terça-feira, 31 de agosto de 2010

VALEC pede licença ao Ibama para construir a Norte-Sul.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Valec pede ao Ibama licença de instalação para Norte-Sul - 25/08/2010

A Valec solicitou ao Ibama a licença de instalação para as obras da extensão da Ferrovia Norte-Sul para o trecho que ligará Ouro Verde (GO) a Estrela do Oeste (SP).

Na segunda-feira (23), a Valec recebeu as propostas para a construção do trecho. A obra está estimada em R$ 2,2 bilhões e foi dividida em cinco lotes.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Maquinista é mão de obra rara.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Maquinista é mão de obra rara - 25/08/2010 - O Tempo

Além dos gargalos de infraestrutura, a mão de obra também tem aparecido como um entrave para suportar o crescimento previsto para o Brasil, que é de 7%. E uma profissão que tem feito falta no mercado de trabalho é a de maquinista de trem, pois não existe um curso especializado para a formação desse profissional. Há composições paradas nos pátios das ferroviários por falta de quem as operem. Com isso, o escoamento de várias produções tem atraso. Nos últimos dez anos, a demanda pelo transporte ferroviário cresceu 54%.

A saída encontrada por algumas empresas é formar sua própria mão de obra. É o caso da MRS Logística e da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), da Vale, que montam cursos para formar o seus maquinistas. Para este ano, a MRS Logística, que já contratou 150 pessoas para o cargo de maquinista, vai contratar outros 300 no segundo semestre. "A empresa está investindo cerca de R$ 6 milhões para capacitar esses profissionais", explica a gerente corporativa de desenvolvimento de recursos humanos, Laura Maria Pontual.

Segundo ela, as vagas serão abertas para Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, sendo que a maioria delas para Minas. "O aumento da produção em vários setores após a crise aumentou a demanda pelo transporte ferroviário", observa. Para concorrer ao cargo é preciso ter mais 18 anos, 2° grau completo e passar por prova de matemática, português e avaliação psicológica.

Laura acredita que nos próximos cinco anos, a MRS Logística deverá dobrar o seu transporte de cargas.

De acordo com o diretor de operações da FCA, Rodrigo Ruggiero, na falta de centros de formação específicos, o maquinista não fica disponível no mercado. "Como eles se formam em cursos realizados pelas empresas que os contratam, acabam trabalhando nelas mesmas", observa Ruggiero.

A FCA oferece curso para maquinistas há cinco anos. "Fazemos de maneira estruturada com trabalhos práticos e teóricos. O curso demora cerca de um ano", explica Ruggiero. Conforme afirma, a FCA possui mil maquinistas contratados e outros 186 que estão em fase de treinamento para adquirirem a certificação.

Um outro fator apontado por Ruggiero é que devido a velocidade em que a tecnologia está mudando, também tem sido necessários cursos para a reciclagem dos maquinistas.

Situação tende a piorar no país

Se já está difícil encontrar maquinistas hoje, a situação tende a piorar com o aumento do uso das ferrovias para escoar cargas. De acordo com a operadora ferroviária MRS Logística, que atua em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, nos últimos dez anos, a carga movimentada pelas empresas na malha ferroviária brasileira aumentou 54%.

O próprio país tem como meta investir ainda mais nesse meio de transporte. Tanto que o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) projeta investimentos até 2020 para aumentar a malha ferroviária brasileira dos atuais 28 mil quilômetros para 40 mil quilômetros. Fato esse que aumenta ainda mais a demanda por maquinistas.

Em Minas Gerais, onde o modal ferroviário é usado com intensidade pelo setor minero-siderúrgico, recentemente ele ganhou espaço para o transporte de grãos sobre trilhos, o que pede mais investimentos na área. “Hoje, além da soja, temos também uma enorme demanda para o transporte de açúcar”, observa o diretor de operações da Ferrovia Centro Atlântica, Rodrigo Ruggiero.

E para atender esse crescimento, a FCA possui um programa que pretende buscar o desenvolvimento agrícola sustentável da região Noroeste de Minas Gerais. Denominado de Pró-Noroeste, tem como finalidade melhorar as condições de competitividade além da produção como também de logística. Para isso, foram recuperados 150 km de ferrovia entre Corinto e Pirapora.

“A região possui um grande potencial para o plantio de grãos e é necessário uma logística para o seu escoamento”, reforça o diretor da FCA, que acredita que atualmente não tem como se pensar em desenvolvimento de um país sem que ele tenha uma malha ferroviária funcional.

Empresas comprarão os próprios trens

A demanda pelo modal ferroviário está crescendo tanto que já tem siderúrgicas pensando em comprar os próprios trens para escoar a produção. A Arcelor Mittal pretende investir – junto com as empresas pequenas como Minerita e JMN – cerca de US$ 50 milhões na compra de trens e na instalação de terminais na região de Serra Azul, região Norte de Minas Gerais.

O plano é comprar quatro trens com 132 vagões, além de investir na construção de dois terminais ferroviários, em Brumadinho e Sarzedo, região metropolitana de Belo Horizonte.

O objetivo é operar suas próprias composições e pagar à MRS, que detém a concessão da ferrovia que liga Minas ao Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, apenas o valor referente ao direito de passagem nos trilhos, uma espécie de pedágio. Hoje, as empresas têm de pagar o frete integral e se queixam de que o valor pago à MRS é o dobro do que a concessionária cobra de seus sócios, entre eles Usiminas, Vale e CSN.

Segundo o ex-presidente da Arcelor Mittal Serra Azul e consultor para assuntos logísticos da empresa, José Francisco Viveiros, as composições poderão ser encomendadas tanto no Brasil como no exterior, já em 2011. Para colocar o projeto em prática, as empresas terão que esperar o decreto do novo marco regulatório do setor ferroviário.

domingo, 29 de agosto de 2010

Valec excluída do Plano Nacional de Desestetização.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Valec excluída do Plano Nacional de Desestatização - 20/08/2010 - Agência Estado

O governo decidiu hoje retirar a estatal Valec do Plano Nacional de Desestatização (PND). A empresa é responsável por pesados investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como a construção da Ferrovia Norte-Sul.

A exclusão do PND significa, na prática, que a empresa não será privatizada. Mas, como o governo atual já vinha, desde seu início, dando músculos à Valec, aumentando sua carteira de investimentos, a saída do PND tem um aspecto mais formal, já que ninguém cogitava a venda da estatal. "Esse ato só complementa um conjunto de atos dos últimos anos. Faltava a revogação (da inclusão da Valec no PND, que datava de 1992)", disse o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Mauro Barbosa.

sábado, 28 de agosto de 2010

Camargo Corrêa investirá na Argentina.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Camargo Corrêa investirá US$ 50 milhões em cimenteira e ferrovia na Argentina - 20/08/2010 - EFE

A construtora Camargo Corrêa anunciou nesta sexta-feira um investimento de US$ 50 milhões na Argentina na produção de cimento e em serviços de transporte ferroviário.

O investimento, que se soma a desembolsos de outros US$ 50 milhões já concretizados neste ano, foi anunciado hoje por diretores do conglomerado em uma audiência com a presidente argentina, Cristina Kirchner.

Segundo a Presidência argentina, o novo investimento se dividirá em US$ 35 milhões para Loma Negra, fabricante argentina de cimento controlada pela Camargo Corrêa, e US$ 15 milhões para a Ferrosur, empresa de transporte ferroviário.

O objetivo da brasileira é aumentar a capacidade de transporte de cimento desde a fábrica de Loma Negra na cidade de Olavarría, na província de Buenos Aires, até a usina de Cañuelas e ampliar a capacidade de estoque nesta última.

Desde sua aquisição de Loma Negra em 2005, o grupo Camargo Corrêa investiu US$ 300 milhões na Argentina.

