

As duas fotos acima foram tiradas por mim em fevereiro de 2009. A má qualidade da foto se dá por estar escurecendo e por a câmera estar com o foco errado. Mas retratam a queda de um poste de telégrafo da FEPASA que ficava no fim da avenida de casa, além de parte dos trilhos abandonados no centro da cidade.
A linha antiga que ligava Santana (km 128) até Batovi (km 138), que passava pelo centro de Rio Claro desde 1876, foi substituída em 1976 por uma variante fora da cidade. Mesmo com a variante, os trens de passageiros e parte dos trens de carga continuaram a passar pela linha antiga.
Em 1999, com a venda da FEPASA para a Ferroban, e o fim dos trens de passageiros em 2001, os trens pararam de passar pelo centro da cidade. Só continuaram a passar os trens de manutenção que tinham como destino a oficina de manutenção. Os trens de carga começaram a trafegar pela variante.
Em 2002, foi desativado o trecho entre as oficinas e Batovi-Nova, com os trilhos sendo em parte (mas nem tanto) arrancados, soterrados ou entortados. Já o outro trecho continua até hoje (17/09/2009) em funcionamento.
Mas um plano antigo, iniciado na inauguração da variante, ganhou impulso nos últimos tempos. A retirada das oficinas e dos trilhos para construir uma auto pista que corte a cidade de ponta a ponta, usando o terreno da ferrovia. Justamente hoje que se fala tanto em VLT, em preservação ambiental, em ferrovias e em mobilidade urbana, Rio Claro caminhará para trás nesse ponto. E a principal justificativa para isso é alegar que o VLT de Campinas não funcionou, e lá a cidade era muito maior que aqui.
Isso não é justificativa, e um VLT na cidade seria muito bom para a população. Espero que a prefeitura entenda sobre isso e acabe mudando de idéia a respeito. Torçam para isso.

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