Acima: A estação Simplício, em abril de 1980, na última viagem do chamado "Trem Mineiro". Foto: Jornal do Brasil.Abaixo: nessas três fotos, tiradas por Latuff, em 2007, a velha estação ainda resiste.



Inaugurada na linha Auxiliar da EFCB, transferida depois para a Leopoldina, a estação Simplicio foi construída em 1871 como Conceição, mudando de nome em homenagem ao fazendeiro Simplicio José Ferreira da Fonseca. O ramal de Porto Novo, construído em bitola larga, foi reduzido para a métrica e incorporado à linha auxiliar.
Foi uma estação grande, com um armazém de café de 60 metros na década de 1950, linha telefônica e outras modernidades da época. Mas na década de 1970 foi fechada e começou o abandono. As duas estradas que chegavam até a estação mudaram de lugar, e logo na década de 1980 já a estação ficou isolada do mundo.
De um lado, o rio Paraíba do Sul. Do outro, mato alto da Caatinga. Em poucos anos, foi-se degradando todo o prédio.
Em 2007, Carlos Latuff conseguiu chegar até a estação, e fotografou um panorama assombroso. Um prédio tão belo está em ruínas, continuando em pé graças a maravilhosa engenharia antiga, que faz com que muitos prédios antigos aguentem décadas abandonados.
Mas seu tempo está contado. Logo, caíra no abandono. Se não ruir por conta própria, o progresso o fará. Uma represa seria construída na região, mudando os trilhos de lugar. Com isso, a estação ficaria isolada totalmente do mundo, além de que não aguentaria muito tempo na água. É a história de um grande lugar que caiu no esquecimento e certamente será riscado do mapa em pouco tempo.
Texto adaptado da página de Rauph Mennucci Giesbretch.
Fotos: Carlos Latuff e Jornal do Brasil.

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