A Loma Negra, a maior fabricante de cimento da Argentina, tem nove fábricas, seis na província de Buenos Aires e as restantes nas províncias de Neuquén, Catamarca e San Juan.

A companhia e sua subsidiária Ferrosur empregam de forma direta 2,7 mil pessoas e outras 6 mil de forma indireta.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

FerroFrango.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
Projeto básico da Ferrofrango deve sair até o final do mês - 24/08/2010

O DNIT deve publicar até o final de agosto o edital para a licitação do projeto básico da Ferrofrango. O valor para a execução deste projeto é de cerca de R$ 30 milhões.

De acordo com o órgão, no projeto básico deverá constar a estimativa do custo global da ferrovia. No traçado previsto constam mais de 100 pontes ferroviárias, mais de 30 viadutos rodoviários e mais de 70 viadutos ferroviários.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Avião Mais Rápido (e mais caro) do Mundo.

Acima: o Lockheed Blackbird da USAIR Force sobrevoa a Califórnia em Agosto de 1979. Foto: David O. Hill.

O Lockheed SR-71A Blackbird é mais um daqueles infinitos exemplos de dinheiro público gasto em projetos mirabolantes para se enfrentarem na guerra da espionagem, a Guerra Fria. Bilhões de dólares foram gastos nesse projeto de bombardeiro estratégico, que depois virou avião de espionagem.

Construído na década de 1970, apresentava diversas inovações técnicas jamais vistas antes, como a fuselagem esguia, as asas em formas de Delta truncado, leme duplo pequeno, e dois reatores que proporcionavam uma velocidade de 3500 km/h, ou Mach 3. Tal velocidade até hoje não foi alcançada por nenhuma outra aeronave construída (ou pelo menos divulgada para o público).

Com sua alta velocidade, e uma capacidade de voar a 20 mil metros de altura, revelou-se um grande fracasso como bombardeiro, já que não possuia um grande porão de cargas bélicas. Imediatamente foi modificado para avião de espionagem, que não enfrentava concorrências de nenhuma parte. Quando começou a operar em fins da década de 1970, era temido pelos russos por não terem como impedir tal aeronave de espiar seu território.

Foi justamente por causa disso que, em 1988, o Jumbo de uma empresa sul coreana, foi derrubado, como desforra e parte de uma lei que permitia o abate de qualquer aeronave hostil sem descriminação, na tentativa de impedir novas surtidas.

O Blackbird foi construído numa época onde o petróleo era algo barato, mas a crise do petróleo fez com que fosse considerado um beberrão, da mesma forma do Concorde, do B707 e de toda a primeira geração de jatos puros. Sua fuselagem também era caríssima, já que para suportar as altitudes e velocidades máximas, foi construída em Titânio, o que o encareceu sobremaneira.

De construção cara, manutenção cara, poucas unidades, e ainda para o cúmulo, o fim da Guerra Fria, também acabaram com o gigantesco avião. Sem sua principal missão, foi considerado anti-econômico, e em 1989 todos foram desativados sem saudades pela USAIR Force.

Até hoje é considerado o projeto mais caro de avião estratégico, mas não o pior. O bombardeiro invisivel B-2 Spirit é o segundo projeto mais caro na teoria, mas depois de 15 anos se tornou o mais caro da história no todo, ultrapassando o do Blackbird, e pelos mesmos motivos.

Se o Brasil tem muitos erros, pelo menos não gasta mais alguns bilhões de dólares ao ano em projetos mirabolantes de novos aviões de caça. Menos mal.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Transnordestina agora só em 2012.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Transnordestina agora só no final de 2012 - 17/08/2010 - Agência Estado

Perto de terminar o mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pôs a culpa na Justiça, no Ministério Público, nos ambientalistas e nas pessoas de olho gordo por deixar no papel boa parte do trecho da ferrovia Transnordestina, projetada para ligar Eliseu Martins, no Piauí, ao Porto de Suape, em Pernambuco. É um verdadeiro inferno concluir um projeto desta magnitude, reclamou hoje, num canteiro de obras em Salgueiro, a 518 quilômetros de Recife.

Foi a quarta viagem de Lula para participar de festa de início de obras da ferrovia. Ao lançar o projeto em Missão Velha (CE), em plena campanha pela reeleição, em junho de 2006, ele disse que a Transnordestina seria a redenção do Nordeste. Hoje diretores do consórcio de construção da ferrovia informaram ao presidente que apenas 30% das obras de terraplenagem foram concluídas. A obra não ficará pronta antes de dezembro de 2012.

No ano passado, ele chegou a afirmar que iniciaria as obras de todos os lotes ao longo dos 2.278 quilômetros de ferrovia. O maior atraso está no trecho final em Pernambuco, entre Belém de Maria e Escada (55 quilômetros) e de Escada a Suape (64 quilômetros). Nestes dois lotes, os contratos para início das obras não foram assinados. Durante a visita, o presidente conheceu uma máquina importada que produzirá os dormentes de concreto para dar suporte aos trilhos. A visita de inauguração da fábrica de dormentes, como o Planalto divulgou, estava programada para março último, mas foi cancelada porque a máquina não chegou a tempo.

A uma plateia formada por trabalhadores do canteiro em Salgueiro, o presidente se queixou de juízes, que teriam aceito pedidos de interrupção das obras por parte de quem reclamava indenização de terras. Não pensem que é fácil fazer as coisas, disse. Vocês não sabem que a inveja é uma doença, completou. Não tem nada pior do que olho gordo.

Mais tarde, ao visitar uma escola técnica em Salgueiro, Lula aproveitou para criticar os tucanos e até dom Pedro II. Sem poder inaugurar a obra dos seus sonhos, como ele mesmo chama a ferrovia, Lula disse que os governantes anteriores não priorizarem obras na região. O presidente afirmou que o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) não investiu em ensino profissionalizante. Já dom Pedro II foi atacado por não levar à frente a obra da transposição das águas do São Francisco. Por que dom Pedro II, o todo poderoso, não conseguiu fazer o canal e um torneiro mecânico conseguiu?, esbravejou Lula. As obras de transposição também estão com cronograma atrasado.

Saia-justa

Criticado pelo governo por não ter se empenhado nas obras da ferrovia Transnordestina, o executivo Benjamin Steinbruch, que comanda o consórcio do projeto, enfrentou saia-justa na viagem com o presidente Lula ao canteiro no semiárido pernambucano. Em cima de um trecho de trilho montado apenas para a produção de fotografias, Lula olhou para Steinbruch e perguntou: Você sabe quem me disse que pode fazer trilhos?. E emendou: O Roger Agnelli, da Vale. Ele disse que vai fazer trilhos na siderúrgica que está construindo em Marabá. Depois de ouvir o nome do rival no mundo dos negócios, Steinbruch, desconcertado, disse: Aí, é covardia.

Lula não esconde o desapontamento com Steinbruch, a quem acusa de ser um dos principais responsáveis pelo atraso das obras da ferrovia. O presidente foi num ponto fraco do executivo, observaram integrantes da comitiva. Há mais de uma década, Steinbruch vive às turras com Agnelli.

