacional da Transnordestina deve ficar acima de 50% da receita anual --e o retorno do investimento em 13%, acima do previsto em projetos como a exploração do petróleo na camada pré-sal, disse Daher. Contudo, a CSN não tem planos de listar a Transnordestina em bolsa no futuro imediato, afirmou o executivo.

Para o vice-presidente financeiro da CSN, Paulo Penido, o investimento na Transnordestina criará valor aos acionistas do grupo ao diversificar as receitas e oferecer retornos adequados.

O presidente-executivo da CSN, Benjamin Steinbruch, tem dito repetidamente que a empresa também poderia vender participações em suas unidades de cimento, mineração, energia e logística a investidores e listá-las em bolsa separadamente, com objetivo de capturar rapidamente o valor desses negócios.

A CSN tem 56% de participação na Transnordestina. Entre os demais sócios estão o governo federal e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

O projeto ferroviário, que deve exigir 4,6 bilhões de reais em investimentos até 2012, será financiado com dívida (60%) e com injeção de capital (40%).

Os executivos da CSN disseram que o projeto, com custo por quilômetro estimado em cerca de R$ 2,9 milhões, é um dos mais eficientes do mundo.

Às 13h19, as ações da CSN subiam 0,97% enquanto o Ibovespa mostrava queda de 0,7%.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

GE religa suas locomotivas.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
GE religa sua locomotiva - 03/09/2010 - Isto É Dinheiro

As velhas companhias ferroviárias brasileiras morreram em 1996, durante o programa de privatização do setor. Morreram com elas locomotivas e vagões sucateados, estruturas técnicas e administrativas que davam prejuízos anuais de R$ 1 bilhão em dinheiro de hoje, e nomes que passaram à história como exemplos de maus resultados, como RFFSA e Fepasa.

O que sobrou foi entregue às concessionárias encarregadas de operar e modernizar o setor, entre elas Vale, ALL e MRS. Nessa transformação do sistema ferroviário brasileiro quase morreu também a unidade da GE Transportation em Contagem, MG, inaugurada em 1967 para fabricar e dar manutenção a locomotivas.

“Quando chegou o ano de 2001, não tínhamos sequer perspectiva de pedidos”, diz o CEO da empresa para América Latina e África de língua portuguesa, Guilherme Mello. Sem encomendas de máquinas novas do Brasil ou de qualquer país da região, a empresa sobreviveu fazendo reformas e revisões de locomotivas para clientes e demitiu perto de 100 funcionários.

Mesmo assim, era pouco para justificar a manutenção de uma grande fábrica de uma das maiores empresas do mundo. “A fábrica só não fechou porque os gestores mostraram à companhia um cenário latente indicando encomendas no futuro, para a renovação da frota”, acrescenta Mello. Em 2005, diz, o presidente Lula reforçou essa perspectiva, pedindo ao presidente da GE que a fábrica não fosse fechada.

De lá para cá, o mercado evoluiu. Só este ano, a empresa entregará 67 locomotivas, e em 2011 o dobro disso, afirma o CEO da companhia. “Valeu a pena esperar”, diz ele. Seu entusiasmo é explicável.

Até o fim do ano, as receitas da subsidiária brasleira deverão representar 20% do total faturado pela divisão GE Transportation no mundo. Isso significa no mínimo US$ 750 milhões. As perspectivas de crescimento são grandes, admite Mello, que este ano já entregou 25 máquinas para o governo da Nigéria e está concluindo a fabricação de 50 para a Cosan, a um valor médio de US$ 3 milhões cada uma.

Por fora, todas têm a mesma aparência das locomotivas antigas, mas por dentro são muito diferentes. O modelo AC-44, um dos mais modernos da empresa, com 4.400 HP de potência, tem instrumentação e controle digitais, cabine com ar-condicionado, geladeira, tevê, banheiro e rádio para comunicação.

O consultor Paulo Fleury, presidente do Instituto de Logística e Supply Chain, do Rio de Janeiro, conta que a falta de investimentos do governo foi a responsável pela situação que quase liquidou a fábrica.

“As ferrovias eram monopólio estatal e o governo passou de 15 a 20 anos sem comprar locomotivas”, conta ele. Quando as ferrovias foram privatizadas, diz Fleury, os concessionários concluíram que “não valia a pena usar máquinas zero-quilômetro naqueles trilhos.

