quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

FTC completa 15 anos.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

FTC completa 15 anos de concessão
01/02/2012
A Ferrovia Tereza Cristina completa nesta quarta-feira (01/02) 15 anos de concessão. A empresa assumiu as operações da linha catarinense em 1997, focando o transporte de carvão da região carbonífera para o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo.

Em 2010, a FTC transportou 2,6 milhões de toneladas. Durante os 15 anos de operações, o valor soma 38,6 milhões de toneladas de carga. Atualmente, a FTC transporta somente carvão. A previsão é retomar o transporte de produtos cerâmicos ainda no primeiro semestre deste ano.

Para melhorar a qualidade de suas operações, a empresa investiu em modernização de locomotivas e vagões, recuperação da via permanente (superestrutura e infraestrutura), sinalização, segurança de passagens em nível, modernização de equipamentos de oficinas, desenvolvimento de softwares de gerenciamento operacional, adequações ambientais e  capacitação de funcionários.

A Ferrovia Tereza Cristina tem 164 km e passa por 13 cidades do sul catarinense. A empresa conta com 10 locomotivas e 449 vagões em operação.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

TLSA recupera ligação norte-sul.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ferrovia em recuperação
30/01/2012 - G1 PE
A Ferrovia Cabo-Propriá, que liga Pernambuco a Sergipe, parcialmente destruída pelas enchentes em 2010, terá um trecho de 380 quilômetros recuperado. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (30) pelo Governo de Pernambuco. A Transnordestina Logística S.A será a empresa responsável pelas obras de reparo, que devem começar dentro de 15 dias, após autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A companhia investirá R$ 60 milhões em recursos próprios para a recuperação da linha férrea. Os trabalhos devem gerar cerca de 200 empregos diretos. Com extensão total de 560 quilômetros, a ferrovia apresenta hoje 350 pontos de interrupção no seu traçado, localizados entre os estados de Pernambuco e Alagoas.

Do total dos investimentos, cerca de R$ 25 milhões serão destinados à recuperação de um trecho de 150 quilômetros da ferrovia que corta os municípios pernambucanos de Ribeirão, Gameleira, Joaquim Nabuco, Catende, Maraial, São Benedito do Sul, Quipapá e Palmares, todos na Mata Sul, além de Canhotinho, no Agreste. Três pontes serão reconstruídas. Também serão feitos serviços de drenagem e terraplenagem, troca de trilhos e dormentes, além da limpeza da linha.

A expectativa é que a estrada de ferro esteja em pleno funcionamento dentro sete meses. Ainda segundo estimativa da Transnordestina Logística, a movimentação de cargas na ferrovia deve chegar a 1,5 milhão de toneladas por ano até 2015.

Durante o anúncio, realizado no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, o diretor-presidente da Transnordestina Logística S.A, Tufi Daher Filho, disse que a reativação da ferrovia abrirá um canal de ligação de Pernambuco com a Bahia, pois a Cabo-Propriá será ligada à linha férrea Centro-Atlântica, que vai até Salvador. Ele também descartou a possibilidade de novas enxurradas voltarem a destruir a linha férrea usando o argumento de que as barragens que estão sendo construídas pelo Governo estadual vão evitar novas tragédias.

O governador do Estado, Eduardo Campos, destacou que a recuperação do equipamento trará benefícios para a economia, pois, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a estrada de ferro será responsável por receber cerca de 15% da carga movimentada no Porto de Suape.

Destruíção

A Ferrovia Cabo-Propriá havia sido destruída pela primeira vez nas enchentes de 2000. Depois de oito anos e de uma disputa judicial que definiu que a responsabilidade pelo conserto da linha cabia à Transnordestina Logística S.A, os serviços começaram a ser executados. Em 2010, quando já possuía vários trechos prontos e estava prestes a ser inaugurada, a estrada de ferro foi novamente destruídas pelas chuvas.
NOTA JJEF PRODUÇÕES: poderiam já investir um pouquinho mais e ampliarem o leito nos locais destruídos para receber futuramente 1,6m de bitola, até mesmo para ser futuramente competitiva com a FNS, que certamente obrigará a FCA alargar sua bitola entre Anápolis e Boa Vista (antiga CMEF e RMV), linha que foi construída com gabarito para 1,6m.

