NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):
Ferrovia entre SP e Dourados sairá em 3 anos - 09/04/2010 - Fátima News
O senador Delcídio do Amaral (PT/MS) se reuniu em Brasília com o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, para tratar da construção da ferrovia que ligará Dourados à cidade de Panorama, no interior de São Paulo. O investimento, já garantido pelo governo federal, integra a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), lançada na semana passada pelo presidente Lula.
De acordo com Delcídio, a obra, orçada em R$ 2 bilhões, tem prazo de conclusão de três anos. “É um investimento que vai estimular ainda mais o agronegócio na Grande Dourados, porque o novo ramal, em bitola larga, permitirá a ligação de Mato Grosso do Sul a um corredor ferroviário através do qual se pode chegar aos principais portos das Regiões Sul, Sudeste e até mesmo do Nordeste. Com isso, vamos criar um novo canal de escoamento da nossa produção, com grande capacidade de transporte de carga, o que vai baratear o frete, tornar os nossos produtos mais competitivos e diminuir o custo dos alimentos, não só na mesa dos brasileiros, mas favorecendo às exportações”, prevê o senador.
Delcídio conversou também com o presidente da ANTT sobre outro ramal, que poderá ligar Dourados a Porto Murtinho, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.
“O governo federal tem feito gestões junto à Vale, proprietária das jazidas de minério de ferro em Corumbá, para que a empresa escoe a produção através de balsas pelo Rio Paraguai até Murtinho, onde existe um porto fluvial. Ali o minério seria transferido para os trens. Se isso se concretizar, o ramal Murtinho/Dourados está viabilizado. A construção ficará a cargo da VALEC, estatal do governo, vinculada ao Ministério dos Transportes, que atua no ramo ferroviário”, revelou o senador.
Corumbá
Delcídio discutiu com Bernardo Figueiredo a situação do ramal ferroviário que liga Bauru (SP) a Corumbá (MS), que está em mau estado de conservação, especialmente no trecho que vai de Campo Grande a fronteira com a Bolívia. O presidente da ANTT revelou ter conversado com a direção da América Latina Logística-ALL, concessionária da linha, sobre o assunto. A empresa se comprometeu a iniciar ainda este ano serviços de recuperação, com investimentos de R$ 200 milhões, que devem melhorar sensivelmente as condições de tráfego na ferrovia. Se as obras não forem realizadas, a ANTT poderá até cassar a concessão.
“Essa é uma luta que eu, o deputado Paulo Duarte e o governo do estado, através dos secretários Edson Girotto (Obras) e Carlos Alberto Menezes (Meio Ambiente), estamos envolvidos diretamente. Temos que restaurar a ferrovia para permitir a volta do Trem do Pantanal no trecho Miranda/Corumbá e também para ampliar a capacidade de transporte de carga no ramal. Em todo mundo é o transporte de mercadorias que viabiliza o funcionamento dos trens de passageiros”, ponderou o senador.
O senador Delcídio do Amaral (PT/MS) se reuniu em Brasília com o presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, para tratar da construção da ferrovia que ligará Dourados à cidade de Panorama, no interior de São Paulo. O investimento, já garantido pelo governo federal, integra a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), lançada na semana passada pelo presidente Lula.
De acordo com Delcídio, a obra, orçada em R$ 2 bilhões, tem prazo de conclusão de três anos. “É um investimento que vai estimular ainda mais o agronegócio na Grande Dourados, porque o novo ramal, em bitola larga, permitirá a ligação de Mato Grosso do Sul a um corredor ferroviário através do qual se pode chegar aos principais portos das Regiões Sul, Sudeste e até mesmo do Nordeste. Com isso, vamos criar um novo canal de escoamento da nossa produção, com grande capacidade de transporte de carga, o que vai baratear o frete, tornar os nossos produtos mais competitivos e diminuir o custo dos alimentos, não só na mesa dos brasileiros, mas favorecendo às exportações”, prevê o senador.
Delcídio conversou também com o presidente da ANTT sobre outro ramal, que poderá ligar Dourados a Porto Murtinho, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.
“O governo federal tem feito gestões junto à Vale, proprietária das jazidas de minério de ferro em Corumbá, para que a empresa escoe a produção através de balsas pelo Rio Paraguai até Murtinho, onde existe um porto fluvial. Ali o minério seria transferido para os trens. Se isso se concretizar, o ramal Murtinho/Dourados está viabilizado. A construção ficará a cargo da VALEC, estatal do governo, vinculada ao Ministério dos Transportes, que atua no ramo ferroviário”, revelou o senador.