Com exceção da Ferronorte, todas preferiram reformar as locomotivas que tinham, ou importar usadas para reformá-las aqui”, explica. “O problema era o traçado das linhas e a qualidade dos trilhos, em que a velocidade máxima não passava de 30 km/h”, diz Lars Sanches, professor de logística do Instituto Insper, de São Paulo. “No Brasil, a velocidade média dos trens é de 20,9 km/h, enquanto nos EUA é de 40,5 km/h”, acrescenta. Mas isso mudou.

Atualmente, há 2.857 locomotivas em operação no Brasil, 80% delas no transporte de minérios. Dessas, 1.145 são da marca GE. Com as vendas em alta, Guilherme Mello admite que a empresa está de olho em outras oportunidades, incluindo as obras do trem-bala. “Não fabricamos as máquinas, mas temos sistemas de sinalização perfeitos para a ferrovia”, conclui.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

ALL Desiste de Construir a Ferronorte - parte 3.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

MT assume estudos de viabilidade da Ferronorte - 05/09/2010 - Mídia News

O Governo do Estado deve assumir, a partir do próximo dia 15, estudos de viabilidade de quatro trechos da Ferronorte, a estrada de ferro que liga Mato Grosso ao Porto de Santos (SP), que estavam, até o momento, sob a responsabilidade da América Latina Logística (ALL).

A medida é uma tentativa de agilizar as obras, já que a empresa desistiu de assumir a construção dos trechos, devolvendo para o Ministério dos Transportes.

Na última terça-feira (31), o governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-governador Blairo Maggi (PR) e o diretor-geral do Departamento de Infraestrutura e Transporte (DNIT), Luiz Antônio Pagot, se reuniram com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para discutir a respeito da ferrovia, importante instrumento de escoamento de grãos de Mato Grosso.

De acordo com o vereador e membro do Fórum Pró-Ferrovia, Francisco Vuolo (PR), a ideia é de que o Estado faça estudos técnicos, econômicos e de impacto ambiental para ganhar tempo e não atrasar, ainda mais, a construção da ferrovia até Cuiabá.

As obras não estão paralisadas. Já está em fase de terraplanagem o trecho de 100 km, que vai de Alto Araguaia até Itiquira [Sul do Estado]. A garantia que queremos é a de que, ao chegar em Rondonópolis, onde termina este trecho, as obras não parem. Queremos avançar o mais rápido possível, informou.

No começo deste ano, quando especulações a respeito de uma possível desistência por parte da ALL começaram, a empresa declarou que o trecho entre Alto Araguaia e Rondonópolis, de 203 km, seria terminado em 2012. Ao MídiaNews, Vuolo reafirmou o prazo.

Os quatro trechos devolvidos pela ALL ao Ministério dos Transportes são: Rondonópolis à Cuiabá; Cuiabá à Porto Velho (RO); Cuiabá ao Porto de Santarém (PA) e de Rondonópolis à Araguari (MG).

Segundo Vuolo, se Mato Grosso assumir a responsabilidade, serão pelo menos 4 mil dos 5 mil km que a ferrovia possui nas mãos do estado.

De olho na Copa

Outro ponto citado pelo vereador é o interesse do Estado em finalizar as obras visando ao Mundial de 2014.

Entre os projetos sinalizados pelo Fórum Pró-Ferrovia estaria o de possibilitar o transporte de passageiros entre Rondonópolis e Cuiabá, o que faria com que o trecho fosse entregue antes da Copa.

Com a mudança do processo, que retira a ALL como a responsável, o mote da Copa se torna importante para acelerar ainda mais as obras. Além disso, seria interessante para o turista e a população mato-grossense, que teria uma outra forma de transporte, disse Vuolo.

A partir da assinatura do termo técnico, no dia 15, por parte do Ministério dos Transportes, para que Mato Grosso assuma os estudos de viabilidade dos trechos, o próximo passo mais importante será a definição imediata de quem irá construir a ferrovia.

A ferrovia

Ferronorte, ou Ferrovia Norte Brasil, é uma empresa ferroviária criada pelo empresário Olacyr Francisco de Moraes, com o propósito de ligar Porto Velho (RO) e Santarém (PA), passando por Cuiabá, e interligando-se a Fepasa em Santa Fé do Sul (SP) e, a partir desta, atingindo o Porto de Santos.

A ferrovia é uma concessão federal, por 90 anos, inicialmente concedida para a empresa privada Ferronorte S.A..

A ideia da construção de uma ferrovia interligando o Centro-Oeste ao Sudeste do País foi proposta por Euclides da Cunha, em 1901.