A rivalidade de Steinbruch, da Companhia Siderúrgica Nacional, e Agnelli, da Vale, é famosa no mercado do aço. A briga começou em 2000, com o descruzamento de ações da Vale e da CSN. Steinbruch, que comandava o grupo, foi substituído por Agnelli. Vaidosos, eles travaram brigas até nos tribunais. Há uma série de processos judiciais por causa de minas e negócios das duas empresas. Com a última crise financeira internacional, os dois deram uma trégua.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Empreiteiras avaliam participação na obra da Ferrovia Oeste-Leste

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Empreiteiras avaliam participação na obra da Ferrovia Oeste-Leste - 20/08/2010 - Valor Econômico

Grandes construtoras como Andrade Gutierrez, Odebrecht e Camargo Corrêa estão debruçadas sobre o projeto da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). As empreiteiras fazem estudos para definir se, na segunda-feira, apresentarão propostas para participar da construção do primeiro trecho da Fiol, que inclui 1.022 quilômetros de malha a ser instalada entre Ilhéus e Barreiras, na Bahia. A obra estimada em R$ 4,2 bilhões. A expectativa é de que depois de pronta a Fiol opere dentro de um novo modelo de exploração para as ferrovias no país.

O governo preparou um decreto que fixa as novas regras do setor e pretendia editá-lo na semana passada, mas recuou e decidiu colocar o tema em discussão com usuários e concessionárias, como noticiou o Valor. O novo modelo prevê separar a gestão da via férrea, a ser exercida por um gestor de infraestrutura, da operação dos serviços de transporte, que ficará a cargo de operadores ferroviários. A separação das funções segue o modelo europeu em que existe um gestor de capacidade, responsável pela administração da malha, e operadores que desempenham a função de transportadores ferroviários.

No modelo brasileiro atual, a gestão da via e os serviços de transporte são feitos pelo mesmo concessionário. Pelo novo modelo, a gestão de capacidade poderia ser pública, com operação da Valec, Engenharia, Construções e Ferrovias, empresa vinculada ao Ministério dos Transportes, ou privada, via subconcessão concedida pela própria estatal. No caso da Fiol, a Valec vai licitar a construção da ferrovia e contratar empresas que vão executar a obra, a ser paga com recursos do Tesouro.

Quando a ferrovia estiver pronta, a Valec irá vender capacidade de tráfego aos interessados em transportar carga. O mesmo modelo vai valer para outros projetos de construção de ferrovias no país. José Francisco das Neves, presidente da Valec, diz que à medida em que a empresa começar a vender capacidade de tráfego vai reduzir a necessidade de recursos do Tesouro para expandir a malha. A previsão de Neves é de que o primeiro trecho da Fiol fique pronto em 2012.

No total, a Fiol foi planejada para chegar a Figueirópolis, em Tocantins, onde vai se encontrar com a Ferrovia Norte-Sul. Ao todo, portanto, a ferrovia poderá ter 1.526 quilômetros de extensão e custar R$ 6 bilhões. Na segunda-feira, além de receber as propostas para a construção da Fiol, a Valec também espera que as construtoras apresentem ofertas para a obra da extensão sul da Ferrovia Norte-Sul, um trecho de quase 670 quilômetros entre Ouro Verde (GO) e Estrela D'Oeste (SP). Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa confirmaram que analisam o edital e fazem estudos para decidir se apresentam proposta pela Fiol.

Um executivo avaliou que o novo modelo desenhado pelo governo para a exploração de novas ferrovias é democrático, pois quem tiver interesse pode comprar capacidade de tráfego, investir em trens e transportar a carga. A discussão em torno do novo modelo, segundo o executivo, está centrada no efeito sobre as ferrovias existentes, privatizadas nos anos de 1990 a partir da antiga malha da Rede Ferroviária Federal.

Em minuta do decreto com as novas regras para o setor, ao qual o Valor teve acesso, consta que as concessionárias seriam obrigadas a permitir aos prestadores de serviço de transporte ferroviário a circulação no regime de direito de passagem. As condições de operação seriam fixadas por meio de contratos operacionais e contratos de compra e venda de capacidade de tráfego. O direito de passagem significaria, neste caso, compartilhar a malha mediante o pagamento, pelo transportador ferroviário, de uma tarifa (pedágio) ao concessionário.

A fonte disse que para as concessionárias essa medida significaria a perda da exclusividade na operação da malha. Procurada, a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) informou que o porta-voz da entidade não estava disponível, ontem, para entrevistas. A Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut) não se manifestou. Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), afirmou que permitir o direito de passagem é uma obrigação contratual nas concessões existentes.

A ANTT está revendo a regulamentação sobre o direito de passagem de modo a torná-la mais adequada e para estimular o intercâmbio de trens entre as concessionárias. Segundo a a agência reguladora, a legislação e os contratos preveem que a concessionária tem a exclusividade na exploração da malha e na prestação dos serviços. Mas isso não significa que o concessionário possa deixar de explorar trechos da malha. Figueiredo disse que o decreto em discussão prevê a possibilidade de que seja ofertada a outros operadores e aos usuários a capacidade disponível que a concessionária não tenha interesse ou plano de explorar. Neste caso a concessionária seria remunerada pelos custos do uso da infraestrutura.

Ambientalistas criticam projeto Oeste-Leste

O projeto da Oeste-Leste é questionado por organizações não governamentais da região de Ilhéus, na Bahia. A expectativa é de que a ferrovia não saía, disse Socorro Mendonça, presidente da ONG Ação Ilhéus. Na visão de Socorro, a Fiol enterra o projeto de desenvolvimento sustentável da região e compromete vocações naturais como o turismo e a produção de cacau.

O questionamento de ONGs da área ambiental se apoia no fato de a Fiol estar sustentada no escoamento de minério de ferro, sobretudo da Bahia Mineração, diz Socorro. Segundo ela, a ferrovia está planejada para chegar na margem direita do rio Almada, a poucos quilômetros da área de preservação permanente de Lagoa Encantada. A ambientalista disse que há preocupação também com a construção de um terminal portuário de uso privativo que seria construído a cerca de 20 km do porto de Ilhéus e seria usado pela mineradora para escoar o produto.

Uma fonte que conhece o projeto discordou. Disse que a Fiol vai permitir atender não só projetos de mineração da Bahia, do norte de Minas Gerais e do Tocantins, mas também escoar a produção de grãos da região de Barreiras. A Fiol, diz a fonte, tornaria viável o escoamento da produção dessa região.

Cláudio Barbieri, professor da escola politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), disse que a Fundação Vanzolini analisou documentos produzidos pela Valec e órgãos ambientais sobre o projeto da Fiol. O trabalho, contratado pela Rede Sul Bahia, buscou analisar questões relevantes para o licenciamento do projeto. Ele avalia não havia sido feito todo o detalhamento técnico necessário, como efeito do vento e deposição de minério de ferro em áreas onde os vagões vão ficar estacionados ao longo da ferrovia. Barbieri também levantou a conveniência de se fazer um investimento tão alto (R$ 6 bilhões) para atender, basicamente, projetos de mineração.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ferroeste retoma transporte de fertilizantes

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferroeste retoma transporte de fertilizantes - 17/08/2010

A Ferroeste reativou o transporte ferroviário de fertilizantes para o Oeste do Paraná. A retomada das operações é reflexo da reunião do último dia 29 de julho, entre a nova diretoria da empresa e a ALL (América Latina Logística), concessionária do trecho entre Guarapuava e o Porto de Paranaguá.

“A abertura de diálogo com a ALL permite que possamos atender à demanda do setor do agronegócio”, comemora o presidente da Ferroeste, Neuroci Antonio Frizzo. “Depois de 40 dias sem tracionar sequer um quilo do produto, nos próximos dias, somando o que já entregamos e o que vamos entregar, serão totalizadas 11.124 toneladas de fertilizantes para toda a região”.

Nesta terça-feira (17), mais 96 vagões de fertilizantes devem ser entregues no terminal da Ferroeste em Cascavel e na próxima sexta-feira (20) serão entregues outros 50 vagões carregados com o produto. Somados aos 60 vagões já desembarcados na última sexta-feira (13), no total a empresa tracionará em cerca de dez dias, 206 vagões de fertilizantes para os produtores do Oeste paranaense.