Lembrando também que o governo quer que a linha principal da FCA, entre a Bahia e Belo Horizonte, tenha a bitola alargada para poder entrar sem baldeação na MRS. E claro que logo a ponta da linha, em Sergipe, será alargada também, necessitando a TSLA alargar a sua até a conexão com a nova transnordestina, que já está sendo contruída em bitola larga.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

MP quer cancelas ativadas e trens sem apitos em SP.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Ministério Público que proteção nas ferrovias de SP
28/01/2012 - G1 Rio Preto e Araçatuba
O Ministério Público Federal em Jales determinou que a ALL, América Latina Logística, instale cancelas e equipamentos de segurança nas passagens de nível em alguns trechos da ferrovia que passa pela região em Fernandópolis, Jales, Meridiano, Santa Salete, Três Fronteiras e Urânia, todas no interior de São Paulo.

Segundo o Ministério Público, devem ser colocados muros, alambrados, semáforos e redutores de velocidade para veículos. O procurador da república, Thiago Lacerda Nobre, deu prazo de 30 dias para que a concessionária cumpra a determinação.

A medida é para aumentar a segurança dos moradores e motoristas, além de reduzir os apitos dos trens. A assessoria da ALL disse que só vai se manifestar na semana que vem.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: dois apitos longos, um pequeno, um longo e dois pequenos. Se não me engano é isso que todos os maquinistas do mundo tem que fazer ao se aproximar de uma PN, uma ponte, um viaduto, um túnel. É uma norma técnica internacional. Querer impedir na justiça que os trens apitem é ir mais uma vez contra o que os demais países do mundo fazem. O que poderiam ter feito é exigido que a ALL faça um melhor treinamento com seus maquinistas, pois alguns exageram mesmo, dependurando no apito. Agora impedir que os trens apitem, confiando totalmente na cancela, é algo irreal. A FEPASA apitava antes de passar nas cancelas automáticas dela. Quanto as cancelas, acho uma boa recolocá-las para funcionar automaticamente.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Acidente na CPTM.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

Trens da CPTM batem na Linha 8
27/01/2012 - G1 SP
O governador Geraldo Alckmin disse na manhã desta sexta-feira (27) que o acidente ocorrido entre dois trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em Itapevi, na Grande São Paulo, terá uma apuração rigorosa. Ao menos sete pessoas ficaram feridas na colisão, que aconteceu na noite desta quinta-feira (26) na Linha 8-Diamante. A circulação de composições entre as estações Itapevi e Engenheiro Cardoso continuava interrompida no início da tarde desta sexta.

“Esse caso já está sendo verificado. Graças a Deus não teve nenhum óbito, a empresa agiu também rápido, acho que agora à tarde já estará restabelecido o tráfego, e já está apurando, para verificar se foi uma falha humana ou se foi uma falha técnica. Vamos ter cautela, mas a apuração é imediata”, afirmou Alckmin.

O governador também disse que está sendo implantado um sistema para melhorar a segurança, garantindo a distância entre os trens. “A CPTM é uma empresa que melhorou muito. Quem lembra dela há 20 anos vai lembrar de uma empresa sucateada, onde morria todo dia pessoas que faziam surfe no trem, pessoas andando penduradas em janela, portas, o caos verdadeiro. Neste ano teremos R$ 1,5 bilhão de investimento.”

Liberação

Operários trabalhavam na liberação do trecho da Linha 8-Diamante. Até o início da tarde, não havia previsão do término dos trabalhos no local.

O Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situações de Emergência (Paese) foi acionado e ônibus faziam o transporte de passageiros no trecho. No início da manhã, uma longa fila de passageiros aguardando os ônibus para seguir viagem se formou na estação. Às 11h30, no entanto, a situação já havia se normalizado. Passageiros que chegavam à estação embarcavam rapidamente nos coletivos.

A professora de português e inglês Elisângela Cristina, de 34 anos, chegou por volta das 11h15 à estação. Ela, que trabalha na Barra Funda, disse que costuma levar 50 minutos para chegar ao trabalho. Mas hoje, só Deus sabe. Ela contou que não estava sabendo da interdição.

No trecho entre Engenheiro Cardoso e a Estação Júlio Prestes, os trens circulavam normalmente.

O choque entre as composições aconteceu por volta das 21h20, perto da estação Itapevi da CPTM. O trem tinha saído da Estação Júlio Prestes, no Centro de São Paulo, e estava a apenas uma estação de Itapevi, seu destino final, quando bateu em outra composição, que, segundo a CPTM, fazia a manobra de retorno.

Seis feridos foram encaminhados para o pronto-socorro central da cidade, que fica a poucos metros do local do acidente.Uma mulher com fratura no quadril foi encaminhada pelo Samu ao Hospital Geral de Itapevi.

