terça-feira, 29 de setembro de 2009
Brasil Ferrovias: a história.
domingo, 27 de setembro de 2009
Santa Cruz e Vera Cruz
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Expresso Cruzeiro do Sul.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Estação Fortaleza, CPEF.

A estação Fortaleza foi inaugurada em 1885 na linha da Estrada de Ferro Rio Claro que ligava São Carlos a Araraquara. Foi uma das únicas estações que a CPEF não reaproveitou quando do alargamento do trecho nos anos 1920. Em 1922, com a inauguração da linha larga entre São Carlos e Araraquara, Fortaleza foi desativada, sendo construída uma nova estação, 400 metros além dela.
A nova estação ficou com o mesmo nome (Fortaleza) por poucos meses, logo sendo trocado para Chibarro, nome de um córrego da região. Na verdade, o nome Fortaleza é de uma fazenda que ainda existe na região. Essa estação foi abandonada depois de 1986 (na época já não era estação, mas funcionava como escola), sendo que hoje está depredada e sem pátio. O interessante é que o velho distico Fortaleza ainda aparece na estação, muito apagado, pouco acima do nome Chibarro. E isso mais de 80 anos depois.
E, coisa rara na história das antigas estações, não é só o nome que sobrevive, mas a estação original ainda existia em 2002, sendo usada por uma fazenda como depósito e armazém. Está descaracterizada, meio abandonada, mas ainda resiste. Uma estação que resistiu ao tempo, cujo nome não foi apagado dos relatórios e pelas pinturas posteriores da nova estação...
Coisa que não ocorreu com muitas outras estações...
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Paralisação das postagens.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Trilhos abandonados em Rio Claro SP.


As duas fotos acima foram tiradas por mim em fevereiro de 2009. A má qualidade da foto se dá por estar escurecendo e por a câmera estar com o foco errado. Mas retratam a queda de um poste de telégrafo da FEPASA que ficava no fim da avenida de casa, além de parte dos trilhos abandonados no centro da cidade.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Estação Simplício da Leopoldina.
Acima: A estação Simplício, em abril de 1980, na última viagem do chamado "Trem Mineiro". Foto: Jornal do Brasil.


sábado, 12 de setembro de 2009
Estação do Aterrado.
Acima, já perto do fim e em ruínas, em 2001. Foto de Edson Castro.quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Triagem Paulista em 1999.

Olhando melhor a foto agora, vejo que isso não é Triagem Paulista, e sim o pátio da CPTM na estação da Luz, em São Paulo. Mas tudo bem, não muda muito a história do mesmo jeito. As locos que estão na foto, exceção da V8 com pintura fase II Fepasa ainda estão nesse pátio, abandonadas.
As outras V8, Vandecas e Russas foram para Triagem Paulista, estação inaugurada na década de 1940 pouco antes de Bauru. Na verdade, como o nome diz, era uma estação que selecionava as cargas para os trens que seguiam pelo então ramal de agudos, linha de Tupã, estação central da Noroeste.
Sempre foi um ponto importante na ferrovia brasileira, mas desde o inicio dessa década que agora se fecha está abandonado, com desvios cheios de vagões e locomotivas elétricas ou diesel abandonadas, sendo roubadas, cortadas, demolidas, trilhos sendo retirados, etc...
Só voltou a respirar depois que a ALL reativou o transporte de combustível na região, e com a volta dos trens para Tupã, mesmo que dois diariamente apenas, já ocorrem algumas manobras em seus desvios. Mas o que antes era um pátio cheio de trens para partir ou para manobrar, hoje é só vazio e mato...
sábado, 5 de setembro de 2009
Locomotivas Krauss-Máffei da EFVM.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Estação de Ubá, CPEF.
Acima: o fim da estação. Ao invés de um lugar para passageiros e cargas embarcarem, restou uma palmeira. Nem a plataforma escapou. Foto de Rauph Mennucci Giesbretch, 1996.
Em 1916, com a construção da nova linha da CPEF ligando Rio Claro a São Carlos, por fora da serra dos padres, por onde já seguia a linha da antiga Rio Claro Railway, vários pátios e estações surgiram. Respectivamente, Batovi, Camaquã, Itapé, Graúna, Ubá, Itirapina e Visconde do Rio Claro Nova foram inauguradas entre 1916 e 1920.
Mas essa nova linha não duraria muito também. Cheia de curvas, era mais uma linha provisória, que durou cerca de 70 anos, até que a FEPASA, sucessora da CPEF, iniciou a construção de uma nova linha. Projeto antigo da Paulista, seria uma retificação de toda a linha entre Hortolândia e Itirapina.
Entre os anos 1975 e 1985 a nova linha foi construída. Inicialmente, o trecho entre Batovi e Itirapina foi reconstruído, e a linha de 1918 foi desativada em 1978. A estação Ubá, retratada acima, foi apenas uma das desativadas e uma das duas que não teriam novas versões na linha nova. Em 1980, a linha entre Santana (posto provisório entre Rio Claro Velha e Santa Gertrudes) e Batovi Nova foi inaugurada, desativando um pequeno ramal que ainda chegava na antiga Batovi. O trecho entre Santana e Batovi Nova, que passa por Rio Claro Velha, sobreviveu até hoje, com parte desativada e parte funcionando.
O resto da linha nova, entre Rio Claro Novo e Cordeirópolis, Cordeirópolis a Limeira, e uma minivariante em Americana, foram abandonados em construção. No resto do trecho que seria construído, nada saiu do papel.
Ubá já não existe mais, nem resquícios da estação e plataforma, como Graúna e Camaquã. A história de mais algumas estações que foram riscadas do mapa.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
O Cometa da SPR.