Em 1975, Vicente Vuolo, pai de Francisco Vuolo e então deputado federal por Mato Grosso, apresentou projeto de lei para inclusão no Plano Nacional de Viação de ligação entre São Paulo e Cuiabá.

O traçado da nova ferrovia partiria de Rubinéia (SP), passando por Aparecida do Taboado (MS), Rondonópolis e atingiria Cuiabá, conforme a Lei 6.346 de 6 de julho de 1976.

Em 19 de maio de 1989, foi assinado o contrato de concessão da ferrovia, e após inúmeros adiamentos, foram iniciadas as obras do trecho Santa Fé do Sul (SP) - Alto Araguaia, em 1991. Estas foram concluídas em 1998, quando o trecho passou a entrar em operação.

Foi criada em julho de 1998, a holding Ferropasa, empresa que controlava as ferrovias Ferronorte e Novoeste. Em novembro de 1998, a Ferropasa fez parte do grupo vendedor do leilão da Malha Paulista (ex-Fepasa), que passou a ser denominada Ferroban.

Posteriormente, foi criada a holding Brasil Ferrovias, que congregava a operação da Novoeste, Ferronorte e Ferroban.

Em 2006, o controle do Grupo Brasil Ferrovias foi assumido pela América Latina Logística e a Ferronorte passa a ser nomeada como América Latina Logística Malha Norte S.A., após aprovação em 6 de agosto de 2008 pela ANTT (Deliberação 289/08). Ela é responsável por parte do escoamento de parte da soja produzida no Oeste do País.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ALL desiste de construir a Ferronorte 2.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL "devolve" a Ferronorte - 01/09/2010 - Gazeta MT

Quatro trechos que estavam concessionados para a América Latina Logística (ALL) para construção de ferrovias entre Rondonópolis a Cuiabá; de Cuiabá a Porto Velho (RO); de Cuiabá ao Porto de Santarém (PA) e de Rondonópolis a Araguari (MG) voltarão nos próximos dias para as mãos do Ministério dos Transportes que acelerará um novo processo de concessão para ofertar os mesmos a interessados em executar as obras e explorar o serviço. A informação foi dada pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, ao governador Silval Barbosa, ao ex-governador, Blairo Maggi e ao diretor-geral do Departamento de Infraestrutura e Transporte (Dnit), Luiz Antônio Pagot em audiência ontem em Brasília.

Na oportunidade, o ministro confirmou que no próximo dia 15 de setembro visitará as obras da ferrovia no trecho Alto Araguaia a Rondonópolis que continuará sob gestão da ALL e assinará termo técnico para que o governo de Mato Grosso viabilize estudos técnicos e econômicos e até mesmo se possível os de impacto ambiental. "Nosso interesse é ganhar tempo e evitar as exigências legais que emperram a obra", disse o ex-governador Blairo Maggi (PR) se mostrando satisfeito por, "após seis anos de luta conseguir destravar as obras da Ferronorte, que são essenciais para Mato Grosso e para o Brasil", disse.

O governador Silval Barbosa (PMDB) lembrou que ainda como vice-governador veio muitas vezes a Brasília cobrar uma posição do governo federal em relação as obras da Ferronorte que pouco ou quase nada andaram nos últimos anos. "Acredito que agora teremos condições de montar um cronograma físico-financeiro e definir um calendário para que o atraso dos últimos anos seja compensado com obras e investimentos", disse Silval Barbosa assegurando empenho, dedicação e busca de parceiros que assumam os investimentos e explorem a ferrovia que consolidará o sistema de logística de transporte das safras agrícolas de Mato Grosso e de outras regiões do Brasil.

Tanto Maggi quanto Silval lembraram a importância que a Ferronorte terá para o agronegócio e para a economia nacional, assegurando que aliado a questão da ferrovia, se terá as obras das rodovias federais e estaduais e das hidrovias que também serão tiradas do papel e se tornarão realidade. "É importante se ver que o governo federal do presidente Lula prioriza questões essenciais como a logística de transporte de Mato Grosso", disse Blairo Maggi.

O governador Silval Barbosa assinalou que o próprio Estado vai ser indutor de empresas em busca de parcerias para que se assuma as obras e se implemente em definitivo a ferrovia que terá ainda como missão interligar o Sudeste e o Sul do país com o Norte do Brasil e com Estados economicamente viáveis como Rondônia e Pará.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

ALL desiste de construir a Ferronorte 1.