Segundo o presidente da empresa, além da falta de locomotivas e vagões, a nova diretoria teve que superar o problema de relacionamento da Ferroeste com a ALL. Depois da reunião, lembra Frizzo, “do dia 10 até o dia 20 foram carregados e tracionados mais de 150 vagões”.

Os principais clientes são cooperativas e empresas da região, como a Coopavel e a Bunge. “A Ferroeste precisa da ALL, como a ALL precisa da Ferroeste, para atender a demanda do Oeste do Paraná”, disse Frizzo.

A volta dos carregamentos de fertilizantes por trem, com tarifas bem inferiores às praticadas no setor rodoviário, beneficia o agronegócio da região, salienta Frizzo, reduz os custos da produção e melhora a segurança dos motoristas, “tirando mais de 400 carretas das rodovias”.

sábado, 21 de agosto de 2010

Transnordestina terá mais um trecho iniciado no CE.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Transnordestina tem mais um trecho iniciado no CE - 17/08/2010 - Diário do Nordeste

A execução das obras da Ferrovia Transnordestina será iniciada, de fato, no Ceará. Os primeiros 50 km dos três trechos do projeto a serem concluídos no Estado devem começar a ser construídos a partir de Ordem de Serviço assinada hoje, na cidade de Missão Velha, a 535km de Fortaleza. O trecho liga o município à cidade de Aurora.

A ordem será assinada pelo presidente da Transnordestina Tufi Daher Filho, juntamente com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, acompanhado do Secretário da Infraestrutura do Estado, Adail Fontenele e do presidente do Metrofor, Rômulo Fortes. A execução neste trecho será realizada pela Odebrecht, de acordo com Adail Fontenele. Para ele, o momento representa uma retomada do projeto. Esse é o primeiro trecho para a retomada da Transnordestina. A ferrovia tem 80km já prontos. Faltam 527km para o Porto do Pecém. Essa obra vai acontecer em várias frentes de serviço, afirma.

No Ceará, a Transnordestina será dividida em três partes:Missão Velha-Acopiara, Acopiara-Quixadá e Quixadá-São Gonçalo do Amarante (Complexo Industrial e Portuário do Pecém).

Desapropriações

Um ponto importante na obra está a cargo da Seinfra: as desapropriações das terras onde a ferrovia passará. De acordo com Adail Fontenele, esse processo já está bem adiantado. O Governo do Estado atende o pedido do presidente Lula. Dos 527 km do projeto no Ceará já se tem 200km em posse do Governo. Esse não vai ser um motivo de atraso, avalia o Secretário estadual de Infraestrutura.

No entanto, a falta de algumas liberações ainda dificultam a execução das obras e dificultam previsões de conclusão. Hoje, há alguns impasses por conta de mudanças no projeto inicial, então ainda tem algumas questões ambientais para resolver. Ainda estão aguardando liberações. Um deles é em Quixadá, na região dos monólitos, diz. A execução das obras no Ceará deve gerar, segundo o secretário, cerca de sete mil postos de trabalho.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Obra Ferroviária Chinesa concluída após 101 anos.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Obra ferroviária chinesa é concluída após 101 anos - 19/08/2010 - Agência EFE

Uma linha férrea que atravessa o montanhoso centro sul da China e que começou a ser construída em 1909, mas esteve paralisada durante nove décadas devido às dificuldades causadas pelo relevo, foi finalmente concluída, informou nesta quinta-feira a agência oficial chinesa Xinhua.

A linha Yichang-Yiwan, que conta com 253 pontes e 159 túneis (estruturas que representam três quartos do percurso), liga Wuhan e Chongqing, duas das principais cidades às margens do rio Yang Tsé.

A estrutura começou a ser construída há 101 anos, quando o país ainda era governado pela dinastia de imperadores Qing, mas a falta de tecnologias adequadas para enfrentar as montanhas da região obrigou a paralisação da obra até 2003.

Os responsáveis pela obra qualificam esta como uma das ferrovias de mais difícil construção no mundo, não só pelo perfil montanhoso da região como também por outras barreiras naturais, tais como rios subterrâneos, cavernas e jazidas de carvão.

A linha, que deve ser aberta ao público antes do fim do ano, representará uma grande mudança nas comunicações do sudoeste chinês, uma região isolada do próspero leste do país, mas que ao mesmo tempo é uma das zonas de maior interesse turístico no país.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

DNIT prepara ação conjunta com ferrovias.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

DNIT pede ação conjunta para ferrovias - 13/08/2010 - Webtranspo

Ao participar do evento “Brasil nos Trilhos”, nesta semana, Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) destacou que a importância de se criar ações para impulsionar o modal ferroviário na matriz de transporte do País.

Para modificar a matriz de transportes, o diretor enfatizou a importância da atuação conjunta entre os Poderes Executivo e Legislativo da União e a iniciativa privada.

“Compartilhar tarefas é a frase-chave, porque o governo não pode tudo”. Nesse sentido, Pagot cobrou empenho das empresas concessionárias de ferrovias presentes ao evento, e defendeu a quebra de monopólios que foram instituídos no setor no passado.

Debatendo a questão com mais de 500 participantes, o executivo destacou as características das ferrovias para dar um impulso na economia brasileira. Para isso, foi realizada uma correlação do desempenho dos trens com o de caminhões.

Enquanto o custo do frete rodoviário gira em torno de R$ 95 por tonelada transportada a cada mil quilômetros, a mesma carga pode ser transportada pela mesma distância de trem, a um valor médio de R$ 40, ou seja, 58% menos.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Valec promete ferrovia em Lucas do Rio Verde.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Valec promete ferrovia em Lucas do Rio Verde em 2 anos - 08/08/2010 - 24 Horas News - Juina/MT

O Superintendente da Valec Engenharia e Construções de Ferrovia, André Luiz de Oliveira, garantiu que em dois anos a região Norte do Estado poderá contar com os benefícios da Ferrovia Centro-Oeste. André Luiz garante que toda a parte burocrática para a implantação da ferrovia está sendo concluída. “A ferrovia já está saindo do papel porque estamos nos trâmites de desapropriação das terras por onde passarão os trilhos, licitando o projeto básico” – informou, ao proferir palestra a lideranças agrícolas e empresariais, na Expolucas.

André apresentou as principais vantagens para o setor produtivo ter a Ferrovia Centro-Oeste para escoar a produção agrícola, pelo trem, até Porto Velho (RO) e, de lá, para o exterior, compreendo o traçado de Campinorte (GO), Lucas do Rio Verde a Rondônia e terá conexão com a Ferrovia Norte Sul (dando acesso a portos em São Paulo e Bahia). “Mato Grosso e Goiás estão precisando de uma ferrovia para transportar toda essa carga disponível e que nós da Valec já tivemos a oportunidade de conhecer” – ele disse.

“O traçado da ferrovia é definitivo e não muda mais. Nós estamos tirando a licença prévia até o final de setembro. Depois da licença a instalação e efetivamente a licitação da parte da construção da ferrovia que deve ocorrer ainda esse ano, conforme nosso presidente, na audiência pública realizada aqui em Lucas do Rio Verde” - disse.

Até dezembro de 2012, o trecho de Campinorte a Lucas do Rio Verde deverá estar concluído, segundo o superintendente da Valec. A obra foi dividida em vários lotes. A ferrovia terá uma parte de dormentes de concreto e sua capacidade será para escolar 20 milhões de toneladas/ano. R$ 4 ,1 bilhões serão investimentos nos mais de mil km de trilhos e terminais de grãos. Cada quilômetro da ferrovia custará gasto R$ 4 milhões.