Quando ouvimos falar hoje de TAV, pensamos que a velocidade nos trens é coisa nova. Mas não é. Quando em 1870 uma locomotiva a vapor chegou aos 103 km/h, e dez anos depois aos 150 km/h, ficou provado que a velocidade nos trens era vantajosa, ao contrário de antes, quando andavam lentos, em parte pela pressão popular, em parte pelo desenvolvimento tecnológico da época.
E a tração a diesel? Na virada do século XIX para o XX, era utopia pensar em locomotivas diesel. Os primeiros automóveis eram caros, e o dirigivel era algo incrível demais, afinal um balão com motor a gasolina era algo temerário. Seu uso era subestimado pelo vapor. Mesmo assim, muitos insistiram no seu uso (Santos Dumont foi um desses, e conseguiu voar). Nas ferrovias, surgiam as primeiras locomotivas a vapor movidas em parte por carvão ou lenha, parte por diesel.
Na década de 1920, ainda patinava o uso de locomotivas a diesel no mundo, quando a empresa Armstrong da Inglaterra começou a produzir o primeiro trem articulado a diesel. Era algo revolucionário na época, trens movidos a diesel, com truques articulados e com cinco carros, além que o peso era três vezes menor que um trem convencional. Na Inglaterra, várias unidades foram vendidas, e algumas exportadas para as ferrovias inglesas no mundo inteiro.
A então SPR, São Paulo Railway, que comandava o monopólio da Santos-Jundiaí para transporte ferroviário de cargas do interior para o porto, resolveu comprar uma unidade experimental, munida de um carro motor, três carros articulados e mais um para acoplar a outros comuns. Batizado cometa, realizou seus testes iniciais entre São Paulo (Luz) e Jundiaí.
No mesmo ano, fizeram o teste na serra, onde o impossível ocorreu. Pela primeira vez, um trem conseguiu subir o trecho de Raiz da Serra a Paranapiacaba a 100 km/h sem o uso do funicular. Nos testes seguintes, foi para 120, 130, 140, 145, 150 km/h na serra, e quase 165 no planalto. Em fins dos anos 1920, inaugurava-se o serviço expresso da SPR, com o cometa. Um ano depois, chegavam mais dois trens: o Estrela e o Planeta, que eram a mesma coisa que o Cometa, mas tinham aerodinâmica melhor que este.
Durante mais de 40 anos os três trens realizaram os serviços entre Santos e São Paulo, acoplando-se mais carros normais no trem, ou mexendo entre as composições, ou livres de peso. Por serem silenciosos perto do trem a vapor, e serem rápidos, muitos funcionários do pátio nevoento de Paranapiacaba morreram atropelados pelo "Fantasma da Morte", como ficaram conhecidos no local. Tiveram papel importante em 1932 na Revolução Constitucionalista e em 1943, na II Grande Guerra Mundial, levando tropas, refugiados, feridos.
Em 1948, com o fim da concessão inglesa na ferrovia, foi criada a Estrada de Ferro Santos Jundiaí.
Finalmente, em 1960, por falta de peças e por velhice, o último dos três trens espaciais da SPR se aposentou...
Até hoje, é possível ver os restos desses trens, que foram os avôs dos TAVs de hoje. Dois carros do cometa, um do Estrela e o carro motor do Planeta jazem abandonados em Paranapiacaba, como o fantasma do passado glorioso deles. Sem conservação, ameaçam sumir logo, na ferrugem. Logo eles, que são os únicos que ainda existem no mundo. Muito se falou em reforma-los, até a Inglaterra queria eles para tal, mas nada saiu da papel.
Quem sabe, quando sair, seja tarde demais. A preservação desses carros é urgente, e eu espero sinceramente que a prefeitura de Santo André, ABPF, governo estadural, governo federal e o governo inglês consigam reformar o velho Cometa.