A perícia trabalhou durante toda a madrugada para investigar a causa do acidente. Em nota, a CPTM disse que abriu sindicância para apurar as causas do ocorrido.

UK terá mais um TAV.

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UK contrata seu segundo TAV
30/01/2012
A HS2, agência governamental responsável pela implantação do projeto do trem de alta velocidade do Reino Unido, nomeou a consultora CH2M Hill como sua parceira de desenvolvimento para a primeira fase, entre Londres e Birmingham. Mediante contrato de £ 70 milhões (US$ 110 milhões), a CH2M Hill fornecerá assistência à HS2 – nome derivado de High Speed 2, segunda linha de alta velocidade do Reino Unido, depois da ligação Tunel da Mancha-Londres -- em engenharia, projeto e no trabalho de meio ambiente na linha proposta,  na região de Midlands. Na segunda fase a linha se bifurca, indo até Manchester e Leeds.

Na primeira fase, até Birmingham, a linha terá 230 km, dos quais 127 km em túneis ou cortes e 64 km em viaduto ou aterro. Será construída para permitir velocidades até 400 km/h, limite previsível para a tecnologia de alta velocidade em 2026, data prevista para o início da operação. O custo está estimado entre £ 15 e 17 bilhões (US$ 23 a 27 bilhões). A linha permitirá o tráfego de trens de carga durante a noite.

Alison Munro, Chefe-Executiva da HS2, disse: "Agora que a HS2 está em pé e em operação, é hora de trazer novas pessoas a bordo; estou muito satisfeita em receber a CH2M Hill como nossa parceira de desenvolvimento para a nova fase desse projeto tão animador – agora, seremos capazes de seguir em frente sem atrasos".

"O compromisso significa que teremos gerentes de projeto de nível mundial e especialistas técnicos trabalhando lado a lado conosco para entregar as obras de projeto, engenharia e meio ambiente necessárias para o projeto híbrido. Eles trarão, principalmente, sua experiência com a obra na HS1 (Canal da Mancha-Londres) e na Crossrail, dois grandes projetos de infraestrutura do Reino Unido que possuem relevância direta com a nossa obra".

A CH2M Hill gerenciará o projeto das empresas de serviços profissionais que empreenderão a obra de referência do projeto, meio ambiente e terreno para a linha do trem de alta velocidade. A firma também supervisionará vários contratos de serviços profissionais que serão concedidos na concorrência de fevereiro desse ano, e que a HS2 atualmente participa.

A CH2M Hill, empresa de engenharia norte americana, tem cerca de 30 mil empregados, faturamento de 6,3 bilhões de dólares em 2010, e em novembro de 2011 adquiriu o Halcrow Group, que trabalhou na HS1 e no Crossrail, o projeto de expansão e modernização do Metrô de Londres. No Brasil a Halcrow foi responsável pelo estudo de viabilidade do TAV.

domingo, 29 de janeiro de 2012

VLT de Brasília pode não ser concluído.

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Destino do VLT de Brasília ainda é um mistério
25/01/2012 - Valor Econômico
Em uma cidade desenhada para os automóveis e sem calçadas em algumas de suas avenidas, o único projeto de transporte coletivo em Brasília para a Copa do Mundo está rigorosamente parado, embora o primeiro contrato para a realização das obras tenha sido assinado há quase três anos.

A linha do veículo leve sobre trilhos (VLT), o bonde moderno, deveria ter 22,6 quilômetros e 25 estações, entre o aeroporto e o fim da Asa Norte, atravessando toda a extensão do Plano Piloto. O projeto foi dividido em três fases e apenas a primeira delas, com 6,5 quilômetros e quatro estações, talvez seja concluída até 2014. Sem decisão mesmo sobre essa fase, o governo local ainda avaliará, por volta de abril, se toca as obras ou engaveta temporariamente o projeto.

Além de despertar controvérsia por interferir no projeto urbano da cidade, o VLT de Brasília enfrenta questionamentos judiciais. Em dezembro, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal anulou o primeiro contrato para as obras, firmado em abril de 2009, com valor próximo de R$ 1,5 bilhão. "Não há dúvida de que o processo de licitação foi fraudado desde o início", disseram os desembargadores, na sentença. Eles afirmam ter havido conluio entre duas empresas, que simularam concorrência, mas dividiram a elaboração dos projetos básico e executivo.