A ferrovia vai gerar 12 mil empregos. Em cada lote, serão cerca de mil empregos diretos. Um dos lotes é em Lucas. "De repente, vai faltar mão de obra em Lucas do Rio Verde e alertamos para esta necessidade", disse o superintendente.

O prefeito Marino Franz, o vice-prefeito e presidente da Expolucas, Joci Piccini, também assistiram a palestra.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

"Reestetização" preocupa setor ferroviário.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

“Reestatização” preocupa setor ferroviário - 11/08/2010 - Valor Econômico

Um clima de expectativa e apreensão se instalou entre as concessionárias que operam os 28,5 mil km de malha ferroviária do país. Na avaliação do setor, com o decreto que deve alterar as regras do modelo atual de concessão, e com as recentes investidas para fortalecer o papel da estatal Engenharia, Construção e Ferrovias (Valec), o governo federal indica que não quer mais ser coadjuvante nas operações das ferrovias.

Os empresários não chegam a classificar as mudanças como uma reestatização do setor ferroviário, mas há muitas dúvidas sobre o grau de intervenção que o poder público passará a ter sobre as concessões. Como fica, por exemplo, a preservação dos atuais contratos com os concessionários? Nós queremos entender e discutir esses temas, diz Rodrigo Vilaça, diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), que representa as 12 concessionárias que assumiram as malhas da extinta RFFSA.

No decreto previsto para ser assinado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, inclui-se a possibilidade de o governo fazer uso do trecho ferroviário que atualmente pertence às concessionárias, mas que não seja explorado comercialmente. Hoje, segundo José Francisco das Neves, presidente da Valec, há mais de 16 mil km de malha nessa situação.

Outro ponto de conflito do decreto refere-se aos contratos de concessão ligados à expansão das vias. A construção dessa malha expandida é vital para o país, somos absolutamente favoráveis, diz Vilaça. Mas o que também precisa ser definido é como funcionará a integração dessa malha expandida com os contratos atuais.

Até setembro, a Valec quer licitar um conjunto de obras que somarão 2.710 km à malha nacional. Juntas, as licitações dessas obras - que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - são estimadas em R$ 10,6 bilhões, segundo a estatal. É um investimento pesado comparado ao que a União gastou com o setor desde a sua privatização, em 1996, até o ano passado - US$ 1,14 bilhão, segundo a ANTF.

As polêmicas devem dominar boa parte das discussões que ocorrem hoje, em Brasília, durante o IV Brasil nos Trilhos, evento organizado pela ANTF. A agenda do encontro, que vai debater a importância das ferrovias para o futuro do país, inclui a participação do presidente Lula e dos candidatos à presidência José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), além de ministros e representantes da indústria ferroviária.

Na pauta das empresas está o propósito de reforçar que o cenário atual das ferrovias, embora muito longe do ideal - calcula-se que seriam necessários 52 mil km de malha para suprir as necessidades atuais -, está bem diferente daquele herdado do governo. Nos últimos 14 anos, as concessionárias investiram mais de R$ 22 bilhões no setor. No mesmo período, o número de locomotivas saltou de 1.154 para 2.876 máquinas e a quantidade de vagões subiu de 43,8 mil para 93 mil unidades. Em impostos, foram recolhidos R$ 11,7 bilhões.

Neste ano, estima-se que as 12 concessionárias ligadas à ANTF vão injetar mais R$ 2,86 bilhões nas operações. Boa parte dos investimentos refere-se a modernização de infraestrutura e pátios logísticos, mas também pesa na conta a manutenção da malha. Calcula-se que 80% das vias atuais tem mais de um século de vida. Só no ano passado, as concessionárias pagaram cerca de R$ 500 milhões ao governo para o aluguel das malhas, comenta Rodrigo Vilaça, da ANTF.

A pressão do governo também deve aumentar sobre a execução de obras de expansão já acordadas com as concessionárias. A ALL está atrasada na execução da malha que vai ligar os municípios de Alto Araguaia e Rondonópolis, no Mato Grosso.

A construção do trecho de 250 km teve início em 2008 e a previsão é que seja concluído até o fim de 2012, com orçamento de R$ 700 milhões. O atraso, de acordo com a ANTF, se deve a fatores como dificuldades de desapropriação e excesso de chuvas. As dificuldades, no entanto, também incluem burocracias, segundo o diretor financeiro e de relações com investidores da ALL, Rodrigo Campos. O cronograma da empresa não está atrasado. O que tem demorado é a liberação de licenças ambientais. Só podemos construir à medida que temos as licenças ambientais, que são concedidas por trechos, comenta.

Outra obra que também está fora do prazo é a ferrovia Nova Transnordestina, projeto controlado pela CSN com custo total de R$ 5,42 bilhões e conclusão prevista para 2012. Seja como for, essas discussões tem um lado positivo, que é o de mostrar que as ferrovias deixaram de ser tratadas como o 'patinho feio' do sistema de transporte brasileiro, diz Rodrigo Vilaça, da ANTF. Hoje, o modal ferroviário responde por 25% do transporte de carga do país. A expectativa é que essa participação salte para 35% nos próximos 15 anos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Decreto altera regras para ferrovias.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferrovíaria):

Decreto altera regras para ferrovias - 10/08/2010 - Valor Econômico

O governo federal bate o martelo amanhã do novo marco regulatório do setor de ferrovias do país, um decreto que altera radicalmente o atual modelo de concessão de uso da malha e que causará tensão com as concessionárias que hoje controlam o setor.

O novo marco regulatório, conforme apurou o Valor, estabelece que, por meio da estatal Engenharia, Construção e Ferrovias (Valec), o governo poderá fazer uso do trecho ferroviário que hoje pertence às concessionárias, mas que não é explorado comercialmente. As informações foram confirmadas pelo presidente da Valec, José Francisco das Neves. "A partir do decreto que será assinado amanhã pelo presidente Lula, colocaremos um fim no monopólio das concessionárias", diz.

Hoje, a malha ferroviária do país atinge 28,5 mil km, mas nem 12 mil km são efetivamente usados. "Isso significa que o governo poderá trabalhar com essa parcela ociosa (cerca de 16 mil km), vendendo o direito de transporte de cargas para empresas interessadas", afirma Neves.

A intenção de mudança do marco regulatório já havia sindo anunciada, e foi agora confirmada por Neves. No modelo atual, a Valec executa as obras de ferrovias e o governo concede trechos a empresas privadas. A nova proposta, no entanto, está mais próxima do modelo de concessão espanhol, diz ele. A Valec passa a ter a função de manutenção e controle da ferrovia, vendendo o direito de uso da malha não utilizada. Com a medida, o governo pretende acabar com o direito de uso exclusivo da ferrovia por determinado concessionário. As novas regras não tiram a exclusividade que as concessionárias detêm em trechos em uso regular.

Procurada pela reportagem, a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), que representa as concessionárias, informou que tinha acabado de receber o texto do decreto e que o material ainda estava em análise pelos advogados da associação. "A única coisa que posso dizer até agora é que há problemas graves no que está proposto", disse Rodrigo Vilaça, diretor executivo da ANTF. "A associação não foi ouvida. Gostaríamos de ter feito parte dessa avaliação. O mais prudente seria que esse decreto fosse prorrogado, para que tenhamos uma posição mais clara sobre a proposta."

No mês passado, a Valec recebeu aumento de capital de R$ 1,037 bilhão, por meio de decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos últimos três anos, o capital social da estatal quadruplicou, saltando de R$ 920,1 milhões em 2006, para R$ 3,680 bilhões.

