
Constituída por fazendeiros da região da alta paulista, a Cia. Douradense tinha ramais que se interligavam com a CPEF, Rio Claro Railway e Estrada de Ferro Araraquara. Seus trilhos partiam de São Carlos para Ribeirão Bonito, Tabatinga, Dourados, Novo Horizonte e outros ramais menores. Já deficitária desde os primeiros anos, foi incorporada pelo governo na década de 1930.
Na década de 1950, foi vendida para a CPEF, que assumiu os trens e ramais. Na época, em seu plano de expansão, parte dos trilhos foram ligados aos ramais da antiga Estrada de Ferro São Paulo-Goiás. Os investimentos feitos pela CPEF na década de 1950 incluíram a compra de locos a diesel modelo Alco RSD-8 para a linha de 200 km entre São Carlos e Novo Horizonte.
Mas em 1961, com a estatização da CPEF, as obras perderam fôlego. Em 1966, os ramais da SPG, de Analândia, de Aurora e outros pequenos, incluindo vários da Douradense, foram desativados. Também a parte do tronco da Dourandese, entre Tabatinga e Novo Horizonte, que não havia recebido investimentos, foi erradicada. Em 1969, após retificações e compra de novo material rodante para o principal ramal métrico ainda em funcionamento, chegava a ordem de desativação entre São Carlos e Tabatinga (ordem que já existia desde 1966, mas que não foi cumprida). Na noite anterior, passara o último trem misto, levando vagões parados nos pátios, e já na manhã seguinte as obras de retirada dos trilhos eram avançadas. Alguns dias depois, nada restava da Cia. Estrada de Ferro do Dourado.
Apenas fotos, locomotivas e estações ficaram para contar a história. E como tudo nesse Brasil, o dinheiro gasto nas obras de melhoramento do trecho entre São Carlos e Novo Horizonte se perdeu em menos de 20 anos.










