Acima: visto da plataforma, o pátio e as casas ferroviárias estão abandonadas. Foto de K. S.Construída no inicio de século XX, a estação Guanabara seria a estação secundária da CMEF na região de Campinas. As mais importantes na época eram Jaguariúna e Campinas (esta era da CPEF, mas servia como ponto inicial para a Mogiana).
Localizada apenas um quilômetro da estação da CPEF, e após várias reformas até os anos 1940, foi a única estação da Mogiana que ficou com cara de estação da Paulista. O motivo disso também era que ali partiam os trens da Sorocabana pelas linhas da antiga Ituana. Resumindo: Campinas era entroncamento de três ferrovias, e a estação Guanabara era peça importante na cidade.
No fim dos anos 1960/70, a retificação da linha da CMEF e EFS para a região de Boa Vista fez com que a grande estação fosse desativada e seus trilhos retirados. Pouco depois a FEPASA vendia o terreno para a prefeitura, que detém ele até hoje. Não mais se investiu na preservação do prédio, que ficou em péssimas condições numa área valorizada da cidade.
Nos anos 1990, quando da idéia do VLT, tencionou-se fazer ali uma parada. Grave erro. A estação Guanabara deveria ser o ponto principal do sistema, mas nunca viu os trilhos chegarem novamente em seu pátio. Ao invés disso, o VLT tinha sua parada principal ao lado da estação da CPEF, um local sem muito movimento e no meio do pátio de manobras antigo. Um local muito mal escolhido. Para tanto o sistema não deu certo. Talvez com a estação Guanabara incluída já na primeira fase, não ocorreria isso.
Em 2004, surgiu a possibilidade de reformar e utilizar a velha estação para algo. Uma universidade arrendou o terreno para seu curso de arquitetura. Na realidade, alguns meses depois, um escândalo acabava com a parceria entre essa universidade e a prefeitura de Campinas. Descobriu-se que a intenção era derrubar a estação, as casas da vila ferroviária e construir um prédio novo no local. Felizmente a sociedade se mobilizou e impediu isso.
Dois anos depois, a fachada externa da estação foi reformada por uma empresa de arquitetura em parceria com entidades preservacionistas. Mas não tocaram dentro do prédio, pois o rolo com a universidade ainda continuava, já que essa entrara na justiça alegando ter um documento que permitia eles derrubarem o prédio, já então tombado pelo Condephat (não sei se é assim que se escreve).
Em 2007, apesar de ainda não ter sido reformado internamente, a parte da plataforma e a cobertura de zinco foram trocados e refeitas. No fim daquele ano uma companhia de teatro usava o local do pátio e da plataforma como escola, e se tencionava reformar o resto do prédio para que eles assumissem a guarda dele, além da ABPF instalar um museu numa das salas da estação.
Desde então nada mais ouvi sobre o local, nem sobre o que ocorreu com a história do documento da universidade. Espero que pelo menos a estação ainda esteja lá, mesmo que já abandonada novamente. Pior será se ela for para o chão. Só que espero que os campinenses não deixem isso ocorrer.
Qualquer informação nova ou correção será bem vinda.

Eu gostaria de saber o andamento do pátio da estação. As coisas foram todas derrubadas; visto que, meses atrás, passei por lá e várias casas demolidas.
ResponderExcluirO que será feito no local?
Gostaria de mais fotos no site, das casas...
Grato, Alberto
e-mail: jasribeiro2009@hotmail.com
Alberto, sugiro entrar no site do Ralph Giesbretch, Estações Ferroviárias, que lá tem todo o histórico atualizado das estações brasileiras. Abraços.
ResponderExcluir