Pois é, depois de anos enrolando, chegou a confirmação de que a ALL devolveu as concessões não construídas entre Araguari-Rondonópolis, Rondonópolis-Cuiabá, Cuiabá-Santarém e Cuiabá-Porto Velho. Vamos ver se agora o governo assume a construção e não vire a nova Norte-Sul. Acompanhem o desenrolar da história nessa página nos próximos dias.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

ALL negocia devolução de trechos não construídos - 02/09/2010 - Valor Econômico / O Globo

A América Latina Logística (ALL) iniciou negociações, por meio de sua controlada ALL Malha Norte, com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para a devolução à União de trechos ferroviários ainda não construídos.

Segundo a empresa, a eventual devolução dos trechos não altera a concessão das linhas já operadas pela companhia e a futura operação do trecho em construção entre Alto Araguaia e Rondonópolis, no Mato Grosso.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Construção da Norte-Sul receberá mais recursos

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Construção da Norte-Sul receberá mais recursos - 31/08/2010 - Agência Estado/RF

O decreto presidencial publicado no Diário Oficial da União de quinta-feira passada (26) abriu o orçamento fiscal da União, em favor do ministério dos Transportes e da Integração Nacional, com crédito suplementar no valor de R$ 717,709 milhões.

Entre os investimentos que receberão mais recursos, listados no decreto, estão a construção da Ferrovia Norte-Sul; a construção de trecho rodoviário Manaus/Divisa AM/RO e manutenção de vários outros trechos rodoviários.

A Norte-Sul receberá R$ 155 milhões. O trecho entre Palmas (TO) e Uruaçu (GO) ficou com R$ 117,4 milhões; o trecho Aguiarnopolis-Palmas, em Tocantins, com R$ 2,6 milhões e o percurso entre Anápolis (GO) e Uruaçu com R$ 35 milhões.

domingo, 5 de setembro de 2010

Ferrovia Transcontinental.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Transcontinental ligará Baixada Fluminense ao Peru - 28/08/2010 - O Dia Online

Os estudos para a construção de ferrovia que ligará o Rio ao Oceano Pacífico, na costa do Peru, incluíram extensão até Ambaí, em Nova Iguaçu. Nesse ponto da Baixada terminarão os trilhos da chamada Transcontinental, que terá sua ligação com o Atlântico em São João da Barra, no norte do estado. Interligar os dois oceanos e dar melhor vazão à produção de minério e grãos do País é sonho antigo, que começa a ser realizado em 2011.

Desde que os novos eixos de transporte ferroviário do Brasil foram definidos por lei, há dois anos, a Secretaria Estadual de Transportes vem estudando como a Transcontinental pode beneficiar ainda mais a economia fluminense. Com a construção do Porto do Açu, a saída para o mar em São João da Barra passou a ser inevitável. Por outro lado, a retomada do trecho entre Campos e Nova Iguaçu, onde fica a estação de Ambaí, ganhou caráter estratégico. A reativação da ferrovia vai ligar o Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj) ao sistema ferroviário e aos estados de São Paulo e Minas.

Protocolo

Em setembro, o governo do estado assina protocolo de cooperação com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A proposta já tem a simpatia da LLX, do empresário Eike Batista, responsável pelo porto, e da Petrobras, que constrói o Comperj. “Com esse projeto, o Porto do Açu, que será um dos maiores do Brasil, passa a ser porto de carga geral, já que estará ligado pelos trilhos aos principais polos industriais do Brasil”, explica o subsecretário estadual de Transportes, Delmo Pinho.

A reativação da ferrovia entre Rio e Campos, com custo de R$ 1,5 bilhão, tem como vantagem a facilidade nos licenciamentos e no assentamento dos trilhos, já que o trecho, quase todo plano, quase dispensa desapropriações e terraplanagem. “O Rio ganhou grandes projetos e precisa reformular sua infraestrutura”, diz o secretário Sebastião Rodrigues.

Projeto já foi incluído nas obras do PAC 2

A Transcontinental foi concedida à estatal Valec, que já licitou a elaboração do traçado no Centro-Oeste. Trecho de mil quilômetros entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO), fazendo a ligação com a Ferrovia Norte-Sul, foi incluído no PAC 2. Mas cresce no governo federal o interesse em iniciar a obra pelo trecho fluminense, por conta da facilidade de execução.

Outro fator que deve acelerar a realização do trecho do Estado do Rio é a possibilidade de participação financeira de empresas. A LLX já planeja construir trecho rodo-ferroviário entre Campos e o Açu, com 45 quilômetros, com dutos de água e gás e cabos de telecomunicações. A Petrobras, que tinha planejado o transporte dos produtos do Comperj por caminhão, deve ser outra parceira, devido às vantagens do transporte por trilhos.