A atuação da Valec não se limitará à responsabilidade de vender trechos da malha atual. No dia 23, a estatal receberá as propostas de empresas interessadas na construção de 1.670 quilômetros de ferrovias. A licitação, que prevê investimentos de R$ 6,4 bilhões, vai decidir quem fará a extensão da Ferrovia Norte-Sul, de Ouro Verde (GO) a Estrela d ' Oeste (SP); e o início da construção da Leste-Oeste, entre Ilhéus e Barreiras, na Bahia.

O prazo original para início das obras era julho, mas segundo Neves, houve atraso no cronograma devido a mandados de segurança movidos por empresas. "Hoje estamos preparados para cassar qualquer liminar na Justiça. A obra vai começar em setembro", afirma.

Outro projeto que a Valec quer tirar do papel daqui a um mês é a expansão da linha Leste-Oeste, entre as cidades de Campinorte (GO) e Lucas do Rio Verde (MT). O trajeto, que soma mais 1.040 km de linha férrea, é avaliado em R$ 4,2 bilhões. "Estamos apenas aguardando a licença ambiental prévia do Ibama, que deve sair nos próximos dias, para publicarmos o edital", diz Neves.

A expectativa é que os trechos, que adicionam mais 2.710 km à malha nacional, sejam totalmente concluídos em dois anos. Com isso, a rede nacional ferroviária atingiria pouco mais de 30 mil km, índice ainda bem abaixo do que a demanda atual do país exige, mensurada em cerca de 50 mil km.

O papel da estatal no setor, segundo Neves, tem um ciclo para ser cumprido. No futuro, diz ele, não há razões para que a empresa continue a ser 100% estatal. "Há espaço para que, aos poucos, ela seja repassada à iniciativa privada", afirma. O plano da Valec é que, daqui a um ano e meio, a empresa tenha negociado contratos de longo prazo para transporte de carga de empresas, dispensando assim a necessidade de aporte do Tesouro.

domingo, 15 de agosto de 2010

Trem da MRS colide com ônibus em Nova Iguaçu

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Trem da MRS colide com ônibus em Nova Iguaçu - 12/08/2010 - Folha de S.Paulo

Informações preliminares dos bombeiros indicam que 14 pessoas ficaram feridas na colisão entre um ônibus da viação Tinguá e um trem de carga da MRS Logística, em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense). Três delas estão em estado grave. As demais sofreram apenas ferimentos leves.

Elas foram encaminhadas para o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu. Como as vítimas ainda estão sendo socorridas, o número de vítimas pode aumentar. O acidente ocorreu por volta das 19h desta quinta-feira e, segundo os bombeiros, não há registro de mortes.

A colisão ocorreu em um cruzamento da linha férrea com a estrada Luiz Lemos. Ao ser atingido, o ônibus capotou.

Segundo a assessoria da MRS, o trem, cujo prefixo é KCR-1122, tem 26 vagões e viajava de Minas Gerais rumo ao porto do Rio de Janeiro transportando cimento e produtos siderúrgicos.

A empresa recomenda aos maquinistas que, em perímetro urbano, conduzam o trem à velocidade de até 30 km/h.

Ainda de acordo com a assessoria da MRS, uma composição do porte da envolvida no acidente desta noite precisa de 500 a mil metros para parar.

sábado, 14 de agosto de 2010

Projetos de ferrovias estão atrasados em SC

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
Projetos de ferrovias estão atrasados em SC - 08/08/2010 - Diário Catarinense

O cronograma para a implantação de quatro ferrovias em Santa Catarina, incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) anda "fora dos trilhos". As obras de dois contornos ferroviários em Joinville e São Francisco do Sul, no Norte, começaram quando já deveriam estar prontas.

Os projetos executivos das Ferrovia Litorânea, que ligará Imbituba, no Sul, a Araquari, no Norte; e da Ferrovia Leste-Oeste, entre Itajaí e Chapecó, também estão atrasados conforme o primeiro prazo do governo federal. As ferrovias são importantes e urgentes para as regiões porque facilitarão o escoamento da produção agrícola e industrial.

A situação é mais crítica na implantação da Ferrovia Leste-Oeste, conhecida como a Ferrovia do Frango pelo potencial que teria em escoar o produto mais exportado de Santa Catarina.

Empresários do Oeste catarinense esperam há anos para escoar a produção pelos trilhos, mas a julgar pelo último balanço do PAC, que a classificou como "prioridade muito baixa", a espera vai continuar.

No cronograma do governo federal, a licitação para o desenvolvimento do projeto executivo deveria ter sido lançada em setembro de 2009. Mas o processo ocorrerá somente um ano depois, a partir de setembro de 2010.

O anúncio que o traçado seria ampliado até Dionísio Cerqueira, em uma ligação direta com a Argentina, foi feito pela parlamentar Ideli Salvatti há um ano, em uma das vistorias no trecho Sul da BR-101, em Imbituba.
Apesar da divulgação, o edital de licitação para a elaboração do estudo e relatório do impacto ambiental (EIA/Rima) que deveria ter sido feito em agosto de 2009, foi publicado há cerca de 10 dias. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura (DNIT), a demora ocorreu por causa da ampliação do projeto.

O traçado ainda não está definido e já é objeto de discussão. O deputado estadual Edinho Bez propôs, em 2008, uma mudança que não agradou moradores de Curitibanos, na Serra, porque o município cederia o lugar na rota para Ponte Alta. A mudança será definida só depois da conclusão do projeto executivo.
Já a Ferrovia Litorânea que interligará os portos catarinenses, também está atrasada. A previsão era que a ferrovia entrasse em operação em 2011. Serão 235 quilômetros entre Imbituba e Araquari, com a incorporação da Ferrovia Tereza Cristina (entre Tubarão e Imbituba) ao sistema ferroviário nacional.

O estudo de viabilidade ficou pronto em 2002 e foram feitas 45 simulações de traçados em um convênio entre o Estado e o Ministério dos Transportes. A ideia era lançar o edital de licitação do projeto em dezembro de 2007. Até agora, o projeto não ficou pronto. Deveria ser concluído em dezembro, mas o prazo foi adiado para maio.
O Dnit esclarece que o prazo poderá ser prorrogado se houver a necessidade de aprimoramento de estudos. A partir daí, estima-se mais três anos para executar a obra.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

