Em 1924 chegavam as primeiras locomotivas série 400, C+C, da Baldwin, apelidadas "quadradas". Empregadas principalmente para o serviço de cargas e passageiros não expressos, elas inauguraram a linha elétrica até São Carlos. Nesse mesmo ano chegaram a primeira série de manobreiras elétricas B+B também da Baldwin, numeradas como série 500, as populares "baratinhas". A característica principal dessas Box era que suas frentes eram baixar, mais aerodinâmicas e facilitavam a visão do manobrador. Também foram usadas para cargas e trens de Socorro.
Entre 1928 e 1930, chegou a segunda parte da série 400, dessa vez maiores e mais potentes, mas ainda aerodinâmicamente semelhantes as de 1924. Foram numeradas de 420 a 428, rodagem 1-C+C-1, com 1500 hp de potência, e apelidadas de "quadradonas", sendo que esssas eram de fabricação da GE. Eram as mais poderosas elétricas do Brasil em sua época.
Durante a década de 1930, com a eletrificação avançando até Rincão no tronco principal, e Jaú no então ramal de Agudos, surgiu a necessidade de novas locomotivas. Sobre essas locomotivas e as posteriores tratarei em outra ocasião.
Das elétricas da década de 1920/1930, restaram poucas. Uma 1-C+C-1 de 1922, uma C+C de 1923, quatro baratinhas de 1924 (sendo que uma ainda pode rodar) e uma C+C de 1924 (a nº 413, renumerada pela FEPASA como 6413). Todas estão em Jundiaí, exceção da C+C que está em São Paulo, na ABPF, esperando recuperação. As 1-C+C-1 de 1928/1930 foram todas desativadas, não restando nada para a posteridade.





