A decisão culpa o ex-presidente do Metrô-DF, estatal responsável pela implantação do projeto, de participação "devidamente comprovada" no esquema de fraude.

Menos de 3% das obras avançaram antes da paralisação. Enquanto o esqueleto de um dos terminais do VLT começa a enferrujar, as autoridades de Brasília decidiram concentrar-se exclusivamente no primeiro trecho da linha. Ele liga o aeroporto ao fim da Asa Sul, o que é "totalmente inútil", na avaliação de Artur Morais, especialista em políticas de transporte e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB).

Pode soar pouco familiar para quem não conhece o mapa da capital, mas há uma explicação. No projeto original, o novo sistema de transporte percorreria toda a avenida W3, a mais movimentada de Brasília. Passaria pelas duas regiões de hotéis e perto do Estádio Nacional, que sediará seis jogos da Copa do Mundo. Só com o primeiro trecho em operação, nada disso pode ser feito e a avenida continuaria atendida por ônibus velhos e precários, sem renovação.

Até o atual presidente do Metrô-DF, David José de Matos, reconhece a perda de eficácia com o encolhimento do VLT. "Preferimos fazer assim para não correr o risco de chegar a 2014 com toda a W3 esburacada", diz. Mas ele defende a continuidade do projeto como "pontapé inicial de um sistema de transporte integrado", como "acesso a uma tecnologia nova", e como "segunda alternativa de acesso ao aeroporto".

O último balanço dos projetos de mobilidade urbana da Copa previa o início das obras do VLT em dezembro. A nova licitação, no entanto, ainda não foi concluída e o governo espera assinar o contrato até abril. Com isso, acredita que os trabalhos podem ser retomados em julho. "Dá para entregar até a Copa. As obras civis, em si, demoram cerca de 18 meses", afirma Matos. A questão, segundo o executivo, é se surgirem questionamentos judiciais ou novos obstáculos que atrasem ainda mais o cronograma. Por isso, ele diz que uma reavaliação sobre a viabilidade da obra deverá ser feita em abril, antes da assinatura definitiva do contrato.

A nova licitação - que inclui os projetos de engenharia e as obras - está sendo feita pelo RDC, o regime diferenciado de contratações, recentemente sancionado pela presidente Dilma Rousseff. A Caixa Econômica Federal já deu aval a um financiamento de R$ 263 milhões, segundo informou Matos.

A dificuldade em tirar o projeto do papel repete a novela do metrô, que atravessou vários governos. O sistema teve sua construção iniciada em 1992, mas só começou a operar em 2001, em meio a atrasos e denúncias de irregularidades. Até hoje tem uma rede limitada, requer subsídios de mais de R$ 50 milhões para funcionar e não consegue andar com seus planos de expansão. No cenário otimista, prevê-se apenas mais uma estação até 2014.

O governo local encara a linha de VLT como um paradigma na tentativa de revitalização da avenida W3, espécie de bulevar comercial até os anos 80, que entrou em decadência com os shopping centers. Para o professor Frederico Flósculo, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB, isso não faz sentido se for mantida a circulação de carros e ônibus pela avenida. Flósculo, que coordenou a equipe vencedora de um concurso para projetos de recuperação urbana da W3, diz só ver sentido no projeto caso o VLT transite em uma via exclusiva de pedestres.

NOTA JJEF PRODUÇÕES: Brasil, um país sempre do contra, onde nada é viável, e que no fundo está virando uma Rússia austral, com suas pequenas repúblicas independentes em volta. Não construir um VLT, um metrô porque a cidade é tombada... Qualquer outra cidade do mundo vai aos órgãos competentes que tombaram a cidade e negociam com eles, só aqui que não. Aqui quer ter a vanguarda de ser o país mais burocrático e caro do mundo, onde só bandido e político vence na vida e leva adiante seus projetos, e olhe lá ainda, já que do jeito que anda logo eles mesmos não poderão fazer nada mais, de tão engessada que ficará a máquina pública, com ministérios e repartições pra arranjar empencilhos em todo canto. Estava lendo em um blog hoje que o sistema funicular de Paranapiacaba nunca mais vai funcionar por causa de uma lei ambiental que proíbe fumaça naquela região. E as rodovias?!? Não soltam muito mais fumaça que um trem turístico?!? E os posseiros, os esgotos, as queimadas, os assentamentos clandestinos, não destroem mais a mata atlântica do que uma pequena vila turística com seu trem a vapor? É, esse é o Brasil...