Norte Fluminense ganha mais potencial

Com a construção do Porto do Açu e da Ferrovia Transcontinental, o Município de São João da Barra e toda a Região Norte do estado, antes conhecida pela estagnação, passa a ser um dos maiores polos de desenvolvimento do País. Nos 90 quilômetros quadrados do complexo industrial que ficará contíguo ao porto, deverão ser instaladas duas grandes siderúrgicas: a chinesa Wuhan Iron and Stell (Wisco) e a ítalo-argentina Techint. O grupo Votorantim também já anunciou um plano de construir fábrica na localidade.

A retomada da ferrovia cruzando a banda norte do estado também vai integrar a cidade de Macaé, que vem apresentando forte desenvolvimento por conta da indústria do Petróleo e Gás. Diferentemente do traçado original, que cruzava o centro da cidade, o novo terá contorno.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ferroeste 3.


Acima: em foto do autor do blog, vagões do mesmo modelo citados na reportagem, construídos pela Pullman Standart Car para a Cia. Paulista nos anos 1946 e 1949, num lote que estava abandonado em Rio Claro, SP, em 2007. A grande maioria está abandonada em Bauru sob propriedade do DNIT.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

DNIT pode doar vagões para a Ferroeste - 14/08/2010 - Agência Notícias PR

O Departamento Nacional de Infraestrutura (DNIT), vinculado ao Ministério dos Transportes, pode repassar um número ainda não definido de vagões para a Ferroeste. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (13) pelo presidente da ferrovia paranaense, Neuroci Antonio Frizzo.

A doação dos vagões foi discutida em Brasília, na quinta - feira (12), onde Frizzo esteve acompanhando o secretário dos Transportes, Mário Stamm, para participarem do IV Brasil nos Trilhos.

Depois de encontro com o diretor-geral do DNIT, Luiz Antonio Pagot, o presidente da Ferroeste esteve na sede do órgão, conversando com o diretor de infra-estrutura ferroviária, Geraldo Lourenço de Sousa Neto, quando foram acertados os detalhes da transação.

Os vagões a serem disponibilizados pelo DNIT, cerca de 200, estão em um pátio na cidade de Bauru, em São Paulo. O presidente da Ferroeste informou que enviará nos próximos dias uma equipe de técnicos da empresa para fazer uma avaliação do estado em que se encontram os vagões.

Depois de avaliadas, as unidades que estiverem em condições de ser reformadas serão colocadas em serviço nos trilhos da Ferroeste. O incremento da frota com os vagões a serem doados pelo DNIT, segundo Frizzo, ajudará na recuperação da empresa, que passa por dificuldades financeiras. “Racionalizar custos e melhorar o desempenho operacional para aumentar a arrecadação e sair do vermelho, é o nosso objetivo”, destacou o presidente da Ferroeste.

Nota do autor do site: esses vagões estão abandonados pela FEPASA e sucessoras desde a década de 1980, muitos ainda tem condição de voltar a rodar. Seria bom ver eles de volta aos trilhos, pena que em outro estado e outra ferrovia.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ferroeste 2.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferroeste levanta condições da linha Cascavel-Guarapuava - 30/08/2010 - Agência de Notícias Estado do Paraná

“A partir de agora já podemos elaborar com segurança o Plano de Recuperação da Ferroeste”. A afirmação é do presidente da ferrovia, Neuroci Antonio Frizzo, depois de analisar o Relatório Técnico-Operacional, elaborado pela Diretoria de Produção.

Os técnicos da companhia avaliaram as condições operacionais do trecho ferroviário entre Cascavel e Guarapuava, incluindo pátios, desvios, locomotivas, vagões e demais equipamentos da frota.

O levantamento das condições da Ferroeste foi uma solicitação do secretário dos Transportes, Mário Stamm Júnior, e ajudará a nova diretoria a nortear as ações de recuperação da ferrovia, com manutenção adequada das linhas e o necessário equilíbrio econômico-financeiro da companhia.

O relatório, segundo Frizzo, permite avaliar com segurança as condições de tráfego, os estoques e a eventual necessidade de contratar serviços de engenharia para otimização do transporte de cargas pela via. O detalhamento do relatório, ilustrado com tabelas e fotografias, fornece elementos seguros para as ações a serem implementadas pela nova diretoria.