CSN investirá R$ 1,3 bilhão na Transnordestina.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
CSN investirá R$ 1,3 bilhão na Transnordestina - 11/08/2010 - EXAME.com
O vice-presidente financeiro da CSN, Paulo Penido Marques, afirmou hoje (11/08) durante a teleconferência de resultados que a companhia investirá cerca de 1,3 bilhão de reais este ano na construção da ferrovia Nova Transnordestina.
O valor equivale a mais de um terço do total que será investido pela companhia este ano, de 3,4 bilhões - o que comprova quanto o projeto é importante para a CSN hoje. De acordo com o executivo, 535 milhões de reais já foram aportados na ferrovia no primeiro semestre. A previsão é de que a obra seja concluída em 2012.
Nosso custo por quilometro é um dos menores do mundo - nosso cuidado com a execução é muito grande, afirmou Marques. Estamos com a toda fixação e trilhos praticamente prontas e, até o final de 2012, devemos operar essa linha nova e, ai sim, começar a obter ganhos com ela.
Avaliada em 4,5 bilhões de reais, a Nova Transnordestina foi idealizada por Benjamin Steinbruch, cujas empresas CSN e Taquari controlam a Cia. Ferroviária do Nordeste. Além das duas empresas privadas, boa parte dos recursos envolvidos no projeto virá do Finor (Fundo de Investimento do Nordeste) e do FDNE (Fundo de Desenvolvimento do Nordeste). Esses fundos, administrados pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB), participam com recursos que serão transformados em participação acionária.
Para a CSN, a importância do projeto está no ganho de logística que a empresa ganhará quando concluído a obra. A ferrovia terá capacidade para transportar 30 milhões de toneladas de carga por ano. No total, terá 1.728 quilômetros de extensão - 955 são compartilhados com a Transnordestina Logística. A malha passará por diversas cidades de Pernambuco e Piauí e facilitará a entrega de materiais nos portes de Suape e Pecém.
Nossa intenção com os investimentos na Transnordestina, além dos portos e participação na MRS, é fazer da CSN uma empresa de mineração autosuficiente em logística, com a integração dos meios que usamos para fazer entregas aos clientes, disse Marques.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Lucro da ALL cresce.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
Lucro da ALL cresce 126,9% no 2º trimestre - 10/08/2010 - Agência Estado
A ALL, empresa de transporte ferroviário, encerrou o segundo trimestre de 2010 com lucro líquido consolidado de R$ 136,4 milhões, com alta de 126,9% ante os R$ 60,1 milhões registrados no mesmo período de 2009. Os dados consolidados incluem os resultados provenientes da Santa Fé Vagões.
A receita líquida no segundo trimestre aumentou 3,8%, para R$ 792,5 milhões, de R$ 763,4 milhões de abril a junho do ano passado.
As despesas financeiras líquidas foram de R$ 188,9 milhões, com queda de 12,4% ante o mesmo período de 2009 (R$ 215,6 milhões), com os resultados da Santa Fé.
Já na demonstração do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) consolidado, a companhia informou o dado excluindo os resultados da Santa Fé Vagões, sendo que cresceu 11,3%, de R$ 388,9 milhões no segundo trimestre de 2009 para R$ 432,9 milhões. A margem Ebitda teve alta de 2,8 pontos porcentuais, passando de 51,9% no segundo trimestre do ano passado para 54,6%. O lucro líquido da companhia sem a Santa Fé foi de R$ 137,5 milhões, alta de 120,2% sobre o mesmo trimestre do ano passado.
A ALL opera 21.300 quilômetros de malha ferroviária, 1.095 locomotivas, 31.650 vagões, 650 veículos rodoviários, centros de distribuição e áreas de armazenamento.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

BNDES empresta R$614 milhões para Rumo.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
BNDES empresta R$ 614 milhões para Rumo - 04/08/2010 - Valor Econômico
A Cosan obteve, por meio de sua subsidiária Cosan Operadora Portuária, aprovação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para um financiamento de R$ 614 milhões.
Os recursos serão destinados a investimentos na malha ferroviária sob concessão da América Latina Logística (ALL) no trecho de Itirapina (SP) até o porto de Santos (SP), na adequação dos terminais portuários da Rumo Logística - também controlada pela Cosan - em Santos e na construção de um terminal logístico em Itirapina. O financiamento terá um custo total de TJLP mais 1,92% ao ano, com prazo de até 12 anos.
Esses recursos, somado aos R$ 372,5 milhões já aprovados pelo BNDES em dezembro de 2009 e ao aumento de capital de R$ 400,0 milhões a ser realizado por veículos de investimentos administrados pela TPG Capital e Gávea, asseguram o programa de investimentos da Rumo Logística, no montante de R$ 1,2 bilhão, afirma a companhia em comunicado.
"Esta iniciativa confirma o papel fundamental do BNDES como fomentador em investimentos em logística e infraestrutura no país e confirma o plano de negócios da Rumo para transformar a logística de exportação do açúcar brasileiro", destaca a Cosan.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Valec licita estudos da Norte-Sul e Pantanal.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
Valec licita estudos da Norte-Sul e Pantanal - 05/08/2010
A Valec publicou hoje (5) o aviso de licitação para a elaboração dos estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental da Ferrovia Norte-Sul (EF-151), no trecho entre Estrela do Oeste (SP) e Panorama (SP), e da Ferrovia do Pantanal (EF-267), no trecho Panorama a Porto Murtinho (MS).
O edital pode ser impresso gratuitamente no site da Valec ou adquirido através de guia de recolhimento da União (GRU), que deve ser adquirida no site www.stn.fazenda.gov.br , no valor de R$ 50,00.
A entrega das propostas está marcada para 23 de setembro, às 15h, em Brasília.
Outras informações podem ser obtidas através dos telefones (61)2029-6481 ou 2029-6482.

domingo, 8 de agosto de 2010

Standard inaugura unidade em Cambé (PR).

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
Standard inaugura unidade em Cambé (PR) - 27/07/2010
A Standard Logística – maior operadora especializada em logística intermodal frigorificada do Brasil – inaugurou em 16 de julho, em Cambé, no Paraná, a nova unidade de armazenagem frigorificada da empresa. A solenidade reuniu autoridades e empresários que puderam acompanhar na prática o funcionamento intermodalidade da unidade, que atua com armazém e terminal intermodal.
A estrutura tem capacidade para armazenar cinco mil posições paletes nesta primeira fase, chegando a 15 mil posições na segunda etapa do projeto. São 34 mil m² de área total, que abrigam o armazém para cargas frigoríficas e secas, pátio com 60 tomadas para contêineres reefer e depósito para 700 contêineres vazios.
Foram investidos R$ 15 milhões. As operações vão reduzir em até 25% o custo do transporte de cargas por ferrovia e aumentar em 30% a movimentação de contêineres, funcionando como Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex), transportando a carga da ferrovia direto para o navio. Além disso, as atividades na unidade vão gerar cerca de 200 empregos diretos e indiretos na região. As operações são em parceria com a ALL e o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

sábado, 7 de agosto de 2010

Governador do PR veta criação da Ferrosul.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
Governador do PR veta criação da Ferrosul - 05/08/2010 - Paraná OnLine
O governador Orlando Pessuti vetou o projeto de criação da Ferrosul, na manhã de ontem. O projeto promoveria a integração ferroviária do Paraná com Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul e já tinha sido aprovado pela Assembleia Legislativa de três estados.
A iniciativa previa uma sociedade que forneceria 25 % do ativo da Ferroeste, atualmente avaliado em R$ 322 milhões, para cada um dos estados. Futuramente, a malha ferroviária seria integrada entre os estados e poderia chegar até o Chile.
“Como investir em construção de tantos quilômetros de trilhos se a Ferroeste atualmente não consegue sequer pagar o combustível?”, questiona o atual presidente da instituição, Neoroci Antônio Frizzo, favorável ao veto.
Desde que assumiu a presidência, em 14 de julho, ele tenta reestabelecer o equilíbrio financeiro da Ferroeste, que acumula dívidas de R$ 8,5 milhões que não são pagas há mais de um ano. Se não forem pagas até dezembro, o montante pode chegar a R$ 12 mil.
“Esse volume de dívidas, para uma instituição que fatura R$ 1,2 milhão e tem um déficit mensal de R$ 700 mil é inaceitável”, ressalta Frizzo. A empresa coordena 248 quilômetros de ferrovias que ligam Cascavel a Guarapuava.
Um plano de recuperação já está em andamento e haverá ajuda do governo estadual para negociar o parcelamento das dívidas com os dez principais credores.
Os primeiros cortes nos gastos já foram realizados. As más condições das locomotivas e vagões e a falta de manutenção geravam boa parte dos gastos mensais.
Seis locomotivas sucateadas foram devolvidas aos proprietários, gerando uma economia mensal de R$ 65 mil que eram pagos de indenização. A demissão de cinco assessores é outro fator que causou economia de R$ 40 mil por mês.
“Quando assumi encontrei a Ferroeste sob má gestão administrativa dos recursos. Eram pagas até 20 diárias por mês em excessivas viagens da diretoria, por exemplo”, pontua o presidente.
O fim das “brigas” com a América Latina Logística, que administra o resto da malha ferroviária do Estado, também é importante para o desenvolvimento da Ferroeste. O contrato de operação mudará e a empresa privada poderá tracionar nos trilhos da Ferroeste caso haja oferta de carga acima de 130 mil toneladas ao mês.
Apesar de ser contra o projeto da Ferrosul, Frizzo garante que é a favor da integração ferroviária. “Ela é fundamental para o desenvolvimento, mas deve partir da União para que o Paraná seja indenizado por perder o comando da empresa”, afirma.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ferroeste terá mais locomotivas e vagões

