Acima: trilho TR-45 importado dos EUA, com a data de 1896, em um canto do pátio de Rio Claro, esperando para ser usado numa obra próxima. Foto do autor.quarta-feira, 24 de março de 2010
Marcas do que se foi...
Acima: trilho TR-45 importado dos EUA, com a data de 1896, em um canto do pátio de Rio Claro, esperando para ser usado numa obra próxima. Foto do autor.domingo, 21 de março de 2010
Vagões Antigos.

Sem alarde e sem que ninguém percebe-se, a ALL retirou de suas oficinas de Rio Claro três raridades da antiga CPEF. Trata-se de três vagões troley para a manutenção da caternária, que estavam abandonados dentro do perímetro dos prédios. Escondidos no meio de outros vagões que aguardam reforma, esses velhos guerreiros de madeira se encontram com várias pranchas de transporte de trilhos, rodeiros e de manobras em linhas mistas, cerca de dez tanques antigos, outras tantas gôndolas e mais duas filas de vagões graneleiros, hoppers, fechados, gôndolas, tanques e etc, esperando reforma.
Com a retomada da construção da Ferronorte, tais vagões podem ser usados para o transporte de peças e pessoal, e é bem capaz que possam ser reformados (estão na fila de vagões com inscrição "A Reformar").
Mas as chances maiores é que eles vão para Triagem mesmo, onde está sendo reunido todas as locos, vagões e carros inservíveis a ALL. Ao pessoal de Rio Claro e região, eles estão perto da entrada da estação pelo lado do pátio. É uma oportunidade única para quem nunca viu esses vagões de perto, ou nunca fotografou-os.
E para quem gosta de sonhar, comecem a torcer para que eles (e o vagão de solda que ainda está dentro da oficina) sejam recuperados e jogados na via permanente como fizeram com o vagão gabarito CPEF que agora roda na Malha Sul da ALL.
terça-feira, 16 de março de 2010
A estação de Rio Claro Nova.
Acima: as fundações da demolida estação, no reluzente sol de novembro. Foto do autor.20 Anos do Calote aos Contribuintes.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Restos Mortais da RFFSA.
Acima: na estação de Corinto, ex-EFCB, repousa o antigo Trem do Sertão. Em todos os cantos do Brasil se vê isso. Foto: Gutierrez L. Coelho, 2008.terça-feira, 9 de março de 2010
Lembranças do OVO Kinder.

Acima: modelos de aviões que vieram no Ovo Kinder, na década de 1990, já montados, e as instruções de montagem. Acervo do autor.quinta-feira, 4 de março de 2010
Resposta a comentários II
RESPOSTA A STORM (Salto de Fé na Linha do Trem - dia 05/11/2009): Amigo, sempre que leio essa história também me emociono. Qualquer um faria isso para ajudar uma criança.
RESPOSTA A ANÔNIMO (O Atentado no Fokker 100 - dia 19/12/2009): agradeço a colaboração, amigo, tenho as reportagens que passaram na televisão na época, mas meu vídeo deu pau e eu não consegui assistir para verificar direito as informações.
RESPOSTA A MARCUS SOUZA (O Atentado no Fokker 100 - dia 19/12/2009): apesar da má fama por causa das quedas que ele sofreu na TAM, o Fokker 100 é um bom avião.
RESPOSTA A PARAH (Ferro de Engomar - dia 12/12/2009): infelizmente o site que contava a eletrificação da EFCB no Yahoo saiu fora do ar na época em que fui fazer esse artigo, então tive que fazer meio que de memória, agradeço as correções feitas.
RESPOSTA A FLÁVIO (O Fim da Ferrovia em Rio Claro - dia 01/12/2009): Flávio, você tem que correr mais que nunca agora, pois já foi assinada a erradicação do trecho entre as oficinas e Batovi. É um passeio melancólico. Deixo aqui a sugestão a você e a todos que forem em Batovi conversarem com o subprefeito, que tem idéia de restaurar a estação, para dar apoio moral a ele (as vezes vale mais que uma doação em dinheiro nesses tempos que só se fala em abandono e erradicação).
RESPOSTA A AISLAN (O Abandono das Cabines de Sinalização - dia 19/11/2009): Aislan, se não expliquei melhor é porque nem eu mesmo sei direito como funcionava. Vou pesquisar melhor e depois farei novo artigo só explicando como que funcionava. E sem satélite e computador.
RESPOSTA A DENÍLSON (As Fases de Pintura das GP's no Brasil - dia 13/08/2009): amigo, o ronco da GP é algo indescritível, nos lembra os tempos antigos da FEPASA e EFA.
RESPOSTA A BEL (Antigos Vagões da NOB - dia 09/08/09): Bel, alguns podem até ser tombados, mas as prefeituras não cuidam, a maioria está abandonada mesmo, e o destino é a demolição infelizmente. Há menos que alguém faça algo para impedir isso.
RESPOSTA A LUIZ ALONSO (Antigos Vagões da NOB - dia 09/08/09): Luiz, não é fácil comprar carros de passageiros. Converse com a ABPF Associação Brasileira de Preservação Ferroviária que eles podem orientá-lo, procure o site deles no google, não sei o endereço.
RESPOSTA A JACKSON (As Locomotivas Box da CPEF - 12/06/2009): Hehehe, fico feliz em saber que ajudou vc. Também já fiz trabalhos escolares com o tema ferrovia.
RESPOSTA A ANÔNIMO (O T.I.M. da FEPASA - 04/08/2009): felizmente eu estava errado, amigo, essa loco foi recuperada e hoje opera na manobra em Santos. Felizmente uma sobreviveu.
RESPOSTA A ANÔNIMO 2 (O T.I.M. da FEPASA - o4/08/2009): amigo, na verdade a RFFSA deveria continuar existindo, deveria ficar operando os trens de passageiros, os vagões e locomotivas que as concessionárias não quiseram. Agora, se voltaremos a ter uma FEPASA, isso creio que nunca mais.
Agradeço a visita e comentário de todos. Continuem comentando nesse blog, e colaborando com correções e informações. Abraços, T+.
quarta-feira, 3 de março de 2010
North American T-6: treinador de gerações.