CPTM construirá novo pátio em Presidente Altino.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

CPTM vai construir novo pátio em Presidente Altino
25/01/2012 - Web Diario

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) vai abrir licitação para a construção de um novo pátio com oficinas e instalações, em Presidente Altino, na zona Norte de Osasco.
O projeto faz parte dos planos de modernização do sistema ferroviário, que devem transformar as linhas de trem em uma espécie de “metrô de superfície”.

Na semana passada, a empresa realizou uma sessão pública para recebimento de propostas para execução do projeto, mas ainda não há previsão para abertura da licitação. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente emitiu, em 2009, a licença ambiental prévia para construção do novo galpão, e o projeto deverá ser executado em até de 2 anos e 6 meses.

O empreendimento terá 30 mil metros quadrados de edificações, que incluirá um galpão, de 15.500 metros quadrados, onde poderá ser realizada a revisão de até seis trens, simultaneamente; uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE); um depósito de inflamáveis; uma central de armazenamento de resíduos; entre outros espaços.

O projeto também prevê melhorias para as áreas utilizadas pelos funcionários da CPTM. Será criado um espaço, de 1.650 metros quadrados, para atender cerca de 450 empregados, com vestiários, sanitários, refeitório e área de lazer. Também será projetada uma área de 2.100 metros quadrados, onde será implantado um estacionamento para os empregados.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Justiça bloqueia retirada de linha da SPM em Ribeirão Preto.

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Justiça quer estudos na linha de Ribeirão Preto
23/01/2012
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou, na última sexta-feira (20/01), que a prefeitura de Ribeirão Preto (SP) aprofunde o estudo técnico sobre a linha férrea que passa pela cidade. A prefeitura está negociando com a União a cessão da área e avalia a implantação de um corredor de ônibus no trecho.

O orgão começou a analisar o caso a partir de uma denúncia protocolada pelo presidente do Instituto História do Trem, Denis Willian Esteves, informando que o município estaria planejando eliminar os ramais ferroviários e, no local, construir um corredor de ônibus.

A recomendação foi para que a prefeitura não faça contrato com a União para a aquisição do trecho enquanto não houver “cabal e aprofundado embasamento técnico sobre as utilidades desses bens para o município”; que o Ministério dos Transportes e o DNIT não aprovem a cessão sem os estudos técnicos e que não seja aprovada a construção de um novo ramal em substituição aos já existentes, sem o embasamento técnico que comprove a necessidade de ambas as obras.

O procurador da República, André Menezes, responsável pelo caso, apontou em sua recomendação três inconvenientes na concretização das negociações: o município assumiria a recuperação dos ramais abandonados e desocupação de suas margens, atualmente ocupadas por construções irregulares de famílias de baixa renda, quando esta responsabilidade é da concessionária; a União assumiria a responsabilidade de custear a construção de um novo ramal, responsabilidade que também caberia à concessionária; e a inviabilização da implantação do projeto de trem histórico-cultural no município.

De acordo com o Ministério Público, o Dnit informou que “o traçado ferroviário no trecho urbano encontra-se técnica e operacionalmente inviável por ser um traçado antigo, com raios e rampas inadequados, e com muitas passagens de nível tornando assim um risco à população”.  Para Menezes, a explicação é insuficiente porque não tem respaldo técnico: “faltam outras demonstrações para que se possa fazer uma comparação”.

A linha de 12 km passa pela região norte do município e está desativada desde 1995. O trecho é uma concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que juntamente com a ANTT, DNIT e a prefeitura estão desenvolvendo um estudo para construir uma variante na cidade.  A obra seria custeada em parceria entre os órgãos, a concessionária e a prefeitura.

Segundo a FCA, se o projeto da variante for concretizado, o trecho será devolvido para a ANTT, que dará a destinação adequada à linha. A concessionária explica que o traçado original da linha é da década de 60 e tem muitas passagens em nível, que na época já dificultavam a passagem do trem, o que ficou mais difícil com o crescimento da cidade.

Na região de Ribeirão Preto, a FCA tem grande participação na movimentação de açúcar.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A Piada da Ferrovia Brasileira.


Apesar do título, essa é apenas uma das piadas da situação da ferrovia brasileira no país. Todos os dias em meu fotolog passam pessoas perguntando como que nossas ferrovias chegaram nesse ponto em que estão hoje. É simples, quando analisamos o país por um todo. Uma nação como a nossa, que não tem seriedade, mas já passou da hora de ter, só poderia chegar nesse ponto.