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
Ferroeste terá mais locomotivas e vagões - 31/07/2010
A partir deste final de semana, a Ferroeste passará a operar com cinco locomotivas e 109 vagões no trecho ferroviário entre Cascavel e Guarapuava. Dentro de 15 dias mais uma máquina entrará em operação. A ferrovia, com problemas operacionais e financeiros, vinha funcionando apenas com duas máquinas e 60 vagões. O incremento da frota, segundo o presidente Neuroci Antonio Frizzo, integra o plano de recuperação implementado pela nova diretoria.
O presidente da Ferroeste também informou que no final da tarde de quinta-feira (29) durante reunião de trabalho, em Curitiba, foi estabelecida uma reaproximação com a ALL (América Latina Logística), concessionária do trecho Guarapuava-Porto de Paranaguá.
O acordo operacional a ser negociado pelas duas operadoras otimizará o transporte ferroviário entre Cascavel (Ferroeste) e Paranaguá (ALL), as duas pontas da ferrovia que liga o Porto ao Oeste do Paraná.
Neuroci Frizzo disse que a cada duas semanas será realizada uma reunião de trabalho, em Guarapuava, entre representantes das empresas, para acompanhar a evolução das operações conjuntas.
Outra medida da diretoria, com o objetivo de equilibrar a situação econômico-financeira da ferrovia, é a possibilidade de fazer a manutenção das locomotivas e do material rodante nas oficinas próprias da empresa, informa Frizzo.
A diretoria, empossada em 14 de julho, fez um balanço preliminar das contas da empresa e apurou que existe uma dívida de R$ 8,2 milhões, sendo R$ 5,8 já vencidos, além de 47 ações trabalhistas. Os dirigentes estão empenhados em racionalizar custos e melhorar o desempenho operacional da ferrovia para aumentar a arrecadação.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

CAF - Hortolândia, SP.




Algumas fotos da fábrica da CAF em Hortolândia, SP, tiradas em abril de 2010 por Luciano Munhoz, mostrando a montagem dos carros do metrô de São Paulo. Por motivos de falha no sistema do fotolog Terra, estou postando-as aqui mesmo.
VISITEM E COMENTEM:
Boa semana a todos.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Nos Trilhos.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
Nos trilhos
27/07/2010 - PortoGente
Imagine o leitor a quantidade de produtos que compõe a pauta de exportações brasileira. De minério de ferro a ovos. De crina de cavalo a automóveis. E uma quase infinita gama de outros produtos agro-pecuários, minerais e extrativos, digna de um país de dimensões continentais.
Agora, olvide por um instante o minério de ferro, e tal esquecimento significa nada menos de 74,37% da movimentação total das ferrovias nacionais. Esqueça mais nove produtos, e nossos trens movimentariam apenas 9% das suas cargas atuais.
Pois este é o tamanho da distorção na matriz de transportes brasileiras. Bem poucos tipos de carga são movimentados pelos trens, valendo a informação adicional de que, dos apenas 28 mil quilômetros da rede ferroviária nacional, 10% concentram quase todo o volume da carga transportada. E que tal considerar que, enquanto em já inúmeros países existem trens-contêineres com dupla altura, tal a quantidade a ser movimentada, no Brasil apenas 1% da carga ferroviária é conteinerizada?
Os números oficiais (ANTT e Ilos) mostram um panorama "pré-histórico" das ferrovias nacionais, mais desanimador ainda se comparado aos números exuberantes que elas já apresentavam cem anos atrás, quando – mais que mero meio de transporte – eram consideradas indutoras do desenvolvimento nacional, sine qua non. Isto é: sem elas, não haveria desenvolvimento, assim se pensava por volta de 1910.
Foi preciso passarem quatro gerações para que os tataranetos percebessem como seus ancestrais tinham razão. Falam agora em um plano para a partir de 1912 – perdão, 2012 – fomentar os negócios no setor, forçando para que a diferença entre a capacidade da ferrovia e as metas não atingidas seja oferecida a um novo operador logístico, além de se provocar a recuperação de ramais abandonados onde houver demanda pelo transporte.
Se as metas estabelecidas forem as mesmas de 100 anos atrás (basta isso), as atuais operadoras estarão perdidas. Vai faltar trem para atingir aqueles números...
* por Carlos Pimentel Mendes - jornalista e editor do site Novo Milênio (www.novomilenio.inf.br)

domingo, 1 de agosto de 2010

Crescimento expõe falhas nas ferrovias de MG.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
Crescimento expõe falhas nas ferrovias de MG - 25/07/2010 - Hoje em Dia
No momento em que a economia brasileira aponta para um ritmo acelerado de crescimento - a expansão do Produto Interno Bruto pode chegar a 7% em 2010 -, aumenta o risco de os gargalos do setor ferroviário aparecerem.
Em Minas Gerais, onde o modelo ferroviário é usado com intensidade pelo setor mínero-siderúrgico e ganha espaço o transporte de grãos sobre trilhos, a ameaça de engarrafamento toma vulto, pois o Estado ficou de fora dos planos oficiais de expansão da rede. Enquanto espera por um novo marco regulatório que poderá destravar a extensão necessária, o setor amarga com a falta de investimentos federais, apesar da existência de recursos.
No que depender do PNLT (Plano Nacional de Logística de Transporte) do Ministério dos Transportes, a participação das ferrovias na matriz de transportes do país passará dos atuais 25% para 35%.
No entanto, o plano de expansão da malha ferroviária nacional destinada ao transporte de cargas – incluindo PNLT e PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) -, que projeta expansão de 28.476 quilômetros para 40 mil quilômetros nos próximos 10 anos, não prevê aportes em Minas, segundo o presidente da Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária), Vicente Abate.
Especialistas jogam na conta do governo a responsabilidade pela situação atual da malha, que é considerada obsoleta, uma vez que, a partir do modelo de concessão, adotado em 1996, a União teve salto de arrecadação e recuo de investimentos. Procurada, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) não comentou o assunto.
Impostos
Conforme a ANTF(Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários), a arrecadação de impostos gerados a partir das estradas de ferro totalizou R$ 11,7 bilhões de 1997 até o ano passado, somando concessões, arrendamentos e a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), cobrada embutida nos combustíveis.
Os investimentos públicos em ferrovia, de 1997 a 2009, foram de R$ 1,14 bilhão, o que implica um superávit de R$ 10,3 bilhões aos cofres públicos. A projeção da associação para 2010 é de um recolhimento de R$ 1,950 bilhão, e de R$ 2,250 bilhões em 2011.
Segundo o presidente da Abifer, o montante aportado está aquém do necessário e aponta para o não-cumprimento, por parte do governo, do plano de desestatização da malha ferroviária. “O acordo previa que o Governo, mesmo após a concessão, seria responsável por investir no saneamento de gargalos, como passagens de nível críticas e invasões de domínio, muito comuns principalmente no entorno de Belo Horizonte”, afirma Abate.
O presidente da Abifer lembra que a Vale S/A, por meio de sua controlada Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), pretende modernizar o trecho no Bairro Horto, na capital, até General Carneiro, em Sabará. O início das intervenções ainda depende do licenciamento ambiental, e serão aportados R$ 140 milhões. O trecho será redesenhado, e serão construídos dois viadutos ferroviários e dois rodoviários, além de uma trincheira.