
A alguns meses, escrevi um resumo sobre a história do projeto espacial Pionner e Voyager, que consistia em ser as primeiras viagens para os chamados planetas gigantes de gás e gelo, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
Em 1990, a Voyager 2 já tinha passado pela órbita de Plutão (que ainda era um planeta comum) e seguia para o infinito universo. Mas antes, através do comando da NASA em Houston, ela virou suas câmeras para trás, para mostrar para nós, humanos, pela primeira vez, como é nosso sistema solar visto já de fora dele (o que até então só era possível por gravuras imaginadas).
Após algumas semanas, era divulgada duas imagens que se tornaram famosas. A primeira mostrava o Sol e seus nove planetas, numa imagem montada para que unisse todo o sistema.
A segunda não teria nada especial, se não fosse um ponto azulado, pequenino, diminuto, visto a 6,4 bilhões de quilômetros de distância, pela lente da Voyager. Do tamanho máximo de 4 pixels da foto, mostrava nossa casa, nosso planeta Terra.
E nessa hora pensamos: como nós podemos estar destruindo isso? Essa é nossa casa, que se numa foto dessa distância não é nada, imagine-se perto do universo. Não há outro lugar para nós morarmos, e mesmo que haja, está tão longe que não conseguiremos alcançar. E nós, humanos, continuamos a destruir, a poluir, a nos matar, na vã esperança de achar uma nova casa para fazer o mesmo que aqui...
Numa época em que tanto se falou do fórum de Davos, que foi um fracasso, essa foto é para refletirmos: nosso pequeno planeta está se vingando com terremotos, furacões, etc. Quando pararemos de destrui-lo?