No caso da placa da foto, é lógico que a frase certa é "Proibido transitar sobre a linha férrea". Existe sim uma lei datada de 1922 que trata a respeito disso, lei que ainda vale, só mudaram os valores (ainda bem, senão ficaria dificil pagar em 200 mil réis como outrora). Aqueles que não conhecem a respeito, não é uma lei abusiva do nosso país, é uma norma internacional das ferrovias. Vejam que as fotos e filmes feitos nos EUA são sempre em passagens de nível, pontes ou pelo menos 20 metros longe do trem. Caso contrário, é prisão, multa e apreensão do equipamento. Parece incrível, mas no Brasil isso também ocorre, e não é na VALE, e sim na MRS. Qualquer incauto fotógrafo que esteja na beira da linha é detido e tem a câmera apreendida, por causa dessa lei.

E isso nem conta a lei da época do Getúlio Vargas, datada de 1942, dizendo ser proibido fotografar em público por motivos de "segurança nacional contra os países do eixo"... Pois é, uma lei feita para a proteção nacional na II Guerra Mundial não foi revogada ainda. Se podemos tirar fotos em público hoje é porque ninguém se lembra mais disso.

Mas voltando ao caso da placa. Foi uma iniciativa do governo municipal colocar essas placas nos trilhos da CPTM ou onde ela chegasse. Agora as perguntas: Ninguém revisou? A pessoa que instalou não leu? A pessoa que aprovou não leu? A gráfica não achou estranho essa frase? Talvez não. Do jeito que anda, a pessoa deve ter achado que havia uma casa de prostituição ao lado da linha.

Peraí! Que linha? Essa placa fica onde ocorre a junção do ramal de Jurubatuba com a linha Mairinque Santos, estando a placa no ramal. Até 1998 a CPTM e a FEPASA usavam a linha para cargas e passageiros. De lá para cá não mais, a CPTM para seus trens no meio do caminho, e a FEPASA deixou de existir, sendo que cargas não passam mais. Em 2008 o ramal inteiro simplesmente sumiu! Os trilhos desapareceram do dia para a noite. Até mesmo reportagens de televisão falaram a respeito. Até hoje ninguem sabe quem roubou a linha, que consta como ativa no patrimônio da União.

Então, dupla inferência: é proibido transar na linha. Não tem linha mais, roubaram ela. Logo dá para transar lá. Mas e se a pessoa quiser transitar no leito abandonado? Será que vai ser presa ainda? Ou vai passar algum trem fantasma lá?

Uma coisa é certa: foram nossos impostos que pagaram essa placa. E quem me perguntar "você mora em Rio Claro, e não em São Paulo", ora, o dinheiro gasto nessas placas pela prefeitura paulista foi reposto pelo governo estadual, e daí sim entra o dinheiro de meus impostos.

Ah! A foto é do Google Earth. Autoria de protetorapa (como tem uma área de proteção ambiental por ali, acredito que a pessoa trabalhe no local ou atue voluntariamente). Espero que cubra os direitos autorais. O texto e a indignação são meus mesmo...

FCA conclui reforma de vagões tanque.

NOTÍCIAS DO DIA (Revista Ferroviária):

FCA conclui reforma de 62 vagões tanque
23/01/2012
A Ferrovia Centro-Altântica (FCA) concluiu em dezembro a reforma de 62 vagões do tipo tanque, destinados ao transporte de combustíveis. O trabalho, iniciado em fevereiro do ano passado, é resultado de uma parceria da FCA com a distribuidora Ipiranga e irá permitir a operação de aproximadamente 8 mil toneladas de álcool, gasolina e diesel no trecho que liga Candeias, na Bahia, a Montes Claros, em Minas Gerais.

O investimento, da ordem de R$ 1,5 milhão, foi realizado exclusivamente pela Ipiranga. A FCA ficou responsável pela mão de obra e operação. O montante foi aplicado na reforma dos vagões e também na modernização da oficina da ferrovia em Alagoinhas (BA), onde o trabalho foi realizado.

Entre as tecnologias empregadas nos vagões estão a adoção de mecanismos de proteção para o transporte de produtos inflamáveis e engates do tipo “double shelf”, que evitam o tombamento. Já a oficina passou por uma revitalização, incluindo a reforma da caldeira e da área de desgaseificação dos tanques, para eliminação de vapores inflamáveis e partículas sólidas.

De acordo com a Ferrovia Centro-Atlântica, a reforma de mais vagões está sendo estudada para 2012, mas ainda não há estimativa de qual será o investimento.