Acima: North American T-6G da Força Aérea Brasileira. Reprodução.
Na década de 1930, a North American, renomada industria de material aeronáutico nos EUA, recebeu uma encomenda da Força Aérea do Exército dos EUA para um avião treinador multi-uso. Em 1938, surgia o modelo Treinador 6, chamado T-6. Imediatamente foi considerado o melhor treinador pelos cadetes e instrutores. Em poucos meses as encomendas se multiplicavam para diversos países.
Uma lenda diz que o famoso caça Zero dos japoneses foi baseado no T-6, algo que não é verdade, apesar de ambos terem surgido ao mesmo tempo. O Zero é um caça de ataque, desenvolvido no Japão paralelamente ao North American, sendo este para treinamento e missão antiguerrilha.
Com a 2ª Guerra Mundial, milhares desses aviões foram fabricados e exportados para diversos países, como Espanha, Portugal, Inglaterra, Russia, Romênia, China, França, Noruega, Brasil, México, Argentina, Etiópia e até mesmo Alemanha, comprados de segunda mão, e pelos japoneses, capturados na Malásia em dezembro de 1941.
Nos EUA, os T-6 operaram depois da guerra até os anos 1950, quando grande quantidade foi desmobilizada, e muitos desses foram vendidos para particulares, que os mantém em vôo até hoje.
No Brasil, os North American passaram a chegar em 1939 para a Marinha, sendo do modelo NA-46 de trem de pouso fixo, com doze unidades operadas entre 1939 e 1951. Em 1940 chegaram 30 NA-72 para o Exército, estes operados entre 1940 e 1952. Em 1941 ambos os modelos passaram para a recém criada FAB - Força Aérea Brasileira.
Em 1942 começaram a chegar os primeiros NA-T6 verdadeiros, para serem usados no treinamento avançado, patrulha, calibração de rádio, bombardeio leve, e até mesmo como caças. Até o fim da guerra, foram recebidos 453 aviões do modelo T-6, subdivididos nas variantes B (10 unidades), C (71), D (428), G (78) e SNJ5C (20 unidades). Posteriormente, alguns T6-B foram modificados para a variante G.
Em 1955, começaram a ser usados também pela AFA (Academia da Força Aérea) para demonstração aérea, surgindo finalmente a Esquadrilha da Fumaça, que operou com esses aviões até 1976, com alguns intervalos de uso por outros aviões.
Em 1976, foram desativados os últimos NA T-6 da FAB, em quantidade de 78. Alguns foram para museus, outros exportados, alguns continuaram voando, e a imensa maioria foi vendida como sucata. Hoje no Brasil ainda existem vários desses aviões: três voando no Circo Aéreo Esquadrilha OI, cinco em museus, pelo menos uns dez em monumentos espalhados pelo país, e alguns abandonados em aeroportos, esperando que alguém os reforme e arque com os custos de combustivel (feito numa época onde a gasolina azul custava 3ç de dólar, hoje o T6 e diversos aviões da mesma época e posteriores são considerados "beberrões").
Até hoje quem voa num NA-T6 considera-o o treinador de gerações inteiras de pilotos de caça, comercial, desportivos. Desses aviões saiu um dos maiores pilotos de exibições do mundo, o Coronel Braga, ex-comandante da Esquadrilha da Fumaça, que ganhou um T-6 da FAB nos anos 1970 e outros nos anos 1980, sendo considerado o maior piloto de T-6 de todos os tempos (registrado no Guinness Book de 1996). Morreu ele no inicio dessa década, e seu avião (um deles) hoje está em São Carlos no Museu Asas de Um Sonho. O outro está no Musal, e ambos ainda podem voar...
(PS: perdoem-me pelos erros que esse histórico podem conter, caso alguém queira acrescentar algo por favor comente aqui ou no meu fotolog).