“Só com total segurança em nossas linhas”, disse Frizzo, “e também na tração (locomotivas) e material rodante (vagões) poderemos buscar novos contratos de transporte, visando melhor atender os produtores do Oeste paranaense e regiões vizinhas”.

As necessidades de escoamento da safra na região são muitas, segundo o presidente da Ferroeste, mas o relatório ajudará na formatação de uma estratégia agressiva de recuperação empresarial, sem o que a ferrovia continuará com sérias deficiências técnico-operacionais.

Entre os principais pontos do relatório elaborado pelos técnicos, destacam-se a inexistência de um plano de manutenção ou emergencial para a via permanente; o procedimento de lubrificação de trilhos não vinha sendo realizado; faltam equipamentos básicos de manutenção das linhas; os Aparelhos de Mudança de Via (AMVs) tem treze anos de uso, sendo que a sua vida útil é de seis anos.

O relatório ainda detectou que o nivelamento da via só foi feito na construção da estrada de ferro e que a falta de recursos informatizados de controle dos equipamentos aumentam os custos de manutenção. Além disso, o estoque de trilhos foi reduzido, os fretes estão defasados, o tráfego de vagões vazios é grande e os motores das locomotivas precisam constantemente de reparos.

Em relação à estratégia de médio e longo prazo, o relatório destaca a necessidade da extensão do trecho até Guaíra e Maracaju (MS), a necessidade de modernização do trecho Desvio Ribas-Guarapuava e a construção de um novo ramal até o Porto de Paranaguá (Guarapuava-Curitiba-Paranaguá).

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ferroeste 1.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferroeste diminui custos e prevê mais faturamento - 27/08/2010

A economia da Ferroeste com a manutenção de locomotivas, um mês após a posse da nova diretoria, é de R$ 469 mil. A informação é parte do relatório apresentado nesta sexta-feira (27) ao Conselho de Administração (CAD) da empresa. A redução foi possível devido a recuperação de peças pela oficina da empresa, explicou o presidente da Ferroeste, Neuroci Antonio Frizzo.

Nos próximos meses, segundo Frizzo, a taxa de confiabilidade deve crescer ainda mais. Para isso, a área técnica da Ferroeste está melhorando a eficiência nos trabalhos de manutenção dos equipamentos. Com essas medidas, o faturamento da empresa por máquina pode subir até 30%.

Nessas primeiras semanas da nova diretoria também houve um incremento no volume de cargas transportadas, subindo de 46.400 toneladas úteis para 70.400 toneladas úteis. Entre julho e agosto, além disso, o custo operacional da ferrovia apresentou queda e, o faturamento, por outro lado, aumentou.

Ponto de Equilíbrio

Durante a reunião, os diretores apresentaram ao secretário Mário Stamm e demais conselheiros uma análise do ponto de equilíbrio financeiro que a empresa precisa alcançar. “Com base nas despesas atuais passadas para se chegar ao ponto de equilíbrio operacional, a ferrovia precisa tracionar 140 mil toneladas úteis por mês”, explica o presidente da Ferroeste. “Para isso, precisa de sete locomotivas operando. Estamos com cinco mais uma na manobra. A diretoria espera que no máximo em 60 dias consiga colocar mais duas máquinas, perfazendo oito.

Frizzo afirma que o programa de redução de despesas na Ferroeste projeta alguns cenários para o aumento do faturamento. Um deles é o uso compartilhado da ferrovia por outras operadoras, com a devida remuneração à Ferroeste. “Nas projeções preliminares, o investimento de terceiros na tração de cargas por nossa linha poderia vir a viabilizar definitivamente a empresa, uma vez que ela, no momento, não tem capacidade de investimento”, ressaltou Frizzo, acrescentando que o Oeste demanda por mais tração de carga para Paranaguá e de Paranaguá para o Oeste.

A diretoria da Ferroeste também projetou o cenário da empresa com a construção de um ramal novo entre Guarapuava e o porto. Nesta hipótese, segundo Frizzo, a Ferroeste faria apenas a administração da ferrovia. “Os números projetados são animadores”, disse ele. Os primeiros cálculos apontam para uma demanda de 10 milhões de toneladas/ano. “Mas, para tanto, precisamos contar com o apoio do Governo Federal, através do Ministério dos Transportes e da Valec”.

No trecho atual, e com as condições operacionais presentes, a Ferroeste pode movimentar, no máximo, dois milhões de toneladas, em função do gargalo existente a partir de Guarapuava, “o que não vem acontecendo por falta de equipamento”, esclarece o presidente.