Acima: antes de ser reformada, a Zezé Leone ficou escondida durante anos num galpão em Minas Gerais.A Zezé Leone é uma locomotiva Pacific 4-6-2, da Alco, que foi doada pelo rei Alberto (Bélgica) nos anos 1930 para a EFCB. Nessa ferrovia, ela recebeu o número 370, e ficou encarregada de rebocar o Expresso Cruzeiro do Sul entre Rio de Janeiro e Belo Horizonte (enquanto sua prima nº 353 Baldwin Velha Senhora fazia com o segundo trem Cruzeiro do Sul o trecho RJ-SP).
O nome Zezé Leone vem homenagear a primeira Miss Brasil, eleita na mesma época da chegada da locomotiva.
Com o fim do Cruzeiro do Sul e do transporte a vapor na Central, a 370 foi deslocada para trens de subúrbio, manobras, cargas, até ser desativada. Para sorte dos apreciadores e historiadores, da mesma forma que a 353, a 370 foi esquecida num galpão por iniciativa de algum ilustre desconhecido, que alegou que ela seria desmontada em MG, mas simplesmente não o fez.
Passaram-se cerca de 40 anos com a locomotiva esquecida dentro de uma oficina da RFFSA, mas em boas condições (como se vê na foto acima), tanto que quando recuperaram a Velha Senhora, tencionaram fazer o mesmo com a Zezé. Infelizmente, isso foi postergado por cerca de uma década, até que em 2005 começava a recuperação da locomotiva.
Patrocinada pela MRS, e feita por voluntários, a locomotiva foi totalmente revisada, e estando em ótimas condições, ficou pronta em fins de agosto de 2008. Novamente a 370 voltava a rodar.
Hoje ela está em Santos Dumond, MG, onde dizem que poderá puxar um trem turístico (versão mais simples que o dito Expresso Pai da Aviação) nos fins de semana. Torçamos para que isso ocorra, e pelo menos uma vez haja um final feliz para a história da ferrovia no Brasil.

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