Corumbá
Delcídio discutiu com Bernardo Figueiredo a situação do ramal ferroviário que liga Bauru (SP) a Corumbá (MS), que está em mau estado de conservação, especialmente no trecho que vai de Campo Grande a fronteira com a Bolívia. O presidente da ANTT revelou ter conversado com a direção da América Latina Logística-ALL, concessionária da linha, sobre o assunto. A empresa se comprometeu a iniciar ainda este ano serviços de recuperação, com investimentos de R$ 200 milhões, que devem melhorar sensivelmente as condições de tráfego na ferrovia. Se as obras não forem realizadas, a ANTT poderá até cassar a concessão.
“Essa é uma luta que eu, o deputado Paulo Duarte e o governo do estado, através dos secretários Edson Girotto (Obras) e Carlos Alberto Menezes (Meio Ambiente), estamos envolvidos diretamente. Temos que restaurar a ferrovia para permitir a volta do Trem do Pantanal no trecho Miranda/Corumbá e também para ampliar a capacidade de transporte de carga no ramal. Em todo mundo é o transporte de mercadorias que viabiliza o funcionamento dos trens de passageiros”, ponderou o senador.
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Nova ferrovia latina repercute na Argentina - 09/04/2010 - Correio Braziliense
O projeto de construção de uma ferrovia que ligará o Brasil e o Chile, passando pela Bolívia, foi destaque nesta sexta-feira (9/4) na Argentina. A agência oficial de notícias Telam, citando informações divulgadas pelo ministro dos Transportes boliviano, Walter Delgadillo, disse que a ferrovia utilizará um trem elétrico e não apenas unirá uma vasta extensão de seu país mas também facilitará as exportações do Brasil, melhorando as possibilidades de levar sua produção ao Oceano Pacífico.
Este foi um dos vários projetos analisados em La Paz, capital boliviana, entre o assessor especial da Presidência da República brasileira, Marco Aurélio Garcia, e autoridades locais. Garcia chegou à Bolívia na última terça-feira (6/4) e encerrou nesta quinta-feira (8/4) a série de reuniões mantidas entre técnicos e empresários dos dois países.
Hoje, em La Paz, o ministro boliviano dos Transportes, Walter Delgadillo, divulgou novos detalhes sobre o projeto, que ainda está em fase inicial de estudos, segundo informações da Agência Boliviana de Informação (ABI).
Delgadillo revelou que a construção da ferrovia vai precisar de investimentos que chegam a US$ 100 milhões e terá preocupação com a preservação do meio ambiente. Por isso, os técnicos brasileiros e bolivianos optaram inicialmente pelo uso de um trem elétrico.
De acordo com o ministro boliviano dos Transportes, estuda-se a formação de um consórcio multinacional entre o Brasil e a Bolívia, havendo a possibilidade da entrada da China e da Índia no projeto. A experiência da Índia na construção de ferrovias, disse Walter Delgadillo, poderá ser muito útil ao projeto.
O ministro Walter Delgadillo disse que a ferrovia vai fazer parte de um sistema integrado de transporte que o governo boliviano quer implantar, com ligações entre o rodoviário, aéreo e fluvial.
O projeto de construção de uma ferrovia que ligará o Brasil e o Chile, passando pela Bolívia, foi destaque nesta sexta-feira (9/4) na Argentina. A agência oficial de notícias Telam, citando informações divulgadas pelo ministro dos Transportes boliviano, Walter Delgadillo, disse que a ferrovia utilizará um trem elétrico e não apenas unirá uma vasta extensão de seu país mas também facilitará as exportações do Brasil, melhorando as possibilidades de levar sua produção ao Oceano Pacífico.
Este foi um dos vários projetos analisados em La Paz, capital boliviana, entre o assessor especial da Presidência da República brasileira, Marco Aurélio Garcia, e autoridades locais. Garcia chegou à Bolívia na última terça-feira (6/4) e encerrou nesta quinta-feira (8/4) a série de reuniões mantidas entre técnicos e empresários dos dois países.
Hoje, em La Paz, o ministro boliviano dos Transportes, Walter Delgadillo, divulgou novos detalhes sobre o projeto, que ainda está em fase inicial de estudos, segundo informações da Agência Boliviana de Informação (ABI).
Delgadillo revelou que a construção da ferrovia vai precisar de investimentos que chegam a US$ 100 milhões e terá preocupação com a preservação do meio ambiente. Por isso, os técnicos brasileiros e bolivianos optaram inicialmente pelo uso de um trem elétrico.
De acordo com o ministro boliviano dos Transportes, estuda-se a formação de um consórcio multinacional entre o Brasil e a Bolívia, havendo a possibilidade da entrada da China e da Índia no projeto. A experiência da Índia na construção de ferrovias, disse Walter Delgadillo, poderá ser muito útil ao projeto.
O ministro Walter Delgadillo disse que a ferrovia vai fazer parte de um sistema integrado de transporte que o governo boliviano quer implantar, com ligações entre o rodoviário, aéreo e fluvial.
